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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Dez coisas que aprendi sobre Deus com os pastores da TV

Já sou um tanto antigo nessa coisa de TV e ano que vem completo a maioridade etária nessa coisa de religião. Sou de um tempo em que as manhãs de sábado tinham Jimmy Swagartt na antiga TV Bandeirantes (Band vem daí, novinhos) e Caio Fábio aparecia vez ou outra na Globo (sonho de consumo e masturbação egoica do Silas atualmente). Vi os primeiros programas do Edir ainda cabeludo e tenho até saudades do tempo em que o Malafaia usava bigode.

De lá pra cá, adultérios e escândalos à parte, muita coisa mudou. O que era pouco se acabou… Opa, música errada. O que era doce azedou. A Band hoje tem dúzias de pastores em sua programação, a Globo resolveu não se misturar mais com essa gentalha, a Record foi comprada pela veterotestamentária IURD e, como grana pouca é esmola, vieram a Record News e várias estações de rádio. Por falar em gentalha, o SBT continua firme e forte (tá, nem tão firme assim), resistindo à investida dos milhões feitos de tostões.

Bom, mas não é esse o mote aqui. Quero compartilhar dez coisas que aprendi ao longo dos anos sobre Deus com os pastores televisivos. Vamos lá:

1. Deus é bipolar

Pra não dizer esquizofrênico, digo que aprendi que Deus é bipolar. Afinal, cada um dos quinze tele-evangelistas (os que consegui me lembrar enquanto escrevo) diz que Deus é, pensa e age de um jeito diferente. Uma hora Deus é amoroso e perdoador, na mesma hora, mas em canal diferente, Deus é irado e pronto a nos destruir com requintes de crueldade. Um diz que ele só quer o coração, outro diz que “é tudo ou nada”, ou melhor, com Deus “ou dá ou desce”. Como sei que nenhum deles mente ou fala do que não conhece, a conclusão óbvia é que todos estão certos e, portanto, Deus é, digamos, bipolar. Isso sem contar no discurso dúbio de “graça e alegria” pro pecador e “choro e ranger de dentes” pro já converso.

2. Jesus é masoquista

Juro que já ouvi “Jesus exultou de alegria naquela cruz” e “Jesus ansiava pela crucificação”. Até entendo o que Max Lucado diz quando fala que “Ele escolheu os cravos”, mas a quantidade de descrições adjetivadas e minuciosas sobre os sofrimentos de Jesus me dão a certeza de que os pastores acreditam que Jesus gostava de sofrer.

3. Deus já foi de direita, hoje é de esquerda

Na verdade, o que tenho visto ao longo dos anos é que Deus é governista, sempre, de forma irrevogável (oi, Mercadante). Os pastores dizem que devemos orar pelas autoridades (o que é bíblico), mas o que mostram é que Deus gosta mesmo é de um poderzinho temporal. Poucas vezes vi um pastor televisivo reclamando do desmazelo e ineficiência dos governos. Antes, mostram sempre seus melhores ângulos quando suas igrejas são visitadas pelos políticos. Será que rola um cabide de empregos celestial? Acho que sim, pois em toda denominação televisionada, Deus tem seus candidatos escolhidos e maldições prontas pros rebeldes que ousarem desafiar a lei do “irmão vota em irmão”.

4. Deus não inventou as borboletas

Coitadas, criaturas infernais, crias de Belzebu. Sim, numa dessas matinês vi um pastor explicando como a Nova Era estava usando a Disney para nos encher de mensagens subliminares (que de tão óbvias penso serem sublinhadas) e nos enfeitiçar. Prova de que os desenhos animados trazem a mensagem do capiroto? Sempre há uma borboleta voando quando o personagem corre perigo. Tadinho do Bambi, que além de órfão virou um ser possesso por uma pomba-gira. E o Corujito? Então, não se esqueçam: borboletas são bichinhos do mal.

5. Deus gosta duma muvuca

Deus é um cara popular, digo mais, popularesco. O Céu deve parecer o Programa do Ratinho nos velhos tempos. A julgar pelos cultos transmitidos, em especial os de extors…, digo, exorcismo, Deus não gosta daquela coisa certinha, ordeira e calma. O pau quebra e o barraco treme quando Deus está presente, foi o que aprendi com a pastorada da TV. Desde os tempos de Davi Miranda que sabemos que o barulho é porque Deus está operando (e sem anestesia).

6. Deus é surdo

Seria essa uma redundância com o item acima? Acho que não. Mas deixe-me corrigir: Deus é deficiente auditivo (em tempos de politicamente correto, sabe como é, né?). Ocorre que aprendi ao longo de quase duas décadas que é preciso falar alto, repetir mais alto e, por último gritar com Deus para que ele ouça nossos pedidos. Sempre que ouvir a deixa “com mais fé, irmão” é porque naquele dia a coisa tá difícil de chegar aos ouvidos divinos. Encha os pulmões e tente a sorte.

7. Deus é chantagista

Triste constatação. Mas não tem jeito. Aprendi muito bem explicadinho que Deus dá piti, toma presentes, fica de mal, emburra e, às vezes, até promete ir embora e levar a família com ele, nos deixando na sarjeta da solidão, na rua da amargura, na porta do inferno abraçados com o capeta. Tudo isso se não cumprirmos cada um dos caprichos divinos que os pastores gente fina fizeram o favor de catalogar e nos repassar pra não ficarmos mal na fita com o Poderoso. Coisa parecida com as avós que dizem horrores se não formos todo domingo almoçar na casa delas.

8. Deus tem problemas em manter sua santidade

Das coisas que aprendi com a pastorada da TV, talvez essa seja a que mais me confundiu de início. Segundo vi e ouvi em anos de programação evangélica, Deus é santo, muito santo, santíssimo. Ok, é bíblico. Até Jesus confirmou isso. Mas essa santidade toda dá um trabalhão. É uma mania de limpeza sem fim. É coisa de limpar as vestes toda semana, a preocupação dos pastores em lavar os pés do povo da igreja em água com colônia de rosas, em vestir um manto sagrado, em se enxugar numa toalhinha abençoada, até em por uma touquinha na cabeça já falam. É como se santidade fosse saúde, mas pra se manter saudável, Deus não permitisse que chegássemos perto antes de tirar todos os germes da roupa, da pele e dos sapatos.

9. Deus gosta mais dos caçulas

Diz Jesus que Deus é pai, mas os pastores me ensinaram a verdade: Deus é avô. E tem predileção pelos caçulas, pelos novinhos (sem menção à pedofilia aqui, faça o favor). Ocorre que Deus vai perdendo a graça com os assuntos mais antigos, dos pastores e cristãos mais velhos. Deus gosta é de novidades, dos assuntos do momento. Pra que hinos e canções, se a onda agora é louvorzão e baladas gospel? “Deus é jovem” ouvi uma bispa dizer antes de ser presa com dólares na ca…pa da Bíblia. “Deus é dez”, “Deus é da hora”, “Deus é irado” (se bem que faz sentido se lembrarmos que Deus é bipolar) são coisas que aprendi vendo os programas televisivos mais animadinhos. Sem contar que Deus agora tá numa onda de grupinhos que precisa ver. No meu tempo, era panelinha, mas tudo bem.

10. Deus gosta mesmo é da minha grana

Por fim, algo que me decepcionou em Deus, mas que agradeço aos pastores da TV pela sinceridade com que tratam o assunto: Deus é interesseiro. Lendo sobre Jesus no Novo Testamento, cheguei a ter uma primeira impressão legal de Deus sobre esse aspecto. Mas logo os pastores me contaram a verdade. Se eu quiser alguma coisa com Deus, o jeito mais fácil é molhar a mão do ser divino. Tenho minhas dúvidas agora com o lance de “dono do ouro e da prata”, mas vá saber. Sei que pastor não mente, portanto a coisa a se fazer para conseguir algo de Deus é pagar. Há pastores mais modestos que operam nos 10% regulamentares, mas há alguns que por um pouco (ou muito) a mais conseguem agilizar a bênção. Há taxas específicas, como os R$ 900,00 para a casa própria ou os 30% pra Deus abrir as portas. Mas algumas regalias e favores divinos só funcionam na base do tudo ou nada. Esteja (com o talão de cheques) preparado.





Fonte: Tom Fernandes em seu blog
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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mercado evangélico faz girar cerca de R$ 15 bi por ano com vendas de CDs e vestuário

O segmento gospel é o principal responsável pela sobrevida da indústria fonográfica

O preconceito contra os consumidores evangélicos caiu por terra quando as cifras do mundo gospel começaram a se multiplicar na mesma velocidade de templos e fiéis. Com investimento maciço em comunicação, os crentes — assim chamados, embora nem todos gostem da expressão — passaram a ser vistos e ouvidos e, na última década, se consolidaram como o segmento religioso que mais cresce no país, alicerçado em muita fé e dinheiro.

As somas estrondosas rendem gritos de “glória” entre os mais fervorosos. O mercado evangélico no Brasil — com 42,3 milhões de adeptos, 60% deles da linha pentecostal, liderada pela Assembleia de Deus — faz girar cerca de R$ 15 bilhões por ano em diversos segmentos. É o mesmo volume movimentado pelo turismo religioso no país. A estimativa, incluindo dados de gravadoras e editoras, é da organização do maior salão gospel da América Latina, realizado todos os anos em São Paulo.

Incluída a radiografia das lojas de instrumentos musicais e de vestuário, o universo gospel responde pela criação direta de mais de 2 milhões de empregos no país. A “revolução dos evangélicos”, como algumas correntes da religião definem a ascensão da última década, revela um mercado de rentabilidade contínua. Estimativa feita pela organização Servindo aos Pastores e Líderes (Sepal) indica que em 2020 os evangélicos poderão ser mais da metade da população brasileira.

Em Belo Horizonte, o comércio de artigos direcionados a esses consumidores cresce no rastro dos números de fiéis e se especializou, sob o abrigo de galerias e mini shoppings. Proprietário de uma loja na galeria Mundo Evangélico, no Centro da capital, Geraldo Hélio Leal, conta que os itens mais procurados são as Bíblias, encontradas a preços que variam de R$ 10 a R$ 120. “São muitas igrejas e cada uma delas tem sua política. O evangélico procura nas lojas o que se enquadra na convenção de cada uma”, afirma. 

O segmento gospel é o principal responsável pela sobrevida da indústria fonográfica. Menos suscetíveis à pirataria e ao compartilhamento de áudios pela internet — devido aos princípios dos fiéis –, CDs e DVDs de música cristã movimentam algo em torno de R$ 500 milhões anuais. Não à toa, a Sony Music criou, em 2010, um selo específico para a música evangélica no Brasil.

Existem pelo menos 4,5 mil cantores e bandas gospel brasileiras. São, no mínimo, 10 novos CDs lançados todo mês. Especialistas em marketing que acompanham o fenômeno evangélico calculam que 600 rádios e 157 gravadoras tocam música gospel no país. “É uma economia da fé que desconhece crises e vai de vento em popa”, comenta Luciana Mazza, cineasta que trabalha há mais de 10 anos para meios de comunicação e em grandes eventos evangélicos.

Fenômeno da música evangélica, a banda Diante do Trono, de BH, completou 15 anos, tendo como líder a cantora Ana Paula Valadão, filha do pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha. O grupo tem 33 álbuns gravados, esteve em 14 países e vendeu mais de 7 milhões de cópias.




Fonte: Estado de Minas
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Bradesco recorre à igreja evangélica para oferecer cartão de crédito religioso

Segundo anúncio do banco, parte da anuidade vai para Igreja Internacional da Graça de Deus

Para atrair fiéis à cartela de clientes, o Bradesco oferece um cartão exclusivo da Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada por Romildo Ribeiro Soares, conhecido como R. R. Soares.

Segundo anúncio no site do banco, parte da anuidade do cartão, de R$ 105,60, é destinada à igreja. A renda mínima exigida é o salário-mínimo vigente (R$ 724).

Para adquirir o cartão, é necessário apresentar cópia de CPF, RG, comprovante de renda e de residência.

Em nota, o Bradesco afirma que cartão foi criado há mais de cinco anos e tem como objetivo "oferecer ao cliente a opção de adquirir um cartão de uma entidade que ele se identifique”.

Como ele, há outras opções como o SOS Mata Atlântica, Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e de diversos times. 




Fonte: IG
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sábado, 27 de julho de 2013

A industrialização do Evangelho

Cada dia que passa, o tempo parece acelerar, aparentemente detemo-nos de, menos tempo que nossos ancestrais.

Mas na verdade isso é apenas impressão, pois, o dia continua a ter vinte e quatro horas como sempre teve. O problema é que as pessoas se ocupam mais do que seus pais e avós se ocupavam anteriormente.

Chamam de “vida corrida” a ânsia e o desespero que sustentam por andar atrás do vento. E toda esta aflição levou a nova geração, a adquirir e experimentar algumas mudanças que interferiram ou ainda refletiram diretamente no comportamento humano.

Não arriscaria dizer que essas mudanças foram positivas, pois, induziu a sociedade em um caminho funesto tornando seus integrantes cada vez mais superficiais, egoístas e mesquinhos. Sem contar que os mesmos, não logram tempo nem para si, quanto mais para família e amigos.

Preferem o que é mais prático vão ao mercado e dão preferência absoluta por produtos industrializados, sabe aqueles que vêm dentro de uma caixinha bonitinha, com uma logomarca previamente elaborada, com cores vibrantes e uma mensagem fantasiosa do tipo: “Puro néctar da fruta”! Ou ainda, mentiras como: “Isento de colesterol, livre de gorduras trans!”

Ora! Lá no fundo, compreendem que é mentira, e que aquilo não passa de uma insígnia do capitalismo, condicionando-os a viver uma ilusão, induzindo-os a uma ignorância que chega ser imbecil, porém, não dispõem de tempo, para comprar a fruta fresca e processá-la, manipulá-la de maneira que essa sim exprima o verdadeiro néctar que lhe é inerente. No entanto não querem trabalho, porque afinal de contas o restinho do tempo que lhes sobram, aspiram perder frente à televisão com futilidades, pois enfim é isso que são.

É mais fácil pegar o que está mastigado, é só engolir, mesmo que essa mastigação não tenha sido muito higiênica e vai lhes contaminar. A contaminação é apenas a consequência, o efeito colateral do tempo que estão “poupando”. Todo esse contexto influencia diretamente o relacionamento pessoal com Deus, e com a Igreja.

Não intentam pagar o preço, na oração e leitura da Palavra de Deus para se alimentar espiritualmente, preferem ligar a TV e assistir a shows da fé, ou fazer parte de alguma igreja que esteja previamente adaptada a sua “vida corrida”, e que já lhes dê tudo mastigadinho, mesmo que esse mastigadinho esteja cheio de heresias e custe mais caro, não se importam se estão sendo roubados, na verdade esse é o preço que pagam por não ter tempo, e por buscar a industrialização do Evangelho.

Obra de Deus? Isso é coisa do passado. Ganhar almas? Pra que? Todos já são de Jesus, o que interessa agora é ser “próspero”, ter carro novo, mesmo que para isso tenham que comprar o óleo ungido, vindo de Jerusalém – na verdade sabem que não passa de óleo de soja do boteco da esquina colocada em um recipientezinho bonitinho, com uma logomarca e uma mensagem mentirosa da mesma forma que o suco de frutas e os demais produtos industrializados.

Mais o importante é declarar e decretar para as quinze bandas.

Em Apocalipse 3:15-17 Deus diz a igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras, que nem é frio nem quente. Quem dera fosse frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”.

Talvez se João Batista vivesse nessa geração, dissesse o mesmo que reportou aos fariseus e saduceus:

“... Raça de víboras, que vos induziu a fugir da ira vindoura?” (Mt 3:7).
Ou ainda Jesus o que disse ao judeus: 

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” (João 8:44 ). 

Mas de repente você quer ser enganado, pois o engano lhe dá a possibilidade de poupar tempo para empregar naquilo que é frívolo, e, para viver na fraude não é preciso esforço, mesmo que se pague um pouquinho mais caro.

Cuidado você pode estar se autodestruindo, abrindo seu coração para satanás. Como esta sua família? Você tem amigos? Deus tem falado com você? A ausência de respostas positivas a essas questões pode ser o indício de que, algo está errado e exige sua atenção.


Fonte: Pr. Paulo Fernandes - Igreja Evang Presbiteriana Ebenézer – Araçatuba/SP
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Criação de igreja é negociada até em anúncio de classificados

‘Não tem limite. É muita grana. Dois milhões. Dez milhões’, diz o autor da proposta

Se abrir uma empresa é sonho de consumo de todo empreendedor, montar sua própria igreja virou sinônimo de um bom negócio. No último fim de semana, a seção de classificados de um jornal de Brasília tornou público o desejo de um certo Francisco. "Procuro 2 pessoas p/ juntos abrirmos uma igreja", diz a curta mensagem na área destinada a recados, logo abaixo de outros outros anúncios em que homens e mulheres procuram parceiros para relacionamentos sinceros.

A mensagem de Francisco vem acompanhada do número do celular para contato. Quem se atreve a ligar para o telefone indicado, rapidamente esclarece qualquer dúvida sobre o motivo do negócio. Na segunda-feira, o autor do anúncio, que se apresenta como Francisco, foi direto ao ponto:

- Eu não sei qual é o seu objetivo. O meu eu sei. É espiritual e financeiro. Sou bastante objetivo nos meus negócios - avisa.

Ele diz que prefere ser franco porque não quer perder tempo com discussões sobre ortodoxia religiosa. Sem contestação do outro lado da linha, Francisco se sente à vontade para expor seus planos. Ele quer fundar uma igreja pentecostal como muitas outras que existem por aí e ganhar muito, muito dinheiro. Basta usar técnicas de hipnose coletiva, simular milagres e recolher dízimo.

- Não tem limite. É muita grana. Dois milhões. Dez milhões. Ou até mais. O negócio é um rio correndo para o mar - profetiza.

Francisco tem como espelho pastores de outras igrejas que surgiram no nada e, de repente, se tornaram um império. Ele diz que não quer exatamente ser uma estrela de TV. Não é um grande orador e nem faz questão de demonstrar conhecimento profundo de textos sagrados. Para o mais novo candidato a pastor, basta uma sala num barraco qualquer, de preferência numa área bem pobre e algumas cadeiras de plástico.

- As igrejas não estão procurando pastores. Eles querem um sujeito que tenha noção de hipnose. Que é uma coisa muito mais rápida. Você vai chegar numa sessão, vai hipnotizar o povo. A pessoa vai ficar hipnotizada. Vai te dar 10% hoje. Amanhã da mais 10% e conta o milagre para os outros - explica.

Segundo ele, as pessoas mais simples querem milagres e estão dispostas acreditar em qualquer situação que pareça extraordinária. O futuro pastor diz ainda que os riscos do negócio são mínimos. O aluguel de uma sala num bairro pobre fica em torno de R$ 500. As cadeiras de plástico podem ser compradas a medida em que o número de fiéis for aumentando. Ele até sugere um lugar para começar:a Vila Estrutural, uma das favelas mais pobres do Distrito Federal. Não importa se outras igrejas chegaram primeiro.

- Quanto mais, melhor - diz.

Em seguida convida o interlocutor para uma conversa particular para acertar os detalhes do negócio. No primeiro contato não pediu investimento inicial dos sócios, nem disse como o negócio será rateado.

A fé pode render muito. Exemplos não faltam. E, então, ele começa a citar nomes de outros aventureiros que se tornaram ricos, muito ricos, vendendo ilusões. Francisco é de uma sinceridade quase religiosa.



Fonte: O Globo
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domingo, 9 de junho de 2013

ExpoCristã, maior feira evangélica de negócios é desalojada por falta de pagamento

A ExpoCristã, maior feira evangélica de negócios da América Latina, foi desalojada do pavilhão do Anhembi por falta de pagamento.

O espaço abrigaria a 12ª edição do evento, entre os dias 7 e 10 de agosto. A empresa responsável pela feira, Do4C, negociava a locação com a SPTuris, que cuida do pavilhão.

O contrato não foi assinado por conta da "não quitação de débitos", segundo a empresa paulistana de turismo. O valor do aluguel, de acordo com a DoC4, era de R$ 540 mil.

O prazo venceu na terça (4). A SPTuris afirma que o evento ainda pode acontecer, mas dificilmente na data anunciada.

A sãopaulo apurou que há dívidas pendentes de edições anteriores da ExpoCristã --que era gerida por uma empresa diferente.

Para a locação deste ano, uma entrada no valor de R$ 54 mil foi paga em dezembro. O dinheiro, no entanto, teria sido absorvido por dívidas herdadas de edições passadas, segundo a gestora atual da feira.

O restante, R$ 486 mil, seria quitado em maio --o que não aconteceu. A DoC4 diz que o evento ainda vai acontecer: nova data, mesmo lugar.

Nos bastidores do segmento gospel, fala-se em três letras que resumiriam o ocaso da ExpoCristã: FIC (Feira Internacional Cristã).

Trata-se da nova investida das Organizações Globo com evangélicos. Produzida pela Geo Eventos, empresa do grupo, a feira concorrente será em julho, na Expo Center Norte, também em São Paulo.

ELEIÇÕES

A ExpoCristã calculou ter movimentado, no ano passado, R$ 100 milhões. Vendeu produtos que iam de livros do pastor Silas Malafaia a drinques sem álcool --como o "Beijo de Judas", com caju, maracujá, grenadine e leite condensado (R$ 4 no estande "Cocktail Gospel").

A menos de uma semana das eleições, políticos como José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB), então candidatos à Prefeitura de São Paulo, desfilaram no Anhembi ao lado de lideranças evangélicas.

Serra, por exemplo, posou fazendo o "V de vitória" ao lado da equipe do filme "Três Histórias, Um Destino", baseado em best-seller do missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Já Chalita passeou pela feira acompanhado do pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus (Ministério Madureira, o segundo maior da igreja).



Fonte: Folha
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Série comércio gospel: depois do perfume com cheiro de Cristo da bispa Sonia, Estevam Hernandes lança seu perfume

Com intervalo de apenas uma semana após o lançamento do kit de cosméticos “De bem com a vida”, da bispa Sonia Hernandes, o apóstolo Estevam realizou o lançamento de um perfume assinado por ele, chamado “Inesquecível”.

O nome escolhido está associado à banda do qual o líder da Renascer em Cristo é vocalista.

Diferentemente do produto ligado à bispa Sonia, a franquia do apóstolo contém apenas o perfume, sem o kit de cremes cosméticos.

De acordo com informações do portal Igospel, o perfume voltado ao público masculino poderá ser comprado na loja do Renascer Hall, atual sede da denominação, e pela loja virtual Gospel Bay.

No lançamento do perfume da bispa Sonia, uma declaração da filha do casal, bispa Fernanda Hernandes, repercutiu e causou polêmica.

Fernanda afirmou que “além de ser o presente perfeito esse perfume vem para que durante todo o dia, possamos exalar o bom cheiro de Cristo”.



Fonte: Tiago Chagas no Gospel+
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Série Comércio Gospel: Bispa Sônia lança cosméticos que exalam o ‘bom cheiro de Jesus’


Fernanda, a bispa-filha, disse ter testado 'pessoalmente' o kit

A bispa Sônia Hernandes, da Igreja Renascer, lançou o kit de cosméticos Divinessence, que é composto por um perfume, creme hidratante e sabonete líquido. A bispa Fernanda (foto), filha da Sônia, afirmou que, a preço razoável, R$ 79, esses produtos “exalam o bom cheiro de Jesus”.

Ao lançar o kit “De Bem com a Vida” durante um culto, Sônia afirmou que os cosméticos são uma benção da “Ceia dos Oficiais”, que é um encontro de pregação que ocorre no primeiro sábado do mês. 

O kit foi lançado para que os fiéis comprem como presente de Natal, mas até hoje à tarde ele ainda não estava à venda no Gospel Bay, que é o site de vendas pela internet da Renascer. 

Fernanda falou da “extrema qualidade” do Divinessence e que da textura dos produtos, a qual foi testada “pessoalmente” por ela e sua mãe. 

“Reunimos qualidade, essências especiais em embalagens exclusivas”, disse a bispa-filha, “para tornar essa comemoração uma celebração à vida”. 

Sônia disse que em breve haverá outros lançamentos, entre as quais uma linha de perfumes para homens que levará o nome do chefe da Igreja. Trata-se do “kit Apóstolo Estevam”. 



Fonte: Paulopes com informação de iGospel
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domingo, 9 de dezembro de 2012

De olho no consumidor evangélico empresa ligada a Rede Globo vai organizar Feira Internacional Cristã em São Paulo

Eles gostam de música gospel, são ávidos por livros e dedicam boa parte de seu orçamento à alimentação. Também têm aversão a produtos que sejam de algum modo maléficos, como bebidas alcoólicas e cigarros. Esta é uma breve descrição do perfil do evangélico, inserido em um mercado em pleno crescimento, que movimentou R$ 12 bilhões em 2011, segundo estudo da ESPM.

De olho neste público, a GEO Eventos, empresa de entretenimento da Rede Globo, realizará no ano que vem a Feira Internacional Cristã (FIC). O evento acontecerá no Expo Center Norte, em São Paulo e deve reunir 200 mil pessoas entre evangélicos e representantes de empresas interessadas em estreitar relacionamento com essa parte da população.

Mas, para chegar a essa estimativa de público, fundamental para tornar a feira rentável, a GEO montou uma equipe de especialistas. Contratou pessoas com experiência em eventos evangélicos, como o próprio diretor do projeto, Junior Monteiro, que atua na produção de shows do Diante do Trono, uma banda gospel. "Nós tivemos o cuidado e o carinho de ter tradutores, pessoas que fizeram para a gente dicionários do que falar e do que não falar para esse público", conta Leonardo Ganem, diretor geral da GEO Eventos.


O próprio Ganem já tem alguma proximidade com o mundo gospel. Quando comandava a Som Livre, foi um dos primeiros a olhar para o segmento e enxergar nele uma oportunidade. Agora, quer ampliar a interação. A ideia é que a feira também tenha shows, talvez com algumas apresentações ainda não definidas. 

"Também queremos fazer uma área de congressos para discutir gestão financeira e de pessoas, porque um pastor tem sob sua responsabilidade um grupo enorme de pessoas", conta Ganem.

Uma previsão de quanto dinheiro será movimentado na FIC seria leviana, segundo os organizadores, até porque ela será realizada somente em julho de 2013. Mas os números do segmento gospel são um bom parâmetro. A indústria fonográfica, por exemplo, movimenta em torno de R$ 2 bilhões por ano e tem algumas peculiaridades, como ter apenas 15% de produtos piratas, contra 60% no mercado de produtos "não religiosos".

Apesar de ter uma diversidade grande, o público evangélico tem pontos em comum muito claros. Todos têm na religião um ponto muito forte de relação social. "Vamos focar no que os une, e não no que os separa", diz Ganem. Se tudo der certo, a FIC será o evento com maior margem de lucro da GEO em 2013.


Fonte: Época
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mara Maravilha lança Bíblia


A apresentadora e cantora gospel Mara Maravilha lançou na Expo Cristã 2012  sua Bíblia ministerial, com mensagens e testemunhos. Também aconteceu o lançamento do Dvd e Cd Mara Maravilha para os pequeninos volume 4.

Mara recebeu várias personalidades e nomes da música gospel durante o evento como Cristina Mel, André Valadão, Jamily, Robison Monteiro, Priscila Alcântara, o governador Geraldo Alckmin entre outros.

Sobre a bíblia Mara Maravilha comenta: “Os leitores podem esperar uma bíblia com muita unção de Deus, mensagens inspiradoras, testemunhos. Foi realizado um empenho grandioso para esse trabalho – não apenas em estudo, mas também em jejum e oração. O nosso objetivo foi realizar o melhor para Deus, levando a luz, paz, perdão, amor, fé, vitória, bênçãos, milagres, alcançando vidas para as mesmas se tornarem mais que vencedoras”.


Fonte: Blog da Mara Maravilha
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Feira cristã em SP traz urna antifurto e Bíblia a R$ 1,99


11ª Expocristã abre nesta terça-feira (25), no Anhembi, em São Paulo.
Ingresso custa R$ 10; entrada é livre para pastores, lojistas e livreiros.

No começo deste ano, uma igreja cristã brasileira procurou a empresa Pão da Vida e pediu ajuda para solucionar um problema: desconfiavam que furtos nas urnas de coleta de dinheiro reduziam muito a arrecadação da matriz. Para evitar a "tentação" no contato com o dinheiro, a Pão da Vida desenvolveu um coletor antifurto. A "salva blindada" tem cerca de 50 cm de profundidade por 19 cm de diâmetro, custa R$ 50 no varejo e é um dos destaques da 11ª edição da Expocristã, feira de produtos e serviços para cristãos, que ocorre de 25 a 30 deste mês no Anhembi, em São Paulo.

Segundo Willian Dumont, diretor do Grupo Pão da Vida, a urna antifurto é uma necessidade do mercado. "Há duas formas de explicar [a demanda]: existe o pastor que quer inibir o mau impulso dos membros, pois não é porque se está na igreja que a pessoa não sofre tentações, e estavam acontecendo furtos, tanto de membros, obreiros, quanto de fiscais."

A feira tem 315 expositores e deve movimentar, segundo os organizadores, R$ 50 mil em negócios diretos. Além de lançamento de livros e CDs para o público segmentado, o evento terá o lançamento oficial do primeiro longa-metragem evangélico a sair em circuito nacional. "Três histórias, um destino" foi todo rodado nos Estados Unidos, é falado em inglês e tem apenas uma atriz brasileira, Lu Aloni.

Segundo o diretor executivo da Graça Filmes, produtora do missionário R.R. Soares, também fundador da Igreja Internacional da Graça, a opção por filmar nos EUA é a possibilidade de público fora do Brasil. "Queríamos ter um conteúdo que pudesse alcançar outros territórios além do Brasil", diz Ygor Siqueira.

O filme é baseado no livro de mesmo nome escrito por R.R. Soares em 2004. "Como o livro foi escrito para a realidade brasileira, tivemos que adaptar a história, e agora vamos relançar a obra. Tem a mesma mensagem, mas é com a realidade americana", diz Siqueira.

Dama evangélica

Outros segmentos presentes na feira é o de seguros e o da moda. A Mafre oferece produtos exclusivos para igrejas e fiéis, como seguro de templos e descontos exclusivos no seguro de vida e de carro.

Já no ramo do vestuário, a marca Quinta da Glória, criada pela designer Mara Jager em 2009, traz roupas exclusivas para evangélicas. "Procuro respeitar os padrões cristãos das saias médias e longas. O Brasil é muito quente e tudo é muito curto, sem mangas, que muitas vezes expõe o corpo de maneira vulgar. A ideia é oferecer para ela um vestido feminino, com o comportamento de uma dama. Infelizmente, a mulher caiu no estereótipo da saia jeans e look evangélico. Eu mesma não queria me vestir de acordo com esse modelo. Surgiu daí a oportunidade, de ver a dificuldade da minha mãe e da minha família em se vestir de maneira elegante."

Expocristã

Onde: Anhembi Parque - Centro de Eventos e Convençoes
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1.209
Quando: De 25 a 30 de setembro
Quanto: R$ 10 (entrada gratuita para lojistas, pastores e livreiros)

Fonte: G1
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domingo, 26 de agosto de 2012

Igreja Mundial vende por R$ 91 fronha milagrosa dos sonhos

O pastor Valdemiro Santiago está vendendo por R$ 91 em programas de emissoras de TV e nos templos de sua igreja, a Mundial, fronha milagrosa dos sonhos, para o fiel colocar no travesseiro de drogado, desempregado ou de enfermos. O pagamento é por meio de depósito na conta da Igreja. A entrega é feita pelos Correios.

O valor é uma referência ao Salmo 91, que, entre outras coisas, diz: “Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia”.

O preço do Valdemiro está bem acima do cobrado pelo mercado. Para se ter ideia, o site do Magazine Luiza está oferecendo uma fronha avulsa branca 100% algodão de 70 cm por 50 por R$ 5,73.

A arrecadação da fronha milagrosa — segundo o chefe da Mundial — se destina à “obra de Deus”, que é a construção no Rio da Cidade Mundial, ancorada em 91 colunas.

Valdemiro tem aconselhado a quem “não tem conseguido dormir por causa de problemas e dificuldades” a comprar mais de uma fronha. Um programa da Mundial apresentou um fiel que teria comprado R$ 1.500 em "fronhas consagradas no altar" .

É a primeira vez que Valdemiro usa fronha para tirar dinheiro dos fiéis. Na prateleira de produtos milagrosos da Mundial já teve ou ainda tem martelinho, água consagrada, meias e toalhinha.




Fonte: Blog do Paulopes
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domingo, 22 de julho de 2012

Empresários transformam religião em um bom negócio

O site de relacionamentos Amor em Cristo, criado em 2003, é voltado para evangélicos 

Os nichos de mercado são formados para atender necessidades específicas de determinados públicos-alvo. E atento a uma demanda que não estava sendo atendida, Carlos Vinicius Buzulim, junto com mais cinco sócios, criou em 2003 o site de relacionamento Amor em Cristo. "Este é um local para que pessoas com a mesma fé evangélica se conheçam. O objetivo é que, a partir daí, saiam casamentos pautados no que diz a religião", explica. 

Dados divulgados em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de evangélicos no País aumentou 61,45% em 10 anos. Em 2000, 26,2 milhões de pessoas se disseram evangélicos, enquanto que, em 2010, esse número saltou para 42,3 milhões. No entanto, o Brasil segue com maioria católica, religião declarada por 64,6% da população, o equivalente a 123,3 milhões de pessoas. 

Carlos, que também é evangélico e hoje é presidente do site, conta que ele e os sócios tinham o desejo de juntar duas paixões: a religião e a tecnologia. "Não que seja obrigatório, mas no geral evangélicos se relacionam com seus pares. Isso explica o motivo de eles não serem atendidos pelos sites tradicionais de relacionamento", afirma. Na época do inicio da operação, já havia portais voltados para esse público no Canadá e nos Estados Unidos. 

Hoje, o Amor em Cristo tem cerca de dois milhões de usuários cadastrados - em 2009 esse número era de 600 mil. Carlos estima que, por mês, entre 400 mil e 500 mil usuários acessem o site. O cadastro é gratuito, mas para que se consiga uma interação maior - como um bate papo exclusivo do portal - é preciso pagar. A receita do site vem do pagamento por esses produtos. 

O caráter religioso do portal fica claro na interação com os usuários. Além da equipe de tecnologia, o site também conta com a consultoria de pastores que ajudam a responder as questões enviadas por internautas. Carlos conta que não é raro receber e-mail de pessoas que reclamam porque ainda não encontraram um parceiro. "Então respondemos, pautados na Bíblia, no fato de que Deus tem planos para cada um", diz. 

No começo, a maior parte dos usurários pertencia às classes C e D, que, não coincidentemente, também era o nível socioeconômico da massa de evangélicos. "Mas hoje isso mudou. Atingimos predominantemente as classes B e C, o que também é reflexo de uma ascensão como um todo não só dos evangélicos, mas da população", aponta Carlos. 

Próximos passos

Para que o site cresça, os sócios investem em divulgação. Carlos diz que recentemente a empresa terceirizou a parte do que eles chamam de "Google". "É esse parceiro quem cuida da maneira como somos achados nos sites de busca. Ele trabalha para otimizar o uso de palavras chave, por exemplo", explica. 

Recentemente, foi criado um canal no YouTube para o Amor em Cristo com o depoimentos de cinco casais que se conheceram por meio do site e, hoje, estão casados. "Nossa maior divulgação é mostrar os casos reais", aponta Carlos.


Fonte: Terra
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domingo, 15 de julho de 2012

Rede social para evangélicos vai arrecadar dízimo para igrejas

A rede social Fé em Jesus, só para evangélicos, vai arrecadar dízimo para as igrejas, além de vender bíblias e CDs.

Apelidada de Jesusbook, a rede será lançada amanhã (14), dia em São Paulo da Marcha para Jesus, no endereço www.feemjesus.com.br.

O seu proprietário é o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele informou ter a expectativa de que a rede obtenha pelo menos 3 milhões de adesões. “Seremos a maior audiência evangélica do país”, disse à Folha de S.Paulo.

O gasto anual de manutenção da rede está orçado em R$ 2 milhões. Inicialmente, o Jesusbook conta com dois patrocinadores (ainda não revelados), mas Cunha afirmou que o grosso da receita tende a vir da venda de publicidade.

A rede diz ser “uma iniciativa de um grupo de cristãos que acredita na transformação do Brasil”. Cunha informou ter convidado lideranças evangélicas de várias denominações para integrar um conselho editorial.

A seção de notícias da rede já está no ar e alguns de seus destaques são “Kit gay disfarçado entra nas escolas com o apoio do governo”, “OAB garante em parecer o direito de psicóloga de expressar sua fé em Cristo” e “Novo Código Penal traz mudanças polêmicas, como ampliação do aborto legal”

O dono do Jesusbook responde a 7 processos

O deputado Eduardo Cunha (foto) responde a dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). O 2984/2010 apura uso de documentação falsa e o 3056 se refere a crimes contra a ordem tributária.

No Tribunal Regional da Primeira Região ele é réu no processo 0031294-51.2004.4.01.3400. Trata-se de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ele é alvo do processo 0026321-60.2006.8.19.0001, que trata de improbidade administrativa.

No Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro ele responde ao processo 59664.2011.619.0000, que se refere à captação ilícita de sufrágio. No mesmo tribunal ele é réu no processo 9488.2010.619.0153 sob a acusação de abuso de poder econômico em campanha eleitoral.

No Tribunal Superior Eleitoral, ele também responde por captação ilícita de sufrágio, no processo 707/2007.

Cunha é fiel da Igreja Sara Nossa Terra e autor do polêmico projeto de lei 7382/2010, elaborado com o propósito de proteger os heterossexuais contra discriminação.


Fonte: Paulopes
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domingo, 24 de junho de 2012

A exploração financeira na venda de Bíblias

O status, a fama e o reconhecimento pela mídia globalista desses mega pastores “evangélicos” na TV estão deixando o preço das Bíblias mais caras.

Abaixo temos duas Bíblias praticamente iguais que possuem uma diferença de preço gritante:

A primeira é vendida em uma livraria comum, sem a assinatura de qualquer mega pastor carismático. Trata-se de uma Bíblia com capa marrom vendida por R$17,37.

A segunda é vendida por uma estrela fabricada do mundo gospel através de sua editora chamada “ Editora Central Gospel” . Aqui temos outra Bíblia marrom, alias a Bíblia do homem marrom, que custa a simbólica quantia de R$.66,41, 300% mais cara que a concorrente; mas se o comprador for do sexo feminino, a editora Central Gospel oferece a Bíblia da mulher vitoriosa – branca por apenas R$.79,80 (infelizmente não achei a Bíblia da mulher vitoriosa preta e do homem vitorioso marron).

Obs.: A Bíblia marrom da editora comum pode ser lida tanto por homens como mulheres e não precisam ser vitoriosos.

A valorização da Bíblia da mulher-branca sobre a Bíblia da homem-marrom pela editora Central Gospel, mostra como esse mega pastor (acho que todo mundo sabe quem é, mas aqui ele não terá mais espaço para se promover) está obedecendo o princípio do cristo cósmico Baha’u’llah sobre igualdade entre os homens e as mulheres, mas sabemos que na prática o movimento feminista tende a colocar o homem em estado de humilhação.

É hora de boicotar ao extremo esses produtos, onde o lucro é gerado de forma desonesta e serve apenas para sustentar a vida luxuosa desses mega pastores.

Falando em protesto, aplausos para as merecidas vais ao Apóstolo Valdemiro Santiago durante o seu fracaçado discurso socialista e ecumênico (éééé…)



“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (II Pedro 2 : 3)



Fonte: Aocalipse Total
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

É lícito os cantores gospel cobrarem cachê para tocar em igrejas?

Virou moda essa mania de cantor gospel cobrar cachê para cantar em Igreja. Há pouco fiquei sabendo de uma igreja pobre que durante meses organizou cantinas e almoços comunitários com objetivo único de levantar R$ 3.000,00 para um famoso cantor gospel.

Pois é, infelizmente em nome de Deus os denominados cantores gospel tem cobrado o olho da cara. Alguns destes possuem a cara de pau de cobrar R$ 10.000,00 por ministração numa igreja. Ora, isso é uma verdadeira aberração! Em um país de gente miserável e pobre, a igreja em vez de saciar a fome daqueles que anseiam por justiça e comida, comercializa a fé?

Hoje, um pastor amigo compartilhou no twitter que uma determinada cantora gospel foi convidada a cantar em uma praça. O convite incluia um cachê de 6 mil reais, contudo a cantora de GEZUIS, recusou, dizendo que o preço do seu show é 20 mil Reais.

Sinceramente esses cantores que se dizem vocacionados deveriam abrir mão dos cachês nababescos e viver como qualquer servo de Deus. É bem possível que ao ler a esta afirmação talvez você esteja pensado com seus botões: “Há, mais eles precisam viver, é certo que recebam!” Claro que é justo que recebam uma oferta como qualquer ministro cristão, todavia, existe uma diferença significativa entre receber uma oferta e cobrar milhares de reais por uma apresentação na igreja. Se não bastasse isso, tais cantores se locupletam de uma glória que não lhes pertencem, tomando para si a honra que pertence ao Senhor das nossas vidas.

Pois é, esta historia de artista gospel é uma verdadeira vergonha. Afirmar que suas apresentações fazem parte de um ministério cristão é no mínimo afrontar o conceito bíblico de serviço. Isto posto, repudio veementemente os que em nome Deus se locupletam da fé publica cobrando valores imorais por seus shows e apresentações dentro da igreja.

Que Deus tenha misericórdia desta geração!



Fonte: Pr Renato Vargens em seu blog
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sábado, 16 de junho de 2012

Pastor e televangelista Benny Hinn publica depoimento sobre restauração familiar e condiciona bênçãos a doação financeira a seu ministério

O pastor e televangelista autointitulado profeta Benny Hinn publicou um depoimento em seu site falando sobre a restauração de seu casamento com Suzanne Hinn e sobre as escolhas que resultaram na crise que viveu nos últimos três anos em sua vida pessoal.

Hinn afirmou que “de um modo notável e milagroso” sua família foi restaurada, apesar dos danos causados por sua priorização ao ministério causaram a ele, sua esposa e o relacionamento entre eles. “Já cheguei a acreditar que meu ministério vinha antes de minha família, mas agora percebo que eu estava errado. Deus vem primeiro, depois a família, e só então o ministério”, relatou Hinn, que emendou: “O que eu não sabia era que o processo de ministrar em todo o mundo teria um custo muito maior no meu casamento que eu poderia imaginar”.

O profeta afirmou que sua esposa, há quinze anos, era dependente de medicamentos controlados, mas que foi liberta do vício em 2010, ano em que pediu o divórcio.

De acordo com Benny Hinn, o motivo de Suzanne ter solicitado o divórcio foi “uma profunda crise emocional e física” e a libertação ocorreu numa cruzada no Betty Ford Center.

-Ela se tornou dependente há quase 15 anos, e os medicamentos a faziam se comportar de forma inesperada, às vezes. Eu não sabia da gravidade de sua dependência destes medicamentos, nem compreendo perfeitamente quantos danos eles estavam provocando nela, física e emocionalmente – afirmou.

Ao final de seu depoimento, Benny Hinn pede uma semente e condiciona sua oração em favor dos fiéis a essa doação, ignorando as críticas à sua teologia da prosperidade em tempos de crise econômica nos Estados Unidos e Europa:

A prosperidade não é um acidente. Prosperidade é uma promessa de Deus. Somente quando obedecemos é que Ele nos abençoa e recompensa, e então a prosperidade vem. Peço que você plante uma semente generosa em nosso ministério este mês… Assim, poderei orar por você pedindo três milagres específicos:

- Que cessem todas as perdas em sua vida.
- Que você tenha uma restauração total em suas finanças, sua vida e sua família. Deus irá devolver o que o gafanhoto comeu (Joel 2:25)
- Que a abundância total chegue até você.



Fonte: Gospel+
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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Igreja católica em Goiânia cobra dízimo com cartão

A paróquia São Francisco de Assis, em Goiânia, anunciou no último domingo (3) durante a missa que os fiéis, a partir de agora, poderão pagar o dízimo em máquinas de cartão adquiridas pelo templo. A alegação é de que muitos frequentadores reclamavam que não levavam dinheiro para a celebração e não conseguiam contribuir.

De acordo com frei Carlos Antônio da Silva, responsável pela igreja, a iniciativa é pioneira na região. “É um novo desafio para a paróquia. Também é uma forma de acabar com as desculpas de fiéis que não queriam dizimar, e oferecer uma facilidade aos que desejavam e queriam usar o cartão”.

O pároco contou ainda que fizeram uma pesquisa em que perguntavam aos fiéis o que eles achavam da igreja, o que os atraía e os afastava. Finalizado o levantamento, foi criado um site e começou uma série de medidas para sanar os anseios da comunidade, um deles eram as máquinas de cartão para pagamento do dízimo.

Tecnologia x religião

Para o frei, a perspectiva é de que aumentem as doações. “Antes tínhamos carnês, as pessoas tinham que guardar ele o ano todo. Agora, com o cartão, você passa e dá baixa na hora, é automático”.

Para o futuro, a moderna paróquia quer disponibilizar o pagamento também pela internet. O parcelamento é possível, mas não recomendado pela igreja.

E as inovações não param por aí. A igreja propicia ao frequentador a possibilidade de ter um cartão próprio com uma das bandeiras disponíveis. As máquinas começaram a funcionar na última sexta-feira (1º). “No domingo já houve procura, e outros fiéis compraram uma rifa que a igreja está vendendo e pagaram no cartão”, afirmou o religioso.

Na arquidiocese de Goiânia, o departamento administrativo desconhece o uso de máquinas de cartão para receber a devolução do dízimo. Mas ainda não se posicionou favorável ou contrária à prática.


Fonte: UOL
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Apóstolo" Estevam Hernandes da Igreja Renascer vende pul­seira para reformar antena da TV Gospel

"Apóstolo" Estevam Hernandes, da Igreja Renascer

A Igreja Renascer em Cristo está vendendo a R$ 1.000 pulseiras idênticas à de seu líder, o autointitulado apóstolo Estevam Hernandes, para custear a manutenção da antena da TV Gospel, localizada na rua Consolação, em São Paulo.

O objetivo é arrecadar entre os fiéis cerca de R$ 2 milhões para a obra. Em seus cultos, Hernandes --que já foi preso nos EUA por evasão de divisas-- diz que a verba será utilizada também para as obras de acabamento interno e da parte elétrica do prédio.

A assessoria da Renascer afirma que anualmente a igreja realiza campanhas para a reforma de seus prédios e que as doações são voluntárias e não estão vinculadas a venda.


Fonte: F5
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terça-feira, 6 de março de 2012

Moda evangélica segue avanço da religião e gera novo nicho

A moda evangélica, como a da Kauly, adapta as tendências para os padrões da religião. Roupas têm comprimento no joelho e decote pouco revelador

Os brasileiros adeptos da religião evangélica - ou cristãos protestantes pentecostais - formam um grupo que movimenta um mercado próprio de artigos religiosos e de produtos feitos sob medida para eles. Entre esses nichos está o da chamada "moda evangélica", também conhecida pelos lojistas como "moda comportada". O público-alvo são as mulheres, que buscam roupas decote fechado e saias e vestidos mais longos do que a média.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que em 2000 o País tinha 26,2 milhões de evangélicos - para efeito de comparação, em 1991 esse número era de 12,6 milhões. A Expocristã, feira que acontece há dez anos e é o maior evento do setor, afirma que existem hoje no Brasil 55 milhões de protestantes e que a projeção é que eles cheguem a 109 milhões, em 2020.

O crescimento da população evangélica tem atraído os empreendedores. "A loja virtual Jeans Moda começou em 2010. Há seis meses, decidi apostar somente em moda evangélica. O faturamento aumentou 150%", conta Mauricio Silva, proprietário da loja multimarcas. Com o incremento vindo dos protestantes, ele abriu também um espaço físico em São Paulo.

Silva decidiu mudar de segmento por dois motivos: detectou o aumento da população evangélica e percebeu que o segmento de jeans já estava saturado.

Apesar de ter faturado R$ 60 bilhões em 2011 - de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) -, o setor têxtil como um todo não está no seu melhor momento. Um dos vilões é a importação de produtos, principalmente os oriundos da China. De janeiro a novembro do ano passado, as importações de vestuário aumentaram 40,6% na comparação com igual período de 2010. Por isso, lucra mais o empresário que aposta em nichos específicos.

O proprietário da Jeans Moda aponta a qualidade no acabamento como o diferencial das roupas feitas para as evangélicas. "Como elas não apelam para o corpo, querem uma roupa muito bonita, com boa modelagem e qualidade no acabamento", afirma. A venda online da loja atende a pessoas de todo o País, mas o Norte e o Nordeste são os maiores compradores. "É simples. Os lojistas dessas regiões têm de vir até São Paulo para comprar suas mercadorias, o que acaba encarecendo o produto. Ao vender pela internet, não preciso repassar isso para o consumidor", explica Silva.

Kauly muda linha a partir de análise da clientela

Há dez anos, a loja Kauly, que possui duas unidades no Brás, bairro paulistano caracterizado pelo comércio popular, resolveu apostar em moda evangélica. No início, em 1990, a loja vendia o que chama de "modinha" - roupas que seguem a tendência do momento. De acordo com o proprietário, Wilson Sanches, a mudança se deu devido a uma melhor análise do perfil dos clientes. "Percebemos que atendíamos a muitos evangélicos e decidimos fazer uma moda focada neles", explica.

Sanches afirma que o trabalho da Kauly busca traduzir as tendências da moda para o público protestante. "Temos um estilista próprio. Adaptamos o que se vê nas ruas. Nossa preocupação é com o comprimento das saias e vestidos e com decotes", diz. Com relação à classe social atendida, Sanches aponta que a clientela é formada, na maioria, por pessoas das classes B e C. "Apesar de o Brás ser visto como extremamente popular, existem as ruas mais elitizadas. O público com mais poder aquisitivo vem, sim, até aqui."

O proprietário encara o setor de moda evangélica sem otimismo exagerado. "Não dá para descolar o nosso segmento do têxtil. Como qualquer empresa de 'modinha', também no evangélico há aqueles que vão bem e os que vão mal, que sentem mais a crise."

Ele também comenta que o maior desafio desse nicho ainda é o seu tamanho. "Apesar de o número de evangélicos aumentar, não são todos que usam a moda evangélica. O segmento é reduzido e limitado", opina.


Fonte: Terra
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