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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

G12, M12, MDA...doutrinas da “visão celular” que podem estar numa igreja perto de você

Muitas igrejas — inclusive, algumas Assembleias de Deus — têm adotado, nos últimos anos, o modelo da “visão celular”, também conhecido como G12, M12, MDA (Modelo de Discipulado Apostólico), etc. Tal modelo vem sendo apresentado como o mais eficaz meio de “fazer discípulos”. E os seus defensores, que se consideram imitadores da igreja primitiva, afirmam que sua estratégia de discipulado é uma revolução, uma “quebra de paradigmas” e, ao mesmo tempo, um retorno aos princípios da igreja de Atos dos Apóstolos. Não se trata, pois, de mais um programa. A “visão celular” é, modéstia à parte, “o programa” da igreja. 

Desde 2006 pesquiso sobre o modelo em apreço e tenho ouvido alguns líderes de igrejas em células, especialmente os que trabalham com a juventude, afirmarem que não seguem padrões éticos, dogmáticos, eclesiásticos de pessoas maduras na fé, experientes ou tradicionalmente respeitáveis. Preferem valorizar as “ministrações específicas” em pré-encontros, encontros, pós-encontros, encontros de líderes, etc. Ninguém está autorizado a descrever o que acontece nessas reuniões secretas. Mas todos concordam: “É tremendo”. 

As igrejas em células, em geral, têm os seus próprios cursos e conteúdos pedagógicos. Não investem na Escola Dominical; consideram-na ultrapassada, uma instituição falida. Dizem, sem nenhuma cerimônia, que as igrejas tradicionais ou conservadoras seguem padrões arcaicos e “comem pão amanhecido, seco e duro”. Os adeptos da “visão” desprezam, reprovam, a liturgia tradicional das igrejas que não seguem o modelo celular. 

Na prática, os líderes que dizem estar “quebrando paradigmas” estão oferecendo aos crentes vários atrativos do mundo, dentro de um contexto pretensamente evangélico. Mediante a estratégia da “contextualização”, tudo é feito para agradar as pessoas, uma vez que o objetivo primário da “visão” é o crescimento numérico, e não a formação de crentes segundo a Palavra de Deus. Prevalecem nas igrejas em células — às vezes, de maneira camuflada — doutrinas triunfalistas, como a Confissão Positiva, a Maldição Hereditária e a Teologia da Prosperidade. 

Tudo gira em torno das células, reuniões realizadas em casas de pessoas favoráveis à “visão”. Há cultos nos templos, mas nenhuma reunião é mais importante que as células, definidas como “a essência da vida da igreja”. Nessas reuniões, ocorre a chamada “oração profética”, recheada com palavras de ordem ao Diabo: “decretamos”, “ordenamos”, “quebramos”, “maniatamos”, etc. Há também espaço para manifestações estranhas, como o “cair no poder” — até as crianças caem. 

A liturgia das igrejas em células é baseada no princípio “Pregue o Evangelho da maneira que as pessoas querem ouvi-lo, e não da forma que precisam ouvi-lo”. A ordem é não se prender a regras ou princípios. Empregam-se, nos chamados cultos: danças, coreografias e apresentações teatrais, principalmente como atrativos para a juventude. Tudo começa com um “louvor de guerra”, que dura uns vinte minutos. A oferta é um dos principais momentos e, por isso, merece uns dez minutos. Depois disso, há geralmente uma “oração de guerra” — dez minutos — e uma apresentação teatral de uns quinze minutos. Em seguida, uns 25 minutos de mais apresentação musical... Quanto tempo para a pregação? Em média, quinze minutos! 

Segundo os defensores da “visão”, o que um sermão levaria 45 minutos ou uma hora para fazer, consegue-se com uma pequena apresentação musical “ungida”. Por que, então, Jesus e Paulo pregaram tanto, se isso não é tão importante? Por que dois terços do ministério terreno do Senhor foram destinados à pregação e ao ensino da Palavra de Deus? Nada deve substituir a explanação das Escrituras (Rm 10.17; Sl 119.130). 

Como a exposição tradicional das Escrituras é considerada longa, cansativa e formalista, os pregadores da “visão” têm linguagem própria e atualizada para cada público em particular. Empregam gírias, expressões em inglês e regionalismos; tudo para agradar o auditório. Adaptam as passagens bíblicas às necessidades comuns do homem de hoje, bem como à realidade existencial da juventude. E as pregações, além de sucintas, costumam ser acompanhadas de peças ou dramatizações. 

Nas reuniões da “visão”, os participantes batem os pés e gesticulam à vontade, sem restrições, além de marcharem. A ênfase recai sobre as músicas, as danças, as coreografias, etc. Não há lugar para hinários tradicionais, como Harpa Cristã, Cantor Cristão, etc. Dizem que cantar hinos ultrapassados é idolatria. Tais hinos, segundo eles, parecem ter sido compostos para um funeral. 

Há, ainda, nesses “cultos” dirigidos por líderes que “quebram paradigmas”: aplausos, brados, pulos de alegria, faixas, cartazes, balões, bandeirinhas, lenços... As palavras de ordem são: exagerar e extrapolar. “Sentiu vontade de fazer? Faça.” — dizem. — “Se parecer exagero, execute! O Senhor não está interessado se o adoramos de ponta-cabeça, sentados, em pé, deitados, chorando, sorrindo, cantando, falando, gemendo, gritando e até gesticulando o corpo”. 

Nas igrejas em células, geralmente, os aspirantes a pregador recebem instruções como: “seja bem-humorado; use termos joviais, expressões em inglês e termos regionais; faça brincadeirinhas; pregue com emoção; não seja um chato”. Os pregadores têm de ser, obrigatoriamente, animadores de auditório. Um influente líder da juventude afirmou: “Se você quer pregar sem se contextualizar, esqueça! Estamos cansados de tanta cerimônia, de tanta opressão, de tanta mesmice”. 

Os pregadores da santificação não são bem-vindos. “As pessoas não vão aos cultos para serem repreendidas, mas para buscar soluções para problemas, conflitos, receber alívio para seus sofrimentos; enfim, para satisfazer as suas necessidades.” — dizem os defensores desse evangelho antropocêntrico. À luz das Escrituras, o compromisso do pregador é com o Senhor. Quando Ele mandou Ezequiel profetizar, disse-lhe que o auditório não o ouviria, pois era “casa rebelde” (Ez 2.1-4). O homem de Deus deve pregar, quer ouçam, quer deixem de ouvir, porque o seu compromisso é com Deus (v. 5). Jesus não elogiou ou agradou Nicodemos, mas lhe disse, com franqueza, que era necessário nascer de novo (Jo 3.1-5). 

Ademais, a “visão celular” valoriza as estratégias de marketing. Os líderes falam muito aos seus liderados sobre atacado e varejo; o marketing pessoal também é fundamental. “Empreender é como espalhar logotipos. É deixar a marca pessoal em tudo que se realiza. O anonimato, a modéstia são para quem não tem o que mostrar ou fazer” — afirmam. Deus, entretanto, que não dá a sua glória a outrem (Is 42.8), “atenta para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe” (Sl 138.6). Daí a humildade ser uma característica marcante na vida dos verdadeiros mensageiros do Senhor (Mt 11.28-30; Jo 3.30; Gl 2.20). 




Fonte: Pr. Ciro Sanches Zibordi em seu blog
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domingo, 23 de fevereiro de 2014

G12: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”

Desde que o modelo “igreja em células” começou a encantar alguns líderes das Assembleias de Deus, no início dos anos de 2000, venho pesquisando sobre o assunto. E, desde 2006, tenho feito uma pesquisa mais criteriosa, a qual envolveu, inclusive, a minha permanência por uma semana em uma cidade cuja Assembleia de Deus “mergulhou” na “visão” do G12, do colombiano Cesar Castellanos. Ali, conversei com irmãos, observei seu comportamento e adquiri manuais usados para treinamento de líderes de células. 

Uma das aberrações contidas no “pacote herético” da “visão celular” — que não se restringe a G12 — é o “perdoar a Deus”. Essa heresia tem sido camuflada depois que apologistas assembleianos verberaram contra ela, mas ainda subsiste no movimento em apreço, mesclada com a sã doutrina. E aqui está o grande perigo! O mal misturado com o bem é muito pior que o mal declarado. A doutrina falsificada, que surge “entre nós” (At 20.28-31; 2 Pe 2.1,2), é muito mais nociva que a doutrina falsa, que vem de fora. 

Há poucos dias, ouvi uma “pastora” ligada ao modelo celular pregando a respeito do perdão. O primeiro tópico da sua mensagem era “perdoe a Deus”. E, ao discorrer sobre a sua conversão, ela afirmou que, apesar de amar Jesus e ter um bom relacionamento com Ele, só se realizou quando perdoou a Deus! Apesar de ser cristã, ela culpava o Criador por todos os infortúnios que experimentara: “Eu criei uma afinidade com Jesus, mas ainda tinha um probleminha com Deus” — afirmou. 

Nota-se que tal senhora, ainda que tenha boas intenções, desconhece o ABC da doutrina bíblica, o que, aliás, é uma característica de pessoas que abraçam modelos de crescimento prioritariamente numérico. Elas aceitam com facilidade, sem questionar — ao contrário dos cristãos de Bereia (At 17.10,11) —, ensinamentos falsos, como a “cobertura espiritual”, a crença na salvação de cidades mediante “decreto”, a falsa “cura interior”, a intromissão na vida privada das pessoas, torcendo o “Confessai as vossas culpas uns aos outros” da Bíblia (cf. Tg 5.16), etc. 

Voltando à pregação da “pastora” sobre o “perdoar a Deus”, quero dizer duas coisas. Primeira: se ela culpava a Deus, em vez de ela ter “liberado perdão” a Ele, deveria lhe pedir perdão por sua ignorância. Afinal, o Senhor nada tinha a ver com a mágoa que ela nutria em seu coração. Segundo: como ela podia ter um relacionamento com o Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, continuar magoada com Deus? 

Ora, Jesus é Deus! E Deus é um só! Trindade não significa que existem três Deuses. Não se trata de triteísmo. Deus é triuno, formado por três Pessoas (tripessoalidade). Ou seja, é impossível amar o Deus Filho, ter um relacionamento de comunhão com Ele — o qual se dá mediante o Deus Espírito Santo, que habita no coração do salvo (Rm 8.16) — e, ao mesmo tempo, estar magoada com Deus Pai. 

Muitos líderes de células são treinados e incentivados exaustivamente a “lançar a visão”. A ênfase das reuniões de liderança — ao contrário do que acontece nos tradicionais e “ultrapassados” cultos de doutrina, escolas bíblicas anuais e Escola Bíblia Dominical — não é a sã doutrina, e sim as estratégias de crescimento. E o resultado disso qual é? O número de pessoas alcançadas pela “visão” é impressionante, mas uma boa parte desses “discípulos” e de seus líderes sequer sabe o que é Trindade, à semelhança da mencionada “pastora”, que “amava” Jesus e, ao mesmo tempo, estava magoada com Deus... 

Sim, receio que muitos líderes do modelo em apreço sequer conhecem as doutrinas fundamentais da Palavra de Deus (como a Trindade) ou sabem que Jesus é Deus. E, por isso mesmo, induzem incautos a acreditarem que, para se sentirem salvos de verdade, precisam participar de “encontros tremendos” a fim “liberarem perdão” a todos, inclusive a Deus. Não é estranho — e lamentável — que haja pastores de igrejas históricas, tradicionais, abraçando de modo festivo modelos celulares como G12, M12 e MDA?! 

Minha oração, nesse caso, é a mesma do Senhor Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).




Fonte: Pr. Ciro Sanches Zibordi em seu blog
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Opinião: Pr. João Flávio Martinez sobre o G12

"O G12 carrega em seu bojo muitas doutrinas controvertidas e nada ortodoxas, e isso para mim é um problema sério. Diante disso, poderíamos definir esse movimento como um movimento cheio de boas intenções, entretanto não podemos nos esquecer que de boas intenções o inferno está cheio! Pastor nenhum tem o direito de tirar a liberdade particular de cada cristão. Eu, como ministro do evangelho, posso orientar, mas nunca exigir e obrigar; o domínio mental sobre o discípulo é uma atitude anticristã e totalmente sem respaldo bíblico! Temos visto muitas igrejas se esfacelarem devido a esse movimento, pastores sendo depostos, muita confusão e um certo ambiente propício para que muitas heresias frutifiquem. Geralmente o líder de células possui pouco conhecimento teológico."

(Pr. João Flávio Martinez)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

G12, encontros e técnicas de lavagem cerebral

Uma das caracteristicas mais comuns das seitas é o proselitismo, ou seja, estão sempre à espreita de uma nova vítima, e para conseguir seus “convertidos” elas precisam trabalhar duro para modificar pensamentos e atitudes em um curto espaço de tempo – geralmente um dia ou um fim de semana. O que apresentamos neste artigo são algumas das técnicas mais comuns usadas pelos manipuladores de mente:

Isolamento

O primeiro indicador que mostra que estão utilizando técnicas de conversão é o isolamento. As reuniões ou cursos de capacitação geralmente ocorrem em um lugar onde os participantes estão isolados do mundo exterior, podendo ser a reclusão em uma casa, um sítio ou fazenda, onde os participantes devem permanecer todo o tempo, tendo acesso apenas ao banheiro, e ainda assim este acesso é bastante restrito.

Horário maçante

O segundo fator que denuncia a utilização de técnicas de conversão é uma carga horária maçante, que produz cansaço físico e mental. Durante essa fase a pessoa, vencida pelo cansaço, passa a assimilar tudo o que lhe é a´presentado sem questionar, pois perde a capacidade de discernir.

Insegurança

O terceiro indicador é a insegurança. Poderiamos escrever várias linhas sobre as técnicas utilizadas para aumentar a tensão e gerar incerteza. Enfatiza-se muito a culpa, e os participantes são incitados a relatar seus mais intimos acontecimentos e todos são forçados a revelar os segredos da sua vida privada. Um dos seminários de auto-ajuda de mais exito força os participantes a subir em um palco diante de um auditório enquanto são atacados verbalmente pelos mentores. Ora, uma pesquisa realizada há anos atrás revela que a situação mais constrangedora para a maioria das pessoas é falar diante de um auditório. Agora, imagine a tensão que essa situação causa na pobre vítima dos manipuladores de mente! Alguns chegam a desmaiar e outros buscam fugir mentalmente da situação, entando em um tipo de transe hipinótico, o que os torna ainda mais sugestionáveis.

Introdução de novas “gírias”

Outro fato que indica a utilização de técnicas de conversão é a introdução de “gírias” que possuem sentido apenas para os “iniciados”. Utiliza-se esta forma de linguagem durante todo o tempo, e quase não há espaço para descontração ou gracejo, pelo menos até que os participantes tenham se “convertido”. Depois dessa fase, exagera-se no bom humor e os risos surgem como símbolo da nova felicidade que os participantes supostamente encontraram.

As reuniões das seitas são ambientes ideais para observar aquilo que tecnicamente conhecemos como “síndrome de Estocolmo”. Esta é uma situação em que as pessoas que são intimidadas ou humilhadas, passam a sentir admiração e as vezes até desejar sexualmente os seus controladores.

Aqueles que pensam que são capazes de assistir um “treinamento” desse tipo sem ser afetados devem rever seus conceitos. Um exemplo disso é a história de uma mulher que foi até o Haiti junto com um grupo de estudantes para examinar o culto local desde uma perspectiva antropológica. Ela escreve em seu relatório que a música a conduziu a alguns movimentos corporais involuntários e a um estado alterado de consciência. Ainda que ela entendia o procedimento e acreditava estar acima daquelas crenças bárbaras, ela começou a sentir-se vulnerável a música. Ela diz que tentou resistir, mas após algum tempo não suportou mais e acabou “baixando à guarda”. O enfado assegurou a “conversão” e quando ela se deu conta já estava dançando em transe em meio à reunião.

Diante desse quadro é possivel entender porque algumas pessoas “renascidas” e aparentemente esclarecidas, que já aceitaram a Cristo e que são membros de igrejas sérias há anos, após participarem de uma reunião misteriosa em um lugar isolado, após muita “ministração”, havendo cumprido uma rotina fadigante durante 3 dias, ainda que tenham ido apenas como críticos, curiosos ou expectadores, regressam de lá dizendo: “nunca na vida havia tido uma experiência tão fascinante!”; “há anos eu pensava que estava servindo a Deus, mas só agora eu pude conhecer a verdade”. E quando você pergunta o que foi que ocasionou tal mudança, eles simplesmente respondem: “Só posso te dizer que É TREMENDO!”.



Fonte: Leonardo Gonçalves no Púlpito Cristão
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Visão Celular no modelo dos 12, cuidado com essa deturpação!

Tenho visto consequências da deturpação da visão celular no modelo dos 12. Quero deixar claro que acredito ser uma visão abençoada, mas existem casos e casos de igrejas feridas, pessoas prejudicadas em sua caminhada cristã por causa da Visão. Acho até que a Visão propícia, facilita esta deturpação, pois, altera as relações entre cristãos. Expõe as pessoas e, principalmente, o coração delas (Jeremias 17:9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”). Portanto, tudo é possível, tanto a deturpação como o pleno desenvolvimento, se bem que tenho visto mais o primeiro caso.

Como alguns líderes da Visão afirmam, a falha não está na Visão, mas sim, nas pessoas. Esta é uma faca de dois gumes, porque se a falha está nas pessoas e a Visão envolve pessoas, multidões na verdade, consequentemente, sempre haverá problemas. Momentos de dores, traumas e prejuízos espirituais não faltarão. Satanás aproveita-se dessas situações e amarra a vida de crentes, líderes e igrejas. A área que mais afeta a Igreja no meu ponto de vista, é a área do relacionamento pessoal. Na Visão Celular, a base dessa relação está em alguns versículos bíblicos, tais como:

Mateus 10:24 – “Não é o discípulo mais do que o mestre, nem é o servo mais do que o seu senhor”.


Romanos 13:1 – “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus”.

Filemon 19 – “Eu, Paulo, de minha própria mão o escrevi: Eu o pagarei, para te não dizer que ainda mesmo a ti próprio a mim te deves”.

Romanos 13:7 – “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”.

Diante desses textos os discípulos sempre têm uma dívida de honra com o líder. Isso é bíblico e está correto. Contudo, esta verdade bíblica pode ser deturpada. O problema está no exagero. Tal exagero leva a vários problemas...

1) Escravidão: Líder que escraviza seus discípulos. Discípulos que se auto-imputam essa condição. Esquecemos que verdadeiramente Jesus é o nosso maior exemplo de mestre. Ele disse que o maior no Reino dos Céus é aquele que serve (Lucas 22:26 – “Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve”.) A Visão Celular deturpada leva a um excesso de exigências do líder para com o discípulo e vice-versa. Há líderes que gostam de serem servidos, bajulados. E há discípulos que são verdadeiros bajuladores, honrando mais ao líder que a Deus.

2) Idolatria: A escravidão é apenas um nível da deturpação da Visão Celular. Um nível mais profundo é a idolatria. idolatria tira o caráter espiritual da adoração e a materializa através de imagens, objetos, etc. Até pessoas podem ser objetos de adoração. Alguns discípulos projetam suas carências afetivas, emocionais, psicológicas, entre outras, na figura do líder. É mais fácil ver o líder que “ver” a Deus. O líder precisa aprender a discernir essa reação de seus discípulos e nunca aproveitar-se disso para ganhar dividendos.

3) Limitação: Citamos Mateus 10:24 logo acima e lemos que o discípulo não é maior que o mestre, mas, verificando e comparando com João 14:12 – “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai”, entendemos a dimensão dessa relação. Jesus coloca aqui a situação de que os discípulos podem realizar obras maiores que as que Ele fez na Terra. A mulher com fluxo de sangue precisou tocar as vestes de Jesus (Marcos 5:28 – “Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada”.) A sombra de Pedro curava as pessoas (Atos 5:15 – “de sorte que transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas, para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles”.) Evidentemente Pedro fazia isso em Nome de Jesus. Era Jesus quem curava através da sombra de Pedro e da fé dos doentes ao se posicionarem nas ruas. O líder não é o teto para o discípulo. A área de abrangência do líder não pode limitar o discípulo. O dom do líder não pode limitar o dom do discípulo. O discípulo pode avançar mais que o líder. (Quem disse que os "12" tem que saber mais que os outros?)Será que Deus dará menos dons aos discípulos para que estes não ‘atropelem’ os líderes? Os discípulos sempre devem estar à sombra de seus líderes? A honra é afetada com a distância? (2 Timóteo 4: 12 – “Também enviei Tíquico a Éfeso”.)

4) Exclusivismo: "esta é outra deturpação crônica. ‘Fulano é meu discípulo’; ‘Siclano é da minha célula’. Com falas semelhantes a estas, muitos líderes já determinam o futuro do discípulo: ‘Será meu 12’; ‘os discípulos que ele conquistar serão meus 144’. A deturpação da relação líder X discípulo leva a situações como estas. A pessoa é exclusiva de tal célula. Isto propicia o efeito escravista da Visão. Outra consequência do exclusivismo é esta: os dons espirituais do discípulo serão desenvolvidos apenas na célula. Isto é danoso! "

5) Determinismo: O engessamento da estrutura celular m12 pode levar ao sepultamento de alguns talentos ou dons. 1 Coríntios 12:7 – “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” nos revela que a manifestação dos dons é para algo útil". Se a célula não desenvolver os dons da pessoa, brotará uma frustração, uma expectação que nunca será satisfeita. A utilidade dos dons visa apenas Ganhar, Consolidar, Discipular e Enviar discípulos? Os dons espirituais servem para a edificação da Igreja (1 Coríntios 14:12 – “Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja”.)Evidentemente a edificação da Igreja subentende os quatro degraus da Escada do Sucesso, mas, não somente isto. Edificar uma Igreja é ganhar e discipular pessoas, porém, não somente através da estrutura da Visão Celular. Exemplo disso são os dons de serviço, principalmente na área da criatividade artística, teatro, louvor e dança. Como dedicar-se e aperfeiçoar-se nessas áreas com a pressão de ganhar e discipular almas somente através da célula? Não existem outros métodos? Infelizmente, isto já está enraizado na cabeça de alguns líderes. A Visão Celular gera estabelecimentos de metas que pressionam os líderes de células, que por sua vez, pressionam os demais líderes. A questão celular ganha elevação sobre a questão ministerial. Isto gera uma igreja de células e não uma igreja de ministérios."

6) Legalismo: "É possível uma igreja abandonar a graça de Deus pela Lei da Visão Celular? Infelizmente é possível. A graça de Deus é libertadora e libertária. A Visão é estabelecida através de Leis: todo discípulo é um líder em potencial. Confundem o que a Bíblia define como exigência (Testemunho) em dom (Liderança). Todos devem testemunhar, é uma ordenança. Liderança é um dom espiritual ou uma aptidão natural, contudo, pode ser desenvolvida, segundo John Haggai. Ele escreveu que algumas pessoas não são líderes e nem podem ser desenvolvidas na liderança. Contudo, a Lei da Visão diz que todos são líderes. Isto gerou frustrações que o diabo aproveitou para barrar o crescimento da Igreja. A Lei da Visão não está escrita em Pedras ou em Papel, mas, corre à boca miúda e aparece até mesmo em pregações."

7) Excelência: "Como a lei da Visão diz que o discípulo é um Líder e, como os Líderes devem viver em um nível acima da normalidade, consequentemente tudo deve estar em um nível melhor. É a excelência. Excelência não somente na vida espiritual, mas, principalmente, na material. Ao presentear, excelência; ao preparar uma refeição para alguém, excelência. Isto gerou uma corrida obstinada à abundancia de riqueza. Sempre o que vem amanhã deve ser mais excelente do que veio ontem. Em nome da dívida de honra gastos absurdos se efetuaram, causando transtornos financeiros em diversos lares. Novamente, mais áreas exploradas pelo inimigo. "

8) Competição: "Frases soltas ouvidas no decorrer dos anos: ‘tal igreja tem tantas células, eles não são melhores que nós, vamos nos esforçar e ultrapassá-los’; ‘tal líder é um líder de êxito, pois tem tantos discípulos’; ‘estão vendo, Fulano tem mais discípulos e ganhou mais presentes no Dia do Discipulador’. Ser discípulo virou moeda em um joguete de comparação entre líderes de células. Ganhar almas é nobre, porém, a deturpação gera tais excentricidades perniciosas. A relação Líder X Discípulo ficou manchada em nome da Competição. Mais uma vez a Igreja de Células ganhou terreno sobre a Igreja de Ministérios."

9) Neofitismo: "Com a Visão Celular Neófitos são convocados a discipular pessoas. Isto é maravilhoso, pois, quando você ensina, aprende muito mais (Atos 20:35 – “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”.). Ensinar a orar, a importância da leitura da Bíblia, ministrar o ‘leite espiritual’ é muito importante e deve ser incentivado. Contudo, dar palpites sobre decisões importantes na vida do discípulo com uma roupagem espiritual, com peso de profecia mesmo sendo uma profetada, é algo tenebroso. É terrível. Creio que isto não é feito visando proveito próprio, na verdade, o líder neófito está sendo ingênuo e a dívida de honra da relação Líder X Discípulo faz com que o discípulo obedeça a decisão. No final das contas, como não foi Deus quem deu a palavra, não foi profecia, mas sim, profetada, tudo dará errado e gerará frustração e angústia onde deveria haver alegria."

10) Hipocrisia: "podemos ver a hipocrisia em duas frentes, a individual e a corporativa. Com o passar do tempo, toda essa frustração e angústia gerada pelos conflitos da relação Líder X Discípulo, suscita a hipocrisia. Esse problema terrível faz o líder de 12 fingir que tem um governo de 12. Faz líderes de células fingirem que têm células e assim por diante. Uma hipocrisia corporativa ou mentira sistêmica. Em nome da excelência mantém-se a pessoa na liderança por alguma dívida moral ou por algum interesse para-eclesiástico. Alguma semelhança?Individualmente, os discípulos não vão mais à célula por conta das mesmas angústias e frustrações citadas acima. Na verdade, nem discípulos mais são como a Visão Célular determina, são membros de uma Igreja Celular."

11) Acepção de pessoas: "a dívida de honra leva os discípulos a privilegiarem mais os líderes do que seus semelhantes. Leva também a privilegiarem seu líder em relação a outros líderes. Isto é triste. Em Tiago 2:8,9 lemos: "Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores". Em busca da excelência, os discípulos favorecem seu líder, preterindo pessoas à sua volta."

12) Profetadas: "a relação líder X discípulos pode levar a uma situação extremamente perigosa. O líder é ensinado a abençoar o discípulo, a declarar palavras "proféticas", do tipo: "eu declaro que você é tal coisa". Isso é benção, contudo, pode virar uma maldição. Falar palavras abençoadas é uma coisa, fazer profecia é outra! Todas as promessas bíblicas são para todos os crentes? A resposta é não. Alguns não serão pais de multidões simplesmente pelo fato de ter um dom de serviço. Será um discípulo abençoado, vai ganhar algumas pessoas para Jesus, mas, daí a ser um "pai de multidões" é outra coisa. Bem, esta é apenas uma situação, há outras. No final, as "profecias" criam nos discípulos uma ansiedade desnecessária que pode gerar uma frustração indevida. Uma armadilha, na verdade. Observem essa frase que bem pode ser um pensamento de um discípulo: "Se meu líder declarou tal coisa a meu respeito e isso não se concretizou. Ou a culpa foi minha, eu sou culpado disso não ocorrer, ou o meu líder não é um profeta!". Mais uma brecha para satanás agir. O Espírito Santo não falará da boca de um crente (líder) algo que outro crente (discípulo) não será. Muitos confundem a Profecia (Deus falando) com palavra profética (declarações abençoadas). A sentença para o falso profeta era a morte."

R E S P O N S A B I L I D A D E S


Toda essa situação descrita acima caracteriza uma condição para a liderança.

Pastores: É deles a responsabilidade no cuidado das ovelhas. Delegar essa autoridade a líderes de células não exclui a responsabilidade dos pastores na perda de pessoas. Pessoas que se converteram e que desceram às águas do batistério e que estão no mundo, ou – graças a Deus – em outras igrejas ou configurando uma leva de frustrados e angustiados dentro da igreja local. Essa responsabilidade será cobrada dos líderes de célula relapsos, mas, os pastores da igreja receberão pior juízo (Hebreus 13:17 – “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”.). Quem lidera a Igreja não é o mestre, o profeta ou outro líder. É o pastor! Alguns pastorearam levianamente.

Mestres: Os mestres que viram o problema e se calaram, mesmo a título da dívida de honra ou com o intuito de não criticar o líder (Tiago 3:1 – “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo”.), também serão julgados por Deus. Os mestres se calaram, ficaram cegos e mudos pelo diabo. Deixaram se envolver pelas próprias concupiscências. Ensinaram levianamente.

Profetas: Não tiveram o discernimento espiritual necessário para enxergar a ação do diabo. Não viram a maldição no meio da bênção. Abriram a boca levianamente. Ou então, podem até ter visto, contudo, deixaram-se envolver pelas próprias concupiscências.

Líderes: muitos abusaram da relação com o discípulos, tornaram-se ladrões ao invés de pastores. Outros, ingenuamente, foram se deixando levar pela situação, indo contra a Palavra de Deus. Lideraram levianamente.

A Visão Celular é um método de discipulado maravilhoso, porém, não vejo assim a Visão Celular no Modelo dos 12 da forma como tem sido organizada. Esta Visão e as pessoas envolvidas no processo precisam ser corrigidas. O diabo está ganhando terreno à despeito das conquistas de almas. Ele se aproveita de todo o atrito e arrasto gerado por esse movimento chamado Visão Celular no Modelo dos 12. Repito, a Visão e as pessoas envolvidas nela precisam de correções. Não é o caso de um voltar às origens, mas sim, de um avaliar extremado, de um reorientar e realocar os paradigmas desse sonho. Avançar para a conquista - com sucesso para todos.



Texto: Transcrito
Adaptações:
Patricia Branco em O Reino é Simples
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uma sobrevivente da visão celular de Rene Terra Nova conta TUDO!

Por Roselaine Perez

Eu tive que digerir depressa demais o amontoado de quesitos que a Visão Celular possuía, parecia que tinha mudado de planeta e precisava aprender o novo dialeto local, e urgente, para conseguir me adaptar.

Ganhar / consolidar / discipular / enviar, almas / células/ famílias, Peniel, Iaweh Shamá, honra, conquista, ser modelo, unção apostólica, atos proféticos, mãe de multidões, pai de multidões, conquista da nação, mover celular, riquezas, nobreza, encontro, reencontro, encontros de níveis, resgatão, Israel, festas bíblicas, atos proféticos, congressos, redes, evento de colheita, prosperidade, recompensa, multidão, confronto, primeira geração dos 12, segunda geração dos 12, toque do shofar, cobertura espiritual, resultado, resultado, resultado, etc...

Era início do ano de 2002 quando fomos a Manaus, eu e meu marido, para recebermos legitimidade, enquanto segunda geração dos 12 do Apóstolo Renê Terra Nova no estado de São Paulo.As exigências eram muitas e muito caras:

•Compra do boton sacerdotal num valor absurdo.
•Hospedagem obrigatória no Tropical Manaus, luxuoso resort ecológico, às margens do Rio Negro, não um dos mais caros, mas “O” mais caro de Manaus (conheci Pastores que venderam as calças para pagar 2 diárias no tal resort e outros que deixaram a família sem alimentos para entrar na fila dos zumbis apostólicos, num Thriller nada profético).
• Trajes de gala Hollywoodianos.
• Participação obrigatória num jantar caro da preula após a cerimônia, tendo como ilustre batedor de bóia nada menos que o Apóstolo Renê e seus cupinchas.
•Tudo isso para ter a suprema dádiva de receber a imposição de mãos do homem, com direito a empurradinha na oração de legitimação e tudo ( uhuu!).

Nem mesmo em festa de socialite se vê exageros tão grandes em termos de exibição de jóias, carros, roupas de grife e todo tipo de ostentação escandalosa.

Hoje, sem a cachaça da massificação na cabeça, sinto vergonha e fico imaginando como Jesus seria tratado no meio daquela pastorada.

Ele chegaria com sandálias de couro, roupa comum, jeito simples, não lhe chamariam para ser honrado, nem tampouco perguntariam quem é o dono da cobertura dele , pois deduziriam que certamente dali ele não era.

Estive envolvida até a cabeça – porém não até a alma – na Visão Celular durante quase 5 anos, em todas as menores exigências fui a melhor e na inspiração do que disse Paulo "...segundo a justiça que há na lei dos Terra Nova, irrepreensível."

Entreguei submissão cega às sempre inquestionáveis colocações e desafios do líder, sob pena de ser rebelde e fui emburrecendo espiritualmente.

Me pergunto sempre por que entrei nisso tudo e depois que este artigo terminar talvez você me pergunte o mesmo, mas minha resposta tem sempre as mesmas certezas:

--> Todos nós precisamos amadurecer e, enquanto isso não acontece, muitas propostas vêm de encontro às fraquezas que possuímos e que ainda não foram resolvidas dentro de nós.

A partir da minha experiência pude enxergar as três principais molas propulsoras que fazem funcionar toda essa engrenagem:

1) A lavagem cerebral

A definição mais simples para lavagem cerebral é “conjunto de técnicas que levam ao controle da mente; doutrinação em massa”.

Em todas as etapas da Visão Celular se pode ver nitidamente vários mecanismos de indução, meios de trabalhar fortemente as emoções onde o resultado progressivo desta condição mental é prejudicar o julgamento e aumentar a sugestibilidade.

Os métodos coercivos de convencimento, os treinamentos intensos e cansativos que minam a autonomia do indivíduo, os discursos inflamados, as músicas repetitivas e a oratória cuidadosamente persuasiva são recursos que hoje reconheço como técnicas de lavagem cerebral, onde há mudanças comportamentais gradativas e por vezes irreversíveis.

2) Grandezas diretamente proporcionais

O Silvio Santos manauara é uma incógnita.Se em por um lado ele é duro e autoritário, noutro ele é engraçado, carismático e charmoso. Num dos Congressos em Manaus, me levantei da cadeira para tirar uma foto dele, que imediatamente parou a ministração e me chamou lá na frente. Atravessei o enorme salão com o rosto queimando, certa de que iria passar a maior vergonha de toda a minha vida, que o “ralo” seria na presença de milhares de pessoas e até televisionado.Quando me aproximei não sabia se o chamava de Pastor, Apóstolo, Doutor, Sua Santidade ou Alteza, mas para minha surpresa ele abriu um sorriso de orelha a orelha e fez pose, dizendo que a foto sairia bem melhor de perto. A reunião veio abaixo, claro, todos riam e aplaudiam aquele ser tão acessível e encantador.

Acontecimentos assim, somados à esperta e poderosa estratégia de marketing que Terra Nova usa para transmitir suas idéias, atraem para ele quatro tipos de pessoas:

•As carentes de uma figura forte (o povo simples que chora ao chamá-lo de pai).
• As que desejam aprender o modelo para utiliza-los em seus próprios ministérios falidos.
•Aquelas que desejam viver uma espécie de comensalismo espiritual, que vivem de abrir e fechar notebooks para ele pregar, ganhando transporte e restos alimentares em troca, as rêmoras da Visão.
•As sadomasoquistas espirituais. É tanta punição, tanto sacrifício, tanta submissão, que fica óbvio que muita gente se adapta a esse modelo porque gosta de sofrer. As interpretações enfermas do tipo “hoje eu levei um peniel do meu discipulador, então me agüentem que lá vou eu ensinar o que aprendi.”, eram a tônica das ministrações.
Pode acreditar que essas quatro classes de pessoas representam a grande maioria.

3) A concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida

O conceito da Visão Celular mexe demais com o ego, é sedutor, encantador, promissor, põe a imaginação lá no topo, puro glamour. A ganância que existe dentro do ser humano é o tapete vermelho por onde a desgraça caminha. Essa tem sido uma das causas pela queda de tantos e tantos pastores, por causa das promessas de sucesso rápido e infalível.

Renê não sabe com quem está lidando, mas é com gente!

Ele talvez ignore (não que ele seja ignorante) que cada ser humano é um universo e que as informações vão reproduzir respostas completamente inesperadas em cada um.

EU ASSISTI, na terra do Terra Nova, o “tristemunho” de uma discipuladora que, para confrontar e educar uma discípula, havia chegado à loucura de bater nela, para que a mesma parasse de falar em morrer. Esse é o argumento dos incapazes, dos que não conseguem levar cada triste, cada suicida ou deprimido às garras da graça de Cristo, mas que querem se fazer os solucionadores das misérias do povo.

Eu tenho até hoje péssimas colheitas dessa péssima semeadura, assumo meus erros e me arrependo profundamente de cada um deles:

• Quase perdi Jesus de vista
•Minha família ficou relegada ao que sobrava de mim.
•Minha filha mais velha, hoje com 23 anos, demorou um bom tempo para me perdoar por eu ter repartido a maternidade com tantas sanguessugas que me usavam para satisfazer sua sede de poder.
•Minha mãe teve dificuldade para se abrir comigo durante muito tempo porque, segundo ela, só conseguia me ver como a Pastora dura e ditadora. Tenho lutado diariamente para que ela me veja somente como filha.
•Fui responsável por manter minha Igreja em regime escravo (mesmo que isso estivesse numa embalagem maravilhosa), por ajudar a alimentar a ganância de muitos, por não guardá-los dessa loucura.
•Colaborei com a neurotização da fé de muitos, por causa da perseguição desenfreada pela perfeição e por uma santidade inalcançável.
•Fiquei neurótica eu mesma, precisando lançar mão de ajuda psicológica devido a crises interiores inenarráveis, ao passo que desenvolvia uma doença psíquica de esgotamento chamada Síndrome de Burnout*, hoje sob controle.
•Vendi a idéia da aliança incondicional do discípulo com o discipulador, afastando sutilmente as pessoas da dependência de Deus.
•Invadi a vida de muitos a título de discipulado, cuidando até de quantas relações sexuais as discípulas tinham por semana, sem que isso causasse ofensa ou espanto.
•Opinei sobre o que o discípulo deveria comprar ou não, tendo “direito” de vetar o que não achasse conveniente. A menor sombra de discordância por parte do discípulo era imediatamente reprimida, sem qualquer respeito. Quando isso acontecia os demais tomavam como exemplo e evitavam contrariar o líder.
•Aceitei que fosse tirada do povo a única diretriz eficaz contra as ciladas do diabo: a Bíblia. Não que ela não fosse utilizada, mas isso era feito de forma direcionada, para fortalecer os conceitos da Visão. Paramos de estudar assuntos que traziam crescimento para nos tornarmos robôs de uma linha de montagem, manipuláveis, dogmatizados.
•Fomentei a disputa de poder entre os irmãos ignorando os sentimentos dos que iam ficando para trás.
•Perdi amigos amados e sofri demais com estas perdas. Alguns criaram um abismo de medo, que é o de quem nunca sabe se vai ganhar um carinho ou um tapa, um elogio ou um peniel, mas sei que esse estigma está indo embora cada vez mais rápido. Outros me abandonaram porque não aceitaram uma Pastora normal, falível e frágil. Eles queriam a outra, a deusa, aquela que alimentava neles a fome por ídolos particulares.
Dentro da Visão, nossa Igreja esteve entre as que mais cresceram e deram certo na região, mas desistimos porque, acima de todo homem e todo método, somos escravos de Cristo.

Talvez o mais difícil tenha sido a transição do meu eu, a briga daquilo que eu era com o que sou hoje até que se estabelecesse Cristo em mim, esperança da glória.

Prossigo, perdoada pelo meu Senhor, tomando minhas doses diárias de Graçamicina, recriando meu jeito de me relacionar e compreender mais as falhas alheias e as minhas próprias.

Prossigo, reaprendendo a orar e adorar em silêncio, livre dos condicionamentos, admitindo meus cansaços, me permitindo não ser infalível, sendo apenas gente...Pastoragente!



Fonte: Genizah
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Encontro é Tremendo?

Por Dayan Lima

Participei recentemente de um encontro promovido por uma igreja. De início teve o pré-encontro, que seria uma espécie de preparação para o encontro e depois do encontro teve o pós-encontro, que não participei.

O encontro no primeiro dia foi muito bom, as palavras e sermões pregados foram excelentes. No segundo dia também, bom manejo da palavra, ótimas palestras, o teatro feito por membros da igreja foi muito interessante. Já no terceiro dia os exageros foram constantes. Só então entendi que desde o pré-encontro a minha mente estava sendo manipulada para que pudesse com uma maior facilidade aceitar o real propósito do encontro, foi quando percebi que estava inserido em um movimento gedozista.

No entanto finalizado o encontro o objetivo continuou, pois agora começamos a escola de líderes cujo foco principal é o G12. Onde aprenderemos a criar uma célula e quando a célula atingir 24 membros, será dividido em dois grupos de 12 com o objetivo de fazerem 12+12+12+12 e assim por diante, me fazendo lembrar dos sistemas de rede, como Herbalife, MixPhone Club, e as pirâmides financeiras da maçonaria.

Mas o encontro é realmente tremendo?

Aos convidados foi dito que o local do retiro seria “Peniel lugar de encontro com Deus“. E foi exatamente o que pode sentir. Só que em outros momentos havia somente a mão do homem tentando manipular nossas mentes, e embalados por uma música, fomos convidados a dizer que o encontro é tremendo. Opa, opa… Só um instante! Por que o encontro é tremendo se o encontro é com Deus? Você não acha que deveria ser, “mais que Deus tremendo“, já que o encontro é com Ele?

Ainda no encontro algo me chamou a atenção, pois lá recebemos uma lista de 3 páginas com um questionário frente e verso para escrevermos nosso passado, com perguntas do tipo se você já praticou isso, participou daquilo outro, tem tatuagem, bebeu chá disto ou daquilo, se já se vestiu de anjo ou se já participou de algum tipo de seita.

Claro que com minha educação respondi a todo questionário, porém na última página deixei uma observação que era mais ou menos assim; “90% das questões que eu respondi não as pratico mais e os outros 10% estou buscando não fazê-las, pois sei que o Senhor levou sobre si o meu passado e os meus erros e me purificou com seu sangue derramado lá na cruz, e hoje sou uma nova criatura, as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo”.

Mesmo assim todos nos fomos levados para uma sessão de descarrego, e em um momento de regressão fomos convidados a voltarmos ao passado desde quando ainda estava dentro do ventre da mamãe ligado pelo cordão umbilical.

Além das sessões de cura interior e da quebra de maldições principalmente da maldição hereditária, vi ali cenas igualitárias vistas apenas em centros espíritas. Depois fomos convidados a praticar um ato semelhante ao que é praticado na seita Sei-Cho-Noe, pegamos os papeis onde havíamos colocado nossos pecados e fizemos um círculo em torno de uma fogueira e ali queimamos para sempre todos os nossos pecados anulando assim o sacrifício de Jesus na cruz.

Depois de limpo e purificado, estávamos prontos, e o emocional estava sujeito a aceitar qualquer coisa que fosse dita, então veio a palestra do G12 baseada em textos bíblicos sem nexo e nem fundamento nenhum forçando a Bíblia falar o que não está escrito, porém alegres e felizes começamos a cantar, pular, aplaudir e gritar bem alto O ENCONTRO É TREMENDO e partimos em direção a igreja onde fomos recebidos com fogos de artifício.

O que mais vamos importar da Colômbia?

Porém não é a minha intenção criar uma polêmica sobre este assunto, mas a questão é compreender por que uma igreja abraça a causa do G12 mesmo diante de tanta controvérsia? Com que mesmo estão preocupados? Querem mesmo uma igreja sólida e completa? Ou querem somente fazer números?

O G12 teve seu início na Colômbia, porém muitas coisas foram importadas das tradições judaicas, como as danças folclóricas, o shofar, arca da aliança, candelabros. E agora mais recente as igrejas evangélicas da Colômbia estão adotando o culto judaico e se transformando em sinagogas, já são sete que assumiram a fé judaica inclusive negando Jesus como Messias. Com estes acontecimentos fico com as palavras do meu colega Hermes Fernandes; “Não vai demorar para isso chegar aqui no Brasil, vai ter muito pastor passando a ser chamado de Rabino, batismos sendo substituídos por circuncisão, e a Bíblia completa sendo trocada pela Torah”.

Incoerência

Um dos palestrantes do encontro disse que através do sistema em células a igreja vive uma constante mudança, e que os membros dela não são fixos, o que pra mim acaba provocando um aborto precoce daquela nova criatura que acabara de nascer e que deveria estar se alimentando, mas não está. Este palestrante disse que prefere usar este método para que sua igreja seja renovada de seis em seis meses.

Nossas igrejas precisam de fortalecimento e de fixação e essas mudanças constantes acabam frustrando e levando para o inferno pessoas que era para serem salvas. Quando falo em fortalecimento, falo em referência à igreja de Cristo e não da denominação, e o sistema de células poderia sim ter êxito se houvesse um maior empenho na evangelização através do discipulado, só que infelizmente as congregações usam do marketing de rede G12 como fórmula mágica para arrecadação financeira.

Falar do G12 me fez lembrar do Silas Malafaia e de seu posicionamento contrário ao movimento. Alguns dizem que ele mudou seu pensamento e outros dizem que não, mas isso era quando ele tinha bigode. Ah! que saudades do antigo Silas! porque este novo Silas sem bigode muita coisa mudou, até a teologia da prosperidade que era combatida por ele, hoje é um das suas maiores defesas.

Ser como os de Beréia

Que nos cristãos possamos ser coerentes e analisar os fatos e não sair digerindo todo tipo de alimento para não corrermos o risco de termos uma má digestão. Que a regra de fé esteja em Jesus e em seus ensinamentos e que possamos respeitar os limites das escrituras para não sairmos por aí forçando a Bíblia falar coisas que ela não fala. Que Deus nos abençoe e nos proteja dos ventos de doutrinas que surgem a cada dia.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pira Nossa Terra, desabafo...

Em meados de 2000, minha esposa e eu, após o encerramento dos trabalhos da igreja que na época nós congregávamos, decidimos por indicação de uma pessoa próxima (minha mãe!) — irmos a uma reunião da "Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra". Até hoje eu, que tenho formação teológica, pergunto-me: Como pude ser enganado, manipulado e ter aceitado o regime de terror espiritual que nos foi imposto pelas "autoridades" da pretensa igreja?

Logo que entramos, fomos conduzidos a fazermos parte de uma "célula" em pleno sábado à tarde (!!!) — a qual não podíamos faltar para nada, com o risco de sermos considerados rebeldes e mau servos. Por combinação, minha esposa e eu resolvemos ver aonde tudo isso ia dar...

Ah! Se arrependimento matasse!

Como sou músico, fui informado que para tocar na Equipe de Louvor tinha que, além de estar em célula, também me matricular em uma "Escola de Líderes" (que depois mudaram o nome - apenas o nome - para "Escola de Vencedores").

Dentro desse curso somos "orientados" a submissão total, irrestrita aos nossos Líderes Espirituais: Bispos Robson e Lúcia Rodovalho. Também éramos informados que não éramos convidados e sim "convocados" e "intimados" a participarmos de toda a grade de programação e "festividades" da Igreja (?).

Imagine você: ser por seis anos privado de poder viajar de férias, acampar, ir a apresentações musicais e afins — porque tinha a "obrigação" me se fazer presente em "Celebrações de Inverno e Verão", "Encontros", "Reencontros", "Encontros de Líderes", "Encontros de Mestres" — "discipulados" semanais, muitas vezes às 23:00h; pois era o tempo que a "pastora" tinha na sua agenda e por aí vai...

A frustração era ainda maior ao descobrir que nunca ia poder exercer o meu pastorado, pois não tinha um número X de "células" para me credenciar. A “gota” veio quando várias pessoas que ajudei a preparar foram separadas ao pastorado por terem "n" células — e a mim foi falado da boca de uma "pastorta" que eu havia ficado para trás por não acordar e abrir células. Pode?

O sentimento que me foi crescendo era de escravidão, inércia (não podia tocar, cantar, ministrar — por não querer "abrir" uma célula); e principalmente de pena, ao ver tanta gente boa indo do fundo ao poço da depressão e stress, por não conseguirem “bater a meta” de aberturas de células — alcançando assim o retorno financeiro do "Parceiro de Deus".

Hoje faço parte de um grupo fechado, mas aberto (dá pra entender?) — formado principalmente por ex-membros (pastores, ministros, líderes, diáconos e etc.) da Sara Nossa Terra. Nós fomos, por palavras de uma das pastoras, considerados frutos "podres" que devem ser evitados, para que os outros evitem contaminação doutrinária. Para você ver... Depois de tanto tempo pregando posso dizer que por ironia, só pude me sentir livre e curado depois que minha esposa e eu rompemos com a Igreja que prega a Cura Interior e a Quebra de Maldição.

Nele, que Sara e Cura.

Resposta:

Meu amado irmão: Graça e Paz!

Morando aqui em Brasília, atendo o tempo todo gente que veio de lá pirada, doente, cheia de medo, deprimida, sem identidade, robotizada — soldadinhos de chumbo, bonecos de carne sob comandos, clones de líderes que só lideram sob o tacão do medo; e que inda introjetam nos coitados que fazem a tal “cura interior” um sentimento de “curra interior”; e os que são objeto de “quebra de maldições” chegam oprimidos pela maldição do medo por eles imposto — sem falar nos muitos que, depois das tais curas interiores e ou regressões, voltam com pais “inventados” e com molestações sexuais inexistentes — passando, daí pra frente, a viverem sob fantasmas e medos; pois, de fato, ficar sob aquele jugo é que é a maldição.

Falo sem medo nenhum. Nem deles e nem de ninguém. E eles sabem disso. Sabem que é assim que sinto porque também sabem que os conheço.

Sabem porque ouvi da boca do “bispo”, em 1990, no Hotel Torres (ele e César Augusto) — que haviam visitado o Macedo e que o imitariam.

Chamo os dois em qualquer lugar, em minha presença, a fim de que neguem isto. Também fui eu quem teve que separar os “bens” deles (Roda e César) — quando se divorciaram “litigiosamente”. Eles e o mundo sabem disso. E eu me arrependo até hoje de ter participado daquela maluquice e sandice.

Agora o Roda é candidato a Dep. Federal. Tragédia. Trocou a primogenitura por um prato de lentilhas podres e corrompidas. Se não se arrepender, grande calamidade o aguarda.

Surtaram. Deixaram-se tomar pela Síndrome de Lúcifer. Narciso é seu deus. E o poder e o dinheiro são seus anjos da guarda.

Vejo aquela legião de meninos, todos bem jovens, sendo enganados por eles. Lá só há crianças; pois, gente grande não agüenta o imbecilismo por eles proposto. São líderes de escoteiros fanatizados. Agora, as crianças são todas “cabos eleitorais” do Roda. Ele que abra o olho, pois de Deus não se zomba. Quem brinca com Deus, Roda.

Um amigo outro dia, ouvindo a multidão dessas calamidades, e que aqui em Brasília me cercam todos os dias, disse que o nome não deveria ser “Sara a Nossa Terra”, mas sim “Pira a Nossa Terra”. Irônico, porém real!

E o Roda diz que de Dep. Federal vai a Presidente da República. Meu Deus! Deus salve o Brasil de tamanha calamidade.

Quanto a ele, como é Roda, já se envolveu num novelo de tantas maracutaias (ele sabe que eu sei) — que dificilmente daí sairá sem ser pela porta dos fundos.

Deus o livre! Que encontre algo que o valha!

Que o amor que um dia ele teve por Deus, quando o conheci ainda jovem, em Goiânia, volte à sua alma — pois, do contrário, o juízo de Deus o visitará a fim de sacudi-lo. Se ele é filho amado, não seguirá sem disciplina; pois somente os bastardos é que seguem para sempre sem conhecerem o amor disciplinador do Leão de Judá.

Aquilo é empresa. É negócio. É massa política. É pretexto para receber dinheiro de dentro e de fora. Eles sabem que eu sei.

Processar-me-iam? Não! Eles sabem que eu sei. E sabem que não brinco.

Aliás, sou procurado por pessoas com provas documentais que os colocariam em situação de miséria, oferecendo-se para tirar a mascaras dos enganos (de todos os tipos), e digo que não. Se tiver que ser, Deus mesmo fará. Mas já estive muitas vezes agachado no fundo da cova onde aliviam o ventre, à semelhança de Saul. E eles nem viram. Agora, que o saibam.

E, aqui, qual louco, digo o que digo; não porque os queira mal, mas porque vejo o mal que fazem; e minha alma se contorce ao ver o uso, o abuso, a manipulação, a perversão do Evangelho, e o engano que eles propõem.

Não entrarei em detalhes. Daria um livro. E tenho centenas como testemunhas do que digo. E todos com histórias do arco da velha; e todos sérios; e todos já foram mais do que de dentro. Eles sabem.

Fique longe de maluquices!

Nele, que só tem um Evangelho; e o resto é falsificação,

Caio
Fonte: Portal dentro da onda
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terça-feira, 6 de julho de 2010

Apóstolo Terra Nova é reconhecido como Patriarca



Por Pr Zwinglio Rodrigues

Acabei de ler o texto que noticia a honra [sic] recebida pelo apóstolo Renê Terra Nova quando do 13º Congresso Internacional da Visão Celular no Modelo dos 12 que aconteceu de 17 a 21 de junho em Manaus. Como diz o próprio texto, ele foi “honrado pela palavra de representantes de diversos países, de filhos espirituais do MIR e da família, ele foi reconhecido como Patriarca.” Patriarca?
Antes de expor a minha opinião a respeito do ato que me levou àquela interrogação, preciso dizer algumas coisas.

Eu já estive vinculado ao movimento “gdozista”. Hoje não mais trabalho com o método original exatamente porque deixei o movimento. Porém, a estrutura funcional básica, “ganhar, consolidar, discipular e enviar”, é perfeitamente bíblica e bastante eficaz. Para se constatar isso basta ler com atenção Mateus 28:19-20.

No movimento, conheci homens que amam sinceramente a Cristo e que estão interessados seriamente em cumprir o “ide” do Senhor. Homens que amam as almas perdidas, que falam com sobriedade sobre arrependimento, quebrantamento e com uma sede real de um genuíno avivamento. Vi muitos deles deslancharem na conquista de almas, ao passo que “outros não obtiveram tanto sucesso assim”. No entanto, até onde sei, a maioria deles continuam amando e temendo ao Senhor Jesus Cristo e seguem tendo o reconhecimento de um rebanho, de suas famílias e até de cidades.

Aqui em minha cidade, nós temos um apóstolo ligado à Renê Terra Nova. Ele foi, por um tempo, a “minha cobertura”…

Mesmo acreditando na funcionalidade dos quatro pilares, “ganhar, consolidar, discipular e enviar”, fazendo amizade com líderes honrados e tendo uma liderança direta sobre mim, decidi deixar para trás a “visão celular no modelo dos 12”. São duas as principais razões que acabaram me levando a não mais estar ligado ao movimento: 1º a hierarquização antibíblica, o valor extremado do ministério apostolar e o modus operandi para se consagrar apóstolos; 2º o uso de elementos, paramentos e rituais da religião judaica nos cultos a Deus [exemplo: o uso de réplicas da “arca da aliança” nos cultos como símbolo da presença de Deus. Ora, no escopo neotestamentário, a “arca”, o templo, a moradia do Espírito Santo são os nascidos de novo.]

Existem outras razões, digamos, menores. Mas o fato é que deixei o movimento. E deixei-o nutrindo uma certa estima [coisa que ainda nutro, por enquanto] pelo apóstolo Renê Terra Nova, líder dessa turma. Bom, dito essas coisas que sintetizam meu envolvimento com a “visão celular”, retorno à questão principal que deu origem a esse texto.

Eu interroguei lá nos inícios deste texto: Patriarca? Com certeza, este assunto mais um motivo para repensar meu envolvimento com o M12 se a ele ainda estive ligado.

No texto que dá a notícia do reconhecimento recebido pelo Terra Nova tem duas falas que precisam de destaque. e que vão me nortear quanto à minha contestação da tal “honra”. A primeira é da apóstola Carla Melo, de Portugal, que disse:

“As nações da terra aguardam este nível e estou neste lugar porque fui desafiada a viver no futuro. Como nações, nós o vemos como um Patriarca. O Senhor vai assumir o desafio: anda na presença de Deus e seja perfeito”.

A segunda é da apóstola Valnice Milhomens:

Quem são os verdadeiros Patriarcas? Homens e mulheres que receberam de Deus o sobrenatural e passaram o manto sobre o povo. Permaneça com coração humilde de criança”.

A contradição marca as duas falas acima. Certamente elas diriam que não. Mas veja: na 1ª, foi dito, “nós [grifo meu] o vemos como um Patriarca”. Quem é que vê o Terra Nova como Patriarca? Eles mesmos, os pares do Renê. Que coisa, a irmã portuguesa está sendo claramente usada por Deus [e ela não sabe disso] para deixar claro que o ato daquele momento estava fundado na fantasia e no delírio humano, fruto de uma incapacidade de discernir com clareza a voz do Espírito Santo. Quando ele diz nós, eu ouço Deus dizer: são vocês mesmos.

Já na 2ª, temos a suposta autoridade divina sendo manifestada. A irmã brasileira, dando uma de portuguesa que pensa estar sabendo o que diz, mas na verdade apenas pensa, afirma que era Deus quem estava chancelando o reconhecimento dos pares do Terra Nova: “Quem são os verdadeiros Patriarcas? Homens e mulheres que receberam de Deus o sobrenatural e passaram o manto sobre o povo.” Que raios de fundamento inabalável tem a apóstola em questão para dizer tal coisa? Onde está a base vétero e neotestamentária para que creiamos que de Deus “se recebe algum sobrenatural” para ser patriarca? Isso é invencionice barata!

Notou a contradição? A 2ª propõe que a “honra” procede de Deus – só que Deus não está falando por meio dela; já a 1ª deixa claro que a “honra” está sendo dada pela vontade humana, e ela, pobre coitada, não sabe que está sendo um canal do Espírito Santo.

Pelo que posso perceber [se eu tiver errado que alguém me diga para que possa me retratar], toda essa confusão fundamenta-se na chamada de Abrão. Só pode ser! Se for, mais grave ainda ficam as coisas do ponto de vista teológico.

Gálatas 3:8 diz: “… em ti serão abençoados todos os povos.” Essa citação é de Gênesis 12:3. O contexto de Gl 3:8 trata da justificação exclusivamente pela fé. O apóstolo Paulo usa alguns argumentos para esclarecer isso aos seus interlocutores.

Dentre esses argumentos, ele usa o argumento de Abraão. Ao usar este argumento, Paulo demonstra que todos os nascidos de novo também são filhos de Abraão e não apenas os judeus. Nesse sentido, afirmo que se há algum homem que pode ser considerado um Patriarca sobre a nação judaica (Gn 12:1-3) e sobre os crentes, “filhos espirituais” (Gl 3:7), esse homem é Abraão e não Renê Terra Nova ou qualquer um outro. Quando se fala também em nações, estamos diante de mais uma bobagem, pois do ponto de vista neotestamentário ninguém nunca foi escolhido por Deus para tal encargo patriarcal.

Continuando a análise bíblica, na mesma epístola aos Gálatas, Paulo diz, “meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto”(4:19), sem, em momento algum, denominar-se patriarca segundo Abraão ou a qualquer outro que seja. Aliás, até onde sei, nem neste contexto e nem em um outro ele foi chamado ou denominou-se patriarca. E olhe que ele tinha lastro para isso, assim como tinha o apóstolo João que afetuosamente chamou seus interlocutores de “filhinhos meus” (1Jo 2:1).

Quando a apóstola Carla Melo diz “anda na presença de Deus e seja perfeito”, está evidente para mim que é com base no patriarcado de Abraão que eles criaram esse patriarcadozinho antibíblico. Sendo assim, vai um recado para o apóstolo Renê Terra Nova: irmão, você está recebendo uma honra que não lhe pertence. Estava e está em você a condição de ser bíblico ao invés de se deixar levar pelo “transe coletivo” no qual se encontravam seus pares quando lhe “honrou” com um patriarcado que já tem dono e que não é transferível em nível algum. Portanto, renuncie a esse título antes que o irmão chegue à plenitude da “síndrome de lúcifer” e aí… Irmão, caso eu esteja errado, me convença à luz das Escrituras e me retratarei.

Obs.: não vejo muita diferença entre os títulos patriarca e paipóstolo – questiono a ambos.

Fonte: Dokimos

Não se conformou? Então leia mais:

A loucura de um neopentecostal: "unção patriarcal"? (Blog Bereianos)
Renê Terra-Nova recebe o titulo de patriarca apostólico (Blog do Pastor Renato Vargens)
Terra Nova agora é Papa! O maluco surtou de vez e tá tomando rivotril de balde! (Genizah)
Pastor, Bispo, Apóstolo e agora PATRIARCA (Blog Mera Verdade)

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Jesus na Célula

Por Marcos Siqueira

Foi um encontro inusitado. Jesus estava passeando pelas ruas de Brasília, passou pela rodoviária do Plano, aquela multidão, ninguém o reconheceu. Viu um jovem a passos largos, bíblia embaixo do braço, se aproximou:

- Olá rapaz! Jesus aborda o jovem que apressa ainda mais o passo.
- Olá moço. Desculpe, estou com pressa. O jovem demonstrou desgosto pela interrupção do estranho.
- Tudo bem, eu que me desculpo pela interrupção. Jesus conhecia os seus pensamentos. Você está indo a algum lugar especial?
- Estou indo para a igreja!
- Indo à igreja?
- É! Frequento a Igreja Pentecostal dos Milagres de Jesus... Pô, eu estou com pressa, o culto já começou, dá para dar licença. O jovem quase começa a correr, tentando se esquivar daquela situação desagradável com o estranho. Alguém que aborda o outro na rua, não deve ter boas intenções.
- Igreja Pente... (imagine a cara de Jesus nesse momento). Posso ir com você?
- Ãããã... Vamos, não tem problema. Mas ai se alguém perguntar você fala que frequenta a minha célula.
- ...

Já na entrada do templo ambos são recebidos por um diácono que prontamente indica um local com cadeiras vazias.

- Quem é? Jesus pergunta apontando o diácono com a cabeça.
- É o Diácono Manoel.
- Ahhhh. Ele que cuida dos pobres e zela para que na igreja não tenha nenhum necessitado?
- Hein???? O Manoel? Ele é diácono, não a Madre Tereza. Fica quieto senão ele vem aqui. Pô, nunca veio em uma igreja não? Senta ai...
- Na verdade ir a igreja é um conceito novo para mim, sempre preferi fazer parte do Corpo. Mas e você, como anda sua vida? O que...
- Psssssiiiuuu. O jovem interrompe bruscamente a conversa. Fica quieto ai! O pastor tá pregando lá, tá vendo não?
- Mas, aqui não é a igreja? O local onde se reúnem os filhos de Deus? Onde a família do Pai celestial se junta em um só coração, compartilham suas vidas necessidades, se ajudam mutuamente?
- Cara, de que planeta você veio hein??? Aqui é igreja, tá viajando? A gente vem, escuta a palavra, dá a oferta e vai embora. O jovem acha graça daquele estranho, com idéias totalmente novas e desconhecidas.
- Mas e quando vocês conversam?
- No fim do culto ué! Caaara, vou acabar com problemas por causa dessa conversa. Sou aspirante e o Manoel tá me filmando lá da porta.
- Então quando acaba o culto é que a igreja se relaciona? O culto não é o momento no qual o meu ... o Corpo de Cristo manifesta a graça do Espírito? Um tem salmo, outro ensino, outro revelação... e todos falam para edificação mútua?
- Vééééiiii. De onde você tira essas idéias malucas? Para você falar algo tem que ter 12 discípulos, ai se candidata a aspirante. Quando for promovido a oficial pode falar na célula. Meu, pelo menos fala que é da minha célula viu?? Você já me queimou mesmo com essa falação toda. Se ficar de boa eu te levo para conhecer meu líder ai você fala essas paradas com ele.
- Então, na célula vocês compartilham suas necessidades, dons e graça do Espírito?
- Não rapá, a célula é para ganhar mais pessoas para Jesus!!!!
- Ganhar... para Jesus? E depois, o que fazem com quem vocês dizem que ganharam?
- A gente põe eles para abrir novas células, lógico!
- Entendo, foi bom falar contigo. Jesus se levanta no meio da palavra e estende a mão ao jovem.
- Ué não vai assistir o culto?
- Não, obrigado, não sou muito de assistir... vou lá fora cultuar.

O jovem fica triste, pois Jesus saiu antes do apelo e ele viu que perdeu a oportunidade de levar mais um para sua célula. Após o término do culto, a caminho da rodoviária do Plano ele vê Jesus, sentado, cercado de pessoas de má índole, conversando alegremente. Não consegue se segurar:

- Owwww, você não disse que ia sair da igreja para cultuar??? O que está fazendo então cercado desses mundanos pecadores????
Não leve essa história herética a sério. Todos nós sabemos que para Jesus o que fazemos não é novidade!

Fonte: Filho Imperfeito /Tomei a Pílula Vermelha
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sábado, 10 de outubro de 2009

Qualquer semelhança não é mera coincidência!

A tática persuasiva de venda conhecida por "network marketing" ou "multi level marketing" está sendo adotada por muitas empresas (IGREJAS) que teriam a ganhar zelando por sua marca (VISÃO).

Todas as empresas (IGREJAS) que aderiram a esse sistema de marketing (VISÃO) têm as mesmas características, propagam (PREGAM) as mesmas idéias:

- Proposta de crescimento rápido;
- Sucesso, êxito, ganho;
- Promessa de realizar sonhos, vencer, conquistar.

Algumas empresas (IGREJAS) formatam profissionais (LÍDERES) obcecados pelo sucesso (CRESCIMENTO EXPLOSIVO), poder, status, prestígio, reconhecimento e fama.

Os sistemas de Pirâmides, Amway, Herbalife, funcionam da mesma forma: você deve encontrar o maior número de pessoas (DISCÍPULOS) que possam tornar-se possíveis distribuidores (LÍDERES), os quais ao aderirem a idéia propagarão o método (VISÃO) e também recrutarão mais pessoas (DISCÍPULOS), assim sucessivamente (MULTIPLICAÇÃO). Utilizam a PNL (Programação Neurolingüística) e hipnose (LAVAGEM CEREBRAL) para conquistar milhões de seguidores (DISCÍPULOS) e para isso promovem seminários (ENCONTROS).

Sempre que um distribuidor (LÍDER) encontrar um possível cliente (DISCÍPULO), uma das primeiras coisas que um vendedor (LÍDER) do sistema multinível deverá fazer é tentar convencer (PERSUADIR) o novo participante (VISITANTE) de que aquilo não é um negócio ilícito (HERESIA). É uma nova (NEO) modalidade de negócio (VISÃO) que mudará sua vida radicalmente (LAVAGEM CEREBRAL).

Alguns representantes dessas empresas (IGREJAS) possuem cadastros de pessoas interessadas (FICHAS DE CONSOLIDAÇÃO) e com isso dão início a investida pessoal nos possíveis clientes (DISCÍPULOS) para convencê-los a irem nos eventos e seminários (ENCONTROS) e uma vez nesses eventos novos representantes (LÍDERES) surgirão em razão do forte impacto (LAVAGEM CEREBRAL) das palestras (PALAVRAS). Cada distribuidor (LÍDER) precisa ser capaz de atingir seus alvos de vendas (METAS) para ter um crescimento sustentável e assim continuar subindo. (A ESCADA DO SUCESSO)

Sendo assim, em curto espaço de tempo os novos adeptos dessa modalidade empresarial (VISÃO) estarão envolvidos de corpo, alma e espírito, ou seja, darão a vida pelo crescimento rápido (FANATISMO). Inicialmente é necessário um certo investimento (PAGAR UM PREÇO), ou seja, aumento considerável na conta de telefone em razão das muitas ligações para atrair novos clientes (DISCÍPULOS), gasto com combustível para buscar em casa os possíveis clientes (DISCÍPULOS), e talvez tenha de arcar com alguns valores afim de levá-los nos eventos (INSCRIÇÃO DO ENCONTRO). Tudo isso com a promessa garantida pelo seu mentor (LÍDER) de ser um investimento para um grande negócio, o qual o incentivará a sonhar com uma multidão atrás de você. Muitos têm lançado todas as suas esperanças e as suas reservas financeiras em tais empresas (IGREJAS).

A falta de conhecimento da palavra de Deus tem como resultado crentes que não questionam, ou seja, aceitam tudo como verdade absoluta. Não percebem que o tempo está passando e estão perdendo o melhor da vida, o convívio junto a família, o lazer, dentre outras coisas importantes da vida.

A igreja não precisa dos métodos da Amway ou Herbalife (PNL - Programação Neurolinguística) para ganhar almas para Jesus. Essas técnicas nada tem haver com evangelismo.


Na verdade estão apelando para o método e deixando a Palavra de Deus em segundo plano. O que estão fazendo com a igreja do Senhor Jesus? Estão formatando um bando de histéricos e fanáticos por visões dadas a homens, os quais foram movidos por violenta emoção.

Aqueles que investirem todas as suas esperanças nessas técnicas de "marketings de acesso" ou "marketing de consumo" mais dias, menos dias se frustrarão. Se utilizarem dentro da Igreja do Senhor Jesus essas estratégias para um crescimento explosivo, de fato isso ocorrerá, porém estarão fadados ao fracasso...estão com os dias contados, e não se deram conta!

Pode até ser que perdure por anos, mas o fato é que um dia a casa cai...!



Fonte:
Libertos do Opressor


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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

G 12: 20 motivos pra não participar

1- Não participo do G12 porque tem causado divisão e contenda na igreja de Cristo, e Jesus disse: "Quem não é comigo é contra mim, quem não ajunta espalha." (Mateus 12:30)

2- Não participo, porque já sou escolhido e recebido pelo grupo de Jesus, e a igreja do Senhor não precisa de divisões. (João 15:16)

3- Não participo, porque segundo alguns (não todos), deve-se aceitar a Jesus em todo culto, e a bíblia ensina que aceitar uma vez só basta. (Lucas 23:42)

4- Não participo, porque Jesus não disse para formarmos grupos de 12, mas sim formarmos um corpo; quem disse isso foi César Castellanos, que também tem dito várias outras heresias tão brabas quanto sua tal " visão ". Portanto ensinamentos de homens. (I Tim. 6:3;5)

5- Não participo, porque não é a única visão de Deus para estes dias, o Senhor opera de várias maneiras diferentes. (I Pedro 4:10)

6- Não participo, por que não quero ficar dizendo: "O encontro é tremendo", mas digo: "DEUS É TREMENDO". ( não pude me conter, ALELUIA!!!!!!! )

7- Não participo, porque pescam em aquário (assim como tentaram comigo). (Atos 13:6;12)

8- Não participo, porque os que participam, além de fazerem juramentos de guardar segredo, sobre o que acontece lá (Tiago 5:12), desprezam e se acham superiores àqueles que não participam do encontro. Jesus condena todo tipo de sentimento faccioso!

9- Não participo, porque as maiores denominações evangélicas do Brasil e do mundo rejeitam a tal visão, tenho que imitar o que é bom. (II Jo 11)

10- Não participo, porque tive um encontro com Deus quando O aceitei como meu Senhor e Salvador. (Rm 10:9; Rm 10;13)11- Não participo porque estou esperando pelo verdadeiro encontro, o arrebatamento. (I Ts 4:17)

12- Não participo, porque (mesmo dizendo que não) usam de técnicas budistas, e ocultistas (como a lei do silêncio) não podendo (no encontro) se comunicar com ninguém. Temos que testemunhar para edificar a fé. (I Ts 2:8; At 1:8; Rm 1;14)

13- Não participo, porque usam também de psicologia e espiritismo, tais como regressão, e está escrito, as coisas velhas se passaram...(II Cor 5:17)

14- Não participo, porque tem escandalizado muita gente que participa. (Mt 24:10)

15- Não participo, porque usam de "lavagem cerebral", dizendo exaustivamente e alto som: "O encontro é tremendo"

16- Não participo, porque não sou curioso. (I Jo 2;16)

17- Não participo, porque sou muito bem alimentado na igreja da qual faço parte, e não posso deixar de me congregar nela. (Hb 10:25)

18- Não participo, porque sou submisso a meu pastor, e a DEUS (Hb 13:7;17), líder de célula despreparado, que lê apostila pronta não terá autoridade sobre mim.

19- Não participo, pois dizem que é para os não convertido, e eu já sou convertido. (Gl 2:20)

20- Não faço parte dessa visão, pois dizem que somos pecadores devido a pecados de nossos antepassados (Ez 18:20)

Fonte: www.leomarcasdecristo.blogspot.com

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Neobesteiras das Igrejas

O modelo de Igrejas em Células, conhecido por G-12 (Grupo de 12) ou Visão Celular, foi criado pelo pastor colombiano Cézar Castellanos Dominguez, da Missão Carismática Internacional (MCI), no ano de 1991. Após visitar à Igreja Central do Evangelho Pleno na Coréia, do pastor David Yonggi Cho, a maior do mundo, e que funciona com o sistema de células, o pastor colombiano deu início a formatação desse modelo para a sua igreja. A visão institui que a igreja deve ser subdividida em grupos que se reúnem nas casas (células), onde participam de estudos previamente estabelecidos num manual sob a coordenação de um líder, o qual obrigatoriamente deve ter feito o “encontro”. Assim que a célula atinge a meta de 24 membros, ocorre então a divisão, ou seja, são formadas duas células de 12 membros cada, e assim por sucessivamente. Para aqueles que adotam o G-12, a visão é uma estratégia para multiplicação em breve espaço de tempo, ou seja, rapidamente os templos se enchem e o número de membros triplica. O alvo da visão é ganhar, consolidar, discipular e enviar as pessoas, formatando-as no modelo dos 12.
O G12 é um governo que se multiplica através das gerações:Primeira geração: os 12;Segunda geração: os 144;Terceira geração: os 1.728;Quarta geração: os 20.736

Em agosto de 1998, o brasileiro Renê Terra Nova, da Igreja Batista da Restauração de Manaus, participou de um encontro em Bogotá, Colômbia, e, inspirado no trabalho do apóstolo Cézar Castellanos, fundou o Ministério Internacional da Restauração (MIR), do qual é presidente. No final de março de 2005, Terra Nova se desligou do G-12, quando rompeu com Castellanos e adotou para si e sua igreja uma nova nomenclatura – Visão Celular (Movimento Celular, M12).

O modelo dos 12 segue dividindo opiniões, gerando controvérsias, jogando pastores contra pastores e alimentando uma série de versões desencontradas. Há uma “aura mística” em torno do número 12 e uma forte ênfase no crescimento, e não no pastoreio.. preocupação apenas em multiplicação, como se o ministério pastoral tivesse metas de produtividade a atingir. Não há nada de errado em dividir a igreja em células. O que me preocupa são essas aberrações teológicas.

O movimento segue as tendências contemporâneas de interpretação, mais especificamente a subjetividade e relatividade na interpretação e aplicação dos textos bíblicos. De fato, tanto o Modelo como o Encontro parecem bíblicos, se considerarmos o volume de citações e alusões a textos bíblicos neles contidos.

Todavia o “Encontro” nada mais é do que uma forma de transicionar ou receber a visão. Naturalmente, os participantes e proponentes do modelo também afirmam que a sua base teológica é a inerrância das Escrituras, que são aceitas como regra de fé e prática. A diferença está em seus princípios de interpretação. Três princípios podem ser observados. O primeiro implica na ambigüidade do entendimento dos textos. Em outras palavras, os textos são tratados de forma relativa, podendo adquirir significados múltiplos. Não se trata de um sensus plenior da passagem, mas de diversos sentidos dados a uma mesma passagem, que é entendida, assim, de forma ambígua. Por exemplo, em Habacuque 2.2 a palavra visão é entendida de diferentes maneiras, significando ao mesmo tempo a visão recebida pelo profeta Habacuque, visões literais recebidas atualmente pelas pessoas, e visões não-literais, mas que implicam em um desejo ou uma forte convicção, frutos da capacidade de projetar o futuro. Estes dois últimos sentidos são usados e justificados pelo texto de Habacuque e outros. Portanto, não é simples entender o que significa adquirir a visão conforme propõe o movimento. Pode significar o entendimento correto da Escritura, bem como desenvolver a capacidade de buscar objetivos ainda não concretizados ou, finalmente, abraçar a visão recebida por César Castellanos.

O Encontro e suas fases não são só para os novos crentes, mas também para líderes que querem implantar a visão de células de multiplicação e de grupos de 12. Para essa visão é necessário uma grande disciplina, disposição e acima de tudo experiência com o Senhor Jesus.

O povo acaba assimilando a idéia e a colocação é a seguinte: que em três dias você resolve o problema todo da sua vida. O cristianismo não é para três dias ou três anos, é para a vida toda. As verdades bíblicas são aplicadas na vida, à medida que a pessoa vai entendendo e aplicando. Se isto não aconteceu, pode passar até 20 anos e nada vai mudar. Crescimento não acontece de uma hora para outra. É como uma criança, tem que passar por todas as fases. A visão do G12 é totalmente imediatista, mas a visão bíblica é progressiva.

Os participantes do encontro são crentes evangélicos desviados, na sua esmagadora maioria. Voltam, quase todos, dizendo que viram Deus, nasceram de novo e que agora são cristãos de verdade, entram na estatística do movimento como sendo novas almas conquistadas e exemplo de inferno saqueado.

Qual inferno foi saqueado se a maioria esmagadora dos encontristas eram membros das igrejas evangélicas? Como se pode ver, já são pessoas de igrejas, salvas, libertas, salvo exceção. Não foram pessoas resgatadas lá no mundo sem Deus. São pessoas da própria igreja ou de igrejas co-irmãs. Conheço isso de perto. Uma Igreja super tradicional com costumes enraizados, e, dentro de poucas semanas (eu disse poucas semanas) implanta tudo da visão e diz: à partir de hoje não sou mais Pastor de crentes, sou Pastor de discípulos. Vamos ganhar toda a cidade para Jesus e vai ser com a Visão Celular. Tudo que aprendemos até agora era arcaico e retrógrado.

O negócio agora são as multidões. Escola Dominical? Já era! Agora em seu lugar será Escola de Líderes. Cultos Domésticos? Já era! O negócio agora são células! Coral? É arcaico! O negócio agora é música gospel de qualidade! Todos são obrigados a ir ao Encontro. Quem não for é porque é desobediente e não passa de um religioso. Quem quiser ficar, à partir de agora, com esse novo modelo, amém! Quem não quiser é livre para tomar sua decisão! RESULTADO? Todos já sabemos. Depois de algum tempo volta o Pastor ferido, machucado, Igreja dividida, membros escassos, e a cúpula principal da Igreja??? Humm!!! Essa cai arrebentando! De quem é a culpa? DO TAL DO G12! O PROBLEMA SÃO OS HOMENS E NÃO O MODELO.

Encontros: o Encontro torna-se um equívoco quando as pessoas colocam nele suas esperanças de que verão Deus face a face.
Não preciso ir ao encontro para analisar o que é certo ou errado. Se vou a um lugar onde Deus haverá de manifestar-se, isto gera uma visão pagã sobre Ele, gera idolatria e uma falsa teologia. Creio em um Deus que não brinca de esconde-esconde e que não se revela através de segredos esotéricos. Ele se manifesta integralmente e totalmente a cada um de nós. Não marca encontro em algum lugar, mas se revela onde nós estamos.

Células: célula passou a ser a única forma de uma igreja trabalhar e crescer. Alias o Espírito Santo passou a ser secundário , pois criam-se se células e estabelecem alvos numéricos de crescimento, quem converte é o método. Lamentável. Outra anomalia é a oferta na célula contrariando a palavra que diz:

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céue não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.” Ml 3:10

Preparação dos líderes: Incutem uma paixão cega por uma visão, acreditando que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. E movido por essa paixão procura persuadir cada pessoa a ser um líder, com a idéia de que a mesma tem um “chamado” pra ganhar uma cidade, uma multidão. Separar um líder é mais do que tornar alguém apto para cuidar de uma célula, é mais do que uma questão de conhecimento teológico, ser líder é atender ao chamado de Deus e negar a si mesmo!

Nem todos recebem de Deus este chamado, nem todos estão preparados. Na realidade os “discípulos” não são apenas preparados para pregar a Cristo, mais são treinados principalmente para divulgar a “visão” da igreja, é como o treinamento de vendedores de um produto, desconsiderando um dito popular: “A pressa é inimiga da perfeição!”. Algumas visões estão impregnadas de costumes e práticas anti-bíblicas visando um crescimento rápido, embora este crescimento seja doentio.

Geralmente o líder de células possui pouco conhecimento teológico. Uma igreja em células exige um rigoroso planejamento de forma a ser muito bem elaborado, com muito acompanhamento, muito controle, muito critério, do contrário o fracasso será inevitável. Se os líderes não forem bem instruídos, bem acompanhados, bem discipulados, nada feito. Qualquer pessoa é líder, desde que participe dos encontros e da escola de líderes e, claro, permaneça fiel à visão. O chamado de Deus para o ministério é desprezado. É como se ignorassem a escolha de Deus.

Nas células não há liberdade de pregação livre, pelo fato de o líder estar obrigado a usar o formato da visão, que está no manual. Percebe-se o quão perigoso é este negócio de transformar pessoas em líderes! Em menos de dois meses uma pessoa está apta para “abrir” uma célula, sendo que este tempo pode ser reduzido se o mesmo fizer um intensivão. É um absurdo, pois um novo convertido não vai ter experiência para ministrar uma célula, lidar com vidas.

Esse tipo de líder começa com pouco conhecimento da Palavra de Deus e termina num profundo analfabetismo bíblico tendo em vista que após ter um crescimento “explosivo” pouco tempo terá para se dedicar ao estudo da Palavra e sim se aperfeiçoar na visão. A visão acaba por jogar as pessoas no fogo! Com informações precárias, eles ensinam o básico do básico e depois te obrigam a abrir uma célula cobrando toda hora o crescimento: a célula tem que romper! Ela tem que crescer, tem que multiplicar senão torna-se uma célula doente.
Veja o exemplo dos discípulos de Jesus, estes tiveram o privilégio de passar 3 anos num curso intensivo de Teologia Prática e Experimental.

Vitimas alvos da visão: as vítimas são geralmente aquelas com problemas de auto-estima. Quando dão início a subida da escada do êxito começam a sentir-se importantes. Afinal passam a pregar numa célula em curto espaço de tempo tornando-se líderes, sendo honrados por seus seguidores.

O alvo é a formação de líderes todavia a bíblia diz que o Corpo de Cristo é formado por uma grande diversidade de dons, sendo assim todos tem de ser líder de célula?? Há uma supervalorização dos líderes, onde se tem a impressão de que se você não é líder é um crente inferior e até inútil. Aqueles que por alguma razão não desejarem ser líderes serão fatalmente excluídos tendo em vista que muitas programações são feitas apenas para líderes. Isto tudo é totalmente anti-bíblico. Cabe lembrar que o foco maior está nos incrédulos, ou seja, naqueles que jamais se converteram. Temem a membralizar crentes desviados de outras igrejas, pois estes ao “entrarem de coração na visão” tendem a dar início aos questionamentos. O modelo perfeito é o do crente formatado na visão.

Metas: A igreja tem adquirido uma mentalidade empresarial e organizacional onde todos precisam gerar resultados, caso contrário tornam-se insubstituíveis. Precisam trabalhar e atingir metas mesmo que estejam exaustos espiritualmente. E os líderes que deveriam ser alicerces e ajudadores, tornaram-se muitas vezes arbitrários e desalmados porque não conseguem ver as necessidades das pessoas, apenas vêm as metas e alvos.

Alguns parecem tratores: passam por cima de pessoas para atingir metas. Ao mesmo tempo essas pessoas que fazem parte da igreja tornam-se individualistas e competem entre si para mostrar seus resultados para o "líder" e provar que são melhores e merecedoras de uma "promoção".

Alguns chegam ao ponto de difamarem seus "concorrentes" para tirá-los da jogada. Não importa se seremos reconhecidos por isso. É preferível ser o samaritano que curou o corpo de um homem mutilado com azeite e vinho e pagou o preço por isso e que ninguém saberá o nome, a ser o conhecido "fulano de tal" que faz barulho e não tem frutos.

As “metas” estabelecidas pelos líderes têm transformado os crentes, em verdadeiros gladiadores, que cometem atrocidades para “crescerem” sem chegarem aos ideais prometidos por eles. As técnicas modernas de crescimento instantâneo se proliferam nas igrejas, cada uma com uma proposta e com um argumento, aparentemente, mais convincente que o outro. Para isto, utilizam-se de todos os meios disponíveis para que seus objetivos pessoais ou organizacionais sejam alcançados.

Brigas e Rompimentos: Em março de 2005, Castellanos revelou aos seus seguidores que, a partir daquele momento, ia querer receber um determinado valor das igrejas que usassem a marca G-12. Por isso é comum hoje encontrarmos igrejas que não mais usam o termo G-12, mas continuam aplicando os mesmos ensinamentos, ou melhor, distorções doutrinárias aprendidas enquanto seguiam o colombiano. Hoje, é natural ouvir falar em M12, Visão Celular, Igreja em Células, que se utilizam dos mesmos ensinamentos originais do G-12.

No final de março de 2005, o então Apóstolo René Terra Nova que era um dos doze do pastor colombiano Cesar Castelhano, saiu da sua cobertura por motivo de poder, desligou do G-12, e adotou para si e sua igreja uma nova nomenclatura – Visão Celular (Movimento Celular, M12). Ele pediu para as igrejas jogarem fora todas as apostilas e livros do pastor Cesar Castelhanos. Lançou o Resgatão, ou seja, um tipo de encontro onde resgata tudo aquilo que o inimigo tomou, inclusive resgatar do G12 para o M12. Acreditem, agora o G12 é seu inimigo, palavra do próprio apostolo quando do Resgatão no Japão.

No Brasil, outras duas lideranças significativas, o bispo Robson Rodovalho, fundador da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, e a apóstola Valnice Milhomens, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, também abraçaram a visão celular.

Visão que aliena: as pessoas envolvidas com a visão são alienadas, deixam de cuidar de suas vidas, deixam de conhecer a palavra de Deus na sua essência e vivem apenas das pregações e doutrinas dos líderes, em razão de viverem em função de uma agenda lotada de compromissos e reuniões.

É comum não terem tempo pra assistir jornais e ver TV. Algumas pessoas tomam conhecimento de notícias apenas meses depois. Exercer um mínimo de razão é condição fundamental para libertação do homem das amarras que o prendem, sobretudo da dominação e tirania religiosa. É pela razão que o homem se liberta do mundo dos medos, das superstições, das punições, conduzindo-se ao domínio de si.

Depoimentos de vitimas da visão celular:

“Em 2000 comecei a frequentar uma igreja bem conceituada em minha cidade. A igreja crescia, e estava com 150 membros. Respeitável número para uma obra que tinha apenas 3 anos. Após a adoção do G12 apenas 23 membros restaram. Não faço parte dos 23 que ficaram por motivos óbvios, e o mais triste é que boa parte dos que saíram nunca mais buscaram outra igreja. Tais pessoas eram, em sua maioria, novatos na Fé , sem nenhuma referência anterior de como deve proceder uma igreja protestante. me perdoe mas vou falar a real : O G12 é uma fábrica de fanáticos e isso os líderes do terror islâmico já fazem com competência. Portanto não precisamos do G12. Obediência cega ao pastor ??? - Não, obrigado. Cansei de ver abusos emocionais e até famílias destruídas por causa dos métodos do G12, que não têm nada de espiritual e sim de condicionamento emocional proporcionado pelos "encontros", que aliás foi uma das experiências mais tristes que já tive na vida.

Vi uma igreja desmoronar por conta das "confissões de pecados" que os pobres membros faziam aos seus líderes. Os líderes ouviam as confissões e saíam por aí contando tudo o que ouviam. Por Deus, a Igreja de Cristo não pode se transformar em um covil de fofoqueiros !!! - As pessoas que foram "confessar" o fizeram inocentemente e com o coração aberto. Imagine qual foi a decepção destas pessoas ao serem vítimas dos amados "pastores". Aliás, isso não aconteceu apenas na igreja que citei.

“Estou destruída por causa dessa visão... não sei nem mais em quê acreditar... Estou me sentindo enganada, usada... Fui da igreja XXX... hoje já não me considero mais, apesar dos líderes me ligarem direto... era 12 direto de pastor... eu obedecia, fiz o que pude e o que não pude, mas pra eles nunca estavam bom... sempre queriam mais... tinha metas pra levar para igreja... teve até um congresso em que minha meta era levar 10 pessoas, como levei 9 tive que pagar a uma que não levei... nos encontros tinha metas também... se não batesse a meta, pagava!PAGAVA... PAGAVA... PAGAVA...Minha vida, minha conta bancária, minha família está destruída...”

“O G12 foi criado para formar cabos eleitorais localizados, para angariar de votos para representantes da igreja ou pessoas que vão receber o apoio da igreja. A visão do G12 é completamente política e eleitoreira, foi criado para isso”.