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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Música do Led Zeppelin aparece em propaganda da Igreja Universal

A nova campanha publicitária da Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo, agora conta com uma trilha sonora roqueira.

A melodia de "Kashmir", clássico do Led Zeppelin presente no disco "Physical Graffiti", de 1975, foi levemente adaptada para uma proposta levemente mais erudita. 

Apenas um detalhe torna a homenagem curiosa: o guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page, já esteve ligado com o ocultismo. Algumas letras da banda têm leve influência de ideais da magia negra. Page, inclusive, chegou a comprar uma mansão em que, anteriormente, morava o ocultista britânico Aleister Crowley. 

Veja como ficou o comercial: 





Fonte: UOL
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Pastor Marco Feliciano na Playboy! Só pode ser brincadeira

Estava eu a navegar pelo Facebook (esse local onde tudo pode acontecer) e me deparo com a seguinte manchete: “Marco Feliciano confessa ter usado drogas e diz que quem faz sexo anal não volta mais”. Essa esdrúxula notícia estava na página oficial da Folha de S. Paulo. Logicamente que acessei a página para ler na íntegra e entender o que estava se passando. Pois bem, a manchete faz referência a uma entrevista dada pelo Deputado Federal e “pastor” Marco Feliciano para a revista Playboy do mês de abril, que chega hoje às bancas (08/04).

É meus irmãos, vocês entenderam bem. A revista é a Playboy mesmo, aquela que tem fotos de mulheres nuas. Acreditem, não é pegadinha. São duas opções de capa e em ambas tem a chamada para tal entrevista com 3 tópicos elencados:

• “Sonho em ser presidente”.
• “Cherei cocaína, tentei maconha, não conseguir tragar”.
• “Marina, com aquele jeitinho de crente é um engodo”.

A declaração sobre o sexo anal, segundo a Folha de S. Paulo se deu nos seguintes termos:

“Com certeza tem homens que tem tara por ânus, sim. Eu não entendo muito dessa área porque nunca fiz, graças a Deus. E espero nunca fazer, porque parece que quem faz não volta mais (riu). Deve ser uma coisa tão estranha…”

Hã? “Espero nunca fazer”? Estranho mesmo foi esse comentário. Sinceramente meus amados: que tempos são esses os nossos? Pastor sendo entrevistado em revista de mulher pelada já é demais. O pior é que ainda tem quem defenda. Logo que postei nas redes sociais criticando o Feliciano seguido de #AcordaIgreja, um amigo postou um texto com a mesma hashtag só que criticando quem critica esses hereges. Caros leitores, vocês tem todo o direito de não se pronunciarem, mas daí a condenar quem tem coragem e peito para denunciar os falsos profetas tupiniquins não é uma postura sensata.

Incrível será ver como os cegos e ludibriados por homens como o Feliciano vão se portar para tentar defende-lo. Será que vão comprar a Playboy só para ler a entrevista do deputado evangélico? Será que vou ouvir alguém falar que foi mais uma porta que Deus abriu para que o Evangelho fosse pregado? Será que vão dizer: “Ah, o ímpio vai comprar uma revista para ver mulheres nuas e irá se deparar com uma palavra abençoada e mudará de vida”? Nenhum apóstolo na Bíblia foi pregar em “bacanais”, ignorância tem limite. Procurem entender de uma vez por todas: Esses homens não pregam o Evangelho! O que eles fazem é distorcer o ensino das Sagradas Escrituras. Entendam que defender o falso pastor é não ser contado como ovelha do rebanho de Cristo, pois o mesmo diz:

“Eu asseguro a vocês que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora.Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos. Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando”.João 11: 1-6 (grifo meu).

Quem pertence ao Senhor não escuta, e muito menos defende, o falso pastor. Perguntem a vós mesmos: “De quem é a voz que escutamos”? Por favor, tenham mais discernimento e filtrem as pregações. Reconheçam um homem de Deus pelo apreço e fidelidade que ele tem pelas Escrituras. Marco Feliciano não se importa com as ovelhas, ele quer apenas poder. E o sonho de um cara desses virar presidente pode acabar sendo uma realidade de um país cada vez mais evangélico, mas que não tem critério algum para diferenciar o que é alimento e o que é veneno. Certa vez ouvi um Pastor sincero falar que doutrina é igual a comida, se boa alimenta, se ruim pode até matar.

Não é a primeira vez que critico o Feliciano. A última dele foi ter dito esta pérola: “Jesus falou comigo: Meu filho, quando a igreja não se levanta e não pode, eu levanto até demônios para ser guarda costa de pastor”. Segundo o mesmo, um babalorixá do Rio de Janeiro chegou em seu gabinete e disse que o deputado o representava e que toda a sexta-feira, 600 terreiros tocariam para abençoar o Marco Feliciano. Dúvida? Então veja o vídeo se tiver estômago:


Engraçado é que a primeira frase que aparece no vídeo, proferida pelo Deputado Feliciano é: “Nunca houve tanta oração nesse país. Nunca houve tantos crentes anônimos mandando mensagens dizendo: Jesus, protege o Pr. Marcos porque ele me representa.” Ué, a Igreja nunca orou tanto para que Jesus o protegesse e a mesma não se levantou ao ponto de demônios fazerem a segurança do Deputado? Faz tempo que eu repudio homens como Feliciano, que são falsos mestres, oportunistas e gananciosos. Todavia tem quem o defenda. Com certeza alguém vai ler esse meu texto e vai dizer que eu estou julgando. Não é julgamento e sim constatação. As Escrituras dizem que qualquer outro evangelho deve ser por nós amaldiçoado (Gl 1:9). Como simpatizar com um homem que descontextualiza a Palavra para tirar vantagem? Pra mim não dá pra aturar mesmo…

Marcos 9:40: Cristo fala que “quem não é contra nós, é por nós.” Só que o contexto é muito diferente. Ali, João diz que repreendeu um homem que expulsava demônios porque este não era seguidor do Mestre. Veja bem: expulsava demônios e não era beneficiado pelo mesmo. Como se isso não bastasse, agora essa da Playboy. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos conceda graça. Que a Igreja de Cristo se mantenha fiel às Escrituras e ouça o Bom Pastor.

Soli Deo Gloria.




Fonte: Thiago Oliveira, do Arte de Chocar no Púlpito Cristão
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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Com estratégia mais profissional, igreja busca fiéis em baladas

Fiéis reunidos em balada gospel na rua Augusta 

Se, de um lado, as igrejas neopentecostais barram comportamentos seculares em suas festas, de outro é nas noitadas tradicionais que buscam eventuais fiéis.

O produtor João Rodrigues, 33, o DJ MP7, diz ter feito um levantamento numa festa tradicional na Vila Olímpia, região badalada da capital: 30% dos frequentadores eram evangélicos.

“A gente pega casos de jovens que têm problemas de família, de comportamento, metidos com drogas e bebida. A gente não cobra dessas pessoas. A gente convida. É uma estratégia de evangelização”, explica.

O bispo Felipe Corrêa, 28, responsável pela festa Sky, da Renascer, conta: “A gente diz para os jovens convidarem um colega da faculdade, um vizinho do bairro”.

Ricardo Mariano, professor de sociologia da USP, afirma que a prática de buscar fiéis fora das igrejas vem sendo profissionalizada, mas é comum desde os anos 1980, quando a Renascer fazia excursões pela galeria do Rock, em São Paulo, em busca de músicos para converter.

O cantor Roger Pontes, 23, acredita que a igreja tem poder transformador. “Muitos gays frequentam as festas gospel para tentar mudar sua situação. E, em geral, conseguem.” Ele mesmo diz ter recorrido à igreja. “Eu ia nas baladas e bebia muito. Depois acordava péssimo, não queria sair da cama. Parei.”

O bispo Christiano Guimarães afirma que a Sara Nossa Terra não exige que seus membros deixem de beber, fumar ou qualquer outra coisa. “Deus diz: ‘Vinde a mim como estás’. A gente ensina, mas a pessoa é livre.”




Fonte: Folha
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domingo, 30 de março de 2014

Com veto a cotoveladas e ring girls, evento une MMA e igreja

Religiões são associadas geralmente à tranquilidade espiritual e reflexão, enquanto o MMA ainda é visto por um número grande de pessoas como uma modalidade esportiva violenta. Unindo duas coisas que na teoria são opostas, o Reborn Strike Fight 6 colocará dentro de uma igreja um octógono e diversas lutas nesta sexta-feira.

Organizador do evento, Roberto Dantas Pedroso é professor de artes marciais há 14 anos e cuida dos treinos das dezenas de alunos que comparecem às segundas e quartas-feiras ao subsolo da igreja Renascer da Avenida Morais Costa, no bairro da Vila Industrial.

A academia possui instalações humildes e utiliza um espaço cedido gratuitamente pela instituição. Tudo no ambiente foi criado pelas mãos de Roberto e seus pupilos, que montaram o espaço a partir de materiais doados por estabelecimentos próximos.

Paredes e piso foram pintados pelos praticantes de MMA no local, pessoas de idade, gênero e tamanhos diferentes. No último treino realizado na academia antes do Reborn Strike Fight 6, o público presente variava desde crianças com menos de dez anos a meninas adolescentes e lutadores profissionais. Gratuitas, as atividades são abertas e aceitam inclusive alunos que não frequentam a igreja.

"Nós recebemos todos os tipos de pessoas, até ateu, que no fim sai falando Graças a Deus. Não tem que fazer parte da igreja Renascer necessariamente. Nosso projeto é mostrar que a vida pode ser melhor e, trazendo um pouco da palavra também. Levamos o treino sério, dedicado, tanto que estamos com lutadores profissionais. No começo era complicado, porque achavam que quem treinava na igreja não podia bater. Hoje vê que não só pode bater, mas que você pode praticar o esporte, independente se você tem um adversário na frente ou não. Nós temos essa visão de que todos podem vir, participar; Se quiser fazer parte, seja muito bem vindo", explicou Roberto.

Todos os presentes na academia participaram de primeira parte das atividades, que duraram cerca de uma hora. Durante elas, os alunos aqueceram e realizaram movimentos de lutas no ar, enquanto se viam no espelho colocado em uma das paredes do salão.

Roberto ditava o ritmo das ações, mas não participava delas. Enquanto os mais inexperientes aprendiam os movimentos básicos do esporte, o professor e também pastor da Renascer praticava jiu jitsu com Erick "Japonês", um dos dois atletas de mais destaque da academia e o primeiro a se firmar como profissional depois da inauguração da mesma há quase quatro anos. 

"Eu treino na Reborn tem quatro anos, sou um dos pioneiros. Vim treinar através de um amigo. O primeiro dia que eu treinei aqui eu não saí mais e é a equipe que eu represento. Aqui que eu me batizei também", disse o lutador, que continuou ao explicar que o que o atraiu para a equipe, se foi o esporte ou a igreja: "foi a academia. Eu vinha só por causa da luta mesmo, para se distrair".

O contato próximo com a religião, no entanto, ensinou Erick a ter autoconfiança, qualidade que o ajudou dentro do octógono. "Aprendi que eu tenho que ter fé, sem ter fé você não vai a lugar nenhum. Por exemplo, o Zé 'Reborn' treina bem menos tempo que eu e ele tem garra, tem deus no coração. Eu não entendia isso, mas hoje eu compreendo que a fé é tudo. Ele tinha bem mais fé do que eu. Ele acreditava nele. Eu não, sentia medo. Ele vai para cima e está onde está hoje. Acabei me espelhando nele para chegar em algum lugar", contou, citando o maior talento da academia.

Conhecido no meio profissional como Zé "Reborn", José Alexandre Elias da Silva, chegou só para a metade séria do treino, que teve início minutos antes das 21h. Nela, os lutadores mais experientes subiram no tatame para aperfeiçoar a técnica, enquanto as dezenas curiosos e iniciantes voltavam para casa. Praticante de MMA há pouco mais de dois anos, ele foi apontado pelos colegas da Reborn como maior talento da casa.

"Eu nunca treinei nada. Aqui foi o primeiro treino que peguei mesmo. Nunca treinei capoeira, sempre tive vontade, mas nunca treinei. Aí com essa oportunidade que surgiu eu comecei a vir e estou há dois anos treinando", afirmou "Reborn", que participará da disputa de cinturão do evento marcado para esta sexta-feira, em Santo André. No evento, o lutador enfrentará Washington Rodrigues, para quem perdeu em janeiro de 2013.

Com o objetivo de retomar o caminho das vitórias na carreira - Zé "Reborn" perdeu seu último combate -, o atleta tem treinado com seriedade e antes do início de cada atividade na academia. Antes de todas elas, uma oração é puxada pelo pastor Roberto, fato faz com que os alunos fiquem quietos e concentrados no momento de reflexão. 

"Todos os treinos nós temos uma oração no início, no finzinho do treino uma breve ministração da palavra, da verdade, e no fim outra oração. E sempre que alguém pede uma oração em alguma causa a gente sempre também faz", esclareceu Roberto, que também comentou sobre as distinções do torneio desta sexta-feira para as principais competições da modalidade, como o Jungle Fight e o UFC.

Esta espécie de "UFC de Cristo" tem certas diferenças fundamentais em relação ao principal evento da modalidade, parte delas relacionada à doutrina da igreja e outra por princípios estabelecidos pelo próprio professor. Não há ring girls, consideradas por ele uma "apelação", e cotoveladas são proibidas por terem como única finalidade "rasgar".

"As pessoas falam que não combina luta dentro da igreja, mas eu acho que a perversidade, a apelação para trazer público é a pior coisa. Nós não temos ring girl", justificou Roberto, que deu sequência a sua explicação: "se é para usar o cotovelo, não usa luva. Eu entendo assim, então já que é para preservar o atleta e o esporte é bem praticado é o esporte saudável, nós não usamos a cotovelada. Mas as demais coisas que são permitidas no UFC, nós também permitimos, porque faz parte da regra".

A sexta edição do Reborn Strike Fight será realizada nesta sexta-feira às 20h na Rua Luiz Pinto Flaquer, número 46, no centro de Santo André. A entrada custa R$ 30, dinheiro que será utilizado para pagar a bolsa dos atletas. A competição é considerada no cartel de lutas no MMA de todos os participantes e contará com apenas Zé Reborn dentre lutadores da academia paulista.





Fonte: Terra
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O que penso sobre blocos evangélicos no carnaval

Nos últimos anos tornou-se comum encontrarmos em algumas igrejas evangélicas blocos carnavalescos. 

Com o intuito de pregar o evangelho durante o carnaval, evangélicos de denominações diferentes criaram blocos e até mesmo Escolas de Samba cujo objetivo final é pregar aos foliões. Segundo os sambistas de Jesus, essa é uma maneira de evangelizar os perdidos que se encontram absortos em iniquidade e que precisam desesperadamente de Cristo.

Antes de qualquer coisa preciso afirmar que concordo plenamente com o fato inequívoco de que os perdidos estão mergulhados em iniquidade e que carecem da graça do Senhor. Sem sombra de dúvidas isso é um ponto indiscutível. Verdadeiramente os homens estão destítuidos da glória de Deus, mortos em seus delitos e pecados e incapazes de buscarem ao Senhor. (Efésios 2:1-10)

Caro leitor, o que me preocupa efetivamente não é o desejo de evangelizar, nem tampouco a vontade de pregar as Boas Novas da Salvação Eterna aos que se perdem e sim a forma escolhida para o desenvolvimento dessa missão.

Isto posto, permita-me explicar porque sou contra a criação de blocos evangélicos carnavalescos:

Acredito que a evangelização se dá de forma contínua e de modo relacional, isto é, todos nós, somos chamados a evangelizar os que se relacionam conosco através de palavras, testemunhos,  durante o ano e não em eventos esporádicos.

Porque nem toda contextualização é bíblica. Quando a contextualização abre portas ao mudanismo, paganismo, e a ausência de santidade, ela precisa ser rechaçada.

A igreja foi chamada para pregar Cristo e o arrependimento de pecados e não um tipo de evangelho palatável cujo foco principal é a satisfação humana.

Pela forte relação com o mundo e com os valores que nele existentes. Ora, por mais que digam ao contrário, os que saem as ruas para "evangelizar" em blocos carnavalescos relacionam-se com o mundo e a cultura de uma forma onde o foco principal não é a glória de Deus e sim o bem estar do homem. (Romanos 12:1-2)

Por tomarem o nome de Deus em vão, fazendo do Senhor instrumento exclusivo de satisfação pessoal. Na minha perspectiva sair as ruas, sambando, rindo fere o mandamento bíblico de usar o nome do Senhor em vão.

Porque ainda que se diga que o objetivo é a evangelização o que menos se vê é a pregação do Evangelho.

Por dar ocasião a carne e ao "velho homem." despertando em muitos o antigo prazer pelo pecado.

Se não bastasse isso pergunto:

Será que se a Igreja pregasse e vivesse o evangelho durante o ano não haveriam mais conversões do que comumente temos?  Ora, vamos combinar uma coisa? Evangelizar é muito mais do que cantar, sambar, pular. Evangelizar está para além de eventos, programas ou atividades distintas. Evangelizar é compartilhar aquilo que o Senhor fez pelo pecador na cruz do calvário, é confrontar o homem em seus delitos e pecados, chamando-o ao arrependimento, é proclamar Cristo como Senhor e Salvador, confrontando o pecador com a dura, porém maravilhosa mensagem da Cruz.

Bem sei que alguns me xingarão de "fundamentalista estupido", de fariseu da modernidade e outras coisas mais, todavia, ao contrário de alguns não posso considerar as loucuras do chamado movimento gospel como normais.

Definitivamente o Brasil precisa de um avivamento! 
Definitivamente o Brasil precisa regressar as Escrituras.
Definitivamente precisamos chorar e clamar a Deus por Deus por mudança no evangelicalismo brasileiro.

"E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha" (Efésios 5.11-12).

É o que penso, é o que digo!



Fonte: Pr. Renato Vargens em seu blog
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Vereadora evangélica propõe projeto de lei para criação do carnaval gospel

A festa aconteceria no mesmo período de Carnaval e seria como uma alternativa de entretenimento para os religiosos da cidade.

A cidade de Fortaleza (CE) pode ganhar o Carnaval Gospel, isso se o projeto de lei 186/2013 for aprovado na Câmara e sancionado pelo prefeito Roberto Claudio. De autoria da vereadora Germana Soares (PHS) o projeto tem como objetivo destacar a música gospel que já é considerada como manifestação cultural.

 “A ideia de promover o Carnaval Gospel de Fortaleza, a exemplo do que já acontece em cidades como o Rio de Janeiro, Londrina, Olinda e Ouro Preto, é oferecer aos cidadãos fortalezenses uma festa de cunho popular diferente, em meio às comemorações do período de carnaval”, disse a autora do projeto.

O PL 186/2013 já começou a tramitar na Câmara e encontra-se na Comissão de Legislação esperando um parecer do vereador Benigno Júnior (PSC) que é o relator do projeto. 

O projeto de Lei coloca em pauta a criação do CARNAVAL GOSPEL, que seria uma alternativa para os evangélicos que não participam de micarinas, micaretas, corredores de folia e outras coisas. O CARNAVAL GOSPEL aconteceria em Fortaleza-CE paralelamente as comemorações de carnaval se assim for aprovado. 

A vereadora Germana Soares(PHS), autora do projeto, diz que o mesmo, tem como objetivo destacar a música gospel que já é considerada manifestação cultural. 

“A ideia de promover o Carnaval Gospel de Fortaleza, a exemplo do que já acontece em cidades como o Rio de Janeiro, Londrina, Olinda e Ouro Preto, é oferecer aos cidadãos fortalezenses uma festa de cunho popular diferente, em meio às comemorações do período de carnaval”, disse a vereadora. 

Germana Soares é evangélica e luta em causas contra a violência domestica. Em abril, diante das polêmicas envolvendo o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a vereadora cearense falou que não concordava com tudo o que o parlamentar falava, mas que assim como ela, ele tinha o direito de manifestar suas crenças. 

“Nós temos o direitos de defender aquilo que acreditamos, não fomos nomeados e nem indicados por ninguém, represento o povo que me elegeu. Acredito na família e nos valores cristãos, será que estou errada por pensar diferente, será que sou homofóbica?”, disse ela na ocasião.



Fonte: Juvenis Via Púlpito Cristão
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Participação do cantor pastor evangélico Kleber Lucas em novela da Globo divide opiniões

O cantor se apresentou no culto de réveillon da igreja que faz parte da trama durante o momento da Ceia do Senhor

A participação do cantor Kleber Lucas na novela “Amor à Vida” dividiu a opinião dos leitores do Gospel Prime. Muitos acreditam que, ao aceitar o convite da Globo, o cantor abriu espaço para a pregação do evangelho. Outros, porém, afirmaram que luz e trevas não se misturam.

Grande parte do público evangélico é avesso às novelas, especialmente as da emissora carioca, por disseminarem estilos de vida que vão de encontro com os ensinamentos bíblicos.

Há quem acredite que novelas como “Amor à Vida” e cristianismo são assuntos tão dissonantes que a participação de um cantor evangélico na trama é o mesmo de uma apresentação gospel dentro de uma cerimônia de outra religião.

“Acho que para falar da salvação existe outros meios, um deles seria rejeitar participar de uma novela que só tem maus exemplos de vida”, escreveu Joelma Xavier de Oliveira na enquete da fanpage do Gospel Prime.

Para Lays Souza Kleber Lucas, ao aceitar contracenar na novela, prestou seu apoio à trama e a tudo o que ela prega. “Ele está praticamente apoiando essa novela, que só veio para alimentar as mentes das pessoas de alguns assuntos para contrariar o que está escrito na Bíblia”, disse ela.

Marta Ribeiro não apoia, mas vê a participação do artista gospel como uma forma de evangelismo. “Não estou defendendo, mas se a novela fala sobre tudo isso citado, acredito que o Kleber Lucas não foi lá representar isso. Mas mostrou a diferença entre quem segue a Cristo e quem não segue. Se a Globo manipula o povo, que bom, com o lado sério do povo Cristão que estão mostrando (se para ter audiência ou não) muitos poderão ser manipulados para o lado da mudança.”

É possível evangelizar em uma participação de poucos minutos na TV? A internauta Alice Kelly Gama da Silva acredita que não. “Ninguém vai prestar atenção no que ele falar na novela de uma emissora que só transmite orgias, adultério, homossexualismo, prostituição e por aí vai.”

Apresentação da ceia também levanta debate

Kleber Lucas participou do culto fictício de final de ano da igreja que faz parte da novela. Enquanto ele cantava, os figurantes distribuíam pão e vinho representando a Ceia do Senhor.

A encenação foi outro assunto debatido pelos nossos leitores. “Achei lindo o batismo, mostraram bem como é a ceia também. A participação dele [Kleber Lucas] foi ótima”, disse Giovanna Meotti que continua sua opinião dizendo: “Tem muitas pessoas que nunca entraram em uma igreja evangélica, Deus usa o diabo muitas vezes pra abençoar quem precisa, no caso a Globo, que querendo prejudicar os ‘crentes’ está mostrando como é um culto, pelo menos até agora não vi nenhum desrespeito. O povo gosta de julgar, tem que vigiar e orar, mas eu to feliz pelas pessoas que podem ser abençoadas vendo um pedaço da novela que presta.”

Mas para Abrão Silva o momento tão santo como a Ceia não pode ser banalizado. “Uma coisa tão santa e tão linda que é a ministração da Ceia, e o povo escarnecendo isso numa novela suja. Faça-me favores. Ridículo”, opinou.

O pastor Antônio Nemer Bordin, presidente da Assembleia de Deus em Itajaí, acredita que “isso nunca foi, nunca é e nunca será pregar o evangelho a toda criatura”. Ele acredita que o cantor foi “buscar fama aparecendo nas telas da TV Globo”. Para ele, a cena ridicularizou o sacramento da Ceia do Senhor.

Assista:




Fonte: Gospel Prime
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Padre faz anúncio na missa e fatura para obra de igreja

Para mobilizar fiéis, Padre Renê colocou maquete do centro comunitário na porta da igreja, com propagandas do projeto Cupom Solidário

Ideia de fiéis já gerou R$ 3,5 mil para os cofres da paróquia. Donos de lojas festejam aumento de 10% nas vendas após a iniciativa

Um grupo de fiéis da Paróquia Cristo Redentor, em Laranjeiras, teve uma “santa” e inédita ideia para arrecadar dinheiro para a conclusão do Centro Comunitário Arnaldo Janssem, erguido ao lado da igreja. Com apoio do pároco Renê .Oliveira, foi criado o projeto Cupom Solidário, em parceria com estabelecimentos comerciais da área. O objetivo é angariar pelo menos R$ 1,7 milhão para o término das obras.

“Já firmamos parcerias com a rede de Drogarias Imperial, Restaurante Varandas Gourmet e RR Gomes Hortifruti. Nas missas eu faço propaganda, recomendo que os fiéis deem preferência para esses estabelecimentos. Há também cartazes com os nomes das empresas patrocinadoras. Os cupons fiscais das despesas são depositados em urnas na igreja e recolhidos uma vez por mês. Ao apresentarmos os cupons aos empresários parceiros, eles nos repassam entre 2% e 5% do valor bruto consumido pelos fiéis”, detalhou o sacerdote.

A cada fim de semana,mais de mil pessoas frequentam as missas de Padre Renê, que assumiu a paróquia há cinco meses. De acordo com funcionários dos três estabelecimentos, desde julho os religiosos da Paróquia Cristo Redentor já desembolsaram aproximadamente R$ 300 mil no comércio indicado. Até agora, contando também com outras iniciativas, como rifas e bingos, mais de R$ 3,5 mil foram direto para os cofres da igreja.

Parceria caiu do céu

“Nossa intenção é expandir o número de parceiros e, consequentemente, obter mais recursos”, afirmou Padre Renê, adiantando que a meta é retomar as obras do centro comunitário em fevereiro ou março do próximo ano. “Aos poucos a nossa iniciativa está se firmando. No último mês contabilizamos quase quatro mil cupons nas urnas”, comentou o engenheiro Eudes Raposo, de 72 anos, um dos voluntários que participam do projeto.

Para os comerciantes, a parceria com a igreja caiu do céu. “O movimento de clientes subiu pelo menos 10% após a iniciativa. Estamos contentes em, de forma indireta, contribuirmos para a realização do belo projeto social”, diz o subgerente da RR Gomes Hortifruti, Jeferson Barbosa.

Centro será destinado a carentes

O empenho dos fiéis e do pároco Renê Oliveira é por uma causa nobre. O centro comunitário vai abrigar projetos voltados para a promoção humana e cidadania para crianças, jovens, adultos e idosos de duas comunidades carentes de Laranjeiras: Júlio Otoni e Coroados/Amapolo.

“Desenvolveremos programas de saúde, alfabetização, lazer, assistência jurídica, entre outros. Por isso esperamos contar também com a ajuda de profissionais que possam prestar serviços voluntários nessas áreas”, comentou Renê. Ele estima que as obras de acabamento ainda demorem pelo menos mais um ano.

Com quase dois mil metros quadrados de área construída, o centro comunitário tem três andares. No primeiro pavimento funcionará um salão e uma cozinha. No segundo, um auditório. Os projetos serão realizados no terceiro andar. No terraço haverá área de lazer com quadra e jardim de inverno.




Fonte: O Dia
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terça-feira, 28 de maio de 2013

Padre faz vídeo inspirado em Psy para divulgar festa de igreja

Uma quermesse de Santo Antônio em Guarulhos, na Grande São Paulo, ganhou uma propaganda inusitada este ano: um flashmob reunindo fiéis e até o padre dançando em frente à igreja. O vídeo foi publicado nas redes sociais para divulgar a festa do santo padroeiro da paróquia da Vila Augusta, que começou em maio e vai até junho.

No flash mob, fiéis vão chegando à paróquia da avenida Guarulhos, atraídos pelo som dos sinos. Em seguida, todos fazem a coreografia e cantam “Aleluia”. O vídeo da iniciativa foi publicado no site e nas redes sociais da igreja e também no YouTube. A ideia surgiu em uma conversa sobre o clipe do hit Gangnam Style, do sul-coreano Psy.

“Essa ideia começou em janeiro. O padre tinha visto uma freira naquele vídeo do Gangnam Style, daí pensei, por que não fazer um flash mob?”, conta Franciane Priscila Rosa Braz, 19 anos, que desde então trabalha para organizar o encontro. Ela também ajudou na coreografia e na organização.

Vídeo com coreografia em paróquia de Guarulhos foi colocado na internet. Ideia surgiu de conversa sobre Gangnam Style: 'Padre também dança', diz.

Os flash mobs são aglomerações instantâneas, organizadas nas redes socais, e que viraram moda com a internet. Um grupo prepara algo inusitado, combina previamente e, ao mesmo tempo, todos aparecem surpreendendo quem está em local determinado. Em seguida, se dispersam.

“A gente queria pensar em algo diferente, fora do normal, para divulgar a festa, e que fosse na internet. Aí surgiu a inspiração de criar o flash mob”, conta o padre Edson Roberto dos Santos, que aparece dançando e, ao final do vídeo, deixa uma mensagem convidando todos para ir à quermesse. “Ainda mais hoje que a própria igreja estimula a evangelizar pela internet.”

“A gente ousou”, diz Franciane. Segundo ela, foram vários ensaios até o produto final, filmado em um domingo à tarde. Cinco câmeras de vídeo foram colocadas em pontos próximos da paróquia. O estacionamento de um mercado em frente à igreja, que fica em cima do estabelecimento, ajudou a evitar que o movimento dos carros atrapalhasse as imagens.

Também foi preparado um vídeo prévio com o passo a passo da coreografia para que todos pudessem ensaiar. Já a música foi escolhida entre as que tocam nos cultos. “Ela significa acolhida para quem está chegando”, diz padre Edson.

Já sobre a repercussão do vídeo, o padre afirma ter ouvido muitos elogios e também muitos comentários de pessoas surpresas com a iniciativa.

“As pessoas falaram: Nossa, o padre dança? Padre também dança”, diz ele. “Muita gente veio falar. Para a comunidade, foi uma novidade, porque foi a primeira vez que dancei publicamente. Mas a dança é algo tão natural do ser humano. E, no nosso caso, é um louvor a Deus”, afirma.

O padre, de 33 anos, considera que sua juventude ajuda a entender melhor a evolução de meios como a internet na sociedade, mas diz que nem todos os fiéis aprovam essa “modernidade”. “Causa um estranhamento ver um padre dançando, mas pessoas arcaicas existem em todo lugar, dentro e fora da igreja”, afirma. “A internet tem estimulado a participação dos jovens.”

Só que não basta “curtir” a página do Facebook da igreja, diz. “Tem que participar. Nosso trabalho é presencial, de comunidade”, afirma.

Bebida proibida

A quermesse de Santo Antônio acontece nos dias 19, 25 e 26 de maio e 1º, 2, 8 e 9 de junho, na Avenida Guarulhos, 1535, na Vila Augusta, em Guarulhos.

A expectativa é receber cerca de 5 mil pessoas com comidas típicas, shows e brincadeiras. E estão proibidas bebidas alcoólicas. “Nós combatemos os vícios. O vinho quente é com suco de uva”, diz padre Edson.

No dia 9 de junho acontecem uma carreata de Santo Antônio e uma missa campal. No dia 13 de junho, dia do santo casamenteiro, estão programadas missas durante todo o dia e uma procissão às 15h.



Fonte: G1
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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Balada, birita, sexo e evangelho, uma mistura nada santa

Pastorear o rebanho não é nada fácil. Exortar os crentes a uma vida santa é mais complicado ainda! Lamentavelmente muitos daqueles que se chamam evangélicos não querem compromisso com Deus e sua Palavra preferindo uma vida de pecados e transgressões. Nessa perspectiva os jovens frequentam os cultos e mantem relação sexual com os namorados; participam da Ceia do Senhor e se embebedam de vinho; Cantam os louvores gospel e vivem na esbórnia; se dizem crentes e cometem todo tipo de pecado. 

Pois é, como já escrevi anteriormente uma das maiores lutas dos pastores é a santidade da igreja. Eu particularmente tenho lutado por uma igreja santa e compromissada com a Palavra. Luto por jovens comprometidos com o Evangelho e livres do pecado, por casais cujo leito matrimonial seja sem mácula, por adolescentes livres do mundanismo, e por homens e mulheres santos como o meu Senhor. No entanto, as vezes tenho a impressão que tenho dado soco em ponto de faca. 

Ora, nós pastores temos exortado, aconselhado e admoestado os que se dizem crentes a uma vida santa, mas estes lamentavelmente tem feito ouvidos de mercador fingindo que não ouvem as mensagens pregadas. A prova cabal disso são as redes sociais cujos "afiliados" que se dizem de Jesus, tem a cara de pau em compartilhar sem a menor vergonha, suas orgias, bebedices e imoralidades.

Outro dia soube de um adolescente,  filho de um conhecido  pastor que vive de balada em balada, pegando as menininhas e bebendo todas. Triste isso não? Que tempos complicados são esses os nossos!

Caro leitor, definitivamente os dias são maus e devido a isto acredito mais do que nunca que necessitamos de um genuíno avivamento na igreja brasileira, mesmo porque, se as coisas continuarem do jeito que estão, temo pelo futuro do evangelicalismo nacional.

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!



Fonte: Pr Renato Vargens em seu blog
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terça-feira, 16 de abril de 2013

Padre lutador de vale-tudo é atração de igreja na Rússia

Vale-tudo não tem nada a ver com "raiva", garante o padre lutador. Paróquia de Nelídovo também é famosa pelas missas conduzidas por odontologista, maratonista e metaleiro. 

Uma guarda simpática abre a igreja de Nelídovo por volta das sete da manhã e uma hora depois começam a chegar os primeiros paroquianos e sacerdotes. A cidade tem cerca de 20 mil habitantes e apenas um único tempo. Mesmo assim, uma dezena de fiéis, no máximo, ocupa os bancos vagos do templo na manhã de sexta-feira para assistir à missa. Os sacerdotes locais justificam a falta de paroquianos por se tratar de um dia útil e garantem que a igreja fica superlotada aos domingos e feriados.

A celebração tem início com dois padres e o terceiro chega meia hora mais tarde. Seu nome é Serguêi Akimov, um ex-lutador de vale-tudo. De olhos castanhos e ombros largos, Akimov não parece padre, apesar da tradicional veste. Tem um ar sério ou até mesmo um pouco sombrio. Segundo ele, o sacerdotismo aconteceu acidentalmente.

Na infância, acreditava em Deus, como muitas crianças, e foi ficando cada vez mais supersticioso. Ao perceber que suas superstições estavam tomando um lugar demasiadamente grande em sua vida, Akimov decidiu não acreditar mais em nada para ser livre.

Porém, algum tempo depois, conheceu um padre na casa de seus amigos, com quem teve uma longa conversa sobre Deus. Daquele momento em diante, Akimov passou a frequentar a igreja e a ajudar na missa: primeiro como leitor, depois como diácono, até chegar à posição oficial de padre.

O que chama atenção, contudo, é  fato de Akimov ser um ex-lutador de de vale-tudo. Quando decidiu se dedicar à vida religiosa, sua primeira atitude foi abandonar o esporte para se concentrar em seu aprimoramento espiritual. No entanto, o reitor da igreja local lhe disse que não deixasse as lutas de lado embora não aprovasse sua participação em combates. “Ele me aconselhou a treinar crianças e proibiu que eu lutasse”, relembra Akimov.

Os pupilos do padre já participavam de diversas competições e até conquistaram prêmios durante o período em que Akimov permaneceu longe dos ringues. Até que, em 2007, levou sua equipe à cidade de Tver, a 160 km a noroeste de Moscou, para assistir aos combates de vale-tudo. Na ocasião, o padrão acabou participando do torneio e venceu. “Eu não tinha prática, mas treinava constantemente”, conta Akimov.

Para ele, o vale-tudo não quer dizer violência, dinheiro ou vaidade. “O vale-tudo é uma arte e a capacidade de pensar, aplicar combinações de golpes sofisticadas e escapar dos ataques. Trata-se de uma competição entre dois cérebros e duas forças físicas. O vencedor será aquele que for mais inteligente e esperto, e não o que estiver com mais raiva”, garante o padre.

Missa eclética

 Durante a breve conversa, Akimov contou também que a paróquia local conta com outros sacerdotes um tanto inusitados: um dentista, um maratonista e um diácono metaleiro que interpreta deathcore ortodoxo.  

O odontologista Serguêi Malichev é um rapaz alto, de cabelo curto e gestos rápidos. Está sempre com pressa e anda rápido como se estivesse sempre atrasado, embora seja sorridente e muito brincalhão. Se não fosse a batina, poderia ser tornado professor universitário. Seu turno é dividido ao meio: de manhã fica na igreja, e à tarde em seu consultório para complementar a renda. “Não poderia abandonar definitivamente a odontologia”, afirma Malichev.

Já o diácono Aleksandr Kolossov é o clérigo mais jovem da paróquia. Nos tempos livres, compõe música e versos. Embora sua aparência esteja completamente de acordo com a de um clérigo tradicional –  um pouco rechonchudo e barba –,as laterais da cabeça raspadas denunciam o espírito rebelde. É impossível entender o que sua banda canta durante os ensaios, mas Kolossov garante que é música ortodoxa. “A letra de um delas conta a história da queda de um homem e sua firme determinação para renascer em uma nova criatura pura”, comenta. “Com a ajuda de Deus, naturalmente”, finaliza.



Fonte: Gazeta Russa
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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pastora e cantora gospel Baby do Brasil diz que recebeu autorização de Deus para deixar de cantar gospel e voltar a cantar no mundo

A cantora conta a ÉPOCA que recebeu autorização divina para voltar a apresentar seus antigos sucessos depois de quase 20 anos no gospel. Seu show, que tem atraído uma legião de jovens por onde passa, chega a São Paulo

Pouco mais de dois meses se passaram entre o dia em que Baby do Brasil recebeu o convite do filho, o guitarrista Pedro Baby, para voltar a cantar seus antigos sucessos e o primeiro show, no Rio de Janeiro, no final de novembro de 2012. A volta de Baby para o repertório profano, ou “secular”, como ela prefere chamar, aconteceu depois de quase 20 anos voltados à música gospel. Foi um sucesso. De público e de crítica.

Antes de topar a volta, Baby diz que orou. Muito. Pediu autorização a Deus para encarar o desafio proposto pelo filho. Depois, para deixar de lado, nesse projeto, as canções gospel, um pedido do filho. Segundo ela, tudo foi autorizado. “Não foi nada programado. E, da noite para o dia, todo mundo agora quer ver o show. É a mão de Deus. Não tenho dúvida”, diz Baby.

Baby Sucessos já foi apresentado, depois do Rio, em Salvador e Santo Amaro da Purificação (interior da Bahia, terra de Caetano Veloso e Maria Bethânia). Neste fim de semana, no dia 3 de fevereiro, chega a São Paulo, no HSBC Brasil. No Carnaval, vai a Recife e Fortaleza. O bloco gospel que Baby levaria para a folia baiana foi cancelado. Baby está sendo empresariada por Paula Lavigne. O filho, Pedro, cuida da parte musical.

A plateia do show, em sua maioria, é formada por gente jovem. Público que não viu o sucesso do grupo Novos Baianos – Acabou chorare, disco histórico da trupe formada por Baby, Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Dadi, é de 1972 – ou o lançamento de canções como Menino do Rio (1979), Telúrica (1981), Todo dia era dia de índio (1981) e Sem pecado, Sem juízo (1985). “Estou indo cada vez mais para algo feliz, alegre, criativo. E essa é uma linguagem da juventude”, diz Baby.

Confira a entrevista com a cantora:

ÉPOCA – Você está surpresa com a repercussão e o sucesso do show?
Baby do Brasil – Está sendo muito gostoso. Algo muito louco. Não foi nada programado. Foi tudo pela mão de Deus. Algo matrix! (risos). Deus já tinha me avisado que eu iria receber um convite. Uma semana depois desse aviso, Pedro (Baby, seu filho com Pepeu Gomes) me ligou e me convidou para fazer o show. Fui orar para saber de Deus se aquele era o momento. Tive uma palavra vinda de um profeta aí de São Paulo. No meio de um culto, ele me disse: “Deus está procurando os daniéis para entrarem na Babilônia”. É o Daniel da cova dos leões, saca? Isso confirmou que Ele me ungia para entrar novamente nessa babilônia. Pedro me disse que não queria nada gospel no repertório e eu fui orar novamente para saber se Deus me autorizava. E Ele autorizou.

ÉPOCA – Mas por que pedir essa autorização? Tem alguma música nesse repertório que você não cantaria por questões religiosas?
Baby – Não. Quando Pedro me mostrou as canções selecionadas, eu percebi que todas elas eram muito espirituais. E ele me disse que queria que as pessoas vissem que eu sempre fui assim. O grande barato é que todas elas, assim como as que compus para o gospel, não têm um cunho religioso que possa setorizar, colocar as pessoas em uma situação religiosa. Pedro dirige o show muito bem. Ele buscou pessoas muito queridas para que o clima ficasse parecido com aquele que ele cresceu, de união, de alegria entre os músicos. Eu e Pepeu sempre tivemos uma relação de criatividade com nossos músicos, nunca uma coisa meramente profissional. Pedro quis reproduzir isso para que eu pudesse me sentir o mais à vontade possível.

ÉPOCA – Você já pensava em fazer algo revisitando seus grandes sucessos? Estava com saudades de cantar algo fora do gospel?
Baby- Não estava pensando. Estava envolvida só com meu projeto gospel, que nem visava lucro. Mas tudo o que é meu, seja gospel ou não, é muito louco. Eu não saberia me reinventar. Teria que ser algo excelente, assim como o Baby Sucessos está sendo. Queria, inclusive, que todo mundo se sentisse igual: eu, a banda e o público. E vindo do meu filho, um cara que eu pari, fica melhor ainda. Pedro é um homem fantasticamente consciente. Tem a guitarra como o pai, o violão como João Gilberto. Canta, compõe. É preferidíssimo de nove entre dez cantoras (risos).

ÉPOCA – O Pedro toca com a Gal. Rolou um ciúme de mãe?
Baby – Não! Fiquei muito honrada. Achei lindo. Pepeu tocou com Gal no show Fatal (1972) e, agora, é o Pedro, o filho. E a Gal tem uma participação importante no convite que o Pedro me fez. Ela foi usada por Deus. Certo dia, Gal chamou o Pedro e disse: “Deve ser a maior felicidade para a mãe tocar com o filho”. E eu já estava querendo sentir essa felicidade, já o havia chamado para tocar no gospel, mas ele não aceitou. A Gal pegou todos os meus filhos no colo. Quando minha primeira filha nasceu, ela mandou presentinhos. Sempre tivemos um carinho muito grande uma pela outra. Gal é uma 
mestra do canto. É uma das pessoas que mais me influenciaram na doçura do cantar.

ÉPOCA – A maioria do público desses seus shows é jovem. Muitos não foram contemporâneos da sua carreira. Isso aumenta sua responsabilidade como artista, como portadora de uma mensagem?
Baby – Os pais me apresentaram a eles. Mostraram desde os Novos Baianos até o que eu sou hoje, “aquela do cabelo roxo”. Hoje mesmo no aeroporto, os pais com uma menina de três anos vieram falar comigo. A menina sabia cantar uma música que gravei para o Balão Mágico. Eu fiz um vídeo com ela, no telefone do pai. Outro dia, uma mãe falou para uma criança de nove anos: “Olha lá, aquela de cabelo colorido é a Baby Consuelo”. O filho respondeu “Não. É a Baby do Brasil”. Estou indo cada vez mais para algo feliz, alegre, criativo. E essa é uma linguagem da juventude. Com a idade, a tendência é ficar séria. Eu não. Fico mais brincalhona, mais feliz, justamente por esse meu lado mais espiritual. Está dando uma liga bem bacana. A história da Baby está ficando bem delineada para todas as gerações. Essa responsabilidade de dizer alguma coisa não me pesa. Não tenho problema com isso

ÉPOCA – Mas os jovens também se sentem atraídos por o que você representou nos anos 1970, 1980. Você exalava liberdade, contestação...
Baby – Mas os jovens de hoje procuram algo a mais também, sabia? Não é um jovem preso na ditadura, diante de uma sociedade careta. É um jovem mais espiritualizado. E meu visual, meu cabelo, minha roupa, meu jeito de ser, conecta com à ideia de que todo mundo é livre para criar. E outra: eles estão cansadíssimos de determinados tipos de música. Estão tentando resgatar algo que ficou perdido por aí. A menina dança, por exemplo, é um sucesso estrondoso. Cósmica e Um auê com você, se bobear, eu nem consigo cantar, todo mundo canta junto. É uma delícia!

ÉPOCA – Você fez 60 anos. A idade pesa?
Baby – Não. Está sendo o maior barato. Eu sempre pedi a Deus para envelhecer bem, com muita energia, cabeça. E muito louca, sempre (risos).

ÉPOCA – Quando você se voltou mais a Deus e deu um direcionamento gospel à sua carreira, sofreu preconceito de colegas de profissão ou do público?
Baby – Quando eu me converti, teve muito susto. Tanto do lado gospel, quanto do lado secular. Ninguém entendeu o que estava acontecendo. “O que essa mulher está querendo?.” Mas eu nunca me preocupei em combinar com nada. Eu tive um arrebatamento e conheci a eternidade. Fui ao céu, vi o babado todo, sem drogas. O que eu iria fazer com isso? Não poderia esconder. Tive que ser eu. E, mais uma vez, louca. Mas sempre entendi tudo. Quando chega alguém mais agressivo, eu perdoo logo de cara. Sei entender muito bem.

ÉPOCA – E agora? O povo do gospel também se assustou por você ter voltado ao “secular”?
Baby - Sim. Teve muito susto. Mas, quando eu soube que era de Deus, sabia que todo mundo que estivesse com o Espírito Santo, iria entender. A mensagem iria chegar. Agora, tenho recebido muitos e-mails de pastores me dizendo “é de Deus!”. Deus é dono da parada toda.

ÉPOCA – Vai sair um DVD com esse show?
Baby – Já existem negociações. Mas estamos analisando. Queremos fazer o melhor para o público. Um som maravilhoso, com nível para ser apresentado em qualquer país do mundo.

ÉPOCA – E neste Carnaval? Vai sair novamente com seu trio gospel?
Baby – Eu cancelei. Queria fazer algo muito bem feito. No ano passado, tivemos as arquibancadas todas lotadas em Salvador e uma revista disse que não tinha ninguém. Sabe o que aconteceu? O trio abriu o domingo de Carnaval, à uma hora da tarde. Não havia povo no chão, só nas arquibancadas. Saímos puxando para os outros blocos. Então, diante do sucesso do show Baby Sucessos, eu não queria fazer algo menor para o gospel. Vou deixar (o trio gospel) para o ano que vem. Neste ano, vou sair com o Baby Sucessos em Recife e Fortaleza.



Fonte: Época
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Igreja Hillsong toca “Gangnam Style” e músicas seculares durante cultos

A Igreja Hillsong há mais de 10 anos se tornou referencial na área de louvor e adoração em todo o mundo. Várias de suas canções foram gravadas, traduzidas e adaptadas em diversas línguas.

Logo, começou a multiplicar seu número de igrejas associadas à sede na Austrália. Mas a Hillsong de Londres tem usado música secular durante seus cultos que talvez não seja bem vista na maioria das igrejas.

Alguns meses atrás, o grupo de louvor incorporou em suas apresentações a contagiante dança Gangnam Style, maior hit da história da internet, com mais de um bilhão de visualizações no Youtube.

A coreografia da “Dança do Cavalinho” já ganhou diversas versões e continua popular nas pistas de dança. A coreografia pode não parecer que teria lugar em uma igreja, mas na Hillsong de Londres tem sido um momento curioso e “diferente”. Outras músicas de artistas como Lita Ford e Coldplay também foram executadas na igreja, com direito a coregrafias e shows de luzes e até fogos.

Claro que muitos não aprovam a opção, mas num país secularizado como a Inglaterra, onde igrejas fecham a todo momento, a opção tem chamado atenção inclusive da mídia secular.

Confira nos vídeos abaixo:




Fonte: Gospel Prime
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Depois de show no Rio intitulado ‘profano’, Pastora Baby do Brasil tem agenda marcada em Salvador

A volta de Baby do Brasil ao ‘profano’ — desde os fins dos anos 90, quando se tornou evangélica, ela tem se dedicado à musica gospel — parece ter empolgado não só o público, mas também a própria cantora. Relutante em cantar seus antigos sucessos, como ‘Menino do Rio’ e ‘Telúrica’, Baby foi convencida pelo filho, o guitarrista Pedro Baby, a fazer um show para comemorar seus 60 anos de idade. A apresentação aconteceu no último dia 31 de outubro, no Jockey Club do Rio de Janeiro e enlouqueceu fãs novos e antigos. Colegas de profissão como Marisa Monte, Mart’nália, Maria Gadu e Zélia Duncan estiveram por lá.

Era para ser apenas uma apresentação. Mas a segunda já está marcada: dia 9 de dezembro, em Salvador. Batizado ‘Sucessos’, o show vai acontecer no tradicional Teatro Castro Alves e contará com a participação de Caetano Veloso, que já havia participado do show realizado no Rio.

Na apresentação, além dos hits de sua bem sucedida carreira solo, a popstora — como ela mesma costuma se intitular — relembra músicas do grupo Os Novos Baianos, do qual fez parte ao lado dePepeu Gomes (pai de seus seis filhos), Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luis Galvão. A propósito: muitos pensam que Baby, que no começo da carreira era Consuelo Brasil, é baiana. Mas, na verdade, ela nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro.



Fonte: Época
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Igreja Católica nas redes sociais: Papa Bento XVI entrou no Twitter

Enquanto a polêmica recente com as declarações da presidente do Banco Alimentar contra a Fome, Isabel Jonet, fazia disparar comentários nas redes sociais, um padre, Francisco Mendes, tentava esclarecer uma série de dúvidas no Facebook.

Apesar de o Banco Alimentar não ser uma organização católica, “muitos católicos participam nas atividades e campanhas”, portanto decidiu ir “respondendo, enquadrando, esclarecendo as pessoas, e foi uma oportunidade de fazer uma pedagogia que até começou por vozes mais indignadas”, explica.

A história ilustra, para o padre Francisco Mendes, da diocese de Setúbal, uma das vantagens de a Igreja estar nas redes sociais, algo incentivado pelo Papa Bento XVI como forma de aproximação às pessoas. Esta segunda-feira foi apresentada a conta Twitter do Papa Bento XVI, que entrou na rede social com o perfil @pontifex. Pedimos a três padres que falassem das vantagens de a Igreja estar nas redes sociais.

Também jornalista, Francisco Mendes gere a página da diocese de Setúbal (mais de 800 amigos), do Jornal Notícias de Setúbal (Semanário Diocesano de Setúbal, cerca de 580 likes) e tem uma página pessoal no Facebook. Usa a rede de duas maneiras: na sua conta própria vai partilhando informação e “marcando presença em coisas mais pessoais”; nas páginas do jornal e da diocese divulga informação de forma “rápida e eficaz”. “O que interessa mais [ao jornal e à diocese] é ter uma versatilidade e rapidez que um jornal e um site não têm.” Há pouco tempo, exemplifica, houve um evento em Almada organizado pela diocese em que “grande parte da afluência” veio pelas redes sociais – não tem dúvida de que sem as redes muita gente não teria ido.

Ao longo destes quase três anos em que está no Facebook, notou que a grande vantagem é “tornar-nos disponíveis para uma conversa” e facilitar “a aproximação”. “É difícil as pessoas estarem disponíveis nos horários a que as igrejas estão abertas”, comenta. No Facebook não há hora de fecho. Muita gente que não tem o hábito de andar “fisicamente pelas comunidades cristãs” “tem interesse genuíno” em saber e contacta-o, sobretudo através da página pessoal, ou interpela-o nas páginas de grupos a que pertence, de “forma muito descomprometida”. Também já o interrogaram sobre temas como o celibato dos padres – “recorrente” – e outras questões “que seria mais complicado” perguntar se o “apanhassem à porta da paróquia” – pelo menos, não teria tempo para expor a explicação da mesma forma, diz.  

Claro que as redes sociais não são “a panaceia de todos os males”, e o Facebook tem desvantagens – como a falta da presença física, do olhar –, mas não deixam de ser “meios poderosos para assegurar melhor comunicação”. A questões de consciência mais delicadas normalmente não responde – também não é o sítio para a confissão –, mas a rapidez do meio permitiu, por exemplo, reencaminhar para a pessoa certa – e  “de imediato” – um caso de “desamparo e solidão” como aquele com que se confrontou há uns tempos.

Na imprensa, rádio, televisão e agora na Internet

Depois de uma primeira tentativa falhada, Rui Osório, pároco da Foz do Douro e jornalista do Jornal de Notícias atualmente reformado, está agora no Facebook há cerca de seis meses, meio que considera essencial. “A Igreja vive da mensagem e da comunicação. Começou por ser comunicação oral, e embora tivesse receio da imprensa na era de Gutenberg e da queima dos livros, desde cedo assumiu o papel de divulgador” – está presente na imprensa, na rádio, na televisão e agora na Internet.  

Rui Osório quis criar um perfil por achar que não deveria fugir às potencialidades da tecnologia, ainda mais vindo da área da comunicação social. Tem na sua rede crianças, jovens, adultos, reformados e desenvolve a “cultura de uma rede de amigos”, estando (online) e partilhando. Serve-lhe para “cultivar um tipo de relação de amizades e processo de comunicação, porque por mais virtual que seja há um esforço de parecer cada vez mais real.”

Em que é diferente da comunicação com os crentes ao vivo? “O meio também é a mensagem. A missão de um sacerdote num centro paroquial tem muito do passado – a tradição, a oralidade. A relação desse patrimônio tradicional está de parte, nem tento substituir. A relação cara a cara não me parece que se possa substituir.” As redes sociais são um complemento, diz, e o seu objectivo “não é exercer a missão” que lhe “cabe” nelas. Mas “não queria ficar fechado”: “Sou um jornalista que escreveu à mão, à máquina, à máquina eletrônica e ao computador. As novas tecnologias nunca me assustaram. Não é só o gosto da novidade pela novidade, é saber como complementar.”  

Chegar a quem não vai à igreja

Gestor da página de Facebook do Patriarcado de Lisboa, e responsável pelo gabinete de comunicação, o padre Nuno Rosário diz não ter dados ou números, mas sente que através da rede social chega a quem não vai à igreja – e que a maioria dos que vão à igreja não usa as redes sociais. “Percebo através da página Facebook [que tem cerca de 1800 likes] que há muita gente que é ligada à Igreja, mas há muitos outros que não são.”

O objectivo é divulgar informação e transformar a página num “canal de comunicação” que vai gerando proximidade. “A relação pessoal e a proximidade são diferentes [no Facebook e ao vivo]. Mas a Igreja precisa de estar cada vez mais próxima das pessoas e este é mais um meio para depois estabelecer a proximidade física.”

Ao mesmo tempo, ao estar nas redes sociais a Igreja mostra que está no mundo e envolvida, mostra que “não está fora”. “A certa altura, o Facebook tornou-se quase um mundo à parte. Muita gente está no Facebook”, tem muitos amigos, mas não chega a desenvolver essas relações no mundo real. “Se estudarmos as redes sociais, percebemos que há tendência para as pessoas se isolarem. O facto de estarmos no Facebook é uma forma de irmos ao encontro de todos. O nosso objectivo é levar Cristo às pessoas.”



Fonte: Publico
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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Católicos e evangélicos se rendem de vez ao axé, funk, forró e sertanejo

O papa é pop, mas é também rock, axé, sertanejo, forró; assim como o bispo, que se rendeu até ao funk. Levar a palavra de Deus, seja em que credo for, e ainda no embalo de ritmos populares está virando moda no país, especialmente entre bandas e cantores de música cristã. “O que importa não é a batida ou a melodia, mas o que a letra diz. O ritmo musical acaba sendo uma estratégia – ainda mais no nosso caso, que é o funk – para atrair aqueles jovens que estão por aí soltos, se drogando. A mensagem é o que influencia e a nossa música tem como base os ensinamentos de Deus e louvam o Senhor”, salienta Diego Fortes, um dos MCs e idealizadores do Baile Gospel Os Cocadas (que são os cristãos mais animados), que é realizado há quatro anos no Rio de Janeiro e, vez por outra, em outras cidades do Brasil. 

A festa chega a reunir 2 mil pessoas e tem boa parte do público formada por adolescentes. Lá não há consumo de álcool e drogas, e não é permitido que casais, mesmo marido e mulher ou namorados, troquem carinhos mais ousados. “O funk já tem essa associação natural com o sexo e a gente pede para os frequentadores maneirarem, para não despertar qualquer estímulo, especialmente na moçada. As pessoas sempre respeitam e entendem nossa posição. Temos uma equipe de 70 irmãos que andam pelo baile com lanternas fiscalizando, e se alguém se beija ou se abraça, a gente brinca que leva luz onde houver trevas. Mas é tudo numa boa”, ressalta Diego.

Além de ser um evento para entreter e promover a comunhão entre a comunidade, à meia-noite, um pastor ou líder da igreja Ministério Libertos para Adorar faz uma pregação. “Aqui toca funk, hip-hop, pagode gospel, mas também tem a hora de ministrar a palavra. Só no último baile, 18 pessoas aceitaram Jesus. O funk, mesmo aqui no mundo cristão, sofre um pouco de preconceito, especialmente por parte das igrejas mais tradicionais. Mas elas têm mudado de opinião e reconhecido que nosso trabalho é sério, que nosso foco é a proclamação da palavra de Deus”, garante Diego Fortes.

Boa parte do público dos shows e de quem compra os CDs e DVDs são religiosos ou praticantes, mas há quem também frequente as apresentações dos artistas gospel só para curtir o som. É o que garante Ollyver Marcelo, produtor da Banda Salvação, grupo evangélico de axé surgido há 12 anos em João Pessoa, na Paraíba. “Temos muitos amigos de bandas que não são gospel que gostam muito do nosso trabalho. E bastante gente que não segue nenhuma religião e acaba curtindo o nosso som e se converte. Aliás, esse é o nosso principal objetivo: converter as pessoas ou fortalecer os laços com Deus”, garante Ollyver. 

Quando foi criada em 2000, a Banda Salvação era especializada em pagode, mas acabou descobrindo o axé. O produtor revela que no começo chegou a ser criticado por “pregar” utilizando ritmos pouco convencionais. Entretanto, aos poucos, foram tendo maior aceitação, especialmente entre os jovens. “Tem quem ache que música de louvor e adoração tem que ser tradicional. Mas acho que não tem nada a ver. O Brasil é um país tão rico de ritmos, como o forró, axé, samba e qual o problema de unir o útil aoagradável? Nosso público só vem crescendo e as propostas de shows também”, acrescenta.

UNIVERSITÁRIO

Filhas de pastor, as irmãs capixabas Gislaine e Mylena (foto) resolveram montar uma dupla de gospel sertanejo há 13 anos, reunindo as duas coisas de que mais gostam: a música de raiz e a palavra de Deus. Lançando o quarto disco, elas garantem que não deixam de escutar artistas seculares (sem vínculos com religião) até para incorporar novos elementos ao trabalho. “Somos compositoras também e estudamos música. Então, é preciso conhecer de tudo um pouco, desde Cartola, passando pelo Zezé di Camargo e Luan Santana. Mas a principal inspiração é o nosso cotidiano, a natureza, as lutas diárias e, sobretudo, Deus. A temática é diferente desses artistas”, justifica Gislaine. 

A cantora acredita que o fato de o sertanejo estar em alta, especialmente o universitário, tem ajudado na divulgação e no surgimento de representantes desse gênero, independentemente de religião. No entanto, acha que a carreira que segue com a irmã Mylena começa a sobressair por ter algumas particularidades. “Além de o sertanejo viver um bom momento, somos uma dupla feminina e gospel. O Brasil está abraçando o nosso estilo e estamos tendo muito êxito em todos os lugares”, comemora.

Rock e axé católico 

Se no meio evangélico o gospel está cada vez mais forte, até pelo próprio crescimento desta religião no Brasil, entre os grupos e artistas católicos a prática vem de longa data. Considerada a primeira banda de axé da Igreja Católica, a mineira Dominus é uma das mais importantes do segmento no país. Já chegou a contar com a participação do padre Fábio de Melo e de Ivete Sangalo em seus discos. “Somos uma banda que há 23 anos atinge a juventude de maneira direta, pois segue um ritmo muito brasileiro, mais especificamente o axé. No começo houve estranhamento por parte da Igreja, mas depois viu-se que era muito bom e atraía o jovem. Na verdade, o preconceito maior é pelo fato de cantarmos música religiosa. Pelo axé não tem problema algum”, afirma o vocalista e um dos fundadores da Dominus, Léo Rabello.

Para o cantor, cada vez mais brotam artistas religiosos no Brasil e este tipo de música vem crescendo comercialmente, o que não deixa de ser uma maneira de disseminar a palavra de Deus entre a juventude. “Quem gosta de um estilo e pode ouvi-lo com mensagens religiosas acaba sendo cativado pela música e consequentemente a mensagem”, defende Rabello. 

Outro exemplo de sucesso entre os católicos, surgido na década de 1980, dentro do movimento de Renovação Carismática da Igreja Católica, é a banda paulista Rosa de Saron. Precursores do chamadowhite metal no Brasil ou metal cristão, o grupo de rock já chegou até a receber indicações ao Grammy Latino. E o mais interessante é que o estilo da Rosa de Saron acabou conquistando fãs também em todos os meios, religioso ou não, o que faz com que seja presença frequente em eventos como exposições agropecuárias e festivais. 




Fonte: Divirta-se UAI
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mundanismo – A voz de Satanás


O que é mundanismo? Sempre ouvimos falar sobre esse conceito, mas para muitos ele não está totalmente claro. Há uma passagem na Bíblia que nos permite compreendê-lo plenamente, se a examinarmos com atenção: Mateus 16. O relato nos conta que, certo dia, Jesus perguntou a seus discípulos quem os outros pensavam que ele era de fato. Havia teorias. Como tinha realizado feitos extraordinários – alimentado multidões pela multiplicação de poucos pães e peixes, curado toda sorte de enfermidade e ensinado com uma autoridade e uma ousadia que nenhum fariseu ou escriba demonstrara – para alguns ele era um profeta. Aliás, muitos o viam como Elias retornando do Céu ou João Batista ressuscitado. Como sempre acontece com o povo, pessoas sobre quem se ouve falar mas não se conhece de fato acabam sendo alvo de muitas interpretações e informações equivocadas.

É claro que Jesus já sabia de tudo isso. Mas ele dirigiu a pergunta aos discípulos com outro propósito. Ele os estava preparando para o que viria em seguida: uma explicação sobre a necessidade de haver traição, paixão, crucificação e ressurreição. O Mestre prosseguiu e lhes perguntou quem eles diziam ser o Filho do homem. Não importava o que “todos” diziam a seu respeito. Agora, o Senhor os chamou para uma confissão pessoal sobre quem seria o seu mestre. Pedro, como era o costume, respondeu, provavelmente em nome de todos: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”. Jesus replicou que Pedro não teria como saber aquilo por raciocínio humano. Essa visão a respeito dele não vinha do mundo, fruto de observação, nem tampouco da lógica humana: tinha de ser concedida por Deus Pai.

Em outras palavras, Pedro e os outros tinham se tornados participantes de um tipo de conhecimento que humanamente seria impossível de se obter. Longe de ser um elogio, Jesus mostrou que a fala de Pedro não partiu dele e, portanto, o responsável por tal conhecimento era Deus. O mérito era de Deus. A glória de se saber aquilo achava sua origem em Deus. Literalmente, Pedro tinha sido agraciado com conhecimento espiritual. Sua mente continha saber do alto. Pedro foi declarado “feliz” – ou bem-aventurado – pelo Mestre e ouviu duas realidades: ele receberia as chaves do Reino e aquilo que ligasse na terra seria ligado no Céu. Ou seja, com aquele conhecimento veio autoridade.

Os discípulos estavam prontos para ouvir. Jesus, então, continuou, explicando como seria necessário que sofresse e morresse, preso a mando dos líderes religiosos de Israel. E terminou afirmando que, no terceiro dia, após a sua morte, ressuscitaria dos mortos. Parece que Pedro não ouviu até o fim. Não conseguiu pensar além da parte trágica. Num ímpeto, muito típico do pescador bruto, bradou, “Nunca Senhor, nunca te acontecerá!”. Ele quis ser humano. Quis ser mais misericordioso do que Deus. Quis poupar aquele a quem amava justamente daquilo que motivou sua vinda à terra. Mas Jesus foi taxativo: “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens”.

Esta resposta é a chave para entendermos o que vem a ser mundanismo. Tudo o que contraria a vontade de Deus é humano e, em última análise, satânico. Por mais razoável que possa nos parecer, qualquer coisa que vai contra os planos do Senhor é humano, satânico e, assim, mundano.

Mundanismo não é necessariamente o modo de pensar de pessoas vis e claramente más. Mundanismo pode parecer muito simpático, charmoso e até perfeitamente razoável. Inversamente, aquilo que é divino, que tem a mente de Cristo, pode parecer radical, pouco razoável, estranho e um contrassenso. Como cristãos, somos repetidamente admoestados a termos um modo de pensar que não seja enraizado nos preceitos que governam este mundo em que vivemos:

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem- se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória.” (Cl 3.1-4)

Por pertencer a Cristo, é absolutamente necessário que aprendamos a pensar como Ele pensa! Só que isso é um desafio muito mais difícil do que a grande maioria imagina, visto que somos catequisados por este mundo constantemente. Vou usar apenas um exemplo: filmes. Esse tipo de entretenimento é, quase na sua totalidade, construído pela contemplação do mal, de onde tiramos uma experiência prazerosa. O humor do mundo é sujo, jocoso, humilhante e irreverente. O drama deste mundo é torpe, um caldo de valores claramente contrários ao modo cristão de pensar. Filme de ação é um termo que descreve violência. Sim, porque que ação é essa? Assassinato, crime e crueldade. Romance é um gênero de entretenimento que não respeita os conceitos cristãos de sexualidade, fidelidade ou reverência pela imagem e semelhança de Deus no nosso próximo. Frequentemente o casal que acabou de se conhecer acorda na cama e leva um dos dois a se perguntar: “Será que achei o amor da minha vida, afinal?” Já vimos isso tanto que até o “cristão” sorri e acha lindo esse sentimento.

Ou seja: nos deleitamos em assistir ao pecado, ao mundo e a tudo o que ele nos ensina. Deleitamo-nos sim. É nossa maneira de “relaxar”, de espairecer. Não é à toa que nossa mente esteja tão dividida. Não é por menos que lemos o Sermão no Monte e o achamos tão radical ou idealista. Simplesmente não pensamos como discípulos de Cristo. Consideramo-nos discípulos, mas não somos discípulos. Paulo resume a maneira de que devemos pensar para sermos verdadeiros cristãos.

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.  Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês” (Fl 4.8,9).

Estamos muito aquém disso. Mas podemos mudar. Temos que mudar. Temos que nos livrar desta geração perversa e nos consagrar, pois só existe um Deus verdadeiro. Temos que abraçar o brado de Israel, o shema:

“Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar…” (Dt 6.4-9).

Estamos sempre ouvindo, sempre. Só que ouvimos a voz de Deus ou a voz dos homens, que Jesus chamou de satânica.

Meu Deus, ajude-nos a fazer algo a esse respeito e com urgência! Não queremos ser mundanos. Pois não pertencemos a este mundo, mas àquele que nos salvou!



Fonte: Blog do Walter McAlister
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