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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Jornalista de "O Infiltrado" abre igreja evangélica e luta MMA

O repórter Fred Melo Paiva faz pregação em praça pública

O jornalista Fred Melo Paiva decidiu se tornar lutador de MMA (artes marciais mistas). Também resolveu virar vereador. E abrir uma igreja evangélica. E transformar-se em segurança. Não, não se trata de crise profissional: as empreitadas de Paiva fazem parte de "O Infiltrado", programa que estreou nesta terça-feira (7).

Em cinco meses de gravação, o repórter --que nunca havia feito um programa de televisão-- gravou nove episódios sobre universos sempre diferentes de sua realidade, com o objetivo de trazer a todos os capítulos ação e uma boa dose de conflito.

No primeiro capítulo, Paiva procura religiosos e teólogos para tentar abrir sua própria igreja. Para ser bem-sucedido em sua tarefa, é orientado a comprar um terno novo, adquire uma bíblia e forma um pequeno séquito para experimentar sua pregação em praça pública.

No processo, ele conhece figuras como um pastor que promete emagrecimento instantâneo, descobre que deve mandar 10% da arrecadação de sua igreja à matriz --fato que o deixa chocado-- e resolve buscar um pai de santo para poder viver uma experiência transcendental.



Fonte: Folha
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sábado, 4 de maio de 2013

Próxima novela das 9 na Globo terá "periguete" que vira evangélica

O que seria das novelas sem as periguetes, não é mesmo? Desta vez, quem encarnará a assanhada do momento será Tatá Werneck. A comediante estreará na Rede Globo como a Valdirene em 'Amor à Vida', próxima novela das nove.

A personagem é a filha de uma ex-chacrete, que tem o objetivo de se casar com um homem rico. Depois de perseguir o jogador Neymar, Valdirene decide mudar de vida e se converte, tornando-se evangélica.

'Amor à Vida', escrita por Walcyr Carrasco, tem direção-geral de Mauro Mendonça Filho e direção de núcleo de Wolf Maya. Também fazem parte do elenco Paolla Oliveira, Juliano Cazarré, Malvino Salvador, Mateus Solano, Fabiana Karla, Elizabeth Savalla, Caio Castro, Eliane Giardini, Bruna Linzmeyer, Daniel Rocha, Leona Cavalli, Bel Kutner, Carolina Kasting, Thiago Fragoso, Marcello Antony, entre outros.
A estreia está prevista para maio.


Fonte: Yahoo
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terça-feira, 19 de março de 2013

Para renovar com missionário RR Soares, Band quer mais de R$ 10 milhões por mês

Pelo sexto ano consecutivo, a Band usa a mesma estratégia para tirar mais dinheiro do pastor R.R.Soares, para renovar o contrato de venda de horário de programação. O líder da Igreja Internacional da Graça já paga hoje cerca de R$ 8 milhões para ter 60 minutos em horário nobre diariamente. Segundo Ooops! apurou, a emissora quer subir esse valor agora para pelo menos R$ 10 milhões.

A Band, como faz todos os anos, prepara este ano uma convenção com todas as afiliadas. Assim como nos seis anos anteriores, o "rumor" de que a rede não vai renovar com Soares ocorre exatamente dias antes da convenção. Para efeitos de comparação, em 2008 Soares pagava cerca de R$ 4 milhões pelo "aluguel" do canal. Ou seja, teve o preço inflacionado em cerca de 100% desde então.

Outro elemento de pressão que a Band tem na manga é o fato de a Igreja Mundial, de Valdemiro Santiago, também estar de olho gordo em cima do horário hoje ocupado pela Igreja Internacional da Graça.

Comparativamente, Santiago paga hoje cerca de R$ 20 milhões por mês à Band pelo arrendamento das madrugadas da emissora (aberta, em VHF) e mais o arrendamento total do seu canal UHF (canal 21). Ou seja, seu custo é muito menor (em relação ao número de horas compradas) do que o de Soares, que vem a ser cunhado de Edir Macedo.


Fonte: UOL
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Band renova contrato com pastor Valdemiro Santiago da Igreja Mundial do Poder de Deus

A Band renovou o seu vínculo com a igreja de Valdemiro Santiago para as madrugadas do canal. Segundo o jornalista Flávio Ricco, o novo contrato já foi assinado.

A Igreja Mundial do Poder de Deus, uma das igrejas evangélicas mais bem sucedidas atualmente no Brasil, continuará a ocupar a grade diária do canal paulista, das 4 às 7h da manhã.

Apesar de serem indispensáveis para fazer com que a emissora consiga fechar o seu ano com as finanças no azul, muitos reclamam da venda de horários para as igrejas por conta da dificuldade em levantar a audiência baixa deixada pelos evangélicos.


Fonte: Na Telinha
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Programação evangélica já ocupa metade da programação da Rede TV!

Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Record

A programação evangélica já corresponde praticamente a metade da grade da Rede TV!. 

Durante a semana, entre segunda e quinta-feira, já chega a 12 das 24 horas disponíveis.

Só a Igreja Universal mantém 4 horas e meia.

Não será por falta de reza, controvérsias à parte, que a emissora não irá se recuperar.



Fonte: TV UOL
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domingo, 6 de janeiro de 2013

Peso político e poder de consumo impulsionam presença dos evangélicos na TV

O final dos anos 1980 e o início dos anos 1990 foram marcados pelo estranhamento em relação aos evangélicos por parte da grande imprensa e das grandes redes abertas --Globo, Manchete, SBT, em especial, após a compra da Rede Record por Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Muitos se perguntavam quem era esse grupo e como ele havia alcançado essa visibilidade, num país até então majoritariamente católico.

O sentido das coberturas era em geral ofensivo, de reportagens investigativas, com câmeras escondidas, entrevistas com dissidentes, retratando de forma negativa a relação entre alguns grupos de evangélicos (os chamados neopentecostais) e a arrecadação de dízimos e ofertas.

Reportagens mostrando cultos da Universal em estádios, com sacos de dinheiro sendo abençoados, foram mostrados de forma demonizadora, sendo contrapostas a depoimentos de outros líderes religiosos que condenavam a prática, afirmando que isso não era cristianismo.

O período de 1989 a 1995 foi marcado por uma espécie de "guerra santa", que culmina com o "chute na santa", dado por um pastor da Universal no dia de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro de 1995. Nesse período, vemos vários veículos de comunicação demonizando os neopentecostais, o que "respinga" em outros grupos evangélicos que não são identificados com esse grupo.

Ressalto a minissérie "Decadência", veiculada pela Globo em setembro de 1995, escrita por Dias Gomes, em que Edson Celulari interpretava um pastor sem escrúpulos, além da própria cobertura dada pela Globo, uma emissora tradicionalmente simpática ao catolicismo, por conta do chute na santa.

Observamos que, nos últimos cinco anos, a Globo tem se aproximado deste público, porque tem lhe conferido não somente um peso de formação de opinião, mas também de mercado consumidor.

Agora há o Festival Promessas, o selo da Som Livre para música cristã contemporânea --que reúne artistas evangélicos e católicos, que já tocaram no Faustão e tiveram música em trilha sonora de novela.

Da quase ausência de cobertura de eventos evangélicos, como a Marcha para Jesus, para a cobertura no "Jornal Nacional" dos cem anos da Assembleia de Deus (2011), da Marcha para Jesus, e mesmo dos protestos feitos por Silas Malafaia contra o projeto de lei 122/06 (contra a homofobia), vemos uma mudança de atitude significativa.

É importante destacar que a bancada evangélica cresceu no Congresso (e que tem se aproximado do governo desde a administração Lula), cresceu o poder aquisitivo de muitos
evangélicos que ocupavam a chamada classe C e aumentou a mobilização de parcelas de evangélicos nas redes sociais, o que dá maior voz e visibilidade para esse grande e heterogêneo conjunto religioso denominado "evangélico".

Se antes o evangélico era retratado de forma demonizada --no caso das lideranças-- ou paternalista --no caso do fiel, retratado como um sujeito vulnerável aos ataques de líderes inescrupulosos--, atualmente vemos um retrato mais positivo, mas ainda longe da sua grande diversidade. São retratados como sujeitos religiosos que merecem respeito, que votam, que consomem e são exigentes na qualidade do que lhe é oferecido.

A aproximação se dá mais pela música, pela figura feminina de artistas como Ana Paula Valadão (que recentemente cantou no "Encontros com Fátima Bernardes") e Aline Barros, e até por programas como "Sagrado", que traz diferentes lideranças religiosas para falar sobre diversos assuntos da vida e da morte.

É uma aproximação ainda cuidadosa, que não livra a Globo dos deslizes de chamar os cantores evangélicos de "estrelas da música gospel" (a crença rejeita qualquer alusão a idolatria), mas perto de como era --e não era-- antigamente, é um grande avanço, que é comemorado por muitos evangélicos nas redes sociais.

Lembro-me de como a ida de Aline Barros ao "Domingão do Faustão" foi comemorada por blogs e em comunidades evangélicas no Orkut. Como o universo evangélico é muito diversificado, é difícil pontuar que só há desconfiança em relação à iniciativa da Globo em se aproximar deste grupo; a Record procura galvanizar a atenção dos "evangélicos" como um todo, oferecendo programação religiosa, mas não há unanimidade entre os evangélicos em relação ao que essa emissora produz.

Acredito que as redes sociais têm ajudado a conferir maior visibilidade; o próprio uso da mídia feito por grupos evangélicos tem conferido também esta visibilidade,
seja em termos de evangelização, seja nas campanhas eleitorais e até nas ameaças de boicote a novelas da Globo, como "Salve Jorge".

Agora, uma das características ligadas historicamente a uma suposta "identidade evangélica" no Brasil é essa idéia de estar afastado da grande sociedade católica ou secular; essa ideia de "estar no mundo, mas não pertencer a ele".

O reconhecimento maior que a grande mídia tem oferecido aos evangélicos traz alguns desafios a essa autoimagem evangélica, pois dentro desse grupo heterogêneo destaca-se o desejo de vigiar de perto o que a grande mídia fala sobre ele, tendo em vista todo o histórico de agressões e perseguições empreendidas.

Então, destaca-se essa autoimagem positiva, de povo honesto, trabalhador, que canta, louva, veste-se de forma elegante, mas sem ostentação; que é igual a todo mundo no dia a dia, e que leva sua crença muito a sério, pois enxerga na própria vida um testemunho a ser dado para quem não é evangélico --a ideia de ser "sal da terra, luz do mundo".



Fonte: Folha
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Convertido à igreja evangélica, funkeiro MC Marcinho garante que não vai parar de cantar funk e gravar música gospel

Marcinho não quer cantar música gospel 

“Quando estava triste o meu coração/Eu fui para um canto e fiz essa canção”. Os versos iniciais do Rap do Solitário, primeiro sucesso de MC Marcinho — lançado em 1994 —, mostravam a fonte de inspiração do cantor, que trouxe um toque romântico ao batidão carioca e logo se tornou um dos ícones do funk melody. Dezoito anos depois, convertido à igreja evangélica, as juras de amor vão para a palavra de Deus, mas ele avisa: ao contrário do que é especulado, não pensa em abandonar o funk.

“Desde que entrei para a Igreja, as pessoas vêm comentando várias coisas, dizendo que vou parar de cantar funk. Não é verdade. Vou parar de cantar na hora que Deus achar que devo parar. Isso não vai acontecer porque fulano quer ou porque o pastor falou. Quem me resgatou do acidente e me tirou da cadeira de rodas foi Deus. Devo tudo a Deus e não ao homem. Minha meta não é parar para cantar gospel”, esclarece.

O acidente ao qual ele se refere ocorreu em 2006, na Via Dutra. A van onde o funkeiro estava perdeu a direção e bateu na traseira de um ônibus. Na ocasião, duas pessoas morreram. O susto foi o suficiente para Márcio André Nepomuceno — assim ele é registrado — buscar na religião um novo sentido para a vida. Algo que ele busca compartilhar com os fãs em suas apresentações. “Aproveitando o meu meio de comunicação para mostrar aquilo que acredito”, diz ele, autor de hits como ‘Glamurosa’, ‘Tudo é Festa’ e ‘Escrito Pras Princesas’. Mas isso não significa que os shows ficaram desanimados. Na turnê do recém-lançado DVD ‘Tudo é Festa’, Marcinho aposta na mistura de estilos.

“Pegamos músicas de todos os ritmos e botamos em cima do tamborzão. Tem do sertanejo ao forró, passando por músicas pop e outras mais românticas. De tudo um pouco”, resume ele. “Hoje, temos um campo maior para trabalharmos dentro do funk. A tecnologia facilita bastante. E o funk, hoje em dia, é universal”, festeja Marcinho.



Fonte: O Dia Online
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pastor Silas comenta fim do programa “Fala Malafaia”

O pastor Silas Malafaia comentou o fim do programa “Fala Malafaia” que ficou no ar por quatro meses através da TV Bandeirantes. O cancelamento da atração se dá pelo alto custo para manter o programa, um valor que poderia vir a comprometer os investimentos da Associação Vitória em Cristo.

O último programa foi transmitido no domingo (28) e o apresentador falou com os telespectadores sobre o final do programa explicando que a AVEC tem o programa Vitória em Cristo e as obras sociais como prioridade, não podendo assim investir um valor tão alto neste programa de variedades que não tem como objetivo a evangelização.

“Eu tenho que fazer uma escolha: ou eu mantenho o programa Vitória em Cristo e as obras sociais ou eu mantenho o programa Fala Malafaia”, disse o pastor.

Os altos custos do programa chegaram a ser comentado pelo pastor antes do primeiro programa ir ao ar. Malafaia pediu que 40 mil pessoas aceitassem se tornar um patrocinador do novo programa enviando mensalmente ofertas com valores acima de R$30.

A idéia inicial era que o programa ficasse no ar por três meses como teste para saber se o novo formato agradaria ao público e se seria viável mantê-lo. No vídeo de despedida, o presidente da AVEC até comenta o sucesso de audiência do “Fala Malafaia”, deixando claro que o programa só continuaria no ar se acontecesse um milagre.

Assista:

Fonte: Gospel Prime
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domingo, 21 de outubro de 2012

Pastor Silas Malafaia deve abandonar horário na Band


O programa de Silas nesse horário é o Fala Malafaia iniciado em maio deste ano, que vai ao ar todos os domingos. Segundo o colunista, o pastor romperá o contrato de milhões com a emissora sem ter que pagar nenhuma multa.

As razões pelo abandono do horário ainda não foi esclarecido.

Em setembro do ano passado, o pastor também teve que abandonar um horário na emissora devido a uma polêmica manifestação de interesse por um outro evangélico, o apóstolo Valdemiro Santiago.

Valdemiro Santiago teria oferecido o pagamento de pelo menos cerca de 150% pelas madrugadas da Band.

O pastor Silas Malafaia da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo deverá abandonar o horário das 12h às 13h na Band, a partir do mês de novembro, segundo informou o colunista da Veja, Lauro Jardins.

O Fala Malafaia, inicialmente seguindo o modelo de talk show, conta com convidados considerados relevantes no meio evangélico. O programa visa abordar os mais diferentes assuntos da vida social, política, econômica, religiosa e espiritual.

Antes do programa ir ao ar, Malafaia afirmou que não tinha medo de arriscar com relação a um modelo novo de programa com possibilidade de não dar certo.

“Eu sou um camarada que gosta de experimentar. Na nossa vida, a gente corre alguns riscos, uns dão certo, e outros não dão. Se não der certo, o que eu vou fazer: de meio dia à uma vai ser o programa Vitória em Cristo. Mas eu vou tentar um modelo novo, um novo tipo de programa”.

Para o programa ir ao ar Malafaia disse que teve que contar com 40 mil novo parceiros - pessoas que o ajudam com uma “oferta de R$ 30 mil, qualquer dia do mês, em qualquer banco”.



Fonte: The Christian Post
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Atriz Paula Burlamaqui recorre à empregada para compor personagem evangélica


A funcionária da atriz lhe passou termos como 'abençoada' para Avenida Brasil

Paula Burlamaqui lida muito bem com os altos e baixos da carreira de atriz. Na tevê desde 1987, ano em que ganhou o concurso Garota do Fantástico, a intérprete da Dolores de Avenida Brasil, da Globo, acumulou muitas personagens pequenas e sensuais em tramas como Barriga de Aluguel e Pedra Sobre Pedra.

"Atuar não deve ser um sacrifício. Sempre vejo atores reclamando de personagens que não aconteceram. Já passei muito por essa situação e sempre busquei descobrir o prazer de estar no estúdio", filosofa.

Segundo Paula, a grande virada de sua trajetória foi em América, novela de Glória Perez exibida em 2005, onde viveu a sofrida Islene.

"Minhas personagens eram bem superficiais e tinham poucos conflitos. A Glória me deu a chance de mostrar que eu poderia ir além. A partir daí, as pessoas tiveram mais confiança na minha atuação", conta a atriz de 45 anos.

No ar em Avenida Brasil, a atriz, natural de Niterói, região do Grande Rio, se diz instigada pelas ambiguidades da recatada Dolores. Ex-mulher de Diógenes, de Otávio Augusto, e mãe de Roni, de Daniel Rocha, ela abandonou a família e trabalhou durante anos como atriz pornô sob o nome artístico de Soninha Catatau.

"Como ela virou evangélica, não quer nem saber sobre sua vida de pecados. Mas não dá para fugir, o passado sempre vem à tona", diverte-se.

OFuxico – Quando você entrou em Avenida Brasil, a trama já estava com quase três meses no ar. Você sentiu alguma dificuldade?

Paula Burlamaqui - Me sentia mais crua do que o resto do elenco. Mas estava segura e feliz com a personagem. Achei até que não fosse mais fazer a novela. Ano passado, o João Emanuel (Carneiro, autor da trama) me ligou dizendo que queria trabalhar comigo em Avenida Brasil. Fiz teste para alguns personagens e aguardei o chamado da produção. Mas fiquei aflita, pois a novela foi avançando, todos os atores desenvolveram seus personagens e nada de me ligarem (risos). Até que a Amora (Mautner, diretora-geral) me contou que minha personagem iria entrar para mexer com o núcleo do Diógenes. Dolores é uma ex-atriz pornô, que arrependida de sua vida, tornou-se evangélica.

OF – Quais foram suas inspirações para criar uma típica mulher evangélica?

PB – Frequentei cultos evangélicos e conversei com muitas mulheres para ter referência de visual, gestos e gírias. Mas a parte mais importante da composição começou dentro de casa. Minha empregada, que trabalha há 25 anos comigo, é evangélica fervorosa. Conversei muito com ela e percebi que a maioria dos evangélicos mais intensos têm outro dialeto, falam outra língua. Isso mudou até o texto da personagem.

OF - Como assim?

PB – Estudei muitas coisas do texto do João Emanuel com a minha empregada. Ela dizia o que estava coerente com a realidade e eu conversava com o autor. Ele, generosamente, me disse para seguir nessa linha mais realista. Daí surgiu na novela expressões como "tá amarrado em nome de Jesus!" e "Misericórdia, Senhor!". Além de chamar as pessoas de "Abençoadas" (risos).

OF - No passado, sua personagem posou nua para uma revista masculina. Em uma brincadeira com a realidade, a produção da novela queria usar as fotos que você fez para a Playboy, em 1996, como se fossem da Soninha Catatau. No entanto, a utilização das imagens não foi liberada e você teve de fazer outro ensaio. O que achou do resultado?

PB –  Quando a produção me ligou falando sobre a negativa da revista eu levei um susto. Pensei em pedir ao João para cortar essa cena, até que a Amora teve a ideia de fazer novas fotos. Na hora, pensei: ela está maluca, eu não tenho mais 20 anos! (risos). Ficou aquela discussão, até que ela me persuadiu a fazer. Foi muito legal reviver esse momento. Este novo ensaio foi feito especialmente para a equipe de direção de arte da novela produzir essa revista fictícia. Não teve fotos nuas, apenas sensuais e inspiradas nas poses que fiz para a Playboy nos anos 90.

OF– Nos bastidores da tevê, juventude e beleza estão na ordem do dia. A passagem do tempo a assusta de alguma forma?

PB – Vivo da minha imagem e envelhecer é muito cruel. Mas engraçado, a partir dos meus 37 anos, minhas personagens deram um salto. Quando fiz a Islene de "América", senti que diretores e autores começaram a observar melhor o meu trabalho. Neste ponto, o amadurecimento é fantástico. Mas também sua pele não é mais a mesma, você fica mais inchada, cansada. Acho que a velhice traz mais coisas ruins do que boas. O ideal seria ter o corpinho de 20 e a mentalidade de 40 anos. Se fosse para escolher, preferiria ficar 'retardadinha', mas linda (risos).




Fonte: O Fuxico
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Seriado da TV Globo terá participação de pastor que atua no evangelismo de traficantes


A próxima série da Globo irá retratar a vida da periferia do Rio de Janeiro e terá a participação do ex-traficante Dione dos Santos, que atua como pastor diretamente em locais onde há tráfico de drogas.  A série mostrará seu trabalho de reabilitação junto aos traficantes e trará cenas de sua pregação na igreja evangélica, com a participação de fiéis na vida real.

O seriado terá oito episódios com roteiro de Luiz Fernando Carvalho e Paulo Lins. O enredo se passa nos anos 90 e  conta a história de amor entre a personagem Conceição, interpretada por Erika Januza que vai morar com uma família do subúrbio carioca de Madureira. Lá ela se apaixona por Cleiton, vivido por Fabrício Oliveira.

Luiz Fernando, que também dirige a trama, conta que optou por recrutar pessoas que nunca tinham trabalhado com dramaturgia. Ele também convidou atores desconhecidos da grande mídia, que atuam em projetos e companhias teatrais, segundo a Caras.

O diretor buscou unir a história de amor com a temática social usando uma linguagem documental. “Busco um atrito com o real, de tal modo que os telespectadores se sintam como se estivessem diante de histórias reais”, explica Carvalho de acordo com o site O Fuxico.

O seriado Suburbia estreia na Globo no próximo dia 1º de novembro.

Documentário

Dione dos Santos já foi objeto do documentário “Dançando com o Diabo”, do diretor Jon Blair.

Ele retrata a guerra do tráfico carioca a partir do ponto de vista de três protagonistas desse conflito: polícia, traficantes e o pastor Dione. O projeto surgiu quando o produtor do filme Tom Phillips, que é correspondente do jornal inglês The Guardian, entrevistou o pastor, que hoje se dedica a converter traficantes.

Depois de muitas visitas à igreja do pastor nas favelas do complexo da Coréia nasceu a idéia do documentário, que contém cenas fortes do submundo do crime.

Veja o vídeo gravado com cenas do trabalho do pastor Dione:



Fonte: Jussara Teixeira no Gospel+
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domingo, 30 de setembro de 2012

Igreja Mundial pode deixar Rede 21


A Rede 21, do Grupo Bandeirantes, pode perder seu único cliente: a Igreja Mundial do Poder de Deus, que loca 22 horas diárias na programação da emissora.

Comandada pelo “apóstolo” Valdemiro Santiago, a Mundial acaba de alugar um canal inteiro na Net. Há poucos dias, o canal 8 da operadora de TV paga passou a ter sua programação totalmente ocupada por cultos e atrações da igreja evangélica.

Segundo fontes ligadas à Mundial, o ocupação do canal na TV por assinatura tem um custo mensal de cerca de R$ 500 mil, o mesmo valor pago à Rede 21.

Com esse novo espaço, Valdemiro estaria disposto a deixar as horas locadas desde 2008 no canal do Grupo Bandeirantes.

O religioso chegou várias vezes a fazer campanhas na Rede 21 pedindo dinheiro aos  fiéis para poder manter a programação no ar, alegando que o custo era alto.

Considerado publicidade pela legislação de radiodifusão, o aluguel de espaço à terceiros é limitado a 25% da programação de uma emissora de TV aberta.

Por lei, o grupo Bandeirantes poderia alugar apenas seis horas diárias da Rede 21 à Igreja Mundial.

Procurado, o Grupo Bandeirantes não quis comentar o assunto. A Igreja Mundial também não se manifestou.



Fonte: Outro Canal - Folha
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Igrejas evangélicas brasileiras no Japão lançam mão de campanhas de marketing para atrair novos fiéis


Uso de estratégias de marketing religioso na comunidade tem dado resultado, mas gera divergências

Com a redução no número de fiéis, são muitas as igrejas evangélicas brasileiras no Japão que há tempos tem lançado mão de campanhas de marketing para atrair novos fiéis. Ayra Tsuda, de apenas 18 anos, diz que também faz um movimento solitário para ver mais gente na igreja que ela participa. “Eu tento trazer minhas amigas, mas não é fácil porque são jovens né, então ainda querer curtir. Eu me cansei, vi que aquilo não era pra mim, não ia me levar a nada, então eu vim buscar um socorro”, revela.

Buscar um socorro nas pregações é o que motiva muitos dos que frequentam as igrejas. Existe até informalmente um rodízio de fiéis. A pessoa participa um tempo de uma congregação, não se adapta ou discorda da linha adotada pelo pastor e parte para uma outra. Em alguns casos chega a ser estabelecida uma velada concorrência entre as igrejas, sejam elas evangélicas ou católica.

“Nós aqui em Komaki temos uma estratégia, é tirar a igreja para fora, é levar um culto doméstico até onde as pessoas estão. Então nós temos várias células e lá nós vamos pregar o evangelho e convidamos as pessoas facilitando a elas o contato com a palavra de Deus”, explica o pastor Carlos Raymundo da igreja Missão Apoio. Carlos é pastor faz 14 anos e diz que as pessoas buscam a igreja pela primeira vez geralmente quando estão atravessando algum problema.

“Desde que gente é gente, só se procura a Deus quando há uma necessidade, então é um perfil assim de muita necessidade. E as pessoas tem procurado resolver essas três áreas, material, espiritual e física delas”, completa. Célia Satiko que mora em Chiryu diz que é católica não praticante e resolveu seguir o conselho de amigos e ver de perto o que se prega nas igrejas evangélicas. Ela admite que, foi rezar em busca de solução e conforto a problemas particulares.

Para atrair novos fiéis uma igreja ocupa toda quinta-feira a noite um restaurante brasileiro localizado em Komaki. O pastor faz uma pregação e ao final todos os convidados tem um jantar gratuito. Os convites para o jantar gospel são informais, feitos por e-mail e torpedos no celular das pessoas. Alguns ironizam esta estratégia de marketing religioso, mas muita gente tem participado do mini-culto semanal. Cada convidado pode levar quantos acompanhantes quiser em uma autêntica boca-livre.

“Tem pessoas que só de ouvir falar vamos pra igreja, não querer ir. Mas, se falar vamos no jantar, eles vem e dão uma palavra e cantam louvor”, conta a participante Iris Rios. “Na realidade, sou católico, sou praticante, mas independente de igreja é bom você fortalecer. É interessante, é importante. Nunca é demais”, afirma o também participante, Mauro Nagai.

O dono do restaurante, Anderson Paes, diz que a ideia do jantar gospel foi dele e da direção da igreja. Mas afinal, quem paga a comida? “Na verdade, esse jantar quem oferece sou eu. Então, tenho que retribuir desta forma. Ofereço o jantar totalmente gratuito, mas em nome de Jesus”, diz.

Janílson Gabri Pacheco, pastor responsável pelo culto, afirma que oferecer comida de graça não é em benefício apenas da igreja que ele representa. “Na verdade, a gente pode usar assim, é um marketing para o evangelismo mundial. Tem surtido resultados. A gente percebe muita inibição, as pessoas tendo desencorajamento para ir até a igreja. Então, vindo até aqui quebra um pouco esse tabu”, argumenta.

O empresário Cláudio Nagaoka, que mora em Gifu, é um veterano evangélico no Japão. Ele chegou a construir a sede de uma igreja em Kakamigahara, onde atuou por 22 anos. Agora se afastou da igreja e critica as muitas congregações que, segundo afirma, se desvirtuaram do caminho correto.

“Hoje na verdade, infelizmente, o que a gente vê por aí é business. Muita gente não percebe na verdade, mas a grande maioria que a gente vê é pastores ficando milionários, comprando jatos, e poucas pessoas perceberam que estão alimentando um sistema que só está beneficiando vários lideres”, alega. “Quem quer pregar a palavra mesmo não precisa usar marketing, não precisa usar barganha. Ele tem só que ouvir a voz de Deus e na sua vida pregar o Evangelho, você prega muito mais com a sua vida do que falando”, enfatiza.

Nagaoka garante que a fé que ele tem, aumentou bastante quando deixou de frequentar a igreja. Rompeu com o movimento evangélico, mas continua a favor da evangelização sem demagogias.



Fonte: JPTV
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domingo, 9 de setembro de 2012

Atriz Paula Burlamaqui tem 'benção' do autor da novela Avenida Brasil para usar bordões evangélicos

Preocupada com a repercussão de Dolores em “Avenida Brasil”, Paula Burlamaqui (foto) procurou João Emanuel Carneiro. Intérprete da ex-atriz pornô Soninha Catatau, que virou evangélica, ela sugeriu mudanças e recebeu carta branca do autor: “Ele escreveu uma cena em que ela falava ‘Nossa Senhora’. Os evangélicos não chamam por ela. É Jesus, Senhor, Pai... Expliquei que não tem. Até porque estou fazendo uma pesquisa”, conta Paula, que incluiu bordões como “abençoado!”, “segura o varão” e “está amarrado em nome de Jesus”.

Para compor a personagem, a atriz frequentou cultos e contou com a ajuda de sua empregada, evangélica “ferrenha”, segundo ela. Nas ruas, a atriz defende os exageros de Dolores, que anda coberta da cabeça aos pés e com a Bíblia na mão. “A direção queria identificar logo um tipo e a leitura rápida de uma crente é essa: roupa comprida, sem decote, com cabelão. É a referência que a gente tem. Acho que só tem aqui no Rio duas igrejas que são desse jeito, o resto é tudo moderno. As evangélicas usam até saia curta. Elas podem sair, beber e se divertir”, afirma a atriz.

Paula explica que Soninha procurou a religião como uma tábua de salvação: “Ela era jovem, queria ser atriz, famosa, não aguentou a vida de casada. Depois, começou a fazer filme pornô, foto pelada, mas se arrependeu, ficou com saudade do filho. Isso acontece muito. Na Igreja Bola de Neve, por exemplo, tem várias ex-modelos, ex-atrizes de pornochanchadas.

Com uma conturbada relação familiar na novela, Paula se mostra uma pessoa desprovida de preconceitos: “Você tem de ser feliz, amor! Não adianta estar transando com mulher se você quer transar com homem! Isso é besteira. Acho que o importante é ser feliz, amar quem você quer. Acho que Dolores foi uma pessoa muito livre e que agora está oprimida pela culpa. Isso faz ela querer que o filho seja hétero, direitinho, casadinho”.



Fonte: Diário de São Paulo
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Evangélicos lançam rede social própria em Rondônia

Em três dias de abertura ao público, Hizby já contabiliza 3,5 mil membros. Empresários e investidores já aplicaram cerca de R$ 300 mil.

Acompanhando o crescimento de adeptos à religião evangélica em Rondônia, o empresário porto-velhense, Júnior Gonçalves, 26 anos, criou a Hizby, uma rede social para a comunidade interessada em discutir temas relacionados à cristandade. No domingo (8), a igreja evangélica de missões Metodista Wesleyana, na Zona Sul de Porto Velho, lançou oficialmente a rede social para cristãos.

"Eu era usuário de outras redes como o Facebook e Twitter e, como evangélico, sentia falta de um espaço para discutir assuntos de religião e que gerasse uma construção de conhecimento desses temas. Amadureci a ideia e resolvi criar, com apoio de uma equipe especializada, um meio que fosse menos liberal e que não expusesse tanto a imagem dos seus membros. Foi quando nasceu a Hizby que, em linhas gerais significa 'fazer a diferença'", explica Gonçalves.

De acordo com o empresário, a rede já recebeu um investimento de cerca de R$ 300 mil de empresários e investidores de todo o país. Em apenas três dias de funcionamento, já conquistou 3,5 mil membros no Brasil. "Nosso objetivo é chegar a 200 mil participantes efetivos até dezembro de 2012", ressalta.

Cation França, técnico em informática, faz parte dos 33,8% de rondonienses que pertencem à religião evangélica e já se inscreveu na rede Hizby. "Meu objetivo é abandonar as demais redes sociais e migrar, todos os meus amigos, para a Hizby, é mais saudável e não estamos suscetíveis aos conteúdos que não são do meu interesse, bombardeados nesses grupos abertos", conta.

Cátion disse que entrou na rede porque gostou do propósito inovador e intuitivo das ferramentas implantada pelo Hizby. "Temos a opção de ver as discussões entre os pastores, semear e orar pelo amigo, isso soma muito para alimentar a nossa fé", diz.

O sistema Hizby não é exclusivo para evangélicos, qualquer pessoa pode participar, desde que aceite os termos de uso que proíbem a postagem de palavrões, por exemplo. "Nosso sistema foi desenvolvido para não aceitar palavras obcenas ou impróprias, ele bloqueia automaticamente, porque além das crianças e adolescentes que também podem acessar, o objetivo do Hizby é semear a fé entre os cristãos, é fazer a diferença", salienta Júnior Gonçalves.

A rede é resultado de um trabalho de mais de seis meses. Para acessar a Hizby, o interessado deve navegar no www.hizby.com e se cadastrar. Assim como nas redes sociais comuns, os usuários podem postar mensagens, vídeos, fotos, testemunhos; participar de grupos, bate-papo, estudos bíblicos, campanhas de oração e agendar eventos.



Fonte: G1
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domingo, 27 de maio de 2012

A rotina dos popstars da fé

Divididos entre religião e carreira, família e viagens, missas e shows, esses campeões de vendas se desdobram para equilibrar o divino e o mundano no dia a dia

Eles detestam ser chamados de estrelas. Repetem, insistentemente, que são, na melhor das hipóteses, um mero canal para a graça de Deus. A humildade do discurso, porém, contrasta com a postura de celebridade desses ídolos cristãos e com os números que compõem este que já é o mais expressivo segmento do mercado fonográfico do País. Estima-se que, só em 2011, a produção de discos e DVDs religiosos no Brasil rendeu R$ 1,5 bilhão. Como não poderia deixar de ser, no mesmo ano, os discos e os DVDs mais vendidos, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (Abpd), foram dos astros da fé padre Marcelo Rossi e padre Fábio de Melo, respectivamente.

AMIGOS: Padre Marcelo e padre Fábio na gravação do DVD “Ágape”, em São Paulo, no domingo 20
O domínio não é só católico. Estrelas do mundo gospel têm tido cada vez mais espaço para brilhar. Pudera, hoje o Brasil tem pelo menos 38 milhões de evangélicos, segundo dados do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV). Nomes como Aline Barros, Ana Paula Valadão e Regis Danese são verdadeiras potências capazes de arrastar centenas de milhares de pessoas a shows, cruzar barreiras religiosas e vender milhões de discos e DVDs. “E tem uma outra coisa – para os evangélicos, pirataria é roubo e roubo é pecado”, afirma o evangélico Danese. Como consequência, as perdas para a pirataria de gravadoras especializadas nesse mercado não passam de 15% do faturamento, enquanto para as outras o percentual pode chegar a até 60%.

Mas como vivem essas pessoas, divididas entre a pureza da mensagem divina e a lógica violenta do mercado? Como administram fé, carreira artística, vida religiosa, família, viagens, fãs, sucesso e dinheiro? ISTOÉ ouviu cinco dos mais importantes representantes do gênero na atualidade, além de gente do seu círculo social, para a seguir mostrar as alegrias, tristezas, paixões e dúvidas dos astros da fé.

"Gosto de roça, de bicho. Em casa tenho pouquíssimos ruídos" Padre Fábio de Melo
Um mês atrás, padre Fábio de Melo desabafou em seu Twitter que, cansado da cidade grande, qualquer dia venderia seu iPhone e compraria um casal de gansos. Aos 42 anos, o sacerdote que nasceu em Formiga, interior de Minas Gerais, e atravessou fronteiras graças aos cerca de 30 produtos que lançou no mercado – entre CDs, DVDs e livros –, mora sozinho em um sítio numa região rural de Taubaté, interior de São Paulo. É lá, ao lado dos dois cachorros, o mastiff inglês Nathan e o bulldog francês Lucca, que ele relaxa. “Gosto de roça, de bicho. Em casa tenho pouquíssimos ruídos urbanos por perto”, afirma o sexto maior vendedor de CDs do Brasil no ano passado. No momento, o sacerdote cantor que já vendeu dois milhões de CDs e 700 mil DVDs afirma: “Estou cada vez menos urbano.”

Apesar do discurso desapegado, padre Fábio ainda não se livrou de seu smartphone. Também não abre mão de dirigir o próprio carro na ida ao supermercado. Até já arriscou uma volta em um modelo stock car, como mostra a foto acima, em 2010, um desejo antigo. Mas cavalgar, cuidar pessoalmente dos cachorros e ajudar na limpeza da casa e do jardim são seus principais passatempos quando encontra uma folga na agenda tomada – entre celebrações e um programa de rádio – por 100 shows anuais e pelo menos um lançamento de CD ou DVD por ano. “Com essa rotina, ficar em casa é sempre um luxo”, diz o sacerdote. Vestindo batina, o caçula de oito filhos explodiu como um fenômeno da música gospel no início dos anos 2000. “A vocação espiritual do Fábio era a de um padre, mas a vocação natural era a de um artista. Sendo assim, que se tornasse um padre artista”, afirma o padre João Carlos Almeida, diretor da Faculdade Dehoniana e formador espiritual, musical e universitário do sacerdote mineiro.

Padre Fábio aprendeu direitinho com seu mentor. A timidez e a melancolia do início da carreira saíram de cena e o mineiro boa-pinta de olhar triste conquistou o público se valendo de uma linguagem comum ao ambiente acadêmico – própria de quem se formou em teologia e filosofia, fez pós-graduação e lecionou em faculdades. “Fábio não é padre que faz sermão em igreja. Em qualquer lugar que ele vá seu discurso é estudado”, afirma padre Almeida. “Ele é um poeta do evangelho”, diz o pré-candidato a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita, que publicou dois livros em parceria com o amigo religioso. Um poeta que, além da articulação das palavras, zela pela aparência. Ela, afinal, também tem o dom de cativar fãs fiéis. “Vou regularmente ao dermatologista. Já tive câncer de pele e uma paralisia facial na juventude. E procuro controlar o peso”, afirma ele. “Eu me cuido, sim. Estar bem-vestido faz parte do meu trabalho. É uma hipocrisia achar que o padre precisa andar mal-arrumado e desleixado.”

"Trocaria meu corpo por três de 18 anos" Padre Marcelo Rossi

Padre Marcelo Rossi, 45 anos, estava pronto. Na tarde do domingo 20, de batina branca, ele rumou para a cripta que fica embaixo do enorme palco do Santuário Theotókos Mãe de Deus, em construção há oito anos. Ali, seu corpo repousará em sono eterno quando sua missão na terra acabar. O momento era de oração. Todos estavam em corrente vibrando para que a gravação do DVD “Ágape”, que começaria alguns lances de escada acima e dali a pouco mais de uma hora, corresse bem. “Dava pra sentir a energia no ar”, diz um membro da equipe musical. E que energia! Uma multidão de 45 mil fiéis já se aglomerava diante do palco do santuário para acompanhar a gravação e se fazia ouvir, através do concreto da cripta, com poderosos gritos de Jesus.

Seria ingênuo pensar que padre Marcelo já se acostumou com eventos como esse. E, mesmo que tivesse se acostumado, este certamente teria sabor diferente. O DVD “Ágape” é um desdobramento do sucesso inédito e retumbante do religioso no mercado editorial com o livro de mesmo nome lançado em 2010, que já vendeu oito milhões de cópias. “Minha vida está uma loucura, uma correria, mas uma bênção”, diz ele. Até agosto, de segunda a quarta, sua agenda está tomada por sessões de autógrafo em 12 cidades brasileiras. Em meio a esse stresse, ele faz o que pode para manter a rotina. Acorda sempre entre as três e quatro da manhã, faz uma breve oração, não toma café e mergulha nos afazeres diários, que incluem uma entrada ao vivo em rádio, obrigações com a obra no santuário e cuidados com a saúde. “Procuro fazer esteira e fisioterapia quatro vezes por semana”, diz.

Em 2010, depois que sofreu um grave acidente na mesma esteira que usa hoje, padre Marcelo chegou a celebrar missas em cadeira de rodas. A queda lhe rendeu um pé quebrado, tendões rompidos e um insistente problema no joelho que ainda teimam em incomodá-lo. Para amenizar as dores, o religioso tem alternado quatro pares de tênis do tipo esportivo, desenhado para amortecer impactos. Membros da equipe de filmagem da Rede Vida, que transmite suas missas há anos, e voluntários mais antigos que trabalham organizando a multidão nas celebrações em São Paulo dão como certa a ingestão de remédios pelo padre, tanto para dor quanto para inflamação. Isso poderia explicar, em parte, a dificuldade que ele tem tido em se mexer com agilidade e o visível inchaço de seu rosto. “Só com muita fé para fazer o que ele faz com as dores que deve sentir”, disse uma pessoa próxima, que revelou ainda que o popstar católico não pisa num supermercado, restaurante ou cinema há anos. “Não tem jeito, junta uma multidão pra ver, tocar, tirar foto e pedir bênção.”

Sobre o fervor dos fiéis, Marcelo lembra de uma história divertida. “Uma vez, uma senhora me viu dirigindo e começou a me fechar até que eu tive que subir, literalmente, na calçada e parar o carro”, diz ele. “Ela desceu, se ajoelhou e pediu uma bênção”, conta. Desde então ele não dirige mais e conta com o fiel Chicão, motorista e faz-tudo, para ajudá-lo a se deslocar. Quando questionado sobre o que espera do futuro, dá sinais de que o cansaço físico já começou a pesar. “Nos próximos cinco anos me vejo com mais experiência”, diz. “Mas trocaria meu corpo por três de 18 anos.”

"Acompanho o dever de casa do Nicolas, o levo para a escola, alimento e dou banho na Maria Catherine" Pastora Aline Barros
Nicolas sobe as escadas de casa chorando. No andar de cima, sua mãe, a pastora, cantora e escritora Aline Barros, interrompe a conversa telefônica para acalmar o primogênito de 8 anos, que está usando aparelho nos dentes. “Deixa a mamãe ver. Onde está doendo?”, diz. Aos 35 anos, a maior expoente feminina da música gospel brasileira tem hoje os filhos mais perto de si do que os microfones com os quais se tornou fenômeno da indústria fonográfica. Sete meses atrás, Aline deu à luz Maria Catherine e, desde então, a maternidade sobrepujou a sua rotina artística. Foi só em março, após seis meses dedicados exclusivamente à filha, que a cantora retomou os compromissos no show biz. “Minhas manhãs ainda são para os meus filhos. Acompanho o dever de casa do Nicolas, o levo para a escola, alimento e dou banho na Maria Catherine”, diz a pastora da Igreja Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, no Rio de Janeiro, frequentada por ela toda quarta e domingo.

Desde 1995, quando lançou o primeiro de 27 álbuns, a evangélica já vendeu cerca de seis milhões de cópias e ganhou quatro Grammys latinos (o último no ano passado). Aline foi a primeira cantora gospel do País a conquistar um Grammy, em 2004. A gravação do álbum premiado, “Fruto de Amor”, foi cercada de muita tensão. Na época, um problema nas cordas vocais provocava rouquidão na pastora e só lhe permitia gravar depois de uma longa pausa de recuperação. “Procurei uma fonoaudióloga, que me disse que eu estava com apenas 5% da voz em perfeitas condições”, lembra.

Com a voz recuperada, a pastora iria cantar para cerca de dez mil pessoas no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, no sábado 26. Onipresente em programas de tevê fora do segmento cristão e amparada por números de uma estrela, com músicas gravadas em espanhol, a carioca que cresceu no subúrbio da Vila da Penha e hoje vive no confortável bairro da Barra da Tijuca não se veste com o manto comum às celebridades. “Se deixar, a Aline passa o dia de jeans e tênis”, revela a sua mãe, Sandra Barros. “Ela é despojadona.” De fato, a pastora cantora já esteve em três programas de tevê diferentes, em uma mesma semana, calçando o mesmo sapato.

A evangélica se policia para não fazer a vida girar em torno da carreira. Seu marido, o ex-jogador de futebol Gilmar dos Santos, com quem está há 12 anos, revela um pacto feito pelo casal. “Desde que nos casamos, acertamos que não permitiríamos que a nossa vida ficasse refém de uma agenda.” Hoje, quando tem de viajar de avião para alguns dos 110 shows que faz por ano, ela carrega a filha no colo e procura embarcar em voos próximos ao horário dos shows. Inspirada pela fase materna, Aline planeja montar uma loja de roupas infantis. “Eu visto a Maria Catherine três vezes por dia, só para ficar namorando suas roupinhas”, diz.

"Hoje, meu foco é minha filha" Regis Danese
A rotina de shows já foi mais puxada para Regis Danese, nascido João Geraldo Danese Silveira em 2 de abril de 1972, na cidade de Passos, interior de Minas Gerais. Até 2010, quando vivia o auge do sucesso da música “Faz um Milagre em Mim”, que o consagrou no mercado gospel, o pacato mineiro se desdobrava para cumprir uma agenda de shows que chegava a ter 40 apresentações em um mês. A música, de 2008, é tida pela indústria fonográfica evangélica como a responsável por romper importantes barreiras. Foi das primeiras a ser tocada livremente em rádios FM laicas, a ser gravada por padres católicos e a ganhar dezenas de versões. Foram 50 mil discos vendidos no primeiro mês de lançamento e um milhão em menos de um ano. “Graças a ela, fazíamos três shows em uma noite só”, diz Danese, que vive em Belo Horizonte.

Hoje, o ritmo de shows diminuiu, mas ainda está longe de ser tranquilo. São cerca de oito apresentações por mês. E, onde quer que esteja, Danese, como bom evangélico, está sempre com sua “Bíblia” – a mesma, aliás, desde sua conversão, em 2000. Durante os voos para os locais de show, muitas vezes em pequenos aviões particulares, ela é lida com mais fervor. O artista admite que tem um medo saudável do aparelho. “Uma vez pegamos uma tempestade em um aviãozinho de duas hélices que chacoalhava tanto que nem a Bíblia eu consegui ler, então comecei a cantar”, lembra ele.

A voz, instrumento de trabalho e de fé, é cuidada com esmero. Só não recebe mais atenção que o cabelo, sempre espetado. São pelo menos 30 minutos de preparo, com sprays e produtos para garantir o efeito conhecido pelos fãs. “Às vezes, quando não tem cabeleireiro, eu ajudo, mas não fica lá essas coisas”, brinca Evander Domingues, o Vandinho, violonista da banda de Danese e amigo dos tempos em que ambos ainda eram membros do grupo de pagode Só Pra Contrariar.

É de Vandinho, da fé inabalável e da família que Regis tem tirado forças para encarar o mais recente desafio que a vida lhe jogou: a leucemia da filha mais nova, Brenda, 3 anos. Em viagem para a Disney, nos Estados Unidos, no mês de janeiro, a menina começou a passar mal, estava anêmica, muito branca e cheia de manchas roxas pelo corpo. Em visita a um hospital de Orlando, foi internada imediatamente e teve de receber uma transfusão de emergência. “Ela estava praticamente sem sangue”, diz Kelly Danese, mulher de Regis. Hoje, o tratamento quimioterápico pelo qual a menina passa em Belo Horizonte mudou a rotina da família.

O astro gospel já não joga mais seu futebolzinho semanal e pouco se diverte. “Todo o tempo livre que ele tem passa em casa olhando para a Brenda e orando”, diz Kelly. Um DVD, que seria gravado no mês que vem pelo astro, foi cancelado. Os shows, porém, continuam. Quando está fora, ele liga mais de cinco vezes por dia para saber notícias. “Hoje, meu foco é minha filha”, diz Danese.

"Nem o sucesso da missão justifica o fracasso da família" Ana Paula Valadão
“Vai com Deus, porque quando você cantar o ladrão não vai mais ser ladrão.” A frase dita pelo precoce Isaque Valadão, 6 anos, é o que move Ana Paula Valadão, mãe do garoto e vocalista da banda Diante do Trono, um fenômeno da música gospel que existe há 15 anos e já vendeu mais de dez milhões de discos. Quando as obrigações da carreira musical atropelam a rotina dessa mineira de Belo Horizonte, é na frase de Isaque que ela pensa. “É a garantia que tenho de que estou no caminho que Deus quer pra mim”, diz Ana, 36 anos, integrante, ao lado da família, da Igreja Batista da Lagoinha. “Ela encara a carreira e os sacrifícios exigidos como missão divina”, diz a irmã, Mariana Valadão. E espera seriedade, compromisso e abdicação semelhantes de todos de sua equipe. Atualmente, por exemplo, os 16 membros do Diante do Trono estão no que ela chama de “jejum de delícias” em preparo para a gravação do 15o disco da banda, marcada para acontecer no dia 9 de junho. Durante os 40 dias que antecedem a apresentação, cada um deve cortar do cardápio três ou quatro alimentos que come por puro prazer. “O rigor é tanto que ela chega a proibir, nos hotéis, que a equipe assista à televisão ou use a piscina antes de fazer uma apresentação”, diz o irmão, André Valadão, outra estrela do mundo gospel.

FERVOR: Dezenas de milhares de pessoas acompanham as celebrações de padre Marcelo
Comunicar-se com familiares, porém, está liberado. Ela está sempre em contato com os dois filhos e o marido pelo iPhone. Usando um aplicativo que permite a troca gratuita de mensagens de texto e imagens, manda e recebe notícias constantes. Na última viagem, por exemplo, o companheiro mandou fotos de Isaque e do irmão, Benjamin, 3 anos, depois do banho, vestidos com o uniforme da escola e na hora de dormir, aconchegados no canto dela da cama de casal. Já ela fotografou o quarto do hotel e a roupa que escolheu para se apresentar. “Para eles verem como a mamãe está”, diz ela. Quando volta, ela lê e assina todos os recados mandados pelas professoras sobre seus meninos e faz questão de levá-los ao colégio sempre que está em Belo Horizonte. “Nem o sucesso da missão justifica o fracasso da família”, afirma.

Paciente com os fãs, Ana Paula encara a rotina de autógrafos, fotos e conversas como parte de sua missão. “Gosto da troca com eles”, afirma. A coisa só complica quando invadem seu espaço. Certa vez, enquanto estava hospedada em um hotel-fazenda de férias, um dos camareiros a acordou de um preguiçoso sono da tarde em seu quarto, enquanto os filhos e o marido estavam na piscina. Ele queria tirar uma foto. “Achei um pouco demais”, diz ela, rindo. No fim a foto foi tirada e o rapaz ainda reclamou da imagem. Faz parte.

Íntegra da entrevista com o Padre Fábio de Melo‏
ISTOÉ – Como a música passou a fazer parte da vida do senhor? Em quais ocasiões, seja na infância, adolescência, ou mesmo agora, surpreende-se cantarolando?
Padre Fábio de Melo –
Já nasci com trilha sonora. Enquanto eu vinha ao mundo, o médico cantava “Jesus Cristo”, canção de Roberto e Erasmo. Minha mãe conta essa história para justificar o meu gosto pela música, mas também para ressaltar a minha opção pelas questões religiosas. Eu sempre tenho uma música na cabeça, ainda que não a cante. É um movimento natural que me leva ao centro da vida. A música é o meio de transporte por onde eu chego aos sentimentos do mundo.

ISTOÉ – Qual é o ritual do senhor antes de alguma apresentação?
Fábio de Melo –
Não considero um ritual. Apenas gosto de ficar um tempo, ainda que breve, em silêncio antes de começar. Geralmente faço um aquecimento vocal antes do show, abençoo o palco e só.

ISTOÉ – A equipe de músicos viaja com o senhor no mesmo ônibus ou avião, para apresentações que necessitam de viagens?
Fábio de Melo –
A equipe é grande. Saímos de diversos lugares do Brasil. Nem sempre vamos nos mesmos vôos, mas vez em quando a gente embarca no mesmo ônibus. São as melhores viagens. É o momento da convivência.

ISTOÉ – Aos músicos é indicado algum tipo de conduta, durante as viagens, ou nos dias que antecedem uma apresentação? Quantas pessoas fazem parte do staff musical do senhor?
Fábio de Melo –
Uma conduta? Que sejam bons pais, bons maridos, bons amigos. A retidão de caráter é o resultado mais aprimorado que podemos esperar da religião. Eu tenho a graça de estar rodeado de gente assim. A unidade que experimentamos no palco é um desdobramento natural da vida que vivemos fora dele. Viajamos em 16 pessoas.

ISTOÉ – Como o senhor compõe? Com violão, sentado em um sofá de casa, na sala...? Há uma frequência?
Fábio de Melo –
Eu componho toda vez que a criatividade se hospeda em mim. Nem sempre ela vem. Mas também não corro atrás. Aprendi que inspiração é bicho sem doma, não se deixa aprisionar. Mas quando ela me visita, não me faço de rogado. Paro de fazer o que estou fazendo e cuido do que ela me trouxe. Os lugares são inusitados. Ela não tem lugar para acontecer. Componho e escrevo muito durante os deslocamentos.

ISTOÉ – O sr. ensaia com a banda com que freqüência? Faz exercício para as pregas vocais?
Fábio de Melo –
Só ensaio quando temos um projeto novo, como quando fizemos o show com o Milton Nascimento, ou quando temos uma música nova no repertório. O dia a dia da estrada nós já conhecemos bem. Eu não faço exercício para a voz. Só procuro usá-la corretamente.

ISTOÉ – O senhor e/ou a gravadora possuem metas, como lançar um CD por ano ou DVD por ano?
Fábio de Melo –
Geralmente é um produto por ano.

ISTOÉ – Quantas missas o senhor celebra por semana e, geralmente, onde elas ocorrem?
Fábio de Melo –
Procuro celebrar todo dia, mas nem sempre consigo. Como tenho muitas viagens, celebro sempre onde estou. Tenho uma capela na minha casa. Isso facilita muito.

ISTOÉ – O dia do senhor começa e termina que horas? O senhor tem sono tranquilo?
Fábio de Melo –
Acordo cedo, mesmo que tenha ido dormir muito tarde. Meu sono é tranquilo. Se posso, durmo por volta de 23hs. Sonho mais acordado que dormindo.

ISTOÉ – Detalhe, por favor, o dia a dia do senhor em uma semana.
Fábio de Melo –
Por conta das muitas viagens, quase não tenho rotina, mas gosto de levar minha rotina para onde estou. Quando estou em casa, acordo por volta de 7hs, faço minha oração e vou ver as notícias. Depois tomo café, respondo emails e vou trabalhar. Na parte da manhã eu me dedico aos estudos. Fiz faculdades de Filosofia e Teologia. Gosto me atualizar. Alterno os temas. Almoço por volta de 13hs e depois vou fazer o que faz todo cidadão. Pagar contas, mercado, médico, dentista, cuidar dos cachorros, tudo depende da necessidade do dia. À tarde faço alguma atividade física (aeróbico ou musculação). Tomo banho e volto a estudar. Depois janto, celebro missa, vejo mais notícias, leio e vou dormir. A leitura é a última coisa que sempre faço.

ISTOÉ – O senhor segue alguma dieta? Como são balanceadas as refeições do senhor? Faz exercícios com que frequência?
Fábio de Melo –
Sou bastante disciplinado com a alimentação e a atividade física. Tenho consciência de que o cuidado com o corpo é também regra religiosa, pois através dele eu me disciplino para a conquista de virtudes espirituais. Cuidar da saúde é uma responsabilidade que não negligencio. Sempre arrumo um jeito de fazer uma atividade física, ainda que seja só uma caminhada.

ISTOÉ – Quando começa o processo para escrever um livro, o que muda em sua rotina? Em quais momentos o senhor rende mais para escrever? Escreve todos os dias? Por quantas horas? O senhor conta com o auxílio de alguém para a confecção de seus livros, alguém com quem troque idéias?
Fábio de Melo –
Quando estou escrevendo fico bastante absorvido pelo texto. Escrevo e reescrevo inúmeras vezes. Não gosto de produzir com prazo estabelecido. A literatura tem ritmo próprio. Obedece ao movimento das palavras. Meu fazer literário é muito solitário, mas sempre nasce da vida que vivi ou que vi ser vivida ao meu lado. Minhas melhores ideias nascem da observação que faço do mundo. Só partilho o que realmente estou seguro de que vale a pena ser levado adiante. É aí que procuro os amigos para mostrar, trocar ideias.

ISTOÉ – Em quais momentos o senhor costuma ler a Bíblia? O senhor a lê todos os dias, impreterivelmente?
Fábio de Melo –
Há duas formas de ler a Bíblia. Como estudo, respeitando métodos hermenêuticos, e como fonte de espiritualidade. A leitura estudiosa eu não faço todo dia. Já a leitura espiritual, esta faço diariamente. A vida oracional de um padre é toda ela baseada em textos bíblicos. A vida litúrgica nos favorece este contato com a Sagrada Escritura. É a oportunidade que tenho de estar em comunhão com toda a Igreja presente no mundo inteiro. O evangelho que proclamo, na missa que celebro em minha casa, é o mesmo que está sendo proclamado no Japão.

ISTOÉ – Lê a Bíblia pelo celular? O que pensa desse recurso?
Fábio de Melo –
Já me utilizei para localizar uma passagem. É muito eficaz. Mas no dia a dia eu prefiro o livro mesmo.

ISTOÉ – Qual o ritual que o faz relaxar quando chega em casa depois de um dia de compromissos?
Fábio de Melo –
Eu não bebo. Gosto de roça, bichos. É o que encontro quando chego em casa. Tenho pouquíssimos ruídos urbanos por perto. É assim que descanso. Cuidando e sendo cuidado a partir de uma simplicidade que me reporta aos tempos da minha infância. Estou cada vez menos urbano.

ISTOÉ – O senhor dirige, costuma ir ao banco, padaria, pegar fila em supermercado para pagar compras?
Fábio de Melo –
Dirijo, vou ao mercado fazer compras. Gosto desta rotina. O que acontece sempre é que entre um afazer e outro sou abordado por alguém que se identifica com o trabalho que realizo. É o carinho das pessoas. Faço questão de cuidar bem de cada um que se aproxima.

ISTOÉ – Costuma visitar seus parentes ou reuni-los em sua casa?
Fábio de Melo –
Minha família está esparramada pelo Brasil. Somos muitos. Eu os encontro mais durante os eventos. Meu contato maior é com minha mãe. Vez em quando ela passa um tempo na minha casa.

ISTOÉ – O senhor gosta de sair para jantar? Costuma fazer programas com amigos e amigas, como sair para ver filmes, exposições, correr em parques?
Fábio de Melo –
Quase não saio. Sou caseiro por natureza. Gosto muito de teatro e música. Quando posso, vou ver alguma coisa. Nos meus dias de folga, gosto de andar a cavalo, cuidar pessoalmente dos meus cachorros, ajudar na limpeza da casa, do jardim. Para quem viaja muito, ficar em casa é sempre um luxo.

ISTOÉ – Até onde o senhor enxerga que vai a sua vaidade? Como o senhor procura cuidar da sua aparência? Usa cremes, protetor solar, tem predileção por um figurino ou sapato específico?
Fábio de Melo –
Minha mãe fala que desde pequeno eu já escolhia o que iria vestir. Eu me cuido, sim. Vou regularmente ao dermatologista, pois já tive uma paralisia facial e câncer de pele, uso protetor solar e procuro controlar o peso. Meu figurino é sempre o mesmo. Estar bem vestido faz parte de meu trabalho. Sou um comunicador. Acho uma hipocrisia achar que o padre precisa andar mal arrumado, desleixado. Só que isso não é tudo. O que verdadeiramente conta é a elegância com que devo tratar as pessoas. Zelo muito para que todos, independente da vida que levam, se sintam respeitados por mim. Eu não sou melhor que ninguém. Apenas tenho uma missão que me diferencia.

ISTOÉ – Padre, poderia relatar um episódio que viveu recentemente ao lado de um fiel que o emocionou?
Fábio de Melo –
Certa vez, esperando as malas na esteira do aeroporto de Guarulhos, encontrei uma senhora. Ela se aproximou e me disse, mais ou menos assim: “Padre Fábio, há dois anos atrás, eu havia programado o meu suicídio. Estava tudo pronto. Programei os mínimos detalhes. Na manhã escolhida, peguei o meu carro e me dirigia ao sítio onde eu daria fim à minha vida. Durante o trajeto, liguei o rádio e comecei a procurar alguma coisa pra ouvir. De repente, caiu numa estação onde alguém falava sobre a urgência que todo mundo tem de livrar-se dos fardos do passado. Era o senhor falando. Comecei a ouvir aquela pregação e senti que Deus falava comigo. Fui sendo envolvida a ponto de precisar parar o carro. Chorei muito. Senti que aquelas lágrimas me purificaram de tudo o que me oprimia. Decidi jogar fora os pesos do passado e resolvi me dar uma chance. Deu certo. Obrigado por ter me devolvido a vida.”

ISTOÉ – O senhor é uma pessoa que chora com frequência? O que o faz chorar? Lembra-se da última vez que chorou?
Fábio de Melo –
Eu choro sempre. Não consigo me distinguir das dores do mundo. Minha alma não tem cercas.

ISTOÉ – O senhor possui alguma mania ou coleciona algum objeto?
Fábio de Melo –
Manias? Acho que não tenho. Coleciono camisas de futebol, tenho cerca de trinta. Torço para o Cruzeiro.

ISTOÉ – Como o senhor se vê daqui a 5 anos?
Fábio de Melo –
Feliz. Por estar mais próximo da aposentadoria. Eu não vejo a hora de adquirir os direitos dos idosos (risos).

Íntegra da entrevista com o Padre Marcelo‏ Rossi

ISTOÉ - Com gravação de DVD, sessões de autógrafo e viagens, como está a sua vida?
Padre Marcelo Rossi -
Uma loucura, uma correria, mas uma benção.

ISTOÉ - O senhor tem hábito que repete todos os dias?
Padre Marcelo -
Orar, todos os dias.

ISTOÉ - Que horas o senhor acorda?
Padre Marcelo -
É relativo, porque estou viajando toda semana por conta dos autógrafos. Tem sido complicada a rotina. Tenho viajado toda segunda e voltado na quarta. Mas normalmente acordo 3h ou 4h da manhã.

ISTOÉ - A primeira oração ainda é na cama?
Padre Marcelo -
Não, a oração é na capela. Na cama eu acordo e agradeço a Deus.

ISTOÉ - O que come de café da manhã?
Padre Marcelo -
Não gosto de tomar nada de café da manha, apesar de saber que e errado. Geralmente almoço mais cedo, antes do meio dia.

ISTOÉ - Qual é a primeira atividade do dia?
Padre Marcelo -
Oração.

ISTOÉ - O senhor ainda tem os cachorros?
Padre Marcelo -
Sim, ainda tenho. Cuido todos os dias. Quando não posso, tem uma pessoa que cuida quando estou viajando. Na Cúria são dois cachorros. Um fila gigante e um dog alemão.

ISTOÉ - Que horas costuma almoçar?
Padre Marcelo -
Antes do meio dia.

ISTOÉ - O que gosta de comer?
Padre Marcelo -
Descobri que tenho intolerância a glúten, me faz mal. Gosto de variar os pratos, não tem um em especial.

ISTOÉ - Como gosta de passar o tempo livre?
Padre Marcelo -
Descansando.

ISTOÉ - Ainda tem uma hora para se exercitar?
Padre Marcelo -
Agora com essa correria tem sido mais complicado, mas procuro quatro vezes por semana fazer esteira e fisioterapia. Estou ainda com a perna em recuperação.

ISTOÉ - O senhor ensaia todos os dias?
Padre Marcelo -
Não, nunca ensaio nem faço exercícios, não dá tempo. Gostaria de fazer um curso de inglês mas não tenho tempo.

ISTOÉ - Quando precisa se deslocar, o senhor ainda dirige?
Padre Marcelo -
Tenho um Fiat Doblô. Parei de dirigir aos 40 anos. Prefiro não dirigir, apesar de adorar. É mais pratico, tenho um motorista, não preciso estacionar o carro.

ISTOÉ - O que te dá mais prazer atualmente? Cantar? Escrever?
Padre Marcelo -
O que me da mais prazer e evangelizar, seja qual for o meio: internet, celebrando a Santa Missa.

ISTOÉ - O senhor ainda administra o sacramento da confissão? Dá tempo?
Padre Marcelo -
Para a minha equipe sim. Lembrando que quando falo de minha equipe são mil pessoas.

ISTOÉ - Quando o senhor vai fazer um show, costuma se reunir com a banda antes
Padre Marcelo -
Não faço shows, eu classifico como eventos e dentro do Santuário, são missas celebradas, são missas com participação do povo. Sou reitor do Santuário. Não faço shows. Tenho uma base, que é o Santuário. Sempre reúno e rezo com eles. O restante vai fluindo. Cada missa é uma missa. Nada é muito combinado. A banda já me conhece pelo olhar. Dou o tom e eles vão junto.

ISTOÉ - O senhor está sempre de tênis. Por que?
Padre Marcelo -
Estou usando tênis por conta do impacto, ordens médicas por conta do joelho. E não sapato, que não é apropriado agora. Não escolho, tenho três ou quatro e vamos fazendo revezamento.

ISTOÉ - Além de Deus e Jesus, tem alguém que está sempre com o senhor?
Padre Marcelo -
Tenho, o Chicão, meu motorista que sempre está comigo. Me ajuda a conectar o programa da Rádio Globo quando estou fora de casa, com o aparelho matrix. E em tudo mais que for necessário.

ISTOÉ - O senhor usa celular? Usa o computador?
Padre Marcelo -
Tenho celular, Nextel e um iPhone, que não uso tanto. Mas tenho um iPad e um notebook, sou conectado na medida que dá tempo. Hoje a internet é um meio muito importante para a evangelização.

ISTOÉ - Como a música passou a fazer parte da sua vida?
Padre Marcelo -
Desde criança. Eu me pego cantarolando desde o Seminário, onde formei uma banda e era vocalista.

ISTOÉ - Qual é o seu ritual antes das apresentações?
Padre Marcelo -
Apresentação não, missa. Tomo cuidado com a roupa litúrgica que vou colocar, que esteja de acordo com o momento.

ISTOÉ - Aos músicos é indicado algum tipo de conduta durante as viagens ou nos dias de apresentação?
Padre Marcelo -
Eles raramente, muito raramente viajam. Nas tardes de autógrafo sou só eu e uma equipe pequena do Santuário que ajuda na organização.

ISTOÉ - O senhor tem sono tranquilo, sonha bastante?
Padre Marcelo -
Tenho sono tranquilo. Só tenho pesadelo quando como pizza de noite.

ISTOÉ - Quando começa a escrever um livro, como muda sua rotina?
Padre Marcelo -
Na verdade só consigo escrever parando tudo. Agapinho fiz nas minhas férias e o Ágape foi quando quebrei o pé. Desconecto de tudo, menos do programa da Rádio Globo. Tenho que estar focado para escrever.

ISTOÉ - Qual o ritual que o faz relaxar quando chega em casa depois de um dia de compromissos?
Padre Marcelo -
Assitir um filme. Já assisti todos da locadora ao lado.

ISTOÉ - Poderia citar um episódio marcante de um encontro inesperado com um fiel?
Padre Marcelo -
Uma vez marcante foi uma senhora que me viu quando eu ainda dirigia. Estava na rua e ela começou a me fechar e eu subi literalmente em cima da calçada. Ela parou, se ajoelhou e pediu uma benção, foi aí que comecei a me preocupar e achei que era melhor parar de dirigir.

ISTOÉ - Com que frequência visita seus pais e vê suas irmãs?
Padre Marcelo -
No mínimo três vezes por semana, eles vem até mim no Santuário.

ISTOÉ - O senhor gosta de sair para jantar? Costuma fazer programas com amigos e amigas, como sair para ver filmes, exposições, correr em parques?
Padre Marcelo -
Não da para sair, ir em supermercado, restaurante.

ISTOÉ - O senhor chora com frequência?
Padre Marcelo -
Eu sou muito emotivo. Qualquer coisa eu me emociono. Muitas vezes no programa da rádio ouvindo um testemunho. Não chorar, mas emoção, das lágrimas escorrerem dos olhos.

ISTOÉ - Como é que o senhor se enxerga daqui a alguns anos?
Padre Marcelo -
Com mais experiência. Mas trocaria por 3 corpos de 18 anos




Fonte: Revista Istoé
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