Mostrando postagens com marcador Testemunhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Testemunhos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Pastor deixa drogas e rock and roll no passado para guiar o surfista Gabriel Medina

André Catalau estava fumando crack embaixo do Minhocão quando foi levado à conversão religiosa

A igreja que Gabriel Medina frequenta em Boiçucanga não poderia ser mais apropriada para um campeão do WCT. Do púlpito, formado por uma prancha de surfe invertida, o pastor não abandona as gírias praianas nem mesmo na hora de cativar os seus fiéis. “A nossa filosofia é a Bíblia, tá ligado? É Jesus andando na areia, surfando – porque ele andou em cima da água, então foi o primeiro surfista da humanidade –, conversando, assando um peixe, fazendo os seus milagres aqui e ali”, explica o sujeito de braços tatuados, com uma serenidade que contrasta com o seu passado turbulento.

Pastor da Igreja Evangélica Bola de Neve de Boiçucanga desde 2001 (ele colaborou com a fundação dessa unidade, a primeira criada após a matriz em São Paulo, quando deu “um rolê pelo litoral”), André Catalau foi usuário de drogas dos 12 aos 38 anos. “Eu era cantor de rock, e isso é um passaporte carimbado para a loucura, com tudo pago. Pirei mesmo. Já tinha uma tendência, porque a minha família é americana, muito liberal. Pô, perdi a minha irmã de overdose. O meu irmão, de cirrose. E eu estava no mesmo caminho. Queria morrer, descansar. Tive várias internações psiquiátricas, fui preso”, conta, aos 55 anos, com o orgulho de quem diz não ingerir nenhum alucinógeno há mais de 15.

A banda paulistana que Catalau liderava era o Golpe de Estado, formada em 1985. O grupo de hard rock, com influências do blues e do heavy metal, marcou época no cenário underground. Chegou a abrir um show para os ingleses do Deep Purple e a fazer algumas aparições na televisão, como no programa de entrevistas comandado por Jô Soares. O declínio coincidiu com o apogeu do vício do vocalista, já cobrado por seus companheiros por faltar em shows e ensaios.

Catalau encontrou outro rumo para a sua vida quando estava debaixo do Minhocão, em São Paulo, com um cachimbo de crack na boca. “Meu tio foi lá me buscar e me levou para um centro de reabilitação evangélico. Pô, eu acabava de ter uma PT, uma perda total. Meu pai, o cara que me bancou e me mimava, estava em uma cadeira de rodas”, lembra. “E eu tinha um alto luxo em Higienópolis e descia para fumar pedra. Também estava viciado em sexo. O meu alcoolismo era aquele negócio de acordar de manhã e ter que tomar alguma coisa. Aí, depois, vinha a internação. Era uma cultura, né, brother? Os caras achavam legal cantor de rock ser muito louco, internado e tal”, acrescenta.

Já bem diferente do perfil de roqueiro, Catalau se vestiu de terno quando aceitou ser tratado na Assembleia de Deus do Bom Retiro. “Fazia tudo de boa, sem questionar.” Apesar de ter demorado a se sentir à vontade naquele ambiente. “As pessoas olham para os crentes e acham que é uma parada louca. É muita viagem. Eu também pensava assim. Não cometi nenhum suicídio intelectual”, avisa. Ele começou a ler a Bíblia e outras obras evangélicas para contrapor os pastores com quem lidava. “Mas fui dixavando tudo e pensei: que irado, que irado! Percebi que o errado era eu, que 80% da doença da dependência vêm do espírito”, calcula.

Na Bola de Neve de Boiçucanga, não há motivo para jovens como Gabriel Medina se sentirem surfistas fora d’água. O pastor André Catalau se preocupa até em vestir as roupas esportivas que patrocinam o campeão do WCT (comprou de última hora uma camiseta regata e uma bermuda com a assinatura do novo ídolo nacional na loja da família de Miguel Pupo, 19º do mundo) apenas para conversar com a Gazeta Esportiva no litoral norte de São Paulo. Depois desse compromisso, ele ainda pegaria onda na praia da Baleia e demonstraria já alguma intimidade com a prancha – ao contrário dos tempos em que “era o maior calhordão, colocava uma parada no cabelo e surfava só para se mostrar para as menininhas”.

Catalau (o último à direita) fez sucesso no cenário underground do rock entre os anos 1980 e 1990

Foi também o jeito extrovertido de Catalau que atraiu Simone Medina, mãe de Gabriel, à Bola de Neve. A confiança no ex-usuário de drogas é tamanha que ele chegou a celebrar o casamento religioso entre ela e Charles Serrano (padrasto do campeão mundial de surfe), em uma cerimônia ao ar livre em Maresias. “A palavra foi irada, sobre proteger o amor deles. Eles se emocionaram muito. Estava crowd (cheio), com toda a galera do surfe presente”, relembra o antigo líder do Golpe de Estado, cujo filho caçula, André, estuda na mesma escola da herdeira do casal, Sophia.

Guru de Gabriel Medina na conquista do WCT e agora incentivador da carreira de Sophia, Charles não é evangélico, mas aprova que o pupilo se escore na religião para fazer sucesso nos mares. O surfista aumentou a sua crença na primeira vez em que pisou na Bola de Neve, de acordo com Catalau, em 2011. “O Gabriel havia torcido o pé e me pediu uma oração para ficar legal, já que correria uma etapa em Hossegor, na França. Está limpo, né? Mas, aí, ouvi uma voz na minha cabeça: ‘Fala que vou dar esse troféu para ele’. Sou meio cabreiro... Queria ficar na minha, mas contei: ‘Essa manobra que você está tentando vai te dar o título’”, narra o pastor.

Pastor da Bola de Neve de Boiçucanga pregou com Medina e batizou o prodígio Samuel Pupo no mar

Na lembrança de Catalau, Gabriel ficou com os olhos arregalados depois daquela premonição, uma vez que não teria revelado para ninguém (além do padrasto Charles) o ensaio de uma nova manobra. Simone também se surpreendeu. Já no Brasil depois de ser campeão na França, o surfista ofereceu um café em sua casa para o pastor da Bola de Neve. E quebrou a máquina da mãe. “Caiu café para tudo quanto é lado. Foi sensacional. A gente se divertiu como duas crianças. Ele é um menino bom, sem maldade. Quando vai fazer exame antidoping, diz que o máximo que pode acusar ali é um chocolate quente. Pô, que delícia ouvir isso”, sorri.

Entre um café e um chocolate quente, Gabriel Medina vai à Bola de Neve de Boiçucanga sempre que possível, apesar do assédio dos demais fiéis. Também gosta de receber visitas do pastor em sua casa antes de viajar para competir. Só não foi batizado pela igreja nas águas de Maresias, como ocorreu com a sua mãe e com toda a família de surfistas Pupo. “Isso vai acontecer no tempo dele”, diz Catalau. “O Gabriel já reconhece que tudo que aconteceu não foi só por força própria. Temos um monte de garotos que surfam para caramba aqui. Por que esse é o campeão mundial? Ele sabe que foi por causa de Deus. Tem mais fé em Deus do que no surfe dele, tá ligado? Foi isso que o levou ao topo”, completa.

A fé que conduziu Gabriel Medina ao título mundial foi a mesma que tirou André Catalau das drogas e do rock. A exemplo do que ocorre com o amigo Rodolfo Abrantes, antigo líder da banda Raimundos, a sua mudança de vida ainda causa estranheza nos ex-companheiros do Golpe de Estado. “Pensam que pirei, que cheguei ao último degrau da loucura. E cheguei mesmo, graças a Deus, que me botou em uma parada diferente. Não carrego os meus legados malditos”, agradece, apesar de demorar a convencer alguns fãs. Uma delas, preocupada em acabar com o vício do marido em drogas, o levou até a Bola de Neve e desesperou-se quando descobriu quem era o pastor: “O Catalau? Do Golpe? Isso é baixaria! O cara é muito louco! Você precisando parar de fumar e vai ver o Catalau?”.

Hoje cantor gospel, André Catalau não se importa com quem acha que ele pirou de vez no litoral norte

O receio é desnecessário, garante André Catalau. “Hoje, entro em boteco, vejo os caras fumando e cheirando, vou a biqueiras buscar os meninos, me chamam na cadeia para falar com o pessoal... E é tranquilo. O antigo Catalau não faz mais parte da minha natureza”, prega o pastor, para quem o campeão mundial Gabriel Medina virou o novo exemplo para tratar jovens drogados do litoral norte de São Paulo. Do alto do seu púlpito de prancha de surfe, ele agora encara como uma missão salvar esses dependentes e formar cidadãos um atrás do outro. Como uma bola de neve.



Fonte: Gazeta Esportiva
--------------------

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Garçom vira dono do restaurante após profecia de Deus

Moisés de Brito (camisa branca) com parte da família em restaurante do qual é proprietário no Acre

"Promessa de Deus". É dessa forma que o acreano Moisés Melo de Brito, de 34 anos, explica a aquisição do mesmo estabelecimento em que trabalhou durante sete anos como garçom. Há 1 ano e cinco meses, o ex-garçom, que frequentou a escola até o 1º ano do ensino médio, está à frente de um restaurante e pizzaria no Centro de Rio Branco. Porém, a trajetória na área alimentícia é bem mais antiga, 19 anos no ramo.

Atendente, garçom, maître, gerente. Moisés trabalhou em vários setores de um restaurante. Ele conta que a sensação que tem ao olhar onde conseguiu chegar é vitória. "Eu sinto uma grande vitória, apesar de tantas lutas, pelo fato de eu vir de uma família muito pobre", descreve.

Com a família proveniente da zona rural, Moisés mudou-se para a cidade somente aos 14 anos. E as bases familiares são claras no empresário. O que justifica-se pela grande participação da família no empreendimento. Com ele, trabalham a esposa, a mãe e dois dos seis irmãos. "Meu segmento é levado para a minha família. Essa estrutura envolve mãe, irmãos, filhos e esposa", diz.

É o valor do trabalho que ele tenta ensinar para os dois filhos, Letícia Nunes, de 8 anos, e Joandreson Nunes de 14. As crianças participam do dia do restaurante e aprendem, aos poucos como gerenciar um negócio. Dessa forma, Moisés sonha com o futuro dos filhos.

"Lógico que eu não os utilizo como funcionários, mas uso minha empresa como escola para eles. E eu acredito que os dois serão futuros empresários da área de culinária, mas eles que têm que decidir o que querem da vida", sonha.

O espaço, bem localizado, foi comprado após a própria sugestão do antigo dono. Com o restaurante à venda, Moisés, ainda funcionário, começou a procurar possíveis compradores, quando o dono sugeriu que ele mesmo estudasse uma maneira adquirir o negócio. O ex-garçom teve, então, que se desfazer de alguns bens para conseguir a verba para dar a entrada no negócio. 

"Eu saí à procura, porque a gente que trabalha assim não tem recurso suficiente. Foi quando nos envolvemos com financiamento e vendi alguns bens, como minha moto. Vendi para poder dar entrada", lembra.

Moisés foi funcionário durante sete anos no mesmo local que atualmente é proprietário

Para ele, o segredo para uma empresa dar certo está na gestão. Por isso, para gerir bem o negócio, Moisés faz questão de fazer todo tipo de curso de capacitação, de informática à culinária, para treinar os funcionários novos e antigos. Ele conta que, dessa forma, participa de todo o funcionamento do restaurante. O que mostra sua paixão pelo que faz.

"A alma do sucesso é você fazer o que gosta e o segredo é participar do seu negócio 24 horas por dia, porque quando você participa, sabe onde está errando. Outro segredo é ouvir o que o cliente tem a dizer. É um dos fatores para nos darmos bem no mercado, que é muito competitivo", revela.

Futuro

Para o futuro, o empresário quer alçar voos maiores. Ele sonha com o restaurante e pizzaria sendo aberta em outros lugares do Brasil e até do exterior. "Isso é um início e eu não quero parar por aqui. Quero que o nome da empresa chegue em todos os lugares. Aparecem propostas tentadoras para expandir, mas existe uma estrutura para ser mantida. Por enquanto, quero fazer uma boa gestão do que já temos", diz.

Outro projeto que pretende colocar em prática é a noite de 'rodízio gospel'. A primeira tentativa não ocorreu do agrado de Moisés, mas a ideia é fazer uma noite voltada para o público evangélico, com música gospel ao vivo e abertura para pregações. O empresário procura uma banda que possa se apresentar no local.

"Desde do início de 2013, esse projeto já existe. Minha ideia era colocar uma banda e deixar um espaço aberto, para dar uma palavra, se expressar, mas não deu certo. Queremos uma banda para dar certo", explica.

A religião percorreu toda a história de sucesso de Moisés. Ele atribui a Deus todas as forças para o empreendimento caminhar. E o restaurante, foi a concretização de uma promessa de Deus.

"Acredito que uma das forças para eu ter o que tenho é Deus. Uma vez eu trabalhando, um pastor me disse que eu seria dono de onde eu trabalhava. E após um ano foi concretizado a profecia dele. Hoje, estamos aqui por promessa de Deus na minha vida", finaliza.




Fonte: G1
---------

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pastor, ex-travesti, Júlio Santana testemunha conversão na República Dominicana

Júlio César Santana hoje pastor evangélico da Igreja Ministério Internacional Transformados por Cristo, na República Dominicana, em reportagem testemunha a sua transformação de vida, afirmando que é possível através da ajuda de Deus em Cristo Jesus abandonar a vida de travesti. 

Um jovem de 37 anos da cidade de San Pedro de Macoris, na República Dominicana vem chamando a atenção da imprensa após dar testemunho em um canal do país, testificando que é possível abandonar a vida de travesti e mudar de vida com a ajuda de Deus.

Em reportagem a um programa do canal Zona 5, Júlio César Santana conta sua conversão, antes conhecido como “Nicole”, para um novo homem. Santana disse que havia se envolvido em drogas, prostituição, foi vitima de maus-tratos e abusos sexuais a ponto de quase ser morto por um de seus agressores.

Júlio César abandonou a vida de homossexual, como relata no vídeo (editado há pelo menos 5 anos) e hoje como pastor e pregador da Palavra de Deus, vem através do seu testemunho fazendo com que o Espírito Santo do Senhor toque na vida de alguns amigos homossexuais que levam a mesma vida que ele tinha e façam a escolha como Júlio de mudar de vida, com a orientação do Evangelho do Senhor Jesus. Hoje pelo testemunho de Júlio cerca de 60 jovens estão sendo evangelizados e muitos já abandonaram a vida que levavam para seguir os ensinos do Evangelho do Senhor Jesus e se tornarem novas criaturas, afirma o pastor Isaac Pimente (foto)do Ministério Internacional Transformados por Cristo.

Hoje o pastor Júlio é casado com Belkis Jiménez que compartilhou a sua dificuldade no começo da sua relação com um ex-travesti, mas pela graça de Deus estão casados. Apesar de muitas pessoas não acreditarem na transformação de vida, questionando a vida íntima do casal, Belkis testifica da virilidade do marido, acrescentando que Jesus transforma a vida de um ser humano.

A renúncia da vida homossexual segue sendo um tema polêmico e muito debatido, pois segundo o psiquiatra César Mella, “ser gay não é uma doença, mas uma preferência sexual e embora alguns decidam abandonar, pode não desaparecer sua condição de homossexualismo”.

Júlio Santana, agora pastor no Ministério Internacional Transformados por Cristo, disse que o início de sua conversão, deu-se quando procurou um hospital para ser atendido e foi descriminado pela sua condição sexual. Uma mulher com o nome de Cristiana se compadeceu da condição de Julio e disse “aqui tem um jovem homossexual que necessita de Deus e disse: Cristo te ama!”.

As palavras impactaram no coração do ex-travesti que decidiu a partir daquele momento entregar sua vida a Jesus e servir a obra como pastor evangélico.

O vídeo divulgado pelo Canal 5 apresenta declarações da mudança na vida de Júlio. Assista:




Fonte: Inforgospel
------------------

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

De ‘xerife’ do tráfico a pastor da UPP

Preso na Unidade Prisional do Puraquequara, José Eduardo Marques gravou o quinto DVD gospel ao vivo, dentro da prisão

Considerado e respeitado como um dos “xerifes” do sistema prisional do Amazonas, o hoje pastor José Eduardo Viana Marques, 40, que está preso na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), gravou esta semana o seu quinto DVD gospel e mudou a rotina da unidade prisional. “Hoje eu sei o que um pai sente quando perde um filho, eu sei o que é vender drogas para uma criança. Hoje eu vejo a desgraça que eu fazia na vida dos outros”, revelou o pastor.

A gravação contou com a participação de aproximadamente 400 detentos, 200 familiares e a presença do secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Louismar de Matos Bonates, e do diretor da unidade prisional, Enderson Passos Navegante.

Em meio a um forte sol, Eduardo chamava os detentos para participar da gravação e se aproximar de uma tenda, montada no pátio da UPP. “Podem se aproximar meus irmãos, não tenham medo, antigamente nós aparecíamos na televisão sendo humilhados, agora vamos aparecer louvando a Deus, como homens novos”, dizia.

Acompanhado pela banda “Festa no céu”, formada por músicos que também são presidiários, o pastor iniciou a gravação agradecendo a presença das autoridades. “Essa é minha sétima cadeia e é a primeira vez que eu vejo um secretário entrar aqui no Puraquequara. Eu ia trazer uma banda pra tocar comigo, mas aqui dentro nós temos muitos talentos e que agora vão tocar para glorificar o nome de Deus”, revelou.

O pastor informou que as músicas, sendo a maioria em ritmo de forró, são de autoria própria em parceria com alguns amigos e, quando iniciou a gravação, o que se viu foi a participação de todos. Muitos orando, louvando e dançando, embalados e liderados pelo pastor.

“Sei que muitos ainda não acreditam na minha conversão, mas eu não preciso provar nada para o homem, mas sim para Deus. Quero sair daqui e dar meu testemunho de vida, pois acredito que vai salvar muita gente”, declarou o pastor, que na capa de um dos DVDs gravados fez questão de incluir a seguinte passagem bíblica: “Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo” (Hebreus 13:3).

Saiba mais - Benefícios

O diretor da Unidade Prisional do Puraquequara, Enderson Passos Navegante, que está há um ano à frente da unidade, informou que essas atividades contribuem muito para o comportamento dos detentos. “Essas atividades ajudam a manter a paz e o bom comportamento dos detentos. Aqui nós recebemos pastores, padres, pastoral carcerária e eles fazem a opção do que seguir. Trazer a palavra de Deus é sempre bom”, disse.

Em números

8.574 detentos fazem parte do sistema prisional do Estado. A capacidade é de 3.871, o que apresenta um excedente de 4.703 detentos. Nas unidades prisionais da capital são 5.765 presos, com 2.858 vagas, o que representa um excedente de 2.907 internos.




Fonte: A Crítica
----------------

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Religião é única alternativa a facções, diz ex-preso que virou pastor

O que sente um preso ao sair de Pedrinhas, presídio em São Luís que está entre os mais violentos do Brasil, palco de decapitações e de 62 mortes nos últimos 12 meses?

Marcelo Jorge Araújo Rodrigues, que em novembro passado deixou o presídio ao encerrar sua segunda temporada atrás das grades, surpreende na resposta: "Fiquei triste".

A explicação para o sentimento, diz ele, tem a ver com o fato de que, pouco antes de sua captura, ele se tornara um pastor evangélico.

"Saí e senti saudades dos irmãos que ficaram lá presos, a quem pregava, que me escutavam. Aquilo tudo foi muito doído", conta.

Na primeira vez que deixou a prisão, porém, Rodrigues diz ter se sentido de outra forma. Ele estava preso – também em Pedrinhas – desde 2005 por assalto.

Queria tanto sair da cadeia que, em 2008, ao receber uma autorização judicial para passar as festas de fim de ano com os sete filhos, não voltou mais. "Parecia que tinha nascido de novo".

Segundo crime

Foragido, em pouco tempo cometeria outro crime, ao esfaquear seu sogro até a morte. "Estava drogado, só fiquei sabendo o que tinha feito no dia seguinte." Apesar disso, não foi achado pela polícia e seguiu em liberdade.

Foi só então que ele diz ter tomado a decisão que, segundo ele, mudaria o curso da sua vida: converter-se à Igreja Evangélica Unidos por Cristo.

E por quê? "Por cansaço da vida do crime, por não compensar e não valer nada. E o chamado de Deus."

Rodrigues logo abriria o seu próprio templo em São Luís, uma casinha de madeira sob uma ponte que cruza o rio Anil, na favela do bairro Jaracati.

A BBC Brasil visitou a igreja, batizada de Fogo Puro, com capacidade para cerca de trinta pessoas. As paredes são forradas com papel amarelo; o teto, com papel azul.

As cerimônias contam com uma banda com dois violões, teclado, bateria e outros oito instrumentos de percussão. Para manter a casa limpa, pede-se aos fiéis que deixem os sapatos na entrada. O capricho no templo contrasta com o entorno, onde lixo, ratos e excrementos se acumulam sob as tábuas que conectam as casas sobre o mangue.

Rodrigues diz que, após erguer a igreja, em 2009, pôs fim a uma trajetória iniciada aos 12 anos, quando começou a se envolver com uma gangue por "influências".

O primeiro assalto, diz ele, ocorreu aos 15, poucos anos após largar a escola, na quinta série. Às vezes, era pego pela polícia. As capturas, segundo Rodrigues, eram seguidas por sessões de tortura para que confessasse os crimes e delatasse companheiros.

"Já fui levado para o mato, amarrado, pendurado de cabeça para baixo no abismo, já fui torturado dentro do tanque, apanhei muitas ripadas na cabeça e não podia colocar a mão, que aumentava de dez em dez."

Certa vez, diz que um policial "arrebentou" seu céu da boca com um fuzil. Também afirma ter passado pela "tortura do saco": "colocam um saco na tua cabeça, tu desmaia, jogam água. E todo tempo naquela opressão, pensando que vai morrer."

As piores lembranças, porém, são das duas vezes em que diz ter tido unhas removidas com alicate. "É uma sensação de arrancar um pedaço da gente estando vivo".

Mesmo assim, afirma ter resistido à violência sem abrir a boca, respeitando a regra entre os criminosos que pune delatores com a morte. E como tampouco confessava os crimes, diz que sempre acabava liberado por falta de provas.

Rebelião

Após o assalto em 2005, no entanto, Rodrigues foi finalmente condenado e levado a Pedrinhas pela primeira vez. Logo de cara enfrentou uma rebelião, em que os presos cobravam melhores condições.

Naquele momento, diz ele, "o medo não é dos detentos: o medo é a polícia invadir e matar todo mundo, como no Carandiru", diz Rodrigues, citando o massacre em outubro de 1992 na antiga Casa de Detenção de São Paulo, quando 111 presos foram mortos.

Rodrigues ainda enfrentaria em Pedrinhas muitas outras rebeliões – e intervenções policiais. "Invasão é choque, gás de pimenta, tiro de borracha. Atiram nas pessoas sem nenhum respeito. Para eles a gente não é nenhum ser humano, é bicho."

"Isso transforma o homem, que já está preso como animal, e ele fica mais revoltado."

Após o primeiro motim, Rodrigues diz ter sido deixado numa quadra sem cobertura por quatro dias, sob sol e chuva. Com o tempo, adaptou-se às novas condições e incorporou o código de conduta dos presos, inclusive atacando "jacks" (estupradores), "caguetas" ou "X9" (delatores).

Esses detentos, segundo ele, eram punidos com a morte. "Era a lei imposta dentro do presídio, a lei do crime, e eu vivia na lei do crime naquele tempo."

Conversão

Depois que se tornou pastor, porém, Rodrigues diz que passou a rejeitar todas as punições do código da prisão.

Ele afirma que, se evangélicos voltam ao crime, é porque não se converteram para valer. Mas sempre há uma nova chance, diz o pastor, que cita passagens bíblicas que garantiriam o perdão divino a convertidos a despeito de pecados prévios: "Nenhuma condenação há para os que estão em Jesus". "Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo".

Em março de 2013, quando já construíra sua igreja e atuava como pastor, Rodrigues foi capturado pela polícia pela morte do sogro e para cumprir o resto da primeira condenação e levado a Pedrinhas outra vez. Na época, jornais de São Luís relataram que a polícia havia prendido um "bandido que se passava por pastor".

"Eles discriminaram minha imagem, não acreditando no Evangelho." Ainda assim, Rodrigues recortou todas as reportagens e as guarda numa pasta vermelha. De tempos em tempos, exibe-as para os fiéis para mostrar "que é possível deixar o crime para trás".

Na segunda passagem por Pedrinhas, ele diz ter convertido mais de 30 presos. E mesmo após sair em liberdade condicional em novembro, enquanto aguarda ser julgado pela morte do sogro, continua frequentando o presídio para celebrar cultos.

Rodrigues diz que, além de permitir que os presos passem uma borracha nos seus erros, "confessar Cristo é o único caminho se o homem decide sair de uma facção ou outra".

Só assim, afirma ele, as cinco gangues que dividem o controle de Pedrinhas permitem que um integrante deixe o jogo – desde que o faça de maneira definitiva. Rodrigues se diz seguro quanto à sua decisão. "Fiz um voto diante de Deus que é melhor ele me preparar e me levar logo do que eu voltar a comer o mesmo vômito que comia no passado".

Ainda assim, caso seja condenado e tenha de voltar a Pedrinhas, ele se diz "preparado para voltar como um homem de Deus para pregar a palavra, sem medo".

'Garantia da normalidade'

A BBC Brasil pediu entrevistas com representantes do governo maranhense para tratar das denúncias de Rodrigues quanto à violência que teria sofrido dentro e fora de Pedrinhas.

O governo optou por responder por e-mail, dizendo que "o trabalho da Polícia Militar é de garantir a normalidade no sistema penitenciário maranhense, fazendo a segurança dos presos e realizando revistas para evitar a entrada de drogas, armas e celulares nas unidades prisionais".

Segundo o governo, todo o trabalho dos policiais é acompanhado por órgãos de Justiça e de defesa dos direitos humanos.

O Estado não se pronunciou sobre as acusações de tortura fora das prisões nem sobre os crimes cometidos entre os presos.




Fonte: BBC Brasil
----------------

sábado, 19 de outubro de 2013

Assista o comovente testemunho do evangelista sem braços e pernas Nick Vujic

O evangelista australiano Nick Vujicic, conhecido mundialmente por seu testemunho de superação, concedeu uma entrevista recentemente ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, falando sobre sua vida.

Nick, que nasceu sem braços e pernas devido a uma doença genética chamada tetra-amelia, superou as estatísticas ao vencer a fase da gestação – quando a maioria dos fetos que sofrem com tetra-amelia falecem – e também os primeiros dias de vida, quando os nascidos com a doença morrem devido a problemas pulmonares.

Nick Vujicic disse ao repórter Luiz Gustavo que por muito tempo se perguntou e questionou a Deus o motivo de aquela doença genética ter ocorrido com ele, e que chegou à conclusão de que sua missão era compartilhar a história de fé e superação com outras pessoas.

O evangelista, que recentemente tornou-se pai, já escreveu livros, viajou a mais de 59 países para contar sua história em eventos lotados, e pratica esportes radicais que muitas pessoas sem problemas físicos não conseguem, como mergulho, salto de paraquedas, cavalgadas e skate.

“Eu não estou esperando braços e pernas para ser feliz, para ser completo”, disse Nick, que mora nos Estados Unidos e já participou de um filme e também foi entrevistado por Oprah Winfrey, a apresentadora de talk show mais popular do país.

“Sempre existe uma saída, e é nesta luta que as melhores lições são aprendidas”, comenta o evangelista. Assista no vídeo abaixo, a íntegra da reportagem que mostrou parte do testemunho de Nick e também de sua rotina:




Fonte: Gospel+
-------------

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ex-gay diz que encontrou Deus na Parada Gay e quer prevenir jovens contra promiscuidade e drogas

O ex-humorista Ricardo Tofanelo que intrepretou o travesti Judith no programa Chupim, revelou em entrevista à Veja SP, que se converteu em uma parada gay e hoje é pastor.

Ricardo, da Igreja Plenitude to Trono de Deus, disse que está prestes a lançar um documentário em DVD "Do Rosa ao Choque" para contar o seu testemunho de conversão.

O ex-humorista contou que tem o objetivo de alertar os jovens para não caírem na promiscuidade e drogas.

“Minha vida é escandalosa”, disse ele que gastava R$ 2.800 por mês em cocaína. “Tive caso com ator global, ex-BBB, cantor... E quero passar minha experiência aos jovens, para que não caiam nas drogas e na promiscuidade”, afirmou à publicação.

Sua conversão veio quando, durante uma Parada Gay, ele pediu para tocar uma música gospel e através disso Jesus tocou seu coração.

“Tinha assinado contrato para desfilar num dos trios. Se faltasse, pagaria multa de 40 000 reais. Exigi tocar uma música gospel, Faz um Milagre em Mim. Quando ouvi, Deus me libertou de drogas, sexo...”

Ricardo também diz que virou fiel depois que, fugindo da polícia entrou em uma igreja evangélica. “Gastava 2.800 reais por mês em cocaína. Um dia, achei que a polícia iria me pegar e me refugiei num culto às 7 horas. Aí, virei fiel. Mas encontrei Deus mesmo na Parada Gay.”

Apesar de sua conversão, Ricardo não deixa claro se admite que o homossexualismo é pecado, mas diz que não tem mais vontade de ter relações como homens.

No dia 13 de junho ele divulga que vai ministrar em um culto na igreja inclusiva Comunidade Cidade de Refúgio, fundada pelas missionárias lésbicas Lanna Holder e sua esposa Rosania Rocha.



Fonte: The Christian Post
---------------------

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ex jogador do Vasco larga boemia e vira pastor da Assembléia de Deus

Jogador largou o álcool e não faz sexo há mais de dois anos.

Difícil se esquecer de Valdiram. O polêmico atacante que jogou no Vasco em 2006, antes tinha seu nome associado a drogas, mulheres e bebidas. Hoje, sete anos depois, tudo mudou na vida do matador que virou religioso e parou de beber, usar drogas e até de fazer sexo. No Bonsucesso, o jogador da a volta por cima na sua vida.

O jogo virou para Valdiram. Antes ele era conhecido pelo “mal caminho” que seguia. Mas as coisas mudaram. O atacante chega de terno e gravata no treino e até tenta fazer com que os companheiros de time sigam o caminho de Deus, assim como ele. Membro da Assembléia de Deus no bairro do Éden, comandada pelo pastor Marcos Pereira, sua vida mudou.

Ele garante que não bebe bebida alcoólica há dois anos, mesmo tempo que não faz sexo. Segundo Valdiram, nem beijo mais ele tem dado e só vai beijar quando a escolhida pelo Espírito Santo aparecer. O atleta sai todos os dias a noite, mas não é para a balada. Seu destino é o monte Santa Cruz da Serra, local onde ele deixa toda a maldição.

Reserva no Bonsucesso, Valdiram ainda não marcou com a camisa do clube, mas isso não lhe da dor de cabeça. Experiente, o atacante já atuou por 20 clubes em sua carreira e garante que isso lhe deu tranqüilidade. No período que ficou afastado do futebol, ele disse ter ajudado a retirar viciados de crack das favelas e levá-los ao projeto do pastor Marcos Pereira. Com uma missão mais tranquíla, o matador espera levar sua equipe a final do primeiro turno.

Com mais polêmicas do que partidas boas, Valdiram ganhou fama pela artilharia na Copa do Brasil em 2006 com a camisa do Vasco. Depois rodou o Brasil, sempre colecionando polêmicas. Foi acusado de estupro, agressão a uma mulher, fugas de concentração e faltas a treino. Durante sua passagem pelo Central, foi dispensado por promover uma festa e andar nu pela concentração. Histórias de um passado distante.



Fonte: Agência Futebol Interior
-------------------------

sábado, 16 de março de 2013

Ex-viciado em heroína hoje é pastor e ajuda na reintegração de ex-criminosos à sociedade

Até 25 anos de idade, Steve Upshur era alcoólatra e viciado em heroína. Tendo experimentado também outras drogas, e acabado por morar nas ruas, Upshur teve sua vida completamente mudada por Deus, e hoje é pastor evangélico. Nascido e criado no lado oeste de Detroit, Michigan, em um bairro afro-americano, ele e sua família de seis irmãos eram uma das poucas famílias caucasianas na área.

Upshur contou seu testemunho de vida ao The Christian post, revelando que ingressou no mundo das drogas aos 12 anos, fazendo uso de álcool e remédios.

- Eu estava entediado e queria um pouco de emoção. Estava doente da monotonia. Então eu comecei a roubar pílulas da farmácia da esquina e uísque no escritório do meu pai – relatou ao The Christian Post.

Com a idade de 13, Upshur já estava roubando carros, e aos 14 anos decidiu fugir de casa, porque não queria mais seguir as regras de seus pais. Ele pegou carona carregando duas facas, dois pares de jeans, um par de cuecas, um par de meias e 3 dólares. Com o tempo, o uso de álcool, heroína e maconha se tornou seu modo de vida e isso levou a perder sua casa e morar nas ruas. Ele conta que seu primeiro contato com a maconha foi em um bar em São Francisco.

Ele acabou em Detroit aos 16 anos foi preso pela primeira vez por venda de drogas. Logo que entrou em liberdade condiciona voltou a vender drogas, e esse ciclo de prisão e consumo de drogas se tornou uma constante em sua vida.

- A maconha é uma droga de passagem. Isso leva a drogas mais fortes – afirmou, completando que aos 17 anos já havia experimentado heroína, mesmo tendo sempre falado que jamais experimentaria a droga, por conhecer seus efeitos devastadores.

A vida de Upshur mudou em 1974, quando, aos 25 anos de idade, teve um encontro com Deus no centro de Oklahoma City. Enquanto estava na prisão, um preso havia dito a ele sobre “A Casa de Jesus”, e aso sair da cadeia procurou o local de onde o colega de cela o falou e encontrou um lugar administrado por duas mulheres cristãs. Havia cerca de 30 pessoas no local, entre eles viciados, moradores de rua, prostitutas e pessoas de outras esferas da vida, que muitas vezes eram desprezados pela sociedade.

Ele relata que foi nesse local que um homem disse a ele que podia provar que Jesus é real, e que se ele desse sua vida a Ele, ela seria transformada. Ele conta que saiu daquele lugar e depois de 3 meses teve uma experiência que mudou completamente a história da sua vida.

- Deus falou comigo em uma voz audível e me disse que estava vivo. Ele me mostrou todos esses demônios em uma visão, e me assustou. Este mundo espiritual se abriu e me assustou – relatou, explicando que depois disso voltou à “Casa de Jesus” onde contou sobre sua experiência. Ao contar o que vivenciou, recebeu a resposta de que todas aquelas pessoas estavam orando por ele durante os três meses, para que ele fosse salvo.

Depois disso ele foi a um culto, e conta que começou a ter sua vida completamente mudada.

- Meu corpo começou a tremer e suei copiosamente. Senti a profundidade o amor de Deus sobre mim – compartilhou Upshur, que completou: – De repente comecei a pensar claramente, pela primeira vez em 20 anos.

Ele acabou em Detroit como uma pessoa mudada, e com uma ânsia de chegar a outras pessoas que estavam em busca de esperança. Ao longo dos anos, começou a realizar estudos bíblicos para jovens no lado leste de Detroit. Como as pessoas começaram a frequentar os estudos bíblicos, o grupo evoluiu em uma igreja, apesar de não haver nenhum plano para isso. Upshur chamado da igreja “The Breadline”.

Em 1980, ele organizou o “Nova Vida”, programa de TV que durou 15 anos, e começou a trabalhar dentro de prisões. Ele também evangelizou nas ruas e se entre moto clubes de foras da lei.

Hoje, o pastor Upshur recebe missões grupos para sua igreja em uma base regular e também oferece moradia para ex–criminosos, ajudando-os a se reintegra na sociedade. Além desse trabalho local, fiéis de sua igreja muitas vezes partem também em viagens de missões de para o Haiti.



Fonte: Gospel+
-----------

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ex-BBB, Natália Nara, se converte na Igreja Bola de Neve

Se pudesse voltar ao tempo, Natália Nara jamais teria topado entrar no “BBB 5”. Destaque da atração que revelou Grazi Massafera, a cearense, que chegou a ganhar o título de a Iracema de Fortaleza, leva hoje uma vida hoje de arrependimento. Ela se nega a falar ou ser reconhecida pelo programa e chora todas as vezes que lembra do ensaio nu que fez para a “Playboy”.

Desde que se converteu à Igreja Bola de Neve, Natália deixou de lado o sonho de se tornar atriz e passou a fazer caridades e pregar a palavra de Deus, segundo contou sua mãe à coluna. “Ela não quer mais saber de ‘BBB’, mas o que ela mais lamenta é o fato de ter posado nua. Ela chora só de lembrar. Esse programa só fez mal a ela e atrapalhou os estudos”, diz dona Neide.

No reality da Globo, Natália integrou o grupo rival dos queridinhos Jean, Grazi e Pink. Assim como os demais companheiros, deixou o programa com fama de má. O ensaio para a “Playboy”, que ela tento rejeita, foi importante para a morena investir na carreira de atriz no Rio, onde morou por cinco anos, e comprar uma casa para a mãe em Fortaleza.

Mas tudo mudou quando Natália conheceu a religião, em 2007, através de um empresária na época. “Quando me dei conta da besteira que eu fiz (a revista ‘Playboy’), me arrependi e passei a andar no caminho de Jesus”, testemunhou Natália, num vídeo publicado no Youtube.

Casada desde julho com um membro do Bola de Neve, Natália Prada (como se chama atualmente) finaliza sua faculdade de Jornalismo e quer seguir como pastora em São Paulo, onde mora atualmente. Longe da fama, ela se dedica ainda à pastoral de comunicação da sua igreja, onde apresenta um programa de notícias. “Agradeço a lembrança, mas não tenho mais nada a falar. Tem outros BBBs mais recentes para vocês entrevistarem”, respondeu Natália, ao ser procurada pela coluna. Nem precisa dizer que ela vai passar o carnaval bem longe da folia, não é?


Fonte: Extra Globo
---------------

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Angus T. Jones, o Jake do "Two and a Half Men" conta a história de sua conversão

Angus T. Jones é conhecido por interpretar Jake Harper na série Two and a Half Men. O ator começou a carreira ainda quando criança, aos quatro anos de idade. Na época, tudo não passava de diversão, brincadeira de um menino que saiu do Texas com os pais para morar na Califórnia. O objetivo de atuar era aparentemente simples: juntar dinheiro para pagar os estudos, em um colégio cristão, inclusive.

O tempo passou e, hoje, T. Jones não se dedica mais às gravações da série. O jovem conta sua história e como Deus trabalhou na sua vida. Angus se converteu, foi batizado com o Espírito Santo e não é mais um “homem pela metade”. Ver e ouvir do próprio jovem sua história de conversão e vida é inspirador. 

Vale a pena assistir!


Fonte: Editora Ultimato
----------------------

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Blog do bispo Edir Macedo mostra ex-padre que se tornou pastor da Igreja Universal

Cleiton D. Siqueira relata que sofreu perseguição não só do Vaticano mas também de sua família que era tradicionalmente católica

O bispo Edir Macedo publicou em seu blog o testemunho de um ex-padre que hoje é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus na República Dominicana.

O pastor Cleiton D. Siqueira relata que nasceu em uma família tradicionalmente católica que o incentivou a se envolver com os trabalhos da Igreja Católica e a se tornar padre, passando por todos os processos de preparação para assumir esta função.

Porém, mesmo sendo um sacerdote ele tinha sérios problemas de saúde, sofrendo com perturbações espirituais, foi ai que ele começou a conversar com uma senhora que trabalhava para ele durante o período em que ele esteve servido no estado de Minas Gerais. Ele nunca imaginaria que tal senhora era membro da Igreja Universal.

Tempo depois Cleiton foi transferido para Goiás e ali foi orientado por seu diretor a procurar ajuda com psiquiatras e até na parapsicologia, mas nada adiantou. Ele continuava tendo problemas de saúde e de ordem espiritual.

Aquela senhora continuava orando por ele, sem ele saber, e colocando seu nome nas campanhas de oração que fazia na Igreja Universal. “Ela me disse que sempre ungia minhas roupas com azeite de Israel e colocava o sal consagrado na minha comida”, relata o ex-padre.

Demorou um pouco para que ele se abrisse para a mensagem do evangelho passando a ter interesse em trocar de religião. “Foi uma luta interior gigantesca, mas consegui tomar a atitude e sair. Havia três meses que passava na porta da IURD e não entrava, com vergonha, pensando que se algum paroquiano me visse entrar estaria perdido, porque ninguém sabia ainda que eu estava ouvindo, todas as noites, a palavra do bispo Macedo na rádio da igreja”.

A mudança de religião trouxe muitas conseqüências, entre elas o desprezo da família e as ameaças vindas por parte do Vaticano. “Quando a cúpula ficou sabendo, por intermédio da minha família, que eu havia me batizado na IURD, todos ficaram furiosos e ameaçavam dizendo para tomar cuidado com minhas palavras”, lembra.

Cleiton conseguiu ter forças para enfrentar todos esses obstáculos e seguiu em frente com a sua decisão, se batizando e passando a se envolver com os trabalhos da Igreja Universal onde conheceu sua esposa.



Fonte: Gospel Prime
-----------------

sábado, 5 de janeiro de 2013

Cantora evangélica Eyshila desabafa sobre luta contra drogas do marido, hoje, pastor

A cantora Eyshila contou detalhes do início do seu matrimônio surpreendentes. Em seus primeiros anos de casada, a cantora vivenciou uma luta desenfreada com seu marido por seu vício em drogas.

Eyshila, mais nova contratada da Central Gospel, dirigida pelo pastor Silas Malafaia, diz que chorou todas as noites durante seu primeiro ano matrimonial, num emocionante relato divulgado pelo site da Igreja Batista Lagoinha.

Aos 17 anos, Eyshila conheceu Odilon Santos, hoje pastor. Segundo o site, depois de um tempo em que se conheceram decidiram namorar, mas foi nesse momento que as lutas começaram.

“Para mim era um sonho se concretizando, mal sabia o que me aguardava. Com o passar do tempo fui percebendo algumas atitudes diferentes. Ele faltava a alguns compromissos, chegava atrasado, e às vezes percebia um cheiro diferente na sua roupa, como de cigarro”, detalha a cantora.

Após um ano de relacionamento, ela descobriu que Odilon era viciado em drogas. A família dele procurou Eyshila e explicou tudo sobre o vício do namorado. Ela decidiu continuar o relacionamento.

“Não contei nada a ninguém e fui suportando a situação, mas com o passar do tempo as pessoas foram percebendo”, explica.

Odilon Santos se internou em uma clínica, e após a saída dele e melhora o casal decidiu se noivar, tendo o apoio da família. Porém o jovem teve uma recaída, e o relacionamento terminou.

Após a separação, Eyshila também se afastou de Deus, e conta que se rebelou. “Foi um tempo em que eu me afastei da presença de Deus e me rebelei. Fui conhecer o ‘mundo’ mesmo cantando no grupo Altos Louvores. Passei a ter uma vida dupla. Era como se a minha revolta estivesse superado o meu temor a Deus. Cantava na igreja e depois dançava na boate (É triste porque isso acontece muito hoje na Igreja)”.

Em determinada ministração, a amizade com Fernanda Brum, outra cantora gospel, começou e a vida espiritual de Eyshila começou a tomar outro caminho.

Após 2 anos de separação de Odilon, ele a procurou pois estava à procura de uma esposa. Então começaram a buscar de Deus uma confirmação para este relacionamento.

“Quando ele recebeu a resposta de Deus, resolvemos nos casar. Faltavam dois meses para unirmos as alianças, quando ele teve novamente outra recaída. A pior de todas. Não contei nada a ninguém e me casei acreditando na promessa que Deus estaria conosco”.

No dia 9 de dezembro de 1995, Eyshila e Odilon entraram em matrimônio. “Desta data até completar um ano de casada, chorei todas as noites. Logo quando nos casamos ele disse: ‘Já tentei sair das drogas, tentei, e não vou conseguir sair nunca. Então você decide ficar casada com um viciado ou se separa. Não vou largar as drogas. Eu gosto e me sinto bem. Tanta gente no meio artístico consegue continuar vivendo assim, então, vamos conseguir.’”

Segundo o site da igreja, Eyshila não aceitou essa situação e resolveu consagrar totalmente seu lar a Deus, mesmo sabendo que seu marido estava usando cocaína. No meio de tudo isso, Eyshila recebeu convite de gravação de seu primeiro CD, pela MK Music.

“Uma das músicas que estaria no novo CD seria a canção “Tira-me do vale”. Então fui ao banheiro da gravadora e disse a Deus: “Como eu vou cantar essa música se ela ainda não é verdade na minha vida? Como vou cantar essa canção se eu tenho vivido no vale desde o início do meu casamento? Dá-me um sinal de que há esperança. Eu não aguento mais!” relata.

Entretanto, depois disso, a cantora disse ter tido novas experiências. “Senti que Deus faria algo. Então cheguei em casa de madrugada e ele novamente não estava (geralmente estava no morro neste horário). Mesmo não o vendo no nosso lar, senti uma confiança no coração.”

Eyshila disse que foi tocada pelo Espírito Santo para orar por seu marido. “O Espírito Santo me tocou para orar pela vida dele. Fiquei em oração por ele.”

Segundo ela, seu marido havia voltado em uma madrugada depois de ter decidido morrer e lhe implorou para orar por ele. “Eyshila, é para você orar pedindo a Deus para me levar ou me libertar, porque do jeito que estou eu não aguento mais”, contou a cantora.

Depois desse momento, veio a transformação. Odilon nunca mais usou drogas. Ele foi consagrado a diácono em sua congregação e depois a pastor.

“Fui até a casa de sua mãe, e vi que estavam todos reunidos. Havia muita alegria e presença de Deus na casa. Olhei para o Odilon e vi que ele era outra pessoa. Havia sido renovado no Espírito Santo e liberto de tudo.”

Odilo, hoje, dirige uma filial da igreja e tem a colaboração de Eyshila com o trabalho ministerial.

Eyshila gravou recentemente seu CD “Jesus, o Brasil te adora”. Na música Profetiza, a cantora homenageia os pais de Odilon por tudo o que passaram também nessa luta de anos contra as drogas do filho, e todas as pessoas que passaram por situações semelhantes.



Fonte: The Christian Post
-------------------

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ex-traficante se converte na cadeia, vira pastor e abre casa de recuperação para viciados

Ex-traficante e ex assassino, Pedro Martín Núñez, convertido ao Evangelho e atualmente pastor no México, conta sua história de vida e como a palavra de Deus o tirou do narcotráfico.

Sua história no crime começou em sua infância. Pedro ficou na prisão até os 11 anos com sua mãe que foi presa por esfaquear o pai. Durante este período, ele conta que aprendeu maus hábitos que o levou a seguir sua adolescência no mundo do crime.

“Escolhi participar de uma gangue e logo passei a vender drogas”, comenta o atual pastor que além de traficante havia se tornado um assassino.

A vida de crimes logo o levou de volta para onde havia passado quase toda sua infância. Com 16 anos, Pedro foi condenado e sentenciado a 10 anos de prisão.

Nesta segunda prisão, Pedro pôde conhecer um grupo de cristãos que realizava missão nas cadeias mexicanas e levava o Evangelho aos encarcerados. Este grupo lhe apresentou a Jesus e ali, Pedro teve seu encontro com Deus.

O ex-traficante que viu sua vida mudar a partir da quele momento, começou um novo caminho. "Há apenas duas soluções: a Bíblia ou morte", essa é filosofia do homem que agora aos 35 anos após cumprir sua sentença e receber sua libertação, começou a testemunhar para outros criminosos e viciados. Ele dá agora a outros a oportunidade que ele encontrou.

De acordo com Acontecer Cristiano, a cidade em que Pedro vive as mortes por envolvimento com droga superam 3.000 pessoas por ano. Segundo o ex-traficante, os líderes de gangues ameaçam os integrantes para que eles permaneçam no crime.

"Eles arriscam muito. Na primeira tentativa, eles cortam sua mão. Em seguida, será um pé. Depois matam”, comenta.

Atualmente o ex-traficante que viveu no mundo crime por 21 anos, lidera uma congregação na cidade de Juarez, uma das mais perigosas do México. O atual pastor ainda fundou uma organização que dá suporte a pessoas que querem deixar as drogas e ex- detentos. Seu objetivo é usar vidas transformadas para transformar outras.

“Eu tenho Cristo em meu coração e você também deve procurar”, declara Pedro.



Fonte: The Christian Post
---------------------

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

“Vovó do pó” se converte e agora combate o vício

Ela comandou oito bocas de fumo entre BH e Ribeirão das Neves nos anos 1970 e 1980. Hoje, Leida Batista atua como missionária em penitenciárias e em uma igreja na capital

Da primeira impressão que se tem ao ser apresentado a Leida Gabriel Batista, 60 anos completos em outubro, fica a imagem de uma vovó de antigamente, de coque nos cabelos e saia comprida. Faladeira, a velha senhora recita passagens inteiras da Bíblia. Sabe dizer de cor números dos capítulos e versículos. É difícil acreditar que essa pessoa seja a mesma Vovó do Pó, conhecida também como Baiana, ex-traficante de drogas que, sozinha, chegou a comandar oito bocas de fumo da Vila do Índio, na Região da Pampulha, em Venda Nova, e na Vila São José, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte.

Quando Leida assume o microfone, um ar de desprezo é percebido no público do Culto dos Resgatados, na Igreja Batista da Lagoinha, no bairro de mesmo nome, na capital. O que aquela velhota teria a dizer a jovens tatuados, olhos vidrados, bonés com a aba virada para trás, tentando sair do vício do crack? Em poucos minutos, porém, já está tudo dominado pela ex-Vovó do Pó. Entre cânticos e provérbios, Leida solta o verbo: “Não é lero-lero de Jesus, não! Já cachimbei maconha com pedra, com cinza, com tudo o quanto há. Passava três, quatro dias sem comer, escornada em cima de uma cama.”

Fascinado pelo testemunho, o público delira. Depois de se iniciar nas drogas aos 7 anos e começar a traficar aos 12, Leida Gabriel tem muito a contar. Nas décadas de 1970 e1980, antes da chegada do crack a BH, ela era uma das poucas mulheres a participar do lucrativo negócio de drogas, controlado por homens e adolescentes usados como aviõezinhos para repassar os produtos aos clientes. “Era a época da maconha, do haxixe, da cocaína. Não existia a maldita da pedra. Cheguei até a emprestar a cozinha da casa como laboratório (de refino da cocaína)”, revela.

Condenada por tráfico de entorpecentes, porte de armas, formação de quadrilha e tentativa de homicídio, Leida cumpriu pena na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo. Não deve mais nada. Por onde anda, leva a tiracolo a Bíblia e uma pasta onde estão os registros de internação no Hospital Galba Velloso, em BH, e as fotos dos tempos de traficante (quando chegou a pesar menos de 50 quilos e a perder os cabelos). Exibe ainda o atestado de bons antecedentes, plastificado. 

O documento serve como passaporte para a entrada em presídios como o Dutra Ladeira e a penitenciária de Neves, na Grande BH, onde ela ministra palestras de conscientização de duas a três vezes por semana. Experiente, Leida conversa de igual para igual com os detentos. “Digo a eles que Jesus não vai ficar parado esperando que larguem o treszoitão (revólver calibre 38). Explico que passarinho parado ou é estilingue ou é gaiola. E que com eles é a mesma coisa, ou morrem no tráfico ou vão para a cadeia. Peço para lembrar quantos colegas deles já desceram a sepultura enquanto eles estão seguros dentro da prisão. E termino citando João, capítulo 8, versículo 32: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Do mesmo jeito que veio, o dinheiro fácil do tráfico foi embora. Leida mora hoje em barracão alugado de três cômodos na Favela São José, em Neves. Paga R$ 250 por mês, quase a metade do benefício da aposentadoria especial de um salário mínimo, obtida por ser dependente de remédios controlados. Desde 1974, foi internada cinco vezes para desintoxicação no Galba. Da última vez, em 2001, segundo ela mesma conta, negaram-se a acreditar que Leida havia se convertido e abandonado a vida de traficante. “O médico que me acompanhava brincou comigo: “Meu Deus, agora ela enlouqueceu de vez. A Vovó do Pó virou Vovó de Deus?””, teria dito o doutor. 

Segundo um delegado aposentado da ex-Divisão de Tóxicos, traficantes antigos, de 15, 20 anos atrás, foram presos ou tiveram seus bens tomados pela Justiça. Ele garante que se lembra da Baiana – morena e bem falante. Ela teria perdido um carro confiscado pela polícia com drogas em seu interior. Leida, porém, admite apenas ter “fritado” (para o crack) o barracão de cinco cômodos deixado como herança pelos pais. Recebe R$ 100 do templo evangélico e descola vez por outra o almoço nas casas das amigas da igreja. 

ÁGUAS DO BATISMO

 “No passado, quando via essa mulher vagando pelo bairro, careca, feia, sem dentes, em vez de ter medo eu sentia compaixão”, conta a vizinha Elida Ismael dos Santos, de 71 anos, que, com o marido, o presbítero Antônio Vieira, oferecia café com leite e pão, além da leitura do trecho de Mateus, capítulo 11, versículo 28: “Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos, que eu vos aliviarei”. “Tinha pavor dos crentes, mas na hora em que mais precisei, só conseguia me lembrar da vizinha dizendo que Jesus tinha um plano para minha vida. Meus filhos tinham virado as costas para mim, meus netos tinham medo da avó, a Divisão de Tóxicos ameaçava dar uma batida no meu barraco. Eu estava sem saúde, igual a um defunto ambulante, sem ter para onde ir. Naquele dia, pela primeira vez dobrei meus joelhos no banheiro nos fundos da casa e chorei a noite inteira”, relembra Leida. 

No dia seguinte, 2 de junho de 2000, ela tomou coragem para deixar as dependências da antiga Rua 18, que funcionava como ponto de droga, e seguiu em direção à igreja. Em 2002, desceu nas águas do batismo, como ela mesma diz, depois de enfrentar internações e recaídas. Há nove anos está totalmente limpa, depois de 44 anos de convívio com as drogas. “Sei de gente que me critica por aí. Questionam que depois de todas as maldades que fiz agora ando com a Bíblia embaixo do braço. Não devo mais nada para a Justiça e quem tem de me julgar é Deus. Só ele pode dizer se passei por essa experiência para que hoje pudesse ajudar a resgatar mais almas.”

NOME VERDADEIRO

 “Vovó do Pó, não! Baiana, não! De hoje em diante, exijo ser chamada por meu nome de batismo: Leida Gabriel Batista, a seu dispor”. Com esse apelo emocionado, a mulher encerra seu depoimento na Igreja Batista da Lagoinha. Está dado o recado. Ela agora quer ser só vovó. Quando um filho tinha seis meses e o outro dois anos, Leida partiu para São Paulo, voltando apenas quando os filhos tinham 13 e 12 anos. “O meu mais velho me chama de mãe e o mais novo de Leda. Eles ainda não deixam meus netos sozinhos comigo. De vez em quando, consigo fazer uma comidinha especial ou cortar o cabelo de um deles. Se eu soubesse antes que era tão bom andar assim...”

 FRASES 

"Não é lero-lero de Jesus, não! Já cachimbei maconha com pedra, com cinza, com tudo o quanto há. Passava três, quatro dias sem comer, escornada em cima de uma cama."

"Era a época da maconha, do haxixe, da cocaína. Não existia a maldita da pedra. Cheguei até a emprestar a cozinha da casa como laboratório (de refino da cocaína)."

"Digo a eles que Jesus não vai ficar parado esperando que larguem o tresoitão (revólver calibre 38). Explico que passarinho parado ou é estilingue ou é gaiola. E que com eles é a mesma coisa, ou morrem no tráfico ou vão para a cadeia."



Fonte: Estado de Minas
----------------

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mulher de 108 anos se converte ao Evangelho após filhas orarem por 50 anos e falece dias depois

Uma senhora de 108 anos de idade, resolve aceitar a Cristo após 50 anos de orações de sua filha mais velha, e falece aos 109 anos, depois de se batizar se tornar o símbolo do evangelismo praticado por quase toda uma vida.

Esse é o testemunho de Lula Wallace, que foi contado por suas filhas Virginia Mack e Margaret Cooke ao Christian Chronicle.

Virginia, 66 anos de idade, e Margaret Cooke, 78, revelaram que por décadas oraram pela conversão da mãe, e num dia comum, em que Margaret apenas conversava com sua mãe a respeito da Bíblia, perguntou se ela gostaria de aceitar a Cristo e a resposta foi positiva. “Nós não tentamos forçá-lo sobre qualquer decisão”, declarou Cooke.

Ambas lembram das circunstâncias da conversão de sua mãe e de um comentário feito por ela, momentos antes de decidir entregar-se a Cristo: “As pessoas simplesmente não querem fazer o que Deus quer que eles façam”, disse Lula Wallace.

Trinta anos antes, quando Margaret já orava pela conversão de sua mãe, ela ajudou sua irmã, Virginia, em sua conversão, e as duas passaram a orar juntas pela conversão de sua mãe. “Sinto que Deus me manteve em torno deste objetivo neste tempo por uma razão”, diz Virginia.

Já Margaret acredita que os propósitos de Deus se tornaram mais claros após a conversão de sua mãe: “Acabamos tendo a certeza de que vivemos a vida com Cristo em primeiro lugar como forma de ela saber o que era a vida com Deus”.

Virginia e Margaret levaram sua mãe à igreja que frequentam, em Memphis, e contaram com a ajuda do pastor John Deberry , líder de outra igreja da cidade para fazer o batismo. “Escute, eu não estou fazendo isso por pessoa nenhuma. Eu estou fazendo isso por mim e Deus”, disse Lula Wallace, antes de descer às águas.

No último dia 29/11, aos 109 anos de idade, Lula Wallace faleceu, convertida ao Evangelho. Deixou uma enorme família, formada por 11 filhos, 22 netos, 45 bisnetos e 20 tataranetos. Amanhã, dia 07/12, a família realizará um culto à sua memória.



Fonte: Tiago Chagas no Gospel+
-------------------------

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ex-Dominó Nill, hoje pastor, Lenilson dos Santos diz que não sente falta da fama

Para quem era adolescente nos anos 80 e 90, é impossível não olhar para Nill , ex-integrante do grupo “Dominó”, sem pensar, mesmo que por um instante, nos sucessos "’P’ da Vida", "Companheiro" e "Manequim".

Hoje, 23 anos depois de sua saída da boyband, em outubro de 1989, quando decidiu seguir carreira solo, Nill não é mais um popstar, e se orgulha disso. “Não sinto falta da fama, porque ela trouxe mais aspectos negativos do que positivos para a minha vida. Hoje ocupo meu tempo com a divulgação do Evangelho de Jesus Cristo.”

Aos 42 anos, o ex-cantor é agora pastor da religião evangélica. Formado em Direito pela Universidade do Vale do Paraíba e em Teologia pelo Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba, ele atua também como advogado e professor universitário. Pastor Nill atendeu ao pedido de entrevista do iG e, em um papo sincero, lembrou momentos da carreira, das cobranças do período de Dominó, das boas coisas que viveu ao lado do grupo e dos arrependimentos. “Durante os últimos anos de Dominó, permaneci mais por pressão externa do que por vontade própria.”

Confira o bate-papo a seguir....

iG: Como está sua vida hoje? 
Nill: Estou bem, graças a Deus. Desde que retornei para Cristo em 1993, muita coisa mudou em minha vida. Hoje ocupo meu tempo com a divulgação do Evangelho de Jesus Cristo por todo o país, com meu trabalho voluntário em minha igreja local (Curitiba) e com minha profissão. (Nill é Pastor Voluntário e Líder do Ministério dos Homens da Primeira Igreja Batista de Curitiba e Pastor Voluntário do Ministérios Advogados Cristãos e Amigos).

iG: Está casado? Tem filhos? 
Nill: Já fui casado e não tenho filhos.

iG: Você diz em seu livro “Nill – Nova vida ao lado do Salvador” que foi criado para ser o “homem da casa” e não demonstrar fraqueza. Desde pequeno foi muito cobrado e todos esperavam muito de você. Você se sentia obrigado a permanecer no Dominó?  
Nill: De fato, durante os últimos anos no grupo – quando eu já manifestava o desejo de abandonar a carreira artística – eu permaneci mais por pressão externa do que por vontade própria. Foi difícil mudar de profissão, o que, na época, representou abandonar meu estilo de vida, devido aos contratos firmados e à questão financeira. Eu era bem remunerado.

iG: Deu para ganhar muito dinheiro com o Dominó? 
Nill: Não ganhei tanto dinheiro como as pessoas imaginam, mas, graças a Deus, pude fazer meu pé-de-meia.

iG: No livro você conta também que queria ser médico, que não tinha o menor interesse em música, e que foi obrigado a fazer aulas de violão. Se lembra quando foi a primeira vez que tomou uma atitude por contra própria?  
Nill: Não me interprete mal, eu não fui um robô. Fiz parte do grupo Dominó e me dediquei à carreira artística porque achei que seria bom para mim e realmente foi. Mas essa sensação de liberdade que você menciona, eu realmente só senti depois que entreguei minha vida a Jesus Cristo. Agora, por exemplo, é muito bom responder às suas perguntas porque eu quero e não porque algum executivo me obriga a isso.

iG: Você sente falta da fama? Por quê? 
Nill: Não sinto falta da fama, ela trouxe mais aspectos negativos do que positivos para a minha vida. Na época do estouro do grupo, eu não tinha liberdade, não conseguia ir a lugares públicos sem ser incomodado. Além disso, muitas pessoas se aproximaram de mim pelo meu dinheiro e sucesso, sem se importar com quem eu realmente era. Hoje vivo muito mais feliz do que antes. Ainda sou reconhecido por causa do sucesso que tive na adolescência, mas as pessoas são muito mais respeitosas. O que às vezes incomoda é encontrar pessoas que esquecem que o tempo passou e que já não sou mais aquele adolescente do grupo Dominó. 

Ao lado de Afonso Nigro, Marcos Quintela e Marcelo Rodrigues, Nill ficou famoso nos anos 1980 com o grupo Dominó

iG: Em algum momento vocês se envolveram com drogas ou bebidas? 
Nill: Não, sempre ficamos longe dessas coisas. Não me lembro de ver alguém do grupo bêbado ou drogado.

iG: A fama acelerou sua maturidade? Conheceu sua primeira mulher com quantos anos? 
Nill: O trabalho fez com que eu amadurecesse mais rápido, sem dúvida. Já a precocidade da vida sexual não amadurece ninguém, porque o jovem acaba fazendo uma coisa para a qual o corpo está preparado, mas a mente não entende.

iG: Como estava sua vida no momento em que você se converteu? 
Nill: Estava perdido, sem rumo na vida. É horrível ter tudo o que as pessoas desejam e ainda assim não ser feliz e não ter paz. Eu queria deixar tudo aquilo, mas não tinha forças para agir. Foi então que me lembrei do que havia apreendido quando eu ainda era criança. Percebi que somente uma pessoa poderia resolver esse dilema em que eu me encontrava. Foi por isso que me voltei para Jesus Cristo.

iG: Numa entrevista que você deu no programa do Gugu, você optou por não cantar e não relembrar coreografias da época de Dominó. Sua carreira te envergonha? A religião te proíbe ou reprime o comportamento que você tinha no palco? 
Nill: Foi muito bom ter feito parte do grupo Dominó e sinto orgulho disso. Fiz bons amigos, tive experiências fantásticas e até hoje tenho o carinho de milhares de pessoas. Porém, isso já passou. Não podemos viver do passado. O presente é uma bênção que Deus nos concede a cada dia. Sua pergunta foi oportuna, pois muitas pessoas ainda têm preconceito com respeito ao cristianismo. Se eu fosse um juiz de Direito ninguém acharia estranho o fato de eu me recusar a dançar uma música da minha adolescência. Mas, como sou pastor, imediatamente muitos imaginam que minha fé influencia negativamente a minha vida. Se soubessem que a verdadeira liberdade está em Cristo, suas vidas seriam bem mais divertidas.

iG: Ainda fala com algum dos outros integrantes do grupo? 
Nill: Encontrei-me com o Marcelo no programa do Gugu, faz tempo que não os vejo. Se tem alguma coisa que me arrependo na minha carreira artística é de não ter feito mais amigos.

iG: Como você vê a fama hoje e as celebridades que estão surgindo? 
Nill: Como lemos em Eclesiastes capítulo 1, versículo 9: “Nada há de novo debaixo do sol”. Guardadas as devidas proporções com a década de 80, não vejo novidade alguma. Desconhecidos continuam buscando seus “15 minutos de fama” e a mídia ainda promove pessoas sem qualquer relevância. A beleza é muito valorizada em detrimento do talento. A sociedade se preocupa com a forma e se esquece do conteúdo. Os grandes nomes do meio artístico têm falecido sem deixar sucessores à altura. 

iG: Qual banda você acha que hoje pode ser a substituta do Dominó? 
Nill:  Para substituir o grupo Dominó, a banda teria que ter uma carreira de pelo menos 4 anos de sucesso; ser um grupo que tivesse recebido ao menos 5 discos de ouro e 4 discos de platina; que tivesse participado de pelo menos 4 filmes de grande bilheteria; que tivesse participação frequente nos principais programas de auditório da TV brasileira e fizesse uma média de 200 shows por ano. Desconheço quem preencha esses requisitos.

iG: Algum cantor que você acha que é o Nill de hoje em dia? 
Nill: Também desconheço, mas, nesse caso, é muito mais fácil ser parecido comigo: basta seguir a Jesus Cristo.


Fonte: IG
-------