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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Primeira Igreja Batista (PIB) de Niterói é intimada pela prefeitura a retirar de seu templo uma faixa que anunciava oração pela cidade

A Primeira Igreja Batista (PIB) de Niterói foi intimada pela prefeitura da cidade por causa de uma faixa com os dizeres “Niterói Estamos Orando Por Você”, que havia sido instalada pela congregação em sua propriedade.

A notícia foi publicada pelo pastor Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança – situada também em Niterói –, em seu blog. “É inacreditável, mas a Prefeitura de Niterói  ultrapassou os limites do bom senso”, escreveu o pastor, ao lado da imagem da intimação feita pela administração municipal.

“A Prefeitura de Niterói intimou a Igreja a retirar a faixa! Confesso que a atitude da PIB de Niterói foi uma atitude louvável. Nossos irmãos estavam rogando a Deus pela paz da cidade que vive debaixo de uma violência sem precedentes, todavia, para a prefeitura, a oração dos nossos irmãos não é bem vista e nem bem vinda!”, criticou Vargens, expressando a indignação com a situação.

O imbróglio envolve uma lei que regula a publicidade na cidade. Segundo leitores do blog de Renato Vargens, o artigo 295 da lei 2624/2008 expressa claramente que a instalação de faixas depende de autorização da prefeitura, “ainda que em território privado”, segundo o pastor.

Dois advogados comentaram o caso e demonstraram discordâncias dos termos da lei: “No Brasil e em qualquer outro pais democrático nenhum direito é absoluto, assim o direito de propriedade também não o é, e é regulado [...] No entanto o caso específico não se enquadra na Lei que fundamentou a atuação, assim acho que foi abusiva a conduta da prefeitura. Não conheço a situação política mas creio que deve ter havido algum tipo de retaliação, pode ser que haja realmente um histórico, mas ainda que seja retaliação política e a faixa tenha sido uma provocação, a igreja estava no uso de seu direito constitucional, embora creia que à luz das Escrituras não seja correto instrumentalizar a igreja para isso. Mas aí já seriam suposições, o que parece concreto e analisando só do ponto de vista laico é que mandaram tirar uma faixa sem base legal para isso, então foi abusivo”, escreveu o advogado Alexandre Demidoff no Facebook.

Já o advogado Victor Corradi chamou a atenção para o fato de que pode ter havido interpretação propositalmente equivocada para usar a lei a serviço de interesses desconhecidos e particulares: “Além de ser uma lei absurda, digna se repúdio, a intimação foge ao escopo da lei, de regular anúncios e engenhos publicitários. Não há qualquer fundamento publicitário na faixa. Aliás, o direito de colocar a faixa decorre da liberdade de culto, garantida por norma constitucional. Precisaríamos de autorização da prefeitura para colocar faixas de anúncio de ministérios, campanhas de arrecadação, etc? Estamos para servir o Estado ou o Estado está para servir-nos? A aplicação desarrazoada do artigo para fundamentar a intimação só pode ser usada com propósitos totalitários”, pontuou.

As duas opiniões acima foram publicadas pelos advogados no Facebook e o pastor Renato Vargens as reproduziu em seu blog, assim como o comunicado emitido por um político local: “O vereador pastor Ronaldo [Oliveira] em seção plenária, aparteou o vereador Henrique Vieira sobre a notificação de retirada da faixa que a Primeira Igreja Batista de Niterói recebeu da Prefeitura de Niterói. Assim que soube do caso, o vereador entrou em contato com a diretoria de ordem pública da Cidade, e a mesma informou que iria revogar! Após a intervenção do vereador, a PIB de Niterói foi autorizada a recolocar a faixa”.

Por fim, o pastor Renato Vargens afirmou que não acredita que seja um caso de perseguição: “Quero ressaltar que não acredito que a Igreja tenha sofrido perseguição. O que acho é que o Estado não tem que se intrometer numa propriedade privada. A faixa estava intramuros, o que na minha opinião, legitima o uso dela”, disse o pastor.



Fonte: Gospel+
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300 mil exemplares da Bíblia entrarão no Irã secretamente

300 mil exemplares da Bíblia numa nova tradução para farsi entrarão secretamente no Irã. Isso foi anunciado pelos editores da nova edição da Bíblia na apresentação do livro em Londres, informa The Times.

Planeia-se que 300 mil exemplares do livro entrarão no Irã durante três anos.

O clero muçulmano iraniano manifesta-se contra a difusão da Bíblia e persegue quem faz isso. O transporte para o país de algumas cópias da Bíblia pode levar à prisão.

Ao mesmo tempo, os grupos missionários cristãos que trabalham no país declaram que a comunidade cristã no Irã é a que mais cresce no mundo. Segundo dados dos missionários, atualmente, ela conta com cerca de 400 mil pessoas e aumenta 20% ao ano.




Fonte: Voz da Rússia
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

'Converta-se ou morra', diz ultimato de extremistas islâmicos a milhares de cristãos no Iraque

Muitos cristãos estão sendo ameaçados e obrigados a fugir, ao norte do Iraque

Milhares de cristãos do norte do Iraque, incluindo comunidades que viveram por quase 2 mil anos na região, estão fugindo após o ultimato do grupo militante EIIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) na semana passada: “Se converta ao Islã, pague o imposto, ou seja morto por sua fé”.

"Em minha opinião esta é uma situação muito grave. Nenhum líder ocidental está se movendo para impedir uma tragédia, mas eles oferecem apenas palavras vazias e nenhuma ação", afirmou Dr. Munir S. Kakish, Presidente do Conselho de Igrejas Evangélicas locais da Terra Santa, ao The Christian Post em um e-mail no último domingo (29). "EIIL deve ser interrompido antes que eles erradiquem os cristãos de outras áreas".

A edição online do jornal The Independent observou que o grupo EIIL, que assumiu o controle da cidade de Mosul e grande parte da região ao redor, deu aos cristãos até o meio-dia do último sábado (28) para cumprir o ultimato. Os militantes têm declarado o estabelecimento de um "Estado Islâmico" no território do Iraque e da Síria, onde também tem atuado.

"Oferecemos-lhes três opções: o Islã; o contrato conhecido como “dhimma”, que permite o direito de residência desde que ocorra o pagamento da jizya, taxa cobrada aos não-muçulmanos; e, se eles se recusarem isso eles não vão ter nada, além da espada", relata a declaração do ISIS lida nas mesquitas de Mosul, conforme relato da BBC News.

Um número de líderes cristãos e grupos de vigilância de perseguição fizeram várias convocações à comunidade internacional para fazer todo o possível para ajudar a proteger os cristãos do Iraque. Muitos já estariam fugindo para a região autônoma do Curdistão, que em sua maior parte conseguiu proteger suas fronteiras e escapar de ataques dos militantes.

"As famílias cristãs estão a caminho para Dohuk e Erbil”, disse o Patriarca Louis Sako à agência de notícias AFP.

"Pela primeira vez na história do Iraque, Mosul está agora sem cristãos", disse ele.

O patriarca acrescentou que os islâmicos têm sido vistos marcando casas de cristãos com a letra "N" para "Nassarah", um termo usado para os cristãos no Alcorão.

Louis Sako estima que mais de 60 mil cristãos viviam em Mosul, antes de 2003 e das operações lideradas pelos Estados Unidos contra o ditador Saddam Hussein. Em junho de 2014, esse número caiu para 35 mil, enquanto outros 10 mil fugiram após os ataques iniciais do ISIS.

Igrejas em Mosul tem sido atacadas e saqueadas, disse o arcebispo caldeu Nona ao Human Rights Watch.

"Cada carro levava três homens armados, a maioria deles com máscaras. Eles arrombaram as portas e pegaram pequenas estátuas de dentro da propriedade, levaram para fora e as quebraram. Eles assumiram o controle das instalações e colocaram suas bandeiras negras no telhado e na entrada", disse Nona sobre um ataque à sua arquidiocese.

Eles disseram aos “vizinhos” que “esta é a nossa propriedade agora, não a toquem”.

O Iraque poderá em breve ser dividido em três regiões distintas como uma resposta aos ataques do EIIL, previu um funcionário do governo curdo recentemente.

"Bagdá parece estar nos levando para aquela direção, e estamos mais perto do que nunca", observou Karim Sanjari, ministro do Interior para a região curda, de acordo com grupo de auxílio cristão “World Compassion Terry Law Ministries”.

Jason Law, vice-presidente de Operações da World Compassion, disse ao CP que a possibilidade do Iraque ser dividido em estados xiitas, sunitas e curdos estados é bastante real.

"Em minha opinião, acho que é a única solução. Entre as pessoas com quem tenho falado, parece ser um tipo de consenso. Todo mundo acredita que esta é a única solução", continuou Law.

"Eu acho que essa é a resposta, e eu acho que nós estamos vendo essas linhas sendo traçadas agora. É lamentável que estejam usando guerra para fazer isso, mas eu acredito que essa é a solução".





Fonte: The Christian Post
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domingo, 7 de setembro de 2014

Missionários são presos na China e podem pegar pena de morte

Casal canadense fazia trabalho missionário com foco na Coreia do Norte

Esta semana, um casal foi preso na China, acusado de roubar “segredos de segurança nacional”. Essa poderia ser apenas mais uma história dentro do tumultuado cenário político chinês, onde o governo faz terrorismo com a população o tempo todo. O detalhe é que Pequim vem aumentando a repressão nos últimos meses contra as igrejas cristãs em todo o país.

Na terça-feira, as autoridades detiveram o casal de canadenses Kevin Garratt (54) e Julia Dawn (53) Garratt. Embora o governo diga que eles “são suspeitos de reunirem e roubarem material secreto sobre, entre outras coisas, os objetivos militares chineses e importantes projetos de investigação no âmbito da defesa nacional”, na verdade os dois são missionários evangélicos.

A família Garratt mora na China desde 1984, e desde 2008 mantinham uma cafeteria em Dandong, na fronteira com a Coreia do Norte. Da cidade de Dandong partem muitas excursões organizadas para a Coreia do Norte e acaba sendo o local por onde entram os refugiados norte-coreanos. Por isso o casal a escolheu para abrir um centro cristão e um local para treinar outros missionários com foco na Coreia do Norte.

Segundo o Código Penal chinês, a pena prevista por espionagem é no mínimo dez anos de prisão e em alguns casos, o acusado pode ser condenado a morte. O primeiro-ministro canadense, Steven Harper, já anunciou que vai à China, mas o governo chinês não tem divulgado detalhes sobre a prisão e o processo. Os missionários estão incomunicáveis até o momento.

Simeon Garratt (27), filho do casal detido, afirma que não consegue entender por que seus pais foram presos depois de trabalhar por três décadas no país. “É uma história absurdamente louca. Não faz sentido para mim.” Ele conta que não era segredo na cidade que seus pais eram cristãos e na cafeteria Peter´s Coffe Shop, música cristã era tocada continuamente.

Com a divulgação da prisão, a imprensa revelou a gravação de material usado pelos missionários para divulgar nas igrejas canadenses o seu trabalho na China. “Temos nossa base na China e nosso foco na Coreia do Norte, mas estamos centrados em Jesus”, disse Kevin numa mensagem divulgada recentemente.

Ele contou aos membros da igreja que tinham Bíblias disponíveis na cafeteria e mostrou um poster colocado no local que dizia: “Deixe sua fé ser maior que o seu medo”. Revelou também que eles recebiam no local norte-coreanos que fugiam do país vizinho e muitos se converteram em Dandong, aceitando voltar para seu país e atuar como missionários.

Kevin contou ainda para os presentes no culto que era preciso orar mais pela pregação do evangelho na Coreia do Norte, o lugar mais fechado da Terra para o evangelho.

A agência de Notícias chinesa Xinhua afirmou que o departamento de segurança da China está “investigando o caso”, mas em nenhum momento faz menções às atividades religiosas dos Garratt. Também não se sabe se a prisão dos canadenses foi a pedido do governo norte-coreano. A China é praticamente o único parceiro comercial da Coreia do Norte e o grande apoiador do regime, que persegue cristãos. 





Fonte: Gospel Prime com informações de Daily Mail
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terça-feira, 29 de julho de 2014

Conselho Regional de Psicologia arquiva processo semelhante ao que levou à cassação do registro de Marisa Lobo

Em uma audiência realizada no dia 16/05, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), decidiu pela cassação do registro profissional da psicóloga Marisa Lobo, devido a um procedimento disciplinar iniciado contra ela em 2011. Porém, a psicóloga recebeu recentemente uma notificação do CRP sobre o arquivamento de outro processo idêntico ao que levou à sua cassação.

Ao comentar essa nova notificação, Marisa destacou que ter sido absolvida em um processo idêntico àquele em que foi condenada expõe uma contradição do próprio CRP e comprovou a perseguição religiosa que tem sofrido, como profissional cristã.

- Esta é a confirmação da perseguição religiosa do Conselho contra mim e da influência movimento LGBTT. Isto tudo faz parte desta ditadura / ideologia política de gênero, desta desconstrução do nosso povo, da nossa fé. Não vamos nos calar! Vamos usar a arma que temos: o nosso direito constitucional e a e nossa fé. Esta ditadura jamais terá êxito a afirmou a psicóloga, ao falar sobre o processo que foi arquivado, que teve início em 2013.

Após a decisão pela cassação de seu registro, Marisa Lobo esteve na Assembleia Legislativa do Paraná para solicitar uma audiência sobre perseguição religiosa. As acusações contra ele incluem desde proselitismo religioso até mesmo atitudes que configurariam homofobia, como a tentativa de “curar homossexuais” por meio de estudos psicológicos.

Política e perseguição religiosa

Em uma entrevista concedida recentemente ao Portal Comunicare, Marisa Lobo comentou sobre a cassação de seu registro profissional e também sobre política e perseguição religiosa. Falando diretamente sobre as causas da cassação, ela ressaltou a defesa por sua liberdade de expressão e destacou que não se arrepende de ter colocado em risco o seu registro de psicóloga por declarar sua fé.
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- Eu tenho as minhas opiniões, a minha liberdade de expressão, a minha opinião. Eu vivo em um país democrático de direito. Eu não vou ceder a ditadores, a grupos minoritários. Eu faço o que acredito que seja correto. Tenho um ideal. Vou continuar fazendo isso ainda que custe o meu diploma. Se eu recuasse, iria negar o Deus a quem eu sirvo – afirmou.

Assista na íntegra a entrevista da psicóloga ao Portal Comunicare






Fonte: Gospel+
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Distribuição de Bíblias cresce onde há perseguição a cristãos

A perseguição a cristãos não diminui a distribuição de Bíblias. É o que mostram algumas estatísticas da Sociedade Bíblica Internacional (USB - United Bible Societies), instituição presente em mais de 200 países. Segundo a USB, o crescimento na distribuição de Bíblias foi, no geral, 6% maior nos países que sofrem perseguição se comparados aos países com liberdade religiosa. 

Na Síria, por exemplo, foram distribuídas 19 mil Bíblias em 2012 e 163.105 em 2013: um crescimento de 758% em um ano. No Iraque o crescimento foi de 132% comparado a 2012, com 66 mil Bíblias distribuídas. Laos foi outro país com um crescimento substancial de 159%, com 21 mil Bíblias distribuídas. Outros países constam na lista de grande crescimento como: Egito, Nigéria, Irã; Arábia Saudita, etc.

Segundo o ranking 2014 de países mais opressores ao Cristianismo da Missão Portas Abertas, saiba a posição dos países citados: Síria (3º), Iraque (4º), Laos (21º), Egito (22º), Nigéria (14º), Irã (9º), Arábia Saudita (6º).

“A perseguição não tem intimidado nossos irmãos em buscar refúgio na Palavra de Deus. Glórias sejam dadas ao Autor dessa Palavra transformadora”, diz o missionário O.F., que trabalha no Oriente Médio.



Fonte: Revista Ultimato
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Coreia do Norte prende missionário australiano de 75 anos por distribuir folhetos evangelísticos

Missionário tinha folhetos religiosos escritos em coreano, diz jornal.
Austrália não tem representação em Pyongyang.

Um missionário australiano de 75 anos foi detido na Coreia do Norte acusado de ter distribuído literatura religiosa, informa o jornal australiano "Adelaide Advertiser".

O serviço de segurança pública de Pyongyang, a capital norte-coreana, prendeu no domingo (16) John Short, que havia desembarcado um dia antes no país com um grupo, informou sua esposa esposa ao jornal da casa da família em Hong Kong.

"Somos cristãos e estamos aqui (na Ásia) há 40 anos", disse Karen Short.

"Ele é um homem corajoso. A Coreia do Norte é muito diferente, este é o motivo pelo qual seu coração o levou até lá", completou. "Peço a todos que rezem por ele".

O missionário está sendo interrogado em Pyongyang sobre folhetos religiosos em coreano que supostamente transportava.

O ministério das Relações Exteriores australiano afirma ter sido informado sobre o caso de Short.

A Austrália, como a maioria dos países ocidentais, não tem presença diplomática na Coreia do Norte e seus interesses no país são representados pela Suécia.

"Estamos em contato estreito com os funcionários suecos em Pyongyang para garantir que ele está bem e obter mais informações", disse um porta-voz do ministério.




Fonte: G1
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No Uzbequistão, crianças cristãs sofrem perseguição nas escolas

15º colocado na Classificação da Perseguição Religiosa, no Uzbequistão, os cristãos têm suas casas invadidas e materiais que falam sobre Deus são confiscados. Muitos líderes são interrogados e agredidos pela polícia. Com as crianças não é diferente; ainda assim, a Igreja continua a crescer

O governo uzbeque anunciou que este é o “ano das crianças”. Na manhã da última terça-feira (18), a Portas Abertas foi informada que, em várias cidades do país, a polícia tem invadido as escolas durante as aulas e conferido os celulares das crianças e adolescentes. 

Caso seja descoberto que alguém carrega uma Bíblia em seu aparelho eletrônico, o celular é confiscado e os oficiais telefonam para os pais da criança avisando que eles precisam comparecer na escola com urgência. 

Assim, na frente de todos os demais estudantes, é anunciado que aquele aluno pertence a uma seita religiosa extremamente perigosa. 

Em comparação, se os policiais encontrarem conteúdo adulto nos celulares das crianças, eles permitem que ela mantenha isso e nada é feito para puni-la. 

Ore por essa situação, para que, mesmo diante dessas circunstâncias, as crianças mantenham firme a sua fé em Jesus e não deixem de ler a Palavra do Senhor por medo da perseguição. 




Fonte: Portas Abertas
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cristãos enfrentam extinção no Oriente Médio

A oficial britânica Warsi disse que a situação é sombria para muitas minorias religiosas, mas, especialmente, para os cristãos. Segundo ela, a perseguição aos cristãos tornou-se uma crise global e, a solução é que os políticos de países com uma minoria cristã falem contra esta discriminação

A ministra das relações exteriores do Reino Unido advertiu que, em algumas partes do mundo, os cristãos correm risco de extinção por conta da violência dirigida contra eles. Em seu discurso na Universidade de Georgetown, em Washington, Warsi disse à BBC que a perseguição aos cristãos tornou-se uma crise global.

"Estou preocupada, assim como outros membros da sociedade, com a significativa quantidade de correspondência que recebemos alertando que o berço do cristianismo - partes do mundo onde o cristianismo se propagou primeiro - está vendo uma grande parte da comunidade cristã indo embora e os que restam sendo perseguidos", disse ela.

"Há enormes vantagens em se ter sociedades pluralistas – tudo, desde a economia à maneira pela qual as pessoas se desenvolvem educacionalmente – e, portanto, todos nós queremos ter certeza de que as comunidades cristãs continuem se sentindo parte desta sociedade e não sendo perseguidas nos lugares onde a religião nasceu."

"É [particularmente ruim para os cristãos]", disse ela. "Um em cada dez cristãos vive em situação de minoria e, um grande número de pessoas que vive em situação de minoria em todo o mundo é perseguido. Eles estão sendo vistos como os recém-chegados, estão sendo tratados como 'o outro' dentro dessa sociedade, apesar de estarem ali por muitos e muitos séculos", afirmou.

"Eu tenho responsabilidade com relação ao Paquistão", disse ela. "Uma das coisas que temos feito é conversar francamente com o primeiro-ministro, com o ministro das relações exteriores e com o ministro responsável pelos assuntos religiosos, dizendo que os políticos têm o dever de se posicionar quando este tipo de perseguição acontece e estabelecer os padrões que eles esperam que a sociedade siga."

Warsi continuou: "Os políticos precisam definir um padrão. Uma pesquisa interessante, divulgada nos EUA, relatou que a maneira como uma comunidade é tratada depois de um incidente – especialmente quando uma comunidade minoritária é tratada depois de um incidente extremista – depende muito do tom que os políticos definem. E, portanto, os políticos têm a responsabilidade de definir o tom. Eles têm a responsabilidade de estabelecer os parâmetros legais do que será ou não tolerado. É uma tragédia o fato de 83% dos países não respeitarem suas próprias constituições, nas quais a liberdade de religião é definida como protegida."

A ministra também exortou os políticos a manterem sua palavra garantindo que suas constituições nacionais sejam cumpridas e que as leis internacionais de direitos humanos sejam seguidas. "Há muito mais a fazer", disse ela. "Há um consenso internacional na forma de uma resolução do conselho de direitos humanos sobre o tratamento das minorias e a tolerância para com outras religiões, mas nós precisamos construir uma vontade política por trás disso."

"Temos artigos internacionais amplamente traduzidos sobre a liberdade de religião, mas eles não estão implementados, portanto, não se trata apenas de existirem leis, e sim da vontade política para implementar tais leis", conclui.



Tradução: Cláudia Veloso no Portas Abertas
Fonte: World Watch Monitor
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Coreia do Norte executou 80 pessoas por verem filmes ou lerem a Bíblia, diz imprensa sul-coreana

Kim Jong Un com membros da sua guarda militar numa fotografia sem data disponibilizada em Outubro pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte

A notícia da execução pública de 80 pessoas na Coreia do Norte neste mês foi dada por uma única fonte, anônima, a vários jornais da Coreia do Sul, mas rapidamente se espalhou na imprensa internacional.

Segundo jornais de Seoul, como o JoongAng Ilbo, um dos maiores e mais influentes do país, as 80 pessoas, algumas consideradas culpadas de atos delituosos para o regime de Pyongyang, como ver vídeos de entretenimento sul-coreanos ou estar em posse de uma Bíblia, foram executadas em público em sete cidades, perante o olhar de milhares de pessoas onde se incluíam crianças, forçadas a assistir. Numa das cidades, as autoridades juntaram dez mil pessoas para assistir. Algumas das vítimas tinham sido acusadas de disseminar pornografia.

A confirmarem-se, estas execuções, realizadas numa ação coordenada no mesmo dia, terião constituído o ato mais brutal do regime desde que Kim Jong Un chegou ao poder depois da morte do pai Kim Jong Il, em 2011.

Familiares e amigos das vítimas terião depois sido enviados para centros de detenção, para impedir que a informação das mortes fosse divulgada. “Relatos de execuções públicas teriam certamente um efeito muito negativo nas pessoas”, disse ao jornal inglês Daily Telegraph Daniel Pinkston, analista do instituto de investigação International Crisis Group em Seoul.

A notícia nos jornais sul-coreanos tem uma única fonte e esta coincide com os rumores de mortes em sete cidades na informação dada por uma agência de notícias de dissidentes da Coreia do Norte.

Testemunhos publicados na imprensa descrevem um caso, no Estádio de Shinpoong, na província de Kanwon, em que oito pessoas foram alinhadas com fardos colocados por cima da cabeça enquanto soldados disparavam de forma ininterrupta. “Ouvi relatos de residentes que dizem ter visto os cadáveres [dos executados] de tal maneira perfurados pelas balas que depois foi impossível identificá-los”, disse a fonte citada também em jornais como o Los Angeles Times ou o Daily Telegraph.

As execuções terão ocorrido em cidades onde o líder norte-coreano estará a tentar intimidar trabalhadores que desafiam as regras do regime, considera o LA Times. O Daily Telegraph refere a tentativa do regime em esmagar qualquer suspeita de descontentamento popular e cita um relatório do think tank Rand Corporation em como Kim Jong Un terá sobrevivido a uma tentativa de assassínio em 2012, o que, desde então, motivou um reforço substancial da sua guarda.




Fonte: Publico
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Líder de jovens é morto em ataque à igreja na Tanzânia

Outro líder cristão do norte do país foi morto e dois membros da igreja ficaram gravemente feridos em ataque ocorrido no dia 22 de outubro. Um líder cristão local afirmou: "Não acho que isso seja roubo porque nada sumiu, até dinheiro foi deixado para trás"

Eles foram agredidos com facões por homens desconhecidos. Os agressores chegaram cerca de uma hora da manhã, enquanto o Centro de Adoração Cristã Gilgal (pentecostal) realizava um culto noturno. O motivo do ataque não está claro.

O incidente ocorreu em uma área conhecida como bairro de Pasiansi, em Ilemela, província de Mwanza, às margens do Lago Victoria, que é dividido entre Uganda e Quênia. O homem morto foi identificado como Elias Lunyamila Meshack, um líder de jovens de 35 anos. Os membros da Igreja Gilgal descreveram-no como uma boa pessoa e disseram que sua morte causou grande tristeza.

O cristão Elias Msakuzi sofreu cortes na cabeça, mas já recebeu alta do hospital. O comandante da polícia regional de Msakuzi Mwanza, Earnest Mangu, disse que outro membro da igreja, Tumsifu Pungu, estava em condição crítica, mas acredita-se que esteja se recuperando.

Falando sobre o incidente, o líder do Centro de Adoração Cristã Gilgal, bispo Eliabu Sentozi, disse que não havia evidência de roubo porque os agressores não levaram nada. Ele pediu à polícia que investigasse rápida e cuidadosamente o incidente, uma vez que, outros como esse já haviam acontecido.

O chefe de polícia confirmou a ocorrência do incidente e pediu aos membros da igreja e ao público que aguardassem as investigações. O caso é o mais recente em uma série de ataques a igrejas e pastores por toda a África Oriental; no Quênia, por exemplo, dois pastores foram mortos no mesmo dia.

Em maio deste ano, oito pessoas (quatro sauditas e quatro tanzanianas) foram presas com ligações ao ataque à bomba à nova Igreja Católica Romana, no norte da cidade de Arusha, na Tanzânia. Elas foram detidas quando atravessavam a fronteira para o Quênia.

Outros dois pastores foram atacados na Tanzânia no início deste ano. Um grupo grande de jovens radicais muçulmanos atacou o lar do pastor Robert Ngai, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na cidade de Geita, também no nordeste do país. O pastor sofreu cortes graves em suas mãos e braços quando levantou os braços para proteger sua cabeça dos golpes, tendo de ser transferido com urgência para um hospital para tratamento especializado.

Na cidade de Buseresere, menos de 80 quilômetros de Geita, o pastor Mathayo Kachili foi morto por radicais islâmicos em junho. Relatos indicam que, duas noites antes do ataque ao pastor Ngai, um grupo de agressores visitou o lar do pastor Daudi Nzumbi, também em Geita. Ele lidera a Igreja Pentecostal Livre da Tanzânia, na cidade. Naquela noite, os agressores se assustaram com o latido dos cães de guarda e fugiram.

A Tanzânia foi formada em 1964, da união entre a Tanganica continental e o arquipélago costeiro de Zanzibar. De acordo com estimativas, 41,8 milhões de tanzanianos vivem no continente e 1,2 milhão vivem em Zanzibar.

No continente, estima-se que 54% da população seja cristã, 31% muçulmana e 13% etno-religiosa. Há pequenos números de hindus, budistas e outras religiões. Entretanto, em Zanzibar, 97% da população é muçulmana.



Tradução: Getúlio A. Cidade no  Portas Abertas
Fonte: World Watch Monitor
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cristãos de Bangladesh são ordenados a fechar igreja e retornar ao Islã

Construção de igreja é interrompida pelas autoridades locais.

Um funcionário do governo local no centro de Bangladesh suspendeu a construção de uma igreja, obrigou os Cristãos a cultuar numa mesquita e os ameaçou de expulsão de sua aldeia, a menos que renunciem à sua fé.

A Igreja Tangail Evangelical Holiness, na aldeia Bilbathuagani, distrito de Tangail, cerca de 100 quilômetros ao norte de Dhaka, foi criada dia 08 de setembro por um grupo de cerca de 25 Cristãos que haviam se reunido secretamente por três anos.

No entanto, o presidente do conselho local, Rafiqul Islam Faruk, juntou cerca de 200 manifestantes, em 13 de setembro, para protestar contra o início da construção da igreja. No dia seguinte os Cristãos foram chamados ao seu escritório. Mais de 1.000 Muçulmanos esperavam do lado de fora, e na sequência foi anunciado em todas as mesquitas locais para se reunirem no escritório do presidente.

Ordenados a abraçar o Islã

Mokrom Ali, de 32 anos, disse ao World Watch Monitor que foi forçado a aceitar o Islã. "O presidente e os imãs das mesquitas me interrogaram por aceitar o Cristianismo. Eles me perguntaram por que eu havia me tornado um Cristão. É um grande pecado para o Islã se tornar um Cristão. Se eu não aceitasse o Islã, eles iriam me bater, queimar minha casa, e me expulsar da sociedade. Suas ameaças me gelaram até os ossos. É por isso que fingi aceitar o Islã, mas a fé em Cristo é a fonte da minha vida. Agora eu não sou mais um Muçulmano, eu sou um Cristão."

Mojnu Mia, de 31 anos, disse ao World Watch Monitor que também foi forçado a aceitar o Islã contra a sua vontade. "O presidente e os imãs me perguntaram qual era minha religião. Eu disse que era Cristão. Em seguida, eles ameaçaram me bater e me expulsar da vila a menos que renegasse a minha fé no Cristianismo. Eles tinham me intimidado a aceitar o Islã. Eu aceitei isso só para sair daquela situação. Mas depois, eu abracei o Cristianismo jurando uma confissão no tribunal. O presidente veio a saber que me tornei um Cristão novamente, por depoimento. Ele ameaçou que não seria possível praticar o Cristianismo nessa área. Se eu ficar com esta religião, devo deixar este lugar. O presidente está cortando as asas da nossa fé. Eu não sei por quanto tempo poderemos sorrir e aguentar. Queremos liberdade religiosa. Queremos praticar nossa religião livremente."

Oito Cristãos concordaram em voltar ao Islamismo desde 14 de setembro, sob as ordens do presidente. O presidente e seus associados já haviam batido em alguns desses Cristãos há três anos por aceitar o Cristianismo.

‘Eles foram desviados’ 

Faruk, Presidente Local, disse ao World Watch Monitor que alguns Cristãos haviam agido contra o Islã, devido a sua má interpretação do Alcorão. "Os imãs e outros anciãos da sociedade chamavam de retificação por causa de seu comportamento aberrante. Eles foram desviados, por isso, tentamos colocá-los no caminho certo", disse ele. "Oito pessoas que se desviaram voltaram ao Islã. Estamos tentando trazer de volta outros. Para alterar uma religião, uma pessoa precisa jurar o seu nome, e deve informar um magistrado local. Se o magistrado permite, então ele ou ela pode mudar de religião. Mas o que eles estão fazendo é completamente errado”.

O World Watch Monitor perguntou a Faruk se ele iria protestar se qualquer dessas pessoas apresentasse uma declaração com o tribunal reafirmando seu Cristianismo.

Faruk disse que haveria "enorme pressão da sociedade contra ela. Como representante do povo local, eu não posso ir contra a opinião pública".

O presidente advertiu os Cristãos a não retomar a construção da igreja, dizendo que era anti-islâmico.

A Constituição de Bangladesh concede a cada cidadão o direito de professar, praticar ou propagar qualquer religião. Cada comunidade religiosa ou denominação tem o direito de estabelecer, manter e gerir as suas instituições religiosas.

Rev. Mrinal Kanti Baroi, o líder do grupo, disse ao World Watch Monitor que eles tinham tentado mostrar a cláusula da Constituição sobre a liberdade religiosa ao presidente, sem sucesso. "Levamos uma cópia da Constituição ao presidente e outros anciãos da sociedade, mas eles não nos ouvem e não querem vê-la", disse Baroi.

No dia 15 de setembro, os membros da congregação escreveram uma carta para o chefe administrativo do distrito, pedindo segurança e proteção.

O deputado comissário do distrito de Tangail, Anisur Rahman, disse World Watch Monitor que tinham sido tomadas medidas necessárias para garantir a segurança deles.

Um apelo para harmonia

A primeira-ministra de Bangladesh Sheikh Hasina, que vem liderando um governo secular no país de maioria Muçulmana desde 2009, em 3 de setembro ela chamou seus compatriotas para trabalhar juntos para proteger a harmonia comum "que está sendo alimentada no país há milhares de anos." Ela fez seu discurso depois de inaugurar templos Budistas reconstruídos, que haviam sido danificados e queimados por criminosos em setembro de 2012.

A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional removeu Bangladesh de sua lista de observação após a vitória da Awami League do Sheikh Hasina, na eleição geral de 2008. Seu partido de centro-esquerda é considerado um promotor de políticas seculares e favorável aos direitos das minorias. Seu anúncio de implementar reformas de liberdade religiosa foi outro motivo para Bangladesh ser removido da lista de observação.

De 154 milhões de habitantes de Bangladesh, os Muçulmanos Sunitas constituem 90% e os Hindus, 9%, de acordo com o censo de 2001. O 1% restante é principalmente de Cristãos e Budistas.



Tradução: Rômulo Moura
Fonte: World Watch Monitor
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sábado, 24 de agosto de 2013

Cristãos são alvos de ataques em Bangui

"Não há um único dia sem a descoberta de um corpo no rio Ubangui. No início de agosto, radicais pararam um veículo comercial e executaram todos os passageiros. Que angústia! Em Bangui, contamos mais de 100 homicídios em uma semana. Isso sem mencionar os assassinatos no interior ou o estupro contínuo de mulheres. Essas cenas me oprimem. Às 18 horas, todos já estão em seus lares, mas, apesar disso, eles chegam para nos levar e matar”.

Estas foram as palavras de uma fonte da Portas Abertas em Bangui, capital da República Centro-Africana. Neste relato, são reveladas as realidades terríveis de civis por todo o país e as condições precárias daqueles que escolhem seguir a Cristo.

Seu lamento foi manifestado no início do mês, quando Fatou Bensouda, promotora do Tribunal Penal Internacional (TPI) expressou sua profunda preocupação a respeito do agravamento da situação de segurança na República Centro-Africana e de relatos de crimes cometidos no país. Ela observou, em sua declaração, que os resultados de uma missão recente, realizada pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) “parecem confirmar que crimes que podem ser abrangidos pela jurisdição do Tribunal Penal Internacional continuam sendo cometidos na República Centro-Africana, incluindo ataques contra civis, assassinatos, estupros e recrutamento de crianças-soldados”.

Cristãos são alvos de ataques

Não há falta de provas para a ilegalidade que persiste no país desde o golpe de Michel Djotodia e sua coligação, Seleka. Cristãos dizem que soldados do grupo Seleka continuam a realizar execuções sumárias, mutilações e outras atrocidades, como estupro e roubo em larga escala, tendo minorias como alvo específico. Não é possível afirmar que, necessariamente, os cristãos na República Centro-Africana têm sido alvo especificamente por conta de sua fé, mas pode-se dizer facilmente que eles são alvo de hostilidades.

Em 14 de julho, uma briga entre um soldado Seleka e um comerciante local em uma aldeia cristã denominada Gbdalamo, que fica a 45 km de Mobaye, deixou 35 mortos e 9 casas destruídas. Os dois homens discutiram por conta de dinheiro e, quando o comerciante se recusou a pagar ao soldado, foi baleado nas pernas. O comerciante, em contrapartida, esfaqueou o soldado até a morte. Soldados Seleka reagiram reunindo um contingente de militantes e saindo enfurecidos pela cidade. Os aldeões fugiram para a floresta, mas foram caçados e mortos impiedosamente. Os jornais locais declararam que este ato foi uma provocação e um massacre. 

Na cidade de Kouango, prefeitura de Ouaka, um homem chamado Coronel Balaka é conhecido por sua brutalidade. Ele também tem saqueado constantemente as igrejas. Uma garota cristã de 12 anos chamada Chancela Gbodéka, de Kouango, tornou-se recentemente uma de suas vítimas. Ao saber que ele estava se aproximando, ela não fugiu porque queria proteger seu pai doente. Quando o “Coronel” a descobriu ali, ele a estuprou. No dia seguinte, ele a viu no mercado e a estuprou novamente, em público. Quando ele veio procurá-la no terceiro dia, ela foi obrigada a abandonar seu pai e fugir pela janela. Em uma tentativa de forçar seu pai a trazer a filha de volta, o “Coronel” o fustigou severamente. Aterrorizados, os vizinhos levaram-no, depois, para a floresta, com medo de que o homem retornasse para torturar o pai.

Duas garotas cristãs, Arlette (16) e Louisette (16), de Bangui, enfrentaram uma situação semelhante. Soldados Seleka estupraram as duas colegas de escola no bairro Saïdou quando elas voltavam do colégio para casa.

Mais duas jovens cristãs que costumavam vender alimento em um mercado em Bangui também não conseguiram escapar. Rebeldes estupraram Anita (16) e Divine (14) no dia 3 de julho.

“Ninguém está cuidando das vítimas, e os agressores são deixados impunes. Não há lugar para receber essas garotas, abrigá-las, ajudá-las psicologicamente a se recuperarem desse trauma. Além disso, não há justiça para prender os agressores”, comentou nossa fonte.


Fonte: Portas Abertas Internacional
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sábado, 8 de junho de 2013

Pai de oito filhos é assassinado por sua escolha religiosa

Abebu Mosisa, da Etiópia Ocidental, estava em seu sétimo mês de gravidez e já com oito filhos, quando seu marido, Reta Senbeta, foi morto

Reta era ainda jovem na fé cristã. Anteriormente adepto às tradições de seu pai, ele vivia sob a influência de líderes religiosos, até que experimentou o arrependimento e entregou sua vida a Cristo. Pessoas que o conheciam há muito tempo, opuseram-se fortemente à sua decisão de abandonar suas crenças. Além disso, um crescente número de pessoas estavam seguindo o exemplo de Reta e suas tradições.

Entre esses, um era conhecido não só por seu caráter violento, mas também por ser um homem arrogante, rico e alguém próximo aos líderes do vilarejo. Ele estava particularmente desapontado com Reta por ele ter perdido interesse em seus antigos amigos e ter abandonado as práticas tradicionais.

A partir de então, Reta começou a receber ameaças de morte desse homem, o qual condicionava a preservação da vida dele à negação de sua nova fé e também ao término de suas pregações baseadas no evangelho; caso contrário, Reta sofreria consequências.

Abebu tenta recapitular os incidentes dos meses anteriores aos que culminaram no assassinato de seu marido. "Essa pessoa nos ameaçava repetidamente. Inicialmente, não levávamos as ameaças muito a sério, mas com o passar do tempo, elas começaram a incomodar."

Ela comenta que seu marido orava pela segurança de sua família com mais frequência que o habitual. "Às vezes, ele me acordava para orarmos juntos e falava: ‘estou angustiado e temo pela minha família. Eu não sei dizer o que é’. Então orávamos juntos. Eu, agora, percebo que Deus estava nos preparando para este dia", conclui Abebu.

Certa quinta-feira de fevereiro amanhecia, quando Reta Senbeta voltava para casa após um culto na igreja. Foi quando o tal homem se aproximou dele. Testemunhas disseram que viram quando ele se aproximou de Reta, colocando o braços sobre seus ombros e deduziram que os dois estavam apenas conversando amigavelmente. Contudo, segundos depois, ouviram os disparos.

Quando retornaram ao local, viram Reta no chão, envolto em uma poça de sangue. O criminoso não foi mais visto. Alguns membros da igreja chegaram ao local, mas Reta não teve condições de se comunicar; ele morreu logo depois. Dois projéteis traspassaram seu peito e perfuraram um pulmão e o coração.

Inicialmente o criminoso se escondeu, mas, posteriormente, se apresentou e entregou a arma do crime às autoridades. Ele confessou o crime, mas alegou ter agido em legítima defesa.

Contudo, testemunhas disseram que não perceberam nenhum sinal de animosidade ou briga entre os dois homens, antes dos tiros.

Promotores moveram uma ação contra o assassino por "homicídio premeditado". Mesmo assim, a população local não acredita que a justiça será feita, pois o acusado é um homem influente e em áreas rurais como essa, segundo eles, é fácil manipular a justiça.

O processo criminal está tomando o curso devido, mas Abebu tem pouco interesse nos procedimentos. Sua preocupação está voltada para o que o futuro reserva para ela e seus filhos, agora sem pai. A idade das crianças varia de 2 a 10 anos, são cinco meninos, duas meninas e o bebê recém-nascido. Os dois mais novos são irmãos gêmeos, que ela ainda amamenta.

Abebu casou-se jovem e sempre trabalhou em casa, cuidando de sua família numerosa. Por conta disso, ela não tem experiência profissional que permita que consiga um emprego bem remunerado e que possibilite o bem-estar de sua família.

A viúva parece mais velha do que realmente é. Ela está desorientada e seus olhos demonstram uma profunda tristeza. Sente-se sobrecarregada pela enorme responsabilidade que terá de desempenhar sozinha. Além de toda essa situação, as crianças parecem não entender a magnitude desta perda.

A Portas Abertas está agindo em parceria com a igreja local, dando assistência à família com alimentos e roupas.



Fonte: Portas Abertas
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terça-feira, 21 de maio de 2013

'Comissão da Verdade quer acabar com a família, a Igreja e as Forças Armadas'

Ustra, que comandou o DOI-COdi, depõe na Comissão Nacional da Verdade

Após um ano de investigação, são cada vez maiores as queixas dos militares contra os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. Se antes a dúvida estava relacionada apenas ao foco das investigações, hoje os militares alegam que todo o trabalho tem o objetivo de derrubar a Lei da Anistia (Lei 6.683/1979).

Os militares acreditam que a Comissão é um órgão “para acabar com pilares sagrados da extrema direita: a Igreja, a família cristã e as Forças Armadas”, como define o assessor especial da presidência do Clube Militar do Exército, general Clóvis Purper Bandeira. “Eles (integrantes da Comissão da Verdade), filhos da burguesia, querem acabar com as instituições como a família, a Igreja e as Forças Armada”, comentou.

Mesmo com a definição expressa nos objetivos do órgão, de trazer a verdade sobre os crimes cometidos pelo Estado em nome da ditadura militar, as altas patentes das Forças Armadas ainda insistem na ideia de que se deve buscar uma paridade na composição da comissão e nas investigações. O general de brigada do Exército Luiz Eduardo da Rocha Paiva afirma que os casos de militares que morreram em conflito com os movimentos armados também precisam ser investigados.

“Já que ela (a Comissão) está aí, que funcione, mas que cumpra o que está na lei. A lei é bem clara, não é para investigar apenas os crimes cometidos por agente públicos. A lei diz que deve ser feita a reconstrução dos casos de graves violações dos direitos humanos para que seja prestada assistência às vítimas. E aquelas 120 vítimas do outro lado? Essas são, por acaso, cidadãos de segunda categoria?”, questionou o general que acusou a Comissão de se “autolimitar”.

Em março, o Clube Naval do Rio de Janeiro, o Clube Militar do Exército e o Clube da Aeronáutica divulgaram uma nota oficial denominada “Mensagem à nação brasileira”. O documento criticava os trabalhos da Comissão da Verdade. As entidades afirmaram que havia no Brasil um Estado de exceção e que, por esse motivo, era necessário o sufocamento de uma ameaça comunista.

“O povo brasileiro, no início da década de 1960, em movimento crescente, apelou e levou as Forças Armadas Brasileiras à intervenção, em março de 1964, num governo que, minado por teorias marxistas-leninistas, instalava e incentivava a desordem administrativa, a quebra da hierarquia e disciplina no meio militar e a cizânia entre os Poderes da República.”

Entre os representantes das Forças Armadas há um pensamento de que a CNV, instituída durante o governo do PT, foi criada como instrumento de vingança contra os militares. O ápice desse plano seria a mudança na interpretação da Lei da Anistia .

“Eu acho que, de posse do resultado dos trabalhos da Comissão da Verdade, parlamentares, principalmente do PT, tentarão modificar os efeitos da Lei da Anistia. Logo ela que foi a pedra angular da reconciliação nacional”, afirma o presidente do Clube Naval do Rio de Janeiro, o vice-almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral.

O ex-sargento Marival Chaves, que trabalhou no DOI-Codi/SP, presta depoimento na Comissão

A primeira confirmação da “atitude parcial” da Comissão da Verdade teria sido a expedição de uma resolução, em agosto do ano passado, delimitando o foco de atuação do órgão. De acordo com esse documento, a Comissão da Verdade passou a investigar apenas os crimes cometidos por agentes do Estado. “Essa é uma meia verdade”, disse. “A Comissão da Verdade quer causar um maior prejuízo à Forças Armadas enquanto eles pousam como defensores da democracia”, critica Bandeira.

Essa parcialidade, segundo os militares, também seria fruto dos nomes que foram indicados. Os militares questionam o fato de não haver entre os sete membros representantes das Forças Armadas. Nesse sentido, a maior queixa dos militares sobre a constituição da Comissão está na indicação da advogada Rosa Maria Cardoso, conhecida por ter defendido a presidenta Dilma Rousseff durante o regime militar. “A maioria (dos membros) é comunista declarada”, alfinetou o general Bandeira. “Eles querem mostrar apenas um lado da história. A Comissão não vai ter a credibilidade necessária. Qualquer pessoa que ler um texto da comissão vai perguntar e o outro lado?”, descreve Cabral.

Após o lançamento da Comissão, o Clube Naval chegou a instituir, por meio de portaria interna, uma comissão especial para acompanhar os trabalhos do órgão. Eles temiam que membros da Marinha fossem convocados e disponibilizaram assessores jurídicos para evitar a condução coercitiva. Até agora, nenhum membro da marinha foi convocado pelo colegiado. Ao todo, 17 militares já prestaram depoimentos à Comissão da Verdade.



Fonte: Último Segundo
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sábado, 4 de maio de 2013

Cristão americano preso na Coreia do Norte é condenado a 15 anos de trabalhos forçados

O cristão americano Kenneth Bae foi condenado nessa quinta-feira na Coreia do Norte à pena de 15 anos de reclusão e trabalhos forçados. Ele é acusado de crimes contra o Estado e seria um missionário. A agência de notícia estatal KCNA não apresentou nenhuma outra acusação quando relatou a decisão da Suprema Corte.

Agências de notícias internacionais divulgaram que ativistas de direitos humanos na Coreia do Sul informaram que Kenneth Bae é cristão e pode ter sido preso por ter fotografado crianças desabrigadas passando fome. O jornal Religion Today noticiou que ele é um é um missionário cristão ligado à evangelização e ajuda social de Ohio, nos EUA.

Kenneth Bae foi detido pela polícia na sua chegada à cidade de Rajin, localizada no norte do país. A região faz divisa com a China e a Rússia. Ele está em poder das autoridades desde 03 de novembro de 2012, quando estava em um grupo com mais quatro turistas. Bae é natural da Coreia do Sul, mas é cidadão americano naturalizado.

 A lei norte-coreana regulamenta a punição para atos hostis contra o Estado de cinco a 10 anos de trabalhos forçados. Após o julgamento, Kenneth Bae pode receber ainda a pena de morte.

Amigos e colegas informaram ao Religion Today que Bae,é um cristão do estado de Washington, mas mora na cidade de Dalian, na fronteira chinesa. Ele viaja com frequência para a Coreia do Norte para levar ajuda e alimentar os órfãos.

O Departamento de Estado de Washington pediu anistia imediata para o cidadão americano. A sentença é divulgada na mesma semana em que o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Patrick Ventrell, tinha apelado à “libertação imediata” do suspeito, invocando “razões humanitárias”.

A condenação do americano acontece no momento delicado da relação entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. O impasse diplomático está com as tensões acirradas nas últimas semanas com as ameaças de Pyongyang de atacar bases militares dos Estados Unidos no Pacífico e no Sul.

A Organização das Nações Unidas (ONU) reforçou as restrições após o terceiro teste de armas nucleares feito pela Coreia do Norte, em fevereiro.



Fonte: The Christian Post
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sábado, 27 de abril de 2013

Cristãos são mantidos presos na Coreia do Norte por recusar a reconhecer ditador como divindade

Os norte-coreanos que exercem a fé cristã na Coreia do Norte e que não reconhecem o ditador Kim Jong Un (foto) como uma divindade, segundo informações do Acontecer Cristiano, estão sendo mantidos presos nos centros de detenção e privados de alimentação. A publicação aponta que existem imagens de satélite que localizaram os campos de concentração e, no local, estão sendo mantido cerca de 200 mil pessoas que são consideradas pelo governo coreano como religiosos criminosos.

O acontecimento contra os cristãos ocorre em meio ao momento que a Coreia do Norte está no centro das atenções mundiais por conta das ameaças de ataque contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos. O país é conhecido internacionalmente pelas organizações de missionários como a nação mais fechada ao Cristianismo, e consequentemente o país que mais persegue cristãos em todo o mundo.

Mesmo com todas as impossibilidades de exercer a fé, sob o risco de serem condenados à prisão perpétua ou pena de morte, os cristãos secretos na Coreia do Norte, segundo a Missão Portas Abertas, somam entre 200 e 400 mil fieis. A sentença de prisão perpétua ou pena de morte acontece caso os fieis cristãos forem flagrados cultuando a Deus ou apenas com uma Bíblia.

O país, que começou a perseguição aos cristãos em 1953 e é oficialmente ateu, tornou-se comunista depois da guerra das Coreias e, no entanto, existe no local uma imposição por parte do governo para a população deva cultuar à dinastia Kim.

Segundo a crença local, o avô do atual ditador Kim Jong Sung Un, o já falecido Kim Jong Sung, é adorado na Coreia como um ser de natureza divina, e seus descendentes herdaram o direito de ocupar o posto de chefe da nação e o dom da divindade do líder.



Fonte: The Christian Post
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Missionários brasileiros presos no Senegal conseguem a liberdade provisória

Zeneide e a família de José Dilson, missionários brasileiros no Senegal

Aconteceu nesta sexta-feira, 07h30min no horário de Brasília, o julgamento do pedido de liberdade provisória dos missionários brasileiros José Dilson e Zeneide. Presos temporariamente desde novembro de 2012, eles tiveram seu recurso de apelação julgado procedente.

Eles estavam com prisão temporária decretada por acusação de tráfico de menores e formação de quadrilha. O julgamento foi realizado em Dakar, capital do país. O caso está tendo o apoio da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (ANAJURE). As instituições Religious Liberty Partnership (RLP), Advocates International e a organização brasileira Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APTM), também fizeram um trabalho conjunto pela liberdade dos missionários. Elas atuaram na instrução jurídica ao advogados locais.

O Habeas corpus julgado pela Corte de Apelação de Dakar concedeu a liberdade provisória pelo prazo de 30 dias. Neste período deve acontecer o julgamento definitivo do processo. “A ação teve a participação decisiva da Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE, que instruiu e forneceu documentação necessária ao advogado local, dr. Mbaye Dieng, designado para cuidar do caso”, informou a ANAJURE.

José Dilson e Zeneide passarão a cumprir as obrigações decorrentes de sua liberdade provisória. Eles terão de se apresentar todos os dias na prisão de Thiès. Um advogado cristão senegalês foi nomeado pela ANAJURE para o caso. O Dr. Sylva Brice Magna, vai acompanhar o processo no país africano em trabalho conjunto com o Dr. Mbaye Dieng e os demais advogados.

“Os próximos passos na atuação da ANAJURE em favor dos missionários são o acompanhamento processual, a instrução do processo com provas da inocência e a regulamentação e assistência jurídica completa ao Projeto Obadias”, informou a assessoria de imprensa da instituição.

A denúncia começou com um pai de uma das crianças envolvidas no projeto missionário de José Dilson e Zeneide. A acusação afirma que supostamente seu filho estaria abrigado sem autorização e aprendendo princípios cristãos, ao invés de islâmicos. Com prisão temporária decretada em novembro de 2012, as autoridades do Senegal já haviam negado o pedido de habeas corpus, alegando que eles poderiam fugir do país e ser ameaça à ordem pública.

José Dilson, membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, é missionário há mais de 20 anos no continente africano e nunca teve problemas com a justiça local. O trabalho missionário juntamente com a Zeneide é mantido no país por organizações missionárias brasileiras.



Fonte:  The Christian Post
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cristão morre após ter tratamento médico negado

Belay Gebrezgi Tekabo faleceu no Campo Militar Ala, na Eritreia. Ele foi preso e levado ao campo de treinamento em abril do ano passado. Seus crimes foram orar e ler a Bíblia 

Tekabo foi condenado e sofreu graves punições, no campo militar, unicamente por conta de suas atividades religiosas. Aos trinta anos, ele foi diagnosticado com leucemia - seis meses antes de sua morte - mas funcionários da prisão afirmaram que o cristão só poderia receber o tratamento da doença (no hospital da cidade de Dekemhare), se ele assinasse uma declaração de retratação.

Através de fontes locais, a Portas Abertas foi informada que cerca de 45 cristãos são mantidos em circunstâncias terríveis, semelhantes às quais Tekabo foi submetido. Eles estão sofrendo porque não estão dispostos a negar a sua fé em Jesus e interromper suas práticas religiosas.

A Portas Abertas também recebeu relatórios que indicam o apoio e o investimento do governo da Eritreia a uma extensa campanha, que teve início no começo do ano, de prisão aos cristãos.

Em março, policiais prenderam 17 cristãos que participavam de uma reunião protestante, na cidade de Keren. O grupo inclui seis mulheres. Todos estão mantidos na Delegacia de Polícia de Keren. Embora seja comum os membros da família levarem comida aos parentes que estão detidos, os oficiais não permitem que qualquer pessoa visite o grupo.

A perseguição às igrejas não reconhecidas oficialmente continua forte. O governo exige que os grupos religiosos se registrem, mas não aprova nenhum registro, desde 2002; mais de 2.800 cristãos estão na prisão. 



Fonte: Portas Abertas
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sexta-feira, 29 de março de 2013

Palestinos criticam restrições a cristãos da Cisjordânia na Semana Santa

Dirigente palestina Hanan Ashrawi criticou Israel por impedir liberdade de culto

A dirigente palestina Hanan Ashrawi denunciou neste domingo as restrições israelenses durante esta Semana Santa aos cristãos que vivem na Cisjordânia, já que foram concedidos apenas entre 30% a 40% das permissões solicitadas para entrar em Jerusalém.

Hanan, membro de destaque da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), criticou que as paróquias de Belém e Ramala não tenham recebido autorizações para todas as solicitações apresentadas ao Escritório de Coordenação do exército. Por isso, vários grupos de escoteiros que costumam acompanhar as procissões não poderão este ano estar em Jerusalém, explicou.

"Não deveria ser sequer necessário alguém precisar pedir permissão para visitar sua cidade", lamentou a política palestina sobre o controle de Israel da região leste, onde vivem mais de 250 mil palestinos.

Os palestinos reivindicam essa região como capital de seu futuro estado e se queixam, além disso, de que Israel não respeita a "liberdade de culto, um direito inalienável de todo cristão e muçulmano", defendeu Hanan. "O fato de que tantas comunidades palestinas cristãs vejam seu direito à liberdade de culto negado em sua própria capital é inaceitável", enfatiza a representante.

Na Cisjordânia, vivem atualmente cerca de 50 mil cristãos, em Jerusalém Oriental aproximadamente 10 mil e, na Faixa de Gaza, 3 mil, o que representa menos de 2% da população dos territórios palestinos.

Peregrinos participam de procissão do Domingo de Ramos em Jerusalém

As cerimônias da Semana Santa começaram hoje em Jerusalém com a procissão do Domingo de Ramos, em que participaram palestinos cristãos e peregrinos de todo o mundo.

Hanan pediu aos peregrinos que representem seus irmãos cristãos palestinos "que vivem a apenas alguns quilômetros" da cidade e "se viram cruelmente impedidos de participar da importante celebração".




Fonte: EFE
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