
As alunas, com idades de 12 a 19 anos, começam a se debater, chutam e viram os olhos. Elas dizem que estão vendo um jovem que estudou na mesma escola e morreu afogado há cerca de 7 anos.
O transe coletivo levou a direção da escola a suspender as aulas por 3 dias a pedido do padre e parapsicólogo José Helio Correia de Freitas. De acordo com o religioso, que esteve em Itatira na última quarta-feira dando uma palestra e atendendo os casos, o tipo de manifestação as adolescentes tiveram é uma expressão do inconsciente.
- Há todo um contexto de cidade pequena do interior, com superstições em relação a essa rapaz que morreu afogado. Toda essa crendice, aliada à assombrações e rituais 'exorcistas' que algumas igrejas insistem em praticar, gerou essa histeria coletiva - salienta o padre.
- Essas crianças são muito simples, humildes, e ficaram assustadas com tudo isso. É tudo uma fantasia involuntaria, uma força orgânica que gerou sintomas como palpitação no coração, fraqueza nas pernas e outros sintomas nessas meninas.
Ainda na quarta-feira o padre Freitas conversou com todas as adolescentes que apresentaram os sintomas após uma palestra. Enquanto Freira falava aos alunos, uma jovem começou a passar mal e outras também tiveram os mesmos sintomas.
O religioso, através da conversa, realizou um trabalho parapsicológico com as vítimas, uma espécie de hipnose.
- Trabalhei a partir da parapsciologia e psicologia, aplicando técnicas de pronto-socorro. A intenção foi tirá-las do mundo consciente, hipnótico. Realizamos uma espécie de hipnose, com estímulos positivos através da conversa - ressalta José Helio Correia de Freitas.
O primeiro caso foi registrado no começo deste mês. As alunas relatam o que viram e sentiram durante o transe.
- Ele é moreno, alto. Quando está em outras meninas fica olhando para a gente e dizendo 'Vou te pegar'. Elas falam grosso, diferente - diz a estudante Jéssica da Silva.
- Ele veste uniforme. É moreno, alto, a calça dele é azul. Ele fala com a gente - diz Beatriz Nascimento, que chegou a ferir com as unhas um rapaz que tentou socorrê-la.
O padre disse que as adolescentes agora terão de ter um acompanhamento psicológico.
Assista a reportagem do Jornal Hoje:
Fonte: O Globo
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