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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A vítima e o opressor

Vítima e opressor são dois lados de uma mesma moeda. Quem é vítima hoje pode ser o opressor de amanhã. Reproduzimos o que aprendemos, até como forma de identidade que temos e que somos.

Vivemos dentro de um sistema onde existem duas escolhas, ou são duas escolhas que nos oferecem para sobreviver. Aceitamos por imposição sermos vítimas ou nos tornamos opressores.

É assim que funcionam as instituições em boa parte do mundo corporativo, gente oprimindo gente, gente vitimando gente, as vítimas que um dia será também opressor do amanhã, é só experimentar ele, o poder. O poder corrompe porque o sistema é corrompido por ele. Tem gente querendo mandar porque já cansou de ser oprimido e o que ele sabe fazer como pessoa “esperta” é oprimir para que todos possam obedecer.

Como ser uma boa pessoa se todos querem ser maus?

Ser uma boa pessoa neste sistema perverso é ser vítima, lógico que nem toda vítima é uma boa pessoa, mas corre o sério risco de se tornar uma vítima do sistema. As pessoas que são vítimas hoje e não são boas numa oportunidade oprimirão alguém com inveja, porque elas querem ser o que o outro é, mas não conseguem.

O mundo é um lugar oprimido por demais, infelicidade beira por todos os lados e mesmo quem não é vítima aos nossos olhos podem ser vítima de si mesmo, de um sistema ainda mais perverso que o corporativismo. E quem não tem um opressor no final da história coorporativa tem dentro de si o eu, a existência.

A não realização pessoal de quem não sabe o que é. Eu sei que sou mesmo cobrado e julgado pelo o que sou, ou por quem deveria ser. Oprimido porque ainda não sei ou se sei preciso fazer para provar que sou. Frustrações de quem não sou e nem realizei por saber que eu não sei se sou capaz. Quem me falou que sou capaz? Que certeza pode ter?

O opressor não está satisfeito e quer mais, não valoriza e impõe que você só será quando produzir além do que você fez para ser. Para ganância isso não tem fim e nem reconhecimento. Que tipo de reconhecimento fazemos do outro? O outro não merece ser reconhecido a não ser por algumas “boas” palavras de consolo tais como: “você merece ou você é especial”.

Cristo nos ensina a amar a quem nos oprime (Mt 5.44), ainda pede pra fazer o bem e orar por eles. Não abandone o ensino de Cristo agora mesmo que pareça assustador. Eu sei que ser a vítima não é tarefa fácil, nem sei se devo chamar de tarefa, quanto mais algo que seja fácil. A vítima tudo sofre e tudo pode padecer.

Mas como vamos encarar nosso opressor e amá-lo?

Não fazendo parte ou sendo cúmplice da sua ação, não se tornando o mesmo. Assim encontraremos um inimigo forte a nossa altura, que é a nossa vontade, nosso desejo, nosso querer, nossa justiça e nosso engano. Será que eu sei fazer justiça? Será que eu consigo justificar meus atos?

Eu não tenho que estar de acordo com meu opressor e nem ajudá-lo no que faz, mas não tenho que ser como ele em nada, tenho que saber de que lado da moeda estou.

Os evangélicos nestes dias estão sendo vitimados por um bando de mau testemunhos vindo de teologias do dinheiro, do eu posso, do relativismo, disso e daquilo. Mas como reagiremos?

Muitos discípulos de Cristo estão sendo injustiçados e vitimados em igrejas. Mas como reagir? A melhor forma que o sistema nos ensina é sermos também um opressor para sobrevivermos em um mundo oprimido.

Creio que quando Cristo respondeu aos seus opressores não foi buscando justiça própria, mas levá-los a entender e crer. Nem todos queriam ouvir a verdade porque não queriam deixar de ser opressores em nome da religião e do orgulho.

O mundo está debaixo de um jugo pesado da economia, da exploração. O mundo é oprimido pelo desemprego, fome, guerra e muitas outras mazelas. São milhares de vítimas em muitos lugares e são milhares de opressores que abusam das vítimas para poder lucrar nas mais variadas maneiras.

Os vitimados do sistema são refém da sobrevivência, oprimidos pela grande mídia à não pensarem o que são. A grande mídia nos dá um sonho de um dia sermos também um bom opressor, e valorizarmos os que “venceram”, os mínimos que chegaram ao topo da cadeia alimentar.

O sol está se levantando sobre todas as pessoas, os maus e os bons, os justos e injustos (Mt 5.45). Cristo quebrou o ciclo da opressão sendo a vítima em nosso lugar e nos ensinando a não sermos opressores da mesma forma como foram com ele. Temos a Verdade de vida agora para o ser, para a vontade de agir não mais em justiça própria, mas justificados pela fé Nele.

Se não somos opressores, corremos o risco de sermos vítimas, os opressores estão em uma cadeia e as vítimas logo encontrarão liberdade.

“Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão?” (Mt 5.46)



Fonte: Joaquim Tiago em Filosofia Primeira
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Opinião: Eliseu Gomes sobre pastorado


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pastor afirma que artistas gospel estão “prostituindo a Noiva”

O alerta se estende para os promotores que vendem shows evangélicos e enriquecem com isso.

O apóstolo Luiz Hermínio estava ministrando em um congresso e acabou tocando em um assunto bastante controverso no cenário evangélico: a cobrança de cachê para eventos religiosos e o enriquecimento dos artistas gospel.

O vídeo com o trecho dessa ministração foi postado no Youtube e levantado novamente esta discussão sobre ser permitido ou não cobrar grandes quantias de dinheiro para louvar a Deus. O ministério pode ser transformado em profissão?

Para o apóstolo da igreja M.E.V.A.M. (Missões Evangelísticas Vinde Amados Meus) quem ganha a vida com a igreja está prostituindo a Noiva de Cristo, por isto ele chama os promotores de eventos evangélicos de “cafetões”.

“Eu não sustento artista no púlpito, sustentamos pobres em lugares carentes (…) Um dia esse povo vai ter que acertar as contas com Deus, aonde está o dinheiro dos CDs, aonde está o dinheiro dos livros, aonde está o dinheiro dos shows?”, questiona.

“Você que tem abusado da igreja, promoter, Deus vai te pegar. Você que trata a Igreja como prostituta, seu cafetão… A Noiva não é prostituta”, continua.

Luiz Hermínio pede aos presentes para que não convidem para suas igrejas cantores que cobram para pregar e cantar. “Quem cobra para uma noite de intimidade é a prostituta”, afirma.

A mensagem era “Entendendo o tempo e o modo de Deus”, mas em pouco mais de dois minutos o pastor enviou este recado para aqueles que trabalham no segmento evangélico chegando a chamar os cantores de ladrões. “Quanto é que você cobra por duas horas, quanto custa vinte músicas sua, seu ladrão? Mas a Noiva não é prostituta, ela tem um Noivo e ele vai vir buscá-la”, disse o apóstolo.

Assista:




Fonte: Gospel Prime
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domingo, 21 de setembro de 2014

"Não há nenhum Deus. Sou ateu", afirma o cientista britânico Stephen Hawking

Stephen Hawking, com esclerose lateral amiotrófica, é dos mais notáveis pensadores da atualidade. Em entrevista ao diário espanhol El Mundo voltou a descartar a possibilidade de existência de Deus. 

Se dúvidas restassem, Stephen Hawking cortou-as definitivamente pela raiz: “Não há nenhum Deus. Sou ateu. A religião crê nos milagres, mas estes não são compatíveis com a Ciência”.

A posição, clara e sem margem para dúvidas, foi dada na entrevista que o jornal espanhol El Mundo publica este domingo. Nela, o cientista britânico voltou a descartar a possibilidade de Deus ser o criador do Universo, ao contrário do que aparentemente chegara a defender. “No passado, antes de entendermos a Ciência, era lógico crer que Deus criou o Universo. Mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. O que quis dizer quando disse que conheceríamos a ´mente de Deus’ era que compreenderíamos tudo aquilo de que Deus seria capaz se existisse. Mas não há nenhum Deus”.

De resto, o autor do célebre Breve História do Tempo, sobre os limites do nosso conhecimento da astrofísica, da natureza do tempo e do Universo, mostra-se dono de uma “fé inquebrantável” no poder da Ciência para desvendar os mistérios do Universo. “Creio que conseguiremos entender a origem da estrutura do universo. Aliás, estamos perto de conseguir este objetivo. Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”, declarou.

Nesta entrevista - dada numa altura em que Stephen Hawking viajou até à ilha de Tenerife, nas Canárias, para participar num congresso de seis dias dedicado à astronomia – houve lugar a perguntas sobre a pertinência do investimento de verbas tão avultadas no envio de astronautas ao espaço. Hawking disse não ter dúvidas: “A exploração espacial impulsionou e continuará a impulsionar grandes avanços científicos e tecnológicos”. E poderá, de resto, representar um seguro de vida para a espécie humana, ou seja, “poderá evitar o desaparecimento da Humanidade graças à colonização de outros planetas”.

Questionado quanto aos cortes no financiamento à investigação científica, a que Espanha - mas também Portugal - tem assistido, o astrofísico sublinhou que Espanha “precisa de licenciados com formação científica para garantir o seu desenvolvimento econômico”.

“Não se pode incentivar os jovens a seguir carreiras científicas com cortes no campo da investigação”, insistiu.




Fonte: Publico
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Jornalista percorre trilha em Israel mencionada na Bíblia e afirma que Jesus era mochileiro

Jesus Cristo era mochileiro e, ademais, estava em boa forma. A ideia, quiça profana, me acompanhou durante três dias -enquanto caminhava 60 quilômetros, escalando montanhas e cruzando rios secos na região da Galileia.

Eu seguia o trajeto de Cristo entre Nazaré e Cafarnaum. A trilha de Jesus, idealizada em meados de 2007 por dois viajantes, atrai hoje aventureiros e peregrinos ao norte de Israel.

É um trajeto por entre locais mencionados no Evangelho, com episódios relacionados a Jesus. Por exemplo, Tabgha, a praia onde ele teria multiplicado os peixes.

Caminhei sozinho, com a mochila nas costas e carregando em meu Kindle uma versão comentada da Bíblia. Já em cima da primeira montanha, poucas horas depois de deixar Nazaré, pensei no preparo físico de Cristo. Porque o caminho não seria fácil.

1º DIA – Cenário urbano fica para trás e entro no mato

A trilha começou às 7h em um hotel na cidade antiga de Nazaré. Os vendedores ainda dormiam, e as ruas estreitas eram flanqueadas pelas grades de ferro que cobriam as entradas das lojas. A caminhada seguiu por 460 longos degraus até o topo da montanha, de onde se via a paisagem. Destinos distantes. Mas o ponto final, Cafarnaum, não estava à vista.

O cenário urbano logo ficou para trás. A estrada desceu a ribanceira, cruzou uma rodovia e me jogou no mato. Às 9h, cheguei às ruínas de Séforis, possível berço de Ana, avó de Jesus Cristo.

Dali, o caminho era logo coberto pelas árvores de uma floresta de coníferas. Por ali passava, na Antiguidade, um importante aqueduto romano. Passei também. Às 11h30, estava em Mash’had, terra do profeta Jonas –aquele que, diz o texto bíblico, foi engolido por um grande peixe.

Começava, ali, um longo trecho de casebres árabes. Um vale adiante, visitei Caná, onde a Bíblia relata a transformação da água em vinho –para mim, em vez de um milagre, ali foi lugar do calvário do Sol e da fome.

Na saída de Caná, já diante de uma trilha de terra, encontrei minha própria revelação: um pequeno camaleão de olhos esbugalhados que consegui segurar nas mãos. Pensei em levá-lo comigo. Ocorreu-me que seria ilegal. Nós nos despedimos ali.

O primeiro dia acabou cedo. Às 15h, visitando a comunidade israelense de Ilaniya, já não tinha forças. Hospedei-me em uma fazenda de cabras e dormi à tarde, em uma cabana coberta por ramos de um pé de maracujá.

2º DIA – Em trecho sem sombra, oliveiras me protegem do sol

O segundo dia foi a demonstração de uma natureza cruel. Depois de subir as montanhas do kibutz Lavi, vi finalmente o mar da Galileia, ao longe. Descansei nos Chifres de Hattin, onde os exércitos de Saladino derrotaram os cruzados europeus, em uma das batalhas mais épicas da região. Então veio o sol de 35°C. Sem sombra.

Deitei em um banco no santuário de Nabi Shuaib, túmulo do sogro de Moisés. Os drusos, povo de uma antiga e inacessível religião monoteísta, peregrinam até ali. Eu só pensava nos sintomas de uma insolação e em quando seria a hora de pedir ajuda.

Com esforço, e me escondendo embaixo de oliveiras, cheguei à comunidade de Arbel às 16h. Amir, de quem aluguei um quarto –fiz a reserva por telefone, no mesmo dia–, me recebeu com água gelada. Um banho frio finalmente me acalmou. Jantei às 18h. Dormi.

3º DIA – Após trilha quase suicida, larguei a mochila e mergulhei no lago

Apavorado pelo sol, acordei no terceiro dia às 5h. O primeiro raio de luz me colocou na estrada, me levando ao topo da montanha de Arbel –quebrada ao meio por um terremoto. A trilha, quase suicida, levava precipício abaixo entre pedras e a vertigem. Às 8h, estava no sopé.

Reabasteci as garrafas com três litros da água do vale da Pomba, que corre entre as duas faces da montanha rachada. Um pouco adiante, andando nas margens do mar da Galileia, já não temia o calor. Larguei a mochila e mergulhei no lago.

Então, um sorriso. Vi, atrás de um monte, a igreja da multiplicação dos peixes. Depois dela, uma placa para Cafarnaum. Mesmo sob a luz das 12h, os últimos quilômetros foram rápidos para mim.

Apenas um arranhão na perna, causado por plantas espinhentas, e uma dor muscular generalizada me lembravam aquela primeira ideia: Jesus estava em forma.




Fonte: Folha
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Defender valores bíblicos e 'não ser covarde' são deveres do cristão, diz Franklin Graham

O Rev. Franklin Graham pediu que cristãos alertem os EUA sobre as questões morais

O Rev. Franklin Graham convocou os cristãos norte-americanos a se levantarem contra a oposição social, para defenderem os valores bíblicos.

Envolvido com causas beneficentes cristãs, o líder evangélico reiterou em um artigo da revista Decision, que "o céu não é para covardes".

Ele ainda acrescenta que o Evangelho deve ser proclamado a qualquer custo, sem ignorar passagens por causar polêmica ou por impopularidade.

"Nós sinceramente não podemos proclamar a verdade do amor de Deus, ignorando o que Ele odeia, pois Deus odeia o pecado", explica.

Graham também enfatizou a necessidade de manter uma "coragem piedosa", sobretudo para falar contra o aborto e a homossexualidade.

"Não podemos ficar para trás em questões bíblicas, por medo de ser rotulado como um homofóbico ou juiz", acrescenta.

Ele acredita que cristãos são sempre julgados, tidos como "tendenciosos, críticos e intolerantes", mas que ainda assim é preciso ser firme.

Como repercussão do artigo, Graham se estendeu um pouco mais sobre o tema em um evento recente do Conselho de Pesquisa da Família nos EUA.

No evento, ele fala de Apocalipse 21:8, onde Deus enumera grupos que estarão "no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte".

O primeiro grupo listado no verso são os "covardes", o que levou Graham a concluir em sua explanação que "Deus odeia os covardes".

"Os covardes a quem o Senhor se refere são os homens e mulheres que conhecem a verdade, mas se recusam a falar", destaca.

Na sequência, ele argumenta que apesar de ser "um país livre", os EUA devem receber o alerta do que é cabível nas questões morais.

Graham atrai muita controvérsia com seus temas, principalmente quando fala de homossexualidade, de Islã ou do presidente Barack Obama.

Filho de um renomado pregador, Franklin Graham é contestado até mesmo por cristãos, que pensam que ele devia ter uma postura mais imparcial.

"Franklin sempre se inclinou rumo a uma direção mais política do que seu pai", questionou Sally Quinn, fundadora do site cristão OnFaith.




Fonte: The Christian Post
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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Pastor Silas Malafaia critica pais e líderes que não falam sobre masturbação com jovens e diz: “É pecado”

Masturbação é uma prática que, independentemente da religião, é adotada por muitos adolescentes, impulsionados pelos hormônios e pela falta de orientação e abordagem correta de pais e conselheiros. Sobre o assunto, o pastor Silas Malafaia publicou um artigo com o título “Masturbação é ou não uma prática pecaminosa?”.

No texto, Malafaia  – que é psicólogo – ressaltou que “abordar o tema masturbação à luz da Palavra de Deus não é algo simples”, e que por isso, muitos pais, líderes de jovens e pastores fogem da responsabilidade sobre o assunto, e isso resulta em desinformação. “A consequência disso é que alguns desses jovens, desinformados, poderão adotar tal prática, sucumbindo à culpa neurótica ou refugiando-se na educação secular e em padrões mundanos, que contrariam os princípios que Deus estabeleceu para o desenvolvimento sadio e equilibrado do ser humano. Isso traz sérios problemas à vida espiritual, psíquica e emocional”, ponderou o pastor.

“A masturbação é uma prática pecaminosa à luz da Palavra de Deus”, delineou o pastor, acrescentando que “talvez a maior dificuldade de alguns para lidar com a questão seja a inegável realidade da explosão hormonal na puberdade e o fato de a Bíblia não proibir explicitamente esta prática”.

No entanto, Malafaia ressalta que a ausência da proibição explícita “não nos impede de deliberar sobre o assunto, com base em textos mais genéricos, como os que estão em Gênesis 2.24, 38.6-8, Romanos 6.12, 1 Coríntios 6.12 e 1 Tessalonicenses 4.3-5”.

“Alguém consegue masturbar-se sem imaginar um ato sexual, sem ter fantasias eróticas e sem deixar-se dominar pela lascívia ou pela luxúria? Após ceder à masturbação, a pessoa consegue ficar isenta da vergonha e da culpa?”, questionou o pastor. Com esse raciocínio, Malafaia sugere que o estímulo a partir da imaginação do sexo com outra pessoa é tão pecado quanto a prática real fora do casamento.

“Deus criou o homem e a mulher. Eles foram criados com órgãos genitais distintos e a libido, o desejo de união sexual, a fim de saciarem os seus desejos mais íntimos de companhia, de intimidade e de afetividade — necessidades que só são plenamente satisfeitas a partir do casamento, da união legal entre um homem e uma mulher que deixaram afetiva, econômica e geograficamente os pais, ou seja, que atingiram a maturidade. Sendo assim, o ato pelo qual alguém exercita sua sexualidade solitariamente, proporcionando a si mesmo o orgasmo, é uma prática contrária ao projeto de Deus para a vida do ser humano”, conceitua o pastor.

Em sua conclusão, o pastor afirma que “Deus dotou o ser humano com um código moral, e toda vez que o infringimos há tristeza, dor, culpa, porque o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23)”, acrescentando que “quando uma pessoa é subjugada por algo, ainda que seja um desejo legítimo, ela se torna escrava (2 Pedro 2.19)”.

“Em suma, não apenas a masturbação, mas qualquer prática sexual sem o compromisso do casamento entre um homem e uma mulher está fora do projeto de Deus, é pecaminosa e traz consequências funestas para o ser humano”, finaliza o pastor.



Fonte: Gospel+
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Noé: licenças e diferenças entre o filme e a Bíblia

A estreia de Noé vem acompanhada de polêmica. E não é à toa. Em alguns países como Bahrein, Catar, Emirados Árabes e Indonésia, de maioria muçulmana, o longa-metragem foi proibido. Tudo por causa da visão livre e fantasiosa que o diretor e roteirista Darren Aronofsky teve sobre a trajetória do personagem bíblico.

Antes de tudo, Aronofsky foi ousado. Como o livro sagrado dá curtas pistas da história de Noé, o diretor imaginou o que teria ocorrido antes, durante e depois do dilúvio. Ele preservou algumas passagens e deu asas à criatividade para recriar à sua maneira. Listei abaixo, algumas licenças (ou liberdades) tomadas por ele.

1) Noé (Russell Crowe) não recebe um chamado de Deus, como na Bíblia, para construir a arca. Ele tem, sim, sonhos e alucinações que o levam a construir a arca.

2) O nome de Deus jamais é pronunciado. É sempre “o Criador”.

3) Na visão de Aronofsky, os guardiões, anjos caídos que Deus deixou na Terra, são criaturas de pedra, frutos de efeito digital. São eles que ajudam Noé a construir a imensa arca.

4) Não houve uma tentativa de invasão à arca, comandada por Tubalcaim (Ray Winstone), descendente de Caim, como aponta uma eletrizante sequência de ação.

5) Tubalcaim não entrou na arca nem fez conchavo com o filho do meio, Cam, como sugere o filme.

6) Além de Noé e sua mulher, embarcaram os três filhos do casal e suas respectivas esposas. No longa-metragem, apenas o primogênito, Sem, leva a mulher, um órfã adotada pela família, interpretada por Emma Watson.

7) No filme, Cam (Logan Lerman) é um rapazinho e foge dos pais para arranjar uma namorada para entrar com ele na arca. Cam já se considerava na idade de ter uma companheira. Noé, que era contrário à ideia, acabou criando uma rebeldia no filho.

8) Para não explicar como todas as espécies de animais conviveram juntas por tantos dias dentro da arca, o roteiro simplificou: os bichos dormem o tempo inteiro.

9) Na Bíblia, não há indicação de quantos anos Noé demorou para construir a Arca. Calcula-se em cem anos. No filme, ele leva uma década.




Fonte:  Miguel Barbieri Jr. na Veja
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Protagonista do sexto episódio de Milagres de Jesus, João Vitti conta o que aprendeu com a minissérie

A Cura do Servo do Centurião vai ao ar na próxima quarta-feira (26)

A Cura do Servo do Centurião é o sexto episódio da minissérie Milagres de Jesus e irá retratar a emocionante relação de amor e fé entre o centurião romano Fídeas e seu servo Rafael. No começo da história, que tem uma passagem de tempo de 15 anos, Fídeas comanda um pelotão de dez soldados romanos e recebe a difícil missão de exterminar o líder dos zelotes, povo hebreu que não se conforma com a ocupação romana na Palestina.

Embora seja muito fiel ao Exército romano, Fídeas não concorda com a opressora forma de dominação sobre os hebreus e sente enorme culpa ao ter de executar Mordecai, o líder dos zelotes. Após saber que a mulher de Mordecai, Liora, também foi executada, ele decide levar o filho do casal, Rafael, de apenas cinco anos, para viver com sua família em Cafarnaum.

A segunda parte da história já mostra Rafael com 15 anos. O rapaz é servo da família de Fídeas, embora tenha sido criado por ele como filho. Os dois convivem em total clima de carinho e cumplicidade, o que sempre gerou incômodo em Nênia, mulher do centurião. Rafael se torna um rapaz de muita fé, que admira as palavras de Jesus Cristo. Fídeas também simpatiza com as ideias do messias, mas não pode assumir que abandonou as crenças romanas. No entanto, quando Rafael fica gravemente ferido após uma luta contra os zelotes, Fídeas não pensará duas vezes antes de recorrer ao Mestre dos Mestres.

Ao conversar com o R7, o ator João Vitti, que interpreta Fídeas, contou que ficou muito feliz com o convite para fazer parte do elenco da minissérie. De acordo com o ator, o ensinamento que a passagem de Fídeas traz para a humanidade são os valores da compaixão, da humildade e da própria fé.

— As causas que geram o sofrimento nos homens são os mesmos em qualquer época. Seja a desarmonia, a doença, a falta de riqueza ou até mesmo o vício. Acredito que em qualquer época isso é inerente ao ser humano. Trazer isso em primeiro plano é maravilhoso porque foge totalmente de um discurso religioso. O foco é o que essas pessoas experimentam e o processo de transformação. Eu acho que Jesus estava ali para inspirar a esperança, a possibilidade de mudança nas pessoas.

Vitti falou ainda que, ao estudar os textos que iria executar durante as gravações, se surpreendeu com uma frase que aprendeu ainda quando criança, mas que entendeu o real sentido das palavras depois que deu vida a Fídeas.

— Quando eu era criança, eu estudei em colégio de padre e me lembro muito da frase: “Senhor, não sou digno que entreis em minha morada. Dizei uma só palavra e serei salvo.” Essa é a frase que está na boca do meu personagem e após dizê-la a Jesus, Fídeas volta para casa e encontra o menino curado.




Fonte: R7
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ordenação feminina é um avanço?

Nessas semanas, o assunto que vem explodindo nas redes sociais entre os cristãos é o pastorado feminino. Devido ao acontecimento do último dia 22 de Janeiro, alguns tem se dividido: a OPBB (Ordem dos Pastores Batistas do Brasil) levantou esse tema ao tratar da entrada de pastoras no seu rol de membros, que até então, só era formado por homens. Essa decisão vem gerando divisões não só de opiniões, mas de congregações inteiras.  Então, qual dos dois lados está correto? A ordenação feminina é considerada um avanço? Existem algumas respostas para essas perguntas, que dividimos sob o ponto de vista cultural e sob o ponto de vista bíblico.

Com o avanço da civilização, com o uso da livre expressão, houve reivindicações por igualdade independente de raça, cor ou sexo. E conseguiram, tornaram isso uma grande conquista! Os que, em muitas situações, eram explorados e esquecidos, agora passaram a ser reconhecidos de outra forma pela sociedade. Desde então, as mulheres começaram a se destacar, a ocupar cargos estratégicos e subir cada vez mais no status da sociedade. Hoje temos grandes mulheres como diretoras, empresárias e gerentes. As mulheres já estão ocupando o lugar dos homens academicamente. Até em cargos que eram caracterizados por serem “masculinos” elas entraram: são militares, motoristas de caminhão e componentes da arbitragem do futebol. Não esquecendo também da nossa primeira Presidenta da República.

Tudo isso foi realmente um enorme passo. Mas a prioridade que a mulher começou a dar ao trabalho e a essa igualdade exagerada, trouxeram inversões de papéis dentro da própria família e que, consequentemente, está se estendendo para dentro da igreja. Culturalmente, esse é um grande avanço para o meio cristão, nada mais correto que levar à igreja esse reconhecimento de igualdade! Muito bem, culturalmente.

Mas as Escrituras também nos dão respostas simples e claras para essa questão. Princípios bíblicos e teológicos, não culturais, são o que devemos analisar.  O homem e a mulher são iguais e diferentes segundo a Palavra de Deus:

1. A igualdade se dá pelo fato de ambos terem sido criados imagem e semelhança do Senhor (Gn 1.26-27) e porque são tratados como filhos dEle, sem fazer diferença de sexo, posição, influencia ou qualquer outro fator, sendo um eleito do Senhor, guiado pelo Espírito (Rm 2:11, 8:14, 9:8). Com isso, todos devem amar ao próximo, evangelizar, honrar pai e mãe, dizimar, etc. Sem distinção para esses papéis.

2. Existem também diferenças (muito mais que semelhanças): além dos dois serem diferentes biologicamente, existe o inicial fato de terem sido criados de formas e para funções diferentes (Gn 2, 1 Co 11:8). A diferença de funções também é colocada nas Escrituras quando Paulo diz que o homem deve ser a cabeça da mulher e ela deve ser submissa a ele (1 Co 11:3, Ef 5:22-24). O Senhor coloca também a mulher como vaso mais fraco (1 Pe 3:1-7). A liderança é sempre atribuída ao homem em todas as passagens. Um dos propósitos de Deus é claro: as diferenças foram feitas para um completar o outro e glorificarem a Ele com isso.

As distinções também continuam nas funções desempenhadas pelos dois dentro de uma comunidade cristã. Acreditando que a liderança foi entregue por Jesus e por homens qualificados para isso, a Bíblia não dá opções para o pastoreio feminino. Inicialmente, no Novo Testamento, o próprio Jesus escolheu 12 homens para serem apóstolos (Lc 6), apesar de ter perto dEle grandes mulheres tementes (Lc 10:38, Marta, Maria e Maria Madalena). Para as diversas outras situações bíblicas que necessitavam de liderança, foram escolhidos homens para o exercício dessa função específica (At 6:1-7). Nas quatro principais traduções usadas, as palavras “presbítero, diácono, apóstolo, bispo” quando para liderança foram usadas apenas para homens (At 20:17, 1Tm 3:2, 3:12, 5:17, Tg 5:14, 1, Tt 1:6, Pe 5:1-3, 3 Jo 1:1). Paulo em uma de suas cartas fala claramente sobre isso:

“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação.” (1 Timóteo 2:11-15)

Existiram mulheres que se destacaram nas Escrituras (Débora, Priscila, Febe e outras), o Senhor as usou, as deu destaque, mas a ordenação não foi dada a nenhuma delas. No capítulo 16 do livro de Romanos, duas dessas são citadas e é certo que exerciam cargos de liderança na igreja, como também é certo que nenhuma delas tinha qualquer autoridade relacionada ao ensino público (Tt 1:9), à igreja e aos homens (1 Co 14:34-35). O trabalho delas provavelmente seria no Ministério Feminino (Tt 2:3-5) ou no auxílio de necessitados, doentes e pobres. Nós nunca fomos, nem somos inferiores aos homens, mas papéis distintos foram criados, determinados por Deus (Cl 3:18-19, Ef 5:22-25). Antigas ideias erradas sobre a inferioridade da mulher devem ser corrigidas segundo as Escrituras pois, como foi dito anteriormente, o homem e a mulher são iguais para o Senhor. Mas usar um erro para corrigir o outro, continua um erro. Na há avanços quando a via é na contra mão bíblica.

No Corpo de Cristo existe lugar para cada pessoa dar sua contribuição para o Reino. Nada impede que nós sirvamos dentro da congregação, evangelizemos, auxiliemos os outros irmãos, ensinemos as mais novas e sejamos benção para o povo de Deus. Nós não precisamos de uma ordenação para que o nosso valor e necessidade dentro da igreja sejam mostrados. Nós somos melhores que os homens em muitas áreas, mas o pastorado feminino não foi algo estabelecido pelo Senhor para nós. Ele soberanamente o estabeleceu para ser exclusivamente masculino. E quem somos nós para questionar isso? Ele nos fez importantes para a sociedade, para a congregação, para a família e para o homem. Nós somos colocadas como auxiliadoras, como necessárias! O valor disso é tremendo porque quem o determinou foi o próprio Deus.

Diante disso, desejo que usemos nossas habilidades dentro das possibilidades bíblicas existentes. Que o nosso apego as Escrituras seja maior do que a cultura. A nossa missão já nos foi dada! Devemos cumpri-la com amor e obediência!

Sola Scriptura!




Fonte: Evangelho Urbano
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O que penso sobre blocos evangélicos no carnaval

Nos últimos anos tornou-se comum encontrarmos em algumas igrejas evangélicas blocos carnavalescos. 

Com o intuito de pregar o evangelho durante o carnaval, evangélicos de denominações diferentes criaram blocos e até mesmo Escolas de Samba cujo objetivo final é pregar aos foliões. Segundo os sambistas de Jesus, essa é uma maneira de evangelizar os perdidos que se encontram absortos em iniquidade e que precisam desesperadamente de Cristo.

Antes de qualquer coisa preciso afirmar que concordo plenamente com o fato inequívoco de que os perdidos estão mergulhados em iniquidade e que carecem da graça do Senhor. Sem sombra de dúvidas isso é um ponto indiscutível. Verdadeiramente os homens estão destítuidos da glória de Deus, mortos em seus delitos e pecados e incapazes de buscarem ao Senhor. (Efésios 2:1-10)

Caro leitor, o que me preocupa efetivamente não é o desejo de evangelizar, nem tampouco a vontade de pregar as Boas Novas da Salvação Eterna aos que se perdem e sim a forma escolhida para o desenvolvimento dessa missão.

Isto posto, permita-me explicar porque sou contra a criação de blocos evangélicos carnavalescos:

Acredito que a evangelização se dá de forma contínua e de modo relacional, isto é, todos nós, somos chamados a evangelizar os que se relacionam conosco através de palavras, testemunhos,  durante o ano e não em eventos esporádicos.

Porque nem toda contextualização é bíblica. Quando a contextualização abre portas ao mudanismo, paganismo, e a ausência de santidade, ela precisa ser rechaçada.

A igreja foi chamada para pregar Cristo e o arrependimento de pecados e não um tipo de evangelho palatável cujo foco principal é a satisfação humana.

Pela forte relação com o mundo e com os valores que nele existentes. Ora, por mais que digam ao contrário, os que saem as ruas para "evangelizar" em blocos carnavalescos relacionam-se com o mundo e a cultura de uma forma onde o foco principal não é a glória de Deus e sim o bem estar do homem. (Romanos 12:1-2)

Por tomarem o nome de Deus em vão, fazendo do Senhor instrumento exclusivo de satisfação pessoal. Na minha perspectiva sair as ruas, sambando, rindo fere o mandamento bíblico de usar o nome do Senhor em vão.

Porque ainda que se diga que o objetivo é a evangelização o que menos se vê é a pregação do Evangelho.

Por dar ocasião a carne e ao "velho homem." despertando em muitos o antigo prazer pelo pecado.

Se não bastasse isso pergunto:

Será que se a Igreja pregasse e vivesse o evangelho durante o ano não haveriam mais conversões do que comumente temos?  Ora, vamos combinar uma coisa? Evangelizar é muito mais do que cantar, sambar, pular. Evangelizar está para além de eventos, programas ou atividades distintas. Evangelizar é compartilhar aquilo que o Senhor fez pelo pecador na cruz do calvário, é confrontar o homem em seus delitos e pecados, chamando-o ao arrependimento, é proclamar Cristo como Senhor e Salvador, confrontando o pecador com a dura, porém maravilhosa mensagem da Cruz.

Bem sei que alguns me xingarão de "fundamentalista estupido", de fariseu da modernidade e outras coisas mais, todavia, ao contrário de alguns não posso considerar as loucuras do chamado movimento gospel como normais.

Definitivamente o Brasil precisa de um avivamento! 
Definitivamente o Brasil precisa regressar as Escrituras.
Definitivamente precisamos chorar e clamar a Deus por Deus por mudança no evangelicalismo brasileiro.

"E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha" (Efésios 5.11-12).

É o que penso, é o que digo!



Fonte: Pr. Renato Vargens em seu blog
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O que penso sobre Baby do Brasil e os evangélicos que pulam carnaval

Eu já havia escrito sobre as discrepâncias promovidas pela "popstora" Baby do Brasil.  

Hoje, um ano depois, volto a escrever sobre cantora brasileira que resolveu tocar no período do carnaval em um trio elétrico animando os seguidores de momo.

Numa entrevista fornecida ao G1, A cantora gospel afirmou ser a "Matrix de Deus". Além disso, ela é também disse que o "Carnaval é uma coisa muito louca."

A cantora voltará a capital baiana para tocar músicas próprias e sucessos dos Novos Baianos, grupo que integrou e ajudou a fundar na década de 1970. Clássicos como "Menino do Rio", "Telúrica", "Sem pecado e sem juízo", "Todo dia era dia de índio", "Tinindo Trincando" e "Barrados na Disneylândia" estão na lista.

Pois é, o que me assusta é que tem gente que não vê nada de mais nisso. Para muitos, a cantora "evangélica" está certíssima em "pregar" Cristo na festa da carne, mesmo que com isso, tenha que negociar valores cristãos e bíblicos. 

Caro leitor, à Luz das Escrituras afirmo que do ponto de vista bíblico não existe compatibilidade entre luz e trevas, santidade e mundanismo,  Cristo e satanás.

Como escrevi anteriormente não vejo base bíblica para o crente pular carnaval e os que o fazem, demonstram assim não conhecer os pressupostos bíblicos quanto a relacionar-se com o mundo.

Isto posto, afirmo sem a menor sombra de dúvidas que Baby do Brasil e todos aqueles que aderiram a festa de Momo, estão equivocados em participarem de um evento que em muito se contrapõe a Palavra do Senhor.

Encerro este post com uma frase do meu amigo Judicley Santos:

"A capacidade humana de justificar os seus pecados deixa os demônios orgulhosos e os anjos escandalizados."

Pense nisso!



Fonte: Pr. Renato Vargens em seu blog
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Opinião: Pr. Ed René Kivitz sobre a graça de Deus



"Às vezes tenho a impressão de que os cristãos pensam que a graça de Deus é um produto que somente eles têm para vender."

(Ed René Kivitz)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ex-jogador de futebol Müller, hoje pastor evangélico diz que “Deus não gosta dos aboiolados e bichonas”

Müller já foi seleção brasileira, mas agora é pastor. O ex-jogador de futebol nasceu em Campo Grande, vive hoje em São Paulo, mas nesta semana voltou à cidade e deixou a comunidade gay indignada. Durante sermão na Igreja Evangélica da rua 14 de Julho, ele atacou os homossexuais com frases do tipo "Deus não gosta dos aboiolados”.

Um dia depois da Parada da Cidadania (novo nome da “Parada Gay”), Müller fez sermão surpresa para os evangélicos, a convite, com teor considerado bastante ofensivo.

Foi mais uma manhã de domingo de igreja lotada, com cerca de 750 pessoas, entre gente em pé e muitos sentados também no chão. O pastor falou por mais de uma hora e, no meio do sermão, resolveu atacar os homossexuais, dizendo que tem muito homem afeminado na Igreja.

Além de “aboiolados” também usou o termo “bichona”, como quem quer “descontrair” a conversa e arrancar apoios da platéia. "Deus retirou a costela de Adão justamente para retirar toda a feminilidade do homem. Isso prova que o homem não pode ser bichona”, comentou.

Para finalizar, ao que parece, já prevendo a polêmica, garantiu: "Tô nem aí para a homofobia".

Ao Lado B, Müller diz não se arrepender do que tem pregado em igrejas pelo País, nem dos termos usados. “Bichona, afeminado, boiola é tudo sinônimo de gay”, justifica.

Em defesa própria, recorre à Bíblia. “Não sou eu quem diz, é a Bíblia. A igreja aceita qualquer um. Eu amo os gays, mas não o que eles fazem”, argumenta.

O ex-atleta tem os títulos de bicampeão mundial pelo São Paulo e campeão da Copa do Mundo de 94. Ficou rico, mas perdeu tudo com “diversão”, como ele mesmo sempre alegou. Teve até de viver de favor na casa de outro ex-jogador e desde então combate o que chama de “deslumbramento” e vida fútil.

Nos tempos de glória, lembra que conviveu com muitos homossexuais e jura que nunca foi homofóbico. “Convivia numa boa, mas cada um no seu quadrado. Minha esposa também tem parentes gays e eu convivo bem com eles”.

Ex-gays - Aqui, o gerente de comunicação da Igreja Evangélica de Campo Grande, pastor Admar Alves Bueno, fala sobre o episódio com aparente tranquilidade e repete: “A Igreja ama os gays, mas não a pratica da homossexualidade”, mesmo sem a frase fazer muito sentido.

Ele tenta explicar melhor, novamente citando a Bíblia. “Devemos amar ao próximo, amamos, independente do que a pessoa é ou deixa de ser, mas alguns comportamentos a gente entende pela Bíblia que não são corretos”.

Para o pastor, Müller tem o direito de falar o que pensa. “Os ativistas, que são grupo pequeno, querem exigir da sociedade e das igrejas que aceitem. Mas temos liberdade para falar o contrário”.

Ele admite que as palavras “podem ter soado como pejorativas”, mas no contexto, defende que fizeram efeito. “Foi mais de uma hora de sermão e apenas 1 minuto falando disso. Você não imagina a quantidade de pessoas que aceitaram Jesus naquele dia.”

Sobre a presença de homossexuais nos cultos, o pastor garante “que a igreja aceita qualquer um”, mas comenta que com o tempo, quem não se “adapta”, deixa a comunidade.

Admar diz não levantar a bandeira da “cura gay”, mas assegura que já viu muita gente “transformada”. “Eu mesmo já fiz o casamento de dois ex-gays, que agora têm filhos e estão super felizes com as esposas”.




Fonte: Campo Grande News
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Reverendo Caio Fábio diz que o sexo antes do casamento nem sempre é errado

Caio Fábio: “É presunção dizer a alguém que é pecado porque ele e uma menina se amam e transam”

O sexo antes do casamento é um tabu entre cristãos, principalmente os de orientação evangélica, e a cada teólogo, pastor ou estudioso que se pronuncia sobre o tema com um pensamento fora da lógica estabelecida pela igreja, o assunto torna-se explosivo.

O reverendo Caio Fábio, em seu programa Papo de Graça, afirmou que “é uma presunção de alguém chegar para um ser humano e dizer que ele está em pecado porque ele e uma menina se amam e fazem sexo”.

A opinião de Caio, apesar da aparência simplista e liberal, seguiu-se com uma reflexão mais profunda sobre o assunto, depositando muito mais responsabilidade para o casal de namorados que questionava sobre sua situação de, num relacionamento público há dois anos, não terem resistido às atrações físicas.

Respondendo a pergunta dos jovens, Caio afirmou que para ele é inviável definir se a questão em torno do sexo que acontece entre eles é pecado, e disse que para chegar a uma conclusão, eles precisam ser honestos consigo mesmos, e que se em algum momento um dos dois deixarem a honestidade de lado e mantiverem a prática sexual apenas por prazer e sem compromisso, aí sim estariam pecando.

“Eu não sou Deus, eu não entro na alma de ninguém, eu não sei a verdade de vocês. Eu só sei o seguinte: com 20 anos eu já era casado, e com 21 eu já era pai e pastor. E a minha mulher, a Adriana, com 18 anos, era mãe. Com 21 já era mãe de alguns. Eu com 23 já tinha resolvido a questão de quantos filhos eu teria na vida. Então, eu não posso chegar aqui, e só porque lhe falta diploma, cerimônia, cartório, oficialização desse relacionamento junto aos pais dela ou de qualquer que seja a instância validadora socialmente do que entre vocês acontece como um vínculo espontâneo de amor e de carinho, eu não posso, pela ausência de tais validações dizer que a ausência de tais coisas torna pecaminoso o relacionamento sincero entre um homem e uma mulher. Nunca disse, nunca direi. Não tenho condição, à luz do Evangelho, de cometer essa torpeza contra o mistério do que vincula um ser humano com outro ser humano. O que eu posso dizer a você, e diria a um filho, é que já que vocês estão se relacionando sexualmente, já que você diz que isso é porque você gosta dela e ela gosta de você – eu não vou usar a palavra amor porque eu não quero ser leviano com tal coisa. A gente tem que saber se o que existe entre nós e a outra pessoa é amor. Você por enquanto, sabe que você gosta dela e ela gosta de você – então, amadureçam o significado desse sentimento conversando um com o outro a respeito disso, e sabendo sempre isso: o que vocês estão fazendo é parte de um princípio natural do encontro humano, e que será, e terá uma continuidade natural tanto mais quanto vocês se vinculem profunda e conscientemente em amor, em amor honesto um para com outro”, orientou Caio Fábio.

O alerta, para que o casal não se deixe levar pela liberdade e torne a relação puramente de entretenimento, veio a seguir: “Agora, não ande nenhum passo com ela, vacilante, ou titubeando, ou sem saber, ou em momento algum defraude a sua irmã, como diz Paulo, escrevendo aos tessalonicenses: ‘em momento algum a defraude, sob hipótese nenhuma’. O que é isso? É você começar usá-la. Ela é bonita, gostosa, legal, novinha, gosta de você, quer você e daqui há um tempo, você não estando mais comprometido com ela como está, comece a usá-la só porque ela está disponível. Nunca faça isso com mulher nenhuma, por favor. Porque isso aí, com certeza absoluta, é profundamente desagradável a todos os sentidos da vida. Agindo assim, não granjeia amizades nos céus. A gente faz amigos nos céus quando vive com integridade, amor, sinceridade, verdade”, frisou.

É pecado!? A postura de Caio Fábio, mais uma vez, tornou-se alvo de controvérsia. O pastor Renato Vargens discordou do ponto de vista e argumentou que há textos bíblicos que se posicionam sobre o assunto de forma mais incisiva. “Na opinião de Caio desde que não haja defraudação na relação, não há problema de que os amantes se envolvam sexualmente. Caio também disse que ele, à luz do evangelho, não pode se contrapor àqueles que agem desta forma, mesmo porque, não dá pra se convencionar o que seja casamento. Pois bem, diante do exposto gostaria de enumerar 04 motivos porque considero que o ensino de Caio Fábio esteja equivocado: 1- Em 1 Corintios 7:8,9, Paulo orienta a igreja dizendo que é melhor com que o solteiro se case do que viver abrasado. 2- A Bíblia não permite relações sexuais fora do matrimônio (1 Coríntios 6.18-7.2) e condena imoralidade como um pecado que afronta a santidade do Senhor”, escreveu Vargens.

O blogueiro Antognoni Misael, pontuou no Púlpito Cristão que a “teologia humanista e liberal” de Caio Fábio “é destrutiva, deixa tudo solto, a gosto do freguês – nada mais parece ser pecado, tudo é relativo”.

Assista:





Fonte: Gospel+
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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Igreja diz que Jesus foi o 1º tuiteiro da história

Religioso compara as frases curtas que Cristo usava com novo meio de se comunicar

 Num debate para estimular o diálogo entre fiéis e não fiéis, o cardeal Gianfranco Ravasi mostrou que considera que Jesus Cristo estava bem à frente de seu tempo. Para ele, Jesus foi a primeira pessoa no mundo a tuitar, devido “às frases breves e brilhantes” que usava para transmitir seus pensamentos, informa o site Religión Digital.

“Ame ao próximo” foi um dos exemplos citados pelo presidente do Conselho Pontifício sobre a Cultura como uma frase de menos de 140 caracteres, mas capaz de passar ideia e causar efeito sobre quem a ouvia.

Ravasi falou sobre fé, mídia e laicidade no Átrio dos Gentios, um fórum para o diálogo que reúne intelectuais, religiosos e o público. O encontro, criado ainda no Pontificado de Bento XVI, desta vez incluiu os diretores dos principais jornais italianos.




Fonte: O Globo
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Renato Aragão e Gregório Duvivier discordam de piadas sobre religião

'Desde que não agrida outras religiões... O humor não precisa disso. Você é inteligente, te acompanho, na Portas dos Fundos e nas da frente', diz Renato

Quem pensa que humorista não sabe falar sério, o Na Moral desta última quinta-feira, 12, provou o contrário. Em um debate inteligente, Bruno Mazzeo, Gregório Duvivier, Helio de La Peña e Renato Aragão falaram sobre os limites da piada. A discussão esquentou mesmo quando o eterno Didi e Gregório discordaram sobre fazer ou não fazer piadas de religião.

Depois de ver um esquete do grupo de humor de Duvivier, Renato foi bem direto: “Eu nunca passei por esse temor de fazer piada sobre religião, não precisa usar a religião para fazer humor.  Eu acho que até agride, coisa que agride é você criticar uma religião, muçulmana, católica, evangélica, tudo”.

“Eu sou muito fã do Renato, mas neste caso eu vou ter que discordar", iniciou Gregório a defesa do seu ponto de vista e de seu tipo de humor. E o humorista foi mais além: “Olha só, eu acho que é engraçado a gente desmistificar. O meu Deus não é o Deus de outras pessoas. Não existe um sagrado absoluto”.

Para rebater, o Trapalhão usou apenas uma pergunta para o humorista: “Você tem alguma religião?”. Após ouvir a negativa, Renato prosseguiu: “Então, você está a caráter para falar desde que não agrida as outras religiões. Eu acho que o humor não precisa disso. Você é inteligente, eu te acompanho, na Portas dos Fundos e nas portas da frente”.

O debate ainda rolou solto, mas, no final, Gregório não deixou de ressaltar o quanto é fã de Didi. 


Fonte: TVG Globo
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"Não se pode demonizar atuação de igrejas por apoiarem a ditadura", diz bispo presbiteriano

Paulo Ayres lembrou que muitos integrantes das igrejas eram contra a ditadura

O bispo emérito da Igreja Presbiteriana e teólogo Paulo Ayres disse nessa quarta-feira, durante depoimento às comissões Nacional e Estadual da Verdade no auditório da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (Caarj), no centro do Rio, que não se pode demonizar a atuação de igrejas com a definição somente de que elas apoiaram o golpe de 1964 e a ditadura. Muitos integrantes, como ele, defendiam posições contrárias.

“Tanto no caso da Igreja Metodista, como da Presbiteriana e da Batista, foram nossos próprios irmãos que agiram em nome da repressão contra nós, muitas vezes forçados até pela repressão do governo militar, mas havia gente que, por assumir posições contrárias ao que estava dominando no país, teve que pagar um preço. As igrejas não são corpos estranhos na sociedade”, esclareceu.

No depoimento, Paulo Ayres fez um relato sobre a participação das igrejas evangélicas no período e mostrou que o trabalho teve ligações com a Igreja Católica e com pessoas que não tinham religião. Na avaliação do teólogo, as informações que apresentou na audiência agregaram ao trabalho da comissão um resgate relevante porque, atualmente, as igrejas evangélicas passam por um período difícil. “As igrejas evangélicas hoje no Brasil passam por um período de trevas. É preciso que haja a percepção que nem todo evangélico é igual a Marcos Feliciano, que há evangélicos com posições em defesa da justiça, da liberdade, da solidariedade e da verdade”, disse.

Ayres defendeu que os torturadores do período da ditadura no Brasil sejam punidos. Ele contou que no período foi denunciado aos órgãos de repressão por um bispo da própria igreja que frequentava. “Alguns anos depois nos tornamos amigos e ele [o bispo que o denunciou] sabia que eu tinha conhecimento de que havia me denunciado, mas, mesmo assim, acho que ele tem que ser punido”, disse Ayres.

Na avaliação dele, não haverá uma democracia plena no Brasil se os torturadores não forem levados à Justiça. “Senão vamos continuar tendo situações como 'cadê o Amarildo?' O que nos anos 1970 foi em relação aos presos políticos, hoje é em relação a qualquer cidadão, inclusive o Amarildo”, disse.

Para o coordenador do grupo de trabalho Papel das Igrejas durante a Ditadura da CNV, Anivaldo Padilha, o depoimento do bispo Paulo Ayres apresentou elementos novos sobre a própria situação de perseguições e delações e mostrou a necessidade de reflexão sobre a complexidade das instituições religiosas, no caso a composição das igrejas.

“Não se pode olhá-las como se fossem homogêneas. Elas têm dentro de si seus conflitos e suas diversidades e posições políticas e às vezes teológicas divergentes. Posições em conflito que se manifestaram na época da ditadura que extrapolaram as fronteiras da convivência democrática com posições diferentes. Foram setores da igreja que denunciaram seus irmãos e irmãs, setores que apoiaram a ditadura e setores que se opuseram”, disse.

Antes do depoimento de Ayres, a comissão exibiu o depoimento de dom Waldyr Calheiros, bispo emérito de Volta Redonda, região do Vale do Paraíba, que atuou na defesa dos direitos de trabalhadores e de agentes de pastoral presos durante a ditadura. Aos 90 anos e com problemas de saúde, o depoimento foi feito por meio de vídeo que teve a captação de áudio e de imagens da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O bispo disse que quem tomava posição sobre os problemas sociais era mal visto. “Quando não queriam mostrar as suas tendências, procuravam se esconder”, disse. Dom Waldyr contou episódios como o do ex-deputado Márcio Moreira Alves, que pertencia à pastoral universitária. Segundo o religioso, Márcio tinha posições claras e por isso foi perseguido e se complicou com o governo na ditadura e foi morar na França.

“Márcio tinha a sua mãezinha que por um acidente estava quase morrendo em situação dolorosa. Ele pediu para eu o acompanhar e conseguiram licença para o Márcio vir ao Brasil assistir ao enterro da mãe. Era uma concessão só para o enterro. Márcio não aceitou e manteve a sua liberdade de posição”, revelou.



Fonte: Estado de Minas
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sábado, 17 de agosto de 2013

Evangélica da Assembleia de Deus assume homossexualidade e conta como foi acolhida por igreja gay

Simone Queiroz, 46, casou-se duas vezes com homens até descobrir que era homossexual. Evangélica desde criança, foi expulsa da igreja quando se apaixonou por outra fiel. Passou 14 anos lutando contra seus sentimentos e foi a centenas de sessões religiosas para tentar “tirar o demônio do corpo”. Até entender que sua orientação sexual não era um problema e se reencontrar com Deus, junto de sua companheira, em outra igreja.

Só agora consigo ver como fui criada para seguir os padrões da sociedade. Nasci em uma família evangélica e, aos 18 anos, me casei com um homem um ano mais velho. Tivemos uma filha, Ana Carolina, hoje com 24 anos. A experiência de ser mãe foi maravilhosa, mas comecei a perceber que faltava química, a essência de tudo. O pai da minha filha foi meu primeiro homem e, conforme o tempo passou, cheguei à conclusão de que não era aquilo que eu queria – embora não soubesse bem o que era. Estar com ele nunca era legal ou gostoso. Ele era um cara bacana, mas eu fugia dos nossos momentos íntimos. Inventava dor de cabeça. Evitava-o ao máximo. Até que, com três anos de casados, nos separamos. Fui tentar a vida com outro rapaz, com quem tive meu filho Rodrigo, hoje com 19 anos. A experiência foi ainda mais traumática. A culpa não era dele. Eu não sabia exatamente o que se passava, mas já questionava minha orientação sexual. Ficar com aquele homem era tão insuportável que eu, ao sair da maternidade na qual tive o Rodrigo, já não voltei mais para a casa em que morávamos. Nos separamos e, aos 26 anos, me reaproximei da Igreja Assembleia de Deus, aonde também iam meus pais e avós, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ali me sentia bem e vivi em comunhão com os irmãos de fé por três anos. Até que, durante um culto, conheci a Aline, hoje com 35 anos. Foi amor à primeira vista: nos conhecemos e, dias depois, ela foi à minha casa assistir a dois filmes evangélicos e comer pipoca. Ficamos conversando até tarde, rindo. Ali sentimos algo diferente e nos beijamos. Em 15 dias, assumimos o relacionamento. Com ela, eu me sentia aliviada, completa. Era como se tivesse encontrado a peça do quebra-cabeça que é a vida.

Fomos morar juntas no dia 3 de abril de 1995, e aquilo foi como a explosão de uma bomba atômica. Nossas mães queriam nos separar, temiam que a gente sofresse represálias e até agressões físicas, principalmente dentro da igreja. Sei que não faziam por maldade, mas por zelo. Ninguém podia imaginar que eu, Simone, criada com vestidos cor-de-rosa, pele de oncinha e esmalte, fosse homossexual. Por ignorância, ela temia que eu virasse uma pessoa promíscua, que mudasse de personalidade.

Contamos a duas amigas sobre nossa relação e elas procuraram a mulher do pastor para tentar fazê-la interceder por nós. A intenção foi boa, mas o resultado, horrível. No mesmo dia, no culto noturno, o pastor anunciou para todos os fiéis da igreja que havíamos “caído em pecado”. Ao final da cerimônia, na qual estavam todos os membros, pastores, presbíteros, diáconos, obreiros, ele disse ao microfone que eu (então dirigente de congregação) e a Aline (dirigente do grupo da mocidade) estávamos destituídas de todas as funções dentro da igreja e iríamos para o banco (plateia de fiéis), como um castigo por sermos homossexuais. A partir dali, só poderíamos assistir aos cultos, sem abrir a boca.

Imaginávamos que iríamos sofrer preconceito, mas nunca nesse grau, como pastor falando no púlpito para a igreja lotada. Senti-me humilhada, diminuída, exposta como se fosse uma leprosa. Ouvir aquelas palavras – “de hoje em diante, você não poderá mais adorar, louvar ou pronunciar o nome de Deus” – foi uma dor muito grande, mas não tive reação. Lembro que a Aline estava de um lado e eu de outro, e nossas mães vieram sentar conosco no banco. Nós quatro saímos da igreja e fomos para casa. Do lado de fora, havia neblina e fazia frio, então pensei: “Jesus, acabou tudo para mim. Agora posso morrer”.

Decidimos nos separar. A Aline mandou seus irmãos buscarem as coisas na minha casa e, então, estava tudo acabado.Mas bastaram alguns dias para vermos que não dava para ficar longe. Voltamos a nos encontrar menos de uma semana depois, apesar de nossas mães tentarem impedir. Na mesma semana em que fomos expulsas, nos encontramos às escondidas e assim continuamos até o fim daquele mês de abril. Ou nos víamos em um bairro mais distante ou na minha casa, às escuras. Eu dizia que não ia sair, apagava as luzes e meu filho ia dormir (nessa época, minha filha morava com a avó paterna dela e o Rodrigo, comigo). A Aline falava para a mãe que ia à casa de alguma tia e fugia para a minha. Ali no escuro, dormíamos juntas na sala.

Resolvemos, então, ficar juntas novamente. Pensamos: “Já fomos expulsas da igreja e ‘vamos para o inferno’ mesmo... não temos por que deixar de nos amar. E encaramos tudo e todos novamente. Só que a saudade de Deus batia forte. E, de vez em quando, íamos visitar alguma igreja mais distante, não aquela da qual fomos expulsas. Diziam que estávamos com demônios e, por isso, deveríamos passar por um processo de libertação. Tentamos. Mas a homossexualidade não é demônio nem doença, e por isso não fomos “libertadas”. Íamos às sessões de libertação, que servem para ajudar quem tem vícios ou se prostitui, e o pastor dizia ter expulsado o demônio da gente. Voltávamos para casa, cada uma para um lado, sem se tocar, já que “o demônio havia saído”, mas antes mesmo de dormir a gente se beijava, se abraçava, chorava e orava junto. Esse processo de lutar contra o que sentíamos durou 14 anos. Foi um tempo de muita agonia, questionamento e dúvida até vermos que não estávamos nos libertando de nada. Estávamos, na verdade, vivendo um desespero que nos fazia mal. Decidimos viver o nosso amor e continuar a criar o Rodrigo, que passou a ser filho dela também. Ana Carolina seguiu morando coma avó, mas sempre soube da minha relação e manteve proximidade comigo e com a Aline. Foi quando, há três anos e meio, minha cunhada nos contou sobre a Igreja Cristã Contemporânea, conhecida por ser mais aberta ao público gay. Quando cheguei, um fiel me deu um abraço tão especial, que me emociono até hoje ao lembrar. “Aqui podemos ficar assim, de mãos dadas, estamos na casa de Deus”, pensei. “Agora estou completa: posso adorar a Deus, trabalhar em sua obra e ser quem sou ao lado de quem amo”, disse a mim mesma.

Todas as igrejas deveriam aceitar os homossexuais como são e ler a Bíblia em sua essência. Temos de entender a palavra de Deus. Levar em conta a época em que foi escrita, e não destacar um versículo para esfregar na cara dos outros. Há muitos homossexuais vivendo uma falsa identidade, fingindo ser o que não são. Para se mostrar curado, basta não praticar a homossexualidade, ignorar seu desejo. Basta, então, viver de aparências? Vivi isso na pele: casei com pessoas do sexo oposto e me senti enojada, violentada. Isso é covardia. Por outro lado, da mesma maneira que evangélicos não aceitam gays, vejo como muitos homossexuais não se permitem ser evangélicos. Não foram poucas as vezes que ouvi: “Você acha que sua igreja vai me aceitar do jeito que sou? A Bíblia me condena”. E sempre digo: “Não, Jesus te ama do jeito que você é”. Hoje eu sou feliz porque posso continuar servindo e amando esse Deus e ser quem sou ao lado da Aline. Era o meu grande sonho.



Fonte: Marie Claire
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terça-feira, 25 de junho de 2013

Opinião: Pr Paul Washer sobre a falta de conhecimento do povo de Deus


"Uma das razões porque não temos ou temos pouca motivação para viver a vida cristã é porque “o meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”. Eles não entendem quem Deus é, quem eles eram, o que Cristo fez, o que se tornaram e o futuro que os aguarda; e, portanto, carecem de todos os estímulos e as emoções para entregarem verdadeiramente suas vidas a Cristo."

(Paul Washer)