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terça-feira, 19 de março de 2013

Casal decide não ter filho com 'incerteza' sobre o fim do mundo

Brad e Krystal planejavam o quarto filho, mas desistiram da ideia com a"incerteza" sobre a proximidade do fim do mundo. Nem após a teoria do calendário maia cair por terra no fim do ano passado fez com que o temor do casal de Tulsa (Oklahoma, EUA) diminuísse. 

O casal aparece na temporada final de um especial da National Geographic sobre os pregadores e os crentes do fim do mundo. 

"Não gostaríamos que ela ficasse grávida dentro de um bunker", disse Brad. 

Nos últimos anos, a família tem usado as férias para fazer treinamentos no bunker, em vez de curtir a praia ou a montanha.


Fonte: Page not found
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sábado, 9 de março de 2013

Seca no Rio Eufrates aponta para profecia de Apocalipse 16

Existe uma grande perda das reservas de água doce do rio Tigres; e do Eufrates, cuja seca anuncia Apocalipse 16:12 como "a sexta taça de ira".

Um estudo de cientistas da Universidade de Califórnia, o Centro de Vôos Espaciais Goddard da NASA e o Centro Nacional de Buscas Atmosféricas detectou uma grande perda de água doce nos rios Tigres e Eufrates.

Este grupo de investigação chegou a estas conclusões graças aos dados coletados pelos satélites GRACE da NASA, que verificam as reservas de água do mundo.

Esta região, segundo relata Gênesis 15:18 é a terra que brindava com a noiva por Deus a Abraão, dizendo: "A tua descendência darei esta terra, desde o rio do Egito até o rio grande, o rio Eufrates".

Agora, de acordo à investigação, os rios, cujos canais percorrem o Iraque, Irã, Turquia e Síria, têm perdido tanta água como a que há no Mar Morto, em concreto cerca de 144 quilômetros cúbicos de água em sete anos.

"É água suficiente para suprir as necessidades de dez a cem milhões de pessoas na região a cada ano" assinalou Jay Famiglietti, o principal pesquisador do estudo.

"Os dados de GRACE mostraram um índice alarmante de descenso no armazenamento total de água no Tigres e Eufrates, que atualmente possuem a segunda taxa de perda mais rápida de águas subterrâneas da Terra após Índia", sintetizou Famiglietti.

De acordo com os cientistas, com a mudança climática calculam que as secas da região sejam mais extremas, e estimam que a demanda de água aumentará uns 60% para 2045.

O Eufrates no Apocalipse 

Curiosamente, a seca do Eufrates nomeia-se no capítulo 16 de Apocalipse, em relação com "a sexta taça de ira".

Começa assim o capítulo: "Ouvi uma grande voz que dizia desde o templo aos sete anjos: Vão e derramem sobre a terra as sete taças da ira de Deus".

E segue no versículo 12: "O sexto anjo derramou sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a água deste se secou, para que estivesse preparado o caminho para os reis do oriente".

Razões da perda de água

Mas não tem sido um anjo, senão a climatologia e a ação do ser humano, segundo concluem os cientistas.

Parte da perda (algo mais de 40%) tem sido atribuída a uma seca em 2007, enquanto cerca do 60% restante se deve ao bombeamento de águas subterrâneas, que se incrementa durante e após as secas.

Segundo informa Famiglietti, nesse período de seca de 2007 só no Iraque se perfuraram cerca de 1000 novos poços.

Famiglietti espera poder visitar a região no final deste mês para discutir suas descobertas e criar consciência do problema.



Fonte: Protestante Digital
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sábado, 26 de janeiro de 2013

Pastor explica significado da marca da besta, 666

O pastor da megaigreja da Califórnia, Greg Laurie, que está ensinando à sua congregação uma série de mensagens chamada "Apocalipse: a próxima dimensão", falou sobre a marca da besta, mostrando que o mundo já está se movendo em direção ao cumprimento da profecia.

"Nós nunca estivemos tão perto do fim do mundo como agora", disse Laurie, pastor da Igreja Harvest em Riverside, em sua mensagem no domingo.

É, no entanto, importante saber que a Bíblia também fala sobre um novo começo em que haverá "perversão não, não o terrorismo, não guerra, fome ... não há problema de qualquer espécie." Como Isaías 11:9 diz, o conhecimento do Senhor encherá a terra. Mas "vai piorar antes de melhorar", alertou o pastor.

Apocalipse 13 fala sobre os tempos de trevas espirituais, o período de tribulação, ele disse. "O filho de Satanás" vai surgir em cena ... "o homem da perdição, o homem do pecado, a besta ... mais conhecido como o anticristo ... o homem mais mal que já viveu ... a mais vil personificação da história de pecado e rebelião".

Referindo-se à sua mensagem anterior sobre o anticristo, Laurie lembrou que a agenda do anticristo será deificar Satanás. O anticristo virá para tomar o lugar de Jesus, e para matar todos os cristãos. E o anticristo terá com ele o seu "líder de adoração diabólica, um guru religioso", o falso profeta, referida como a "segunda besta" em Apocalipse.

Laurie então citou Apocalipse 13:15-18:. "E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.”

Se você buscar o número 666 no google, você vai receber 543 milhões de resultados, disse o pastor. "E você provavelmente vai encontrar 543 milhões ideias sobre o que ele realmente significa. Eu não acho que qualquer um possa responder isso com certeza absoluta, mas isso é tudo que sei ... O anticristo vai introduzir uma sociedade sem dinheiro ... O final do jogo deste é para levar as pessoas a envolver-se em adoração ao diabo."

Este cenário está se desdobrando diante de nós, Laurie disse. A tecnologia para fazer isso acontecer já está aqui. Ele citou Mark Hitchcock, um escritor sobre o tema da profecia: "O fato de que as palavras do Apocalipse 13 foram escritas na era de madeira, pedras, espadas e espírito, faz desta profecia uma das poderosas provas da natureza inspiradora e confiabilidade da palavra de Deus que alguém pudesse ter imaginado. Quem poderia prever um sistema de um mundo econômico que controla todo o comércio, senão Deus?"

Deus conhece o futuro tão bem quanto nós conhecemos o nosso passado, Laurie disse. Embora às vezes nos esqueçamos até mesmo o nosso passado, Deus sabe o futuro com precisão completa. Só Deus pode dizer o que vai acontecer, como Isaías 46: 9,10 diz.

Sobre a evolução da economia global, o pastor citou um especialista financeiro que disse à Fox News, "A reforma real é uma espécie de sindicato bancário, onde todos assinam a bordo, que vai haver uma espécie de um senhor bancário, um sindicato bancário que todo mundo vai ter que se curvar." Isso pode realmente acontecer? Na verdade, pode, Laurie disse. "E o líder será o anticristo, e ele terá a sua marca."

Laurie acrescentou, "a política econômica do Anticristo será muito simples. Pegue a minha marca e me adore, ou morra de fome ... Sem marca, sem mercadoria, sem selo, sem venda."

A tecnologia para fazer isso já está aqui, disse o pastor. Uma manchete de 1° de junho de 2012 do New York Daily News se lê "Código de barras humano" poderia tornar a sociedade mais organizada." O artigo diz que, "implantes de microchips tornaram-se prática padrão para nossos animais de estimação, mas têm sido uma venda difícil quando se trata de a idéia de colocá-los em pessoas."

Desde 2006, os novos passaportes americanos incluem tags de identificação por rádio frequência, conhecidas como RFID, que armazenam todas as informações no passaporte, bem como uma fotografia digital do dono. Em 2002, um chip de identificação implantado, chamado de VeriChip, foi aprovado pela Food and Drug Administration EUA. O chip pode ser implantado no braço de uma pessoa, e quando digitalizado pode extrair um número de identificação de 16 dígitos contendo informações sobre o usuário. No entanto, foi interrompido em 2010 em meio a preocupações sobre privacidade e segurança.

"Eu estou dizendo que esta tecnologia será a marca da besta? Não, eu não estou", Laurie advertiu. "Eu só estou dizendo que a capacidade de tecnicamente executar isso existe."

Nós não sabemos quando o período de tribulação começará, cinco ou 20 anos a partir de agora, Laurie disse. Mas, com a tecnologia de hoje, sabemos que tudo isso é "totalmente plausível." Mas não vamos exagerar, Laurie aconselhou. Nem todo selo colocado na mão de alguém por alguma autoridade é a marca da besta. Ou, se o número de um edifício de escritórios é 666, isso não é a marca da besta.

Enquanto não sabemos exatamente quando a marca da besta vai aparecer, sabemos isso no entanto, que uma grande ilusão virá sobre o mundo e muitos acreditrão na mentira que conduz à sua destruição, como 2 Tessalonicenses 2:9 adverte. Destruição vai acontecer "porque eles se recusaram a acreditar que a verdade de que iria salvá-los." No tempo da tribulação, eles vão escolher a acreditar em uma mentira que o anticristo é "Deus", disse Laurie.

Deus nos deu o livre arbítrio, o pastor enfatizou. Ele não vai nos forçar a acreditar em algo que não queremos acreditar. E se continuarmos a endurecer os nossos corações, vai chegar um dia em que Deus irá fortalecer a nossa determinação de não acreditar, alertou. Mas aqueles que respondem ao Espírito Santo também são reforçadas em sua vontade de acreditar, acrescentou.

O falso profeta parece inofensivo - como uma cascavel bebê - mas vai ser tão prejudicial quanto o anticristo, Laurie disse. Ele vai enganar muitas pessoas.

Já estamos caminhando para uma economia global e uma religião global, disse o pastor. A palavra de ordem para o dia é a tolerância, ele retratou. Nós temos pessoas que falam sobre os direitos reprodutivos das mulheres, o que significa que as mulheres têm o direito de matar seus próprios filhos; a morte com dignidade, que significa que a eutanásia dos idosos e tolerância religiosa, que significa que você tolera todas as religiões, exceto a que diz que Jesus Cristo é o único caminho para Deus, o Pai.

No entanto, Apocalipse 14:01 fala sobre um outro tipo de marca, que nós, que somos crentes, queremos em nossas vidas: "E olhei, e eis que, no Monte Sião estava o Cordeiro, e com ele 144.000 que teve seu nome e o nome de seu Pai escrito em suas testas."

Quem são essas pessoas? Estes são crentes messiânicos que encontraram Jesus como o Messias criado por Deus para anunciar o Evangelho, durante o período da tribulação, Laurie sugeriu. Nenhum deles se perdeu. "Deus não nos perde."

Laurie disse que é importante para nós aprendermos com as características dos crentes que Apocalipse 14 se refere. Eles tinham a marca do Pai, e não a do anticristo. Você tem uma marca em você, e Deus pode vê-la, ele disse aos fiéis. Ainda hoje é importante que marca temos; Deus pode ver a marca.

Eles cantaram uma nova música. As canções são sobre a celebração, explicou Laurie. Todos os crentes devem cantar uma "nova canção," o que Deus tem feito por eles hoje. Eles viveram uma vida pura - sem sexo antes do casamento ou fora do casamento, e só no contexto de homem e uma mulher casados, acrescentou. Eles também foram sinceros em sua fé. Eles não tinham nenhum engano ou hipocrisia. E eles "seguiram" o Cordeiro por onde quer que Ele fosse. Eles não eram como seguidores do Twitter, disse Laurie.

"Você está pronto para encontrar o Senhor?" Laurie perguntou à platéia enquanto ele encerrava a mensagem.



Fonte: The Christian Post
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Profeta do "fim do mundo": catástrofe deverá ocorrer até amanhã, 9 de janeiro

Hirota, que não permite ser fotografado, tem diversos seguidores que se mudaram para a região de Pirenópolis para se "salvar"

O mundo não acabou no dia 21 de dezembro por uma imprecisão na interpretação do calendário maia, mas uma grande catástrofe deverá acontecer até o dia 9 de janeiro na avaliação de Masuteru Hirota, que prega o fim do mundo em Pirenópolis (GO). Ele diz que sempre soube da diferença nos calendários, mas não havia mencionado a nova data em entrevista ao Terra no fim de dezembro.

“Ainda é preciso tomar cuidado com o dia 9 de janeiro, que é o dia que bate com o 21 de dezembro, anunciado pelos maias”, afirmou Hirota ao telefone – meio pelo qual não gosta de se comunicar. “Falo mais pessoalmente, aqui em Pirenópolis”, acrescentou.

Seguidora das mensagens do guru, Nadir Lima disse que não se decepcionou com a primeira expectativa frustrada, mas não trabalha com a possibilidade de que uma grande catástrofe não ocorra até o dia 9 de janeiro.

“Até lá, a gente vai ficar mais do que atento. A gente não está pensando na possibilidade de não ocorrer (o fim do mundo) até o dia 9”, disse. Nadir vive com dois filhos na mesma casa que Hirota. Seu marido, que vive em Atibaia (SP) – antigo reduto do guru –, é quem sustenta a casa.

Apesar de acreditar na nova data para o fim do mundo, Nadir pondera que o dia poderia ser mais uma vez adiado para “dar chance” àqueles que não mudaram sua maneira de agir. “Hoje, parece normal matar ou fazer maldade. Não gostaria que meus filhos crescessem assim. Eu prefiro que haja mesmo uma limpeza”, afirma.

Após viver meses em Pirenópolis com Hirota e os filhos deixando no interior de São Paulo sua vida e seus afazeres, Nadir diz acreditar que fez o que achou correto. “Não me arrependo de ter feito tudo isso”, conclui.



Fonte: Terra
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sábado, 29 de dezembro de 2012

Cientista funda centro de pesquisas para estudar colapso da civilização

John Casti tem alguns planos para o que fazer na eventualidade de uma catástrofe. No entanto, ele não conta para ninguém

O mundo não acabou. A Terra e a humanidade passaram incólumes ao 21 de dezembro de 2012, provando que as previsões apocalípticas estavam, mais uma vez, completamente equivocadas. Isso não quer dizer, no entanto, que a preocupação com eventos capazes de varrer o homem do planeta acabou. Ao contrário, segundo o matemático americano John Casti, ela só está começando. Para o pesquisador, nossa sociedade está se tornando tão interligada e complexa que o colapso é quase inevitável. Casti, que já deu aulas nas faculdades de Princeton, Arizona e Nova York, inaugurou no início deste ano o X-Center, um centro de estudos sediado em Viena para analisar a probabilidade de desastres e desenvolver modos de preveni-los.

John Casti é um cientista da complexidade. Ele usa a matemática e modelos de computador para analisar sistemas complexos, nos quais a ação de diversos indivíduos se soma para produzir resultados inesperados. Segundo seu diagnóstico, a humanidade vive hoje uma sobrecarga de complexidade. Todas as infraestruturas necessárias para manter o estilo de vida atual estão construídas umas sobre as outras: a internet depende da energia elétrica, que por sua vez depende das usinas de carvão, gás, nucleares ou hidrelétricas, que, por sua vez, dependem da internet. O problema é que quando a complexidade se torna grande demais, o sistema pode entrar em colapso inesperadamente. Casti chama essa ruptura de um evento X. "Essa expressão é, basicamente, uma abreviação para evento extremo. Além disso, na matemática o X representa o desconhecido. E é disso que estamos falando aqui: dos desconhecidos que podem afetar nosso modo de vida", diz o matemático, em entrevista ao site de VEJA.

No X-Center, em Viena, John Casti desenvolve modelos para estudar os possíveis eventos, quais as condições necessárias para sua realização e como impedi-los. Até agora, ele já realizou uma parceria com o governo da Finlândia, para prever possíveis cenários catastróficos no país, e começa a estudar a mesma situação na Coreia do Sul. No começo deste ano, John Casti lançou o livro O Colapso de Tudo (Editora Intrínseca), para alertar sobre esses perigos. Em entrevista ao site de VEJA, ele explica o que exatamente são os eventos X, por que devem ser temidos e como se pode proteger deles.

A humanidade ficou mais vulnerável a um evento extremo? 

Estamos mais vulneráveis do que nunca. O mundo inteiro está interconectado. Há algumas horas, eu fui para o mercado comprar comida, e encontrei nas prateleiras frutas que vieram hoje mesmo da América do Sul. Há 20 anos esses produtos não estariam ali. Para isso ser possível, existe toda uma estrutura que conecta várias partes do mundo e torna esses eventos ainda mais perigosos. Um pequeno evento em algum lugar pode desencadear algo muito grande em outro local.

Mas eventos extremos já aconteceram antes, não?

Todos os eventos extremos que eu estudo já aconteceram no passado, desde pandemias globais a quedas na internet e nos sistemas financeiros. Mas aconteceram numa época em que as coisas não estavam tão dramaticamente conectadas. O impacto foi ruim, mas não se espalhou pelo mundo como aconteceria hoje.

Como a ciência da complexidade pode ajudar a estudar esses eventos?

A ciência da complexidade estuda a interação de pequenos sistemas que agem de modos diferentes. Pense em indivíduos, como eu e você, que interagimos dirigindo nossos carros, por exemplo. Como sistemas individuais, nossas escolhas são muito simples, mas quando interagimos surge algo muito diferente. Um indivíduo dirigindo sozinho não causa trânsito. Ou pense em um jogo de futebol. Os jogadores interagem, cada um toma suas decisões, e a partir disso saem os gols. Você seria incapaz de prever o placar de um jogo se analisasse as ações de apenas um jogador. A interação dos indivíduos causa fenômenos novos. Em nossa sociedade cada vez mais complexa, é importante ser capaz de analisar o resultado dessas interações.

Hoje acontece uma sobrecarga de complexidade? 

Infelizmente, vejo isso em quase todos os temas que analiso. Um bom exemplo é o setor financeiro. Os bancos, fundos e casas de investimentos criaram vários instrumentos financeiros diferentes, cada um com sua lógica. Alguns desses instrumentos, mesmos os criadores tinham dificuldade para entender. Por outro lado, os reguladores desse mercado possuíam um baixíssimo nível de complexidade, com pouca capacidade de ação. Foi criado um grande desnível de complexidade entre esses dois sistemas. Se a diferença de complexidade se tornar muito grande, há uma crise, uma quebra.

É a isso que o senhor chama de evento X? 

Exatamente. Pense que você está no topo de uma montanha. Há muitos vales diferentes cercando esse pico. Se você for empurrado, vai acabar chegando a um desses vales. No começo, não é claro em que vale você vai terminar, porque depende do formato da montanha e da direção em que você é empurrado. A queda do pico é o começo de um evento X, o evento em si é o vale em que você termina. Quando um evento começa, não sabemos onde vamos parar. Na crise financeira atual, eu penso que já saímos do pico, estamos em queda livre, e não sabemos em que vale vamos parar.

Em seu livro, o senhor compara as infraestruturas atuais com um castelo de cartas. Por quê? 

Porque ela é muito frágil. Por causa de toda a conectividade entre nossas infraestruturas, não é preciso um choque muito grande para quebrar todo o sistema. Hoje, não dá para isolar uma parte que se quebra. Se alguém pega uma gripe em alguma parte do planeta, ela pode rapidamente ser transmitida para outra parte e se tornar uma pandemia.

Por que a sociedade humana parece ficar sempre mais complexa?

Isso tem a ver com a natureza humana. Em um mesmo supermercado, podemos encontrar 16 variedades diferentes de comida para cachorro. Todo mundo acha que seu animal precisa de uma comida exclusiva. Ou pense nas novas máquinas caseiras de café expresso que, como robôs, fazem o café exatamente do jeito que você quer, com o simples apertar de um botão. O problema é que para ter esse tipo de serviço personalizado, devemos pagá-lo com complexidade. Em algum ponto essa complexidade se torna grande demais, e tudo entra em colapso. É nesse momento que as coisas voltam a ficar mais simples. Um choque, seja ele a queda da internet ou uma enorme pandemia, faz a vida se tornar muito simples. Pense sobre o que acontece quando acaba a luz elétrica. O sujeito, de repente, é jogado para um sistema de vida muito menos complexo.

Na virada dos anos 2000, alguns pesquisadores previram que todos os computadores entrariam em pane, no que ficou conhecido como o Bug do Milênio. Se isso acontecesse, seria um evento X? 

Esse é um bom exemplo. Muitos estudiosos começaram a estudar esse tema anos antes de ele acontecer. Pelo que me lembro, foram convocados até os programadores que escreveram os códigos originais usados nas máquinas, que já estavam aposentados, pois eles eram os únicos capazes de entender os programas. Eles tiveram tempo suficiente para sanar o problema e evitar um evento X. É sobre isso que estou falando: nós temos que nos antecipar a esses eventos.

Eles podem ser previstos? 

Você não pode prever um evento X do mesmo modo que prevê a movimentação de um planeta. Isso pode funcionar mais como a previsão do tempo. Ninguém pode prever como o clima estará amanhã em São Paulo com 100% de certeza. Mas um estudioso pode juntar todas as informações que tiver, como velocidade do vento, temperatura e humidade, e mostrar qual clima é mais provável de acontecer.  Essas previsões são feitas de modo probabilístico. Os eventos X são similares. Eles têm um componente muito aleatório, que é o gatilho que dá início ao evento, mas é possível prever o contexto em que ele pode ocorrer. É o que estou tentando fazer no X-Center: desenvolver alguns modos de antecipar as condições dos eventos X. Quero ser capaz de dizer se estamos entrando em uma zona de perigo para determinado evento, e precisamos aumentar a atenção.

O senhor pode descrever algum trabalho realizado no Centro?

Um de nossos projetos foi chamado Sete Choques para a Finlândia. Nos unimos a cerca de 20 agências governamentais e empresas do país e selecionamos eventos com os quais eles se preocupavam, como uma queda na internet, secas e alagamentos. No caso específico da Finlândia, eles também temiam que a sede da Nokia se mudasse do país. A partir de nossos estudos, tentamos responder as seguintes perguntas: como esses eventos poderiam acontecer? Se acontecessem, qual seria seu impacto nos próximos 20 anos? Que passos os governantes deveriam dar agora para se proteger desses eventos? Agora, estamos fazendo um estudo semelhante para a Coreia do Sul, e negociamos parcerias com outros países.

Um tema que parece lhe preocupar bastante é o colapso da infraestrutura do petróleo e da água. Por quê? 

A questão do petróleo é muito importante. Em algum momento, vamos ficar sem petróleo. É apenas uma questão de quando. Precisamos pensar o que devemos fazer antes disso para que a civilização não seja atingida como um todo. Quanto ao fornecimento de água, inúmeros fatores empurram para uma mesma direção. A população crescente, a mudança climática e as fontes de água cada vez mais localizadas vão inevitavelmente levar a uma escassez desse recurso. O problema é que esses dois casos são como um descarrilamento de trem muito demorado. Não é como se um dia você fosse tomar banho e começasse a cair areia de seu chuveiro. Você não vai chegar ao posto de gasolina e o frentista te avisar que a gasolina acabou. O processo será demorado e gradual.  E isso pode ser ruim, porque não levamos a sério esse tipo de problema.

O senhor também cita a possibilidade de as nossas tecnologias saírem do controle. Como isso aconteceria? 

Vou te dar um exemplo. Imagine que a internet quebre hoje. De repente, ela cai, e ninguém tem ideia de quando irá voltar. Pense em todas as coisas que dependem desses computadores. As comidas no mercado, a eletricidade em sua casa. Você não terá nem caixas eletrônicos para retirar seu dinheiro. De várias maneiras, os computadores já estão no controle. Nós ainda acreditamos que temos a última palavra, que podemos tirá-los da tomada. Mas algum dia no futuro, os computadores se tornarão tão complexos que não os entenderemos mais. De repente, a internet pode simplesmente acordar, olhar em volta, e achar que pode fazer um trabalho melhor que os humanos ao administrar esse planeta. Qualquer tecnologia tem seus riscos e bênçãos. Enquanto nós tivermos no controle, podemos decidir qual usar.

O senhor tem algum plano pessoal para a eventualidade de um evento X?

Eu vivo em um dos ambientes mais perigosos do mundo: o centro de uma grande cidade. Um lugar onde quase todos os aspectos da minha vida são dependentes da tecnologia e do funcionamento correto de nossa infraestrutura. Eu tenho alguns planos, mas não são ideias que eu gostaria de discutir em público, pois são todas desenhadas especificamente para a minha situação pessoal. Por exemplo, eu não gosto da ideia de me proteger de um desastre em um porão isolado e protegido. Mas penso assim porque já tenho certa idade, e não gostaria de passar os próximos 10 a 15 anos vivendo debaixo da terra. Se você for jovem, pode pensar em investir alguns anos vivendo em um porão, sair e ainda ter a vida pela frente. De qualquer forma, o que você tem que fazer é analisar, com seus recursos atuais, o que pode fazer para se proteger.



Fonte: Veja
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Países apressam preparativos para 'fim do mundo'

Apesar de todos os desmentidos da Nasa, a agência espacial americana, e dos próprios maias, pessoas em muitos países estão se preparando para o que seria o fim do mundo.

Segundo interpretações da 'profecia maia', o fim do mundo está previsto para esta sexta-feira, dia 21 de dezembro.

A ideia de que uma hecatombe mundial de grandes proporções se abateria sobre a raça humana na entrada do equinócio de inverno, que ocorre na mesma data, vem sendo alimentada pelo menos há quatro décadas.

Mas, com a aproximação da data, muitas pessoas em países como Índia, Austrália e China, entre outros, começaram a se preparar para o pior, arrumando suprimentos e abrigos. 

Outros preferem organizar cerimônias e até grandes festas para ter uma última noite de diversão antes do Apocalipse.

Entre os que lucram com a data, estão empresas de turismo do México, Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador, que vendem pacotes e promoções com o lema 'O Fim do Mundo Como Conhecemos'.

Nos antigos sítios arqueológicos da civilização maia, a sexta-feira será um dia de muitos rituais, conferências e espetáculos. Mesmo com as queixas de muitos grupos indígenas, que afirmam que suas culturas estão sendo banalizadas.

O governo mexicano também está aproveitando a profecia e há meses lançou uma campanha na Europa e nos Estados Unidos chamada de Mundo Maia.

No Brasil, em lugares como Alto Paraíso, em Goiás, os moradores preparam cerimônias para esta sexta-feira.

Montanha e bunkers

No vilarejo de Bugarach, na França, a montanha do local teve seu acesso fechado.
Existe uma crença de que, quando o calendário maia se encerrar nesta sexta-feira, a montanha vai se abrir, alienígenas vão aparecer e os humanos que estiverem por perto poderão ser levados por uma espaçonave.

Prevendo o aumento do movimento na cidade de cerca de 200 habitantes, centenas de policiais foram enviados para reforçar a segurança. Os moradores receberam passes especiais para transitar pelo vilarejo.

Na Rússia, um abrigo a 56 metros de profundidade, o Bunker 42, está promovendo uma festa que deve durar dois dias.

O local tem espaço para 300 pessoas mas o preço do ingresso é caro: US$ 1.000 por pessoa (mais de R$ 2.000).

Na Turquia, no vilarejo de Sirìnche, os moradores estão promovendo um novo vinho local, que traz o número 2012 no rótulo. É um vinho tinto e seco com teor alcoólico mais alto, feito especialmente para esta sexta-feira.

Prisões e esferas

A polícia na China prendeu membros de um culto apocalíptico acusado de espalhar boatos sobre o fim do mundo.

Segundo a imprensa estatal do país, quase mil integrantes do grupo cristão Deus Todo Poderoso foram presos.

A seita prevê que, a partir desta sexta-feira, vão ocorrer três dias de escuridão e pediu que seus membros derrubem o governo comunista chinês.

A crença de que o fim do mundo chegaria nesta sexta-feira se popularizou nos últimos anos na China, e o filme 2012 foi um grande sucesso no país.

Um agricultor da província de Hebei, Liu Qiyan, não apenas acredita como construiu sete esferas de fibra de vidro, com capacidade para receber 14 pessoas cada uma.

O agricultor afirma que elas também poderão boiar em caso de inundação e estão equipadas com tanques de oxigênio e suprimentos.

'Se realmente acontecer algum tipo de apocalipse, então você pode dizer que fiz uma contribuição para a sobrevivência da humanidade', disse Liu à agência France Presse.


Fonte: BBC Brasil
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"Crença no fim do mundo é falta de Deus e da Bíblia", diz leitor da Folha

Que "grande" profecia sem credibilidade. É o que acontece quando a pessoa não se debruça sobre a Palavra de Deus como devia, e não se aprofunda na leitura das Escrituras Sagradas.

Tantos livros e revistas para ler, que não cabem mais nas estantes. Mas, o livro dos livros em milhões e milhões de lares continua no meio da sala, empoeirado, aberto em um único Salmo, sempre o 91.

Assim, as pessoas são enganadas, passam momentos de medo, pavor e desespero, sem a mínima necessidade. Muitos sem qualquer conhecimento bíblico, tentam mostrar frieza e coragem, mas morrendo de medo. E como tem gente com medo do próximo dia 21 de dezembro.

Isso só acontece pela falta de confiança no que está dito nas Escrituras Sagradas, naquilo que vem de Deus, a Palavra revelada em Jesus Cristo. O homem acredita na voz que procede de todos os lados, mas não acredita na voz que vem do alto revelada no livro sagrado. Não sabe discernir o que procede de Deus e o que vem do maligno.

Fim do calendário maia

O dinamarquês Pieter van der Meer exibe um bote salva-vidas em seu jardim, na Holanda; 35 pessoas vão se refugiar no bote para escapar do anunciado apocalipse global que coincide com o fim do calendário maia

Essa profecia não tem qualquer credibilidade. Não está escrito na Biblia ser dessa forma sobre o fim. A Biblia é a verdade, é o mapa da vida, e não consta nenhuma data revelando o dia. Errais por não conhecer as Escrituras, diz a Palavra de Deus.

Grupo de sacerdotes maias participam de uma cerimônia em Juyu Kaminal, na Cidade da Guatemala, na Guatemala

Tem uma coisa que precisamos ficar cientes e que estejamos preparados: o grande dia de Jesus Cristo, o Senhor.

Preparados para o dia do arrebatamento da igreja. da noiva de Cristo. Isso sim é verdade e vai acontecer a qualquer momento (queiram ou não) num abrir e piscar de olhos.

Pode acontecer até mesmo antes do dia 21 de dezembro. Quem sabe? Está escrita essa profecia. É só ler em 1 Tessalonicenses 4:17. Está próximo como nunca esse dia.

Imagem divulgada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História de Palenque, no Estado mexicano de Chiapas; pesquisadores buscam reconstruir a vida política, econômica, religiosa e cultural da antiga cidade maia ao decifrar o testemunho deixado por membros da casta dominante

Passem a vista sobre todos os procedimentos dos homens nos últimos tempos --não apenas de um, mas de todos-- e vejam se não bate com o que está dito na Palavra.

O homem criado por Jesus, nunca esteve tão vazio como hoje. E esse vazio precisa ser preenchido antes seja tarde demais.

Isto afirmo porque a qualquer momento Jesus vai voltar para resgatar a sua noiva, e o homem vazio, sem Deus, com toda certeza, vai ficar. Não estou querendo aterrorizar ninguém, mas falar aquilo que Jesus ordenou que falássemos para o bem do homem.

Todos estão sendo avisados quanto a esse grande e terrível dia.

É por isso que o evangelho está sendo pregado em todos os lugares: para preencher esse grande buraco, esse grande vazio de amor, de perdão e de todos os outros frutos do Espírito que formam a árvora da vida.

Mais uma vez quero dizer que essa profecia dos Maias não tem nenhuma credibilidade. Não se assustem quanto a isso, mas lembrem-se quanto ao arrebatamento e estejam alertas pra esse dia.

E vai aqui uma boa advertência: esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos.

Vejam que a Palavra de Deus quando se refere aos santos está se referindo àqueles que aqui em vida compreenderam à mensagem do evangelho, que morreram e nasceram pela segunda vez.

Quem tem ouvidos, que ouça.



Fonte: José Ribamar Bógea Filho na Folha
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Com dicas de livro, família se prepara para o 'fim do mundo'

Livro orientou Leogildo Sanchez Gerage para o fim do mundo em Piracicaba

À espera do fim do mundo, um técnico de manutenção de 45 anos estoca comida na casa onde vive com a família, em Piracicaba (SP). O homem também já escolheu uma caverna em um sítio para se refugiar, caso necessário. O técnico de manutenção Leogildo José Sanchez Gerage baseou-se no livro Como Sobreviver a 2012, de Patrick Geryl, para se preparar. Segundo o texto, o planeta enfrentará uma inversão dos campos magnéticos, o que deve trazer consequências catastróficas à raça humana. Conforme interpretações de uma profecia maia, o fim do mundo está previsto para sexta-feira (21).

“Um tempo atrás eu e meu amigo dividimos o valor e compramos o livro. Neste livro eu aprendi como estocar o alimento e como montar o estoque. Descreve ainda como ficará o oceano e o que irá acontecer com o mundo no dia 21 de dezembro”, contou.

Gerage comprou uma caminhonete a diesel para se locomover 

Para se preparar, o homem estocou alimentos como sal, arroz e açúcar, além de 2.000 litros de água. Gerage também comprará 100 litros de diesel para usar em uma caminhonete recém-adquirida. “Eu comprei um carro a diesel, de aproximadamente R$ 20 mil, que não tem nada elétrico. O livro diz que tudo que for elétrico não irá funcionar. Então eu comprei essa caminhonete, que para dar partida precisa ser empurrada. O importante de estocar sal é que, sem energia elétrica, o produto é fundamental para conservar alimentos.”

Técnico em manutenção armazena comida e água em casa

O técnico, a esposa e filha de dois anos e seis meses pretendem ter um dia normal na sexta-feira. Mas, segundo Gerage, a falta de energia elétrica e o fato de os carros não funcionarem serão sinais de alerta. “Então eu irei com a minha família para o sítio do meu irmão, no bairro Pau d'Alho, a 25 quilômetros de casa. No local já plantamos 2.000 pés de mandioca, caso precise. Preparei equipamentos para manter a iluminação, já que os transformadores também não devem funcionar pelos próximos cinco anos", afirmou.

Caverna no Petar

Caso o caos tome conta da cidade, o homem pretende se refugiar com a família em uma caverna no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), localizado no sul do Estado de São Paulo, entre os municípios de Apiaí e Iporanga. Gerage já esteve no local por duas vezes para se preparar e saber como é viver dentro de uma caverna. “Eu também já separei algumas roupas de neoprene (própria para mergulho), caso seja necessário. Na verdade já tenho uma mala pronta. Eu tentei ver uma caverna em Capivari, mas acredito que por ser muito próxima vai muita gente, por isso preferi um local mais afastado no Petar.”

Gerage tem um amuleto caso aconteça o fenômeno, um arco e flecha. "É importante na hora da caça e da pesca. Eu gosto do equipamento, sempre gostei, por isso não pode faltar. É uma ferramenta de segurança", disse o técnico de manutenção. A esposa dele, a empresária Elaine Prado Bitencourt, 29 anos, apoia as preocupações do marido. “O mundo pode não acabar, mas o temor é que aconteça algum fenômeno e falte comida e água”, disse.

Arco e flecha é uma espécie de 'amuleto' para o técnico em manutenção 

Preparado

"Os meus amigos e clientes acham que eu sou louco, mas eu não estou preocupado. Exceto a minha esposa, minha família me escuta, mas não dá atenção para o que eu falo", relatou. E caso não aconteça nada na sexta? "Não tem problema, eu consumo os alimentos comprados e passeio com o carro, como já faço. Mas se acontecer, estarei preparado", afirmou.



Fonte: G1
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Saiba como surgiu a profecia do fim do mundo

Segundo interpretações da "profecia maia", o fim do mundo está previsto para a próxima sexta-feira, dia 21 de dezembro.

A ideia de que uma hecatombe mundial de grandes proporções se abateria sobre a raça humana na entrada do equinócio de inverno, que ocorre na mesma data, vem sendo alimentada pelo menos há quatro décadas.

Mas foi nos últimos três anos que a previsão ganhou força, polarizando aqueles que acreditam piamente no fim dos tempos e os mais céticos.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, decidiu investigar a polêmica. Confira.

As interpretações de que o fim do mundo ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012 partiram de dois monumentos maias: a Estela 6 (uma espécie de totem), do antigo assentamento de Tortuguero (no Estado de Tabasco, no sul do México) e a Estela 1 de Cobá, em Quintana Roo.

Além disso a próxima sexta-feira é o último dia do calendário criado pelos maias. Ou seja, não há registro do que viria depois disso.

Na antiga civilização maia, as chamadas 'Estelas' são colunas nas quais se marcavam as datas de eventos importantes.

Os monumentos também serviam como método de propaganda da elite política e religiosa.
No caso da Estela 6 e da Estela 1, o objetivo era associar datas "míticas" aos sucessos e governos da época para criar coesão e controle social.


Fonte: BBC Brasil
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Medo do fim do mundo provoca especulação imobiliária em Goiânia

Alguns brasileiros acreditam que o mundo vai mesmo acabar esta semana. Mais precisamente na sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2012.

Teria chegado a hora do grande caos? Vendavais, terremotos, a natureza em fúria? A interpretação do calendário maia de que catástrofes naturais vão acontecer sexta-feira, dia 21 de dezembro, levou o prefeito de São Francisco de Paula (RS), a alertar pessoalmente a população da cidade para o risco do fim do mundo.

“Li centenas de livros, tenho uma série de informações e muito estudo em cima disso. Não vou esconder do meu povo essa informação”, diz o prefeito Décio Colla.

Em Canela, na Serra Gaúcha, uma comunidade mística vai ficar em vigília estudando o calendário maia e esperando pelo dia 21. “Essa coisa do mundo acabar é o medo agindo. O mundo de cada um pode acabar a qualquer momento”, reflete o músico Marcelo Maia.

Alto Paraíso, cidade goiana de sete mil habitantes, a 230 quilômetros de Brasília, pode triplicar sua população na semana que vem. Os visitantes acreditam que a região está protegida por causa da altitude e do subsolo rico em cristais. Será mesmo? O locutor Fábio Costa põe fogo no debate. “Eu acredito que quem está acabando com o mundo somos nós mesmos, com a poluição, com o aquecimento global”, opina ele.

A comerciante Maria Darcy estuda o calendário maia há mais de 10 anos. Para ela, o que vai acontecer no dia 21 é apenas o início de uma nova era. “Os maias nunca falaram em fim de mundo, então muita gente está confundindo. Morre o velho e renasce o novo. Não é o planeta que vai morrer, ele ainda tem muito tempo”.

Ela leva a equipe do Fantástico a um descampado onde um labirinto de pedra foi construído. Místicos e esotéricos de todas as tendências se reúnem precisamente às 11h de quinta-feira, dia 12/12/2012, cuja repetição numérica abriria um portal de harmonia. Para os místicos, o dia 21 de dezembro é a data em que esse portal se abre totalmente.

“As pessoas estão pegando o lado negativo, mas tem o lado positivo, que é a renovação do mundo”, “filósofo Luís Augusto Salvi.

Mesmo morando em Alto Paraíso, o agrônomo aposentado Edison Pereira Lemos está preparado para o pior. “Nós teremos ocorrência de ventos muito fortes. A primeira providência, que eu já estou tomando, é acumular água. Outra coisa que eu estou me precavendo é com a questão de iluminação. Então eu tenho um lampião a gás para ter pelo menos iluminação nos tais três dias de escuridão que estão previstos”.

Perto da cidade, o fazendeiro Augusto Vinholis mandou construiu um bunker de adobe. São 14 cômodos para 30 pessoas. “A parede tem que ter no mínimo 50 centímetros”, explica um pedreiro.

Por que alguém mandaria fazer uma casa desta maneira? “Porque é a forma que eu achei melhor para proteger minha família das possibilidades de catástrofes que hão de vir”, responde o fazendeiro.

O doutor Augusto Vinholis se define como cientista biomédico. Ele está convencido de que algo muito grave pode acontecer na sexta-feira (21). “A Terra vai passar por umas labaredas que o sol já está emitindo”, acredita ele.

Vai ter até balão de oxigênio para o caso de a Terra liberar gases tóxicos. “Vou entrar no dia 20 com a minha família. Meus filhos estão todos chegando. Tenho cinco filhos, duas netas”, acrescenta.

A Nasa, a Agência Espacial Americana, garante que não há motivo para pânico, porque não existe nenhuma evidência científica de que possa acontecer algo de extraordinário no dia 21. Ainda que muitos tenham dúvida sobre possíveis prejuízos para o planeta, em Alto Paraíso há pelo menos uma certeza: o fim do mundo já está dando lucro. A cidade tem o palmo de chão mais caro de Goiás.

“De um ano para cá, nós tivemos aí uma alteração nos preços, chegando a até 100% de aumento”, revela o corretor Nilton Gonçalves.

Preços no espaço. Mas tente arranjar acomodação. Os 36 apartamentos de um hotel já estão reservados. Todos os funcionários vão dobrar.
Pelo sim, pelo não, o cozinheiro Waldomiro da Silva Filho estará de plantão na cozinha de seu restaurante: “Se caso acontecer, estou aqui fazendo almoço e servindo a todos os que correram da morte”.

Os supermercados reforçaram o estoque, mas a freguesia nativa não está gostando nada disso. “O pessoal de fora que está querendo vir para cá inventando essas histórias, porque nós, moradores daqui, não estamos nem aí para isso”, reclama a aposentada Sidney Reais.

Dos mais céticos aos mais assustados, não há quem não tenha curiosidade sobre o que está por vir.

Fantástico: Vamos considerar a hipótese de que não aconteça nada no dia 21 e nem nos dias seguintes. O senhor não tem medo de ficar com a cara no chão e depois as pessoas falarem do senhor?

Augusto Vinholis: “Não, absolutamente. Se acontecer ou não acontecer, para mim não faz diferença. Agora, eu vou estar protegido”.



Fonte: Fantástico
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Pirâmide sérvia protege do Fim do Mundo

Se quer sobreviver ao fim do mundo no dia 21 de dezembro, então se dirija à montanha sérvia de Rtanj. Nos últimos tempos se diz com uma frequência crescente que aqui poderá salvar sua vida bebendo o chá local de ervas medicinais ou procurando pelo tesouro que um mago escondeu há muito tempo no topo da montanha.

A quantidade de reservas nos hotéis locais aumentou ultimamente em 50%. O diretor do complexo turístico Rtanj Nebojsa Gajic diz que muitos realmente consideram o local como um refúgio: "Isso é uma paranóia, eu pessoalmente não acredito no fim do mundo, mas há muitos que sim". De qualquer forma, a montanha de Rtanj, com o seu quilômetro e meio de altitude, é um local misterioso, diz Gajic:

"Quando há tempestades tudo o que tenho se queima, incluindo os computadores, não há proteção que funcione. Talvez sejam extraterrestres, mas eu nunca os vi".

Mas já Dragan Sou, o habitante local mais famoso, viu os extraterrestres:

"Têm uma altura de dois metros a dois metros e meio, são extremamente bonitos e gostam de nós porque foram eles que nos criaram. Os que têm permissão podem vê-los frequentemente".

Dragan Sou tem o seu conceito do que é Rtanj:

"Rtanj é o centro da Terra. É uma pirâmide que foi construída para monitorizar o desenvolvimento do globo, pois os Deuses já viveram entre nós. Quem podia ter construídos as pirâmides no Egito sem ser os nossos Pais? Quem poderia erguer uma laje de pedra com 20000 toneladas, quando nem a tecnologia moderna o consegue?"

O famoso cientista nuclear Ljubo Ristovski estuda há muito o fenômeno da montanha de Rtanj. Na sua correspondência com a Voz da Rússia ele apontou o seguinte fenômeno: no cume dessa montanha da Sérvia, na pirâmide da Bósnia e em algumas pirâmides do Iraque foi registada uma radiação eletromagnética com a mesma frequência de 28 quilohertz.

Sasha Nadjfeji, diretor executivo da organização Duh Rtnja (Espírito de Rtanj) que realiza de 21 a 23 de dezembro uma conferência científica no local dos acontecimentos, diz que, depois do estudo do campo energético da montanha de Rtanj, os cientistas chegaram a conclusões extremamente interessantes:

"Rtanj absorve a energia cósmica e transforma a negativa, que aparece à sua volta, em positiva".

Os habitantes locais vêm frequentemente esferas luminosas, elas aparecem no céu não se percebe de que direção, voam em direção à pirâmide e nela desaparecem.

Quem terá criado esta montanha admirável? Os cientistas não são unânimes, diz Sasha Nadjfeji:

"É evidente que a forma desta montanha não pode ter sido moldada pelos fenômenos atmosféricos como o vento e a chuva. A sua geometria é perfeita, é respeitado o princípio da seção áurea. Rtanj é constituída por calcário e a forma de pirâmide foi-lhe dada por alguma força ou energia racional".

Acreditar ou não num Apocalipse próximo é problema de cada um. Mas, de qualquer forma, vale a pena visitar Rtanj, nem que seja para um repouso romântico longe de tudo: a planta do chá de Rtanj ou segurelha-de-inverno, que só cresce aqui exclusivamente do lado sul da montanha, é um poderoso afrodisíaco.




Fonte: Voz da Rússia
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sábado, 15 de dezembro de 2012

Russos esperam pelo fim do Mundo

A temática apocalíptica tem tido uma ressonância enorme na Rússia. Há regiões em que os confusos habitantes locais se apressam a comprar fósforos, sal e bens de primeira necessidade, embora, segundo a revelação do Santo Apóstolo João, após o Fim dos Tempos não seja preciso preparar comida nem cuidar da iluminação das casas.
As pessoas não podem saber a data exata da consumação dos séculos. Por outro lado, se nesse período dramático houver sobreviventes, então o iminente perigo se resume a uma catástrofe de grandes proporções e nada mais.

Num bairro social de Moscou, à entrada de um prédio de muitos andares, pode-se ler um anúncio dizendo que, devido ao apocalipse, os inquilinos têm de reembolsar suas dívidas aluguel até o dia 21 de dezembro. É mais ou menos assim, perante os receios, mas sem perder o sentido do humor, que os moscovitas reagem à celeuma em torno do fim do mundo que se avizinha, segundo as previsões contidas no calendário maia.

Os habitantes dos EUA foram mais longe do que os russos nos seus preparativos para o dia do Juízo Final. Ao tomarem a sério esta notícia, compram armas e munições para resistir ao apocalipse zumbi. É um tema inspirado pelo Hollywood sobre os mortos-vivos a surgirem na Terra no intuito de devorar os cidadãos pacatos.

Enquanto isso, os sacerdotes aconselham que os paroquianos (ortodoxos, católicos, luteranos e outros) se dediquem mais à leitura das Escrituras nas quais se pode encontrar a via de salvação, em vez de correr para a loja na busca de pilhas para a lanterna elétrica.

Os cientistas, por seu turno, sugerem elevar o nível de educação. Segundo o historiador Yuri Poliukhovitch, a tribo maia não encarava o fim do mundo no mesmo sentido que o fazem os portadores da cultura européia. A diretora do Centro de História e Cultura Maias, Galina Ershova, indica que o famigerado calendário não contém quaisquer previsões ou prognósticos sobre o Fim dos Tempos. Na laje, as datas marcadas devem estar relacionadas, pelos vistos, com o movimento da Lua e não tem respectivas inscrições ou esclarecimentos. O acadêmico Evgueni Alexanderov interroga-se - "será que tal confusão na cabeça das pessoas era possível, por exemplo, nos tempos da guerra? Se calhar, as pessoas carecem de sensações fortes, visto que milhões de habitantes do planeta se deixam enganar, acreditando em invencionices incríveis", conclui o perito experiente.

O diretor do Centro Metereológico, Roman Wilfund, afirma ironizando que em algumas regiões russas o "fim do mundo" já chegou. Em Murmansk e Norilsk a parte do dia é igual a zero horas e zero minutos. Mas este "fim dos tempos terminará rapidamente". Em Norilsk, a luz do Sol irá brilhar apenas no dia 11 de janeiro, salientou.

Em teoria, o apocalipse pode ocorrer em 21 de dezembro tanto quanto em qualquer outro dia, incluindo o dia de amanhã. É antes uma questão de crença. Vivemos  tempos em que se faz sentir uma fantástica carência de informações sobre os próximos cinco minutos, para não falar de dias, de anos e dos decênios que se aproximam.

Significaria isso que para o apocalipse ou, dito de forma mais simples, para a morte física, as pessoas devam estar bem preparadas? Os fiéis das várias religiões dizem que sim. A hipótese de que o dia de hoje possa ser, provavelmente, o último da vida facilita uma especial atitude para com tudo o que nos rodeia. Supõe-se então que nas derradeiras horas seja possível sentir a autêntica liberdade e ter um comportamento condigno, mesmo que, no noutro dia, do horizonte celeste não desçam os cavaleiros do Apocalipse.


Fonte: Voz da Rússia
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Homem cria 'cápsula' para sobreviver a eventos de 'fim de mundo'

Liu Qiyan diz ter se inspirado no filme '2012' e no tsunami de 2004.
Sua 'Arca de Noé' boia na água e promete resistir em emergências.

O fazendeiro chinês Liu Qiyan criou um tipo de "cápsula de sobrevivência", apelidada de "Arca de Noé", para sobreviver a terremotos e tsunamis.

Liu desenvolveu o invento no quintal de sua casa, em Qiantun, na província de Hebei, inspirado, segundo ele, por filmes como '2012' e pelo tsunami que devastou regiões da Ásia em 2004.

Sua criação consiste em uma casca de fibra de vidro que envolve um esqueleto de aço. Ele espera vender a ideia para governo e organizações internacionais, para usar em caso de emergência.

Ele já construiu sete cápsulas que, segundo ele, são capazes de boiar na água. Algumas delas têm um sistema de propulsão próprio.

Dentro, elas têm tanques de oxigênio e assentos com cinto de segurança para até 14 pessoas. Elas são projetadas para manter estabilidade dentro da água.



Fonte: G1
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