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sábado, 7 de junho de 2014

Alto consumo de álcool acelera em seis anos a perda de memória

Estudo realizado com pessoas de meia idade mostrou que houve declínio precoce de memória, dificuldade de executar tarefas e problemas na fluência verbal

Homens de meia idade que mantêm alto consumo de bebidas alcoólicas podem apresentar perda de memória antecipada em seis anos. Estudo realizado com um grupo de mais de sete mil pessoas, com média de idade de 56 anos, mostrou que aqueles que ingeriam mais de 36 gramas de álcool por dia - ou mais de duas latas e meia de cerveja, ou duas taças e meia de vinho, ou 100 ml de destilado - apresentaram antecipadamente perda de memória e problemas em outras funções cognitivas, como a execução de tarefas cotidianas e fluência verbal.

O estudo comparou os resultados de duas baterias de testes cognitivos realizados ao longo de dez anos. De acordo com Severine Sabia, pesquisadora do departamento de Saúde Pública da University College London e autora do estudo publicado no periódico científico Neurology, a comparação mostrou que houve “notável” declínio de todas as funções cognitivas em todos os grupos de alto consumo de álcool.

“Os mecanismos que associam o consumo de álcool e a perda de memória são complexos. A hipótese principal está no fato de o consumo abusivo de álcool estar ligado ao maior risco de doença vascular, que, por sua vez, pode aumentar o risco de comprometimento cognitivo. Além disso, o consumo excessivo de álcool tem efeitos no curto e longo prazo prejudiciais para o cérebro”, disse Severine Sabia.

A médica psiquiatra brasileira Camila Magalhães Silveira, da Unidade de Dependência Química do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, explica que além da relação cérebro-doença vascular, o álcool age diretamente no cérebro de duas formas. “Ele estimula neurotransmissores inibitórios da função cerebral, ocasionando uma diminuição da função cerebral. Fora isso, a ação direta do álcool na célula promove uma desidratação nas células, prejudicando neurônios de determinadas áreas do cérebro, como aqueles ligados à memória”, disse.

Camila, que não participou da pesquisa, afirma ainda que os resultados dos estudos realizados no Reino Unido não a surpreenderam. “Você nota isso no dia a dia. Geralmente essas pessoas se queixam de falta de memória. Cinquenta e seis anos é uma idade precoce para isto aparecer, mas não é o tipo de caso que não se encontre por aí”, disse.

O estudo também mostrou que não houve diferença no que se refere à memória e funções cognitivas entre o grupo de abstêmios e o de pessoas de consumo baixo ou moderado de álcool. “É sabido que o consumo baixo ou moderado pode ser benéfico para o coração, e o que é bom para o coração é bom para o cérebro. Porém, se aumentar a dose, o quadro muda”, disse Severine.

A pesquisadora afirma que ainda é preciso fazer mais estudos com mulheres para saber como o alcool atinge a memória delas. No estudo, no caso das mulheres, o  alto consumo de álcool (mais de 19 gramas de álcool por dia para elas) foi associado não à perda de memória mas ao declínio da execução de funções. “É preciso fazer mais estudos com mulheres. Acredito que este resultado pode estar relacionado ao baixo número de mulheres que consumem muito álcool, o que reduz a chance de encontrar uma associação”, disse. 




Fonte: IG
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Estudo liga uso de paracetamol na gravidez a risco de TDAH em crianças

O acetaminofeno (paracetamol), analgésico de uso comum, considerado seguro para mulheres grávidas, foi vinculado pela primeira vez ao risco de as crianças virem a desenvolver transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (THDA), segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

Serão necessários mais estudos para confirmar as descobertas. No entanto, especialistas da Universidade da Califórnia e da Universidade de Aharus (Dinamarca) descobriram que as mulheres grávidas que tomaram acetaminofeno tiveram um risco 37% maior de ter filhos que mais tarde seriam diagnosticados com transtorno hiperquinético, uma forma particularmente severo de transtorno de hiperatividade com déficit de atenção (THDA).

A origem desta condição, que afeta 5% das crianças americanas, ainda é desconhecida.

Segundo o estudo publicado na revista da Associação Médica Americana, em comparação com as mulheres que não tomaram o analgésico estando grávidas, as que o fizeram tinham 29% mais probabilidades de ter filhos aos quais foram prescritos remédios para o THDA e 13% mais chances de ter filhos com condutas parecidas às do THDA por volta dos sete anos.

Pesquisas anteriores tinham sugerido que o acetaminofeno pode interferir com o funcionamento normal dos hormônios e poderia afetar o desenvolvimento cerebral do feto.

A pesquisa se baseou em dados de mais de 64 mil mulheres dinamarquesas entre 1996 e 2002. Mais da metade delas disse ter tomado acetaminofeno pelo menos uma vez durante a gravidez.

Especialistas advertiram que os resultados da pesquisa não provam que o medicamento seja a causa do TDAH nas crianças, mas apenas um vínculo preliminar entre os dois fatores.

"Os resultados deste estudo deveriam ser interpretados com cautela e não deveriam mudar as práticas habituais", afirmou, em um editorial da revista, um grupo de especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff.




Fonte: AFP
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domingo, 18 de agosto de 2013

Atividade cerebral pode ajudar a explicar experiências de quase morte

Neurologistas americanos descobriram que o cérebro é capaz de permanecer ativo até 30 segundos depois da morte clínica. Isso pode explicar as visões relatadas pelos sobreviventes de paradas cardíacas e acidentes

A visões relatadas pelos pacientes que estiveram a beira da morte variam imensamente. Uma das mais citadas é a sensação de estar fora de seu corpo, percorrendo um longo túnel, em direção a um foco de luz. Isso é interpretado por muitos religiosos como um sinal da existência da alma e de seu percurso em direção ao além (Thinkstock)

As experiências de quase morte são conhecidas há muito tempo pelos cientistas. Eles sabem que muitos pacientes que estão à beira da morte (por causa de um afogamento ou uma parada cardíaca, por exemplo) e conseguem sobreviver descrevem visões incrivelmente poderosas e realistas. Os relatos coletados são inúmeros: algumas pessoas enxergam o brilho de uma tênue luz no final de um longo caminho, outras narram o encontro com parentes mortos ou seres sobrenaturais como anjos e demônios, entre outros.

Essas visões costumam ser usadas pelos religiosos como uma prova da existência da alma e da vida após a morte. Já os cientistas, até agora, não tinham muito a dizer. Uma série de estudos havia mostrado que as experiências de quase morte acontecem quando o coração dos pacientes para de bombear sangue para o cérebro — o que é conhecido como morte clínica —, e os médicos conseguem trazê-los de volta a vida (pelo menos 20% dos sobreviventes de paradas cardíacas relatam ter tido esse tipo de visão). O que parecia difícil de explicar era o fato de o cérebro, já sem sangue e a caminho da morte definitiva, ser capaz de produzir visões tão claras e significativas.

Uma nova pesquisa publicada na segunda-feira na revista PNAS sugere, pela primeira vez, uma resposta científica para essa questão. Em testes realizados com ratos (experiências do gênero obviamente são impossíveis de serem conduzidas com humanos por razões éticas), os pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram que o cérebro pode continuar ativo por até 30 segundos após a morte clínica. "Este estudo, realizado em animais, é o primeiro a lidar com o que acontece ao estado neurofisiológico do cérebro que está morrendo", diz a neurologista Jimo Borjigin, professora da Universidade de Michigan e uma das autoras do estudo.

Ratos mortos — Os cientistas usaram eletroencefalogramas para medir a atividade cerebral de nove ratos anestesiados. Após sofrerem paradas cardíacas induzidas pelos pesquisadores, os animais apresentaram durante 30 segundos um aumento generalizado na atividade cerebral, que apresentou características semelhantes ao de um cérebro acordado e altamente excitado. Depois desse período, os animais morreram definitivamente, e mais nada foi registrado em seu cérebro. "A previsão de que iríamos encontrar alguns sinais de atividade consciente no cérebro durante a parada cardíaca foi confirmada com os nossos dados", diz Borjigin.

Os pesquisadores realizaram a mesma experiência com ratos que foram submetidos à morte por asfixia e o resultado foi o mesmo: um pico de atividade cerebral registrado logo depois que o sangue parou de chegar ao cérebro do animal. "O estudo nos mostra que a redução de oxigênio — ou de oxigênio e glicose — durante a parada cardíaca pode, na verdade, estimular a atividade cerebral característica da consciência", diz Borjigin.

Cérebro e espírito — Segundo os pesquisadores, a experiência deve ajudar a explicar a origem das visões realistas e marcantes relatadas pelos pacientes que estiveram à beira da morte. "Ela fornece a primeira estrutura científica para estudar as experiências de quase morte relatadas por muitos sobreviventes de parada cardíaca", diz Borjigin. No entanto, eles reconhecem que muitos outros estudos precisam ser feitos para que seja possível explicar toda a complexidade do fenômeno nos seres humanos.

Anders Sandberg, pesquisador da Universidade de Oxford que não esteve envolvido com a pesquisa, afirma que os resultados apresentados são importantes, mas demandam cuidado ao serem interpretados. Ele alerta, principalmente, que a experiência não deve ser vista como uma prova da existência da alma ou do além. Ao contrário, ela mostra que a experiência de quase morte tem origem biológica, no cérebro humano. "Não duvido que algumas pessoas vão alegar que o resultado seja uma evidência da existência de vida após a morte. Se alguém acredita nisso, então devíamos concluir que a vida após a morte inclui muitos ratos de laboratório", afirmou.

Se a pesquisa não pode ser encarada como uma prova da vida após a morte, no entanto, também será difícil usá-la para descartar por completo o lado espiritual da experiência. Em uma entrevista concedida ao site de VEJA em 2011, o neurocientista Kevin Nelson, da Universidade do Kentucky, havia previsto que a ciência algum dia iria conseguir descobrir o mecanismo por trás do fenômeno da quase morte. Ele afirmava que, mesmo assim, não seria possível provar a inexistência da alma — isso ficaria a cargo da crença de cada pessoa. “A ciência pode dizer como o cérebro funciona, mas não pode dizer por que ele funciona desse jeito. Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria existindo. E sempre haverá um espaço para a fé de cada um."



Fonte: Veja
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terça-feira, 28 de maio de 2013

Cardiologistas estudam o efeito da espiritualidade sobre a saúde do coração

“Sem fé, a vida se torna muito mais curta.” A teoria do aposentado tijucano João de Oliveira é antiga e inquestionável entre os religiosos. Mas agora a questão chegou à ciência, que, apesar do imenso abismo que sempre a separou da espiritualidade, começa a investigar a influência da fé em pacientes com doenças cardíacas. O assunto será destaque no 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontecerá em setembro, no Riocentro.

- Baseado em alguns casos, resolvemos estudar se a religiosidade realmente faz com que os pacientes adoeçam menos e tenham menos problemas cardiovasculares - afirma o cardiologista Álvaro Avezum, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.

Mas o fato é que, fora dos laboratórios e das universidades, muitos pacientes que se apegaram à fé para enfrentar grandes problemas de saúde já tiveram a comprovação de que precisavam. João recorre à Nossa Senhora da Conceição para enfrentar uma cardiomegalia (coração aumentado). Nicia Ribeiro, de 66 anos, tem o mesmo problema e se agarra ao Senhor do Bonfim para enfrentar a doença. Já o vendedor Hercílio da Silva, de 42, recorreu à São Jorge para domar seus dragões: além do problema de coração e de pressão alta, ainda venceu uma leucemia.

- Fiz o tratamento e sabia que ia ficar curado. Em três sessões de quimioterapia, todas as taxas já estavam voltando para o lugar - revela o devoto do Santo Guerreiro.

Avezum explica, no entanto, que há diferenças significativas entre espiritualidade e religiosidade, embora as duas situações sejam estudadas. A religiosidade é ligada a crenças e cultos. Já a espiritualidade está relacionada à forma como a pessoa encara os fatos cotidianos e os sentimentos no decorrer da vida.

- Pesquisamos se, antes de o problema celular se manifestar no corpo, o agir e o pensar podem antecipar essa desorganização celular - explica, lembrando que até mesmo um ateu pode se encaixar nesses casos.

Embora a maioria dos médicos ainda se atenha apenas aos hábitos de vida de seus pacientes, alguns especialistas já verificam que a crença em alguma vertente, qualquer que seja ela, colabora para o tratamento.

- Algumas escolas médicas afirmam que pessoas assíduas a um determinado culto religioso ou que se apegam à religião têm uma evolução melhor - diz o médico.

Com ou sem comprovação, são os próprios pacientes que dão a dica nesses casos: é melhor acreditar.

Nicia Ribeiro conta que, há muitos anos, esteve em Salvador e se emocionou muito quando entrou na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Desde então, virou devota.

- Sinto uma fé, um amor muito grande quando vejo a imagem de Jesus na cruz, e choro desesperadamente. Não tenho explicação para essa fé. Meu Senhor do Bonfim sempre me ajuda, nunca me desampara. Vou direto ao todo poderoso, ao chefão. Quando fiz um cateterismo, entrei na sala de exames agarrada a uma imagem que trouxe da Bahia. Durante o exame, chamei tanto pelo Senhor do Bonfim que o médico me perguntou se eu era baiana. Correu tudo bem. Com muita fé, estou aqui.

João de Oliveira, de 78 anos, devoto de Nossa Senhora da Conceição, também conta com sua fé para enfrentar a doença cardíaca.

- Se eu não tivesse toda essa fé, acho que já tinha ido embora há muito tempo. Muita coisa já aconteceu comigo. Sem minha medalhinha, com certeza teria sido muito pior. Até em situações de rua. Já fui assaltado duas vezes e tenho certeza de que tudo teria sido diferente se não estivesse com a minha proteção.

O aposentado conta que sempre foi ligado à religião:

- Acredita que essa fé tenha me ajudado a enfrentar o problema do coração desde os 50 anos. É por isso que não deixo a medalhinha por nada. Independentemente de qualquer coisa, as pessoas têm que acreditar em algo, mesmo que tenham problemas na vida, que tenham que se curvar. Sem fé, a vida não faz nenhum sentido.




Fonte: Extra
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Orgasmo previne contra o resfriado; veja 10 benefícios do sexo

Motivos para ter um orgasmo não faltam. Além de prazeroso, ele pode prevenir contra gripes e resfriados, reduzir o risco de desenvolver câncer de mama, queimar calorias e ainda garantir uma noite de sono tranquilo. A Cosmopolitan listou os 10 melhores benefícios do sexo. Confira a seguir:

Felicidade
O corpo libera endorfina durante o orgasmo, o que causa euforia, prazer e, às vezes, gera um riso incontrolável.

Fim do resfriado
Esqueça as maçãs e antigripais. Segundo o pesquisador e conselheiro de saúde sexual Alison Richardson, o sexo regular está associado a níveis elevados do anticorpo imunoglobulina A, o que pode nos proteger de resfriados comuns e aumentar o sistema imunológico.

Otimismo
Orgasmo faz bem para o corpo e para a mente. Os hormônios sexuais podem baixar os níveis de depressão e ansiedade. É uma forma de aliviar a tensão diária e ver a vida de forma mais otimista.

Contra o câncer de mama
Ter orgasmo e estimular os mamilos durante as preliminares também contribui para bons níveis de oxitocina, um hormônio que reduz a ansiedade e previne contra o câncer de mama.

Queimar calorias
De acordo com a WebMD, 30 minutos de sexo pode queimar mais de 85 calorias. Se praticado com frequência, o sexo ajuda a afinar a silhueta e permite um lanchinho a mais no meio da tarde sem preocupação com o peso.

Sono tranquilo
Depois de ter um orgasmo, há uma queda acentuada da pressão arterial e um relaxamento instantâneo, que gera uma noite de sono tranquilo.

Fim das dores
A endorfina causa sensações semelhantes à morfina, que aumenta a tolerância a dor em 70%. Portanto, ter dor de cabeça ou cólica não é motivo para deixar de fazer sexo. Pelo contrário.

Pele bonita
Em vez de gastar com produtos para maquiagem, investir em uma noite com seu parceiro pode causar o mesmo efeito e deixar a pele mais bonita. O hormônio DHEA (dehidroepiandrosterona), liberado durante o sexo, repara os tecidos e mantém a pele mais jovem.

Memória
Sexo aumenta a circulação do sangue e transporta oxigênio para o hipotálamo – parte do cérebro responsável pela memória e aprendizagem. Ou seja,  além de gostoso, ter orgasmo vai ajudá-la a lembrar onde colocou suas chaves.

Incontinência
Sexo também ajuda a diminuir a incontinência urinária, comum em idosos.



Fonte: Terra
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sábado, 13 de abril de 2013

Teste do Pezinho detecta precocemente doenças em bebês

O exame laboratorial, chamado também de triagem neonatal, detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê. Falemos numa linguagem mais simples. Esse exame é popularmente conhecido como teste do pezinho, pois a coleta do sangue é feita a partir de um furinho no calcanhar do bebê.

As mamães geralmente ficam com o coração na mão quando tem que levar seus bebês para o exame, pois estes normalmente choram. Mas por que a picadinha no calcanhar? O que as mães devem saber é que o calcanhar é uma região rica em vasos sanguíneos e a coleta do sangue é feita rapidamente com um único furinho. O furo é quase indolor, mas a dor ainda é uma sensação nova para o bebê e por isso choram.

Esse exame é realizado em grande parte nas maternidades quando o bebê completa 48 horas de vida. Antes disso, o teste pode sofrer influência do metabolismo da mãe. O exame também é feito em laboratórios.

O ideal é que o teste seja feito até o sétimo dia de vida. Basta apenas uma picada no calcanhar do bebê para retirar algumas gotinhas de sangue que serão colhidas num papel filtro e levadas para serem analisadas.

Prevenindo doenças graves - Para quem não sabe, o teste do pezinho é obrigatório por lei em todo o Brasil e a simples atitude de se realizar o exame faz com que doenças causadoras de seqüelas irreparáveis no desenvolvimento mental e físico da criança sejam detectadas e tratadas mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

O diagnóstico precoce oferece condições de um tratamento iniciado nas primeiras semanas de vida do bebê, evitando a deficiência mental. A deficiência, uma vez presente no corpo, já não pode ser curada.

Existem diferentes tipos de exames do pezinho. O Sistema Único de Saúde (SUS) instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal, onde cobre a identificação de até quatro doenças (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e fibrose cística). Mas nem todos os Estados brasileiros realizam os quatro testes.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal prevê três fases do teste do pezinho, em que os Estados devem se adequar. A primeira fase detecta as doenças fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. A segunda inclui a anemia falciforme, e a terceira fase a fibrose cística.

Versão nova do teste - Hoje já existe uma versão ampliada do teste do pezinho onde é possível identificar mais de 30 doenças antes que seus sintomas se manifestem. Mas é ainda um recurso sofisticado e bastante caro, não disponível na rede pública de saúde.

Mesmo assim, a versão ampliada do teste do pezinho é subdividida. Geralmente, quanto maior o número de doenças detectadas, mais caro é o exame. Existem ainda exames complementares que também podem ser realizados com o sangue do papel filtro do teste do pezinho.

O exame do pezinho é essencial para o desenvolvimento da saúde do seu bebê. Não esqueça que o exame convencional é obrigatório e gratuito. Exija sempre seus direitos e faça com que sejam cumpridos.

Dicas

Não esqueça de buscar o resultado. Qualquer alteração no resultado, leve para o pediatra examinar.

Não se preocupe se tiver que repetir o exame. O teste do pezinho exige repetição para esclarecer o primeiro resultado, quando suspeito de normalidade ou quando o teste é realizado antes de 48 horas de vida.

Um resultado normal, mesmo no teste ampliado, não afasta a possibilidade de outras doenças neurológicas genéticas ou adquiridas. O teste não diagnostica, por exemplo, a síndrome de Down.

ATENÇÃO!
Apesar do nome "Teste do Pezinho" é possível que em alguns locais o sangue seja coletado do braço do bebê. Acredita-se que no braço a "picada" seja menos dolorosa.




Fonte: Bruno Rodrigues em Guia do Bebê
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quinta-feira, 28 de março de 2013

Maior parte dos homens com disfunção erétil não recebe tratamento

Perder a ereção é motivo de grande preocupação para a maior parte dos homens, mas, mesmo quando o problema se torna constante, são poucos os que buscam ajuda médica. Isso é o que mostrou um estudo apresentado no 28º Annual European Association Urology Congress. De acordo com a pesquisa, a maior parte dos homens com disfunção erétil não recebe tratamento. Na verdade, apenas um quarto deles recebe tratamento médico.

A descoberta é baseada em dados de mais de 87 mil homens coletados durante 12 meses, de 2010 a 2011. Todos preencheram um questionário indicando se faziam ou não tratamento para disfunção erétil. Do total, mais de seis mil apresentavam o problema, mas apenas 25,4% recebiam tratamento.

A disfunção erétil afeta entre 15 e 25% dos homens com 65 anos e 5% dos homens com 40 anos. As principais causas do problema incluem condições do fluxo sanguíneo, uso de determinados medicamentos, doenças e questões psicológicas, como ansiedade e depressão. Além disso, estudos anteriores mostraram a disfunção erétil como fator de risco para doenças cardíacas.

Tratamentos para disfunção erétil

Eles são comprovadamente eficazes, oferecem poucos efeitos colaterais e ainda garantem melhora incalculável da sua vida sexual. Conheça a seguir sete tratamentos para disfunção erétil:

Medicamentos orais

Medicamentos orais são sempre a primeira opção de tratamento da disfunção erétil, desde que o paciente não apresente lesões nas artérias do pênis ou alguma contraindicação quanto às substâncias presentes nas fórmulas. "Eles melhoram o fluxo sanguíneo para o pênis, o que favorece a ereção", afirma o urologista Conrado Alvarenga, do Grupo de Disfunção Sexual do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Eles devem ser ingeridos com estômago não muito cheio, por volta de uma a duas horas antes da relação sexual e variam quanto ao tempo de ação e potência máxima.

Medicamentos de ação prolongada, por exemplo, podem agir por até 36 horas. Isso não significa que o homem terá uma ereção de 36 horas, mas que durante esse período ele conseguirá ter ereções se for estimulado sexualmente. A obrigação de tomar o remédio antes de ter a relação, entretanto, incomoda alguns homens por atrapalhar a espontaneidade do momento. Nestes casos, o profissional pode receitar uma dosagem diária do medicamento, como se fosse um tratamento contínuo. Os principais efeitos colaterais são dor de cabeça, rubor, sensação de nariz entupido e taquicardia. Ao sinal desses ou de quaisquer outros sintomas, o médico deverá ser informado.

Injeção intra-cavernosa

Se os medicamentos via oral não surtirem efeito ou forem contraindicados, o especialista partirá para a segunda opção de tratamento: injeção intra-cavernosa. A vantagem do método é o fato de o medicamento agir cerca de quinze minutos depois da aplicação. Além disso, neste caso não é necessário qualquer estímulo para que o homem tenha a ereção. "A substância injetada estimula a circulação e promove a dilatação das artérias no local, o que aumenta o fluxo sanguíneo no pênis levando à ereção", afirma o urologista Geraldo. O tempo de duração da ereção varia de acordo com a dose injetada, o que é estabelecido na consulta com o médico.

Embora eficaz, o tratamento nem sempre é bem aceito pelos pacientes. "Algumas pessoas têm pavor de agulha", afirma o urologista Geraldo. "Imagine, então, se ela precisar ser introduzida no pênis". O especialista ressalta ainda que indivíduos com dificuldade de visualizar o pênis ou doenças que gerem tremores nas mãos devem solicitar auxílio do parceiro para a aplicação. Os efeitos colaterais da injeção intra-cavernosa se restringem a alergias a alguma das substâncias presentes no medicamento.

Prótese peniana maleável

Próteses penianas são intervenções cirúrgicas e, portanto, tratamentos mais complexos do que a ingestão de medicamentos ou injeções. Assim, eles ocupam o terceiro lugar na escala de opções para o paciente com disfunção erétil. O tipo maleável é o mais simples e mais em conta (cerca de três mil reais). "O médico introduz uma haste metálica envolvida em silicone no pênis do paciente, o que faz com que ele fique rijo o suficiente para a penetração 100% do tempo", explica o urologista Geraldo. Na hora da relação, basta elevar o pênis.

A cirurgia de prótese peniana maleável dura cerca de uma hora e ele já pode sair do hospital 24 horas após a intervenção com um curativo compressor para evitar hematomas e para manter o pênis para baixo, facilitando a ida ao banheiro, por exemplo. Nos dias que se seguem, há um incômodo natural da cirurgia, mas nenhuma dor aguda.

A vida sexual, por sua vez, pode ser retomada 30 dias depois da alta. Vale reforçar que esta é uma ereção completamente artificial. Mas, segundo o urologista, costuma proporcionar maior satisfação ao paciente do que os medicamentos ou a injeção. O único cuidado do homem é na hora de "acomodar" o pênis. Já que ele está ereto o tempo inteiro, ele pode precisar de cuecas especiais para disfarçar o volume.

Prótese peniana inflável

Diferente da prótese peniana maleável, a prótese inflável permite que o pênis volte ao estado de flacidez após o ato sexual. O método inclui a introdução de cilindros infláveis no pênis conectados a uma bombinha com líquido, que simularia o sangue, implantada na região escrotal, como se fosse um terceiro testículo. Para promover a ereção, basta acionar a bombinha que drenará esse líquido para o cilindro. Após a relação, o pênis deve ser levemente pressionado para baixo para que o líquido volte para a bombinha e ele fique novamente flácido.

A cirurgia dura cerca de duas horas e o paciente precisa ficar hospitalizado durante um dia, aproximadamente. Assim como na prótese maleável, atividade sexual pode ser retomada cerca de 30 dias depois do procedimento e nenhuma atividade do dia a dia é prejudicada. Dos dois tipos, este é o que consegue deixar o pênis mais ereto. As vantagens, entretanto, têm seu custo. Segundo o urologista Conrado, a prótese custa em torno de 40 mil reais.

Terapia

"Em muitos casos, a disfunção erétil têm como origem fatores psicológicos", afirma o urologista Conrado. Para esses pacientes, nenhum dos tratamentos anteriores é indicado. O melhor é consultar um terapeuta com formação em sexologia que poderá ajudar a acabar com esse bloqueio. O problema pode começar num dia qualquer em que, por causa da ansiedade, o homem não conseguiu ter a ereção. Se não controlar o medo de sofrer impotência nas próximas oportunidades, a cobrança se torna cada vez maior, o que atrapalha ainda mais seu desempenho.

Segundo o urologista Geraldo, é comum que homens com disfunção erétil peçam indicação de um medicamento para um colega em vez de consultar um especialista. Isso pode não só mascarar o problema, como ainda trazer sérios problemas de saúde, caso ele não tenha o perfil adequado para aquele medicamento.

Revascularização

A revascularização é um procedimento indicado para um público com disfunção erétil bastante restrito. "Ela é feita quando o paciente tem problemas nas artérias que irrigam o pênis", explica o urologista Geraldo. O caso, entretanto, deve ser muito bem avaliado. Fazer uma ponte de safena no coração, por exemplo, é fundamental já que o órgão funciona 24 horas por dia. O pênis, por sua vez, passa a maior parte do tempo inativo. Melhorar sua vascularização, portanto, pode levar à obstrução de veias, já que o fluxo sanguíneo diminui muito quando ele está flácido.

Bomba de vácuo

De acordo com o urologista Conrado, as bombas de vácuo ficaram esquecidas como parte do arsenal de tratamentos da disfunção erétil, mas vem novamente ganhando força entre pacientes operados por câncer de próstata, funcionando como auxiliares na reabilitação peniana. Hoje, elas são vendidas apenas em sex shops, já que aumentam o volume do pênis. Ele consiste em um cilindro dentro do qual o pênis é introduzido. "Por meio de um sistema de sucção, então, o ar é retirado do cilindro, diminuindo a pressão interna", afirma. Essa pressão negativa favorece o fluxo de sangue para dentro do pênis, o que favorece a ereção.

A bomba de vácuo é usada no meio médico apenas em pacientes que precisaram remover a prótese peniana por infecções ou rejeição. Durante o período que eles precisarão esperar para fazer outra intervenção, a bomba pode ser útil impedindo que as cicatrizes deformem o órgão.



Fonte: Minha Vida
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quinta-feira, 21 de março de 2013

Aumenta expectativa de vida de pessoas com Síndrome de Down

Avanço nos tratamentos médicos eleva de 20 para 60 anos vida do paciente

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui hoje 300 mil pessoas com Síndrome de Down. No passado, pacientes com a alteração genética viviam até os 20 anos, em média, sendo a cardiopatia uma das principais causas da morte precoce, que é uma disfunção no coração que acomete até 60% dos nascidos com Síndrome de Down. No Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março), novos dados, porém, mostram que essa expectativa de vida aumentou significativamente.

A fonoaudióloga Cristina Fonseca Pires, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, conta que era comum as crianças ficarem dependentes de remédios, o que diminuía a expectativa de vida. Hoje, a operação para corrigir esse problema acontece nos primeiros anos de vida, diz. Em virtude do avanço dos tratamentos médicos, existem hoje casos de indivíduos que ultrapassam os 60 anos de idade.

A Síndrome de Down é uma alteração genética resultante da presença de um cromossomo a mais, o par 21. Por isso, também é conhecida como trissomia 21. A maioria das pessoas com o problema apresenta a denominada trissomia 21 simples, o que significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo. Existem outros mecanismos que levam à ocorrência da trissomia do cromossomo 21: mosaicismo, que ocorre quando a trissomia está presente somente em algumas células, ou por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo. 

Segundo a fonoaudióloga Cristina, pessoas com Síndrome de Down devem ter o acompanhamento de médico clínico, endocrinologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. O psicólogo também é importante, principalmente, para ajudar o paciente na passagem para a adolescência e posteriormente para a fase adulta, afirma. A especialista destaca que, quando um dos membros do casal apresenta o problema, há 50% de chance de a criança nascer com a Síndrome. Já se o pai e a mãe tiverem a alteração, as probabilidades chegam a 80%. 

Abandone sete mitos sobre a Síndrome de Down

Com uma dose a mais de cuidados especiais e carinho, quem tem Síndrome de Down pode ter uma vida marcada por grandes conquistas. Ilka irá se casar em dezembro, Leonardo é campeão de natação e Thiago está divulgando um livro em Nova York. Todos apresentam a terceira cópia do cromossomo 21, característica da síndrome, mas possuem muita autonomia por serem estimulados desde pequenos. 

"Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down", afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). Derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas. 

Mito: a criança com Down só pode estudar em uma escola especial 
O geneticista Zan recomenda exatamente o oposto: a família deve colocar o filho em uma escola comum. "Com o incentivo da aceitação dessa criança dentro da sala de aula, tanto ela quanto os colegas crescem acostumados às diferenças e derrubam barreiras de preconceito presentes na sociedade", afirma o profissional. 

A psicóloga clínica e psicopedagoga Fabiana Diniz, da Unimed Paulistana, conta que a pessoa com a síndrome pode ter um retardo mental que vai do leve ao moderado, mas isso não a impede de se desenvolver cognitivamente. "Além da intervenção precoce na aprendizagem, é preciso carinho e estímulo por parte da família, terapias e tratamento medicinal quando necessário, além de incentivo à brincadeiras com jogos educativos", diz a especialista.  

Mito: atividades físicas estão proibidas, somente a fisioterapia é liberada 
Quem tem Down pode - e deve - praticar exercício físico, mas é preciso passar por uma avaliação médica antes e preferir atividades de baixo impacto. "A alteração genética pode causar problemas no coração, espaçamento da coluna vertebral e redução da força muscular", afirma a educadora física Natália Mônaco, do Instituto Olga Kos, que atende na cidade de São Paulo crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down. 

Leonardo Hasegava, 19 anos, apresentou grandes melhoras de força, flexibilidade, equilíbrio e agilidade por praticar Taekwondo no Olga Kos. A mãe, Marisa, conta orgulhosa que ele fez a sua primeira apresentação sozinho ano passado. "Em um ano de prática, ele já consegue chutar bem com a direita, mesmo sendo canhoto, e aprendeu a fazer um salto com dois pés juntos, algo de difícil coordenação", comenta. 

Já o Leonardo Ferrari, 18 anos, de Jundiaí-SP, destacou-se na natação: ficou em primeiro lugar classificação no Brasil para disputar a Special Olympcs 2011, na Grécia, que é a versão das olimpíadas para pessoas com deficiência intelectual. "Colocamos o Léo na natação aos oito anos de idade por causa da tendência maior a engordar e do sistema respiratório mais frágil, comum em quem tem a síndrome, e ele teve resultados muito além do esperado", afirma a mãe Berenice.

Mito: a Síndrome de Down bloqueia o amadurecimento
Essa crença já foi defendida por alguns especialistas do passado, mas hoje não passa de um grande mito. Thiago Rodrigues, de 25 anos, serve como prova: é auxiliar administrativo de uma empresa de agronegócio e está em Nova York para divulgar um manual de acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual, que escreveu junto com colegas que também possuem Síndrome de Down. "Viajar para fora do país era um dos meus maiores sonhos, mas ainda tenho muitos outros, como voltar a estudar pra fazer faculdade de ciência da computação", afirma o jovem. 

A geneticista Fabíola Monteiro, da APAE de São Paulo, afirma é possível chegar a um desenvolvimento como o de Thiago com estímulo precoce e acompanhamento de profissionais, que pode envolver desde fisioterapia e fonoaudiologia até exames periódicos com um cardiologista. "É importante agir quando o cérebro ainda está em formação, para fazer com que a criança forme o máximo de conexões possíveis", afirma.  

Mito: casais com a síndrome não podem ter filhos 
O geneticista Zan explica que um casal pode ter filhos mesmo que ambos tenham Síndrome de Down. "A principal diferença é que as chances de o filho também apresentar a alteração genética são maiores: 80% se os dois tiverem Down e 50% se apenas um do casal tiver", diz. Em pessoas que não apresentam a síndrome, a chance de a criança nascer com o cromossomo a mais é de um para cada 700 pessoas. 

Ilka Farrath, de 33 anos, está muito feliz ao escolher o vestido que irá usar para se casar com Artur Grassi - os dois possuem síndrome de Down e se conheceram quando ainda eram adolescentes na APAE de São Paulo. "A correria pra ver DJ, filmagem, decoração e outras coisas é grande, mas não deixo de fazer pilates duas vezes por semana para melhorar o alongamento e conseguir emagrecer até dezembro, quando será o casamento", afirma. 

Mito: quem tem Down precisa sempre de um cuidador 24 horas por dia 
A geneticista Fabíola afirma que a pessoa com a síndrome geralmente precisa de algum tipo de supervisão, mas não significa superproteção a todo o momento. "Dependendo do estímulo e das características pessoais, é possível ter uma vida mais independente", conta. 

Thiago vive com a mãe, mas garante que tem muita autonomia: "Acordo cedo todo dia, troco de roupa, escovo os dentes, pego trem e ônibus até o trabalho e faço muitas outras coisas", afirma. A mãe de Leonardo, campeão de natação, também conta que ele viajou sozinho com a delegação para disputar as olimpíadas na Grécia. "Foi uma prova do quanto ele consegue ser independente, já que eu e meu marido só fomos para lá depois e não podíamos tirá-lo da vila olímpica", conta.  

Mito: há diferentes graus de Síndrome de Down 
A presença do cromossomo 21 extra é a mesma em todos os casos - não há graus. "A diferença entre uma pessoa e outra está nas oportunidades que cada uma tem de ser estimulada e nas características individuais que possui", comenta o geneticista Zan. É por isso que, como reforça a psicóloga Fabiana, é essencial um estímulo desde a infância. "Depende muito do grau de comprometimento da família para que o portador da síndrome possa enfrentar seus próprios medos e desafios e, dessa forma, levar uma vida normal, cercada de direitos e deveres como qualquer cidadão", comenta. 

Ilka, que tem a síndrome e está prestes a se casar, é um exemplo do estímulo precoce: teve um atendimento de profissionais da APAE de São Paulo desde que tinha dois anos e oito meses. "Costumo dizer que lá é a minha segunda casa, já que também contribuiu para que hoje eu possa trabalhar, viajar e planejar o meu casamento", diz.  

Mito: o cromossomo extra da síndrome vem apenas da mãe
"Nem sempre a cópia extra do cromossomo 21 vem da mãe, pode vir do pai também", afirma a geneticista Fabíola. Mas é verdade que, a partir dos 35 anos de idade da mulher, os riscos de o acidente genético acontecer são cada vez maiores. Zan Mustacchi explica que a mulher tem todos os óvulos formados dentro de si desde quando ainda é bebê, diferente do homem que produz espermatozoides a cada 72 horas desde a puberdade. "Ao longo dos anos, os óvulos também vão envelhecendo, o que pode aumentar o risco de ocorrerem alterações genéticas na formação do feto", diz o geneticista.  



Fonte: Minha Vida
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sábado, 16 de março de 2013

Testosterona elevado aumenta risco de ataque cardíaco em homens mais velhos

A testosterona é um hormônio muito interessante. Apesar de ser conhecido como o hormônio da masculinidade, também é produzido nas mulheres, embora em uma quantidade trinta vezes menor do que nos machos. Quando o corpo aumenta a sua produção, é sinal de que o homem está recorrendo a duas das ocorrências mais antigas da humanidade: a violência e a libido. Aumenta a predisposição a disputas individuais e, em excesso, pode causar a morte de neurônios.

Apesar de tantas características, os cientistas ainda descobrem novos fatos sobre esse hormônio. E fatos que o tornam ainda mais contraditório: a testosterona pode ser responsável por maior risco de ataque cardíaco em idosos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) fizeram um experimento com 697 pessoas de 65 anos ou mais. Para começar, todos tiveram medidos os seus níveis de testosterona a partir de exames de sangue. A partir dos níveis, foram divididos em quatro grupos, conforme o nível, desde os mais elevados até os mais baixos.

Todos os homens passaram a ter seu quadro médico avaliado ao longo de quatro anos, e os problemas cardíacos começaram a aparecer (lembrando que eles tinham no mínimo 65 anos). Para o estudo, os cientistas escolheram analisar as taxas de aterosclerose, doença cardíaca na qual se formam placas que podem entupir artérias. Geralmente, esse tipo de problema é combatido com uma cirurgia de ponte de safena.

No período do acompanhamento, 100 homens (cerca de 14% do total) contraíram aterosclerose. Os integrantes do grupo com testosterona mais elevado (taxa igual ou superior a 495 nano gramas por decilitro, ou ng / dL) tiveram mais que o dobro de incidência de aterosclerose em comparação com os homens no grupo mais baixo (abaixo de 308 ng / dL). Ainda faltam dados concretos que comprovem essa relação, embora os cientistas encontrem fortes indícios na atividade de uma proteína que se liga à produção testosterona nos testículos, e sobre a qual também há estudos sobre possíveis riscos de doença cardíaca. São estudos que refutam pesquisas feitas em décadas anteriores, nas quais não havia indicação de nenhum risco neste sentido. De qualquer maneira, os médicos recomendam que se faça medição dos níveis de testosterona ao chegar a uma idade avançada, por precaução.




Fonte: Science Daily
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Qual é a diferença entre o doença de Alzheimer e a Demência?

Nem sempre é clara a fronteira entre as disfunções mentais que atingem a raça humana, especialmente os idosos. Afinal, o que é demência, o que é doença Alzheimer, doença Parkinson? Qual a diferença entre esses termos? Bem, vamos explicar.

Demência é um termo amplo, um guarda-chuva sob o qual se incluem todos os sintomas físicos e mentais que são graves o bastante para interferir com as funções diárias de uma pessoa. Como o Alzheimer afeta a memória e o Parkinson descontrola as funções motoras, podem ambas ser definidas como demências.

Eis os principais sintomas visíveis que caracterizam uma demência, segundo definição da clínica Mayo (Minnesota, EUA): dificuldade na fala, perda de memória, falta de poder de decisão, confusão e mudanças na personalidade e no humor. Pessoas com demência também podem perder sua capacidade de resolver problemas ou controlar suas emoções. É o caminho para o qual se encaminha, geralmente, a doença Alzheimer.

Outros sintomas incluem a dificuldade de coordenação e as funções motoras, paranóia, agitação e alucinações, com prejuízo no trabalho e nas atividades sociais. Nesse caso, são indicativos de uma possível doença Parkinson.

Os médicos usam uma bateria de testes para determinar a causa da demência. São exames de sangue, avaliação do estado mental, testes neuropsicológicos e tomografias cerebrais. Em 90% dos casos, atualmente, os médicos podem diagnosticar com precisão a causa de sintomas de demência. Mas não se pode generalizar o termo: algumas doenças cerebrais, que estão relacionadas a fatores orgânicos (como desordem na síntese de proteínas), mas não são demências propriamente ditas.

A mais notória entre as demências é mesmo a doença de Alzheimer. Segundo uma pesquisa norte-americana, representa entre 50% e 70% das disfunções cerebrais em pessoas com mais de 65 anos. No entanto, é só após a morte, quando o cérebro já está na autópsia, que o Alzheimer pode ser identificado com precisão, o que dificultou a vida dos médicos por muito tempo.

No caso do Alzheimer, são proteínas que impedem o funcionamento do cérebro, afetando e limitando as porções do cérebro que controlam a memória, o pensamento abstrato, capacidade de julgamento, comportamento, movimento e linguagem. Em casos mais graves, a pessoa chega até a perder a capacidade de reconhecer a si mesmo e seus familiares.



Fonte: Hypescience
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terça-feira, 12 de março de 2013

Vítimas de abuso sexual do sexo masculino têm mais dificuldade de lidar com o trauma

Estudo da Universidade de Massachusetts revelou um dado assustador e alarmante: nos EUA, um em cada seis homens e uma em cada quatro mulheres sofrerão algum tipo de abuso sexual antes de completar 16 anos. O estudo foi liderado pelo psicólogo David Lisak, da Universidade. Ele também trabalha numa ONG que auxilia homens que foram abusados. A violência e o trauma de um abuso sexual são intensos para os dois sexos, mas, de acordo com pesquisadores, pode ser mais difícil para os homens se recuperar.

Homens e mulheres violentados sofrem com a vergonha e o estigma do abuso e acabam se isolando e protegendo o criminoso com seu silêncio. Mas os homens ainda têm de lidar com outro problema: os estereótipos sobre sua masculinidade. “Homens, especialmente crianças e jovens, não denunciam os abusos”, diz a professora de enfermagem, Elizabeth Saweyc, da University of British Columbia. “Muitas das nossas histórias colocam os homens no comando da sexualidade. Quando acontece um abuso, esta posição, definida socialmente, é rompida. Não é apenas a violação dos limites e da autonomia pessoal, não só o direito de privacidade do garoto que está em jogo. O ato também contradiz seu senso de masculinidade”.

Esta ruptura na “ordem natural das coisas” causa uma confusão muito grande nos meninos porque eles não “deveriam ser” vítimas de abuso sexual. Elizabeth diz que, em muitos casos, eles têm até dificuldade em entender que estão sendo abusados. Como, na maioria das vezes, o criminoso é homem, os garotos acabam sendo levados a questionar a sua sexualidade, coisa que não acontece com as vítimas do sexo feminino. A professora conta que a sociedade ainda pode atrapalhar a recuperação. Por exemplo, quando o abuso é cometido por uma mulher, o trauma para o garoto é tão grande quanto se houvesse sido abusado por um homem, mas a sociedade vê isso como uma reprise do filme “A primeira noite de um homem”.

Um estudo realizado no Hospital infantil St. Paul em Minnesota com 226 meninas e 64 meninos, com idades entre 10 e 15 anos, que relataram ter sofrido abuso sexual, revelou que: das denúncias feitas em até 72 horas depois do ato, horário crítico para a polícia ter maiores chances de juntar evidências, a minoria era feita por garotos.

Outra diferença chocante é que os meninos são mais expostos à pornografia durante o abuso do que as meninas. As meninas, em sua maioria, são violentadas por mais de um criminoso. Com os meninos, geralmente é apenas um, algumas vezes um menor de idade, mais velho que a vítima. Os estudos também concluíram que as meninas contam primeiro para uma amiga sobre o abuso, enquanto meninos contam para suas mães. Outro fato chocante: “A segunda pessoa com quem os meninos conversam sobre o que aconteceu é com os próprios algozes”, contou a enfermeira, Laurel Edinburgh, co-autora do trabalho com Elizabeth Saweyc.

Além da dor, da confusão, da vergonha e do trauma, às vezes os jovens são acometidos por sentimento de raiva. Vítimas dos dois sexos têm altas chances de sofrer de doenças psiquiátricas como ansiedade e depressão. Além disso, o preconceito que sofrem os faz calar sobre o abuso sexual.

Mudança de atitude na sociedade pode reverter quadro

Por medo ou vergonha, as vítimas de violência sexual geralmente guardam para si a experiência, o que dificulta a estimativa de casos. Registros policiais, por este motivo, podem trazer apenas uma pequena parte dos números reais. Levantamentos com a população trazem números maiores, mas mesmo assim, os pesquisadores admitem que os sobreviventes deste tipo de crime não se sentem confortáveis em se abrir mesmo em pesquisas. “Eu não posso mais ficar preocupada com números como um em quatro, um em três, ou qualquer outra porcentagem. É um número enorme”, disse David Lisak.

O psicólogo chegou a entrevistar os abusadores e contou que a maioria é motivada pela ingenuidade e vulnerabilidade das vítimas. Muitos deles não param na primeira vez e, alguns abusam meninos e meninas. Sua satisfação se dá no controle sobre as crianças. Segundo ele, a maioria das vítimas conhece o responsável.

Para que os jovens possam ter mais confiança e coragem de denunciar os violentadores, Elizabeth Saweyc afirma que mudanças de ponto de vista são necessárias. Segundo ela, a sociedade deveria ser mais sensível à gravidade do crime. “Não deveríamos ter tanto preconceito em torno destes casos, na verdade, eles nem deveriam estar acontecendo. Enquanto as pessoas rejeitarem, desacreditarem ou negarem o fato, este crime perpetuará”. 



Fonte: LiveScience
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segunda-feira, 11 de março de 2013

Níveis baixos de testosterona aumentam o risco de mal de Alzheimer

Segundo um novo estudo, níveis baixos de testosterona, o hormônio masculino, em homens mais velhos está associado com o aparecimento da doença de Alzheimer.

A pesquisa incluiu 153 chineses, todos homens com 55 anos ou mais, que não sofriam com a doença. Apenas 47 deles tinham algum comprometimento cognitivo leve, como confusões mentais e perda de memória.

O estudo confirma outras pesquisas realizadas em homens ocidentais que descobriram que níveis baixos de testosterona estavam relacionados com a debilitação mental e o mal de Alzheimer.

Dentro de um ano, 10 dos homens que tinham algum comprometimento cognitivo desenvolveram a doença de Alzheimer. Todos os 10 também tinham níveis baixos de testosterona, níveis elevados de apolipoproteína E, que está relacionada com o mal de Alzheimer, e pressão arterial elevada.

Os pesquisadores concluíram que ter um nível baixo de testosterona é um dos fatores que causam Alzheimer, ou seja, que pode deixar as pessoas mais vulneráveis à doença. Eles sugerem que os médicos prestem mais atenção no nível de testosterona dos pacientes, especialmente os que já têm problemas de memória ou outros sinais de comprometimento cognitivo.

Os pesquisadores sugerem que a testosterona pode ter um valor protetor contra a doença, já que a falta do hormônio ajuda o mal de Alzheimer a se desenvolver.

O próximo passo é realizar um estudo de larga escala que pesquise a eficácia de terapias de reposição hormonal (que reponham testosterona) em homens mais velhos que tenham níveis baixos de testosterona e que já apresentem problemas cognitivos, para verificar se o hormônio pode proteger ou eventualmente retardar o aparecimento da doença. 



Fonte: ScienceDaily
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domingo, 10 de março de 2013

As 10 maiores causas de morte do mundo

Já parou para pensar qual seria a doença mais mortal de todas? Não há uma resposta simples para essa pergunta: depende muito do sistema de saúde de cada país. Além disso, não é sempre que se descobre o que levou à morte de uma pessoa, o que diminui a precisão dos dados.

Ao analisar as 57 milhões de mortes registradas no mundo em 2008, a Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que uma parte considerável foi causada por doenças cardíacas isquêmicas: 7,25 milhões (12,8%) dos casos, o que as colocou em 1º lugar na média mundial. Porém, nos países de baixa renda, essas enfermidades ficaram em 4º lugar: a principal causa de morte foram infecções respiratórias, responsáveis por 1,05 milhão (11,3%) nesses países, seguidas por doenças que provocam diarreia (8,2%) e complicações causadas por Aids (2,7%).

Ainda segundo o relatório da OMS, nos países de baixa renda apenas uma em cada cinco pessoas vive até os 70 anos (contra dois terços nos países “ricos” e quase metade nos países de média renda). Outro dado preocupante: o tabagismo (e suas complicações) foi responsável pela morte de um em cada dez adultos em 2008 – e vale ressaltar que, muitas vezes, o cigarro é uma “causa escondida” de várias doenças apontadas no estudo.

Uma comparação curiosa: se essas 57 milhões de pessoas que morreram em 2008 fossem representadas por um grupo de mil pessoas, 159 viriam de países de alta renda, 677 pessoas viriam de países de média renda e as demais (163), de países de baixa renda. De acordo com o relatório, estudar as principais causas de morte no mundo e em determinados grupos de países é importante para ajudar no desenvolvimento de assistência de saúde à população.

A seguir, confira as dez maiores causas de morte em 2008, seguidas pela porcentagem de casos:

Doenças cardíacas isquêmicas: 12,8%;
Derrame e outras doenças neurovasculares: 10,8%;
Infecções respiratórias: 6,1%;
Doenças de obstrução pulmonar crônica: 5,8%;
Doenças que causam diarreia: 4,3%;
HIV/Aids: 3,1%;
Câncer de traqueia, brônquios e pulmões: 2,4%;
Tuberculose: 2,4%;
Diabetes mellitus: 2,2%;
Acidentes de trânsito: 2,1%.


Fonte: OMS
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quinta-feira, 7 de março de 2013

Câncer no estômago pode ser detectado com exame de hálito, diz estudo

Um exame de hálito simples e rápido pode diagnosticar um câncer no estômago, segundo um estudo realizado por cientistas israelenses e chineses.

Em um levantamento com 130 pacientes, os pesquisadores descobriram que o exame tinha 90% de precisão no diagnóstico e na diferenciação do câncer de outros problemas do estômago.

O novo teste tenta detectar perfis químicos no hálito que são característicos de pacientes com câncer no estômago.

A revista especializada British Journal of Cancer afirmou que o exame pode revolucionar e acelerar a forma como o câncer é diagnosticado.

Atualmente, o diagnóstico da doença pode ser feito por meio de uma endoscopia.
No procedimento, o médico insere um cabo flexível pela boca do paciente, que acoplado a uma microcâmera, permite a visualização do aparelho digestivo.

Kits e cães

Os pesquisadores descobriram que o câncer no estômago possui uma espécie de marca, uma característica específica: compostos orgânicos voláteis, que emitem um cheiro e podem ser detectados usando um kit médico ou talvez até cães farejadores.

A técnica usada no exame não é nova, muitos pesquisadores estão trabalhando na possibilidade de exames de hálito para diagnosticar vários tipos de câncer, incluindo o de pulmão.

O trabalho do professor Hossam Haick, do Instituto de Tecnologia de Israel, analisou 130 pacientes em situações diferentes: 37 deles tinham câncer de estômago, 32 tinham úlceras e 61 tinham outros problemas de estômago.

Além de assegurar, com precisão, a diferença entre todos os problemas em 90% das vezes, o exame do hálito também conseguiu apontar em quais casos o câncer estava nos estágios iniciais e em quais estava em fases mais avançadas.

Agora, as equipes israelense e chinesa estão fazendo um estudo maior, envolvendo mais pacientes, para corroborar os resultados dos primeiros testes.

Para Kate Law, diretora de pesquisa clínica da ONG britânica Cancer Research UK, os resultados da pesquisa são "promissores".

"Apenas uma em cada cinco pessoas consegue uma cirurgia como parte do tratamento, pois a maioria dos casos de câncer no estômago são diagnosticados em fases que são avançadas demais para uma cirurgia", afirmou.

"Qualquer exame que ajude a diagnosticar cânceres de estômago mais cedo vai fazer diferença na sobrevivência de longo prazo do paciente", acrescentou.



Fonte: BBC Brasil
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quarta-feira, 6 de março de 2013

A raiva é um distúrbio mental?

Recentemente foi descoberto um distúrbio mental que faz com que a pessoa adote um comportamento violento juntamente com agressividade verbal. Parece comum para você? 

Isso levantou um questionamento na comunidade científica: como sabemos que algo está fora do normal quando os sintomas do possível distúrbio são muito parecidos com o nosso comportamento usual?

O Distúrbio Intermitente Explosivo (IED) foi primeiramente diagnosticado em 1980 e é caracterizado por uma reação extremada a situações estressantes. Agora os cientistas procuram especificar seus sintomas para diferenciar a doença de “uma raivinha cotidiana”.

Segundo cientistas da Universidade de Chicago é possível que essa agressividade toda esteja “no sangue” e que o IED seja uma doença genética. Não há nenhuma estimativa de quantas pessoas possuam IED – mas acredita-se que essa doença seja muito comum.

Em 2004 um estudo feito com residentes de hospitais em Baltimore (Estados Unidos) estimou que 4% das pessoas desenvolve IED durante algum período de suas vidas. Mas segundo um estudo de 2006, publicado nos Arquivos de Psiquiatria Geral dos EUA, esse número é de 7.3% dos adultos.

Mas como um estudo estima que o dobro das pessoas que o outro estudo indicou possuam IED? É possível que seja devido aos critérios para definir a doença. Os sintomas usados para fazer o diagnóstico, até hoje, não são claros: eles não diferenciam a freqüência dos ataques de raiva e nem sua intensidade.

Segundo Emil Coccaro, professor de psiquiatria da Universidade de Chicago, o critério para definir que uma pessoa sofre com IED deve ser que ela tenha tido, no mínimo, três episódios de agressividade contra objetos ou pessoas em um ano e, além disso, com um nível de violência que seja fora de proporção. De acordo com o mesmo médico a definição atual da doença deixa margem para que pessoas que tenham tido apenas três ataques de raiva durante toda sua vida sejam diagnosticadas com IED.

Além disso, para um diagnóstico correto, o médico deve ter certeza que os ataques de raiva não estariam relacionados a outros distúrbios, como esquizofrenia, por exemplo. 



Fonte: Hypescience com informações de Life's Little Mysteries
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Da ansiedade ao pânico

A ansiedade é um estado emocional que faz parte da experiência da vida. Sentimos-nos ansiosos diante de um acontecimento brusco, como a iminência de um desastre, ou quando nos defrontamos com prazos para a conclusão de uma tarefa. Em determinado grau é um estado de ânimo produtivo, pois aumenta a capacidade de realização colaborando para que estejamos alertas e preparados para o desafio e nos protege de possíveis perigos, preparando o organismo para obter êxito com um comportamento de ataque ou de fuga.

A ansiedade normal funciona como um sinal de alerta preparando o indivíduo para a ação.

Quando, porém, a ansiedade vem sem causa aparente ou em intensidade exagerada e passa a afetar negativamente o dia-a-dia torna-se prejudicial. É melhor reconhecer que há um problema.

Todos os Distúrbios de Ansiedade manifestam-se principalmente por um alto nível de apreensão. Experimenta um estado emocional de angústia, uma expectativa de que algo ruim aconteça acompanhado por várias reações físicas e mentais desconfortáveis. Muitas vezes incluem medo excessivo, pânico e temor. É uma resposta a uma ameaça interna, vaga e desconhecida.

A síndrome de pânico, por exemplo, trata-se de um caso particular de crise de ansiedade não controlada

Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos. Na maioria das vezes é uma reação do organismo quando se defronta com uma situação estressante cuja saída envolve decisões importantes, perdas afetivas, financeiras, mudanças de estilo de vida, etc.

Durante a crise, que tem seu ápice em 10 minutos, pelo menos quatro dos seguintes sintomas se manifestam: Palpitação, Taquicardia, Suor em excesso, Tremor, Náusea, Tontura, Sensação de não conseguir respirar, Medo de perder o controle, Medo de morrer. Muitos, num primeiro momento recorrem ao cardiologista acreditando que algo esta errado com o coração.

Algumas pessoas acabam limitando muito sua vida evitando atividades e situações normais, atividades diárias tais como ir às compras, pegar condução, ou em alguns casos, até mesmo têm medo de sair de casa.

‘Quem sofre com o pânico tem a preocupação persistente de ter novos ataques’.

Basicamente evitam qualquer situação que temem ou que os faria sentir-se impotentes e sujeitos a novos ataques de pânico. Passa-se a viver na expectativa de novas crises e busca-se estar em uma situação em que seja possível encontrar ajuda

As pessoas que sofrem de ataque de pânico, muitas vezes acabam associando outras fobias, complementando e agregando novos medos aos medos iniciais do pânico.

A cura não se dá de forma espontânea, o que significa que os sintomas não desaparecem a menos que a pessoa receba tratamento específico, especializado, para que seja eficaz. Esse é o passo embora seja o mais difícil é decisivo para o processo de cura.

A psicoterapia ajuda a trabalhar a ansiedade, as fobias e mudar a atitude perante o transtorno. Num primeiro momento, reduz as crises, a intensidade e a freqüência delas, trazendo alívio significativo. Pode ser necessário também iniciar um tratamento psiquiátrico, com antidepressivos e ou ansiolíticos, para acabar com os efeitos físicos, provocados pelo desequilíbrio bioquímico. Cada caso é um caso.




Fonte: Mary Scabora em Banco de Saúde
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Comer maçã todos os dias reduz colesterol e melhora saúde do coração em um mês

Com certeza você já escutou a velha máxima de que comer uma maçã por dia mantém o médico distante. Pois saiba que cientificamente os efeitos benéficos da fruta estão comprovados. Consumida diariamente, ela melhora a saúde do coração de adultos de meia idade. E em apenas um mês.

Tal feito foi comprovado em um estudo realizado com um grupo de pessoas que comeram a fruta diariamente. Ao final da experiência, que durou quatro semanas, os participantes apresentaram uma redução de 40% do colesterol ruim no sangue.

O estudo foi patrocinado por um grupo da indústria de maçã e publicado site do "Journal of Functional Foods". Participaram da pesquisa adultos saudáveis, não-fumantes e com idade entre 40 e 60 anos, que não consumiam maçãs ou não tomavam suplementos contendo polifenóis ou outros à base de plantas.

Ao todo, 16 participantes comeram as maçãs durante quatro semanas; 17 tomaram cápsulas contendo 194mg de polifenóis diariamente durante um mês; e, 18 tomaram um placebo que não contém polifenóis. Os pesquisadores não encontraram nenhum efeito nas pessoas que consumiram placebos.

A pesquisa comprovou que comer maçãs também apresenta alguns efeitos sobre antioxidantes na saliva, o que beneficia a saúde dental.



Fonte: Estadão
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

10 efeitos colaterais de medicações comuns

Você com certeza já viu um comercial de remédio. Por obrigação, há sempre o aviso dos possíveis efeitos colaterais: diarréia, visão turva, etc. Alguns desses efeitos ninguém ouviu falar, o que dá a impressão de que não acontece nunca. Eis que eles podem ser bizarros (para não dizer nojentos), e, apesar de raros, há um motivo para estarem listados como possíveis efeitos colaterais. Confira:

1) INCAPACIDADE DE CHEIRAR
Droga: Vasotec
Usada para: tratamento de insuficiência cardíaca congestiva; controle de pressão arterial elevada.

Os pacientes que tomam Vasotec podem ter problemas com os cinco sentidos, no entanto o mais estranho deles é a incapacidade de cheirar. Além disso, pode causar zumbido nos ouvidos, visão turva e olhos secos. No entanto, estes efeitos secundários são muitas vezes vistos como menores – a menos que ocorram simultaneamente.

2) ALUCINAÇÕES
Drogas: Chantix, Mirapex, Lariam (mefloquina)
Usadas para: assistência em parar de fumar (Champix), tratamento do mal de Parkinson (Mirapex) e prevenção e tratamento da malária (Lariam).

Todos estes medicamentos têm uma coisa em comum: causam alucinações como efeito colateral, embora este efeito no medicamento Champix esteja mais na categoria de distúrbio do sono, com sonhos vívidos que certamente parecem alucinações. O Lariam foi inventado pelo exército americano para o tratamento e prevenção da malária, no entanto pacientes relatam ter visto alucinações terríveis e se engajado em comportamentos psicóticos violentos. Tanto que a Administração de Drogas e Alimentos exige que potenciais doentes sejam examinados contra histórico de psicose e/ou depressão antes da droga poder ser administrada. Quanto ao Mirapex, muitos pacientes relataram ter visto “cobras subindo pelas paredes”, bem como “pessoas em armários”. Julgue você.

3) DESAPARECIMENTO DAS DIGITAIS
Droga: Xeloda (capecitabina)
Usada para: tratamento de diversos tipos de câncer.

Um estudo médico descreveu a experiência de pacientes com Xeloda da seguinte forma: “A droga traz efeitos colaterais como a inflamação crônica das palmas e solas dos pés. Conhecida como síndrome mão-pé, pode resultar em descamação da pele, sangramento e desenvolvimento de úlceras ou bolhas. A droga também causa o efeito colateral muito estranho e raro de fazer desaparecer completamente as impressões digitais…”. A boa notícia é que as impressões digitais voltam quando a medicação é interrompida.

4) VISÃO AZUL
Droga: Viagra (citrato de sildenafil)
Usada para: o tratamento da disfunção erétil no homem.

O Viagra é a esperança mais idolatrada do homem, mas vem com um preço. Muitos usuários não conseguem distinguir visualmente
as diferenças entre as cores azul e verde. A pílula azul conduz ao que é conhecido como “visão azul”; tal efeito secundário leva o paciente a ver tudo com um tom azul profundo.

5) MAMAS COM LEITE EM HOMENS
Droga: Propecia
Usada para: reversão da queda de cabelo e calvície masculina.

Muitos homens consideram a calvície um sinal de idade, fraqueza ou até mesmo impotência. Mal sabem eles, porém, que o remédio Propecia pode causar uma aflição esquisita chamada “ginecomastia”. A ginecomastia é uma aflição que leva os homens a desenvolver mamas completamente funcionais (com leite), assim como ter seios fartos. Ser calvo não soa tão ruim agora, não é?

6) MANCHAS DE OLÉO
Droga: Alli
Usada para: perda ou manutenção de peso.

Tomar remédio para perder peso quase sempre tem um porém. Os efeitos colaterais de Alli vão desde movimentos intestinais incontroláveis e fezes moles até “manchas de óleo”. Naturalmente, esta “mancha oleosa” é acompanhada de flatulência. O site da Alli descreve as “manchas oleosas” como: “você pode reconhecê-la como algo que se parece com o óleo em cima de uma pizza”. Bela imagem. O site afirma que este efeito colateral é um problema “menor”. No entanto, este problema pode ser resolvido através da limitação ou total abstenção de ingestão de gordura. O que levanta a questão: por que tomar Alli? Melhor simplesmente remover toda a gordura da sua dieta.

7) EREÇÃO DURADOURA E PENSAMENTOS SUICIDAS
Droga: Zoloft
Usada para: tratamento da depressão, assim como de outros transtornos de humor.

O Viagra afirma a possibilidade de uma ereção durar várias horas. Zoloft garante. A medicação pode não apenas produzir ereção duradoura, de 3 ou mais horas, como pode causar o que é conhecido como “falência ejaculatória”, o que significa que um homem com esse efeito colateral não poderia ter um orgasmo (ou um que valha, pelo menos). Um pouco contraditório. Como a maioria dos outros anti-depressivos, também pode causar pensamentos suicidas e tendências (especialmente em pessoas com idade inferior a 18). De que forma esse remédio combate a depressão então?

8 ) QUEIMADURAS E ROMPIMENTO DE TENDÃO
Droga: Levaquin
Usada para: tratamento de infecções bacterianas.

Algumas coisas chegam a ser inacreditáveis. O remédio Levaquin, por exemplo, tem um efeito colateral conhecido como “fototoxicidade”, uma desordem que resulta em queimaduras quase imediatas, que podem ser tão extremas quanto de terceiro grau. Sua ingestão pode até mesmo resultar em tendões rompidos. Ironicamente, esses efeitos colaterais bizarros podem necessitar de tratamento com a própria medicação que lhes causou, em primeiro lugar.

9) DE SANGRAMENTOS A PSICOSE
Droga: Accutane
Usada para: tratamento da acne.

Tomar remédio para as espinhas é certamente uma esperança para todos os adolescentes. Não pode piorar as coisas, certo? Errado. Alguns dos efeitos colaterais do Accutane incluem sangramento retal, hirsutismo (excesso de pêlos em rápido crescimento), psicose, crises de choro (e depressão), hepatite, herpes (possivelmente), e fraturas ósseas. Ensino médio sempre pode piorar. Felizmente, estes efeitos colaterais são raros, e nunca foram relatados todos ao mesmo tempo. No entanto, Accutane envergonha o hall de remédios do mundo, com seu grande número de sintomas aleatórios. É para curar ou para deixar doente?

10) INCAPACIDADE DE CONTROLAR IMPULSOS SEXUAIS E DE JOGO
Droga: Requip (ropinirole)
Usada para: tratamento da síndrome das pernas inquietas (SPI).

A síndrome é muitas vezes considerada irritante e embaraçosa. Chutar a si mesmo ou outras pessoas enquanto dorme, problemas de circulação e sono ruim são alguns sintomas. No entanto, Requip pode ajudar. Por conseguinte, pode causar impulsos sexuais ou de jogos de azar incomuns. Estar frequentemente excitado e assumir riscos é uma coisa, mas fazê-lo contra a sua vontade é outra. Quando se toma Requp, há uma chance de se ficar incapaz de controlar esses impulsos. Você imagina o inferno que deve ser viver em Las Vegas e ter SPI?



Fonte: Hypescience
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