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domingo, 21 de setembro de 2014

"Não há nenhum Deus. Sou ateu", afirma o cientista britânico Stephen Hawking

Stephen Hawking, com esclerose lateral amiotrófica, é dos mais notáveis pensadores da atualidade. Em entrevista ao diário espanhol El Mundo voltou a descartar a possibilidade de existência de Deus. 

Se dúvidas restassem, Stephen Hawking cortou-as definitivamente pela raiz: “Não há nenhum Deus. Sou ateu. A religião crê nos milagres, mas estes não são compatíveis com a Ciência”.

A posição, clara e sem margem para dúvidas, foi dada na entrevista que o jornal espanhol El Mundo publica este domingo. Nela, o cientista britânico voltou a descartar a possibilidade de Deus ser o criador do Universo, ao contrário do que aparentemente chegara a defender. “No passado, antes de entendermos a Ciência, era lógico crer que Deus criou o Universo. Mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. O que quis dizer quando disse que conheceríamos a ´mente de Deus’ era que compreenderíamos tudo aquilo de que Deus seria capaz se existisse. Mas não há nenhum Deus”.

De resto, o autor do célebre Breve História do Tempo, sobre os limites do nosso conhecimento da astrofísica, da natureza do tempo e do Universo, mostra-se dono de uma “fé inquebrantável” no poder da Ciência para desvendar os mistérios do Universo. “Creio que conseguiremos entender a origem da estrutura do universo. Aliás, estamos perto de conseguir este objetivo. Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”, declarou.

Nesta entrevista - dada numa altura em que Stephen Hawking viajou até à ilha de Tenerife, nas Canárias, para participar num congresso de seis dias dedicado à astronomia – houve lugar a perguntas sobre a pertinência do investimento de verbas tão avultadas no envio de astronautas ao espaço. Hawking disse não ter dúvidas: “A exploração espacial impulsionou e continuará a impulsionar grandes avanços científicos e tecnológicos”. E poderá, de resto, representar um seguro de vida para a espécie humana, ou seja, “poderá evitar o desaparecimento da Humanidade graças à colonização de outros planetas”.

Questionado quanto aos cortes no financiamento à investigação científica, a que Espanha - mas também Portugal - tem assistido, o astrofísico sublinhou que Espanha “precisa de licenciados com formação científica para garantir o seu desenvolvimento econômico”.

“Não se pode incentivar os jovens a seguir carreiras científicas com cortes no campo da investigação”, insistiu.




Fonte: Publico
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Com canal de TV e movimento civil, ateus tentam ‘sair do armário’ nos EUA

Homem pede separação entre Estado e igreja em protesto em frente à Casa Branca

"Às vezes, as coisas precisam ser ditas, e as lutas precisa ser lutadas, mesmo que sejam impopulares. Aos ateus enrustidos: você não está sozinho, você merece igualdade."

Assim terminou o inflamado discurso do presidente do grupo Ateus Americanos, David Silverman, no lançamento da primeira emissora de televisão dos EUA dedicado àqueles que não acreditam em Deus, a TV Ateu.

Depois, foram exibidos testemunhos de ateus proeminentes.

"É uma das melhores decisões que já tomei na minha vida e eu defendo completamente que as pessoas 'saiam do armário'", diz Mark Hatcher, do grupo Ateus Negros da América.

"Sair do armário" é como muitos ateus americanos descrevem o que ainda é, para muitos, algo muito difícil de ser admitido publicamente.

Uma recente pesquisa realizada pelo Pew Research Center mostra que americanos preferem ter um presidente com cerca de 70 anos - ou abertamente gay, ou que nunca tenha tido qualquer cargo público.

Surpreendentemente, uma pesquisa anterior da Pew sugeriu que os entrevistados nos Estados Unidos consideravam ateus menos confiáveis que estupradores. Um dos novos programas da TV Ateu já sentiu o "gostinho" de como muitos americanos percebem "os não crentes".

"Então você estava estudando para ser um padre e agora não acredita em Deus? Você é o diabo", um interlocutor disse ao apresentador. "Você é um marxista, você é um ateu e você é da Rússia", diz outro.

'Saindo do armário'

Em um dos maiores encontros de estudantes ateus no país, em Columbus, no estado de Ohio, Jamila Bey, da Aliança Secular de Estudantes, disse que muitos participantes estavam receosos sobre dar entrevistas, o que podia ser visto em seus pescoços.

Em Ohio, ocorre uma das maiores convenções de ateus do país

"Cordões vermelhos significam 'Você não pode falar comigo'", diz Bey. "Muitos alunos não são 'assumidos'. Seus pais podem não saber que eles são ateus ou que questionam sua religião."

Ela disse que muitos estavam preocupados com ostracismo ou temiam sofrer violência se revelassem que não acreditavam em Deus.

Lasan Dancay-Bangura, de 22 anos, é o chefe do grupo de estudante ateus de sua universidade. Ele já contou para a mãe sobre seu ateísmo - experiência que relembra com um suspiro profundo -, mas ainda não "saiu do armário" para o pai.

"Fala-se o tempo todo sobre pessoas que estão sendo expulsas e enviadas para campos de Bíblia onde são forçadas a ser religiosas. Eu não quero perder o meu pai para isso."

Já Katelyn Campbell, de 19 anos, de West Virginia, tem tido problemas com a comunidade. "No colégio, era um silêncio total quando eu andava pelo corredor. Ou alguém cuspia em mim", diz Katelyn.

Há dois anos, ela protestou contra a inclusão da religião e da abstinência em suas aulas de educação sexual escolar. "As pessoas agora costumam trazer essa discussão, que é de valores que são muito pessoais e muito particulares", diz ela.

Campanha

No evento de estudantes ateus em Ohio, eles estão tentando mudar as coisas.
Camisetas a venda no evento trazem os dizeres "Godless Goddess (Deusa sem deus)" ou "Um ateu é assim".

Adesivos distribuídos em convenção defendem ateísmo e liberdade religiosa

Ao lado da tenda está Andrew Seidel, um advogado da Fundação Liberdade da Religião. "Muitos americanos pensam que nunca conheceram um ateu, mas isso é porque muitos têm medo de reconhecer isso publicamente", diz Andrew.
"A forma como vamos vencer essa luta é pela demografia. Assim como sair do armário foi importante para o movimento LGBT, é importante para nós dizer em alto e bom som e com orgulho: 'Eu sou um ateu!'"

E os dados demográficos estão realmente mudando, especialmente entre os jovens, onde a proporção daqueles que se identificam como "religiosamente não afiliados" está aumentando.

Mas os Estados Unidos têm uma proporção muito maior de pessoas que dizem que a religião é muito importante para eles em comparação com países europeus.




Fonte: BBC Brasil
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pastor de surdos anuncia em vídeo que se tornou ateu

Vollmar disse que estudos o levaram para a descrença

Justin Vollmar (foto) publicou artigo no site da CNN no dia 10 de fevereiro com uma revelação que teve grande repercussão entre cristãos e céticos: depois de alguns anos de dúvidas, ele, um pastor batista de surdos, se tornara ateu.

“Depois de estudar teologia e filosofia, percebi que a Bíblia não era a palavra de Deus. Não houve milagres sobrenaturais. Jesus Cristo foi uma figura mítica que não ressuscitou dentre os mortos”, escreveu. 

“Minha fé se desmoronou, mas as dúvidas do meu coração se resolveram completamente.” 

Depois, no Youtube, Vollmar, que é surdo de nascença, usando a linguagem dos sinais, disse que "não existe tal coisa como Espírito Santo, e a Igreja é invenção dos homens". "Tudo em que eu acreditava como cristão virou de cabeça.”

Vollmar escreveu que começou a perceber que havia algo de errado com a religião quando foi pastor por sete anos em uma igreja de Silver Spring, Maryland. 

Afirmou que trabalhava muito e ganhava pouco, enquanto o líder da igreja recebia US$ 80.000 por ano e jogava golfe duas vezes por semana. “Meu pastor era um tirano e cruel, me xingava e sempre me empurrava mais trabalho.”

O pastor mudou de Igreja e de Estado e abriu uma Igreja Virtual de Surdos.

As dúvidas sobre a existência de Deus já estavam em seu coração, como ele diz, mas o que o levou a se assumir como ateu foi um curso de mestrado de artes em teologia. “Como parte do meu estudo, li muitas críticas contra a crença em Deus.”

O pastor Terry Michael Buchholz disse ter ficado surpreso com as “mentiras” publicadas por Vollmar sobre ele. Afirmou ter provas de que ganha menos de US$ 80.000 por ano que Vollmar trabalhava 45 horas por semana, que não havia, portanto, sobrecarga de trabalho. “Ele [Vollmar] é mentiroso, vingativo e patológico, e precisa se arrepender de seus pecados em sua antiga igreja.”

Para Buchholz, Vollmar seguiu o pior caminho, o do diabo.

O ex-pastor está recebendo apoio, inclusive financeiro, do Projeto Clero, mantido pela Fundação Richard Dawkins. “[No projeto] encontrei colegas ministros que duvidaram da existência de Deus. Eles me ajudaram a lidar com as minhas emoções e a definir novas metas para a minha vida.”

“Minhas dúvidas me levaram para o ateísmo” 

por Justian Vollmar para  CNN 

Quando tinha 18 anos, fui atraído por uma rigorosa seita cristã conhecida como Batistas Independentes Fundamentais. Eles me convenceram de que eram a única igreja verdadeira, e eu me tornei um cristão renovado.

Deixei Universidade Gallaudet, escola para surdos, para me inscrever no Colégio Batista de Surdos, onde me formei bacharel em estudos pastorais. 

Após a formatura, por sete anos fui pastor em Silver Spring, Maryland, trabalhando 60 horas por semana por pouco dinheiro. 

Meu pastor era um tirano cruel, me xingava e sempre me empurrava mais trabalho. Enquanto isso, ele ganhava US$ 80.000 por ano e jogava golfe duas vezes por semana. Eu vivia na pobreza e não via muito meus filhos. Fiquei revoltado”. 

Eu renunciei a minha posição de pastor e fui afastado pela Igreja. Minha fé em Deus foi severamente abalada. Eu comecei a ter dúvidas sobre as afirmações da Bíblia. Questionei se o amor de Deus era real. 

Ainda assim, não tinha desistido da igreja. Em vez disso, por dois anos, eu me tornei um pastor em uma igreja que faz parte da Convenção Batista do Sul, a megaigreja de Rick Warren. Eu me chamava de "Batista contemporâneo". 

Durante esse período, criei um ministério de pregação on-line, a Igreja Virtual de Surdos, para pessoas como eu. Eu tinha um público considerável, a média de 3.000 espectadores para cada vídeo ou vlog — aproximadamente o mesmo número de fiéis de uma congregação não virtual. 

Mas eu ainda tinha muitas perguntas espirituais e estudei prateleiras de livros teológicos em busca de respostas. Eu acabei descobrindo muitas contradições. 

Exemplos: Por que dezenas de denominações cristãs lutam entre si sob o argumento de as outras são igrejas falsas? Por que existem milhares de interpretações conflitantes entre os cristãos? Como Deus poderia ser tão amoroso se ele envia milhões para o inferno? 

Mudei-me para o ecumenismo que tenta promover a unidade entre as igrejas. No entanto, as dúvidas ainda permaneciam em meu coração. 

Um dia, em 2011, enquanto eu estava pregando em minha antiga igreja em College Park, Maryland, eu tive um momento surreal, e as minhas dúvidas se consolidaram. Então decidi que não poderia mais ser pastor. 

Pedi demissão da minha igreja e me mudei para outro Estado, e eu tenho vivido uma vida de ex-pregador, nos últimos dois anos. 

Mas eu ainda tinha os vlogs, continuava pregando, de certa forma, sobre a religião da qual estava me afastando. 

Eu me matriculei em Liberty University com a esperança de obter um doutorado em história da igreja. Eu me formei em mestrado de artes em teologia em dezembro. 

Mas, para minha surpresa completa, descobri que as minhas dúvidas me levaram para o ateísmo. Como parte do meu estudo, li muitas críticas contra a crença em Deus. 

Depois de estudar teologia e filosofia, percebi que a Bíblia não era a palavra de Deus. Não houve milagres sobrenaturais. Jesus Cristo foi uma figura mítica que não ressuscitou dentre os mortos. 

Minha fé se desmoronou, mas as dúvidas do meu coração se resolveram completamente. 

Compreendi que Deus é uma antiga, mas poderosa superstição. Eu me inscrevi para o Projeto Clero, onde encontrei colegas ministros que duvidaram da existência de Deus. Eles me ajudaram a lidar com as emoções que eu senti e a definir novas metas para a minha vida. 

Depois de meses em segredo, revelei que me tornara ateu porque quero dar aos cristãos a oportunidade de se libertarem de suas tradições e superstições. 

A reação até agora tem sido explosiva. Os cristãos foram abalados e os céticos, encantados. Recebi centenas de comentários negativos e e-mails de cristãos e centenas de comentários positivos e e-mails dos céticos. 

Por enquanto, vou continuar fazendo vlogs, só que agora a partir de um ponto de vista cético.




Fonte: Paulopes com informações da CNN
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Pastor planeja viver como ateu durante 2014 para experimentar como é a ausência de Deus

O pastor Ryan Bell, da Igreja Adventista da Califórnia, anunciou que fará um experimento muito estranho. Irá “viver sem Deus” durante o ano todo de 2014 e escreverá um blog para relatar a experiência.

Ministro ordenado, tendo pastoreado igrejas e atualmente professor em duas universidades cristãs conceituadas além de prestar consultoria a igrejas, aos 42 anos ele quer saber como é viver sem orar, ler a Bíblia ou pensar em Deus.

Bell pretende ir mais além, lerá livros de autores ateus, participará de reuniões de ateus e tentará fazer novos amigos ateus, com quem poderá conversar sobre ateísmo.

Mesmo parecendo absurdo, ele garante que essa imersão é apenas uma experiência e que ele não é, um ateu disfarçado. Mas no texto que anunciou sua resolução de ano novo, comentou: “Eu não sei o que eu sou. Isso é parte do que vou buscar descobrir este ano”.

O pastor revela que sua decisão lhe custou caro. Desde que anunciou em meados de 2013 o que pretendia fazer, foi demitido das universidades e também não dá mais consultoria. Nos meses que antecederam a sua decisão, ele já percebem que sua saúde e seus relacionamentos familiares sofreram muito.

A experiência e o blog de Bell atraíram muitos órgãos de imprensa. Em uma entrevista, relatou que mais de 20.000 pessoas já visitaram o seu blog nos primeiros dias. Muitos que escreveram para ele, contam que também vivem com a dúvida sobre o que creem, mas sentem medo de assumir isso por causa do custo social.

“De certa forma, é como ser gay e não ser capaz de sair de sua família”, compara Bell. “As pessoas que me escreveram estão vivendo vicariamente através da minha jornada espiritual. O que, de certa forma, é um pouco como ser pastor.”

Nascido em uma família de metodistas que se converteram ao adventismo do sétimo dia, ele chegou a pastorear a Igreja Adventista de Hollywood, uma congregação conhecida por ser muito liberal em uma denominação de maioria conservadora.

Ao longo dos anos, Bell veio trazendo para a igreja questionamentos sérios sobre, por exemplo, o ensino de um período literal de seis dias da criação e os ensinamentos adventistas sobre o fim dos tempos. Também defende ordenação de mulheres.

Desde março passado fora dos púlpitos, afastado pela denominação após oito anos na igreja de Hollywood, ele começou a pensar como seria a experiência de viver como ateu, sem uma igreja. “Não ser mais pastor durante nove meses me deu a liberdade de não precisar acreditar em algo pelo amor de outras pessoas”, explica.

Linda LaScola, co-autora do livro “Caught in the Pulpit”, onde entrevista ex-pastores que perderam a fé, afirma que as pessoas nem imaginam quantos líderes cristãos lutam com incredulidade. As reações variam muito dependendo da denominação. Segundo ela, os anglicanos, por exemplo, podem expressar abertamente seus questionamentos sobre a fé. 

“Para as igrejas mais literalistas como a adventista do sétimo dia, há pouca margem para dúvidas. Eles deixam bem claro que coisas são verdades inegociáveis”.

Bell disse que através do blog tem recebido muitas críticas de evangélicos. Curiosamente, já ganhou apoio de vários blogueiros ateístas conhecidos. Para ele, é difícil para os outros o entenderem “Estou animado, porque sinto que isso é uma continuação da minha jornada espiritual. As pessoas parecem pensar que eu estou pulando fora [da fé], mas na verdade é apenas mais um passo em minha caminhada”.



Fonte: Washington Post
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Igreja só para ateus conquista fiéis pelo mundo

Fundada por comediantes britânicos, Assembleia de Domingo troca música religiosa pelos Beatles, e sermões por bate-papos sobre sexo, gastronomia e viagens

Em vez de sermão, animadas conversas sobre sexo, gastronomia, viagens e outras boas coisas da vida. Em vez de música religiosa, Beatles, Rolling Stones e Jerry Lee Lewis.

Uma igreja para quem não acredita em Deus. Pode parecer um absurdo, mas este é o conceito da Assembleia de Domingo (Sunday Assembly Church), que tem arregimentado cada vez mais fiéis na Austrália, no Canadá, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Fundada no ano passado pelos comediantes britânicos Sanderson Jones e Pippa Evans, a igreja começou a se espalhar pelo mundo após uma campanha de arrecadação de fundos que incluiu turnês de shows de stand up da dupla. "Queríamos fazer algo parecido com uma igreja, mas sem Deus", explicou Jones à BBC.

Em sua página oficial na internet, a Assembleia de Domingo se apresenta como um lugar para celebrar a vida, sem doutrinas, onde qualquer um é bem vindo e está sempre pronto a ajudar o próximo.

A igreja disponibiliza ainda documentos e diretrizes incentivando as pessoas a abrir sua própria filial da assembleia. Em Los Angeles, por exemplo, um braço relativamente novo da organização já organiza cultos para até 900 pessoas.


Fonte: Último Segundo
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sexta-feira, 7 de junho de 2013

“Como converter ateus”: vídeo sobre ateísmo e religião atinge mais de 100 mil visualizações no Youtube

Em seu canal no Youtube, Gerson Varges, que se apresenta como um “sacerdote da sagrada família” publicou um vídeo com o polêmico título “como converter ateus”. Em sua descrição, o vídeo é descrito pelo autor como “o segredo para converter ateus ao cristianismo e, não só ateus mas, infiéis de qualquer falsa religião também. Não deixe de ver para se tornar um grande evangelista”.

No vídeo, Varges afirma que foi motivado a gravar por pessoas que constantemente o perguntam como ele faz para “converter ateus” à religião. Ele afirma que esses questionamentos surgiram por sua defesa de que o ateísmo não condena a pessoa ao inferno, e não coloca sobre ela um fardo de imoralidade e pecado.

- O segredo para converter um ateu é: não sei, porque nunca converti nenhum – declara em seguida, afirmando que não tem a menor preocupação em tirar um ateu do ateísmo para levá-lo para uma religião.

Ele citou ainda uma suposta declaração do papa Francisco na qual ele teria dito que se um ateu tem boas obras ele será salvo, e afirma ainda que não vê porque “tirar um ateu do caminho dele”, e descreve os ateus como uma pessoa que não viu motivo ou razão para crer em Deus, e concluiu que Deus não existe, ressaltando não existirem argumentos científicos que provem a existência de Deus.

De acordo com Varges, o ativismo ateísta é muitas vezes estimulado pelas atrocidades cometidas por grupos religiosos. Afirmando não ser religioso ele diz querer se diferenciar de tais absurdos, dando como exemplo pastores como Silas Malafaia, Marco Feliciano, Marcos Pereira e atos cometidos pela Igreja Católica.

Ele cita ainda a tentativa de alguns grupos cristãos em tentar impor suas crenças a outros setores de sociedade, como no constante embate entre gays e cristãos, e afirma que a maioria dos cristãos tem essa postura por não conhecerem nem estudarem a Bíblia.

- Eu quero falar pra você o seguinte: o segredo pra converter um ateu, pra converter qualquer pessoa, é você ter um exemplo pra dar. Um exemplo de amor, um exemplo de humildade, um exemplo de humanidade, um exemplo de carinho – completou Gerson Varges, declarando que atualmente os religiosos mostram exatamente o oposto disso.

- Antes de pensar em converter alguém, pense em você não pedra de escândalo, pedra de tropeço para impedir outras pessoas de se achegarem a Deus, pelo seu comportamento – finaliza.

Assista ao vídeo na íntegra:


Fonte: Gospel+
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Físico e ateu Stephen Hawking afirma que o Universo não precisa de Deus para existir

O mundialmente reconhecido físico britânico Stephen Hawking afirmou, recentemente, durante uma conferência, no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, que "O Universo não precisa de Deus para existir.".

Ateu assumido, o investigador considera que a teoria religiosa da criação não é minimamente sustentável à luz dos dados obtidos através da investigação realizada ao longo dos anos pela comunidade cientifica. Durante a palestra, o autor de varias publicações e livros científicos disse que "O universo não precisa de nenhuma ajuda divina para explodir e começar a sua existência."

Durante o seu discurso, Hawking também referiu que, na década de 80, após ter publicado um estudo sobre o surgimento do Universo, os católicos, através do Papa João Paulo II, insurgiram-se, advertindo a comunidade científica de que o tempo da criação era sagrado e que não podia ser calculado.

No fim da palestra, o cientista, que sofre de esclerose lateral amiotrófica, acrescentou que a investigação e exploração do Universo é fundamental porque, segundo ele, a humanidade não sobrevive mais de mil anos num planeta que está cada vez mais frágil.


Fonte: Diário de Notícias
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Estudante ateu grava vídeo sobre perseguição na escola por não rezar "Pai-Nosso" durante aula

O estudante Ciel Vieira (foto), 17, de Miraí (MG), não se conformava com a atitude da professora de geografia Lila Jane de Paula de iniciar a aula com um pai-nosso. Um dia, ele se manteve em silêncio, o que levou a professora a dizer: “Jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida”.

Era um recado para ele. Na classe, todos sabem que ele é ateu. A escola se chama Santo  Antônio e é do ensino estadual de Minas. Miraí é uma cidade pequena. Tem cerca de 14 mil habitantes e fica a 300 km de Belo Horizonte.

Quando houve outra aula, Ciel disse para a professora que ela estava desrespeitando a Constituição que determina a laicidade do Estado. Lila afirmou não existir nenhuma lei que a impeça de rezar, o que ela faz havia 25 anos e que não ia parar, mesmo se ele levasse um juiz à sala de aula.

Na aula seguinte, Ciel chegou atrasado, quando a oração estava começando, e percebeu que tinha sido incluído no pai-nosso. Aparentemente com a aquiescência da professora, alguns estudantes substituíram a frase “livrai-nos do mal” por “livrar-nos do Ciel”.

O rapaz gravou o bullying com o seu celular e o reproduziu em um vídeo no Youtube, onde expos a sua indignação. 

E só então, por causa da repercussão do vídeo, a direção da escola e a inspetoria passaram a cuidar do caso, mas para dar um jeitinho, de modo que a professora pudesse continuar a rezar o pai-nosso sem a presença de Ciel.

Contudo, a Secretaria de Estado da Educação, ao ser procurada pela Folha de S.Paulo, informou que a professora Lila tinha sido orientada a parar de rezar. Não se tem a versão da professora porque ela não quis falar com a imprensa. Lila é católica.

O estudante gravou um segundo vídeo para contar o desfecho do imbróglio e agradecer o apoio da Atea (Associação Brasileira dos Ateus e Agnósticos), de familiares e dos parentes.

Ao jornal, a  mãe de Ciel comentou: “Até chorei quando vi o vídeo [o primeiro] dele. Meu filho sempre foi um aluno ético”. Ela é espírita.


Fonte: Paraíba.com
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Presidente do Uruguai José Mujica e a primeira-dama não foram à 1ª missa de Francisco porque 'o Uruguai é um Estado laico, não somos crentes'

O governo do Uruguai enviou o vice-presidente, que é católico, para representar o país na celebração no Vaticano

A senadora uruguaia Lucía Topolansky, mulher do presidente do país, José Mujica, justificou a ausência do marido na primeira missa do papa Francisco, realizada nesta terça-feira, afirmando que o “Uruguai é um Estado laico”. Em entrevista à rádio Vorterix de Buenos Aires, a primeira-dama disse hoje que o presidente não foi ao evento porque “não é crente”.

O Uruguai enviou o vice-presidente Danilo Astori, que é católico, para representar o país. “O Uruguai é um país absolutamente laico. A Igreja está separada do Estado desde o século passado. E, nisso, há um diferencial com o resto da América Latina. Temos respeito, há liberdade de culto, mas não somos crentes”, disse a senadora.

“Nosso país não viu (a eleição do Papa argentino) como algo central da sociedade, essa é a verdade”, acrescentou Topolansky. A senadora disse que é “uma novidade” o Papa ser latino-americano e parabenizou o cardeal Jorge Mario Bergoglio. 



Fonte: Terra
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terça-feira, 19 de março de 2013

Na Argentina, país do Papa, ateus superam número de católicos praticantes

Segundo pesquisas realizadas em 2009 e 2011, 76% dos argentinos foram originalmente batizados católicos, mas apenas 6% destes se declaram efetivamente religiosos praticantes. O número é inferior ao de ateus, que, de acordo com os levantamentos, representam atualmente 11,3% da população do país.

A totalidade das igrejas evangélicas na Argentina não reúne mais de 10% da população, mas, ao contrário dos católicos, este grupo é formado quase que integralmente por praticantes. Mas, por enquanto, os evangélicos argentinos não possuem uma bancada que os represente no Parlamento, nem sequer contam com redes de televisão.

O país conta com a maior comunidade judaica da América Latina - calculada entre 300 mil e 500 mil pessoas -, além de uma numerosa presença muçulmana (estimada em 500 mil pessoas) nas províncias do norte e noroeste.


Fonte: Estadão
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sábado, 16 de março de 2013

Igreja evangélica exibe placa com mensagem sobre ateísmo: 'Deus prefere ateus bons a cristãos com ódio'

Uma igreja metodista em Portland (Oregon, EUA) causou controvérsia ao exibir na sua entrada a mensagem "Deus prefere ateus bons a cristãos com ódio". Muitos fiéis da United Methodist Church e de outras igrejas cristãs se sentiram ofendidos, mas muitos outros vieram manifestar simpatia, de acordo com Kay Pettygrove, a administradora do templo.

A medida foi do reverendo Tom Tate, que notou a necessidade de incentivar que o seu rebanho demonstre mais amor aos que estão ao seu redor.

"Recebemos um email de um jovem mórmon dizendo: 'Muito obrigado. Isso me fez repensar como eu trato as pessoas'. Muitos ateus disseram que, se houvesse mais igrejas como a nossa, eles possivelmente reconsiderariam a posição", contou Kay, de acordo com o site "The Blaze". 

A foto se tornou viral nas redes sociais, amplificando a polêmica.



Fonte: Page not found
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O desafio de um pseudo-ateu

Resposta ao vídeo "10 perguntas que todo cristão deveria saber responder" 

É provável que nem todos que se dizem cristãos realmente saibam responder a essas dez perguntas, que foram formuladas por um pseudo-ateu*. Mas a verdade é que não tive dificuldade alguma em respondê-las, o que considerei surpreendente, pois confesso que eu esperava por um desafio mais estimulante.

Assista ao vídeo-texto e, depois, confira minhas respostas:


1ª) Por que Deus não cura os amputados?

Não há como se afirmar que Deus jamais tenha curado um amputado. Para ser franco, já ouvi falar de milagres desse tipo. No entanto, o próprio Jesus dizia que a fé de cada um é que lhes curava. Obviamente, é necessário muito mais fé para se crer na regeneração de um membro amputado, do que na cura de qualquer enfermidade. Certamente é por isso que dificilmente saberemos de casos assim.

2ª) Por que há tanta gente no mundo morrendo de fome?

Porque Deus espera que nós acabemos com a fome de nosso semelhante. Jogar a culpa em Deus é fugir de nossa própria responsabilidade.

3ª) Por que Deus ordena a morte de tantas pessoas inocentes na Bíblia?

Eles não eram inocentes, mas pessoas que deliberadamente desobedeceram os mandamentos de Deus. Os exemplos citados no Antigo Testamento serviam para demonstrar o quanto o pecado é abominável para Deus, ao invés de ser algo trivial, como o autor do vídeo sugere.

4ª) Por que a Bíblia contém tantas bobagens anti-científicas?

O autor do vídeo-texto parece não conhecer bem as Escrituras. A Bíblia não diz que Deus criou o mundo há seis mil anos. A inundação do dilúvio não cobriu o Everest, pois não foi global, mas ocorreu apenas até onde os homens habitavam na época. Quanto a Jonas, Adão e a própria criação do mundo, entramos no âmbito do sobrenatural. Ao definir como "bobagens sem sentido" aquilo que foge à explicação humana, o autor parece não aceitar que Deus seja Deus... Ora, se tudo pudesse ser explicado pelo homem, que Deus seria esse?

5ª) Por que Deus se inclina tanto em promover a escravidão na Bíblia?

Em nenhuma das passagens citadas Deus promove a escravidão.

6ª) Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?

Porque, segundo o próprio Jesus, não existem pessoas boas. Aliás, deveríamos perguntar o contrário: como é que um Deus santo e justo ainda tolera pecadores como nós e, especialmente, pecadores arrogantes como o autor desse vídeo-texto? Deus não é injusto, mas muito misericordioso. Nós não merecíamos nem o ar que respiramos.

7ª) Por que nenhum dos milagres de Jesus na Bíblia deixou alguma evidência?

Isso deve ser uma piada! O que o autor dessas perguntas queria? Que ainda tivéssemos alguma mostra dos pães e peixes que o Senhor multiplicou? Mas existe sim a grande evidência de um milagre. O fato de poucas dezenas de discípulos de Jesus se multiplicarem em mais de dois bilhões de cristãos é a maior evidência de seu maior milagre: a ressurreição. Se Jesus tivesse mentido a esse respeito, todos teriam deixado de segui-lo, pois ninguém arriscaria sua vida por uma mentira.

8ª) Como explicamos o fato de Jesus nunca ter aparecido de fato para você?

Mais uma piada!!! Por que Jesus teria obrigação de aparecer para os cristãos? Só por que algum deles pede isso? Ora, não somos nós que mandamos em Cristo, mas ele sim, em nós. Por isso é que o chamamos de Senhor. Isso também significa que ele pode aparecer para alguém, se assim o quiser. Eu mesmo, por exemplo, tive a inesquecível experiência de ouvir o Senhor me chamar pelo nome para o ministério pastoral.

9ª) Por que Jesus deseja que nós comamos sua carne e bebamos seu sangue?

Porque a ceia representa o fato de que Jesus tomou sobre si a condenação do pecado de todos que nele cressem. Somente os que crêem participam da ceia. Ao comermos o pão, que simboliza seu corpo, e bebermos o vinho, que simboliza seu sangue, estamos nos identificando com sua morte, ou seja, reconhecendo que nós merecíamos a condenação e que ele morreu por nossos pecados. A ceia do Senhor só parece algo grotesco, como sugere o autor do vídeo-texto, para quem não comprende o seu significado espiritual, como certamente é o caso desse indivíduo.

10ª) Por que os cristãos se divorciam na mesma proporção daqueles que não são cristãos?

Há cristãos que se divorciam por uma de duas razões: ou porque havia uma justificativa bíblica para o divórcio (tal como a traição ou o afastamento do cônjugue descrente), ou por falta de se exercer a fé para superar o problema conjugal (no caso de ambos serem cristãos). Mas o autor do vídeo-texto mente ao dizer os cristãos se divorciam na mesma proporção daqueles que não são cristãos. A não ser que ele esteja chamando de cristão aqueles que, apesar de não fazerem parte de igreja alguma, ainda se dizem cristãos. Há muitas pessoas que respondem a pesquisas estatísticas se dizendo cristãs, quando na verdade não praticam religião alguma.

Conclusão

Ao chamar de "fascinantes" as perguntas que ele mesmo elaborou, o autor do vídeo-texto revela ter um sério problema de egocentrismo. Ele diz ainda que a Bíblia foi escrita por homens ridículos e rudes, porém é notável que seu conteúdo esteja perdurando por milênios, o que certamente não ocorrerá com seu vídeo arrogante. Sinceramente, longe de serem fascinantes, suas dez perguntas foram decepcionantes. Eu esperava mais de um ateu com educação universitária.
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*Pseudo-ateu: Chamar o autor dessas perguntas infantis de "ateu" seria um desrespeito para com meus amigos ateus, que poderiam formular perguntas bem mais estimulantes do que as que respondi acima.



Fonte: Alan Capriles em seu blog
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ateus contestam ações de 'bancada teocrática' no Congresso

Ateus e humanistas querem limitar atuação de 'bancadas religiosas'

Associações que reúnem ateus, agnósticos e humanistas se mobilizam contra o que chamam de ações da "bancada teocrática" no Congresso que atentariam contra a laicidade do Estado brasileiro, estabelecida pela Constituição.

A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), a maior do país, tem 16 representações junto ao Ministério Público contra medidas que, segundo a organização, violam a laicidade. Elas incluem um projeto de lei que obriga a leitura de versículos bíblicos nas escolas da rede municipal em Araguaína (Tocantins) e outro sobre a inclusão de mensagens bíblicas nos contracheques dos servidores da Câmara Municipal em Juiz de Fora (Minas Gerais). Em São Paulo, a organização move um processo contra a prefeitura por patrocínio a um evento religioso com dinheiro público.

"Isso era um dos objetivos centrais da criação da Atea, que os ateus tivessem uma personalidade jurídica para fazer suas representações perante as autoridades", disse Daniel Sottomaior, fundador da associação, à BBC Brasil.

No início do mês de fevereiro, a Justiça condenou a rede de TV Band a exibir, durante o programa Brasil Urgente, quadros sobre diversidade religiosa e liberdade de consciência e de crença no Brasil. O apresentador José Luiz Datena relacionou o ateísmo à índole de criminosos durante uma reportagem, afirmando que ateus "são os caras do mau" e "não respeitam limite nenhum".

"Nós estávamos monitorando as falas do Datena e assim que ele disse isso, postamos no nosso site o material e dissemos às pessoas: 'Se sentiu ofendido? Se manifeste' e demos orientações sobre como fazer isso. O Ministério Público recebeu diversas representações, o que gerou a ação", conta Sottomaior.

Já a Liga Humanista Secular do Brasil conseguiu o status jurídico deamicus curiae, que dá à associação o direito de enviar um representante para argumentar em uma discussão aberta no Congresso, segundo a atual presidente do órgão, Åsa Dahlström Heuser.
Religião no Congresso

A Frente Parlamentar Evangélica no Congresso reúne 76 (de 513) deputados de diversos partidos e 3 senadores, de acordo com seu site oficial. Ainda em construção, o site traz seções de "Projetos de Lei Nocivos" e "Projetos de Lei Benéficos", diferenciando entre projetos de lei que iriam contra e a favor dos interesses do grupo.
A existência de uma bancada católica não é confirmada oficialmente por deputados nem pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz, órgão ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

"Esse processo de formar uma bancada traz a ideia de que existe uma única proposta da cristandade para as questões. Nós não acreditamos que este método seja válido. Temos que dialogar e debater com outros setores", disse Pedro Gontijo, secretário executivo da comissão, à BBC Brasil.

Informalmente, órgãos de monitoramento como o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), chamam de bancada aos parlamentares que atuam mais frequentemente em questões defendidas pela Igreja católica, muitas vezes ao lado dos evangélicos.

"A bancada católica tem afinidades com alguns temas da igreja evangélica, como aborto, união civil homossexual, regulamentação da profissão de prostituta. A igreja evangélica é mais incisiva nos debates e acaba aparecendo mais, mas na votação as duas atuam juntas", diz André Santos, consultor parlamentar do Diap.
'Cooperação'

O deputado João Campos (PSDB – GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica e ligado à Assembleia de Deus, nega que as medidas defendidas pela bancada violem a laicidade do Estado brasileiro. "Acho que não tem ninguém que defende mais a laicidade do Estado do que nós evangélicos. O que me parece é que essas iniciativas são fruto de ignorância a respeito da laicidade estabelecida na Constituinte ou de muito preconceito contra os religiosos", disse à BBC Brasil.

Parlamentares evangélicos protestaram contra a decisão do STF sobre a união homossexual

"No artigo 19 inciso 1º, a Constituição veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e municípios, subvencionar igreja ou culto, ter relação de dependência com líderes religiosos e embaraçar o funcionamento de igrejas, salvo em caso de colaboração de interesse público. A laicidade na Constituição brasileira não é um Estado sem religião, não é um Estado ateu. O Estado e a Igreja estão separados, mas cooperam entre si."

Sobre as críticas à atuação de parlamentares com argumentos baseados em princípios religiosos, feita por representantes de associações de ateus, ele se defende: "Porque eu sou religioso eu sou um cidadão menor? Não posso participar da democracia, da vida política do meu país? Quem acompanha atuação dos parlamentares evangélicos e católicos sabe muito bem que nós não usamos a Bíblia nos temas que enfrentamos. Usamos argumentos culturais, jurídicos, científicos e de outros tipos, como todo político faz."



Fonte: BBC Brasil
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ateus debatem em Olinda direito de não acreditar em Deus

O ENA é promovido nacionalmente pela Sociedade Racionalista e localmente pela Sociedade Livres Pensadores de Pernambuco e Ape (Ateus e Agnósticos de Pernambuco), associação sem fins lucrativos, cuja missão principal é lutar pelo estado laico – o qual se caracteriza pela separação efetiva entre governo e religião. “Em países como o Brasil, onde há predominância de grupos religiosos, é comum haver a ideia básica de que pessoas sem religião não seguem valores morais e éticos. Trata-se, na verdade, de ignorância e preconceito”, critica Pedro Paulo Guimarães, integrante da Ape e um dos organizadores do encontro.

No Brasil, por exemplo, a lista de ateus inclui os atores Selton Melo, Andréa Beltrão, Camila Pitanga, Alinne Moraes, Antônio Fagundes e Lima Duarte; o médico Drauzio Varella; os músicos Nando Reis, Tony Belloto (Titãs), Caetano Veloso e Chico Buarque; os jornalistas Ricardo Boechat e Juca Kfouri, o cineasta Arnaldo Jabor, entre muitos outros.


Fonte: Jornal do Comércio
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Estado é laico e ateus não podem ser ofendidos na TV, diz juiz

O juiz federal Paulo Cezar Neves Júnior, da 5.ª Vara Cível, condenou a TV Bandeirantes a exibir em rede nacional esclarecimentos à população sobre e a liberdade de consciência e de crença, assegurada pela Constituição. O quadro com os esclarecimentos deve ir ao ar no programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena (foto), e ter duração de 50 minutos.

A sentença, divulgada na quinta-feira, 31, é um novo marco numa história que começou no dia 27 de julho de 2010. Durante o programa Brasil Urgente, Datena e o repórter Márcio Campos teriam insistido em relacionar o ateísmo a um crime bárbaro que relatavam. Durante 50 minutos, de acordo com os autos do processo, fizeram uma série de declarações preconceituosas contra os ateus. “Um sujeito que é ateu não tem limites, e é por isso que a gente vê esses crimes aí”, disse Datena.

Em dezembro do mesmo ano, o Ministério Público Federal em São Paulo entrou na Justiça com uma ação civil pública contra a emissora. O autor da ação, procurador Jefferson Aparecido Dias, assinalou que o apresentador chegou a atribuir os problemas de violência e barbárie no mundo aos ateus.

Em uma de suas declarações transcritas nos autos, Datena diz: “É por isso que o mundo está essa porcaria. Guerra, peste, fome e tudo mais, entendeu? São os caras do mau (sic). Se bem que tem ateu que não é do mau (sic), mas, é … O sujeito que não respeita os limites de Deus, é porque, não sei, não respeita limite nenhum.”

Na avaliação do procurador, ele e o repórter foram preconceituosos e ofenderam a honra das pessoas ateias: “Eles ironizaram, inferiorizaram, imputaram crimes, responsabilizaram os ateus por todas as ‘desgraças do mundo’”.

O juiz acatou os argumentos do MPF e condenou a emissora. A União também foi condenada no mesmo processo, por não ter fiscalizado o programa. Por determinação judicial, a Secretaria de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações terá agora que fiscalizar o Brasil Urgente e a exibição dos esclarecimentos a serem prestados à sociedade.

O texto da sentença tem 36 páginas e merece ser lido com atenção. Aborda questões importantes para a democracia e os direitos civis.

Um delas: a liberdade de expressão, garantida pela Constituição, não pode se sobrepor a direitos fundamentais como a liberdade de crença e de convicção. Outra questão é o uso da TV. As redes de TV, segundo o juiz, são concessões públicas. Como tais, devem respeitar e divulgar os valores e os direitos previstos na Constituição, entre eles a laicidade do Estado.

Para Neves Júnior, a Bandeirantes “rompeu a barreira da laicidade Estatal”.

O juiz também disse que o apresentador induziu a audiência ao erro, com informações que não são verdadeiras: “Não há quaisquer dados científicos ou estudos que demonstrem que os ateus sejam consideravelmente atrelados à prática de crimes.”

Como se trata de uma sentença de primeira instância, a emissora poderá recorrer. Em sua contestação inicial, a TV Bandeirantes argumentou que em nenhum momento do programa ocorreram manifestações preconceituosas e que o apresentador e o repórter não generalizaram suas críticas. A emissora também invocou o direito de liberdade de expressão e pensamento.



Fonte: Estadão
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Culto alternativo de 'igreja ateísta' tem rock e comédia

Uma “igreja ateísta” no norte de Londres está se provando um sucesso entre os não-crentes. Alguns, no entanto, acreditam que a iniciativa pode se tornar uma nova religião.

Inaugurada no mês passado como ponto de encontro para ateus, a Assembleia de Domingo é, nas palavras de seu mestre de cerimônias, o comediante Sanderson Jones, “parte um show de pessoas batendo os pés, parte igreja ateísta e em geral uma celebração da vida”.

Em um domingo pela manhã, o grupo de mais de 300 pessoas se reúne no espaço de uma igreja desconsagrada para a celebração.

Ao invés de hinos, os não-religiosos ficam de pé para cantar músicas de Stevie Wonder e da banda Queen.

Há uma leitura de Alice no País das Maravilhas e uma palestra de um físico de partículas, Dr. Harry Cliff, que explica as origens da teoria da matéria escura.

Parece uma apresentação de comédia stand-up. Jones e a co-fundadora Pippa Evans fazem piadas uns com os outros e animam a plateia como os veteranos do circuito de stand-up que eles são.

No entanto, há momentos mais sérios.

O tema desta manhã é “fascinação” – uma reação, segundo Jones, à crítica de que os ateus não conhecem esse sentimento.

Os participantes têm que abaixar as cabeças por dois minutos em contemplação ao “milagre” da vida e, em seu sermão de encerramento, Jones fala sobre como a morte de sua mãe influenciou sua jornada espiritual e sua determinação por aproveitar ao máximo cada segundo, consciente de que a vida é muito breve e que nada virá após dela.

Espírito de comunidade

A audiência – em sua maioria jovem, branca e de classe média – parece entusiasmada por ser parte de algo novo e fala do vazio que sentiam nas manhãs de domingo quando decidiram abandonar a fé cristã. Poucos se identificavam ativamente como ateístas.

“É uma boa desculpa para nos reunirmos e termos um pouco de espírito de comunidade, mas sem o aspecto religioso”, diz Jess Bonham, uma fotógrafa.

“Não é uma igreja, é uma congregação de pessoas não-religiosas.”

“Eu acho que as pessoas precisam desse sentimento de conexão porque todos são muito individualistas agora, e se sentir parte de algo é o que as pessoas estão precisando no mundo”, diz Gintare Karalyte, outra frequentadora.

O número de pessoas que se declaram “sem religião” na Inglaterra e no País de Gales aumentou de cerca de 7 milhões em 2011 para 14,1 milhões, de acordo com o último censo no país, em 2011.

Isso faz dos dois países alguns dos mais seculares do mundo ocidental.

Pessoas como o escritor Richard Dawkins e o comediante Ricky Gervais transformaram em “moda” a ideia de ser mais assertivo sobre não ter fé religiosa e de pensar sobre o que significa ser ateísta.

O escritor Alain De Botton, que já propôs a criação de um “templo para ateus” em Londres, revelou também nessa semana um Manifesto para Ateístas, listando 10 virtudes para os que não tem fé.

Ele diz querer promover virtudes “esquecidas” como resiliência e humor. De Botton teve a ideia em resposta à crescente sensação de que ser virtuoso se tornou “uma noção estranha e deprimente”.

Os comentários de De Botton parecem ecoar o mantra da Assembleia de Domingo: “viva melhor, ajude com frequência, se maravilhe mais”.

Ele diz que um novo tipo de terapeutas seculares deve ocupar as posições de sacerdócio e acredita que o ateísmo deveria ter suas próprias igrejas, mas diz: “Elas não deveriam ser chamadas assim, porque ateísmo não é uma ideologia em torno da qual qualquer pessoa pode se reunir. É muito melhor chamá-la de algo como humanismo cultural”.

Risco de ‘se transformar em religião’

No entanto, existe a preocupação entre alguns não-crentes de que o ateísmo esteja se tornando uma religião em si mesmo, com seu próprio código de ética e sacerdotes autointitulados.

Sanderson Jones insiste que não está tentando fundar outra religião, mas alguns membros de sua congregação discordam.

“Vai se tornar uma religião organizada. É inevitável. Um sistema de crenças vai se estabelecer. Haverá uma estrutura, uma perspectiva ética sobre a vida”, diz o arquiteto Robbie Harris, frequentador da assembleia.

Ele acredita que Evans e Jones tem “uma grande responsabilidade” se a Assembleia de Domingo “continuar tendo tanto sucesso como tem agora”.

“Existe o perigo de que ela se torne ‘da moda’ e se torne centrada em uma pessoa só. Você pode acabar se colocando como um pregador, esse é o perigo.”

“Eu acho que Sanderson deveria se afastar e se ver como mediador ou facilitador, no que ele obviamente é bom, e somente levar pessoas para falar ou ler”, diz Sarah Aspinall, que também frequenta o grupo.

Jones diz que as assembleias estão no início e que as próximas serão menos sobre ele e mais sobre as experiências de membros da congregação. Ele rejeita a ideia de que esteja dando início a um culto.

“Eu não acho que sou um pregador carismático. Eu só fico muito entusiasmado com as coisas e quero dividir isso com as pessoas”, afirma.

Bispo evangélico acha que Assembleia de ateus é início de jornada espiritual até religião

Ele diz ainda que ficou surpreso com a reação do público da Assembleia de Domingo e que está explorando a possibilidade de fazer reuniões semelhantes em outros locais do país.

As doações dos membros da congregação irão ajudar a pagar por ela. “Eu queria fazer isso porque pensei que seria algo maravilhoso”, diz Jones.

Ao lado da igreja desconsagrada onde se reúnem os ateus fica a igreja evangélica de São Paulo e São Judas, onde cerca de 30 pessoas se reuniram no mesmo domingo para cantar músicas gospel e fazer leituras da Bíblia.

Mas o bispo Harrison, um pregador cristão há 30 anos, disse que não vê os vizinhos como ameaça e prevê que sua jornada espiritual eventualmente os levará a Deus. “Eles tem que começar de algum lugar”, diz.


Fonte: BBC Brasil
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Rio Branco vai sediar encontro nacional de ateus

A capital do Acre foi o local escolhido para a segunda reunião nacional do ateus, grupo que nega a existência de Deus.

O evento vai acontecer no dia 17 de fevereiro no Teatro da Universidade Federal do Acre e terá como principal palestrante o professor acreano Sávio Maia, do Departamento de História da UFAC.



Fonte: ac24horas
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Justiça condena TV Bandeirantes após considerar preconceituosos comentários de Datena contra ateus

A TV Bandeirantes terá que dedicar 50 minutos de sua programação, durante o programa "Brasil Urgente", à veiculação de esclarecimentos à população sobre liberdade de consciência e de crença. A decisão é da Justiça Federal de São Paulo que considerou preconceituosos os comentários que o apresentador José Luiz Datena fez em relação aos ateus, em um programa exibido em 2010.

Embora a Justiça não tenha marcado a data para exibição do conteúdo, que será fornecido pelo Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP), a veiculação deverá ocorrer assim que a TV Bandeirantes for notificada da decisão, o que ainda não ocorreu. Caso descumpra a determinação judicial, a emissora pagará uma multa de R$ 10 mil por cada dia de descumprimento.

O polêmico programa que gerou a batalha na Justiça foi ao ar no dia 27 de julho de 2010. Datena teria relacionado a execução de um jovem à "ausência de Deus". "Um sujeito que é ateu não tem limites, e é por isso que a gente vê esses crimes aí", afirmou o apresentador.

A reportagem sobre a morte do garoto ficou no ar por 50 minutos, e durante a matéria, Datena, que dialogava com o repórter Márcio Campo, fez vários comentários em que fez referências a pessoas que não creem em Deus. "Esse é o garoto que foi fuzilado. Então, Márcio Campos, é inadmissível; você também que é muito católico, não é possível, isso é ausência de Deus, porque nada justifica um crime como esse, não Márcio?"

Repercussão

Após a exibição do programa, o MPF-SP entrou com uma ação civil pública contra a TV Bandeirantes. Para o procurador que atuou no processo, Jefferson Aparecido Dias, "a emissora prestou um desserviço para a comunicação social, uma vez que se portou de forma a encorajar a atuação de grupos radicais de perseguição a minorias, podendo, inclusive, aumentar a intolerância e a violência contra os ateus".

Para o procurador, "em todo o tempo em que a matéria ficou no ar, Datena associava aos ateus a ideia de que só quem não acreditava em Deus poderia ser capaz de cometer tais crimes".

Além disso, o MPF-SP alegou que Datena atribuiu os males do mundo aos "descrentes", ao dizer que "é por isso que o mundo está essa porcaria. Guerra, peste, fome e tudo mais, entendeu? São os caras do mal. Se bem que tem ateu que não é do mal, mas, é ..., o sujeito que não respeita os limites de Deus, é porque, não sei, não respeita limite nenhum."

Defesa

Na Justiça, a TV Bandeirantes alegou que "em hipótese alguma a emissora ou o apresentador cometeu preconceito de qualquer espécie contra os ateus". Ressaltou que Datena foi incisivo ao ratificar que a sua crítica não era generalizada, uma vez que, no seu entendimento, "determinados indivíduos, ainda que não temente a Deus, jamais seriam capazes de operar qualquer conduta criminosa e que são pessoas do bem".

Procurada por meio da assessoria de imprensa, a Band preferiu não comentar o assunto. Apenas informou que ainda não foi notificada da decisão mas, quando for, irá recorrer.

Condenação

Para o juiz federal Paulo Cezar Neves Junior, "a emissora agiu no trilho da discriminação específica e direcionada quando o apresentador José Luiz Datena afirmou expressamente que ‘quem não acredita em Deus não precisa lhe assistir’". Ainda de acordo com Neves Junior, Datena ratificou este posicionamento socialmente excludente no momento em que disse não fazer "questão nenhuma que ateu assista seu programa".

Ponderou o juiz que não há quaisquer dados científicos ou estudos que demonstrem que os ateus estejam consideravelmente atrelados à prática de crimes e demais barbáries vistas em nossa sociedade, como a colocada como referência no programa.

Concluiu Neves Junior que, embora o apresentador tenha feito certa ressalva em algum momento de seus apontamentos negativos, seus comentários "não se restringiram à mera crítica ou manifestação de opinião sobre determinado tema", o que teria ficado evidenciado no trecho do programa em que diz: "Ah Datena, Mas tem pessoas que não acreditam em Deus e são sérias. Até tem, Atém tem, mas eu costumo dizer que quem não acredita em Deus não costuma respeitar os limites, porque se acham o próprio Deus".



Fonte: UOL
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