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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Por que os padres não podem se casar?

A princípio, padres não se casavam por opção, para dedicar 100% do tempo e das energias à oração e à pregação - da mesma forma que Jesus Cristo. Em 1139, ao final do Concílio de Latrão, contudo, o matrimônio foi proibido oficialmente a membros da Igreja. Embora a decisão tenha se apoiado em passagens bíblicas - como "É bom para o homem abster-se da mulher" (presente na primeira carta aos Coríntios) -, uma das razões mais fortes para a transformação do celibato (como é conhecida a proibição do casamento) em regra foi o que, já naquela época, ditava as regras da humanidade. Fé? Nada disso. Grana! Na Idade Média (do século 5 ao 15), a Igreja Católica alcançou o auge do seu poder, acumulando muitas riquezas, principalmente em terras. 

Para não correr o risco de perder bens para os herdeiros dos membros do clero, o melhor mesmo era impedir que esses herdeiros existissem. Isso não fez muita diferença para os monges, que, por opção, já viviam isolados em mosteiros, mas em algumas paróquias a proibição gerou discórdia. A maior delas ocorreu no começo do século 16 e foi uma das razões pelas quais o cristianismo passou pelo seu maior racha: Martinho Lutero rompeu com o papa e criou a Igreja Luterana, que permitia o casamento dos seus pastores - e permite até hoje (veja o quadro abaixo). 

Depois da Reforma Protestante, a Igreja Católica reafirmou o celibato, definindo no Concílio de Trento, em 1563, que quem o rompesse seria expulso do clero. A regra se manteve até 1965, quando o papa Paulo VI permitiu que padres se casassem e continuassem frequentando a Igreja (sem a função de padres, claro). Para conseguir essa liberação, o padre noivo precisa enviar um pedido ao Vaticano e esperar a autorização, que pode demorar até dez anos. "João Paulo II tornou o processo mais demorado, mas Bento XVI está limpando a mesa", diz o teólogo Afonso Soares, professor da PUC-SP. Além de promover a tal limpeza, o novo papa surpreendeu, em agosto do ano passado, ao aceitar que o ex-pastor anglicano David Gliwitzki, casado e pai de duas filhas, e tornasse padre.

Mulher do padre

Veja como outras religiões tratam a vida amorosa de seus sacerdotes

Judaísmo

Rabinos podem ter relacionamentos e se casar. A única recomendação é que a esposa seja judia

Budismo

Não reconhece nenhum ser superior capaz de dar ordens de conduta, mas monges e monjas vêem a abstinência sexual como algo que eles devem se esforçar a aprender

Cristianismo protestante

Pastores (batistas, metodistas, da Assembléia de Deus ou de qualquer outra corrente) podem se casar. Entre os luteranos, há grupos de monges que, por opção, adotam o celibato

Cristianismo Ortodoxo

Homens casados podem virar padres, mas dificilmente serão promovidos a bispos. A regra é a mesma em correntes católicas orientais, como a maronita e a ucraniana

Islamismo

Qualquer homem (no islamismo, não há sacerdotes como no catolicismo) não só pode como deve ter quatro esposas, se puder sustentá-las, é claro. As mulheres, por outro lado, só podem ter um marido.



Fonte: Mundo Estranho
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Origem dos camelos mostra erro na Bíblia, diz estudo

Animais domesticados vieram séculos depois dos patriarcas judeus, ao contrário do que diz o livro de Gênesis

A Bíblia é repleta de camelos que, na verdade, não existiram. Ao contrário do que dizem as Escrituras Sagradas, os patriarcas judeus, como Abraão, Jacó e José, que viveram no segundo milênio a.C., não conheceram os animais.

Segundo um estudo realizado por arqueólogos da Universidade de Tel Aviv, os primeiros camelos domesticados são do fim do século X a.C. - séculos depois de Abraão e décadas depois do Rei Davi.

O erro histórico é uma evidência de que a Bíblia foi escrita ou editada muito tempo após os eventos narrados, e suas histórias nem sempre são confiáveis. O livro de Gênesis, por exemplo, diz que um servo de Abraão viajou a camelo para encontrar uma mulher para Isaac.

O estudo sobre a origem dos camelos é assinado pelos pesquisadores Erez Ben-Yosef e Lidar Sapir-Hen, que usaram datação por radiocarbono para apontar quando surgiram os camelos domesticados. Os ossos dos animais foram encontrados em um antigo campo de fundição de cobre no Vale de Aravah, em Israel, e em Wadi Finan, na Jordânia.

Alguns ossos encontrados em sedimentos mais profundos, segundo os cientistas, seriam de camelos selvagens caçados para a alimentação. Foi possível diferenciá-los dos domesticados porque nestes havia marcas nos ossos das patas, supostamente um sinal de que carregavam cargas pesadas.

Para os pesquisadores, a origem dos camelos domesticados foi o Vale de Aravah. Os egípcios exploraram o cobre na região e provavelmente usaram estes animais no trabalho. Antes, os responsáveis pelo transporte de grandes materiais eram mulas e burros.

- A introdução do camelo foi muito importante para o desenvolvimento socioeconômico da região - destacou Ben-Yosef, em entrevista por e-mail ao “The New York Times”. - Com o animal era possível, pela primeira vez, cumprir longas viagens, como a ida para a Índia. É improvável que as mulas conseguissem atravessar o deserto, entre um oásis e outro.

Professor de cultura hebraica da Universidade de Tel Aviv, Noam Mizrahi, que não participou do estudo, conta que os camelos tornaram-se amplamente empregados no comércio no século VII a.C, deslocando-se de Israel para o Oriente Médio e da África para a Índia.

- Não devemos nos apressar e chegar à conclusão de que as descobertas arqueológicas negam automaticamente qualquer valor das histórias bíblicas - pondera. - Na verdade, a pesquisa mostra como estas tradições foram reformuladas posteriormente, quando os camelos foram integrados ao sistema econômico do Oriente Médio. Além disso, podemos capturar outros detalhes, cuja base histórica é ainda mais antiga.



Fonte: O Globo
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Museu de Jerusalém exibe trajetória da Bíblia

Fragmentos originais das bíblias mais antigas do mundo, alguns de quase 2 mil anos, reúnem-se em Jerusalém, em "O Livro dos Livros", uma exposição que traça o caminho do Judaísmo e do Cristianismo ao longo da história.

Recentemente inaugurada no Museu das Terras da Bíblia, a exposição apresenta manuscritos, objetos e documentos impressos que lançam luz sobre o papel desempenhado pelo texto sagrado na civilização ocidental.

"A exposição é a primeira já feita no mundo que mostra de maneira equilibrada as histórias do Tanach (Bíblia judaica), e do Novo Testamento que compõem a Bíblia cristã", disse à Agência Efe Amanda Weiss, diretora do Museu, que abrigará a exposição até abril de 2014.

Ao longo dos corredores, o visitante percorre de forma cronológica a aparição dos primeiros manuscritos bíblicos, assim como as raízes judaicas do Cristianismo, a propagação da fé monoteísta pelo Mediterrâneo, suas interpretações e posteriores representações.

Uma fraca luz ilumina as vitrines onde estão primitivos papiros escritos em hebraico e aramaico, manuscritos em grego, latim e siríaco dos primeiros séculos de nossa era, assim como volumes medievais que pouco a pouco vão reduzindo seu tamanho até a aparição da impressão, época dourada da difusão bíblica.

"Trata-se de uma combinação incomum de documentos bíblicos e comentários importantes e transcendentais jamais encontrados e reunidos nesta exclusiva exibição", ressalta Weiss.

São mais de 200 obras que vão desde a tradução antiga do Livro para o grego nos primeiros séculos depois de Cristo, até códices iluminados, raros manuscritos judeus da Torá procedentes da famosa Genizá (depósito de livros sagrados em desuso) no Cairo, fragmentos de uma Bíblia de Gutenberg e um volume completo de um de seus discípulos. 

O ponto de início é um fac símile de um dos rolos do Mar Morto achados em uma caverna de Qumran, cujos originais estão em Amã e tentam competir com o restante que repousam no Museu de Israel, chamado de "Santuário do Livro".

"Esta é a primeira vez que este texto é apresentado em Israel. Está escrito em hebraico e menciona as regras da comunidade que vivia ali" no século I, explica o responsável do Departamento de Educação do Museu, Jehuda Kaplan.

Outra parada são os fragmentos da Septuaginta (versão da Bíblia hebraica para o grego koiné) com versículos do Êxodo, do Deuteronômio e o Livro de Isaías, reflexo do vínculo inevitável entre o Protocristianismo e o Judaísmo.

"Trata-se das primeiras traduções gregas, tanto da Bíblia hebraica como do Novo Testamento", diz Kaplan sobre estes escritos dos séculos III e IV, descoberto no Egito.

A exposição não consegue responder à grande dúvida de se as primeiras Bíblias cristãs foram escritas diretamente em grego, a língua dos cultos da época, ou traduzidas do hebraico ou aramaico.

São exibidas também duas folhas de uma das 180 bíblias de Gutenberg do ano de 1455, que marcaram o início da "Idade da Imprensa" e a réplica de uma impressão da época.

Figuram, além disso, bíblias de Lutero, outra que pertenceu ao rei Henrique VIII da Inglaterra, dedicada de próprio punho a um parente, e vários volumes da versão popular do rei Jaime I da Inglaterra.

Ressaltam também as ilustradas de quando o texto escapou do controle da Igreja e serviam para educar o povo, como uma que contém passagens da vida de Cristo junto a desenhos relativos ao Antigo Testamento como episódios de Jonas e Sansão.

A exclusiva coleção iniciou em Jerusalém uma viagem que a levará ao Vaticano, uma simbólica jornada que busca contar o que as religiões monoteístas fizeram há dois mil anos.



Fonte: EFE
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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Arqueólogos dizem ter encontrado pedaços da cruz de Jesus

Arqueólogos, trabalhando em uma antiga igreja na Turquia, acreditam terem encontrado algo incrível.

  A relíquia foi encontrada dentro de uma caixa de pedra, descoberta entre as ruínas da Igreja Balatlar, um edifício construído no século VII, em Sinop, próximo às margens do Mar Negro.

“Nós descobrimos uma coisa santa em um baú. Ele é um pedaço de uma cruz”, declarou o arqueólogo Gülgün Köroglu, em entrevista ao portal Hurriyet Daily News. Ele mostrou um pedaço da pedra (ver foto) com uma pequena cruz esculpida, em uma coletiva de imprensa.

“Esta caixa de pedra é muito importante para nós. Ela tem uma história e é o artefato mais importante que desenterramos até agora”, declarou. De acordo com a NBC News, o achado foi levado para estudos aprofundados em laboratório.

A cruz que Jesus foi crucificado tem sido alvo de grande interesse por religiosos de todo o mundo, além de provocar muita controvérsia. Diversas igrejas, nos mais variados países, afirmam possuir pedaços de madeira que seriam da verdadeira cruz. Mas, a autenticidade é sempre questionada por críticos e especialistas.

O teólogo João Calvino, cético do século 16, fez uma vez uma declaração bastante irônica sobre isso: “Se todas as peças que foram encontradas como a ‘verdadeira cruz’ forem colocadas juntas, elas iriam construir um navio de carga”.

Outras relíquias foram encontradas dentro de um ossuário com 2.000 anos de idade em 1981, mas até hoje sua origem e significado são questionados. Chamado de “Ossuário de Jonas”, (porque os desenhos externos mostram um homem sendo engolido por uma baleia) foi inicialmente atribuído como um artefato cristão. Estudos aprofundados derrubaram essa teoria, mostrando que os desenhos eram apenas decorativos e foram mal interpretados.

  A equipe de Köroglu trabalha no local desde 2009. As escavações renderam muitas surpresas, incluindo mais de mil esqueletos humanos. A igreja, construída no ano de 660, possui afrescos em suas paredes que retratam Jesus, Maria e os Apóstolos.




Fonte: LiveScience
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terça-feira, 23 de julho de 2013

Arqueólogos dizem ter encontrado palácio de Rei Davi em Israel

A região arqueológica de Khirbet Qeiyafa, onde pesquisadores dizem ter descoberto um palácio do Rei Davi SkyView 

Uma equipe de arqueólogos israelenses acredita ter descoberto as ruínas de um palácio que pertencia ao Rei Davi, mas alguns especialistas contestam a alegação.

Arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Autoridade de Antiguidades de Israel disseram que o achado, um grande complexo a oeste de Jerusalém, em um local chamado Khirbet Qeiyafa, é o primeiro palácio do rei bíblico a ser descoberto.

“Khirbet Qeiyafa é o melhor exemplo até hoje de uma cidade fortificada da época do Rei Davi”, disse Yossi Garfinkel, arqueólogo da Universidade Hebraica, sugerindo que o próprio Davi tenha frequentado o lugar. Garfinkel liderou a escavação por sete anos com Saar Ganor, da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Garfinkel disse que sua equipe achou objetos de culto tipicamente usados pelos judeus, os súditos do Rei Davi, e não viu nenhum vestígio de restos de porco. As regras de dietas judaicas proíbem a carne de porco. Indícios como estes, segundo ele, são “evidências inequívocas” que Davi e seus descendentes governaram o local.

Os críticos disseram que o lugar poderia ter pertencido a outros reinos da região. O consenso entre a maioria dos estudiosos é que nenhuma prova física definitiva da existência do Rei Davi foi encontrada.

A própria arqueologia bíblica é controversa. Os israelenses usam, com frequência, achados arqueológicos para dar força às reivindicações sobre terras que também são reivindicadas pelos palestinos, como a Cidade Antiga de Jerusalém. Apesar da extensa evidência arqueológica, por exemplo, os palestinos negam que os templos judaicos bíblicos dominaram o topo da colina onde a Mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, está hoje. Em geral, os pesquisadores ficaram divididos sobre se as histórias bíblicas podem ser validadas por restos físicos.

Essa não é a primeira vez em que escavações indicam a descoberta de um palácio do Rei Davi. Em 2005, a arqueóloga israelense Eilat Mazar afirmou ter encontrado os restos do palácio do rei em Jerusalém, que remontariam ao século 10 A.C, quando o Rei Davi teria reinado. A alegação dela foi encarada com ceticismo, inclusive do próprio Garfinkel.

Usando datação por carbono, os arqueólogos viram que a construção do lugar foi realizada também naquela época. Garfinkel disse que a equipe também achou um depósito de quase 15 metros, indicando que se tratava de um ambiente real usado para cobrar impostos do resto do reino.

Garfinkel acredita que o Rei Davi viveu permanentemente em Jerusalém, em um local ainda não descoberto. Ele só visitava Khirbet Qeiyafa ou outros palácios por períodos curtos. O arqueólogo disse que a localização do lugar numa colina indica que governante procurou um ambiente seguro bem acima do solo durante a era violenta de frequentes conflitos entre as cidades.

“A época de Davi foi a primeira vez em que uma grande porção dessa área foi unida por um monarca”, disse Garfinkel. “Não eram tempos de paz.”

O arqueólogo Israel Finkelstein, da Universidade de Tel Aviv, concordou que Khirbet Qeiyafa é um lugar “elaborado” e “bem fortificado” do século 10 A.C, mas acrescentou que poderia ter sido construído pelos filisteus, cananeus e outros povos da região. Ele disse que não é possível verificar quem construiu o local sem encontrar um monumento detalhando as realizações do rei. Na semana passada, por exemplo, arqueólogos de Israel acharam pedaços de uma esfinge carregando o nome do faraó egípcio que reinou quando a estátua foi esculpida.

Garfinkel insistiu que críticos como Finkelstein estão se baseando em teorias ultrapassadas. “Acho que outras pessoas possuem uma teoria que não se sustenta, e nós temos informações atualizadas”, disse.



Fonte: O Globo
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Fragmentos dos manuscritos bíblicos do Mar Morto estão à venda

Pedaços do tesouro arqueológico estão sendo comercializados por família palestina; Israel contesta venda do que considera seu patrimônio

Quase 70 anos após a descoberta dos mais antigos fragmentos bíblicos do mundo, a família palestina que vendeu os originais a pesquisadores e universidades está agora silenciosamente comercializando os resquícios - pedaços que a família afirma ter guardado em um cofre suíço por todo esse tempo. Esses restos, em sua maioria, são menores que um selo, e alguns estão em branco. Nos últimos anos, porém, colecionadores cristãos e instituições americanas desembolsaram milhões de dólares por uma fatia desse tesouro arqueológico.

Essa decisão incomoda o governo israelense, cuja autoridade responsável pelas antiguidades - que administra a maior parte dos manuscritos - alega que cada pedaço deveria ser reconhecido como propriedade cultural de Israel, e ameaça confiscar qualquer nova peça que chegar ao mercado.

"Falei a Kando (cuja família mantém a coleção de manuscritos do Mar Morto) há muitos anos que, no que me diz respeito, ele pode morrer com esses manuscritos", afirmou Amir Gando, chefe da autoridade israelense de combate a saques. "O único endereço dos manuscritos é o Estado de Israel."

William Kando garantiu ter oferecido os fragmentos restantes ao departamento que cuida das antiguidades e outras instituições israelenses, porém as autoridades não teriam recursos suficientes. "Se alguém estiver interessado, estamos prontos para vender", afirmou Kando à Associated Press, na loja de antiguidades que herdou do pai. "Estas são as coisas mais importantes do mundo."



Fonte: Terra
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Encontrado na Itália manuscrito da Torá mais antigo do mundo

Segundo professor, texto sagrado foi escrito no século XII. Pergaminho foi catalogado de modo equivocado por arquivista em 1889.

A Universidade de Bolonha (Itália) encontrou o que pode ser o manuscrito da Torá mais antigo do mundo, segundo um professor italiano que afirma que o texto sagrado foi escrito no século XII.

O valioso pergaminho de pele de cordeiro foi catalogado de modo equivocado por um arquivista da biblioteca universitária em 1889, que acreditou que pertencia ao século XVII.

Mas o professor de estudos hebraicos Mauro Perani constatou que o texto era anterior às normas de escrita da Torá adotadas no século XII.

"Imediatamente, percebi que era muito mais antigo", disse.

O professor explicou que o texto contém letras e sinais proibidos pelo erudito e filósofo judeu Moisés Maimônides no século XII.

"Este pergaminho é muito raro porque quando os manuscritos estragam, perdem sua santidade e não podem ser mais utilizados. Então, são enterrados", explicou Perani.

"Seu estado de conservação é excelente", completou.

"Os nazistas na Europa central e os fascistas na Itália destruíram dezenas de milhares de rolos. Aconteceu uma incrível destruição no século XX", disse.

O texto foi submetido a várias análises de carbono na Itália e Estados Unidos, que confirmaram que foi escrito entre o fim do século XII e o início do século XIII.

O pergaminho mede 36 metros de comprimento e 64 centímetros de largura.



Fonte: G1
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terça-feira, 19 de março de 2013

Texto antigo fala que Pilatos ofereceu sacrificar filho no lugar de Jesus

Texto traz explicação sobre o beijo de Judas, marca da traição a Jesus Cristo

Um recém decifrado texto cristão egípcio de cerca de 1,2 mil anos traz uma versão inédita da crucificação de Jesus Cristo e de seus últimos dias. Entre as teses encontradas no ancestral documento estão a de que a última ceia de Jesus foi com Pôncio Pilatos e de que o profeta tinha a capacidade de mudar de forma. As informações são da publicação científica Live Science.

Escrito em língua copta, o texto diz que o romano Pôncio Pilatos, que ordenou a crucificação, jantou com Jesus e ofereceu sacrificar o seu próprio filho para que Jesus não fosse crucificado.  O texto também diz que Jesus foi preso na noite de terça-feira, e não na quinta-feira, o que representaria uma mudança no calendário pascal. Com estas mudanças, a última ceia de Jesus teria sido com o juiz romano, e não com os apóstolos, como conta a Bíblia. 

No texto, Jesus conforta Pilatos dizendo: "Ó Pilatos, você é digno de uma grande graça porque mostrou boa disposição para mim". O profeta também teria mostrado a Pilatos que poderia escapar se assim o quisesse. "Pilatos, então, olhou para Jesus e ele ficou incorpóreo: ele (Pilatos) não o viu (Jesus) por um longo tempo...", diz o texto. Pilatos é considerado um santo nas igrejas cristãs Copta e da Etiópia . 

Na Bíblia, o apóstolo Judas trai Jesus em troca de dinheiro ao identificá-lo com um beijo para que pudesse ser preso por oficiais judeus. O texto recém traduzido traz uma explicação para esse fato. O ato seria uma forma de identificar Jesus porque este teria a habilidade de mudar forma, "algumas vezes era branco, outras vermelho, outras cor de trigo, algumas vezes jovem, outras velho...". O beijo seria o modo encontrado por Judas para que fosse possível identificar quem era exatamente Jesus.

A tradução do texto foi publicada pelo holandês Roelof van den Broek, da Universidade de Utrecht, no livro Pseudo-Cyril of Jerusalem on the Life and the Passion of Christ. "A descoberta do texto não quer dizer que estes eventos aconteceram, mas que algumas pessoas vivendo na época aparentemente acreditavam neles", disse o autor. 

Cópias do texto foram encontradas em dois manuscritos em museus nos Estados Unidos. Ele foi escrito em nome de São Cirilo de Jerusalém, que viveu no Século IV, e há 1,2 mil anos estava no monastério de São Miguel, no deserto egípcio e próximo a atual cidade de al-Hamuli. Acredita-se que o monastério tenha fechado no início do século X. O texto foi reencontrado em 1910 e comprado em 1911 pelo magnata americano J.P. Morgan, que posteriormente os cedeu para os museus.




Fonte: Terra
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Relíquias raras do nascimento de Jesus em exposição na Igreja em Chicago

A Igreja Católica Romana de Chicago fará exposição de relíquias raras como, fragmentos da manjedoura de Jesus, o véu de sua mãe Maria e um fio do manto de José, durante a celebração do 155° aniversário da igreja neste domingo.

Segundo o site da igreja, os objetos são um presente do Santuário de Nossa Senhora da Pompéia para a Igreja da Sagrada Família.

O reverendo Jeremiah J. Boland, administrador da igreja, informou que não haverá necessidade de testes de carbono para verificar a autenticidade e data do material.

Segundo ele, o próprio Vaticano tem seu método para determinar a autenticidade e ele está mais preocupado com o material como objeto de fé.

“Alguém poderia argumentar o quão real as relíquias de Maria e José são, mas havia todos os tipos de objetos ao longo dos séculos que foram venerados e são baseados na fé, em vez de explicação científica”, disse ele.

Os objetos foram liberados para o Santuário pelo Vaticano em 1972. Eles agora devem residir em permanência na igreja jesuíta original de Chicago que é dedicada à Sagrada Família, afirmou o Rev. Richard Fragomeni.

As relíquias foram originalmente veneradas no século 5, na Basílica Papal de Santa Maria Maior, em Roma.

A Igreja da Sagrada Família foi construída em 1857-1860. Ela é a segunda igreja mais antiga de Chicago, tendo sido um dos cinco edifícios a sobreviver ao Grande Incêndio de Chicago em 1871.

A exposição será significativa devido a recente comemoração do nascimento de Jesus. Os objetos serão mantidos em um relicário de cristal, um recipiente utilizado para preservar relíquias.



Fonte: The Christian Post
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Tumba com nomes bíblicos provoca um duelo judicial em Israel

Cineasta Simcha Jacobovici dentro de uma caverna durante as filmagens, em Jerusalém

Enquanto o mundo cristão comemora o nascimento de Jesus Cristo, documentário de cinco anos atrás sobre a suposta descoberta, em Jerusalém, do túmulo que poderia abrigar os restos do carpinteiro da Galileia e de sua família provoca um duelo judicial em Israel. O documentarista israelense Simcha Jacobovici ingressou com ação por danos morais na Justiça contra o antropólogo Joe Zias. 

O motivo do processo são as críticas de Zias ao teor do teledocumentário O Túmulo Perdido de Jesus (2007), exibido pelo Discovery Channel, coautoria entre Jacobovici e o cineasta hollywoodiano James Cameron (Titanic).

A polêmica dorme na mesa do juiz Jacob Shienman, da cidade de Petah Tikva, ecoando desde a Terra Santa para todo o mundo. Porém, mais polêmico que o bate-boca entre os dois estudiosos, com Jacobovici se dizendo agredido pelas dúvidas levantadas por Zias a respeito do local onde teriam sido encontrados os pregos do crucifixo, é o conteúdo do filme. 

Basicamente, ele mexe com a seguinte dúvida: onde estaria o túmulo de Jesus e sua família? E outras vêm na sequência, a respeito das próprias figuras bíblicas de Jesus e de Maria Madalena.

Pois o documentário trata de dar respostas, especialmente quanto à localização da tumba. Conta que, em 1980, nas escavação para uma obra no bairro de Talpiot, em Jerusalém, os operários descobriram um túmulo judeu que datava do século I. Jesus e sua família eram judeus praticantes.

Dentro da tumba, havia 10 ossários, seis deles com os nomes dos mortos gravados em aramaico ou hebraico. Em um, constava “Yeshua bar Yosef “(Jesus filho de José). Nos outros, “Maryam” (Maria), “Yosa” (apelido de José), “Matya” (Matheus),”Yeuda bar Yeshua” (Judas filho de Jesus) - e, para espanto dos estudiosos, “Marya'ne”(Maria Madalena).

A descoberta suscita curiosidade e debate entre acadêmicos e religiosos.

— Há um diálogo de surdos entre interesses religiosos, científicos e midiáticos. Do ponto de vista histórico e científico, a tumba não traz repercussões. Ninguém duvida da existência histórica de Jesus. E José e Jesus eram nomes dos mais comuns na época — diz José Hildebrando Dacanal, autor de Eu Encontrei Jesus (2004).

Igreja contesta alusões a possíveis restos de Cristo

Um dos pontos mais polêmicos: dizem estudiosos que dificilmente Jesus poderia ter sido enterrado em um local que não fosse a Galileia. Mais que isso: Jesus era desprovido de recursos financeiros, tinha família modesta e vivia na Galileia - não em Jerusalém. Sendo assim, seu enterro deveria ter sido na Galileia e sem ornamentos.

Outros estudiosos do assunto, como Luiz Felipe Ribeiro, professor de Literatura Bíblica da Faculdade Evangélica de Brasília, concordam que Jesus carecia de recursos financeiros, mas não descartam o sepultamento em Jerusalém. Nas palavras de Ribeiro, os ossários encontrados em Talpiot são “intrigantes”.

A Igreja é refratária a cientificismos. Quaisquer que sejam.

— O que se sabe é que Jesus foi sepultado, mas ressuscitou e subiu aos céus — diz dom Remídio Bohn, bispo de Cachoeira do Sul.

Portanto, não haveria restos mortais.

Antropólogos se mostram céticos quanto à tumba de Talpiot

Documentário de cinco anos atrás trata de suposta descoberta, em Jerusalém, do túmulo que poderia abrigar os restos do carpinteiro da Galileia e de sua família

— Jesus nasce, morre e vive como judeu de origem camponesa, tinha ótica camponesa de encarar o mundo. Não se admite que um líder de gente pobre e explorada tivesse dinheiro para comprar um terreno e construir coisas caras como esses ossários? E o nome Jesus é muito comum — sustenta André Chevitarese, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Autor de livros como Jesus Histórico — Uma Brevíssima Introdução, Chevitarese compara o movimento liderado por Jesus, de judeus oprimidos pelos romanos, com a Coluna Prestes na República Velha.

— Eles não podiam parar. As autoridades estavam sempre no calcanhar deles — compara.

E acrescenta:

— Não se encontram ossos de judeus crucificados — diz Chevitarese.

Francisco Marshall, que desde 1996 lidera projetos arqueológicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Israel, é ainda mais cético. Diz ser "impossível" qualquer conclusão da sua área sobre o tema, pois os escritos evangélicos não são contemporâneos aos episódios narrados e porque "um miserável seminômade" como Jesus não deixaria vestígios.

— Não existe, nunca existiu e jamais existirá arqueologia de personagens daquela natureza.




Fonte: Zero Hora
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Manuscritos do Mar Morto poderão ser acessados na internet

Os Manuscritos do Mar Morto, que remontam há mais de 2 mil anos, poderão ser acessados por meio da internet. A iniciativa é da Autoridade Israelense de Antiguidades que fotografou o material e colocou à disposição na internet. Atualmente o material está guardado no Santuário do Livro do Museu de Israel, em Jerusalém.

Na relação que poderá ser consultada estão os fragmentos mais antigos dos pergaminhos do Antigo Testamento, como os  Dez Mandamentos, alguns capítulos de Génesis, dos Salmos, de Isaías e textos apócrifos.

Para reproduzir as imagens, foram utilizadas as técnicas mais modernas, desenvolvidas por especialistas da agência espacial norte-americana, a Nasa. Segundo especialistas, os documentos mais antigos são do século 3 antes de Cristo e o mais recente é do ano 70, quando houve o domínio romano sobre a região que hoje é Israel.

Os Manuscritos do Mar Morto são uma coleção de centenas de textos e fragmentos de texto encontrados em cavernas de Qumran, no Mar Morto, entre os anos de 1940 e 1950. O trabalho de compilação do material é atribuído aos essênios, grupo que viveu em Qumran, no período anterior a Jesus Cristo.


Fonte: Agência Brasil com informações da agência Lusa
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sementes dos tempos bíblicos germinam após 2 mil anos


Achados por arqueólogos, caroços de tâmara de Israel tiveram sua idade comprovada em análise de carbono-14

Cientistas israelenses plantaram sementes de tâmara (como as da foto acima) com mais de 2 mil anos, encontradas em uma escavação arqueológica em Massada, próximo ao Mar Morto. Uma das sementes germinou, e a tamareira está em franco crescimento.

As sementes foram encontradas em 1963 por arqueólogos que escavavam uma antiga fortaleza de Herodes. As tâmaras da área, muito famosas por seu sabor especial e propriedades benéficas à saúde, eram o principal produto exportado pela região há 2 milênios.

Sucessivas guerras, grandes secas e invasões prejudicaram a cultura local das tâmaras, até as plantações desaparecerem há cerca de 800 anos.

Recentemente, uma equipe de botânicos do Centro de Pesquisa de Medicina Natural Louis L. Borick, da Organização Médica Hadassah, referência em estudos de plantas medicinais, resolveu testar algumas das sementes encontradas. Elas foram entregues à agrônoma Elaine Solowey, do Centro de Agricultura Sustentável do Instituto Arava, cuja equipe realizou o plantio. Uma das sementes germinou como se fosse nova, normalmente, e foi apelidada pelo grupo como Matusalém, em referência ao longevo personagem bíblico.

O caroço de tâmara germinou após 8 semanas. A planta é bem semelhante às atuais tamareiras (um tipo de palmeira, como a da foto acima), exceto por pequenos pontos brancos que apareceram nas primeiras folhas.

Os cientistas acreditam que o clima seco e quente da região em que as sementes foram encontradas ajudaram na conservação, e prosseguem os estudos para ver se elas são de uma espécie extinta de tamareira – que será reintroduzida em Israel, se for o caso. Cruzá-la com espécies atuais poderia possibilitar a criação de plantas mais resistentes a secas.

As sementes de tamareira de Massada foram submetidas à análise de carbono-14, e foi comprovado que têm entre 1.995 e 2.110 anos. Anteriormente, a mais antiga que cientistas conseguiram fazer germinar (com a idade seguramente comprovada pelo carbono radioativo) foi uma de flor de lótus com cerca de 1,3 mil anos.

A árvore foi replantada em um vaso maior e permanece no Instituto Arava, no kibbutz de Ketura, para ser melhor estudada. Em breve, os cientistas poderão descobrir o famoso sabor das tâmaras israelenses dos tempos bíblicos.



Fonte:  Arca Universal
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Jornal vaticano diz que papiro sobre mulher de Jesus é falso


O jornal vaticano L'Osservatore Romano afirmou nesta quinta-feira que o papiro do século IV recentemente apresentado no qual aparece a frase em copta "Jesus lhes disse, minha esposa", que alimentou a teoria que fosse casado, é "falso".

O vespertino da Santa Sé publicou em sua edição de hoje um artigo do professor italiano Alberto Camplani, especialista em língua copta e professor de História do Cristianismo na Universidade La Sapienza de Roma, no qual analisa o papiro recuperado pela professora americana Karen King que levantou a polêmica.

Em seu artigo, Camplani afirma que Karen apresentou o papiro como do século IV e que o texto pôde ter sido escrito no século II "quando se debatia sobre se Jesus esteve casado". Camplani expressou sua "reserva" sobre esse ponto e que perante um objeto desse tipo, "que ao contrário de outros papiros não foi descoberto em uma escavação, mas provém de um mercado de antiguidades, é preciso adotar precauções, que excluam que se trata de algo falsificado".

O especialista italiano acrescentou que, no que concerne ao texto, a própria Karen propõe vê-lo não como uma prova do estado conjugal de Jesus, mas como uma tentativa de fundar uma visão positiva do casamento cristão.

"Mas não é assim, trata-se de expressões totalmente metafóricas, que simbolizam a consubstancialidade espiritual entre Jesus e seus discípulos, que são amplamente divulgadas na literatura bíblica e na cristã primitiva", comentou o especialista.

O jornal vaticano acrescentou que de todas as maneiras se trata de um documento "falso" e ressaltou que a historiadora americana preparou o anúncio "sem deixar nada ao acaso: imprensa americana avisada e entrevista coletiva prévia de King para preparar a exclusiva mundial, que, no entanto, foi posta em dúvida pelos especialistas".

Segundo o vespertino da Santa Sé, "razões consistentes" fazem pensar que o papiro seja uma "trôpega falsificação, como tantas que chegam do Oriente Médio", e que as frases nada têm a ver com Jesus.



Fonte: EFE
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Erros de Bíblia hebraica corrigidos pela primeira vez em 500 anos

Um estudioso judeu concluiu um projeto de 30 anos que o envolveu na correção do que ele diz que são centenas de erros gramaticais na Bíblia hebraica, ou Antigo Testamento, fazendo a primeira edição do texto em quase 500 anos.

O estudioso, Menachem Cohen, 84, revelou no início desta semana que ele havia corrigido cerca de 1.500 erros gramaticais na Bíblia hebraica. Seu trabalho está previsto para ser publicado no próximo ano.

"O povo de Israel tomou para si, pelo menos em teoria, uma versão da Bíblia, até a sua última carta," Cohen contou à Associated Press a partir de seu escritório na Universidade Bar-Ilan, perto de Tel Aviv.

"Foi surpreendente para mim que há 500 anos, as pessoas não perceberam os erros", acrescentou. "Eles simplesmente assumiram que estava tudo bem, mas na prática nem tudo estava bem."

A última versão corrigida foi publicada por Jacob Ben-Hayim em 1525, e chamou Gedolot Makroat, que reuniu textos diversos da religião e comentários.

Cohen não é o único estudioso judeu a observar e tentar corrigir os erros - atualmente, o Projeto da Bíblia da Universidade Hebraica em Jerusalém também está trabalhando em uma edição acadêmica da Bíblia Hebraica. O coordenador do projeto editorial, Rafael Zer, disse que ele acha a versão de Cohen "quase-científica" porque lhe falta um guia de como e por que os supostos erros foram corrigidos.

Ao dar crédito ao trabalho árduo de Cohen, Zer, disse que "vem em detrimento da precisão absoluta e uma edição científica absoluta."

Cohen, um ex-professor, salientou que ele quer que sua versão revista do Antigo Testamento vá online e seja disponibilizada para quantas pessoas for possível, incluindo estudantes. Como um ex-estudioso, ele disse que seu principal objetivo é "corrigir o passado e se preparar para o futuro."

"Eu quero que a Bíblia seja de fácil uso ao usuário", disse Cohen. "Hoje, podemos criar fontes de informação e pesquisas que lhe permitem obter uma resposta para tudo o que você está se perguntando."

O estudioso também esclareceu que não pretendia alterar o idioma nos pergaminhos da Torá sagrada, que são utilizados para ritos religiosos. De acordo com a lei judaica, se mesmo uma única letra estiver incorreta, o livro todo é nulo.

Cohen diz que seu trabalho não afeta o significado do conteúdo da Bíblia. Por exemplo, em alguns lugares, marcadores usados para denotar as vogais em hebraico estão incorretos, ou letras em algumas palavras podem ter sido digitadas erradas - mas o significado permanece o mesmo. Para ajudá-lo em seu trabalho, o professor usou principalmente o Codex Aleppo, o pergaminho de 1.000 anos de idade, que é considerado como a cópia mais exata da Bíblia hebraica.



Fonte: The Christian Post
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Nova descoberta dá credibilidade à história bíblica de Sansão

Uma pequena pedra encontrada em Israel pode ser a primeira evidência arqueológica da história de Sansão, o fortão mais famoso da Bíblia.

Com menos de uma polegada de diâmetro, a gravura esculpida mostra um homem com cabelos longos lutando contra um grande animal com rabo de felino.

A pedra foi encontrada em Tell Beit Shemesh, nos montes hebreus próximos a Jerusalém, e data aproximadamente do século XI antes de Cristo.

Biblicamente falando, nesta época, os judeus eram conduzidos por líderes conhecidos como Juízes, e Sansão era um deles.

A pedra foi encontrada em um local próximo ao rio Sorek (que marcava a antiga fronteira entre o território dos israelitas e o dos filisteus), o que sugere que a gravura poderia representar a figura bíblica.

Sansão, um personagem do Antigo Testamento que se tornou lenda, tinha uma força sobrenatural dada por Deus para vencer os inimigos.

A força, que Sansão descobriu ao encontrar um leão e matá-lo com as próprias mãos, vinha de seu cabelo.

Sansão, que matou mil filisteus armado apenas com uma mandíbula de asno, foi seduzido por Dalila, uma filisteia que vivia no vale de Sorek. Ela cortou os longos cabelos de Sansão, o que fez com que ele perdesse a força e fosse aprisionado pelos filisteus, que o cegaram e o obrigaram a trabalhar moendo grãos em Gaza.

De acordo com o Livro dos Juízes, Sansão retomou sua força e derrubou o templo de Dagon sobre ele mesmo e muitos filisteus, “assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que matara em vida”.

Apesar da evidência circunstancial, os diretores da escavação, Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, não afirmam que a imagem da gravura represente o Sansão bíblico. É mais provável que a gravura conte a história de um herói que lutou contra um leão.

“A relação entre a gravura e o texto bíblico foi feita por acaso”, anunciou o jornal israelense Haaretz.

Os arqueólogos também encontraram um grande número de ossos de porco próximo a Sorek, mas só no território filisteu. No território israelita, não acharam quase nenhum, o que sugere que os israelitas teriam optado por não comer carne de porco para diferenciarem-se dos filisteus.

“Esses detalhes dão um ar lendário ao processo social, no qual dois grupos hostis delimitaram suas diferentes identidades, assim como acontece em muitas fronteiras, hoje em dia”, disse Bunimovitz a Haaretz.



Fonte: Rossela Lorenzi em Discovery
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Moeda achada em Israel pode comprovar a existência de Sansão

Uma pequena moeda pode ser a primeira prova da existência de Sansão, o matador bíblico dos filisteus (povo não-semítico que habitava o sudoeste da Palestina durante o período bíblico).

Arqueólogos acharam o artefato durante escavações na região de Beit Shemesh, na Judeia, nas proximidades de Jerusalém, de acordo com reportagem do "Daily Mail".

A moeda parece descrever uma história que consta do Velho Testamento, na qual Sansão, cujo poder foi desfeito pela traição de Dalila, luta com um leão.

Acredita-se que o objeto date de século XI antes de Cristo, quando as tribos israelitas se mudaram para a região após Josué conquistar Canaã.

Nessa época, os judeus eram liderados por figuras conhecidas como juízes - um deles era Sansão.

Beit Shemesh (foto abaixo) é citada várias vezes no Velho Testamento.




Fonte: Page not found
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Lutero também está na Internet

Engajada nas celebrações e reflexões sobre os 500 anos da Reforma e sua relevância para o século XXI, a Faculdades EST disponibilizou em seu website as pesquisas desenvolvidas na Cátedra sobre Lutero, projeto liderado pelo professor Vitor Westhelle (foto).

Criada e instituída há um ano com o apoio da Igreja Luterana da Baviera, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e da EST, a cátedra visa fomentar a identidade e fortalecer a área de pesquisas da casa de formação teológica.

Na avaliação de Westhelle, quando se completar o jubileu da Reforma é provável que a maioria luterana encontre-se fora do eixo norte-atlântico, berço tradicional e habitat de quase a totalidade de luteranos há cem anos.

“A teologia que orientará e guiará espiritualmente esses luteranos há de ser distinta da que se fez e faz na Europa e nos Estados Unidos”, disse.

O trabalho de Vitor consiste em registrar elementos dessa teologia emergente e articulá-la a partir de três níveis.

O primeiro diz respeito a uma abordagem centrada no contexto brasileiro e latino-americano, com produções teológicas e participação em eventos desde o nível de espiritualidade popular até o acadêmico.

O segundo é a articulação sul-sul que está sendo desenvolvida junto ao Departamento de Estudos da Federação Luterana Mundial (FML) e que implica, sobretudo, a participação em eventos internacionais.

O terceiro nível é o da articulação sul-norte com o objetivo de trazer a voz do sul a esses debates.

Por inciativa do reitor da EST, professor Oneide Bobsin, foi instituído um Grupo de Referência que serve de consultoria à cátedra e que pretende atuar como facilitador de redes de informação e articular prioridades de áreas de pesquisa.

Formado por pessoas com conhecimento de Lutero e da Teologia da Reforma, o grupo desenvolveu três áreas de atuação prioritária: justificação, escatologia e espiritualidade; igreja, política e economia; e teologia da cruz.

Além do espaço destinado para a disponibilização no site da EST das pesquisas desenvolvidas na cátedra, o trabalho de Vitor e do Grupo de Referência poderá ser acompanhado através de apresentações, seminários, publicações e aulas ministradas no Programa de Pós-Graduação e da graduação em Teologia.

Além de atuar na EST, Vitor Westhelle continua vinculado ao Lutheran School of Theology at Chicago.


O link de acesso para os textos é http://www.est.edu.br/pesquisa/catedra-de-pesquisa-em-lutero


Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ossada encontrada na Bulgária pode ser de São João Batista

Uma ossada encontrada em uma igreja búlgara em 2010 pode, efetivamente, ser de São João Batista, segundo pesquisadores da Universidade de Oxford, Grã-Bretanha, que submeteram os ossos a uma nova datação de carbono 14.

A falange analisada em Oxford é, de fato, datada do século I, correspondente à época em que o pregador, parente de Jesus, teria vivido, segundo diferentes textos religiosos, indicou a universidade em um comunicado.

Reconhecendo a surpresa ao constatar a idade avançada da ossada, os cientistas destacaram, contudo, que esta datação não basta para autentificar a relíquia.

A descoberta ocorreu em 2010 por arqueólogos que faziam escavações em uma antiga igreja situada em uma ilha búlgara denominada Sveti Ivan, que significa, literalmente, "São João".

Do chão localizado perto do altar, eles extraíram um pequeno sarcófago de mármore contendo restos humanos - entre os quais uma falange, um dente e a face de um crânio -, bem como três ossos de animais.

Thomas Higham e Christopher Ramsey tentaram datar os ossos humanos, mas apenas um deles, a falange, ainda continha suficiente colágeno (uma proteína fibrosa) para permitir uma boa datação por carbono 14, forma de carbono radioativo, portanto instável.

"Nós ficamos surpresos que a datação tivesse revelado uma idade tão avançada. Nós pensamos que os ossos fossem mais recentes, talvez dos séculos III ou IV. Contudo, os resultados são realmente coerentes com qualquer um que tenha vivido no século I", declarou o professor Higham em um comunicado.

"Se se trata de São João Batista ou não é uma pergunta que nós não podemos e provavelmente nunca poderemos responder", assegurou.

Outros cientistas, da Universidade de Copenhague, reconstituíram uma parte do genoma de três ossos. As sequências de DNA obtidas mostram que pertenceram a um único indivíduo, provavelmente do sexo masculino, portador de genes característicos do Oriente Médio, de onde São João Batista era originário.

Ao lado do sarcófago, os arqueólogos búlgaros também encontraram uma pequena caixa de tufo, uma rocha vulcânica, com inscrições em grego antigo mencionando explicitamente São João Batista.

O texto em questão pede a ajuda de Deus para "nosso servo Thomas", que segundo certas teorias teria ficado encarregado de levar estas relíquias para a ilha búlgara.

A análise desta caixa revelou que ela seria, possivelmente, originária da Capadócia, uma região da Turquia.

Para os cientistas búlgaros, as ossadas provavelmente chegaram à ilha procedentes da Antióquia, cidade turca onde a mão direita de São João foi conservada até o século X.


Fonte: AFP
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domingo, 27 de maio de 2012

Geólogos definiram data de crucificação de Jesus Cristo

Geólogos da Alemanha e dos EUA admitem terem definido a data exata da morte do Salvador da Humanidade, Jesus Cristo, baseando-se em uma análise da atividade sísmica na zona do Mar Morto.

De acordo com cientistas, a crucificação e a morte de Cristo se deram na sexta-feira, dia 3 de abril de 33 da nossa era. Os peritos na matéria conferiram os dados sísmicos com os respectivos textos do Novo Testamento e algumas observações astronômicas.

Segundo a mesma fonte, as trevas descritas nos Evangelhos que se seguiram à morte na Cruz foram causadas pelo furação de areia, um fenômeno freqüente naquela localidade palestiniana.


Fonte: Voz da Rússia
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Arqueólogos encontram primeira prova da existência da Belém bíblica

Objeto era usado para carimbar documentos e objetos

Arqueólogos israelenses acharam em Jerusalém um selo de argila com a inscrição "Bat Lechem", que supõe a primeira evidência arqueológica da existência de Belém durante o período em que aparece descrito na Bíblia, informou nesta quarta-feira a Autoridade de Antiguidades de Israel.

Trata-se de uma espécie de esfera de argila que se usava para carimbar documentos e objetos, que foi encontrado nas polêmicas escavações do "Projeto Cidade de David", situado no povoado palestino de Silwán, no território ocupado de Jerusalém Oriental.

Datada entre os séculos VII e VIII a.C, a peça é meio milênio posterior às Cartas de Amarna, uma correspondência diplomática em língua acádia sobre tabuletas de argila entre a Administração do Egito faraônico e os grandes reinos da época e seus vassalos na zona.

O descobrimento anunciado nesta quarta remete a uma época posterior, a do Primeiro Templo Judeu (1006 - 586 a.C.), citada no Antigo Testamento como parte do reino da Judéia.

"É a primeira vez que o nome de Belém aparece fora da Bíblia em uma inscrição do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém era uma cidade no reino da Judéia e possivelmente também em períodos anteriores", assinalou o responsável das escavações, Eli Shukron, em comunicado. "A peça é do grupo dos 'fiscais', ou seja, uma espécie de selo administrativo que era usado para carimbar cargas de impostos que se enviavam ao sistema fiscal do reino da Judéia no final dos séculos VII e VIII a.C", acrescenta a especialista.



Fonte: EFE
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