segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Você tem um poder. Use-o!

Você e eu somos limitados. Não podemos todas as coisas; apesar de alguns gurus da auto-ajuda defenderem a idéia de que “querer é poder”. Balela! Tolice! Nem sempre podemos decidir pelo que passaremos. Existe uma coisa chamada acaso. E muitas vezes ele nos reserva situações indesejáveis, e que temos de aceitar.

Mas, apesar de não podermos decidir pelo que passaremos sempre (eu disse sempre), podemos decidir como passaremos pelas situações que a vida nos reserva. Ou seja, você pode escolher como reagir. A isso chamamos “O PODER DE FAZER ESCOLHAS”. É isso mesmo, o poder da decisão, de escolher entre o bem e mal, entre o certo e o errado, entre A e B, entre rir da desgraça ou chorar de alegria. Você tem esse poder dado por Deus. Eu sei que às vezes somos tolhidos de nossos direitos e, por vezes, somos forçados a escolher algo que não queríamos, seja por repressão, medo etc. Ainda assim, você escolheu aceitar isso. Usou o poder de escolher.

Pois bem, que escolhas profissionais você tem feito? Que escolhas fez hoje que certamente irão influenciar quem você será amanhã? Sim, porque seu futuro está começando hoje, com as decisões que está tomando agora. Lembre-se de que mais importante do que onde você está é para onde você caminha. Sendo assim, que passos você tem decidido dar agora? Eles te levam para seu alvo, seu objetivo de crescimento, suas conquistas? Se você constatar que não, por favor, não culpe o mundo, a vida, os outros. A culpa é sua, que tem feito as escolhas erradas.

Como já afirmei, não podemos escolher todas as situações pelas quais passaremos. Mas admita, aceite, assuma que você sempre poderá escolher como reagirá a essas situações. Poderá escolher se algo irá lhe levar para baixo, ou lhe fazer mais diligente e determinado. Se irá lhe abater, ou lhe desafiar. Se irá lhe insultar e humilhar, ou reforçar sua auto-estima. A Bíblia é repleta de recomendações sobre como fazer uma escolha. Em minha opinião, a mais proveitosa delas, referente a nossa existência terrena, é a de escolher no que pensar. O apóstolo Paulo faz uma recomendação interessante aos filipenses, no cap. 4 e verso 8. Ele diz assim: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, que seja isso que ocupa vosso pensamento”.

Ou seja, Paulo deixa claro que podemos e devemos fazer uma escolha por pensar coisas boas, que elevem nossa alma, nosso espírito, nossa estima, e nosso caráter. E a razão é simples. Isso afetará diretamente quem somos. E quem somos determina o que fazemos, quanto e o que produzimos. E você deve dar muita atenção a isso, porque você enxerga no mundo o reflexo do que está cheia a sua mente. Se você a enche de tristeza, melancolia, ódio, raiva, vingança e outras coisas mais, é exatamente isso que encontrará no mundo. É por isso que Paulo faz outra recomendação. Em sua carta a Tito, cap. 1 e verso 15, ele diz: “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.” Moral da história: você enxerga o que sua mente está cheia. Se quiser ver um mundo melhor, nutra-se de coisas boas, em primeiro lugar.

Duas coisas lhe influenciam por toda a sua existência: os livros que você lê (ou os programas que assiste) e as pessoas com quem se relaciona. Mais uma vez, uma questão de escolha. É lógico que, às vezes, precisamos conviver com certas pessoas indesejáveis, seja por força do trabalho, etc. Mas quem lhe disse que você está obrigado a se relacionar com elas, e ter de tomar as suas formas? Em hipótese alguma! Lembre-se de que relacionamento significa envolvimento, transformação. Por isso, escolha as melhores pessoas. Da mesma forma os livros, filmes, programas e também artigos e textos. O importante é que você exercite em seu favor o poder que Deus lhe deu, e que o diferencia de todos os outros animais terrestres, e que vivem por instinto: ESCOLHA! Mas faça isso com discernimento, sabedoria, senso de justiça e de amor ao próximo, para que sua escolha se pareça ao máximo com a escolha que o Pai faria para você.

Espero que esta leitura tenha sido uma boa escolha para seu futuro melhor.
Bênçãos e sucesso! 



Fonte: Paulo Angelin na Revista Enfoque
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Padre troca igreja por prefeitura e assume em 1º de janeiro de 2013

A partir da próxima terça (1º), a cidade de Campo Belo do Sul, na Serra Catarinense, terá um padre na administração municipal. Em 7 de outubro, no primeiro turno das Eleições 2012, Edilson José de Silva (PMDB) foi eleito com 2.967 votos, contra 2.365 do adversário.

O sacerdote de 45 anos, que agora trocará a igreja pela Prefeitura, explica que decidiu entrar na vida política por perceber urgências da população. "A necessidade do povo de Campo Belo me levou a entrar no campo político. Acredito que não é nossa função, mas temos que ajudar quando se faz necessário", diz.

"Hoje percebemos que aqui no Brasil a educação está péssima, inclusive em Campo Belo do Sul. Temos um dos piores índices da região serrana. Então, é preciso investir muito em educação e, depois, na saúde", revela o padre sobre a prioridade que terá no mandato como prefeito.

Há 12 anos sacerdote, ele já foi candidato por duas vezes, sendo eleito em 2012 com certa folga em relação ao outro candidato. Edilson foi escolhido prefeito de Campo Belo do Sul com 55,65 % dos votos válidos. Esta é a primeira vez, em 80 anos, que um padre da diocese de Lages, também na Serra, assumirá o posto.

A partir da data da posse, em 1º de janeiro de 2013, Edilson terá outros desafios na vida. Ele continuará atendendo às funções de padre em Campo Belo do Sul, mas deixará de lado o trabalho de pároco que exerce em Cerro Negro.



Fonte: G1
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O Ano Novo começa agora!

Mais um ano se inicia. Na realidade é apenas mais um dia que se vai e outro que nasce. Não há nada de mágico ou especial que aconteça entre o dia trinta e um de dezembro de um ano e o dia primeiro de janeiro do ano seguinte. É apenas mais um dia no calendário.

Acontece que nós, seres humanos, necessitamos de marcos em nossas vidas. Necessitamos separar um momento, olhar para trás e ver o quanto caminhamos, e olhar para frente e avaliar o quanto ainda resta para caminhar. Precisamos de momentos para pensar sobre nossos caminhos, fazer um balanço de nossas vidas e planejarmos o futuro.

Por isso precisamos de datas especiais que nos permitam esta reflexão. Precisamos de aniversário, natal, dia das mães, dos pais e ano novo... Dias festivos, mas dias também para nos reavaliarmos.

Deus se fez homem e nasceu na plenitude dos séculos. Ele também morreu e voltou a viver. Portanto, a fé cristã é renascimento, recomeço, ressurreição. Importa-nos nascer de novo, experimentar algo diferente, riscar o escrito da dívida que têm conosco. Isto é vida em Cristo, uma eterna mudança de mente, um perpétuo estado de arrependimento.

Deste modo, independente de ser apenas mais um dia no calendário, a virada do ano é mais um momento de recomeço; de restauração; de renovação das esperanças e de começarmos um novo caminho. Claro que tudo isto pode e deve ser feito em qualquer dia do ano, mas por que não começarmos agora?

“Aqui e agora é o tempo aceitável, aqui e agora é o dia da salvação”
(2 Coríntios 6:2)



Fonte:  Fruto do Espírito
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domingo, 30 de dezembro de 2012

O que fazer até dia 31 de dezembro?

Como não chegou ainda dia 31 de dezembro, temos alguns dias ainda para aproveitar, mas o que fazer até dia 31 de dezembro? O que planejar ou pensar? Em vez apenas disso, planejar ou pensar, quero sugerir algo que estou tentando fazer mais: orar! Orar anda meio fora de “moda’, ainda mais em um mundo que pouco cultiva o sobrenatural.

Mas nesta reta final de ano, resolvi intensificar mais minhas “batidas” na “porta” do céu. Não talvez com a intensidade precisa, mais com um desejo imenso: de continuar pensando, mas de apresentar cada pensamento diante do Pai. Ouvi de certo pastor esse ano, que parece não gostarmos mais de orar. Algumas vezes nossa fala em relação à alguma tomada de decisão precisa ou à algum problema é: “vou pensar, e não, vou orar”. O problema não está em pensar, aliás a fé e a oração não excluem isso, mais devemos praticar a disciplina da oração sempre (1 Tessalonicenses 5.17) e também quando tudo parece conturbado.

Isso pode ser muito terapêutico nesses últimos dias do ano. Em vez de montar em primazia uma lista de planos para executar a partir do dia 1º de janeiro, que tal colocar todas as coisas diante Daquele que conhece o futuro? Vejamos o que Paulo com inspiração do Espírito Santo diz a nós: “Não se aflijam com nada; ao invés disso, orem a respeito de tudo; contem a Deus as necessidades de vocês, e não se esqueçam de agradecer-Lhe suas respostas.” (Filipenses 4.6 Bíblia Viva - BV). Veja que o apóstolo diz que devemos colocar todas as coisas diante de Deus! O que será que estamos esperando? Um trecho de um hino tradicional ajuda-nos a entender quando falhamos em oração: “(...) Oh! que paz perdemos sempre/Oh! que dor de coração/só porque nós não levamos/tudo a Cristo em oração (...)”. O melhor que fazemos quando nos falta direção é buscarmos a presença de Deus!

Às vezes ou sempre, precisamos nos desligar de muitas coisas para buscarmos a Deus. Precisamos tirar nosso próprio orgulho de tentar planejar tudo sem Deus e nos humilharmos em Sua presença (veja, Tiago 4.10). Precisamos orar em nome de Jesus, e orar em Seu nome é orar como se fôssemos o próprio Cristo pedindo tudo conforme a vontade de Seu Pai (veja, João 15.16). Assim, orando em nome de Jesus teremos a certeza de Sua resposta, como nos diz a Bíblia: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (veja, 1 João 5.14).

E então, você aceita o convite de juntos estarmos na presença do Deus conosco (Veja, Mateus 1.23)? Vamos gastar estes últimos dias de dezembro com oração em vez de persistir somente nos nossos planos? Vamos apresentar nossas listas de planos ao Senhor e ouvir o que Ele tem a nos dizer? E aí, aceita o convite? E depois do dia 31, paramos de orar? Como diz Max Lucado: “ore primeiro; depois, ore mais” .




Fonte: Andrei C. S. Soares em Sou da Promessa
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Bicheiro Carlinhos Cachoeira se converte após prisão e se casa em cerimônia evangélica

Após prometer se casar "este mês ainda" com a companheira Andressa Mendonça ao sair da prisão, o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cumpriu, enfim, a promessa na noite desta sexta-feira. Após as cerimônias civil e religiosa, o casal apareceu na entrada do condomínio Alphaville, em Goiânia (GO), onde ocorreu o casamento, para falar com a imprensa. Diante dos fotógrafos, Cachoeira repetiu o gesto feito durante a cerimônia íntima e beijou os pés da noiva.

"É uma felicidade eu estar aqui com a Andressa. É uma paixão. Eu descobri a força que essa mulher tem. E estou cumprindo tudo, né?", disse Cachoeira, se referindo à promessa feita de se casar com a noiva ainda este ano. "Meu coração pulou fora. Esse foi o pior ano da minha vida, mas também o melhor por ter casado com ela". O casal disse que a lua de mel durará cinco dias em uma chácara perto de Goiânia.

O cartorário Antônio do Prado confirmou, pouco antes das 21h, a realização da cerimônia civil. Segundo Prado, o ato durou cerca de 15 minutos e poucas pessoas estavam presentes, o que confirmaria a previsão de uma cerimônia íntima, restrita a familiares e amigos. A bênção religiosa ocorreu logo depois e foi conduzida pelo pastor Vitor Hugo Queiroz, da Igreja Vida Nova de Anápolis, frequentada pela noiva. Cachoeira disse que a fé lhe dá força para enfrentar o que o futuro lhe reserva. “Tenho confiança em Deus sempre”, disse.

Segundo pessoas próximas ao casal, Cachoeira e Andressa não fizeram questão de divulgar o evento porque queriam restringi-lo a seu círculo mais íntimo, esperando em torno de 50 convidados. Ainda de acordo com as mesmas fontes, nenhum político foi convidado.

De acordo com a organização do evento, foi o próprio Cachoeira que insistiu para que o casamento fosse realizado em dezembro, já que a noiva queria deixar a festa para março. A organização do evento afirma também que o vestido foi criado pela estilista paulista Lethicia Bronstein. A personal stylist Adriana Forte cuidou da produção de Andressa, e também da coordenação da festa ao lado da promoter Fernanda Roriz. 

A primeira vez que Cachoeira falou publicamente a respeito do casamento foi em julho deste ano, durante depoimento à Justiça Federal em Goiânia. Na ocasião, o contraventor fez declarações de amor a Andressa e disse que se casaria com a companheira "no primeiro dia em liberdade". Cachoeira ainda brincou sobre seu estado civil. "(Se sou casado) É uma pergunta difícil. É só o Ministério Público me liberar (que eu caso) no primeiro dia", disse.

Solto no dia 21 de novembro, Cachoeira foi internado poucos dias depois no Instituto Neurológico de Goiânia, com sintomas de depressão e estresse. Ao receber alta, no dia 30, refez a promessa: "o casamento sai este mês ainda", disse.

Uma semana depois, Cachoeira foi novamente preso, adiando o casamento, inicialmente previsto para acontecer no dia 22 de dezembro. "Estou muito triste, mas ainda acredito que Deus nos trará uma solução", disse Andressa na ocasião. No dia 11, o bicheiro foi novamente solto, beneficiado por um habeas-corpus concedido pelo juiz federal Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Carlinhos Cachoeira

Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram diversos contatos entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (GO), então líder do DEM no Senado. Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais, confirmou amizade com o bicheiro, mas negou conhecimento e envolvimento nos negócios ilegais de Cachoeira. As denúncias levaram o Psol a representar contra Demóstenes no Conselho de Ética e o DEM a abrir processo para expulsar o senador. O goiano se antecipou e pediu desfiliação da legenda.

Com o vazamento de informações do inquérito, as denúncias começaram a atingir outros políticos, agentes públicos e empresas, o que culminou na abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira. O colegiado ouviu os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, que negaram envolvimento com o grupo do bicheiro. O governador Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, escapou de ser convocado. Ele é amigo do empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, apontada como parte do esquema de Cachoeira e maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos.

Demóstenes passou por processo de cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa. Em 11 de julho, o plenário do Senado aprovou, por 56 votos a favor, 19 contra e cinco abstenções, a perda de mandato do goiano. Ele foi o segundo senador cassado pelo voto dos colegas na história do Senado.

Em 21 de novembro, após 265 dias preso, Carlinhos Cachoeira, deixou a penitenciária da Papuda, em Brasília. No mesmo dia, o contraventor foi condenado pela 5ª Vara Criminal do Distrito Federal a uma pena de 5 anos de prisão por tráfico de influência e formação de quadrilha. Como a sentença é inferior a 8 anos, a juíza Ana Claudia Barreto decidiu soltar Cachoeira, que cumpriria a pena em regime semiaberto.

No dia seguinte, o Ministério Público Federal (MPF) de Goiás pediu nova prisão do bicheiro, com base em uma segunda denúncia contra ele e outras 16 pessoas, todos suspeitos de participar de uma intensificação de ações criminosas em Brasília. O pedido foi negado pela Justiça.

No dia 7 de dezembro, Cachoeira voltou a ser preso. O juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiás, condenou o bicheiro a 39 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão por diversos crimes relativos à Operação Monte Carlo e determinou sua prisão preventiva. A defesa recorreu e, quatro dias depois, o juiz federal Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu novo habeas-corpus e Cachoeira foi libertado.



Fonte: Terra
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Um recomeço com Deus

“Portanto, fortaleçam as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes.Façam caminhos retos para os seus pés, para que o manco não se desvie, mas antes seja curado”.  (Hebreus 12:12-13)

Todos erramos, em diversas ocasiões e por mais que nos esforcemos para acertar em tudo, lá um dia nos pegamos no erro: uma palavra precipitada, uma decisão equivocada ou a perda de uma oportunidade. 

Mas apesar desta realidade nos acompanhar pela nossa natural imperfeição, Deus na sua misericórdia não permitiu que afundássemos impotentes no erro. Ele nos dá a chance de recomeçar! Sim, uma das coisas mais importantes da vida é a oportunidade de retomar, começar de novo. E isso é imprescindível uma vez que certos problemas são como tempestades e deixam nossas vidas em ruínas. 

É necessário reconstruir, recomeçar. O povo de Israel depois de desobedecer a Deus e ser levado cativo ao exílio teve que recomeçar – a construção, a religião e suas próprias vidas (Esdras 9.9). A mulher que tinha sido flagrada em erro recomeçou sua vida depois do “vá e não peques mais” dito misericordiosamente por Jesus diante de uma multidão com pedras nas mãos (João 8.11). 

Lembre-se daqueles que foram curados por Jesus e tiveram um recomeço digno, já que naquele tempo estar doente era também estar à parte da sociedade (João 5.8-10).

Até mesmo o filho pródigo, que experimentou o mundo, teve uma oportunidade de recomeço junto ao pai. (Lucas 15.20). E pessoalmente falando, a própria conversão a Jesus é caracterizada como um “nascer de novo”, ou seja, um recomeço na vida sob novos valores como salvos e justificados filhos de Deus (João 3.3).

Errar é humano. Recomeçar também. O que você está esperando para recomeçar? Talvez seja um recomeço no seu casamento, de uma amizade, ou o mais importante, um recomeço na presença de Deus, frequentando a igreja, se aproximando novamente do Pai.

Não olhe para sua vida com atitude de derrota. Não desista de sua família, dos seus dons e capacidades. Não abandone o seu chamado. Em Deus encontre forças para recomeçar. Recomece segundo a vontade e os valores que Deus deseja para sua vida. Junte sua história com a de diversas outras pessoas que recomeçaram da maneira correta e foram felizes com Jesus.



Fonte: Rev. Andrei de Almeida Barros no blog da Igreja Presbiteriana Monte das Oliveiras
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Arquiteto japonês cria catedral de papelão na Nova Zelândia

A catedral de Christchurch, na Nova Zelândia, que foi arrasada por um terremoto em 2011, será substituída por uma igreja de papelão.

A nova catedral é um projeto do arquiteto Shigeru Ban, um pioneiro na chamada ''arquitetura de emergência'', em que estruturas podem ser rapidamente erguidas em zonas de desastres.

''Quando eu comecei a fazer isso, em 1986 ninguém falava de temas ambientais, ecologia, arquitetura verde. E aí isso virou moda. Não comecei a fazer isso por uma estratégia comercial ou ambiental, era um material reciclável, que a gente podia voltar a usar. A moda veio depois'', afirma Ban.

Construída a partir de tubos de papelão revestidos com poliuretano à prova de água e bloqueadores de fogo, a nova estrutura poderá abrigar 700 pessoas.
Em princípio, a estrutura deverá funcionar por apenas 10 anos, até que uma nova igreja seja construída.

Mas Ban espera que a resposta entusiasmada à sua catedral de papelão na Nova Zelândia poderá fazer com que ela se torne permanente.

 

Fonte: BBC Brasil 
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A verdade os libertará

"Conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8.32). Estas palavras de Jesus dão muito para pensar. Não são todas as verdades que libertam, mas a verdade reveladora que transforma escravos em filhos, pela fé salvadora em Jesus Cristo, é a verdade que liberta. Os judeus que originalmente ouviram Jesus pronunciar estas palavras entenderam que Ele falava de emancipação da escravatura do jugo romano. “Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém”, foi a indignada reação. No Império Romano, povos conquistados foram sistematicamente escravizados, tornando a maioria da população escrava. Os judeus, mesmo escapando da escravatura dos romanos, foram um povo subjugado por Roma. Pior ainda foi sua sujeição ao pecado. Foi desta escravatura que Jesus falava.

Existem dois tipos de escravatura. Uma é voluntária e a outra involuntária. “Quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte...” (Romanos 6.16). Paulo se refere à obediência voluntária ao pecado. A involuntária refere-se aos pecados que os homens praticam contra a vontade ou na ignorância. Paulo admitia que desejava fazer o que era bom, mas continuava praticando o mal que não queria (Romanos 7). Toda a nossa experiência confirma este estado de ser algemado por uma força maior que nos domina.

Todos os que amam a santidade procuram uma resposta diante da fraqueza humana sujeita à tentação. O alcoólatra ou viciado em drogas descobre que a força de vontade não é suficiente para vencer a tentação. Mas Jesus focaliza outros pecados, igualmente potentes, como orgulho, inveja, ciúme, maledicência, impureza (e muitos mais) que também derrubam pessoas sensíveis ao seu estado de escravatura.

Tal como os contemporâneos de Jesus, hoje a maioria dos habitantes da Terra pensam de si mesmos como gente boa, decididamente imunes aos vícios mais grosseiros que dominam os bêbados e prostitutas, os drogados e corruptos. Porém, H. H. Farmer nos adverte: “Nós nos enganamos pensando que as crises supremas na vida moral e espiritual se restringem a fazer escolhas entre coisas boas e coisas definitivamente más. Mas nem sempre são, usualmente não são aquilo. As associações com a palavra ‘tentação’ nos enganam. As tentações da vida, sim! Falta de sinceridade, impureza, intemperança, dureza, covardia, e assim vamos percorrendo a lista inteira dos óbvios e miseráveis pecados. Tais coisas são bastante reais e importantes, e o homem que pode lutar um bom combate contra elas todas fará muito bem. Porém, teríamos que ainda perguntar de tal homem até onde ele tenha progredido no alcance de um caráter apto para o Reino. Teríamos que perguntar se ele, de fato, teria ainda confrontado e vencido suas maiores tentações” (A Diary of Readings, ed. J. Baillie, 1955, 229).

A liberdade que Jesus promete constrói um caráter que consiste do fruto do Espírito. Amor que se esforça para abençoar a vida do próximo. Alegria que aguarda confiantemente no meio de um ambiente hostil. Ela não cai na fossa da ansiedade, mesmo quando o futuro parece sombrio. Ela mostra paciência com os que machucam com suas calúnias e acusações falsas. Ela trata com amabilidade os que não têm nenhum espírito amável. Ela tem um domínio próprio que não se rende ao poder dos apetites mais baixos.

Nosso Senhor prometeu uma liberdade de um filho dentro da casa. O escravo, disse Ele, “não tem lugar permanente na família”. Aqueles que realmente nasceram de Deus têm uma fonte de caráter comparável ao enxerto de um ramo bom em uma árvore ruim. Somos pecadores, ruins. Sozinhos, nada de bom podemos produzir. Com o enxerto do Espírito de Deus, porém, o fruto amoroso e manso de Jesus pode aparecer.

Escravidão caracteriza todos aqueles que descenderam de Adão e vivem algemados pelos desejos da carne, pelos valores do mundo, e ficam sujeitos à atuação poderosa do diabo. Se o Filho os libertar, serão de fato livres, prometeu Jesus (João 8.36). Esta mudança prometida pelo Senhor resulta do milagre do novo nascimento – na atitude de crer nEle, que se ofereceu a si mesmo na cruz para nos perdoar e ressuscitou para nossa justificação, foi exaltado à direita do Pai para nos dar o seu Espírito e nos tornar aptos para o Reino.



Fonte: Russel Shedd na Revista Enfoque
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As dez descobertas do ano

O CERN descobriu uma partícula nova que pode ser o bosão de Higgs, conhecido como «partícula de Deus», porque confere ordem e massa ao universo. «Este é um resultado preliminar, mas pensamos que é muito forte e muito sólido. É realmente uma nova partícula», anunciaram.

Cientistas alemães e israelitas conseguiram produzir sémen de rato em laboratório, o que abre caminho para a produção artificial de esperma humano e pode revolucionar os tratamentos de fertilidade. 

Um grupo de investigadores da Universidade da Califórnia desenvolveu um método capaz de reconstruir palavras valendo-se dos sinais eléctricos recolhidos dos cérebros de pacientes, bastando estes pensarem nelas.

Uma equipa da Universidade de Yale, liderada pelo jovem português Nuno Raimundo, desvendou o processo da perda de audição, através da manipulação genética de cobaias, abrindo caminho a um tratamento para a surdez. 

A NASA anunciou a descoberta de um novo planeta, uma «super-Terra», composto maioritariamente por água e com uma pequena atmosfera de vapor.

Investigadores de uma pequena empresa britânica conseguiram transformar vapor de água e dióxido de carbono recolhido da atmosfera em gasolina.

Uma dose de ultra-sons nos testículos pode parar a produção de espermatozóides, no esperma do homem e funcionar como método contraceptivo 100 por cento eficaz. 

As próteses motoras podem vir a ser exclusivamente comandadas pelo cérebro. A descoberta é de um neurocientista português, Rui Costa, em parceria com um colega norte-americano. 

Cientistas descobriram na China vários fósseis de uma nova espécie humana que terá vivido há cerca de 11 mil anos.

Um grupo de cientistas anunciou ter descoberto uma forma de ajudar ratinhos paraplégicos a aprenderem a andar de novo, graças a um tratamento que combina estímulo da medula espinhal e suporte robótico.



Fonte: TVI24
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Igreja evangélica arrecada mais de US$ 600 mil para a caridade em apenas 48 horas

Uma megaigreja nos Estados Unidos lançou o propósito aos seus membros, de fazerem doações para as obras sociais da denominação, e em 48 horas, arrecadou US$ 602 mil.

A Christ Fellowship Church (em tradução livre, Igreja Comunidade de Cristo) foi fundada em 1917 e fica localizada nos arredores de Miami, e mantém trabalhos missionários na Índia e em Portugal, além de uma iniciativa social junto aos necessitados da cidade onde está sediada.

Aimee Artiles, porta-voz da Christ Fellowship, declarou ao Christian Post que o resultado havia superado as expectativas, embora não fosse a primeira vez que a igreja tivesse convocado os membros numa campanha do tipo.

- Em outubro, decidimos desafiar nossa igreja em 337 mil dólares, e usar esse montante para financiar algumas oportunidades, como a organização Caring for Miami (Cuidar de Miami), que é sem fins lucrativos e afiliada à nossa igreja, além de continuar nosso trabalho com a equipe que temos em vigor em Portugal – disse Aimee. Segundo ela, “esta oferta especial de Natal não foi a nosso primeira, porém, tem sido a nossa maior até agora”.

O pastor da igreja, Rick Blackwood, afirmou que sua comunidade colhe os frutos da ousadia e empenho em ajudar ao próximo: “Christ Fellowship é abençoada com a capacidade de sonhar grande. Este dezembro, nós desafiamos todos, incluindo o nosso próprio pessoal, para doar grande e ser uma luz para sua comunidade e do mundo. Os resultados foram surpreendentes”.



Fonte: Tiago Chagas no Gospel+
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Idosa ‘morre’ e ‘ressuscita’ duas vezes em um ano na Rússia

Lyudmila Steblitskaya (dir), com a filha Anastasia e neta Nelli

A russa Hardy Lyudmila Steblitskaya, de 61 anos, “ressuscitou” duas vezes em menos de um ano. A idosa foi declarada morta pela primeira vez em novembro de 2011, e em outubro deste ano foi trazida de volta à vida por uma equipe médica.

No ano passado, Steblitskaya foi levada a um hospital de Tomsk, cidade da Sibéria, sentindo-se mal. Quando foi lá para ter notícias da mãe, a filha Anastasia foi informada pelos médicos de que ela havia falecido.

A idosa chegou a passar três dias em um necrotério, sua família gastou o equivalente a mais de R$ 4 mil na organização de enterro e funeral e, quando Anastasia foi recolher o corpo, foi avisada por um médico muito assustado que sua mãe não estava morta, mas sim na cama, respirando normalmente. Sem acreditar, a jovem de 29 anos foi até o quarto, onde encontrou Steblitskaya chamando o seu nome.

Lyudmila Steblitskaya (centro), com a filha Anastasia e neta Nelli 

Com histórico de problemas cardíacos, a idosa assustou a todos com mais uma “morte” neste ano, durante uma internação no hospital, mas desta vez foi trazida de volta à vida por médicos.

O diretor do hospital onde a russa passou três dias no necrotério, não sabe explicar o motivo de Steblitskaya ter sido declarada morta. Um porta-voz do hospital disse que o caso está sendo investigado e os médicos ainda estão tentando entender o que aconteceu.



Fonte: Extra Globo
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sábado, 29 de dezembro de 2012

Ano novo, vida nova

E por alguns segundos o mundo faz uma pausa... conta-se regressivamente até que explodam nos céus fogos de artifício anunciando um novo ano!...

E tudo recomeça!!!

Aparentemente nada mudou. Um dia não faz diferença do outro, mesmo se as datas mudam, se o ano muda. Mas somos nós sim, hoje, mais vividos e experientes que ontem. Somos nós trazendo na bagagem nossas histórias que, querendo ou não, acabam contribuindo para a história da humanidade. Somos nós cheios de promessas a nós, aos outros...

Para se recomeçar alguma coisa, é necessário estabelecer metas, criar sonhos, se inventar objetivos, fazer planos e trabalhar por eles. Sem isso, estacamos e a vida perde o senso. Se alguém se perde num oceano e não vê nada, se afoga, mas enquanto tiver a visão de uma ilha, ele vai lutar para chegar a ela. E nesse mar da vida, nossa ilha são nossos objetivos, que nos motivam e dão sentido a tudo o que fazemos.

Certo, tudo o que planejamos não se realizará nos próximos trezentos e sessenta e cinco dias! Mas quão grande é a alegria do jardineiro ao ver brotar ao menos uma flor na terra onde laborou com todo o seu coração!!!

Se pelo menos um dos nossos grandes sonhos for levado adiante, por ele vai ter valido a pena todo o esforço da caminhada.

Nunca diga que seu sonho é inacessível se você ainda não deu o máximo do que pode por ele! Não pense que uma estrela é inalcançável por que você está na terra e ela no céu. A vida tem mistérios insondáveis e poder apreciar o brilho dela já é o primeiro passo para trazê-la até você. Deus nos fornece todas as ferramentas de que precisamos para construir nossa vida, mas a nós cabe o uso dessas.

Lembre-se que o amor é a única chave que abre todas as portas.

Não olhe para os lados para ver se seu vizinho corre mais que você, constrói melhor ou pior. O tempo que você perde com isso poderia ser aproveitado para que você avance. Concentre-se no seu trabalho e na sua meta. O mais importante é chegar ao fim.

Um ano novo pode não significar uma vida nova, mas nada impede que você tenha uma vida renovada. 

E isso é tudo o que eu desejo para você! Tenha um renovado Ano Novo!




Autor: Letícia Thompson
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Cientista funda centro de pesquisas para estudar colapso da civilização

John Casti tem alguns planos para o que fazer na eventualidade de uma catástrofe. No entanto, ele não conta para ninguém

O mundo não acabou. A Terra e a humanidade passaram incólumes ao 21 de dezembro de 2012, provando que as previsões apocalípticas estavam, mais uma vez, completamente equivocadas. Isso não quer dizer, no entanto, que a preocupação com eventos capazes de varrer o homem do planeta acabou. Ao contrário, segundo o matemático americano John Casti, ela só está começando. Para o pesquisador, nossa sociedade está se tornando tão interligada e complexa que o colapso é quase inevitável. Casti, que já deu aulas nas faculdades de Princeton, Arizona e Nova York, inaugurou no início deste ano o X-Center, um centro de estudos sediado em Viena para analisar a probabilidade de desastres e desenvolver modos de preveni-los.

John Casti é um cientista da complexidade. Ele usa a matemática e modelos de computador para analisar sistemas complexos, nos quais a ação de diversos indivíduos se soma para produzir resultados inesperados. Segundo seu diagnóstico, a humanidade vive hoje uma sobrecarga de complexidade. Todas as infraestruturas necessárias para manter o estilo de vida atual estão construídas umas sobre as outras: a internet depende da energia elétrica, que por sua vez depende das usinas de carvão, gás, nucleares ou hidrelétricas, que, por sua vez, dependem da internet. O problema é que quando a complexidade se torna grande demais, o sistema pode entrar em colapso inesperadamente. Casti chama essa ruptura de um evento X. "Essa expressão é, basicamente, uma abreviação para evento extremo. Além disso, na matemática o X representa o desconhecido. E é disso que estamos falando aqui: dos desconhecidos que podem afetar nosso modo de vida", diz o matemático, em entrevista ao site de VEJA.

No X-Center, em Viena, John Casti desenvolve modelos para estudar os possíveis eventos, quais as condições necessárias para sua realização e como impedi-los. Até agora, ele já realizou uma parceria com o governo da Finlândia, para prever possíveis cenários catastróficos no país, e começa a estudar a mesma situação na Coreia do Sul. No começo deste ano, John Casti lançou o livro O Colapso de Tudo (Editora Intrínseca), para alertar sobre esses perigos. Em entrevista ao site de VEJA, ele explica o que exatamente são os eventos X, por que devem ser temidos e como se pode proteger deles.

A humanidade ficou mais vulnerável a um evento extremo? 

Estamos mais vulneráveis do que nunca. O mundo inteiro está interconectado. Há algumas horas, eu fui para o mercado comprar comida, e encontrei nas prateleiras frutas que vieram hoje mesmo da América do Sul. Há 20 anos esses produtos não estariam ali. Para isso ser possível, existe toda uma estrutura que conecta várias partes do mundo e torna esses eventos ainda mais perigosos. Um pequeno evento em algum lugar pode desencadear algo muito grande em outro local.

Mas eventos extremos já aconteceram antes, não?

Todos os eventos extremos que eu estudo já aconteceram no passado, desde pandemias globais a quedas na internet e nos sistemas financeiros. Mas aconteceram numa época em que as coisas não estavam tão dramaticamente conectadas. O impacto foi ruim, mas não se espalhou pelo mundo como aconteceria hoje.

Como a ciência da complexidade pode ajudar a estudar esses eventos?

A ciência da complexidade estuda a interação de pequenos sistemas que agem de modos diferentes. Pense em indivíduos, como eu e você, que interagimos dirigindo nossos carros, por exemplo. Como sistemas individuais, nossas escolhas são muito simples, mas quando interagimos surge algo muito diferente. Um indivíduo dirigindo sozinho não causa trânsito. Ou pense em um jogo de futebol. Os jogadores interagem, cada um toma suas decisões, e a partir disso saem os gols. Você seria incapaz de prever o placar de um jogo se analisasse as ações de apenas um jogador. A interação dos indivíduos causa fenômenos novos. Em nossa sociedade cada vez mais complexa, é importante ser capaz de analisar o resultado dessas interações.

Hoje acontece uma sobrecarga de complexidade? 

Infelizmente, vejo isso em quase todos os temas que analiso. Um bom exemplo é o setor financeiro. Os bancos, fundos e casas de investimentos criaram vários instrumentos financeiros diferentes, cada um com sua lógica. Alguns desses instrumentos, mesmos os criadores tinham dificuldade para entender. Por outro lado, os reguladores desse mercado possuíam um baixíssimo nível de complexidade, com pouca capacidade de ação. Foi criado um grande desnível de complexidade entre esses dois sistemas. Se a diferença de complexidade se tornar muito grande, há uma crise, uma quebra.

É a isso que o senhor chama de evento X? 

Exatamente. Pense que você está no topo de uma montanha. Há muitos vales diferentes cercando esse pico. Se você for empurrado, vai acabar chegando a um desses vales. No começo, não é claro em que vale você vai terminar, porque depende do formato da montanha e da direção em que você é empurrado. A queda do pico é o começo de um evento X, o evento em si é o vale em que você termina. Quando um evento começa, não sabemos onde vamos parar. Na crise financeira atual, eu penso que já saímos do pico, estamos em queda livre, e não sabemos em que vale vamos parar.

Em seu livro, o senhor compara as infraestruturas atuais com um castelo de cartas. Por quê? 

Porque ela é muito frágil. Por causa de toda a conectividade entre nossas infraestruturas, não é preciso um choque muito grande para quebrar todo o sistema. Hoje, não dá para isolar uma parte que se quebra. Se alguém pega uma gripe em alguma parte do planeta, ela pode rapidamente ser transmitida para outra parte e se tornar uma pandemia.

Por que a sociedade humana parece ficar sempre mais complexa?

Isso tem a ver com a natureza humana. Em um mesmo supermercado, podemos encontrar 16 variedades diferentes de comida para cachorro. Todo mundo acha que seu animal precisa de uma comida exclusiva. Ou pense nas novas máquinas caseiras de café expresso que, como robôs, fazem o café exatamente do jeito que você quer, com o simples apertar de um botão. O problema é que para ter esse tipo de serviço personalizado, devemos pagá-lo com complexidade. Em algum ponto essa complexidade se torna grande demais, e tudo entra em colapso. É nesse momento que as coisas voltam a ficar mais simples. Um choque, seja ele a queda da internet ou uma enorme pandemia, faz a vida se tornar muito simples. Pense sobre o que acontece quando acaba a luz elétrica. O sujeito, de repente, é jogado para um sistema de vida muito menos complexo.

Na virada dos anos 2000, alguns pesquisadores previram que todos os computadores entrariam em pane, no que ficou conhecido como o Bug do Milênio. Se isso acontecesse, seria um evento X? 

Esse é um bom exemplo. Muitos estudiosos começaram a estudar esse tema anos antes de ele acontecer. Pelo que me lembro, foram convocados até os programadores que escreveram os códigos originais usados nas máquinas, que já estavam aposentados, pois eles eram os únicos capazes de entender os programas. Eles tiveram tempo suficiente para sanar o problema e evitar um evento X. É sobre isso que estou falando: nós temos que nos antecipar a esses eventos.

Eles podem ser previstos? 

Você não pode prever um evento X do mesmo modo que prevê a movimentação de um planeta. Isso pode funcionar mais como a previsão do tempo. Ninguém pode prever como o clima estará amanhã em São Paulo com 100% de certeza. Mas um estudioso pode juntar todas as informações que tiver, como velocidade do vento, temperatura e humidade, e mostrar qual clima é mais provável de acontecer.  Essas previsões são feitas de modo probabilístico. Os eventos X são similares. Eles têm um componente muito aleatório, que é o gatilho que dá início ao evento, mas é possível prever o contexto em que ele pode ocorrer. É o que estou tentando fazer no X-Center: desenvolver alguns modos de antecipar as condições dos eventos X. Quero ser capaz de dizer se estamos entrando em uma zona de perigo para determinado evento, e precisamos aumentar a atenção.

O senhor pode descrever algum trabalho realizado no Centro?

Um de nossos projetos foi chamado Sete Choques para a Finlândia. Nos unimos a cerca de 20 agências governamentais e empresas do país e selecionamos eventos com os quais eles se preocupavam, como uma queda na internet, secas e alagamentos. No caso específico da Finlândia, eles também temiam que a sede da Nokia se mudasse do país. A partir de nossos estudos, tentamos responder as seguintes perguntas: como esses eventos poderiam acontecer? Se acontecessem, qual seria seu impacto nos próximos 20 anos? Que passos os governantes deveriam dar agora para se proteger desses eventos? Agora, estamos fazendo um estudo semelhante para a Coreia do Sul, e negociamos parcerias com outros países.

Um tema que parece lhe preocupar bastante é o colapso da infraestrutura do petróleo e da água. Por quê? 

A questão do petróleo é muito importante. Em algum momento, vamos ficar sem petróleo. É apenas uma questão de quando. Precisamos pensar o que devemos fazer antes disso para que a civilização não seja atingida como um todo. Quanto ao fornecimento de água, inúmeros fatores empurram para uma mesma direção. A população crescente, a mudança climática e as fontes de água cada vez mais localizadas vão inevitavelmente levar a uma escassez desse recurso. O problema é que esses dois casos são como um descarrilamento de trem muito demorado. Não é como se um dia você fosse tomar banho e começasse a cair areia de seu chuveiro. Você não vai chegar ao posto de gasolina e o frentista te avisar que a gasolina acabou. O processo será demorado e gradual.  E isso pode ser ruim, porque não levamos a sério esse tipo de problema.

O senhor também cita a possibilidade de as nossas tecnologias saírem do controle. Como isso aconteceria? 

Vou te dar um exemplo. Imagine que a internet quebre hoje. De repente, ela cai, e ninguém tem ideia de quando irá voltar. Pense em todas as coisas que dependem desses computadores. As comidas no mercado, a eletricidade em sua casa. Você não terá nem caixas eletrônicos para retirar seu dinheiro. De várias maneiras, os computadores já estão no controle. Nós ainda acreditamos que temos a última palavra, que podemos tirá-los da tomada. Mas algum dia no futuro, os computadores se tornarão tão complexos que não os entenderemos mais. De repente, a internet pode simplesmente acordar, olhar em volta, e achar que pode fazer um trabalho melhor que os humanos ao administrar esse planeta. Qualquer tecnologia tem seus riscos e bênçãos. Enquanto nós tivermos no controle, podemos decidir qual usar.

O senhor tem algum plano pessoal para a eventualidade de um evento X?

Eu vivo em um dos ambientes mais perigosos do mundo: o centro de uma grande cidade. Um lugar onde quase todos os aspectos da minha vida são dependentes da tecnologia e do funcionamento correto de nossa infraestrutura. Eu tenho alguns planos, mas não são ideias que eu gostaria de discutir em público, pois são todas desenhadas especificamente para a minha situação pessoal. Por exemplo, eu não gosto da ideia de me proteger de um desastre em um porão isolado e protegido. Mas penso assim porque já tenho certa idade, e não gostaria de passar os próximos 10 a 15 anos vivendo debaixo da terra. Se você for jovem, pode pensar em investir alguns anos vivendo em um porão, sair e ainda ter a vida pela frente. De qualquer forma, o que você tem que fazer é analisar, com seus recursos atuais, o que pode fazer para se proteger.



Fonte: Veja
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É das crianças o reino dos céus?

Nos últimos tempos, a sociedade tem estado abalada pelo destaque dado pela mídia aos crimes contra crianças. Num ambiente eticamente caótico, onde o aborto é aclamado como direito, multiplicam-se notícias de mães que jogam recém-nascidos no lago, no lixo etc. (matando-os fora do ventre). Crimes como os perpetrados contra o menino João Hélio e contra a menina Isabella Nardoni, acrescidos da monstruosidade do austríaco Josep Fritzl, que estuprou a própria filha por anos e com quem teve sete filhos, tem causado um mal-estar insuportável em grande parte da população. 

Infelizmente, a verdade é que nossa sociedade começa a colher os frutos de seu afastamento de Deus. A verdade é que a rejeição a Deus produz egoísmo, idolatria, imoralidade sexual e violência (Gn 6; Rm 1). As crianças, muito mais frágeis, são as principais vítimas dessa sociedade cruel e perversa: aborto, maus tratos e pedofilia fazem parte do cotidiano.

Em meio a tanta barbaridade, a morte e o sofrimento de crianças como essas levam muita gente a procurar entender a situação das crianças perante Deus. Afinal, o que acontece com uma criança depois da morte? As crianças são de fato inocentes, como sugere a crença popular? E até que idade esta inocência persiste? Afinal, não foi o próprio Jesus que disse que “delas é o Reino dos céus”? Como entender esta questão tão complexa?

Em primeiro lugar, é necessário destacar que as crianças são pecadoras desde o nascimento, conforme o Salmo 51.5. Ninguém nasce inocente. Todos nós somos pecadores por natureza. Portanto, a crença de que as crianças são “anjinhos” não tem fundamento nas Escrituras. Todavia, as crianças são evidentemente “inocentes” no sentido de que não fazem tanta maldade premeditada e trabalhada, como fazem os adultos. Em geral, as crianças são mais transparentes, sinceras e capazes de perdoar do que a vasta maioria dos adultos. Essa candura infantil parece estar refletida em alguns textos bíblicos:

“E disse: Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus” (Mt 18.3,4).

“E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes: Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou” (Mc 9.36,37).

“Mas quando os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei viram as coisas maravilhosas que Jesus fazia e as crianças gritando no templo: Hosana ao Filho de Davi, ficaram indignados, e lhe perguntaram: Não estás ouvindo o que estas crianças estão dizendo? Respondeu Jesus: Sim, vocês nunca leram: Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste louvor?” (Mt 21.15,16 – citação do Sl 8.2).

Esses textos refletem a idéia de que o próprio Jesus se identifica com as crianças e que, além disso, a criança é o padrão de espiritualidade desejado por Jesus. A criança possui humildade e sabe apresentar o louvor perfeito. Aqui há um contraste com a mentalidade religiosa dominante da época, quando o padrão de espiritualidade era o homem ancião.

Apesar disso, essa pureza infantil e essa sinceridade extraordinária dos pequenos não são suficientes para protegê-los espiritualmente. Em Marcos 9.21,22, lemos que um menino era possesso de um espírito mau desde a infância:

“Jesus perguntou ao pai do menino: Há quanto tempo ele está assim? Desde a infância, respondeu ele. Muitas vezes esse espírito o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.”

As Escrituras fazem distinção entre crianças que estão debaixo de proteção divina por serem filhos de gente que está em aliança com Deus (1 Co 7.14). Portanto, parece razoável concluir que há crianças sob a influência do mal e crianças sob a bênção protetora de Deus. É muito provável que a idéia de “anjos da guarda”, mencionada em Mateus, refira-se a estas crianças, chamadas de santas em 1 Coríntios 7.14:

“Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste” (Mt 18.10).

Assim, vemos que as crianças podem ser abençoadas e especialmente protegidas por Deus, mas há também aquelas que estão afastadas de Deus e que não estão sob a mesma proteção espiritual. Se este é o caso, como então entender que Jesus afirmou que o Reino dos céus é das crianças? Como pode ser isso? A resposta para esta pergunta está na tradução equivocada do texto grego em Mateus 19.14. A verdade é que a tradução comum do texto em diversas versões antigas que afirma que “o Reino dos céus é das crianças” está errada. O grego toiouton não se refere às crianças e deve ser traduzido conforme, por exemplo, a NVI, e é compatível com Mateus 18.3,4:

“Então disse Jesus: Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas.”

Portanto, devemos concluir que as crianças não herdam o Reino dos céus automaticamente só por serem crianças. Isso significa que nem todas as crianças são salvas, ao contrário da crença popular. Se fosse verdade que todas as crianças são salvas, seria necessário impedir que elas se tornassem adultas. A consciência adquirida na fase adulta seria a maior maldição da vida. Será que poderíamos considerar Herodes, o assassino dos bebês, como um evangelista? Teria ele enchido o céu?

É muito mais provável que haja crianças salvas e crianças perdidas. A verdade é que nenhum texto bíblico fala aberta e claramente sobre o assunto. Todavia, não é possível sustentar a salvação garantida a todas as crianças. É possível que as crianças, filhas de cristãos, sejam salvas, mas isso não pode ser provado. A outra possibilidade é que isso seja decidido a partir da decisão soberana de Deus. Isso não é impossível. Todavia, é preciso reiterar o fato de que a convicção de que todas as crianças são automaticamente salvas fundamenta-se numa tradução equivocada da Bíblia.



Fonte: Luiz Sayão na  Revista Enfoque
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Pastor e esposa confessam ter abusado sexualmente de adolescentes da igreja

Prestou depoimento à Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) a esposa do pastor evangélico que está sendo acusada, junto com o marido, de abusar sexualmente de filhos de fiéis da Assembleia de Deus de São Lourenço da Mata, no Grande Recife. Nessa quinta-feira (27), a mulher, de 27 anos, assumiu que se envolveu com dois adolescentes de 17 anos.
Na última quarta-feira (26), o religioso de 30 anos prestou depoimento e confessou ter tido relação com dois irmãos. Adolescentes e pais das vítimas denunciaram o casal por manter relações sexuais com pelo menos cinco adolescentes com idades entre 12 e 17 anos. Segundo eles, os abusos aconteciam na casa do religioso. O casal poderá ser detido por estupro de vulneráveis.


Fonte: TV Jornal
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Cantor e pastor evangélico Kleber Lucas se casa pela 3ª vez

Cantor e pastor Kleber Lucas se casou no fim de semana com Danielle Favatto, ex-mulher do jogador de futebol Romário. 

A notícia foi confirmada pela assessoria do cantor, nesta quarta-feira. 

No domingo, Danielle postou em sua página no Facebook uma foto vestida de noiva. O casal passa a lua de mel em Búzios.

Muito popular entre os evangélicos, Kleber estava separado desde 2008 e tem dois filhos. Já Danielle ficou casada com o Baixinho de 1996 a 2001, com quem teve uma filha, Danielinha, hoje com 15 anos.


Fonte: Extra Globo
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2013 sem tirar Deus de cena

Quando as universidades de Oxford, na Inglaterra, de Paris, na França e de Bologna, na Itália, foram fundadas no século 12, a teologia era tida como a rainha das sete ciências ali estudadas.

A relevância de Deus foi perdendo terreno progressivamente. A começar com o advento do Iluminismo e seus expoentes, como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant, todos do século 18. Eles não chegaram a negar a existência de Deus, mas abraçaram o deísmo – “a crença num Deus que, como um grande relojoeiro, criou um universo mecânico, deu-lhe corda e depois o deixou entregue à própria sorte, permitindo que trabalhasse de acordo com as leis naturais sem jamais nele intervir” (Tim Dowley). Nessa chamada “Era da Razão”, os intelectuais europeus estabeleceram a razão como árbitro derradeiro de todos os assuntos, desbancando a Bíblia e a doutrina cristã. A fé se enfraquecia e a razão se fortalecia. Mais tarde, no século seguinte, William Gladstone, várias vezes primeiro ministro inglês, diria que essa perda da fé religiosa era “a mais indizível calamidade que poderia abater-se sobre um homem ou sobre a nação”. Eugene Peterson, autor da mais recente paráfrase da Bíblia, afirma categoricamente: “Se tirarmos Deus de cena, substituindo-o por nosso próprio autorretrato cruamente delineado, trocaremos a aspiração em ambição e acabaremos nos tornando arrogantes”. Ele diz ainda que “ser cristão significa aceitar Deus como nosso Criador e Redentor”, pois Deus “é a realidade central de toda a nossa existência”.

A verdade é que, mais cedo ou mais tarde, tudo vai desmoronar ao redor de quem tira Deus de cena. E para sabermos bem o que é desmoronamento – queda dramática de algo construído –, basta que nos lembremos do desmoronamento da imponente estátua de Nabucodonosor. Ela foi derrubada, despedaçada e tornada pó – pó que o vento levou sem deixar nenhum sinal (Dn 2.31-35). Outro exemplo bem mais dramático é o desmoronamento dos dois edifícios mais altos do “World Trade Center”, em Nova York, ambos com 110 andares, que caíram em menos de 100 minutos, matando quase 3 mil pessoas (entre elas 658 funcionários de uma única empresa).

Quando Deus é colocado fora de cena:

• Perde-se o rumo e perguntas cruciais – quem sou? De onde vim? para onde vou? – ficam sem resposta.
• A vida termina com a morte somatopsíquica e não se pode ter a menor esperança para o além-túmulo.
• Jogam-se fora todas as esperanças cristãs até então acumuladas e guardadas, como a ressurreição dos mortos, a morte da morte, a extinção do pecado, o reino de justiça e paz pelo qual sempre ansiamos, a plenitude da glória de Deus e o advento de novos céus e nova terra.
• Tudo aquilo que sempre teve valor e era tratado com respeito é desprezado: a Bíblia como a Palavra de Deus, o batismo, a Santa Ceia, o Natal, a Semana da Paixão, a confissão, o perdão de pecados.
• Perde-se o paradigma de comportamento baseado no Decálogo e nas Escrituras, que prevê o relacionamento da criatura com o Criador, com a criatura e com a criação.

Se neste 2013, que desponta com o nascer do sol do dia primeiro de janeiro, continuarmos a colocar Deus fora de cena, estaremos dando mais alguns passos em direção ao inevitável desmoronamento de tudo que nos cerca. Só então reconheceremos que tudo aquilo que inventamos para compensar a ausência de Deus era como cisternas tão furadas que pareciam verdadeiras peneiras (Jr. 2.13).

Quem sabe, tomaremos a decisão de viver 2013 sem tirar Deus de cena!




Fonte: Revista Ultimato
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