Mostrando postagens com marcador Políticos Evangélicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Políticos Evangélicos. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de setembro de 2014

“Deus me revelou que Marina será a próxima presidente”, afirma o pastor que converteu a candidata

André Salles diz que, em suas orações, Deus mostra a candidata do PSB seguindo por um caminho de luz

O pastor André Salles diz ter recebido, por mais de uma vez durante suas orações, uma revelação divina contundente. A imagem que lhe vem à mente nessas ocasiões de contato com Deus é da ex-senadora Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), seguindo em frente por uma trilha repleta de luz. “Vejo o próprio Deus preparando o caminho para ela passar”, afirma. “O Senhor tem esse propósito para a vida dela, de ser presidente do Brasil”. Recém-chegado à igreja neopentecostal Plenitude do Trono de Deus, em São Paulo, Salles foi o responsável pela conversão de Marina ao protestantismo.

Marina foi criada numa família de católicos fervorosos. Com o desejo de se tornar freira, chegou a ser noviça na juventude. A conversão para a igreja evangélica se deu em 1995. Vítima de cinco malárias, uma leishmaniose e uma hepatite, Marina havia acabado de retornar de um tratamento de saúde sem sucesso nos Estados Unidos. Já em Brasília, ouviu do seu médico: “Senadora, a senhora não precisa de um médico. A senhora precisa é de um milagre”. Ele pegou o celular e ligou para um amigo. Era o pastor André Salles, na época um missionário de 20 anos à frente da igreja Assembleia Bíblica da Graça. Marina, incomodada com a reação pouco profissional do médico, mas sem coragem de fazer uma desfeita, escutou a oração. Do outro lado da linha, Salles informou que tinha o dom de revelação do Espírito Santo e passou a descrever, em detalhes, alguém que atrapalhava os rumos de Marina. “O pastor descreveu a cor da pele, o cabelo, os cacoetes dessa pessoa, tudo. Ela era ligada aos grupos que faziam uma oposição ferrenha ao meu trabalho”, disse Marina num vídeo na internet sobre sua conversão. A ex-senadora ficou impressionada com o que ouviu e começou a frequentar os cultos. Tornou-se, em 2004, missionária da Assembleia de Deus.


A antiga igreja de Salles acaba de se fundir com a Plenitude do Trono de Deus, criada em 2006 pelo apóstolo Agenor Duque e pela bispa Ingrid Duque. Amigo dos fundadores, Salles está de mudança para São Paulo para integrar sua equipe. Por ter quadruplicado sua programação na televisão aberta (estão diariamente na Mix TV, da meia-noite ao meio-dia), a igreja agora precisa de reforço. A Plenitude do Trono de Deus tem dez templos espalhados por São Paulo. Sua sede, no Brás, comporta quase sete mil pessoas sentadas. Seu poder de mobilização levou, semanas atrás, o governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição por São Paulo, a um culto de domingo. Assim como outras pentecostais, a Plenitude promove sessões de “cura e libertação” com cenas espetaculosas de exorcismo coletivo no centro do altar. Em geral, fiéis sugestionados pelas luzes e pela música que sobe a cada variação de voz do pastor começam a tremer e gritar em seus lugares, até que são socorridos por obreiros identificados por camisetas pretas com a inscrição: “sexta-feira forte”. As mulheres são arrastadas até o púlpito pelos cabelos; os homens, empurrados pelos braços. No altar, estrebucham, gemem, babam e viram os olhos diante de uma igreja lotada. Só depois são expurgados pelos pastores.

No dia da entrevista de Salles a ÉPOCA, outro pastor que conduzia o culto da tarde entrevistou um casal que se dizia possuído pelo demônio. O homem se dizia capa-preta. A mulher, Lúcifer. Ambos falaram sobre os planos de matar um ao outro. “Se não tivesse vindo aqui hoje, este casal estaria no [programa policial] Cidade Alerta como o próximo crime passional de São Paulo”, disse o pastor, aos gritos. “Agora vocês sabem a importância de dar o dízimo? Quando o pastor pede, ninguém dá. Preciso trazer os demônios aqui na frente para vocês acreditarem na força desta igreja”. Ele então convocou os membros a subirem ao púlpito para doar R$ 50 ou R$ 100, em dinheiro, crédito ou débito. De seus lugares, os fiéis aos poucos abriam os olhos e puxavam suas carteiras em busca de uma nota ou um cartão para levar ao altar.

ÉPOCA – Como o senhor conheceu a ex-senadora Marina Silva?
André Salles – Um amigo nosso, o geriatra Eduardo Gomes de Azevedo, estava cuidando da saúde dela e percebeu que o problema não era só de ordem natural. Foi quando ele me pediu: será que podemos orar pela Marina? Como um bom médico, ele cuidou, mas teve essa sensibilidade de entender que o problema era uma questão espiritual. Foi quando ele colocou a gente em contato. Aí comecei a acompanhá-la em oração. Ela foi sendo fortalecida na fé, passou a aceitar Deus como o senhor da vida dela, foi batizada na nossa igreja. As orações eram presenciais ou à distância, dependia da correria dela.

ÉPOCA – A Marina resistiu de alguma maneira? Porque ela foi criada na Igreja Católica...
Salles – Ela sempre foi uma mulher de muita fé, então foi aberta. Mesmo sendo um meio novo. Em nenhum momento ela foi dura.

ÉPOCA – O senhor curou a Marina?
Salles – Não vou dizer que fui eu, quem curou foi Jesus. Por meio das minhas orações, das orações de outras pessoas também. Chegar hoje e dizer “fui eu” é como trazer a glória para si. E a Bíblia pede que a gente diminua e Jesus cresça. Tudo é para ele, a glória é para ele, a exaltação é para ele. Ela foi curada, graças ao bom Deus.

ÉPOCA – A família da Marina foi resistente?
Salles – Alguns irmãos dela já frequentavam a igreja. Mas algumas pessoas, amigos e familiares acharam que ela estava mudando demais e tal. Sendo uma mulher de fé, tudo que ela faz ela pede uma direção de Deus em oração. Para algumas pessoas, parecia que ela estava ficando louca. Hoje não. Todo mundo a respeita. Vê que é uma pessoa íntegra, honesta, temente a Deus. Ela não faz nada sem buscar uma orientação do Senhor.

ÉPOCA – Ela deixou a sua igreja e mudou para a Assembleia de Deus? Por quê?
Salles – Ela terminou indo na ocasião para a sede da nossa convenção no Distrito Federal, do pastor Sóstenes Apolo, que hoje já dorme no Senhor. Nas eleições de 2010, era mais interessante para ela ficar nesta igreja. As igrejas da Assembleia de Deus têm suas convenções estaduais e uma geral. Nosso pastor presidente, ligado diretamente aos cabeças das estaduais, podia dar apoio a ela, fazer esse tipo de ponte.


ÉPOCA – Como era a Marina na igreja? Ela participava?
Salles – Ela era muito fiel à escola bíblica dominical e também missionária da casa do Senhor. Mas sempre respeitando os limites dela, né? Sempre foi bastante ativa.

ÉPOCA – Vocês perderam o contato quando ela mudou de igreja?
Salles – Não, de maneira alguma. Até porque o propósito é o mesmo, né? Não existe esta divergência, pelo menos da minha parte. Eu não incomodo, né? Por causa da correria dela. Mas tem época em que a gente está muito junto. Ainda oro por ela.

ÉPOCA – Qual foi a última vez que o senhor falou com ela?
Salles – Neste ano, pra falar a verdade, ainda não conversamos. No ano passado, falamos. Foi antes de ela se aliar ao Eduardo Campos. Mas estou sempre orando pra ela. Essas coisas acontecem. Às vezes, a gente está conversando e chega uma revelação, uma palavra por parte de Deus.

ÉPOCA – O que o senhor quer dizer quando diz que teve uma “revelação”?
Salles – Isso é muito da sua sensibilidade com Deus. Tem  coisas que você vê realmente, que se apresentam numa visão para você. Tem coisas que você escuta a voz de Deus como quando Deus falou com Samuel. No caso da Marina, vejo um caminho de luz. Literalmente. A Marina seguindo por um caminho de luz. É um caminho de luz e ela caminha para frente.

ÉPOCA – O que tem lá na frente?
Salles – Aí são detalhes do mundo espiritual, que tem seus segredos. Deus abriu isso para todos aqueles que nele creem. E creem em Jesus como Senhor.

ÉPOCA – A Marina tem o dom da revelação?
Salles – Ela é uma mulher que tem a ciência de Deus na palavra. Muito forte. Ela recebe recado de Deus, é uma profetisa. Recebeu esta iluminação. Não acontece toda hora. Mas acontece.

ÉPOCA – O senhor acha que Deus falou com ela sobre a vocação de ser presidente?
Salles – Sim, esta é uma promessa antiga. Ela também recebeu. Por isso, ela tem muita certeza de que vai ser presidente do Brasil. É uma ordem de Deus. Uma providência. Te digo isso sem dúvida.

ÉPOCA – Qual foi a última revelação que o senhor teve sobre a Marina?
Salles – As últimas palavras da parte de Deus é que ele está levando ela por este caminho... Para ela se tornar presidente da República, entendeu? Eu lembro que antes de sair candidata em 2010, o governador do Estado do Acre e algumas pessoas ainda me procuraram dizendo: “pastor, eu queria que ela viesse pelo Estado do Acre, como governadora. Ela está indo por outro caminho e eu não tenho ninguém agora”. Mas a gente via que este era o caminho pelo qual Deus estava conduzindo ela.

ÉPOCA – Esta revelação de que o caminho dela é ser presidente chegou ao senhor mais de uma vez?
Salles – Mais de uma vez. E não só até mim, mas a outros profetas também.

ÉPOCA – O senhor acha que este projeto está perto de se tornar realidade?
Salles – Sim, está próximo. Porque essa é uma nova direção de Deus para o Brasil. Deus tem esse propósito para a vida dela. A gente sabe que as promessas de Deus são baseadas de acordo com o que a Bíblia diz em Deuteronômio, 28: “se atentamente obedeceres à voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar tudo que está escrito, todas estas bênçãos virão sobre ti”. Mas existe o propósito do tempo. Podia ser quatro anos atrás? Podia. Mas, se Deus está preparando para agora, é bom.

ÉPOCA – O senhor acha que a Marina será a próxima presidente do Brasil?
Salles – Sim, eu acredito que sim.

ÉPOCA – O senhor teve alguma revelação neste sentido?
Salles – Vejo Deus abrindo o caminho para ela chegar. É o próprio Deus preparando para ela passar. Deus tem um propósito para o Brasil. Ele entregou esta nação nas mãos do presidente Lula, mas infelizmente o Partido dos Trabalhadores entrou em outro caminho, saiu do propósito. E ninguém é insubstituível. Se você não permanece no propósito, Deus prepara outra pessoa.

ÉPOCA – Como a Marina recebia essas revelações?
Salles – Isso é uma coisa natural. É uma coisa que quando você começa a frequentar a igreja e Deus começa a confirmar certas coisas na sua vida com sentido. Deus não faz nada sem propósito. Tudo tem propósito estabelecido. Então seria hoje fora do propósito chegar até à irmã Marina e dizer: “olha, Deus não tem nada com você na política”. Isso não tem sentido. O que Deus tem para ela é nesta linha. Ela sempre recebeu isso com o coração muito aberto. Um dia ela chegou para mim e disse: “pastor, será que Deus vai me tirar da política?”. E eu respondi: “não, o caminho não é este. Deus quer que a senhora continue sendo uma voz. Uma voz para o Brasil e para o mundo”.

ÉPOCA – O senhor acha que, de alguma maneira, esta certeza ajudou na decisão de se aliar ao PSB de Eduardo Campos quando a Rede Sustentabilidade teve o registro recusado pelo TSE?
Salles – Não vou te falar com propriedade sobre isso. Porque desta aliança para cá eu não participei. Não posso opinar. Mas uma convicção eu tenho: ela fez alguma orientação espiritual antes de tomar a decisão.

ÉPOCA – O senhor recebe essas revelações há quanto tempo?
Salles – Desde a época em que nós orávamos pelo presidente Lula, antes das eleições de 1998, quando o ex-presidente Fernando Henrique ganhou de Lula. Lembro que o senhor Deus havia falado que ia entregar o governo, a chave da nação nas mãos dele. Assim que ele perdeu, ele assumiria na próxima.

ÉPOCA – O senhor conheceu o Lula pessoalmente?
Salles – Sim, sim.

ÉPOCA – Foram apresentados pela Marina?
Salles – Perfeitamente. Oramos pelo Lula. Na ocasião, ele estava muito quebrantado, numa situação de perda, frustrado. Pensando: será que mais uma vez a frustração vai bater na minha porta? E ele disse: pastor, eu sou uma pessoa que todas as noites ora. Eu leio o salmo de número 13, número do meu partido. Eu disse que ele ia ganhar as próximas eleições. Quando isso aconteceu em 2002, eu disse a Marina que ela se tornaria ministra. De fato aconteceu. E o senhor Deus já vinha trabalhando, preparando o caminho para ela chegar ao que está acontecendo hoje. Tem coisas que Deus fala pra gente e acontece imediatamente. Tem outras que demoram um ano, dois, três. Mas você tem uma direção, uma linha.

ÉPOCA – O senhor se lembra da última orientação espiritual que deu para a Marina?
Salles – Tenho lembranças, mas são coisas particulares. Decisões internas.

ÉPOCA – O senhor participou das rezas para o presidente Lula durante o mensalão?
Salles – Não, não participei. Algumas vezes, pela correria do presidente Lula, eu participava com orações via Gilberto Carvalho, na época o chefe de gabinete.

ÉPOCA – E rezava pela Marina quando ela era ministra do Meio Ambiente?
Salles – Lembro de uma época que estava precisando de chuva. Não chovia no Mato Grosso, Rondônia... E ela preocupada. Nós oramos para Deus mandar chuva, porque ela estava preocupada, sofrendo muita pressão. Eram muitas queimadas. E Deus mandou chuva naquela época. Nós oramos e Deus mandou chuva. Choveu naqueles dias, precisava chover naquela semana.

ÉPOCA – O senhor ia rezar no Ministério do Meio Ambiente?
Salles – Na casa dela, outras vezes no Ministério, outras vezes na igreja.

ÉPOCA – O senhor chegou a rezar para a presidente Dilma?
Salles – Não, para ela nunca. Nós tentamos fazer este link, ficar em contato. Mas o próprio Gilberto Carvalho dizia que era diferente. O presidente Lula é um homem mais aberto. Já a presidente Dilma é uma pessoa mais fechada. Não que ela não creia, ela é uma mulher de fé. Mas é diferente. Isso entristeceu também os pastores. Não só os do meio pentecostal.

ÉPOCA – Se a Marina ganhar a eleição, o senhor acredita que Brasil se tornará um país mais evangélico?
Salles – Querendo ou não, influencia, né? Mas este não é o propósito dela.


ÉPOCA – Como a fé da Marina influencia a tomada de decisão dela?
Salles – Ela não vai fazer nada sem primeiro ter uma orientação do Senhor. Ela é livre, mas vai agir de acordo com os princípios cristãos, defendendo a família, a igreja, o Brasil. Sem ser intransigente com nenhuma religião. Agora, se houver dúvida em algum assunto, ela pedirá orientação. Não é porque você chegou à Presidência que não precisa de conselheiros.

ÉPOCA – Na sua opinião, a Marina é fundamentalista?
Salles – A pessoa fundamentalista é aquela com visão muito fechada. Não é o caso da irmã Marina. Ela é uma pessoa com domínio próprio, equilíbrio. Não acho que ela fecha e leva um pensamento ao pé da letra.

ÉPOCA - Como diferenciar quem é de quem não é?
Salles – Fica claro nos frutos. Uns olham e veem pela aparência, pelo modo de ser. Uma posição também pode mudar. O que você pensa hoje não é necessariamente o que você pensa no passado.

ÉPOCA – O senhor apoiou a presidente Dilma em 2010. Fez até um vídeo que foi para a internet. Por que?
Salles – Em 2010, o Gilberto Carvalho me pediu para fechar com a Dilma. Não só eu, mas vários pastores. Aceitei na ocasião porque entendia que o projeto do Lula teria continuidade. Eu bem sabia que a Marina estava caminhando, mas ainda não era o momento dela. Deus estava trabalhando para ela chegar. Então ficamos com a Dilma. Mas a Dilma infelizmente não cumpriu nada do que havia combinado com o meio. Apoiei a Dilma por causa do Lula, pelo pedido do presidente Lula. Gravei o vídeo assim que terminamos uma reunião. Para abraçar a causa do presidente Lula.

ÉPOCA – O vídeo teve impacto em sua relação com a Marina?
Salles – Não, ela entendeu. Ela é uma pessoa muito tranquila.

ÉPOCA – O senhor se arrepende de ter apoiado a Dilma?
Salles – Olha, hoje eu me arrependo.

ÉPOCA – Por quê?
Salles – Por tantas decepções que a gente teve com o governo.

ÉPOCA – Por exemplo?
Salles – Uma série de coisas. Não só no meio evangélico. Muita corrupção, né? Todo mundo sabe. Muitos problemas. Eu, particularmente, me arrependo.

ÉPOCA – Apoiaria de novo?
Salles – Não.

ÉPOCA – Neste ano alguém já lhe pediu apoio oficial?
Salles – Não. Só apoio em oração. Mas oficialmente estou com a Marina.

ÉPOCA – Até dia 15, os candidatos à Presidência podem mudar. Se o Lula voltasse, o senhor o apoiaria?
Salles – Não. Entendo que terminou o propósito que Deus tinha com o Lula. Ninguém é insubstituível.

ÉPOCA – O que o senhor espera de um possível governo da Marina?
Salles – Tenho orado para que seja um governo de paz. Ela vai enfrentar muitas batalhas, não vai ser fácil. Mas não vai ser impossível. É normal virem as batalhas. Um governo não governa sozinho. Ela precisa de apoio na Câmara e no Senado. Acredito que daqui pra frente vamos ver as alianças acontecerem. O Brasil vai melhorar com Marina. A Bíblia diz que quando o justo governa, o povo se alegra. O justo não significa o religioso, mas o honesto. Essas características de humanidade, de temor e amor a Deus ela tem. Marina é um produto novo. Não basta você cair na graça de Deus, tem de cair na graça do povo. E a Marina está caindo nas graças do povo. Já caiu. É um caminho.



Fonte: Época
----------

domingo, 7 de setembro de 2014

Eleitorado evangélico cresce e pode decidir eleição

Marina Silva: candidata do PSB é a principal destinatária dos votos dos evangélicos

Segundo analistas, o grande poder de comunicação das lideranças evangélicas mobiliza este segmento

O eleitorado evangélico é crescente no país e como representa um dos segmentos mais coesos da sociedade, tem o potencial de decidir a eleição presidencial deste ano.

Essa é a avaliação de analistas que ponderam também que os valores religiosos não são as principais preocupações dos eleitores.

Para eles, posições contrárias à homossexualidade ou ao aborto não subtraem ou somam votos de uma candidatura, mas ganham destaque na disputa, como o episódio da revisão do capítulo sobre direitos para homossexuais do programa de governo de Marina Silva (PSB), que é evangélica.

O grande poder de comunicação das lideranças evangélicas mobiliza este segmento, assim como um sentimento de solidariedade com candidatos que sigam a mesma orientação religiosa.

"Esse segmento da população tem uma orientação de solidariedade com outros evangélicos, quer por referência moral, quer por disciplina de organização", disse a socióloga e especialista em análise de pesquisas de opinião Fátima Pacheco Jordão.

Ela lembrou que as várias vertentes evangélicas existentes no país possuem meios de comunicação de massa, como emissoras próprias e espaços alugados em canais de TV.

"Eles estão se tornando players, agentes importantes no cenário político. Já são, aliás. E do jeito que a coisa anda, é possível que nós tenhamos pela primeira vez uma presidente evangélica."

Marina, que é membro da Assembleia de Deus, é a principal destinatária dos votos dos evangélicos. Segundo a última pesquisa do Datafolha, ela cresceu 17 pontos entre os evangélicos pentecostais e outros 17 pontos entre os não-pentecostais.

De acordo com o levantamento, entre os pentecostais, grupo no qual a igreja frequentada pela ex-senadora está, Marina tem 41 por cento das intenções de voto, contra 30 por cento da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e 11 por cento do tucano Aécio Neves.

Entre os não-pentecostais, a candidata do PSB lidera com 44 por cento, contra 29 por cento da petista e 13 por cento do tucano.

Marina também teve bom crescimento entre os católicos, que representam a maioria da população, 11 pontos, mas segue atrás de Dilma neste segmento.

No total do eleitorado, o Datafolha apontou empate em 34 por cento entre as duas principais candidatas. Aécio tem 15 por cento.

Segundo dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os evangélicos representam 22,2 por cento da população. Atualmente, estimativas de analistas colocam esse percentual em até 30 por cento do eleitorado.

"As pesquisas mostram que Marina Silva tem um desempenho no eleitorado evangélico muito melhor do que o que ela tem entre o eleitorado católico. Se o eleitorado brasileiro fosse só de evangélicos, ela ganharia com mais facilidade", disse o cientista político Rubens Figueiredo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP).

Para Jordão, entretanto, o apoio evangélico não é o principal fator que explica a ascensão de Marina, que se tornou a principal estrela do cenário eleitoral ao assumir a cabeça de chapa do PSB após a morte de Eduardo Campos, em agosto.

"A Marina é muito maior do que o poder de persuasão das igrejas. Ela representa uma coisa maior do que isso", avaliou a socióloga. "Ela não será nem beneficiada nem punida pelas posições de ordem religiosa. Ela será atacada por isso."

Princípios Negociáveis

Nas últimas eleições, vários candidatos têm buscado o apoio de lideranças evangélicas. Na campanha deste ano, por exemplo, Marina levou Campos a um encontro com pastores quando o ex-governador era o candidato do PSB.

Aécio também realizou encontros com evangélicos e Dilma foi a um encontro de mulheres evangélicas e fez um discurso no qual citou trechos da Bíblia.

Em 2010, a questão do aborto ganhou destaque na eleição presidencial, ainda que, como afirma Jordão, o tema tenha sido usado mais como ferramenta política do que pensando no interesse do eleitorado.

No pleito deste ano, além de Marina, o presidenciável pastor Everaldo (PSC) também é evangélico da Assembleia de Deus. A Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), no entanto, ainda não definiu qual dos dois candidatos vai apoiar para presidente.

"A probabilidade de apoiar qualquer um dos dois é maior que a de apoiar qualquer outro candidato", disse à Reuters o pastor Lélis Marinho, presidente do Conselho Político da CGADB.

Segundo ele, o apoio ao candidato do PSC estava praticamente acertado, mas a entrada de Marina na disputa mudou o panorama e, agora, não está descartado um apoio a ela já no primeiro turno. Uma decisão deve ser tomada ainda nesta semana, disse Marinho.

No sábado passado, menos de 24 horas depois de lançar o programa de governo, a campanha de Marina divulgou uma errata alterando trechos sobre as políticas para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).

A mudança, que segundo a candidata se deu para corrigir uma falha de editoração, eliminou os compromissos com o apoio a uma lei que criminaliza a homofobia e com mudanças na legislação para aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, entre outros pontos. Marinho classificou a mudança no programa marineiro como uma "abertura altamente positiva".

"Nós queremos ter liberdade de falar aquilo que nós entendemos e que, inclusive, está na Bíblia Sagrada. Ela condena a prática (homossexual)", disse o pastor.

"Não abrimos mão daquilo que nós consideramos princípios... Agora, nós respeitamos a todos. Não é porque eu defendo um princípio que eu acho que todo mundo é obrigado a defender esse princípio. Mas eu não quero ser incomodado naquilo que eu defendo."

Não por acaso, Marinho, do Conselho Político da CGADB, disse que o fato de Marina e pastor Everaldo serem evangélicos "já os credenciam" para receber apoio dos fiéis.





Fonte: Exame
----------

‘Dilma e o PT acham que pastor é otário e evangélico é idiota’, diz Pastor Silas Malafaia

Em entrevista ao GLOBO, líder religioso confirma apoio para Marina Silva em um provável segundo turno

Em entrevista ao GLOBO, o pastor Silas Malafaia confirma que vai apoiar Marina Silva (PSB) em um provável segundo turno, se ela não “levar logo agora”. O líder religioso também afirmou que a presidente Dilma Rousseff e o PT estão dando um “tiro na cabeça” ao tentarem agradar segmentos diversos da sociedade e desafia os ativistas pelas causas homossexuais a elegerem mais deputados do que os evangélicos. Na manhã desta terça-feira, Malafaia publicou seu apoio a Marina Silva, no segundo turno, em sua conta pessoal no Twitter.

O senhor declarou que vai apoiar o Pastor Everaldo (PSC) no primeiro turno e Marina Silva (PSB) no segundo. Por que apoiar Marina somente em um segundo momento?

Se duvidar, nem vai para o segundo turno. Marina leva logo agora. Quem for contra a Dilma, eu também sou. Sou amigo do Everaldo há 30 anos, sou um homem de palavra, meu voto é dele. Mas quem deve ir para o segundo turno é Marina. Por isso, meu voto é dela em outro momento.

O que o senhor achou da mudança do programa de Marina?

Veja quem são os incoerentes. O programa da Marina não contempla tudo que acredito. Só porque eles fizeram uma correção, os ativistas gays falaram que não vão apoiar. Eles que são intransigentes. Ideologicamente, tudo o que ativismo gay for a favor, eu sou contra. Quem é que trouxe o debate? Chamem Aécio, Dilma e Marina e eu desafio que eles tenham lido seus programas inteiramente. Delegaram para suas equipes. O PSB-LGBT ficou responsável por essa parte e exageraram. Aí, provavelmente, voltaram para discussão do grupo e foi modificado. Ainda assim, os direitos para os gays lá (no programa de Marina) ainda estão grandes e eu não concordo com eles. O programa dela não tem nenhuma linha do pensamento cristão mas tem dez para os gays. Os intolerantes são eles. Quem não quer dialogar são eles (os ativistas gays).

E sobre o anúncio de que a presidente Dilma Rousseff prometeu expandir os benefícios da Igreja Católica para as evangélicas?

Estão dando tiro e vão acertar a cabeça deles mesmos. Acendem uma vela para Satanás e uma para Deus. Olha a incoerência: querem retomar a PLC 122 (projeto que criminaliza a homofobia). Ele já foi discutido e foi demonstrado o monte de aberração jurídica que existe nele. Depois que conseguimos derrubar isso, querem retomar? O PT não fez isso nesses 12 anos de governo. Anunciam que vão retomar este projeto e ao mesmo tempo prometem benefícios para as igrejas evangélicas? Dilma e o PT acham que pastor é otário e evangélico é idiota. Vão tomar um surra histórica nessas eleições. Covardes. Hipócritas. É o poder pelo poder.

O senhor virou uma figura central nessas eleições...

Não sou falso humilde e nem penso que sou “o cara”. Minhas opiniões são as mesmas que grande parte da população mas isso não quer dizer que eu a represento. Cerca de 25% a 27% da população é evangélica, segundo dados do IBGE de 2010. Os católicos praticantes, que nestes temas que defendo pensam iguais a nós, são mais de 20%. Já deu a maioria. Marina não é minha candidata. É candidata do povo. Eu interpreto o pensamento dessa maioria.

A campanha está se tornando moral?

O maior escândalo de corrupção é do PT. Então é moral! Deste ponto de vista, é moral! É o esgotamento de poder de um partido político. Repito: quem for contra a Dilma, eu também sou contra. Pode ser Marina, Aécio, Everaldo, Levy... Só se for Dilma contra Luciana Genro que voto nulo.

O que te agradou na candidatura de Marina?

A postura de Marina. A Marina diz que não é candidata para reeleição mas para deixar um legado. Ela não pode mentir depois. Outra coisa é o fato dela não negar o passado. Quer dizer que o PSDB e o PT não fizeram nada de bom? Fizeram. Não tem como ter distribuição de renda sem estabilidade econômica.

O posicionamento dos candidatos em relação a essas questões pode definir a eleição?

Em uma sociedade livre, as pessoas podem buscar suas convicções políticas em qualquer lugar. Essa ideia, por exemplo, de estado laico, que nós apoiamos, é um jogo muito malandro da esquerda. Nosso modelo ocidental é judaico-cristão. Tudo nele é judaico-cristão. Uma coisa é a religião, outra coisa é a ideologia. É um jogo ideológico de oposição poderoso. Quem disse que Marx é melhor que Jesus? Nós vamos eleger a maior bancada evangélica da história. Os ativistas gays que elejam seus representantes para que estas questões sejam discutidas lá (no Congresso).




Fonte: O Globo
------------

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Pressionada por pastor Silas Malafaia, Marina Silva muda plano de governo

Propostas em defesa dos homossexuais foram excluídas do documento um dia após a divulgação do texto. Candidata à Presidência da República pelo PSB fala em “engano”

O programa de governo de Marina Silva (PSB) não suportou 24 horas e alguns tuítes do pastor Silas Malafaia. Divulgado na sexta-feira com promessas de defesa dos direitos da população homossexual, o documento acabou remendado no sábado. Foram excluídas as propostas de apoio ao casamento gay e à criminalização da homofobia.

Em nota, a equipe do PSB alegou “falha processual na editoração do texto”.Em visita ao Rio, Marina disse que houve um “engano” da campanha. Segundo a candidata, a versão original trazia “o texto tal como foi apresentado pela demanda dos movimentos sociais”, sem o resultado da “mediação” da candidatura. Já Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina, deu uma explicação diferente:

– O equívoco foi assumir compromissos com projetos de lei no Congresso, o que é uma invasão de competência.

Na prática, houve recuo em relação aos pontos mais polêmicos e rejeitados pelos pastores de denominações evangélicas, nas quais está parte considerável do eleitorado de Marina. A própria candidata pertence à igreja Assembleia de Deus. Logo após a divulgação do programa, na sexta, ao mesmo tempo em que as redes sociais registravam manifestações de apoio da comunidade LGBT, pastores e políticos da bancada evangélica disparavam críticas.

Para Malafaia, texto “melhorou muito”

Um dos mais duros foi o pastor Malafaia, que chegou a fazer ameaças. Após a mudança no programa, disse que “melhorou muito” e ressaltou que os evangélicos decidem “qualquer eleição”.

Já o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), defensor da causa homossexual, afirmou que a candidata “mentiu” ao eleitorado:

– Marina, você não merece a confiança do povo. Mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas.



Fonte: Zero Hora
-------------

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Presidenciáveis abrem corrida pelo voto evangélico

Com pastor Everaldo drenando apoio protestante, partidos sabem que terão mais trabalho para conquistar esse segmento

Com boa parte das principais lideranças evangélicas comprometida com a candidatura do pastor Everaldo (PSC), presidenciáveis buscam aumentar sua influência sobre possíveis dissidências. Segundo o IBGE, em 30 anos, o percentual de evangélicos passou de 6,6% da população brasileira, em 1980, para 22,2% em 2010. Foi o segmento religioso que mais cresceu entre 2000 e 2010, chegando aos atuais 42.275.440 brasileiros que se declaram evangélicos. Por isso mesmo, a influência dos protestantes cresce a cada eleição. PT e PSB admitem que buscarão atuar em setores evangélicos em busca de sua fatia. Já o PSDB saúda todos os apoios religiosos, mas diz não ter estratégia específica para atraí-los.

Nesta quinta-feira (31), a presidente Dilma Rousseff participará da inauguração do chamado Templo de Salomão, principal obra da Igreja Universal do Reino de Deus, que, segundo o Censo 2010, tem 1.873.243 fiéis no Brasil. Apesar de muito longe de ser a maior igreja evangélica, o poder da Universal, dona de uma rede de TV, deve ser relativizado em função de sua penetração midiática. A Universal é uma das poucas igrejas evangélicas que não apoiarão formalmente Everaldo. A igreja tem apoiado o PT, num fechamento que data do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A disputa pelas demais não será fácil para os outros presidenciáveis.

Eduardo Campos e Marina Silva inauguram casa Campos-Marina em Osasco. Local será comitê eleitoral da campanha da dupla

Embora insista que há espaço para uma aproximação com todos os setores evangélicos, o coordenador da campanha de Dilma, o deputado estadual paulista Rui Falcão, que é o presidente nacional do PT, reconhece que o cenário é diferente do de anos anteriores. “De fato um candidato evangélico é uma novidade. Se temos um candidato evangélico na disputa, é natural que tenhamos muito menos votos evangélicos no mercado, mas vamos procurar manter o diálogo com todas as igrejas e setores religiosos”, disse Falcão.

O coordenador-geral da campanha do socialista Eduardo Campos, Carlos Siqueira, argumenta que os apoios evangélicos não estão definidos. “Uma coisa é o que acorda o pastor, outra coisa é o rebanho. Nenhum rebanho é cego”, declarou o coordenador socialista. “A comunidade evangélica é muito plural. Todos as candidaturas terão suas fatias”, disse, revelando que o comitê socialista tem planos para estreitar relações com os evangélicos. “Temos um trabalho sendo feito com vários setores evangélicos”, afirmou Siqueira, que fez uma lembrança nada desprezível. “Nossa candidata à vice (Marina Silva) é evangélica.”

Já o PSDB opta por enquanto por outra linha. Segundo o coordenador da campanha de Aécio Neves e presidente nacional do DEM, o senador potiguar José Agripino, o comitê tucano não tem uma estratégia específica para o segmento religioso. “Não há um direcionamento para esses segmentos. A campanha será em cima de temas e propostas. O apoio de todas as igrejas é bem-vindo, mas não pretendemos estabelecer uma estratégia específica para ter o apoio de uma igreja específica. Não existe essa estratégia”, disse Agripino.

Apoios

Somente neste mês, Everaldo recebeu sinalização em favor de sua candidatura de diversas lideranças da Igreja Presbiteriana, que, segundo o Censo 2010, tem 921.209 fiéis em todo o Brasil. Também tem o apoio do Ministério Madureira da Assembleia de Deus e espera receber nos próximos dias  o reforço do Ministério Belém da mesma igreja, consolidando assim sua força junto ao maior segmento evangélico do País, que tem 12.314.410 de fiéis no Brasil. O próprio Everaldo é ligado à Assembleia de Deus.

Everaldo tem também o apoio da Igreja Sara Nossa Terra e, segundo deputados da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, caminha a passos largos para fechar outros apoios de peso no espectro evangélico, como, por exemplo, com o Ministério Internacional da Restauração (Igreja conhecida pela sigla M12), do pastor Renê Terra Nova, igreja que surgiu a partir de um desmembramento da Igreja Batista. Everaldo flerta também com os batistas, segmento que reúne 3.723.853 fiéis. Além disso, o candidato do PSC já recebeu o apoio de Mário de Oliveira, líder da Igreja do Evangelho Quadrangular, que tem 1.808.389 de seguidores.

Entre a bancada evangélica, a animação é em função da possibilidade de realização de um grande pacto das igrejas protestantes em torno da candidatura de Everaldo, que poderia garantir ao candidato do PSC algo em torno dos 10% dos votos em outubro, no primeiro turno da eleição presidencial. Com esse percentual, esperam aumentar o poder de barganha quando da negociação do apoio para o segundo turno, tese explicitamente defendida pelo pastor Silas Malafaia em vídeo divulgado na internet em que pede votos para Everaldo.

Apesar de todo esse cenário de apoios diversos conquistados por Everaldo junto a setores evangélicos, o candidato do PSC demonstra em suas falas a preocupação que tem de acabar estigmatizado como candidato religioso. “Sou candidato do Partido Social Cristão, de todos os brasileiros. E sou um evangélico, então muitos evangélicos também têm se posicionado ao meu lado porque veem que a nossa candidatura é a única que representa a verdadeira mudança que o País está precisando”, disse. “Em 1989, todos os sindicatos estavam com o Lula. Ele era o sindicalista. Tinha essa identidade. Eu tenho essa identidade também e isso facilita o diálogo, mas sou um candidato do PSC para governar para todos os brasileiros”, compara Everaldo.

O candidato do PSC ainda mira duas importantes igrejas evangélicas com presença marcante na mídia. Ele deve encontrar nos próximos dias Valdomiro Santiago, líder de Igreja Mundial do Poder de Deus. “Estou conciliando agenda para ter um encontro com ele (Valdomiro)”, disse Everaldo. Outro no radar dele é Romildo Ribeiro Soares, conhecido como RR Soares, líder Igreja Internacional Da Graça De Deus. Ambas nasceram de dissidências da Igreja Universal do Reino de Deus. “RR é meu amigo pessoal também”, resumiu Everaldo.

O próprio Everaldo relativiza os apoios recebidos, sinalizando que não espera simples aritmética no resultado das urnas. “A instituição Igreja não dá apoio, quem dá apoio é o cidadão”, pondera.




Fonte:Último Segundo
-------------------

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Pastor Silas Malafaia divulga vídeo de apoio ao Pastor Everaldo

Pastor defende que evangélicos marquem posição no primeiro turno para negociar apoios em melhores condições no segundo

Um das mais importantes lideranças da Assembleia de Deus, o pastor Silas Malafaia divulgou vídeo em que anuncia seu apoio à candidatura do pastor Everaldo (PSC) à presidência da República. No vídeo, Malafaia argumenta que é preciso marcar posição no primeiro turno da eleição para que as bandeiras evangélicas possam ser levadas em consideração quando da articulação de possíveis apoios no segundo turno.


No vídeo, Malafaia abriu seu mostruário de argumentos dirigindo-se aos evangélicos. “Vamos deixar de ser trouxa, com esse discurso de que nós não temos nada a ver, que política é do diabo. Não diga que uma coisa é do diabo quando Deus nunca disse isso”, disparou Malafaia. “Vamos parar com essa alienação. Tem muita malandragem de segmentos que querem nos alijar, de que nós não podemos falar em política e que pastor não pode falar. Que conversa é essa?”, acrescenta o pastor.

Segundo Malafaia, o primeiro turno das eleições serve para que as pessoas marquem uma posição política e não para que o eleitor vote em quem acha que ganhará a disputa. “É muito importante nós, evangélicos, católicos, pessoas de bem, marcarmos nossa posição”, defende ele. Segundo ele, ao marcar posição forte no primeiro turno, será possível negociar com os candidatos que disputarão o segundo turno uma agenda política que não inclua aprovação de propostas liberando uso de drogas e prostituição.

“Existem centenas de projetos no Congresso Nacional para detonar a família, detonar os bons costumes da sociedade. Temos de marcar uma posição firme para que Everaldo, se não for para o segundo turno, ele possa ter uma quantidade de votos grande onde nós vamos decidir o segundo turno. E aí vamos sentar na mesa e dizer: olha aqui queridão, quer o nosso apoio? Você vai assinar um documento aqui que você não vota nisso, nisso, nisso. Esse é o jogo político”, acrescenta ele.

Malafaia aproveita para chancelar o histórico político do pastor Everaldo. “É um camarada simples, humilde, mas não é um idiota e nem um demente, não. Sabe das coisas. Está afinado com nossas crenças e valores”, diz o pastor.




Fonte: Último Segundo
-------------------

terça-feira, 22 de julho de 2014

Prefeito veta leitura obrigatória da Bíblia em escolas de Nova Odessa

Benjamim Vieira de Souza, o Bill (PSDB), alegou inconstitucionalidade.
Veto deverá passar por votação na Câmara após dia 4, final do recesso.

O prefeito de Nova Odessa (SP), Benjamim Vieira de Souza, o Bill (PSDB), vetou nesta segunda-feira (21) o projeto de lei aprovado pela Câmara que previa a leitura obrigatória de ao menos um trecho da Bíblia em escolas da rede pública do município. O tucano alegou inconstitucionalidade da proposta. A posição do Executivo foi enviada ao Legislativo, que só deve decidir se derruba ou mantém o veto após o final do recesso.

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara de Nova Odessa em 7 de julho. O autor da proposta, o vereador Vladimir Antônio da Fonseca (SDD), justificava que a ideia era estimular a reflexão dos estudantes sobre a Bíblia. A medida, no entanto, gerou polêmica. Alguns professores e diretores escolares foram contrários, defendendo que o estado é laico e que as diferentes crenças dos alunos deveriam ser respeitadas.

Em nota, divulgada nesta segunda, o prefeito afirmou: “Leio a Bíblia diariamente e recomendo este livro, que é o mais lido no mundo. Converso com meus filhos sobre os textos bíblicos, ensino a eles aquilo que está escrito e no que acredito. Porém, como prefeito, não posso contrariar nossa lei maior, que é a Constituição Federal. Além disso, professores e alunos precisam ter respeitada sua liberdade de crença.”

O veto do prefeito precisa ser avaliado pela Câmara em plenário. A proposta de Fonseca havia sido aprovada por cinco votos a dois. Após conhecer os argumentos do Executivo para barrar o projeto, os vereadores poderão manter a decisão de Bill, o que encerra o assunto, ou rejeitá-la. Se o Legislativo derrubar o veto, a Prefeitura pode até levar o caso à Justiça, informou a assessoria do tucano.

Como a Câmara está em recesso, a decisão dos vereadores só deve ocorrer após o dia 4 de agosto, data em que a Casa retoma as atividades parlamentares. Também via assessoria, o autor do projeto disse que ainda vai analisar o assunto para decidir se vai reapresentar a proposta, o que ocorreria apenas em 2015.



Fonte: G1
--------

Pastor Everaldo terá o mesmo espaço na Globo que Dilma

Ele é o quarto candidato com mais intenções de voto para presidente do Brasil

Os quatro candidatos à presidência do Brasil mais bem colocados nas pesquisas eleitorais terão o mesmo espaço nos telejornais da TV Globo.

A decisão da emissora foi anunciada pelo blog “Painel”, da Folha de São Paulo, que destacou o espaço que o candidato do PSC, Pastor Everaldo, terá já que ele ocupa o quarto lugar com 4% das intenções de voto.

A decisão tomada pela Globo deixará Everaldo com o mesmo espaço dado à Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), os três primeiros candidatos de acordo com as pesquisas de intenção de voto.

Os candidatos Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB) também terão direito de comparecer aos debates da emissora, mas terão espaços menores nos demais programas sobre a disputa eleitoral.

O Pastor Everaldo é vice-presidente do Partido Social Cristão (PSC), essa é a primeira vez que a legenda indica um candidato próprio para o cargo de presidente. Em 2010 o PSC apoiou a candidatura de Dilma Rousseff, apoio rompido no ano passado por diversas razões, principalmente sobre os assuntos defendidos pelo PT que vão contra aos valores do partido cristão.

A campanha de Everaldo deve focar na defesa da família, lema do partido, e também em outros assuntos como a privatização de estatais para conter os gastos federais e investir esses recursos na educação e saúde. “Tudo o que for possível tirar da mão do Estado, da corrupção, para passar para a iniciativa privada, e a gente pegar os recursos para colocar na educação, na saúde e na segurança pública, nós vamos fazer”, disse ele durante a primeira propaganda eleitoral divulgada em 24 de abril.



Fonte: Gospel Prime
-----------------

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Projeto que propõe distribuição de kit bíblico em escolas gera polêmica

Autor da proposta, deputado Kennedy Nunes (PSD) não vê problema em falar de religiosidade em salas de aula

Com um longo caminho a percorrer até ser votado no plenário da Assembleia Legislativa, o projeto de lei do deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) que prevê a distribuição de um kit bíblico aos alunos da rede estadual já causa polêmica. Na sexta-feira, a proposta gerou debate nas redes sociais. Houve quem apoiasse e criticasse a ideia.

De acordo com a proposta, a intenção é enviar aos estudantes com idades entre seis e 12 anos kits contendo uma Bíblia que, garante o parlamentar, será escolhida de acordo com a religião do aluno.

— Vamos contemplar todas as religiões, sem exceção. E as Bíblias poderão ser escolhidas, por exemplo, em versões católicas ou evangélicas — alega Kennedy.

O parlamentar não explica, no entanto, se os livros sagrados de religiões não cristãs, como o islamismo e o judaísmo, seriam distribuídos da mesma maneira.

Kennedy argumenta que a ideia é criar várias opções de kits. Ainda não está definido, no entanto, qual seria o impacto financeiro da medida aos cofres do Estado. A sugestão do deputado é criar parcerias público-privadas com entidades e organizações religiosas para patrocinar a compra e a distribuição dos materiais.

“Qual o problema?”, pergunta o deputado

Na sexta-feira, após ser criticado por internautas sobre a criação do kit, Kennedy usou o Twitter para defender sua proposta. Segundo ele, a falta de religião “faz do ser humano um androide”.

— Qual o problema em falar de religiosidade nas escolas? Querem falar de sexualidade e até de gêneros e por que a religião não? — escreveu.

Para Cássia Ferri, pró-reitora de ensino da Univali e especialista em educação, este tipo de projeto causa desconforto se não forem abordadas todas as religiões existentes.

— As escolas públicas precisam aceitar toda a diversidade religiosa. A leitura dos textos bíblicos é válida, mas não pode ser a única opção aos alunos — explica Cássia.

Além dos kits, a proposta de Kennedy prevê a realização de aulas extracurriculares sobre a Bíblia. Para ser votado no plenário da Assembleia Legislativa, o projeto ainda precisa passar pelas comissões de Legislação e Justiça e de Educação, Cultura e Desporto da casa.

Projeto semelhante em São Paulo

O projeto do kit bíblico de Kennedy Nunes não é inédito. Em São Paulo, uma proposta semelhante está em tramitação na Assembleia Legislativa e serviu de inspiração para que o parlamentar trouxesse a ideia para Santa Catarina.

Ele argumenta que o objetivo do projeto é “amenizar os conflitos nos lares, nas escolas, nas ruas e na sociedade em geral”.

Sobre a polêmica, o deputado nega a existência de um doutrinamento religioso e afirma que, com essa proposta, a ideia é promover uma discussão sobre a espiritualidade.

— Estamos em uma era em que a conectividade nos afasta uns dos outros e de Deus. Se eu conseguir levantar a bandeira da espiritualidade, já é um mérito — diz.

O secretário de Educação de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, preferiu não se manifestar antes de analisar melhor o projeto.

O que o projeto propõe

- Kits bíblicos educativos serão distribuídos nas escolas estaduais para crianças entre seis e 12 anos.
- Os alunos receberão lições que vão acontecer durante o período letivo regulamentar.
- As aulas terão um caráter extracurricular e serão ministradas em horários fora da grade curricular.
- As escolas poderão fazer parcerias com entidades religiosas, ONGs e associações para desenvolvimento dos materiais.




Fonte: Diário Catarinense
---------------------

domingo, 13 de abril de 2014

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal afirma que "Deus dirá" se será candidato

"Deus, Deus dirá...". Com esta frase enigmática, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) respondeu se disputará a eleição de presidente da República em 2018. Segundo ele, muita gente ainda lhe cobra, pelas ruas, que dispute o Planalto este ano. "As pessoas não sabem que o prazo já se escoou", disse, referindo-se ao prazo de desincompatibilização de seis meses antes da eleição para servidores públicos como ele.

Barbosa deu essas declarações ontem, após participar no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, do início da implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) no Tribunal de Justiça da Bahia.

Democracia e mensalão

Barbosa disse que viu com "absoluta naturalidade" o episódio que ocorreu, recentemente, quando saía do Restaurante Frederic Chopin, em Brasília, e foi hostilizado por militantes do PT. O pequeno grupo chamou o presidente do STF de "tucano" e "projeto de ditador". Barbosa disse que nem "notou" a manifestação. "Quando fui notar já estava dentro do carro. Vi que eram três, quatro pessoas. O Brasil é uma democracia. Faz parte das liberdades".

Os petistas gritaram também: "Dirceu, guerreiro do povo brasileiro". O ex-ministro José Dirceu foi condenado como mentor do mensalão petista e está cumprindo pena na Penitenciária da Papuda. Barbosa se recusou a falar sobre o julgamento do mensalão, que ele presidiu. "Por favor, vamos mudar a fita".

Funcionários, advogados e juízes se acotovelaram, no fórum para ver, cumprimentar e tirar fotos com o presidente do STF ministro. Ao passar por um corredor que dava acesso à 13ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, onde o PJe foi implantado, ele foi aplaudido.

Justiça mais acessível

Crítico das duras condenações do STF no processo do mensalão, o governador Jaques Wagner dirigiu palavras amáveis a Barbosa.

"Vou dar mais uma vez as boas-vindas ao ministro Joaquim Barbosa, o que já tive oportunidade de fazê-lo menos formal, no Festival de Música Clássica de Trancoso (praia do extremo sul da Bahia). Para nós, é motivo de orgulho a presença do presidente do Supremo".

Barbosa elogiou a iniciativa do TJ-BA de instalar o PJe, cujo objetivo "é propiciar uma prestação jurisdicional mais célere, mais acessível e mais alinhada às necessidade do cidadão". Ele destacou, entre as vantagens da informatização sobre os antigos autos físicos, o fato de os processos ficarem agora disponíveis online em todo o país, para "todos os operadores do direito, reduzindo, assim, a necessidade de deslocamentos".

A redução de atividades "puramente burocráticas" vai diminuir a tramitação dos processos, eliminando, lembrou o ministro, "os antigos carimbos e numerações sequenciais infindáveis".

Disse que ao incentivar a instalação da PJe, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pretende ter o TJ-BA como "um parceiro e colaborador, oferecendo apoio humano e necessário para a instalação definitiva do programa".

A postura do CNJ em relação ao Tribunal de Justiça da Bahia mudou radicalmente após o afastamento, no ano passado, do presidente anterior da corte baiana, Mário Alberto Hirs, que está sendo investigado por irregularidades envolvendo precatórios. O atual presidente, Eserval Rocha, implantou uma série de medidas de austeridade e moralizadoras e tem recebido apoio do conselho.





Fonte: Portal A Tarde
------------------

domingo, 30 de março de 2014

Políticos frequentam drive-thru de oração em Brasília, diz pastor

O músico Júlio Duarte de Souza, de 30 anos, enviou ao PAGE NOT FOUND o relato abaixo. O morador de Brasília registrou com câmera a atividade em um drive-thru de oração na capital federal. Ele chegou até a entrevistar um pastor no local:

"Que sanduíche, que nada! A moda agora na nossa capital federal é o Drive-Thru de oração. Tudo porque a Igreja Universal do Reino de Deus de Brasília resolveu inovar nos serviços prestados aos fiéis. Desde o início do mês, quem passa de carro pela EQS 212/213, Área Especial, na Asa Sul do Distrito Federal, pode receber bênçãos ali mesmo, sem sair do veículo. É coisa rápida: você para o carro, o pastor se aproxima, pede pra você colocar a cabeça pra fora da janela, ele te benze, te entrega um papel com umas orações e você segue o seu caminho. Tudo isso sem pagar nada!"

"De acordo com um pastor que não quis se identificar, a tenda do Drive Thru de Orações funciona das 8h às 20h, de domingo a domingo, atende a mais de 400 motoristas por dia e por enquanto o serviço ainda não é cobrado. 'É uma promoção para os fiéis', disse ele. Ainda segundo informações do pastor, em horário de pico rolam até uns engarrafamentos. Vários parlamentares já foram vistos no local recebendo suas bênçãos, mas o tal pastor achou melhor não citar o nome de nenhum".




Fonte: Page not found
-------------------

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Bancada evangélica planeja criar um partido cristão

Grupo de deputados evangélicos formarão o Partido Republicano Cristão

Atualmente, existem no Brasil 32 agremiações partidárias registradas no Tribunal Superior Eleitoral. Três deles possuem a palavra “cristão” em seu nome: Partido Social Cristão (PSC), Partido Trabalhista Cristão (PTC) e Partido Social Democrata Cristão(PSDC).

Além disso, existem pedidos de reconhecimento do Partido Cristão (PC), Partido Cristão Nacional (PCN) e Partido Progressista Cristão (PPC), que ainda não reuniram o número necessário de apoiadores.

Uma consulta aos sites oficiais mostra que alguns são formados por evangélicos e possuem vários pastores e bispos em seus quadros. O PPC, fundado pelo advogado Eurípedes José de Farias, afirma ser fruto de uma visão sobrenatural dada por Deus a ele.

Além disso, há vários evangélicos com destaque em outros partidos que não usam o termo cristão. Por exemplo, o senador Magno Malta, que deseja se lançar candidato a presidente pelo Partido da República (PR).

Outros ainda aspiram por uma maior relevância. Adilson Barroso, fundador do Partido Ecológico Nacional (PEN) é um líder influente da Assembleia de Deus. O fundador e presidente do Partido da República e Ordem Social (PROS) é o evangélico Eurípedes Júnior, filho de uma pastora.

Isso sem contar com a influência de igrejas nos rumos de alguns partidos. O melhor exemplo é o Partido Republicano Brasileiro (PRB), que possui vínculos estreitos com a Igreja Universal do Reino de Deus.

Um dos fatores que chama atenção é que esses partidos não possuem uma linha clara. Alguns apoiam incondicionalmente o governo federal, liderado pelo PT e que tem uma agenda com várias pautas que conflitam diretamente com as bandeiras históricas dos grupos cristãos, como legalização do aborto, das drogas e do casamento gay.

No final de 2013, o deputado Marco Feliciano chegou a dizer que isso poderia motivá-lo a fundar seu próprio partido: 

“Se a coisa continuar como está hoje, eu fundo um partido de direita. Olha em volta e me diz: onde está a direita aqui, onde está a posição, os evangélicos mesmo? Ninguém sabe o que cada um defende, no que acredita”.

Em meio a tudo isso, em breve deverá surgir o Partido Republicano Cristão (PRC). Esse é o nome da agremiação idealizada por 73 deputados federais (22 deles da Assembleia de Deus), que têm se reunido na Câmara Federal para tratar do assunto.

Segundo a Coluna Esplanada do portal UOL, as tratativas surgiram há mais de um ano, mas foram interrompidas por causa da mudança na lei que regulamenta os partidos. Os 73 deputados que compõe a bancada evangélica estão em diferentes partidos, como PT, PMDB, PSDB e DEM.

Mas o PRC não tem mais tempo para lançar candidatos na eleição deste ano. Seu objetivo a médio prazo é ambicioso: dobrar a bancada evangélica no Congresso Nacional em 2018.




Fonte: Gospel Prime
-----------------

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Presidente interino da Ucrânia é pastor da Igreja Batista

Olexandre Turchinov, eleito hoje presidente interino da Ucrânia, depois da destituição de Viktor Ianukovitch, é um pastor evangélico, autor de romances de ficção-científica, com uma carreira política indissociável da de Iulia Timochenko.

Desde os finais dos anos 1990 que a carreira deste homem de 49 anos, nascido na cidade de Dnipropetrovsk, na Ucrânia Oriental, anda lado a lado com a da "musa" da Revolução Laranja, Iulia Timochenko, nascida na mesma cidade.

"Um dos traços de Turchinov é que, desde que entrou para a política, sempre fez o papel de número dois", apontou o analista político Volodymyr Fessenko.

O analista disse que ele não deverá querer um cargo demasiado exposto nem deverá ser candidato às eleições presidenciais.

"Ele será sempre um fiel escudeiro de Timochenko", previu Fessenko.

Com uma pós-graduação pelo Instituto de Engenharia Metalúrgica em Dnipropetrovsk, feita na altura da 'perestroika', Turchinov trabalhou durante pouco tempo como operário numa fábrica de aço para rapidamente arrancar com a sua carreira política na década de 1990.

Em 1993, tornou-se conselheiro econômico do Presidente Leonid Kuchma e em 1994 criou o partido Gromada, que viria depois a ser dirigido por Pavlo Lazarenko em 1997, ex-primeiro-ministro de Leonid Kuchma, hoje em dia preso nos Estados Unidos da América por fraude e lavagem de dinheiro.

Iulia Timochenko, na época à frente de uma grande companhia energética, entrou então para as fileiras do partido, com Turchinov e logo tornou-se sua sombra.

Iulia Timoshenko, a musa de Revolução Laranja na Ucrânia 

Os dois foram eleitos deputados em 1998, tendo criado um novo partido, o Batkivchtchina (Pátria), depois de divergências dentro do Gromada. Apelidada de princesa do gás, Iulia Timochenko tornou-se a figura principal do partido e pouco tempo depois foi nomeada vice-primeira-ministra.

O Batkivchtchina tornou-se o partido da oposição após a demissão de Iulia Timochenko por Leonid Kuchma.

Em 2004, a dona da famosa trança loira encabeçou a Revolução Laranja, que a levou depois ao poder como primeira-ministra, sob a presidência do pró-ocidental Viktor Yushchenko.

Olexandre Turchinov tornou-se no chefe dos serviços secretos ucranianos, mas demitiu-se quando Viktor Yushchenko despediu Timochenko.

Segundo documentos divulgados mais tarde pelo 'Wikileaks', Turchinov terá, na altura, usado a sua posição para destruir documentos que ligavam Timochenko a um padrinho do crime organizado.

No final de 2007, foi nomeado vice-primeiro-ministro no Governo de Timochenko, cargo que ocupou até 2010.

Após a detenção e condenação, em 2011, de Iulia Timochenko, Turchinov assumiu a liderança do partido, mas deixando o lugar de destaque para Arseni Iatseniouk, que se distinguiu como um dos principais líderes da oposição nas manifestações que abalaram a Ucrânia nos últimos três meses.

No seu tempo livre, Olexandre Turchinov prega numa igreja evangélica batista em Kiev.

É também autor de romances de ficção científica, um deles, intitulado "The Illusion os Fear", foi adaptado ao cinema.




Fonte:  Agência Lusa
----------------

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Grupo evangélico exige garantias de Dilma sobre aborto e casamento gay

Em troca de apoio à reeleição da presidenta, religiosos exigem compromisso de que ela não apoiará a flexibilização da lei sobre aborto nem dará 'privilégios' aos homossexuais

A Confederação dos Conselhos de Pastores Evangélicos do Brasil (Concepab) começou a elaborar uma pauta unificada e um calendário de reuniões com os pré-candidatos à Presidência para iniciar um diálogo sobre temas polêmicos, como o aborto. Ao final, discutirá um eventual apoio nas eleições. Um grupo de líderes evangélicos garante ter feito a diferença na vitória de Dilma nas eleições de 2010.

Às vésperas do primeiro turno, a petista caiu nas pesquisas, em razão de comentários espalhados nos templos de que ela aprovaria o aborto e o casamento gay. Entraram em ação religiosos como os senadores Marcelo Crivela (PRB-RJ), da Igreja Universal; Magno Malta (PR-ES) e Walter Pinheiro (PT-BA), da Igreja Batista; e o então deputado e bispo Robson Rodovalho (PR-DF), da Sara Nossa Terra.

Eles atraíram também a Assembleia de Deus, do ramo Madureira (o outro, Belém, apoiava o tucano José Serra). Dilma assinou um compromisso, selou sua aliança com os evangélicos e venceu. Agora, esse mesmo grupo, atuante junto às bancadas evangélicas da Câmara e do Senado, mostra-se disposto a caminhar ao lado da petista, mas quer garantias de que ela não apoiará a flexibilização na legislação sobre o aborto nem dará “privilégios” aos homossexuais. No final do ano passado, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, orientou os governistas a barrarem o projeto sobre a criminalização da homofobia. Pediu para votar a proposta somente depois das eleições. A razão: temor de prejuízos à campanha de Dilma. “Eleição é correção de rota. É um momento para avaliar ganhos e perdas”, observa Rodovalho, ligado à confederação dos conselhos de pastores evangélicos.



Fonte: IG
--------

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Líderes evangélicos preparam estratégia para aumentar bancada no Congresso

De olho nas eleições, religiosos também vão pedir votos para candidatos aos governos estaduais

Diante de 42,2 milhões de evangélicos espalhados pelo país - um crescimento de mais de 60% entre 2000 e 2010, segundo o IBGE -, a busca pelos votos dos fiéis já começou. Silas Malafaia, R.R Soares, Valdomiro Santiago, Edir Macedo e Manoel Ferreira, algumas das principais lideranças religiosas do segmento, articulam estratégias para aumentar a bancada no Congresso. Eles também são cortejados por pré-candidatos majoritários, em especial no Rio, e rejeitam a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

A Igreja Vitória em Cristo tem 120 templos e 40 mil membros. O líder é Silas Malafaia, que também é presidente do Conselho dos Pastores do Brasil, com cerca de 10 mil pastores. Comanda ainda cultos transmitidos pela televisão. Ferrenho opositor às causas dos homossexuais e contrário ao aborto, ele apoiará este ano pelo menos 500 pré-candidatos a deputados federal e estadual. Em 2010, ele ajudou a eleger o irmão Samuel Malafaia (PSD-RJ).

- No Congresso, temos 800 projetos de lei tramitando que detonam os princípios e os valores cristãos. É o Congresso que faz as leis - afirma Silas Malafaia em entrevista ao GLOBO.

Silas Malafaia subirá no palanque do PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e da ex-senadora (e evangélica) Marina Silva, nas eleições para a presidência. Segundo o religioso a opção é para haver “alternância de poder”.

O discurso de Malafaia, no entanto, tem justificativa. Em agosto do ano passado, Dilma sancionou uma lei que garante atendimento a vítimas de estupros. Um dos incisos obriga hospitais a fazerem profilaxia da gravidez a mulheres que foram abusadas. As entidades religiosas entenderam que o termo abre brecha ao aborto.

No Rio, Silas Malafaia pedirá votos para o senador Lindbergh Farias (PT), pré-candidato ao governo. O petista tem frequentado os cultos da Igreja Vitória em Cristo. O pastor se recusou a apoiar o vice-governador Luiz Fernando Pezão, apoiado pelo governador Sérgio Cabral, ambos do PMDB. A decisão foi comunicada num almoço com o próprio Pezão e o prefeito Eduardo Paes, também do PMDB. Em novembro, a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio propôs ação contra Lindbergh e Silas Malafaia por propaganda eleitoral antecipada num culto no último dia 13.

- Falei ao Pezão com honestidade. Não tenho nada contra ele. Nunca falarei mal dele na campanha. Mas eu disse: “Pezão, lamento dizer. Você representa o governador Sérgio Cabral. E o Cabral não cumpriu nenhum acordo. Ao contrário: fez de tudo para beneficiar a causa gay no legislativo. Agora, se ele quiser votos, que procure os gays”.

Com 12 milhões de fiéis, a Assembleia de Deus, do pastor Manoel Ferreira, caminhará com Pezão. Em setembro do ano passado, o vice-governador discursou durante a Convenção Estadual das Assembleias de Deus do Ministério Madureira no estado do Rio (Conemad-RJ), em Volta Redonda, no Sul Fluminense. A igreja deverá lançar o pastor Everaldo Pereira, vice-presidente nacional do PSC, como candidato à Presidência.

A Assembleia de Deus tem como membro o deputado federal Marco Feliciano, eleito com 211.855 votos, em 2010, pelo PSC. Pré-candidato à reeleição, Feliciano assumiu, sob protestos, a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Provocou polêmica no Congresso com suas posições e, nas redes sociais, ganhou destaque com a frase: "Feliciano não me representa". Agora, ele tenta emplacar na comissão o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

- Tenho o sonho de ver o governo da Dilma desaparecer. Fomos traídos. Na última eleição, fizemos campanha para ela porque o José Serra (PSDB) se declarou a favor do aborto. Só que a Dilma sancionou a lei sobre estupro - ressaltou Feliciano ao GLOBO.

Romildo Ribeiro Soares, o R.R Soares, é o dono da Igreja Internacional da Graça de Deus. A igreja possui três mil templos pelo país, além de programas na TV e no rádio. O objetivo é eleger a família. E, para isso, terá o PR do deputado federal Anthony Garotinho. Filho do missionário, Marcos Soares é deputado estadual no Rio e pré-candidato a deputado federal. O irmão de Marcos, Filipe Soares, pode tentar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alerj). Em troca, R.R Soares abraçará a campanha de Garotinho ao governo.

No último dia 10, Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) determinou que Garotinho cancelasse a distribuição de brindes aos ouvintes do seu programa de rádio. O deputado deve ainda suspender o serviço de cadastro de fiéis para o recebimento brindes. O tribunal estipulou multa de R$ 5 mil ao descumprimento.

R.R Soares não deverá apoiar à reeleição da presidente Dilma, segundo Marcos Soares. Além do Rio, a igreja de R.R Soares investirá em candidatos de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Universal quer eleger 16 deputados

Com seis mil igrejas espalhadas pelo Brasil e proprietária de um conglomerado de comunicação, incluindo TV, rádio e internet, a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), do bispo Edir Macedo, sonha em dobrar a bancada do PRB na Câmara. Em 2010, foram eleitos oito deputados pelo partido, cinco deles membros da Iurd, que possui cerca de 1,8 milhão de fiéis no país. Hoje, são 10 deputados porque dois de filiaram à legenda recentemente. Em outubro, a ideia é eleger 16 deputados federais.

- No congresso, queremos dobrar o número de parlamentares. Mas a igreja não influencia - afirma o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, ex-vice-presidente da TV Record e bispo licenciado da Universal.

No Senado, a Universal de Macedo quer reeleger Eduardo Lopes, que assumiu o cargo após Marcelo Crivella ter sido nomeado ministro da Pesca de Dilma. Para a disputa pelo governo do Rio, Macedo abraçará a pré-candidatura de Crivella.

- Crivella é pré-candidato. Além disso, nosso grupo vai lançar chapa completa para deputado estadual. Queremos eleger de três a quatro - diz a deputada estadual Rosângela Gomes, do PRB.

No entanto, uma briga interna estremeceu a Universal no ano passado. Eleito em 2010 com 528 mil votos, o deputado estadual pelo Rio, Wagner Montes, se recusou a ir para o PRB. Preferiu continuar no PSD, partido que apoiará Pezão no estado. Após a negativa, Macedo trocou o horário do programa de Montes na Rede Record: de meio-dia para 6h30m.

- Foi apenas uma estratégia de programação para a aumentar a audiência da emissora no horário da manhã - desconversa Wagner Montes.

Fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, com 5.200 templos e estimativa de 400 mil fiéis, Valdomiro Santiago fará campanha para 65 candidatos nas eleições proporcionais de diferentes partidos, como PSC, PP e PTB. Embora tenha definido a tática de aumentar a representação da igreja no Congresso, Santiago não divulgou ainda quem será seu candidato a presidente e nem para governador. No Rio, já foi procurado por Lindbergh, Pezão e Garotinho.

- O grupo da igreja já está trabalhando, mas ainda é cedo para uma decisão - afirmou o deputado federal, pastor Francisco Floriano, braço-direito de Valdomiro.

Floriano revela que, em agosto no ano passado, Lindbergh participou de um culto na sede da igreja em Jacarepaguá, na Zona Oeste:

- Oramos pelo senador. Ele foi lá para conhecer.

Professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer alerta:

- O eleitor evangélico segue mais as orientações de seus bispos e pastores. Mais que os eleitores católicos. 

Em alguns estados, com disputas acirradas, o voto evangélico pode fazer a diferença. Em um segundo turno, decide uma eleição.

Procurado pelo GLOBO, Edir Macedo não quis falar sobre o assunto. Valdomiro Santiago e R.R Soares não retornaram aos pedidos de entrevistas. Manoel Ferreira não foi encontrado.



Fonte: O Globo
--------------

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Senador evangélico Magno Malta quer ser candidato à Presidência da República

Senador entregou oficialmente o pedido ao presidente do PR, senador Alfredo Nascimento

Um dos principais porta-vozes da bancada evangélica no Congresso, que usa com frequência a tribuna para fazer discursos inflamados contra a pedofilia, o senador Magno Malta (PR-ES) pediu hoje ao comando do seu partido para ser candidato à Presidência da República. O senador entregou uma carta ao presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), que preferiu não definir se irá apoiar o pleito do colega. Nascimento foi um dos primeiros ministros a cair no âmbito do que ficou conhecido como “faxina” da presidente Dilma Rousseff, no início do governo e manteve uma péssima relação com o Palácio do Planalto desde então.

— O partido é da base para dar sustentação e apoio aqui no Congresso, a discussão de apoio à presidência o partido vai fazer no momento certo — desconversou Nascimento.

Segundo Magno Malta, sua candidatura será uma forma de trazer a discussão de temas polêmicos, que seriam evitados pelo governo, como diminuição da maioridade penal e combate à pedofilia. O senador defende ainda os princípios “municipalistas e da descentralização administrativa” de acordo com a carta em que pede o registro de sua candidatura.

— Não é um projeto isolado, motivado pela vaidade (…) Presidente da República deve agir com coração de mãe, quando tem dois filhos e apenas um cobertor, com carinho, divide com os dois para que não sofram com o frio. Esta é a minha principal característica, governar com a bandeira republicana em defesa da vida e da dignidade humana — diz o senador.

Diante da falta de apoio imediato da cúpula do partido para entrar na disputa, pouco depois de divulgar seu pedido de candidatura, Magno Malta subiu à tribuna do Senado para defender sua iniciativa e a possibilidade de apresentar uma candidatura avulsa.

— Temos que fazer candidatura avulsa, porque infidelidade partidária é quando você não é fiel ao partido. Mas e quando o partido não é fiel a você? — questionou Malta, que recebeu mensagens de apoio de senadores no plenário e foi aplaudido por uma plateia evangélica que o senador levou para ouvir seu discurso.

Desde que foi derrubado do Ministério dos Transportes por denúncias de corrupção, o PR travou uma queda de braço com o Palácio do Planalto no Congresso, com ameaças de que iria deixar a base de apoio ao governo e partir para a oposição. O máximo a que o partido chegou, no entanto, foi a uma postura declarada de “independência” nas votações.

Somente em abril do ano passado, quando César Borges assumiu a pasta, que era ocupada interinamente por Paulo Sérgio Passos, o PR diminuiu o enfrentamento com o governo. O partido, no entanto, continua achando que seu espaço no governo é limitado e que deve ser ampliado.



Fonte: O Globo
------------