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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Feridos em nome de Deus

“Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas?” Mateus 7.15-16

Marília Camargo César é uma jornalista evangélica que resolveu denunciar as barbaridades que são ditas e realizadas em nome de Deus. Ela conta algumas histórias de abuso de poder da classe clerical, que usa alguns recursos para manipular a massa a fim de suprir e satisfazer seu ego.

Usam coincidentemente ou inconscientemente artifícios da psicologia ou outro tipo de ciência para criar verdadeiros dependentes de igrejas e de seus “sumos-sacerdotes”. Tais líderes, para segurar as ovelhas e conseguir extorqui-las de toda as formas, apelam por fazerem-nas sentir culpadas, amedrontadas e estimulam a ganância vendendo a visão de que a relação com Deus  é utilitarista, uma via de mão dupla.

Algumas frases típicas como: “Você não está dentro da visão de Deus”, “Seus pecados são a causa desta vida amarrada” são usadas de maneira genérica sem uma real, individual e minuciosa análise da situação financeira, emocional e até espiritual da pessoa que ouve estas afirmações da boca de seus líderes eclesiásticos. Esse é um dos fatores que as impedem de ter qualidade de vida, perder seu pouco tempo que lhes resta em família para simplesmente tentar remover a pseudo-culpa, o mau-olhado, o trabalho de macumbaria dos quais eles precisam sempre se libertar.

Quando do púlpito ouvem-se pastores colocando-se num lugar alto na categoria espiritual, arvorando para si o título ou a ideia de possuir uma espiritualidade sobrenatural, inigualável e inatingível pelo leigo ou usando a Bíblia para difundir um medo sem temor, ele transforma o Cristianismo numa religião “animista” que aprisiona as pessoas nas suas igrejas para conseguir com sua oratória enganá-las e encarcerá-las emocionalmente.

É importante entender e delimitar o papel do pastor na vida espiritual das pessoas. Pois, estes por má fé ou sem a real intenção de fazer o mal, pode se colocar sobre nós como uma espécie de sumo sacerdote.

O pastor é nosso mentor espiritual e ele em nada pode interferir na nossa relação com Deus, na verdade quem faz o papel de intermediário entre nós e Deus é Cristo e não o pastor.

Os líderes eclesiásticos devem tomar a consciência de que trabalha diretamente com pessoas e que em suas relações a sua postura desvirtuada pode ter uma dimensão e proporção com resultados catastróficos. O guia espiritual não pode se posicionar como um Ditador Espiritual, mas deve se portar humildemente como um porta-voz daquele que é nosso Senhor e Salvador. Ao usar a Bíblia ele não pode manipula-la para fazê-la dizer o que ele quer que ela diga, é preciso muita cautela, discernimento e sabedoria, para falar de Deus ou por Deus sem deturpar a Verdade Absoluta.

Pastor que assume a sua humanidade, não se coloca em uma posição de glória, e têm a propensão de não ferir a igreja com excentricidades advindas da posição de líder.

A suma é que há igrejas doentes e adoecem seus pastores, há pastores doentes que adoecem as igrejas, contudo é importante ressaltar que esta questão de líder e liderado, pastor e ovelha é uma prescrição Bíblica e que não pode cair no descredito. O que devemos abandonar é a visão primitiva que nossos líderes são santos e imaculados e que a igreja é constituída de pessoas perfeitas.

Toda forma de extremismo cega o homem e o transforma num louco em busca daquilo que é vazio, e este, faz o que é preciso para conquistar o que deseja. O triste é que quando se tratam destes pseudos-pastores eles fazem de tudo para conquistar o que querem, usando até o nome de Deus. Sim, eles usam a fé, mancham o nome da Igreja, pervertem a imagem pastoral e abrem muitas feridas sem possuírem os recursos e os remédios para tratar.  “Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores.” Por isso, há muitos feridos em nome de ‘deus’.




Fonte: Blog da Igreja Presbiteriana do Guará
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Pastor Marco Feliciano na Playboy! Só pode ser brincadeira

Estava eu a navegar pelo Facebook (esse local onde tudo pode acontecer) e me deparo com a seguinte manchete: “Marco Feliciano confessa ter usado drogas e diz que quem faz sexo anal não volta mais”. Essa esdrúxula notícia estava na página oficial da Folha de S. Paulo. Logicamente que acessei a página para ler na íntegra e entender o que estava se passando. Pois bem, a manchete faz referência a uma entrevista dada pelo Deputado Federal e “pastor” Marco Feliciano para a revista Playboy do mês de abril, que chega hoje às bancas (08/04).

É meus irmãos, vocês entenderam bem. A revista é a Playboy mesmo, aquela que tem fotos de mulheres nuas. Acreditem, não é pegadinha. São duas opções de capa e em ambas tem a chamada para tal entrevista com 3 tópicos elencados:

• “Sonho em ser presidente”.
• “Cherei cocaína, tentei maconha, não conseguir tragar”.
• “Marina, com aquele jeitinho de crente é um engodo”.

A declaração sobre o sexo anal, segundo a Folha de S. Paulo se deu nos seguintes termos:

“Com certeza tem homens que tem tara por ânus, sim. Eu não entendo muito dessa área porque nunca fiz, graças a Deus. E espero nunca fazer, porque parece que quem faz não volta mais (riu). Deve ser uma coisa tão estranha…”

Hã? “Espero nunca fazer”? Estranho mesmo foi esse comentário. Sinceramente meus amados: que tempos são esses os nossos? Pastor sendo entrevistado em revista de mulher pelada já é demais. O pior é que ainda tem quem defenda. Logo que postei nas redes sociais criticando o Feliciano seguido de #AcordaIgreja, um amigo postou um texto com a mesma hashtag só que criticando quem critica esses hereges. Caros leitores, vocês tem todo o direito de não se pronunciarem, mas daí a condenar quem tem coragem e peito para denunciar os falsos profetas tupiniquins não é uma postura sensata.

Incrível será ver como os cegos e ludibriados por homens como o Feliciano vão se portar para tentar defende-lo. Será que vão comprar a Playboy só para ler a entrevista do deputado evangélico? Será que vou ouvir alguém falar que foi mais uma porta que Deus abriu para que o Evangelho fosse pregado? Será que vão dizer: “Ah, o ímpio vai comprar uma revista para ver mulheres nuas e irá se deparar com uma palavra abençoada e mudará de vida”? Nenhum apóstolo na Bíblia foi pregar em “bacanais”, ignorância tem limite. Procurem entender de uma vez por todas: Esses homens não pregam o Evangelho! O que eles fazem é distorcer o ensino das Sagradas Escrituras. Entendam que defender o falso pastor é não ser contado como ovelha do rebanho de Cristo, pois o mesmo diz:

“Eu asseguro a vocês que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora.Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos. Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando”.João 11: 1-6 (grifo meu).

Quem pertence ao Senhor não escuta, e muito menos defende, o falso pastor. Perguntem a vós mesmos: “De quem é a voz que escutamos”? Por favor, tenham mais discernimento e filtrem as pregações. Reconheçam um homem de Deus pelo apreço e fidelidade que ele tem pelas Escrituras. Marco Feliciano não se importa com as ovelhas, ele quer apenas poder. E o sonho de um cara desses virar presidente pode acabar sendo uma realidade de um país cada vez mais evangélico, mas que não tem critério algum para diferenciar o que é alimento e o que é veneno. Certa vez ouvi um Pastor sincero falar que doutrina é igual a comida, se boa alimenta, se ruim pode até matar.

Não é a primeira vez que critico o Feliciano. A última dele foi ter dito esta pérola: “Jesus falou comigo: Meu filho, quando a igreja não se levanta e não pode, eu levanto até demônios para ser guarda costa de pastor”. Segundo o mesmo, um babalorixá do Rio de Janeiro chegou em seu gabinete e disse que o deputado o representava e que toda a sexta-feira, 600 terreiros tocariam para abençoar o Marco Feliciano. Dúvida? Então veja o vídeo se tiver estômago:


Engraçado é que a primeira frase que aparece no vídeo, proferida pelo Deputado Feliciano é: “Nunca houve tanta oração nesse país. Nunca houve tantos crentes anônimos mandando mensagens dizendo: Jesus, protege o Pr. Marcos porque ele me representa.” Ué, a Igreja nunca orou tanto para que Jesus o protegesse e a mesma não se levantou ao ponto de demônios fazerem a segurança do Deputado? Faz tempo que eu repudio homens como Feliciano, que são falsos mestres, oportunistas e gananciosos. Todavia tem quem o defenda. Com certeza alguém vai ler esse meu texto e vai dizer que eu estou julgando. Não é julgamento e sim constatação. As Escrituras dizem que qualquer outro evangelho deve ser por nós amaldiçoado (Gl 1:9). Como simpatizar com um homem que descontextualiza a Palavra para tirar vantagem? Pra mim não dá pra aturar mesmo…

Marcos 9:40: Cristo fala que “quem não é contra nós, é por nós.” Só que o contexto é muito diferente. Ali, João diz que repreendeu um homem que expulsava demônios porque este não era seguidor do Mestre. Veja bem: expulsava demônios e não era beneficiado pelo mesmo. Como se isso não bastasse, agora essa da Playboy. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos conceda graça. Que a Igreja de Cristo se mantenha fiel às Escrituras e ouça o Bom Pastor.

Soli Deo Gloria.




Fonte: Thiago Oliveira, do Arte de Chocar no Púlpito Cristão
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sábado, 16 de outubro de 2010

Driscoll aos Pastores: Não Sacrifiquem a Vossa Família pela Plantação de Igrejas

Há uma crise na comunidade de plantação de Igrejas. Muitos pastores têm um casamento horrível e as famílias estão se desintegrando, disse Mark Driscoll, da mega-igreja de Mars Hill, Seattle, na quinta-feira.

Não medindo as suas palavras, Driscoll falou explicitamente de como as esposas dos plantadores de Igrejas são pelo menos tão prováveis de trair a aliança matrimonial com os seus maridos. Mas Driscoll culpa os maridos pelas famílias desestruturadas. Ele criticou os pastores por negligenciarem as suas esposas e filhos e tratá-los como agentes livres ao invés de alguém que eles devem amar e servir.

"Eu sei que milhares de pastores ... talvez dezenas de milhares de pessoas neste momento," disse Driscoll no 29º. Acampamento Nacional dos Atos de Plantação de Igrejas, em Seattle. "Muito raramente eu conheço um pastor e sua esposa bem e encontro um casamento que, se ele fosse casado com minha filha eu não iria atacá-lo."

Para muitos plantadores de Igrejas, o ministério tem se tornado um ídolo e uma medida de sua retidão pessoal, disse Driscoll, um proeminente líder do movimento de plantação de Igrejas. Apesar de plantadores de Igrejas dizerem que estão trabalhando para Deus, para alguns, isso é realmente para a sua própria glória, sustentou ele. Porque se fosse realmente para Deus, então os pastores fariam isso biblicamente.

O pastor Seattle compartilhou histórias reais de mulheres de plantadores de Igrejas que cometeram adultério emocional ou físico, de um implantador de Igrejas que se suicidou, e outro que foi encontrado com pornografia em seu computador, levando a uma crise em sua planta de Igreja de jovens.

"Nós não precisamos de mais plantadores da Igreja, precisamos de mais homens piedosos," disse Driscoll. "Se temos mais homens piedosos, alguns deles serão os plantadores de Igreja."

Driscoll falou no último dia da conferência organizada pelo plantador de Igreja Mars Hill. A conferência, organizada pelo 29º Ato de Plantação de Igrejas em rede, concentra-se na visão de plantação de Igrejas, o chamado do fazendeiro, o mandato para multiplicar Igrejas e as bases teológicas para plantação de Igreja centrada no evangelho.

Mars Hill faz parte da rede Atos 29, que é composta de Igrejas nos Estados Unidos, que querem ver Deus se mover novamente, como em Atos 29, onde os fiéis saem e plantam Igrejas.

Durante sua palestra na quinta-feira, Driscoll repreendeu plantadores de Igrejas por negligenciarem suas esposas e filhos a pensarem que uma vez que o ministério estiver estabelecido que vai voltar a cuidar de sua família. Mas o pastor de Seattle disse que nunca acontece.

"Se a casa do rapaz é uma piada porque é que nós vamos dar-lhe a casa de Deus?" Driscoll questionou. "Se a família desse cara é uma piada, porque é que nós damos-lhe a família de Deus? Se esse cara não pode evangelizar seus próprios filhos, então porque no mundo que vamos pagá-lo tempo integral para fazer missão? Se esse cara não pode estimular e provocar a sua própria mulher a florescer, porque no mundo que nós dar-lhe uma congregação? "

Ele observou que muitas pessoas que vomitam ideologias anti-cristãs são as crianças descontentes da Igreja com os pais que não criá-los adequadamente.

"Se você fosse casado com a minha filha, eu estaria satisfeito com você? Sua esposa é filha de Deus. Deus lhe deu uma de suas filhas. [Para] alguns de vocês - para usar a metáfora - [deu] a sua netos," disse Driscoll. "Ele está satisfeito com a forma como você está tratando sua filha e netos?"

Depois de reprimir fortemente os plantadores de Igrejas, Driscoll gentilmente convidou sua esposa, Gracie, para o palco. Os dois então revelaram que haviam cometido muitos dos mesmos erros que Driscoll tinha acabado de condenar durante seus primeiros anos de plantação de Igrejas em Seattle. Mas eles foram capazes de transformar seu casamento volta depois de muitos anos de negligência.

"Nós não vamos usar a sua família para plantar uma Igreja," disse Driscoll. "Nós não vamos permitir que você use a sua família para plantar uma Igreja. Você não pode usar a sua família, você ama sua família e serve a sua família, como Cristo faz com a Igreja."

Mars Hill tem pelo menos 10 campi em todo estado de Washington e em Albuquerque, Novo México. A Igreja tem cerca de 24 cultos a cada fim de semana entre os seus vários campi.


Fonte: Christian Post
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Indiferença uma doença que mata


O que é indiferença?

Seria um desvio de comportamento, um costume, uma forma de sobrevivência, um mecanismo de defesa, de resistência, ou conseqüência do egoísmo e do medo?

O fato é que todos nós, uns mais outros menos, somos indiferentes, "passamos ao largo" de muitas coisas, realidades, fatos e pessoas, em algumas situações, até de nós mesmos.

A indiferença tem um poder devastador. Ela é a companheira doentia do dominador e opressor, também dos que preferem as desigualdades, a violência, o ódio e a morte. Os indiferentes, de uma forma ou de outra, ferem, rejeitam, excluem, matam. Está correta a conclusão: o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença.

Esta poderosa doença está presente em toda história dos seres humanos, ela é milenar. Já nos relatos bíblicos a indiferença é apresentada como um comportamento que impede a vida, a salvação do outro, a cura, gestos de solidariedade. Cito somente duas cenas bíblicas. Primeiro a história de Jonas, ele foge da sua missão. No navio dormiu, ficou indiferente à tempestade que ameaçava a vida dos marinheiros. Enquanto fugiu da sua missão ficou indiferente a tudo e a Deus. Cito, ainda, a parábola do bom samaritano (Lc 10).

O sacerdote e o levita passaram ao largo da vítima do assalto. Preferiram a indiferença e negaram-lhe socorro e cuidado. O samaritano, uma pessoa simples, atendeu aos gritos da vítima. Com facilidade verificamos que a indiferença das pessoas causou sofrimento e morte na história da humanidade. Creio que podemos resistir, nos defender e sobreviver, resgatando e desenvolvendo outros valores e mecanismos de relações humanas que, por sua vez, passam ao largo da indiferença. A vida comunitária de fé associada ao exercício saudável da cidadania é um milagroso remédio contra o mal da indiferença. Quero dizer que uma espiritualidade participativa, fundamentada no evangelho, e o exercício de uma cidadania ativa tornam-nos atentos e ligados a tudo e uns aos outros, envolvem-nos com o sofrimento do outro e com a alegria de todos. É por isso que cremos na renovação da vida.

O amor e a graça de Deus anunciam diariamente para nós a possibilidade de renascimento e desperta-nos para a ação pela vida, para o envolvimento comunitário e social. Quando não nos isolamos em nossos "mundinhos", quando evitamos pensar só em nós mesmos, quando abrimos nossos olhos e ouvidos, os sinais, a graça e o amor de Deus nos constrangem e denunciam a nossa indiferença, movendo-nos para caminhos novos que transpiram vida, justiça, esperança e paz.

Uma vida social ativa e a fé no Deus da justiça e da paz, vivo, nos levam a uma saudável e constante briga contra a indiferença, impedindo que ela crie raízes em nós, em nossa comunidade, em nossa sociedade.

Longe de nós a indiferença, esta doença crônica que causa sofrimento e mata. Que a paz e a voz de Deus abram sempre nossas algemas, descruzem nossos braços, desanuviem nossos olhos, despertem nossa paralisia e movam-nos para o companheirismo, para a alegria da partilha, do afeto, da solidariedade e da construção de esperanças.

Fonte: http://www.luteranos.com.br/

Enjaulados pela Religião

Algumas situações são complicadas de se entender, pois a realidade apesar de evidente não encontra a percepção humana capacitada para o discernimento do real. Verificamos que a realidade é percebida por outros, mas para aquele que é atingido por uma espécie de encanto, não lhe é possível decidir, pois o seu direito de escolha já está sendo executado por outro, que no controle de sua mente estabelece as escolhas que infelizmente nunca serão as melhores, pois ocorreram em função de uma influência que intimida sem se declarar, que aprisiona sem algemar, que escraviza sem se manifestar.

Algumas pessoas mudam completamente quando são aprisionadas por um grande amor. Agem de acordo com os interesses daquele que o manipula. Como marionete, pensa que é Senhor dos movimentos, mas a sua vida é reflexo de outra vida, que de maneira egoísta brinca com o destino da outra, apenas como algo que lhe é interessante, não por um amor verdadeiro, mas por interesses provenientes do uso do poder.

O ser enjaulado tem a sua dimensão geográfica limitada, pois está aquém do seu potencial. Na jaula ele é alimentado, contudo já não tem o prazer de ir ao encontro do alimento, pois o sabor da liberdade não é mais reconhecido, pois o máximo que percebe de liberdade é encontrado na jaula imaginária, que o aprisiona em um estado de transe, que a vontade própria não pode interferir.

A princípio entendemos que este fato ocorre por uma ação maligna, nunca esperamos que tal situação ocorra conosco, contudo aquele que se vê neste estado, assim se encontra, quando permitiu a sua privacidade averiguada por alguém que lhe inspirou confiança. As coisas foram acontecendo com um aprofundamento no relacionamento, até o momento que se torna uma dependência, onde se encontra no enjaulado, o prolongamento da vontade alheia.

Relacionar-se ou não? É um perigo que corremos, entendendo que relacionamento é fazer-se conhecido pelo outro, é baixar a guarda e mostrar-se sem hipocrisia. É trabalhar para o sucesso do outro, zelando por sua imagem. Quando agimos desta maneira travamos relacionamentos saudáveis, pois não precisamos de máscaras e não temos medo de sermos vistos como pensamos que somos.

Gostaria de trazer este tema para a vida espiritual, quando estaremos servindo a homens, mas crendo verdadeiramente servir a Deus. Quando a palavra de Deus, não encontra respaldo para corrigir, pois aquilo que é abominação é interpretado por uma nova visão, onde aquilo que se prega fala do pecado do outro, mas nunca da nossa real necessidade de voltar para o centro da palavra, onde Deus é quem rege a história e não o homem, o mundo, ou o diabo.

Em um dado momento da vida dos apóstolos eles se viram amedrontados com as figuras dos doutores da lei. Homens que de uma forma inquestionável, dominavam a religião em Israel. A igreja estava crescendo e pregar o evangelho, era se levantar contra a lei de Moisés, pois para os religiosos a figura de Moisés era insuperável, eles já possuíam o seu ícone, Jesus não poderia competir com a história de Moisés, pois nesta estória, outros já haviam feito doutorado e não estavam dispostos ao questionamento da sua teologia. Normalmente é assim, estamos sujeitos a uma teologia e a teólogos experimentados, quando questionamos a teologia encontramos homens que lutam mais pelo controle das pessoas, do que pelo desejo de expor a sua verdade, pois de uma forma ou de outra elas aprendem a controlar mentes através daquilo que as pessoas passam a defender como correto.

Verificamos que os apóstolos não se sujeitaram à escola farisaica, mas a escola do Espírito Santo, onde a revelação de Deus precisa ser verificada pelas escrituras, sendo o indicador de controle de qualidade, uma palavra que nunca vai além daquilo que está escrito e aquilo que está escrito nunca se submete à tradição que invalida as escritura.

A figura do líder religioso é tão forte quanto a figura de Deus, pois aquilo que se conhece da divindade é projetado na figura daquele que se coloca como profeta e arauto da revelação superior, pois o indivíduo religioso espera a manifestação do alto por aqueles que ministram diante do altar.

A mística da religião, como um passe de mágica conduz as massas, indiferente a classe social, nível intelectual ou raça, as atitudes coletivas mais bizarras ou louváveis. Verificamos atitudes inconcebíveis biblicamente sendo realizadas por pessoas inteligentes e cultas tanto quanto por pessoas limitadas intelectualmente e com pouco nível de conhecimento apreendido. Estes líderes exercem uma espécie de domínio que move as massas inclusive a intolerância e as guerras e tudo isto sendo feito em nome de Deus.

Os apóstolos lutaram contra a verdade estabelecida pela religião do Estado. Quando isto aconteceu foram enjaulados e provaram no cárcere o livramento de Deus, mostrando que nem as cadeias podem impedir a liberdade da pregação da palavra, pois esta não se submete à intimidação dos líderes que escravizam a massa popular ignorante. As escrituras mostram que o dito popular que diz ser a voz do povo a voz de Deus, não é correto, pois o povo pediu a crucificação de Jesus em detrimento da liberdade de Barrabás.

Os líderes da época açoitaram os apóstolos e proibiram que eles pregassem no nome de Jesus, mas os apóstolos deixaram claro que antes importa obedecer a Deus do que os homens.

Acredito que o homem enjaulado na religião, não percebe esta característica do servo de Deus: Antes se submete a Deus do que aos homens. Não estou estabelecendo a rebelião diante dos profetas do Senhor, mas o averiguar da profecia, pois a meditação naquilo que sai da boca daquele que profere o assim diz o Senhor, precisa ser uma atitude de maturidade, pois o Senhor mesmo nos admoesta a averiguar as escrituras e provar o espírito da profecia, precisamos valorizar o homem de Deus, mas sem colocá-lo no patamar da mentira, pois o único infalível , segundo as escrituras é o Senhor Jesus, este não tem quem possa acusar de pecado.

Os apóstolos não deixaram se enjaular pelos profetas da lei, antes tiveram as suas vidas ameaçadas, mas não cederam a intimidação causada pelos fariseus. As pessoas presas às religiões não percebem mais a verdade das escrituras, pois aprenderam a pensar pela religião e não segundo aquele que diz que nós não seríamos como a mula que necessitássemos de cabrestos, mas que seríamos instruídos pelo próprio Deus.

Paulo declara que a nossa atitude não deve ser para as vistas, como se estivéssemos mostrando a homens a nossa fé, mas como servos de Cristo, fazendo de coração para agradar a Deus e neste ponto precisamos definir até onde a religião tem enjaulado as pessoas ao agrado dos homens, mas nada sendo feito para o louvor e a glória de Deus. Tudo que não é feito por fé é pecado, portanto o agir precisa ser movido por uma atitude que muito embora transcenda o natural, também é racional, pois não elimina a investigação das escrituras, que é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos. A fé não exclui a inteligência e a razão, pois é por raciocinar nas verdades de Deus, que percebemos o quanto à pessoa humana é falha e sujeita a síndrome que se estabeleceu com lúcifer primeiramente.

Que Deus possa livrar os profetas da atualidade da tentação de querer agradar aos homens ao deixar-se iludir pela mídia, pelas luzes dos mega eventos, pelos dízimos e ofertas. Que não se aproveitem da fragilidade das ovelhas, para influenciarem o inconsciente daqueles que se abriram por completo, por reconhecerem em seus guias a pessoa infalível de Deus. Que a glória seja do Senhor, que a honra seja do Senhor e principalmente, que as ovelhas sejam apascentadas para o Senhor.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um câncer chamado ciúme


Ele destrói relacionamentos e lentamente destrói o casal. Ambos sofrem amargamente.

O ciúme é agressivo e ameaçador, e assim se torna quem o alimenta em sua alma. Assim como um câncer extingue a vida, o ciúme corrompe a alma e arruína a vida de quem se deixa dominar por ele.Quem sofre com o ciúme doentio de alguém sabe muito bem o que é isso.

O ciumento sempre desconfia de algo. Ele abre correspondências, ouve telefonemas, lê e-mails e mensagens no celular, liga várias vezes para saber onde e com quem a pessoa está. Confere carteiras, agenda, cadernos, bolsos e bolsas. Cheira peças de roupas para ver se encontra algo suspeito. Rasga, sem consentimento, fotos e cartas de relacionamentos passados. Segue o parceiro para ver se o mesmo está tendo um caso. Alguns chegam a contratar um detetive particular.

O ciumento é egoísta. Ele exclui a pessoa do convívio com os outros, inclusive dos familiares. Quer que a pessoa viva por conta dele. Se o parceiro deseja trabalhar fora ou estudar, o ciumento tenta impedir persuadindo ou ameaçando a pessoa.

O ciumento prefere ver o seu parceiro com o aspecto não muito agradável a vê-lo despertando olhares alheios.Segundo informações do site “PsiqueWeb”, “o ciúme é um grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do companheiro(a). Há ainda preocupações excessivas sobre relacionamentos anteriores, as quais podem ocorrer como pensamentos repetitivos, imagens intrusivas e ruminações sem fim sobre fatos passados e seus detalhes”. De acordo ainda com o site “o ciúme pode se apresentar de formas distintas, tais como idéias obsessivas, idéias prevalentes ou idéias delirantes sobre a infidelidade”, informa.

O ciumento é capaz de colocar a vida do parceiro em risco. Muitos chegam a agredir fisicamente. Como aconteceu com a modelo libanesa, Karine Al Ití, 22 anos. O caso dela chocou o mundo. Atualmente, a modelo vive no Brasil e tenta reconstruir o rosto desfigurado pelo marido – ciumento obsessivo. A tragédia na vida de Karine foi exibida pelo programa dominical Fantástico (13/03/05), da Rede Globo. Segundo o programa, Karine foi queimada numa banheira de água fervendo, pelo marido, Mustafa Berri, que agora está preso numa cadeia em Beirute. Ele é acusado de tentativa de homicídio e pode ser condenado à prisão perpétua. “Fisicamente, ela está deformada. Não tem nada a ver com aquela moça bonita que era modelo”, descreve a psiquiatra Maria Cristina Lombardo ao programa Fantástico.

O amor não arde em ciúmes”

Pertinente observar o que está escrito na primeira carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 13, versículo 4: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes...” Esta última frase é uma resposta aos corações inflados pelo ciúme. No fundo no fundo todo mundo sente ciúme. Só que algumas pessoas conseguem controlá-lo, não permitem que ele se transforme em fogo devastador. É o chamado ‘ciúme normal’, aquele que zela pela pessoa quista. Outras, no entanto, são violentas, provocam escândalos, têm comportamentos compulsivos – considerados pela psiquiatria como doença. Este tipo de ciúme acaba com qualquer relacionamento, pois o ciúme acende o fogo da destruição, mas o verdadeiro amor pode apagá-lo.

O ciúme é um dos sentimentos que mais atrapalha as relações humanas. Não é sem motivo que o francês Michel Montaigne disse que “o ciúme é, dentre todas as doenças do espírito, aquela à qual mais coisas servem de alimentos, e, nenhuma de remédios”.

O ciúme alimenta a desconfiança, traz discórdias e sofrimento. Existem pessoas que não usufruem o melhor do relacionamento, pois passam o tempo todo sofrendo, sempre pensando no pior; imaginando se está sendo traído ou não.Muitas pessoas acreditam que o ciúme é prova de amor. Só que existem outras formas de se mostrar amor! O zelo, por exemplo, é uma delas. Zelar é, em primeiro lugar, gostar e confiar em si mesmo. É cuidar da própria vida, não deixando que o ciúme ultrapasse os limites do bom senso, se tornando uma doença que destrói o corpo, a alma e o espírito. É zelar para que Deus seja o pilar de sustentação do relacionamento de modo a confiar em si e na pessoa amada.

A insegurança e a desconfiança, provocados pelo ciúme, tenderão a aumentar a cada dia. Procurar ajuda, já é um grande passo na luta contra esse mal que ameaça constantemente os relacionamentos.
Fonte: http://www.topgospel.com.br/

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Estresse Espiritual

Por que a tarefa de ser líder é tão estressante? Uma das possíveis razões consiste no fato de pessoas serem chamadas precocemente para funções as quais não estão preparadas, ou seja, não são vocacionadas para este chamado. Algumas igrejas tem como foco o trabalho de liderança sendo que este exige muita habilidade e dedicação de quem decidi assumir tal função.

Outras razões:

- Vício por trabalho (síndrome da “cama-na-igreja”) – de segunda a segunda está nas programações da igreja. Compromete-se com uma agenda lotada de trabalho.
- Princípio de Pedro – sentimento de incompetência ao liderar um exército de voluntários.
- Conflito de ser líder e servo ao mesmo tempo.
- Intangibilidade – como sei que estou chegando a algum lugar?
- Confusão entre a identidade da função e a auto-imagem – muito da auto-estima dos líderes vem do que eles fazem.
- Problemas em administrar o tempo - não tem tempo de cuidar de si mesmo, da família, do trabalho etc.
- Escassez de “benefícios” - o líder que muito trabalha, muito se doa de maneira que não sente a recompensa chegar a curto prazo.
- Multiplicidade de funções - faz tudo ao mesmo tempo, muitas vezes para agradar ao seu líder maior.
- Síndrome do “pequeno adulto” – ministros são sérios demais, têm dificuldade em ser espontâneos.
- Preocupação em agir com cautela – age com cautela para evitar desagradar tanto os líderes superiores quanto os liderados.
-“Sobrecarga administrativa” - energia demais gasta em áreas de baixa recompensa.
- Solidão – ao líder é ensinado que este não tem amigos e sim discípulos. Outra coisa: com uma enorme sobrecarga de trabalho já não tem tempo para estar com os familiares, é quando se dá conta do isolamento.

O estresse vem de fora do organismo, fazendo com que seu corpo responda com “lute” (quando irado) ou “fuja” (medo). Na verdade, o estresse é a transição que ocorre entre você e o seu ambiente. O evento exterior colide com seu sistema de crenças, seu cérebro interpreta o que está acontecendo, e fala ao seu corpo como responder. A adrenalina é lançada na sua corrente sanguínea; o sangue é desviado de vários órgãos para o cérebro e músculos; as pupilas dilatam (tornando a visão mais aguçada); as mãos e os pés transpiram; a respiração e ritmo cardíaco aumentam etc. O corpo fica em alerta vermelho, a resposta ao alarme.
A maioria de nós não está sujeito a perigo físico com freqüência, mas quando você é orientado por um calendário muito apertado, ou ameaçado por uma demanda ou expectativa que você acha que não pode alcançar, seu corpo reage da mesma forma. Na verdade, médicos especialistas estão dizendo agora que pessoas de determinado tipo em particular podem estar sofrendo um tipo de “vício por adrenalina”. Nestes dias muitos de nós vamos morrer com doenças relacionadas ao estresse do que de infecções ou velhice. Seu corpo está designado a dar sinais de aviso de sobrecarga de estresse, que podem incluir insônia ou sono perturbado, problemas digestivos, dores de cabeça, baixa energia, cansaço crônico, doença psicossomática, tensão muscular, ranger os dentes, pressão alta etc. Estresse é a doença da pressa. Os sintomas são muitas vezes vistos pela vítima como obstáculos ao desempenho e sucesso, dos quais ele ou ela simplesmente querem se livrar. Raramente a doença do estresse excessivo diminui a velocidade da vítima, não até que o último suspiro seja dado, e a úlcera, derrame ou ataque cardíaco ocorram. Causas espirituais de estresse podem incluir tentações de todos os tipos: sexuais, ansiedade para que sua igreja cresça, inveja do sucesso dos outros, ansiedade sobre problemas financeiros, ira dentre outros. A única vantagem de viver de forma estressante é que você poderá ver seu Senhor mais cedo!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Cuidado com o Ativismo Espiritual


O ativista é aquele que privilegia a ação. Assim, dentro ou fora do meio cristão, ele só se sente realizado quando está fazendo alguma coisa. Quando as pessoas estão no ativismo dentro da igreja isso não quer dizer apenas que estejam com excesso de trabalho, mas com uma sobrecarga de compromissos humanamente impossíveis de serem realizados. O resultado disso são pessoas fazendo as coisas de coração contrariado, murmurando, reclamando e pior ainda para aparecer, agradar a autoridade, cumprir a lei e até para a autopromoção. Outro lado desse ativismo é a incoerência entre o que se diz e o que se faz. Leva-se uma vida dupla, numa “personalidade dupla” e isso é desgaste de energia e fonte de fadiga. Quem sofre o mal do ativismo, pode até não trabalhar muito, mas não ora, não estuda a Palavra, não descansa, porque o trabalho virou escapismo, fuga de problemas não resolvidos. Ocorre o círculo-vicioso: enche-se de tarefas e não se tem tempo para o cultivo espiritual e humano. O ativista esquece que o valor e grandeza da vida não está naquilo que se faz, mas naquilo que se é. Quem faz muitas obras para o Senhor e acaba esquecendo o próprio Senhor por causa das muitas obras, está equivocado. Quem se apega às obras, espera elogios, gratificações e resultados e geralmente não sabe dar seu lugar a outros. O ativismo é resultado do perfeccionismo. É próprio do perfeccionista ter a tendência a ficar insatisfeito e incomodado com o que faz. Sob o comando do ativismo a função vira profissionalismo, a gratuidade é substituída pela gratificação. O povo procura o líder e encontra um profissional. Os efeitos do ativismo são muito negativos: irritabilidade, desgaste, esgotamento, isolamento, doenças, queima-se as pessoas com facilidade e freqüência. O ativismo é alimentado por determinadas afeições: desejo de aparecer, competição, rendimento, sucesso. O ativista peca pela pressa, vive sob a pressão do tempo e sob a sensação de urgência que é a “tirania do urgente”. Sobrecarrega-se de responsabilidades, ambição do sucesso, fazendo do ativismo uma patologia. O remédio e cura são: oração, lazer, amizades boas, mudar o estilo competitivo, perfeccionista e apressado, observar o 5° mandamento e o convite de Jesus: “Vinde à parte para um lugar deserto e descansai” (Mc 6,31). O ativismo é uma patologia de nossa cultura, é uma espécie de narcisismo, ou seja, exaltação de si para obter atenção, afeto e valorização de si. Privilegia-se o fazer e o ter em detrimento do ser. O acúmulo de trabalho é uma espécie de narcótico que leva à fuga e prejuízo de outros valores. O ativista é um fugitivo de si e um desertor de Deus. O que o ativista constrói com uma mão, destrói com a outra. Numa sociedade competitiva e consumista o ativismo é uma doença cultural que se manifesta no infarto, agressividade, depressão, stress e falta de tempo, de meditação, de silêncio e de escuta. É um comportamento contra a vida.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Vício Profissional na Igreja


A Igreja tem crescido espantosamente. Em muitos ministérios há demasiada ênfase na formação de líderes apaixonados pela visão de ganhar o mundo. Dentro dessa visão compulssiva muitos líderes acabam por agir mecanicamente desencadeando o chamado “vício profissional” onde até orar pode ser estressante! É a exaustão emocional, fadiga da compaixão. Então até mesmo os cristãos Tipo B menos competitivos podem sofrer desse mal. E os agentes estressores estão associados à pressões sociais e interpessoais.

Quadro sintomático:

-Desmoralização (crer que você já não é eficiente como líder);

-Despersonalização (tratando a si mesmo e a outro de forma impessoal);

-Desinteresse (afastando-se das responsabilidades);

-Distanciamento (evitando contatos sociais e interpessoais);

-Derrotismo (um sentimento de ter sido vencido).


Ocorre um estado de exaustão física, emocional e mental marcado pela exaustão física e fadiga crônica, sentimentos de desamparo e desesperança, e pelo desenvolvimento de um auto-conceito negativo e de atitudes negativas em relação as atividades desempenhadas, a vida e outras pessoas.

Consequências:

-Energia reduzida – manter a velocidade torna-se cada vez mais difícil;

-Sentimento de fracasso na vocação;

-Senso reduzido de recompensa por derramar tanto de si mesmo no trabalho ou projeto;

-Sensação de desamparo e inabilidade de ver uma saída para os problemas;

-Cinismo e pessimismo sobre si mesmo, outros, o trabalho e o mundo em geral.

Fatores da personalidade e atitude podem aumentar a propensão por exemplo:

-A pressão para o crescimento;

-Uma personalidade autoritária que pode revelar-se insensível (ou uma pessoa sensível demais que pode sentir com os outros as feridas, mas que é vulnerável às críticas);

-Ira interior;

-Falta de positividade, sentindo-se uma vitima; carregando culpa demais sobre sua humanidade;

-Inflexibilidade.

A essência do problema, no entanto, é a colisão entre as expectativas e a realidade. Os líderes são muitas vezes colocados em um pedestal pelos outros, e por eles mesmos. Muitas dessas expectativas simplesmente não podem ser alcançadas. Tentamos agradar, mas ou tornamos-nos muito focados na meta para as pessoas, ou muito acomodados com seu “relaxo” espiritual. Líderes fortemente focados em metas vão quase que inevitavelmente experimentar mais frustração que aqueles focados no processo. Extamente como numa rotina de trabalho secular estamos trabalhando porém com voluntários, muitos dos quais não estão lá quando o trabalho não é compensatório. E estamos presos uns aos outros, os líderes não contrataram a maioria das pessoas leigas com quem trabalham.
Então se não tomarmos cuidado, dependendo do nosso tipo de personalidade, podemos tornar-nos perfeccionistas, conscientes demais, desenvolver um lado do nosso ministério de forma desproporcional, ou talvez nos identificarmos tanto com nosso chamado que se ele desmorona, nós também desmoronamos.

Se você ainda está em dúvida quanto as atividades que está realizando, se estão causando estresse ou não, segue abaixo mais alguns itens para a sua reflexão:

-Estresse é caracterizado pelo comprometimento excessivo.
-No estresse as emoções tornam-se exageradas.
-No estresse o dano físico é primário.
-A exaustão do estresse afeta a energia física.
-Estresse produz desintegração.
-Estresse pode ser melhor entendido como uma perda de combustível e energia.
-A depressão do estresse é produzida pela necessidade do corpo de se proteger e conservar energia.
-Estresse produz um senso de urgência e hiperatividade.
-Estresse produz pânico e desordens de fobia e ansiedade.

domingo, 7 de junho de 2009

Já ouviu falar em “Anorexia Espiritual”?


Compare:

A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico.
A anorexia espiritual é uma disfunção espiritual, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta espiritual (caracterizando em baixa força espiritual) e estresse de espírito.
A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais.
A anorexia espiritual é um estilo de vida cristã marcado pela fraqueza em Deus, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos, sociais, familiares, eclesiásticos, interpessoais, ministeriais e relacionais ( principalmente o relacionamento com Deus).

A anorexia nervosa retarda o crescimento corpóreo, resultando na má formação do esqueleto, descalcifica os dentes e ainda causa depressão profunda.
A anorexia espiritual retarda o crescimento do espírito, resultando em má formação do caráter, enfraquecendo a alma, o coração e o entendimento do crente, resultando em depressão, ansiedade, distúrbios psico-espirituais, carnalidade, entre outros.
O tratamento para a anorexia nervosa é farmacológico e também exige um compromisso do paciente na administração de remédios e ainda um relacionamento de entendimento com o médico.

O tratamento para a anorexia espiritual é Bíblia, oração. Exige-se do fraco espiritualmente um envolvimento diário com a Palavra de Deus que fortalece.
Assim seria muito razoável pensar que a anorexia é primeiramente um problema espiritual. A fragilidade da formação moral e espiritual das pessoas é que as levam a buscar aquilo que não satisfaz. Tenta-se alimentar o vazio espiritual com aquilo que, em vez de alimentar, leva à morte. “Porque gastais o dinheiro naquilo que não é pão e o vosso suor naquilo que não satisfaz?” (Is 55:2). Os atletas olímpicos trocariam suas vidas pela glória da medalha de ouro. As modelos que morrem de anorexia estão pagando com a vida para estarem no mundo de fantasia e “glamour” das passarelas.

Jesus nos desafia com a pergunta:

"De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" Mt 16:26.

O falso alimento – ganhar o mundo – na verdade produz a morte. Portanto, trata-se primeiramente de anorexia espiritual. Há muitos que se dizem cristãos e também estão morrendo de anorexia espiritual. Deixaram a fonte da vida para correrem atrás dos encantos do mundo que, além de passageiro e enganoso, cobram um preço muito alto: o afastamento de Deus e a morte física e espiritual. Isso acontece quando passamos a avaliar nossas vidas pelos padrões do mundo, usando dos mesmos critérios de sucesso para trazer felicidade. Nosso dia-a-dia é pautado pelos usos e costumes do mundo. Avaliamos desde nossas necessidades básicas aos nossos ideais, pelos critérios mundanos. Uma vez que isso não nos alimenta espiritualmente, a carência das coisas de Deus em nossas vidas nos adoece espiritualmente.

Similarmente à anorexia nervosa, a anorexia espiritual deixa o doente inconsciente de seu estado. O anoréxico espiritual não se reconhece como tal e procura as mais diversas desculpas e argumentos simplistas do tipo – todo mundo faz; não sou tão radical; não vejo problema algum etc. Afastam-se do convívio dos outros crentes para que o testemunho desses não lhes incomode. É preciso a atuação do Espírito Santo no coração dos “anoréxicos” e também um esforço por parte desses para que o verdadeiro alimento espiritual possa fazer a sua obra.
Devemos nos encher do Espírito e buscar o verdadeiro alimento na palavra de Deus e de sua prática. Somos convidados a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça – e as demais coisas nos serão acrescentadas (Mt 6:33).