A igreja se transformou em uma espécie de atração local, com muitos fazendo fotos em frente à construção de vidro
Uma igreja de 16 metros de altura feita de vidro e em forma de sapatinho de cristal foi construída em Taiwan, aparentemente para atrair mais mulheres.
A igreja fica na província litorânea de Chiayi e, com seu enorme formato de salto, parece ter sido perdida por uma Cinderela gigante em fuga.
O edifício foi feito com 320 painéis de vidro colorido azul e tem mais de dez metros de largura. O custo da construção: 23 milhões de novos dólares taiwaneses (cerca de R$ 2,7 milhões).
A igreja deve ser aberta ao público no dia 8 de fevereiro, a tempo do Ano Novo Chinês.
Imagens aéreas mostram que construção inclui um palco aberto, também em azul, com refletores.
Inspiração
A igreja em forma de sapatinho de cristal foi ideia do órgão local responsável pelo turismo.
A igreja se transformou em uma espécie de atração local, com muitos fazendo fotos em frente à construção de vidro
Pan Tsuei-ping, gerente do órgão, disse à BBC que a igreja não será usada para missas de rotina, apenas sessões de fotos de casamento e as próprias cerimônias de casamento.
"Nosso plano é fazer um local feliz e romântico... Toda menina imagina como será quando se vestir de noiva", afirmou.
O sapato-igreja foi criado para homenagear uma mulher da região - e sua história não tem nada a ver com o mito de Cinderela.
Na década de 1960, Wang era uma jovem pobre de 24 anos que morava na região, ficou doente e teve as duas pernas amputadas, o que levou ao cancelamento de seu casamento.
Ela continuou solteira e passou o resto da vida morando em uma igreja.
Críticas
A igreja do sapatinho de cristal não foi unanimidade nas redes sociais.
"Além de cópia , que tipo de padrão esta igreja tem?", perguntou um taiuanês no fórum da web PTT.
Ilustração satirizando a nova igreja: 'Venha encontrar seu sapato de cristal espiritual e viva feliz para sempre!'
"Por que desta vez as pessoas não falam (que a igreja) está objetificando as mulheres?", disse uma outra usuária do fórum.
"O que as autoridades estavam pensando quando encomendaram esta construção horrível naquela área? Só é desrespeitoso", disse um usuário da rede de microblog chinesa Weibo.
Outra usuária do Weibo, Jessie Chou, afirmou: "De qualquer modo eu uso chinelo...".
No entanto, outras usuárias da rede defenderam a igreja do sapatinho de cristal.
"Se o sapato serve, porque não usar? Eu gosto, é mais bonita que a maioria das igrejas modernas", disse Lao Fu Qing.
Outra usuária, da província de Shandong, afirmou: "A maioria das meninas adoram contos de fadas, é ótimo que as autoridades queiram se concentrar nas mulheres pelo menos uma vez."
Fonte: BBC Brasil
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Pastor comanda igreja de heavy metal e diz que sofre preconceito de evangélicos e metaleiros
Pastor Antônio Carlos Batista comenta que sofre preconceito de evangélicos e metaleiros
Igreja e heavy metal combinam? Na Crash Church, sim. A igreja de São Paulo é comandada pelo pastor Antônio Carlos Batista do Nascimento, que tem uma banda de death metal. "É uma igreja evangélica normal, o nosso diferencial é a nossa música, que é sempre bem barulhenta", comenta.
Segundo o pastor, a música surgiu em sua vida antes da igreja, mas elas se complementam. "Primeiro veio esse instinto para fazer essa música com essa mensagem e a igreja foi nascendo naturalmente."
Para o pastor Batista, a sua igreja sofre com preconceito tanto por parte dos evangélicos quanto pelos metaleiros. "Nós estamos meio que na contramão do sistema religioso e do sistema do heavy metal", afirma.
Vocalista de uma banda de death metal, ele revela que teve um problema de saúde no começo da carreira pela maneira como canta. "Eu tive uma amigdalite extrema quando comecei, e o médico disse que se eu continuasse a cantar assim, não teria mais um ano de corda vocal, mas estou aqui ainda", ressalta.
Fonte: Gshow
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Pela fé, eles recolhem lixo pela cidade e oferecem orações. Que religião é essa?
Em uma manhã de quinta-feira na praça Ary Coelho, um grupo se destaca por recolher o lixo que deixa o lugar com aspecto de abandono. Com luvas de plástico e disposição aparente, 4 pessoas vão retirando o que foi jogado no chão e colocando em sacolas.
Fonte: Campo Grande News
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Enquanto o serviço de limpeza é feito por uns, outro homem sai pelo lugar oferecendo orações. “Posso oferecer uma oração para a senhora?”, diz o rapaz de quimono preto. A mulher aceita, ele se ajoelha e com as mãos vai fazendo movimentos enquanto pede por ela a limpeza da alma.
Carlos Eduardo, de 34 anos, é um dos seguidores da igreja Tenrikyo, criada no Japão em 1838. Na praça, ele explica que a base do que acredita reúne “céu, razão e ensinamento”.
Pelas cidades por onde passam para divulgar a religião, os fiéis limpam pontos específicos, sujos, como uma forma de ajudar o próximo. “Quando limpamos, também estamos limpando o espírito”, diz.
Em Campo Grande, não há sede da igreja, que no Brasil só existe fisicamente em Bauru (SP). Ao chegar por aqui, a impressão não foi boa. “A praça é bastante suja”, comenta Carlos.
Fiéis recolhem lixo na praça de Campo Grande
O grupo está na cidade desde terça-feira e ontem se reuniu com grupo Alcoólicos Anônimos. Um dia depois, já tinha gente do AA ajudando na coleta de lixo.
Essa relação com a sujeira começa pelos ensinamentos de Oyassama, uma japonesa nascida em 1798, que seria a porta-voz de Deus na terra. A igreja acredita que “poeiras”, como a mentira e a avareza, provocam doenças físicas e da alma.
Os fiéis têm como objetivo em vida praticar o “Serviço Alegre’ e como merecimento terão o “alimento celeste”. “É ensinado que todos os seres humanos que tomarem este alimento terão a vida conservada sem doença, morte ou enfraquecimento até atingirem a idade de 115 desfrutando uma Vida Plena de Alegria”, reforça a Tenrikyo em sua página na internet.
Fonte: Campo Grande News
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Igreja só para ateus conquista fiéis pelo mundo
Fundada por comediantes britânicos, Assembleia de Domingo troca música religiosa pelos Beatles, e sermões por bate-papos sobre sexo, gastronomia e viagens
Em vez de sermão, animadas conversas sobre sexo, gastronomia, viagens e outras boas coisas da vida. Em vez de música religiosa, Beatles, Rolling Stones e Jerry Lee Lewis.
Uma igreja para quem não acredita em Deus. Pode parecer um absurdo, mas este é o conceito da Assembleia de Domingo (Sunday Assembly Church), que tem arregimentado cada vez mais fiéis na Austrália, no Canadá, nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Fundada no ano passado pelos comediantes britânicos Sanderson Jones e Pippa Evans, a igreja começou a se espalhar pelo mundo após uma campanha de arrecadação de fundos que incluiu turnês de shows de stand up da dupla. "Queríamos fazer algo parecido com uma igreja, mas sem Deus", explicou Jones à BBC.
Em sua página oficial na internet, a Assembleia de Domingo se apresenta como um lugar para celebrar a vida, sem doutrinas, onde qualquer um é bem vindo e está sempre pronto a ajudar o próximo.
A igreja disponibiliza ainda documentos e diretrizes incentivando as pessoas a abrir sua própria filial da assembleia. Em Los Angeles, por exemplo, um braço relativamente novo da organização já organiza cultos para até 900 pessoas.
Fonte: Último Segundo
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Igreja tem formato 'curioso' vista do alto
O templo da Christian Science Society, igreja em Dixon (Illinois, EUA), foi construído de uma forma "curiosa". Do alto, a instalação religiosa tem um formato que lembra um pênis.
Mais curioso ainda é o slogan da igreja: "Elevando-se". A discussão sobre o formato do tempo apareceu primeiramente no site "Dlisted" e já migrou para as redes sociais na web.
Fonte: page not found
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sábado, 26 de outubro de 2013
Igreja evangélica em formato de barco será inaugurada em Santa Catarina
Construção iniciada em 2006 foi inspirada numa passagem bíblica
A Comunidade Evangélica de Confissão Luterana nos Bairros Amizade e Czerniewicz inaugura, neste domingo, às 9 horas, a sede da Paróquia Apóstolo Tiago, no bairro Amizade, em Jaraguá do Sul.
O culto contará com a presença do pastor 1º vice-presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB), pastor Carlos Augusto Möller, de Brasília, e do pastor do Sínodo Norte Catarinense, Inácio Lemke, de Joinville.
O formato da "igreja do barco", como é chamada, foi inspirado numa passagem bíblica em que os discípulos navegavam durante uma tempestade e encontraram Jesus andando sobre as águas na direção deles.
A construção idealizada pelos pastores Carlos Ulrich e Claudete Beise Ulrich e projetada pelo arquiteto Norberto Lopes, de Jaraguá do Sul, tem 822 m², uma torre de 26 metros e espaço para 380 pessoas sentadas .
A igreja é contornada por 65 vitrais - os da parte inferior são verdes com desenhos de peixes e os de cima são azuis com imagens de pássaros, dando aos fiéis a impressão de que estão mesmo dentro de uma embarcação. O investimento foi de R$ 1,040 milhão, obtido com doações da comunidade, empresas e eventos promovidos pela paróquia.
A construção começou em janeiro de 2006 e os cultos começaram a ser realizados em 2010. Nos últimos dois anos, foram realizados os acabamentos, como piso, e a colocação dos bancos, altar e móveis internos.
O presidente da paróquia, Reinoldo Schulz, diz que a arquitetura diferenciada fez a igreja virar ponto de referência para os jaraguaenses. Os cultos acontecem aos sábados, às 19h30, e aos domingos, às 9 horas.
— Foi muito difícil porque só tínhamos um projeto e uma comissão de sete pessoas. Mas com fé e força de vontade levamos o projeto adiante. Queremos agradecer a todos que ajudaram na realização desse sonho.
Fonte: A Notícia
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
Em nome da erva: fiéis da “Igreja da Maconha” querem tirar seu líder da cadeia
Na “Igreja da Maconha”, uma Bíblia exibe a erva, considerada sagrada pelos rastafáris
Em nome da Erva
Playboy acompanhou a vigília pela libertação de Ras Geraldinho, fundador da primeira igreja rastafári do Brasil, em Americana (SP). Ele está preso desde agosto de 2012, quando a polícia encontrou 37 pés de maconha no local
Dezoito de agosto de 2013, domingo. Quase 4 da manhã. Acordo com o barulho de um pequeno grupo de homens, uns seis ou sete jovens, falando sobre seu grande feito da noite. Talvez o frio da madrugada e a posição desconfortável no sofá tenham favorecido meu despertar, mas a animação deles é de fato grande.
“A gente foi até o hotel do [Marcelo] D2 e entregou uma bandeira da Igreja pra ele”, me conta um gordinho com os olhos vermelhos. “Depois, lá no show, o D2 a pendurou na mesa do DJ. Ela saiu em todas as fotos!” O sujeito repete a história um bocado de vezes, aparentemente alheio aos meus comentários, que variam entre “que legal” e “nossa, que legal”.
Deus é Jah
Estamos em Americana, a 127 quilômetros de São Paulo, na Primeira Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil, igreja fundada em 2011 e adepta do chamado movimento rastafári.
Surgida nos anos 1930 na Jamaica, a seita messiânica sustenta que a maconha é sagrada, Deus é Jah, os etíopes são o povo escolhido e o ex-imperador da Etiópia Hailé Selassié (ou Ras Tafari, nome que usava antes de sua coroação), morto em 1975, era Jesus Cristo reencarnado.
O líder rastafári antes da prisão, no alto, e a preparação de um cigarro da “erva sagrada”
O que faço aqui?
Fui escalada para cobrir a “vigília pela libertação de Ras Geraldinho”, designação religiosa de Geraldo Antonio Baptista. Ele é o fundador e o líder da Igreja da Maconha, como ficou conhecida nacionalmente. Está preso desde 14 de agosto de 2012, quando a guarda municipal encontrou 37 pés de maconha na chácara onde fica a Primeira Niubingui.
Aos 53 anos, o ex-produtor de vídeo cumpre pena, em regime fechado, na Penitenciária de Iperó, também no interior paulista. Em maio de 2013, foi condenado a 14 anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Organizada pela namorada de Geraldo, a “cuidadora de idosos” Marlene Martim, 51, e pelo filho dela, Samir, 25, “fotógrafo, mas atualmente agricultor”, a vigília foi divulgada no Facebook e rapidamente angariou simpatizantes.
Dias antes do evento, a rede social me mostrava que mais de 3 mil internautas haviam sido convidados e os confirmados já beiravam os 300. Por isso, minha expectativa era grande, assim como a pretensão do encontro: articular um movimento nacional para jogar luz sobre a prisão e a condenação “injustas” de Ras Geraldinho.
Babilônia e capitalismo
A preparação de um cigarro da “erva sagrada”
Dezessete de agosto de 2013, sábado. Quase 1 da tarde. Chego à igreja, no bairro de Praia dos Namorados. Ela fica no fundo de um terreno de 1.000 metros quadrados. Ocupa um espaço anexo à casa em que Geraldo morava e onde mora Samir. O portão está aberto. Entro e logo sou recebida por uma simpática Marlene, que avisa à queima-roupa: “Você sabe que vigília é a privação do sono, né?” Dou um sorriso amarelo, mais por estar verde de fome do que por qualquer outra coisa.
O encontro religioso está previsto para começar às 4h20 da tarde e terminar no mesmo horário no domingo. “É uma hora que o pessoal curte muito”, diz ela. O motivo: 20/4 é o Dia da Maconha; nos Estados Unidos, a data é grafada 4/20 – essa é apenas uma das explicações para a história. Papo vai, papo vem, Marlene cai na minha graça ao informar que o almoço está sendo preparado.
Na cozinha, cerca de 20 pessoas batem papo enquanto esperam pela refeição. A maioria são homens que se dizem universitários e com pinta de classe média. Tem gente de São Paulo, do interior (Jundiaí, Campinas e Salto, entre outras cidades), do Rio de Janeiro. Em dado momento, a conversa envereda pelo uso medicinal da cânabis.
Ras Geraldinho, Buda, Jesus Cristo, um preto velho, Merlin (sobre o altar) e Bob Marley: “Livre exercício dos cultos religiosos”
“E aquele vídeo que a menina na cadeira de rodas fala que só a maconha consegue aliviar a dor dela?”; “E aquele que mostra que óleo de haxixe pode curar câncer de pele?” Até que o campineiro Renato, um desempregado que veste uma camiseta com o rosto de Bob Marley, traz à tona “os problemas da Babilônia e do capitalismo”.
Todos seguem sua deixa. “Pra que o mundo tá desenvolvendo iPhone 5, coisas assim, se tem muitos morrendo de fome?”, questiona um rapaz que diz ser estudante de direito da USP (Universidade de São Paulo) e tem no rosto reluzentes óculos Ray-Ban. Eis que um inconfundível aroma, vindo de outra parte da chácara, tira Renato do prumo. “Esse cheirinho tá me provocando. Acho que vou pegar o meu lá no carro…”, diz, rindo.
A poucos metros de nós, Marlene abandona o fogão e caminha até uma espécie de altar sobre o qual estão uma imagem de Jesus, um Buda, um preto velho, o mago Merlin e uma foto do Geraldo. Ela acende duas velas e um incenso. Em meio ao clima de descontração, parece ser a única focada no real objetivo da vigília. Agora são quase 2h30.
O almoço logo é servido: arroz integral, salada e omelete de queijo.
Liberdade religiosa
Longe dali, a defesa de Geraldo tenta tirá-lo da prisão. “Estamos aguardando o julgamento de uma apelação no Tribunal de Justiça de São Paulo”, explica o advogado Alexandre Khuri Miguel. Numa outra frente, em abril deste ano o servidor Mauro Chaiben entrou com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça.
Chaiben trabalha no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e se ofereceu para ajudar o líder rastafári. “É um trabalho ‘por caridade’”, diz, “pois essa é uma situação que entendo como injusta.” O cargo que ocupa o impede de advogar, mas ele explica que “a Constituição garante que qualquer cidadão pode impetrar um habeas corpus”.
Jovem lê a “Oração de Consagração”: a vigília, além de produzir muita fumaça, teve momentos de reflexão e prece
Uma das principais críticas de Miguel à decisão do juiz Eugênio Augusto Clementi Júnior é “seu tom preconceituoso”. “Ela saiu exatamente no dia da abolição da escravatura, 13 de maio, condenando um seguidor de uma religião negra. Não é tão coincidência assim”, afirma. Mais: segundo Chaiben, o magistrado “aplicou uma pena alta sem apontar os fundamentos”.
O promotor do caso, Clóvis Siqueira, é taxativo ao falar sobre a igreja: “O local era destinado ao consumo da maconha e frequentado por viciados que chegavam a pagar 10 reais para entrar. Tratava-se de um evidente ‘self-service’ da droga”. A existência da taxa ensejou a acusação de tráfico.
Marlene, apontada como tesoureira da igreja, pondera: “Era uma contribuição para manter o espaço, mas a maioria das pessoas não deixava esse valor”. Geraldo, conta a namorada, sentia-se amparado pelo inciso VI do artigo 5º da Constituição Federal, que garante a “liberdade de consciência e de crença” e “o livre exercício dos cultos religiosos”.
Siqueira rebate: “O livre exercício de cultos religiosos, assim como as demais liberdades públicas, não possuem grau absoluto, não sendo possível a qualquer religião atos atentatórios à lei, sob pena de responsabilidade civil e criminal”.
“Faz dois anos que eu, a cada 15 dias, frequento a Primeira Niubingui. Se houvesse tráfico, jamais teria vindo aqui, pois isso seria contra meus princípios profissionais”, diz por sua vez uma advogada que pede para ter seu nome preservado. “Acho que o Poder Judiciário entendeu a história de uma forma totalmente equivocada. A sentença não tem fundamentação alguma”.
Moradora de Itatiba, a 72 quilômetros de Americana, ela é uma das pessoas que testemunharam, em juízo, em favor de Geraldo.
Roda esfumaçada
Quase 4 da tarde. Começa a ser organizada a abertura da vigília. Chegou mais gente. Pelos meus cálculos, agora somos cerca de 30. Numa área aberta, próxima à cozinha, Samir dispõe tapetes e almofadas pelo chão e pede que o pessoal se acomode formando uma roda. Já sentados, jovens apertam seus baseados calmamente, mas são instruídos a aguardar, “para que todos acendam juntos”.
Cada um de nós recebe uma folha com um texto intitulado “Oração de Consagração”. O relógio marca 4h20. Os cigarros são acesos e começam a rodar no sentido anti-horário. A instrução é para mentalizar a figura de Ras Geraldinho.
Marlene chora, fecha os olhos e sussurra algo ininteligível. Uma jarra de água é colocada no centro do círculo. É a salvação daqueles que tossem como se estivessem nas últimas. Quando os baseados se reduzem a pontas, o ambiente é tomado por uma voz que lembra a do Cid Moreira. Emanando de um aparelho de som, ela narra a “Oração da Consagração”.
Marlene, na área onde havia os pés de maconha
O trecho mais curioso me parece este: “Pelo símbolo Esotérico das Asas Divinas, estou em vibração harmoniosa com as correntes universais da Sabedoria, do Poder e da Alegria”. Tenho a impressão de que a maior parte da turma está dispersa (um rapaz, visivelmente entediado, mexe no celular). Culpa, talvez, dos efeitos da “erva sagrada”, que já se manifestam em alguns – e se prolongam em outros.
Assim que a prece termina, somos convidados a conhecer o tabernáculo, numa salinha à nossa esquerda.
De Mujica a Lady Gaga
Começa a anoitecer quando algumas pessoas se reúnem ao redor de uma fogueira. Perto dela, músicos amadores mostram seu… ok, talento. Surpreendentemente tocam por 37 minutos antes de introduzir Queimando Tudo, hino do Planet Hemp. Durante o “show”, Rodrigo, universitário de São Caetano do Sul, encontra uma brecha para perguntar quando será feita a reunião para definir os próximos passos do movimento pela libertação de Geraldinho.
É ele mesmo quem responde, sem esconder certo desapontamento: “Acho que o papo sério vai ficar para mais tarde”. Enquanto isso, uma garota lança mão de um aplicativo no celular que permite identificar as estrelas e outra publica no Facebook fotos do fogaréu. São quase 10 da noite. Metade daquelas 30 pessoas já se foi.
O falatório acerca da “relação de 10 mil anos entre o homem e a maconha” provocou uma epidemia de sono. Marlene vai descansar em uma das camas da chácara. Uma carioca especula sobre a vida no Brasil caso a cânabis fosse legalizada: “Imagina a primeira Marcha da Maconha com ela legal? Vai ser a festa da maconha!” Risadas. Fumaça.
O descontraído “luau”
Uma hora e meia mais tarde, um pequeno grupo se movimenta para deixar a igreja. “A gente vai ao show do D2 que tá rolando na cidade. Tá a fim, Brunna?”, me pergunta Júnior Áli, 33 anos, vice-presidente da Primeira Niubingui. Prefiro ficar. Estou cansada e com sono. Não, não fumei nada. Mas, talvez, tenha ficado “louca” por tabela.
Faço um esforço hercúleo para manter os olhos e os ouvidos abertos.
“Cara, não é possível que o capitalismo vá continuar aí até todo mundo se matar”, teoriza um rapaz. “Acho que a gente vai ver o fim da proibição das drogas. E não vai demorar muito. [José] Mujica [presidente do Uruguai] é o cara”, diz outro.
Em meio a opiniões diversas sobre assuntos aleatórios, Rodrigo me pergunta se gosto de Lady Gaga. É o momento de eu ir descansar um pouco.
Não existe tempo ruim
No domingo de manhã, o que atrai a atenção das cerca de dez pessoas que restam na chácara é uma pequena muda de maconha. Júnior me mostra onde fica a concentração do THC, princípio ativo da erva. Faltando poucas horas para o fim da vigília, o grupo liga um notebook à TV, posta sobre o altar.
No YouTube, um vídeo vai ao encontro das teorias ali levantadas em relação ao poder medicinal da maconha. Todos se deleitam. Ao filme segue o manifesto dos Visionários do Caminho, movimento liderado pelo ativista norteamericano Garret John que “pretende unir todos os ‘visionários’ do mundo”.
Durante a exibição, um dos rapazes ao lado dispara: “Olha aí, somos nós”. Restam poucos minutos para as 4h20. Os presentes se sentam em círculo. Marlene, emocionada, agradece o apoio. Um jovem chamado Fernando pede a palavra: “Vamos deixar o cérebro fluir nessa consagração da erva para termos ideias para o aniversário do Geraldo, em 30 de setembro”.
Ele toca um sino, e o ritual começa. Do rádio vem uma música daquelas que reproduzem sons da natureza (cachoeira, periquito…). Passa um tempinho, Marlene se levanta. Chorando, abraça um por um. A música já é outra: Tempos de Flor, da banda Mato Seco. O refrão gruda na minha cabeça: “Estamos salvos pelo Pai e não existe tempo ruim”.
Fonte: Veja
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sábado, 17 de agosto de 2013
Pastores da Igreja Pingo D’Água são jovens, falam gírias, têm piercings e pregam até em rampas de skate
O encontro deles sempre começa com um bate-papo de “irmão”. Ou de “brother”, “velho”, e até de “rapá”, a critério dos pastores da Igreja Evangélica Pingo D’Água, com sede no conjunto habitacional Cesarão, em Santa Cruz. Só depois dos cumprimentos iniciais, cheios de gírias, é que os religiosos ensinam a principal palavra da noite, a de Deus. Nas reuniões à beira de pistas de skate do bairro e de Realengo, pregam para punks e hippies.
— No início, alguns jovens ficam meio desconfiados, até com um certo preconceito, porque não usamos terno e gravata. Isso é quebrado quando nos veem falando de Deus como nas outras igrejas. Só que de uma forma mais livre — observa o guitarrista da banda Pingo D’Água, Vitor Gabriel, que é missionário e prega na praça do Marco Onze, em Santa Cruz.
Aos 28 anos, o ex-roqueiro prepara-se para a cerimônia em que será consagrado pastor oficial da igreja. E isso desde que chegou lá, há quatro anos, mostrando vocação ao orientar o público a respeitar pai e mãe e autoridades, como guardas de trânsito.
— Deixei minha casa, minha TV, meu computador e vim morar numa barraca aqui. Estava em depressão, bebia e tive contato com drogas — diz.
Vitor chegou com o necessário: o colchão de solteiro e a mala de roupas, que arrumou na barraca armada no descampado da sede da igreja. Lá casou-se e construiu uma casa.
Igreja foi fundada há 9 anos
Com A de amor, P de perdão e O de obediência, o pastor Valmar Neves, de 39 anos, batizou a igreja de Pingo D’Água há nove anos. Fruto do trabalho social com moradores e menores de rua que ele, surfista e skatista, fazia em igrejas como a da pastora Baby do Brasil (sim, ela mesma).
— Pastor Valmar ia criar uma ONG, mas Deus falou para ele fundar a igreja, que é alternativa porque há uma multiforma de culturas — conta Alexander da Silva, o primeiro pastor formado lá, há oito anos.
Sem o curso de Teologia ou algo parecido para o posto de pastor, os líderes fazem treinamentos práticos e com o estudo da palavra de Deus, cada um no seu tempo, segundo conta Alexander.
E o do grafiteiro Tiago da Soledade, o Cety, foi de três anos. Aos 30, ele estuda a Bíblia, com seguidores, sentado no chão das praças de Realengo.
— Não sonhava com isso. Foi acontecendo, as pessoas me reconheciam como pastor antes da minha ordenação — conta.
Estudo da Bíblia com muito reggae e rock
Os fiéis da Pingo D’Água, com seis unidades no Brasil, são “tradicionalistas” como os pastores da igreja, 12 deles no Rio. Nos cultos das praças ou no da sede, onde moram dez cristãos, estão sempre vestidos como manda o figurino. Pastor Tiago, com seu black power, chega de bermuda e camiseta. Vitor, com dez tatuagens, o alargador na orelha e o piercing no nariz. Faixa roxa de jiu-jítsu, pastor Jefferson Nunes, de 24 anos, usa até chinelos.
— Venho pregar assim. Não tem grilo — conta.
O estudo da Bíblia com o público é recheado de canções de reggae, rock e pop. Todas gospel. Muitas vezes executadas pela banda Pingo D’Água, que fez sucesso no meio gospel com o samba “O diabo é maconheiro”. Uma palhinha: “E o inferno é um gigantesco bagulho. E a erva quem é? É você, mané”, diz a letra.
— Pregamos em outro templo que a igreja dos dias de hoje precisa acordar para o povo. E tocamos. O pastor de lá pegou o microfone, nos esculachou e criticou as tatuagens — lamenta pastor Daniel Montenegro, de 27 anos.
Fonte: Extra
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— No início, alguns jovens ficam meio desconfiados, até com um certo preconceito, porque não usamos terno e gravata. Isso é quebrado quando nos veem falando de Deus como nas outras igrejas. Só que de uma forma mais livre — observa o guitarrista da banda Pingo D’Água, Vitor Gabriel, que é missionário e prega na praça do Marco Onze, em Santa Cruz.
Aos 28 anos, o ex-roqueiro prepara-se para a cerimônia em que será consagrado pastor oficial da igreja. E isso desde que chegou lá, há quatro anos, mostrando vocação ao orientar o público a respeitar pai e mãe e autoridades, como guardas de trânsito.
— Deixei minha casa, minha TV, meu computador e vim morar numa barraca aqui. Estava em depressão, bebia e tive contato com drogas — diz.
Vitor chegou com o necessário: o colchão de solteiro e a mala de roupas, que arrumou na barraca armada no descampado da sede da igreja. Lá casou-se e construiu uma casa.
Igreja foi fundada há 9 anos
Com A de amor, P de perdão e O de obediência, o pastor Valmar Neves, de 39 anos, batizou a igreja de Pingo D’Água há nove anos. Fruto do trabalho social com moradores e menores de rua que ele, surfista e skatista, fazia em igrejas como a da pastora Baby do Brasil (sim, ela mesma).
— Pastor Valmar ia criar uma ONG, mas Deus falou para ele fundar a igreja, que é alternativa porque há uma multiforma de culturas — conta Alexander da Silva, o primeiro pastor formado lá, há oito anos.
Sem o curso de Teologia ou algo parecido para o posto de pastor, os líderes fazem treinamentos práticos e com o estudo da palavra de Deus, cada um no seu tempo, segundo conta Alexander.
E o do grafiteiro Tiago da Soledade, o Cety, foi de três anos. Aos 30, ele estuda a Bíblia, com seguidores, sentado no chão das praças de Realengo.
— Não sonhava com isso. Foi acontecendo, as pessoas me reconheciam como pastor antes da minha ordenação — conta.
Estudo da Bíblia com muito reggae e rock
Os fiéis da Pingo D’Água, com seis unidades no Brasil, são “tradicionalistas” como os pastores da igreja, 12 deles no Rio. Nos cultos das praças ou no da sede, onde moram dez cristãos, estão sempre vestidos como manda o figurino. Pastor Tiago, com seu black power, chega de bermuda e camiseta. Vitor, com dez tatuagens, o alargador na orelha e o piercing no nariz. Faixa roxa de jiu-jítsu, pastor Jefferson Nunes, de 24 anos, usa até chinelos.
— Venho pregar assim. Não tem grilo — conta.
O estudo da Bíblia com o público é recheado de canções de reggae, rock e pop. Todas gospel. Muitas vezes executadas pela banda Pingo D’Água, que fez sucesso no meio gospel com o samba “O diabo é maconheiro”. Uma palhinha: “E o inferno é um gigantesco bagulho. E a erva quem é? É você, mané”, diz a letra.
— Pregamos em outro templo que a igreja dos dias de hoje precisa acordar para o povo. E tocamos. O pastor de lá pegou o microfone, nos esculachou e criticou as tatuagens — lamenta pastor Daniel Montenegro, de 27 anos.
Fonte: Extra
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Conheça a capela de papelão que substituiu uma igreja destruída por um terremoto
Um terremoto de magnitude 6,3 atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, em 2011, matou mais de 200 pessoas e danificou milhares de construções, incluindo a igreja mais antiga da cidade, uma grande cópia de pedra de uma catedral gótica de Oxford. Nesta semana, dois anos após o desastre, sua substituta foi aberta para o público. E ela é diferente de qualquer outra coisa feita em Christchurch – ou no mundo.
Após o desastre, representantes de Christchurch convidaram o arquiteto japonês Shigeru Ban para encontrar uma solução temporária para a ausência de uma catedral na cidade. Ban é especialista em estruturas de papel feitas com tubos de papelão ocos, mas fortes. Ele construiu dúzias de prédios tradicionais usando esta técnica, e ainda mais prédios temporários em zonas afetadas por desastres. Nas últimas três décadas, ele frequentemente adiou projetos de longo prazo para ajudar em lugares de emergência ao redor do mundo, que vão de abrigos no Japão a lares de papelão duráveis no Haiti.
Diferentemente desses outros projetos, no entanto, os representantes de Christchurch queriam algo que durasse mais: uma construção para cinco décadas, o tempo necessário para eles construírem uma nova catedral de pedra. Ela precisava ser grande e confortável o suficiente para uma audiência de 700 pessoas por semana, mas barata e leve o bastante para ser demolida quando chegar a hora certa. Precisaria ser uma meia-construção, um híbrido de design temporário com funcionalidade semi-permanente.
Ontem, após dois anos de design e construção, a igreja de Ban foi aberta ao público. O telhado é uma armação feita de 98 colunas enormes de papelão, posicionadas em cima de uma base de contêineres que fornecem estabilidade. A decoração principal tem janelas triangulares coloridas, cada uma revestida de pedaços de vitrais da catedral original. Os tubos são revestidos de poliuretano e retardantes de incêndio para manter mofo e chamas afastados, e foram projetados para durar até além de 2063, a data prevista para a finalização da nova catedral permanente.
Mas há um problema interessante tanto para a igreja como para o arquiteto, algo que coloca a nova construção em uma espécie de purgatório. Como já era esperado, alguns membros da congregação não estão muito animados com a estrutura incomum (“é muito temporária”, disse uma pessoa a um jornal da Nova Zelândia), e, ao mesmo tempo, os representantes da igreja não chegam a uma conclusão em relação ao design da nova versão definitiva. Por outro lado, temos muitos exemplos de estruturas “temporárias” que duram décadas, e Ban espera que o tempo ajude a convencer o pessoal a manter a igreja além dos 50 anos. “Mesmo uma construção de papelão pode ser permanente caso as pessoas gostem dela”, ele disse durante o processo de construção.
É uma situação incomum. As ideias do público sobre arquitetura não costumam influenciar a vontade do cliente, e, geralmente, acabam não importando muito – o tempo é o melhor remédio, especialmente quando falamos de opinião pública. Neste caso, os fiéis da igreja vão decidir se vão demolir a obra de Ban em algumas décadas. E poucas pessoas envolvidas nas decisões de hoje estarão vivas até lá, o que coloca a decisão na próxima geração de fiéis de Christchurch. Por enquanto, no entanto, é o suficiente que a cidade tenha uma igreja funcionando, uma que seja diferente de todas as outras.
Fonte: Gizmodo
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terça-feira, 19 de março de 2013
Fundador da Igreja Maradoniana aprova papa e vê trilogia com Lionel Messi
Fiéis da Igreja Maradoniana durante culto ao ex-jogador, fundador da religião
O argentino Hernán Amez divide o tempo entre A.D. e D.D. (Antes e Depois de Diego). Ele celebra a Páscoa no dia 22 de junho, comemora o Natal em 30 de outubro e termina sua oração diária com “livrai-nos de Havelange e Pelé. Diego”. Fundador da Igreja Maradoniana, o jornalista de 43 anos aprova a escolha do compatriota Jorge Mario Bergoglio como papa e vê uma espécie de Santíssima Trindade formada por Francisco, Lionel Messi e o D10S, maneira como se refere ao ex-jogador.
“O futebol envolve muita fé, algo fácil de perceber quando um atleta faz o sinal da cruz ou comemora olhando para o céu. Ter um papa como o Francisco, alguém fortemente vinculado ao esporte, porque já demonstrou seu fanatismo pelo San Lorenzo, é algo positivo para torcedores e jogadores. Esperamos que ele tenha uma imagem conciliadora para que a violência que temos visto no esporte nos últimos tempos diminua”, afirmou Amez.
Idealizada em Rosário no ano de 1998, a Igreja Maradoniana conta, segundo seu fundador, com mais de 250 mil seguidores em aproximadamente 80 países, inclusive no Brasil. Na cidade argentina, os fiéis se reúnem periodicamente para ritos como batismos e casamentos. As principais celebrações são realizadas em 30 de outubro, data de nascimento de Maradona, e 22 de junho, dia em que o então camisa 10 usou a mão de Deus para fazer um gol diante da Inglaterra, nas quartas de final da Copa do Mundo do México-1986.
Sucessor de Joseph Ratzinger, Jorge Mario Bergoglio é filho de um ex-jogador de basquete e torcedor do San Lorenzo de Almagro, tradicional clube de futebol. Ao noticiar a nomeação do novo papa, parte da mídia argentina recordou o gol anotado por Maradona diante dos ingleses no México. Ainda que aprove a escolha do pontífice, Hernán Amez garante que o episódio que entrou para a história como “La Mano de Dios” é mais significativo.
“Muitos estão falando que a escolha do papa Francisco é ‘A Nova Mão de Deus’, dizem que é ‘A Outra Mão de Deus’. Acho que eles têm razão. Essa pode ser mesmo ‘A Outra Mão de Deus’, mas a primeira foi muito mais festejada”, afirmou Amez, batizado como católico. “O Maradona é um deus terrenal. Há um costume muito tradicional nas religiões de olhar para Deus somente para pedir. No nosso caso, apenas agradecemos”, explicou.
A Igreja Maradoniana tem princípios parecidos com o catolicismo, como 10 Mandamentos, entre os quais “amar o futebol sobre todas as coisas” e “difundir os milagres de Diego em todo o universo”. A entidade não conta com uma sede física e deve parte da popularidade à Internet, mas atualmente seu site está fora do ar, uma vez que os fundadores já se cansaram dos seguidos ataques de hackers, contrários à religião inusitada.
Diferentemente de Francisco, Hernán Amez, o papa maradoniano, já teve a chance de conhecer seu D10S, capaz de unir diferentes credos. “Quando o Bergoglio foi consagrado papa, também apareceram algumas divisões na Argentina. As questões políticas e de fé influenciam. Os que não são católicos, por exemplo, não participaram dessa celebração. Por isso, digo que o Maradona, em seu momento, conseguiu unificar a felicidade de todo um povo, independente das crenças”, comparou.
Campeã mundial nas temporadas de 1978 e 1986, a Argentina não ganha um título relevante desde 1993, quando faturou a Copa América do Equador. Com a Santíssima Trindade formada por Diego Armando Maradona, Lionel Messi e Francisco, Hernán Amez espera que a seleção do técnico Alejandro Sabella consiga quebrar o incômodo jejum, possivelmente na Copa de 2014, a ser disputada justamente no Brasil.
“Nós já lemos o Antigo Testamento, escrito pelo Diego, e agora estamos vendo o Messi escrever o Novo Testamento. Ele é o Messias e está escrevendo o Novo Testamento para a Igreja Maradoniana. Como papa, o Francisco passa a fazer parte de uma trilogia ao lado de Maradona e Messi, dois jogadores com áurea divina. Estamos esperançosos de que a seleção argentina consiga dar felicidade ao povo que tanto espera por isso”, afirmou Amez, ansioso para finalmente ver a fumaça branca.
Fonte: Superesportes
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Missionário inicia projeto para a construção de eco-templo em Urubici, Santa Catarina
O pastor Teófilo Karkle, do Centro de Alegria, está com um projeto novo que é a construção de um eco-templo na cidade de Urubici, em Santa Catarina. A nova igreja será construída com madeira envernizada tendo um total de 600 m² onde além de cultos haverá também cursos preparatórios para missionários.
O novo templo vai ser construído em um terreno que o pastor recebeu de herança. A escolha pela construção de um templo ecológico são várias, incluindo a rapidez e economia já que o terreno já conta algumas madeiras que poderão ser usadas nessa construção.
“Como as temperaturas no inverno na cidade de Urubici são baixíssimas, o Eco-Templo por ser de madeira é muito mais aconchegante e temperado, ademais as construções de madeira são típicas da região de Sul do Brasil”, disse o pastor que por anos serviu como missionário no Chile.
“O Centro de Alegria vai atuar em duas grandes áreas: na evangelização da cidade de Urubici e na promoção de missões”, disse Karkle que citou a construção de espaços anexos ao templo que servirão para a hospedagem de missionários e também para o curso de capacitação dos mesmos.
O Projeto Centro de Alegria existe desde 2008 quando o pastor Teófilo Karkle e sua esposa (foto), missionária Ivone Karkle, faziam missões no Chile e começaram a sonhar com um ministério em Urubici, cidade natal do pastor.
“Eu sempre expliquei que o Centro de Alegria terá três grandes braços: Primeiro uma Igreja Restaurativa; segundo uma Escola de Missões e terceiro um Centro de Distribuição de Literatura”, relatou.
Na época em que começou a sonhar em realizar esta obra Teófilo estava em um leito de hospital. “Tudo nasceu no meu coração aqui no Chile em fevereiro de 2008, quando estava no hospital Barros Lucos, numa sala isolada onde me encontrava entre a vida e a morte”, lembra ele que estava com leptospirose. “Eu dizia ‘Se Deus me der vida de novo, eu doarei ela ao ministério integralmente para restaurar a alegria do povo’”.
Internautas poderão participar com doações
Para poder tornar esta obra possível, o pastor conta com a doação dos internautas que podem ajudar na construção do eco-templo através da internet. O site do Centro de Alegria fornece as informações necessárias para quem deseja contribuir com esta obra.
Karkle está disposto a tratar com transparência a questão financeira da obra “publicando o balance anual dos seus ingresso e egressos”. “Rigorosamente as doações serão registradas e fiscalizadas pelo Conselho Fiscal do Centro de Alegria. Por boletins online, fotos e vídeos enviaremos informações do andamento da obra”, garante.
Acesse o site centrodealegriaurubici.blogspot.com.br.
Fonte: Gospel Prime
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terça-feira, 5 de março de 2013
Igreja que parece uma galinha é sensação na Internet
Uma sensação da internet tornou-se agora numa atração turística bastante incomum, na cidade de Tampa, Flórida. A igreja "Church by the Sea" tem uma construção que faz lembrar uma galinha.
O edifício religioso conta com duas grandes janelas redondas, que fazem lembrar dois olhos. A colocação do telhado relembra o bico e a cauda de uma galinha e duas asas, uma de cada lado. Na internet, já existem vários grupos e fóruns dedicados à arquitetura e história desta igreja.
De acordo com o jornal "DailyMail", a congregação da igreja afirma que muitas pessoas param ali, para olhar a "igreja da galinha". Dee Dee Parker é membro da congregação e afirma que o fenômeno é "muito engraçado não tínhamos noção que se tinha tornado um "hit" da Internet. A mulher admitiu, também, que "muitas pessoas vêm para tirar fotografias à igreja".
Apesar da igreja ser agora conhecida pela sua arquitetura cômica, a intenção, ao construí-la em 1944, foi ajudar a guiar os pescadores da cidade. As supostas "asas" representam o este e oeste enquanto o "bico" e a "cauda", representam norte e sul.
Fonte: TVI 24
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Criada a primeira igreja consagrada ao Heavy Metal em Londres
Criada por Alexander Milas, editor da revista "Metal Hammer", a "Church of Riff" abriu oficialmente as portas no Soho, em Londres.
Segundo o jornal espanhol "El Mundo", foi criada a primeira igreja consagrada ao Heavy Metal. A "Church of Riff" abriu as suas portas no Soho, em Londres, após ter sido oficialmente inscrita nos censos britânicos de confissões religiosas, em 2011, com 6.242 fiéis declarados.
Agora é chegada a altura de ter um "Papa", "arcebispos" e "santos" como mandam os cânones e começar as escrever os "mandamentos" da "nova "fé" que, de momento, se resume a apenas um: "Everything louder than everything else" (tudo mais alto do que qualquer outra coisa, em português). Por isso, que se suba então o volume do som como manda o "deus" Heavy.
Holy Diver, de Ronnie James Dio, é a proposta para o hino oficial da "Church of Riff"
A ideia de criar a "Church of Riff" surgiu durante uma noite de bebedeira de Alexander Milas, editor da revista "Metal Hammer" e proprietário do "The Crobar", ponto de encontro dos metaleiros em Londres, que nomeou já as principais figuras da "Riff".
Assim, o "Profeta e Primeiro Embaixador do Heavy Metal para a Paz Mundial" será Byff Byfford, líder da emblemática banda Saxon e uma muito respeitada velha glória do Heavy Metal.
O "Papa" não poderia ser outro senão Ozzy Osborne, o famoso vocalista dos Black Sabbath e agora estrela televisiva.
Para "arcebispos", e seguindo a hierarquia da igreja Anglicana, foram escolhidos Bruce Dickinson, vocalista dos Iron Maden e Rob Halford dos Judas, duas das melhores vozes possíveis para captar fiéis.
O "bispo" da "Church of Riff" será James Hetfield, vocalista dos Metallica, que parece ser o rosto perfeito para a imagem pública da "nova religião".
Finalmente, o primeiro "santo", será Ronnie James Dio, recentemente falecido e considerado como o "inventor" dos famosos cornos com que se cumprimentam os metaleiros. Uma das suas canções, "Holy Diver", é a proposta apresentada para o hino oficial da "igreja".
Fonte: Diário de Notícias
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Igreja cujos líderes se consideram a reencarnação dos templários tem cerca de 10 mil seguidores
Sandro Silva, que se comunica com o Arcanjo Miguel desde os 2 anos e meio, e tem cerca de 10 mil seguidoresWalter sandro Pereira da Silva recorda o dia em que o Arcanjo Miguel veio em seu auxílio pela primeira vez. Ele tinha 2 anos e meio e procurava desesperado a chupeta perdida. “Foi quando apareceu este ser dizendo que ela estava debaixo da cama e que eu devia procurar o Salmo 91.” Quando os pais encontraram o pequeno, ele tinha a chupeta na boca e a Bíblia na mão: milagre. “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos”, dizia o premonitório texto bíblico. Hoje, sentado à cabeceira da mesa da sala de reuniões de sua Igreja Templária de Cristo na Terra, em São Paulo, a cargo de um crescente séquito de 10 mil “templários”, ele agradece a providência angelical, enquanto explica, entre ligações recebidas pelo smartphone, sua missão divina na Terra.
Por que abrir uma nova igreja, quando tantas outras disputam fiéis e denúncias Brasil afora é resposta que o apóstolo tem pronta. “Foi o Arcanjo Miguel que orientou.” Assim a igreja saiu do papel, mas não sem um percurso repleto de sacadas empresariais e, por que não, verdadeiros milagres (“pois não existe coincidência”) que fizeram desse pernambucano pobre de Gravatá o líder de uma seita-símbolo do sincretismo religioso nacional: compósito da lógica de bufê livre, da tolerância e da espiritualidade sem limites do brasileiro.
Mais velho de três filhos de um mestre de obras, Silva veio para São Paulo bebê e cresceu num ambiente católico sem arroubos religiosos. Isso até visitar sua cidade natal aos 13 anos, entrar em uma igreja evangélica e ouvir do arcanjo que deveria pregar. Virou evangélico. Anos depois, quando começou a vender seguros, descobriu o dom da retórica e passou a dar palestras motivacionais: deixe de fumar, emagreça, conquiste o amor. Com a mesma ênfase convencia qualquer um de qualquer coisa, tudo transmitido em um programa na Rádio Mundial. As pessoas saíam a suspirar, crentes, felizes da vida. Estudante de Psicologia, deixou os estudos e bolou sua versão de autoajuda, munido das dicas do arcanjo e de uma fórmula infalível: a pessoa pagava pela entrada na palestra, emocionava-se e na saí-da comprava o livro, o CD e o DVD.
Por dez anos viveu assim. Mas faltava algo, insistia o arcanjo. Até o pregador conhecer gente que “sentia”, como ele, vir de algo maior – nada menos que a reencarnação dos Cavaleiros Templários, braço militar da Igreja Católica formado por monges com voto de pobreza que aceitaram a tarefa de proteger os cristãos dos muçulmanos, enquanto aqueles tomavam desses a Cidade Sagrada nas Cruzadas. Quando Jerusalém ficou para trás, templários foram queimados vivos pela Inquisição. “Somos a reencarnação deles.” As reuniões começaram como uma espécie de maçonaria, que aos poucos incorporou doses de Reiki (prática esotérica), ioga e passe espírita. Em 11 de novembro de 2011, quando Silva estava prestes a entrar no ar pelo canal UHF 58, novo milagre se deu. “O Arcanjo Miguel materializou-se e disse para eu abrir a igreja. Foi tão forte que tive uma crise de cálculo renal. Fui ao banheiro e ele veio e disse pra botar a mão na urina. Eu pus. E saiu uma pedra do tamanho de meio grão de feijão.” À meia-noite o programa foi ao ar já com o nome de Igreja Templária.
Sincretismo e doação. A Igreja Templária de Cristo mistura Reiki, ioga e passes espíritasA hierarquia nasceu naturalmente. Há um apóstolo (ele), cujo cargo é vitalício e só pode ser transmitido após um conclave. Há também um primeiro-ministro, quatro bispos, 20 ministros e 560 mestres, cada qual encarregado de cuidar de 70 -fiéis. O apóstolo vive “uma vida simples”, em uma casa em São Bernardo do Campo (o “solo sagrado”), com nove dos ministros, sua mãe e cerca de 80 cães e gatos – a igreja tem como tarefa tirar animais da rua. Apóstolos não se casam. O anel de ouro na mão esquerda, com três luas entrecruzadas (as três religiões), ganhou-o de um ourives que foi a uma de suas palestras e seguira o desenho sugerido pelo arcanjo.
Além do prédio no número 643 da Rua Leais Paulistanos, a igreja tem sedes no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Estrutura crescente, que começou a ser erguida com auxílio de doações. Com 1,5 mil reais em moedas, o apóstolo comprou uma Kombi velha, com a qual os mestres vendiam batatas de porta em porta para arrecadar dinheiro.
Outros tempos. Hoje a igreja é mantida pelo “Carnê da Gratidão”, um boleto com depósito de 33 reais em uma conta do Banco do Brasil. “A pessoa não paga. Ela doa.” E ganha, de quebra, o número do celular de um dos mestres para ligar quando quiser, todo dia até as 2 da manhã. “Qual seu problema? Bem, às vezes Deus não cura agora para testar sua fé”, diz o mestre em uma das baias da sala onde cerca de 20 pessoas se revezam em três turnos para atender 3 mil ligações por dia no telemarketing. “A senhora gostaria de receber um CD do Arcanjo Miguel? Não, não é obrigada a pagar. Mas seu lado material vai render mais.” Ao lado, uma senhora corta boletos com uma guilhotina.
A casa do tesouro tem crescido. Um tour revela as 44 salas da igreja, nas quais a mesma cruz pátea impera, entre desenhos de Buda, faraós e santos católicos. Há dois auditórios e salas. Uma das salas de reunião é repleta de cristais a dividir espaço com uma armadura medieval, um sarcófago, São Jorge e a Virgem Maria. Ao lado fica o hospital de cura, onde macas se enfileiram à espera dos pacientes. “Teve uma mulher que chegou com a bexiga podre. Em um mês aqui, a bexiga dela se refez inteirinha.” Mas milagres mesmo se dão durante o “Vale de Sal”, evento que atrai 5 mil pessoas uma vez por mês. Toneladas de sal desenham uma trilha por onde as pessoas que têm problema espiritual caminham e passam mal. “Uivam, gritam, vomitam.”
Tanta peculiaridade trouxe inimigos. “Já cansei de sofrer ameaça de morte, pelo telefone, pela internet.” Mas o apóstolo segue sua vida exemplar. “Templário não ingere café, carne ou açúcar (só mascavo). Ioga e tai chi chuan são obrigatórios. Se bem que a minha ioga é na tevê”, diz, à mesa onde grava os programas. Se tudo der certo, e o arcanjo há de ajudar, em breve a igreja terá seu canal UHF (que custou 120 mil reais) para levar, “em cadeia nacional”, a mensagem do fim do preconceito. “Nós não temos nenhum.”
Fonte: Carta Capital
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
Cidade na Nova Zelândia atingida por terremoto constrói catedral de papelão
A cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, que foi atingida por um forte terremoto no ano passado, construirá uma catedral feita de papelão no lugar da original que foi danificada e será demolida.Os planos haviam sido anunciados no ano passado, mas as autoridades de Christchurch confirmaram apenas nesta semana que seguirão adiante com o projeto.
A versão feita com papelão custará 5 milhões dólares neozelandeses (cerca de R$ 7,5 milhões) e ficará pronta em dezembro.
O terremoto de 6,3 graus que atingiu a cidade no dia 22 de fevereiro de 2011 matou 185 pessoas e destruiu diversos prédios. Arquitetos chegaram à conclusão de que não havia como restaurar a catedral.
Segundo integrantes da Igreja Anglicana no país, a nova catedral será construída a 300 metros da original.
Desenhada pelo arquiteto japonês Shigeru Ban, o local terá capacidade para abrigar 700 pessoas. A estrutura, que além do papelão também possui vigas de madeira, aço e concreto, será usada como ponto provisório para orações e missas, até que uma nova catedral permanente seja construída. Os engenheiros acreditam que a estrutura provisória, que é à prova de chuva e de incêndios, deve durar pelo menos 20 anos.
Alguns moradores chegaram a fazer um apelo para que a igreja original fosse mantida e reaproveitada de alguma forma, mas arquitetos disseram que isso não seria possível. Eles prometeram que demolirão a antiga estrutura com "respeito", retirando aos poucos cada pedaço da igreja.
Fonte: BBC Brasil
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segunda-feira, 12 de março de 2012
Pastor cria igreja que só existe na internet
A ideia surgiu em frente a um computador na pequena cidade de Bezerros, interior de Pernambuco. O pastor Radamés Gonzaga, de 40 anos, havia acabado de se separar e buscava um novo projeto de vida. Em uma pesquisa, descobriu que 600 mil sites pornográficos eram criados por dia.— A internet é o maior veículo de corrupção, e sem a menor censura. É preciso fazer algo para se opor a isso — explica ele.
Assim surgiu o Ministério Interdenominacional Intervasos de Deus. O nome estranho se explica: “inter” por causa da internet e o “vasos” porque “Várias passagens bíblicas chamam os cristãos de ‘vasos do Senhor’”, explica Radamés.
No site, são três programas diários, que pregam os ensinamentos da igreja. Entretanto, Radamés garante que o portal não pretende retirar os fiéis de suas congregações, mas auxiliá-los enquanto estiverem navegando pela internet.
— Somos um ministério. Nossa preocupação é quando o jovem está em casa, sozinho, navegando na internet — afirma Radamés.
Somente no último mês, o site recebeu 5 mil acessos, diz o pastor. Para 2012, Radamés tem novos planos. Hoje, estreia um programa de debates e, a partir de fevereiro, os fiéis poderão também assistir aos cultos em um espaço físico, em Copacabana.
Fonte: Extra Globo
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Igreja inclusiva pentecostal defende liberdade de opção sexual: “mudar e convencer é ação do Espírito Santo”
Durante o culto de inauguração da igreja, que é aberta à prática do homossexualismo, estiveram presentes pessoas de orientação sexual hetero e homossexual, segundo informações da igreja: “Um dos pontos que diferenciará a igreja das demais já existentes será a verdadeira inclusão religiosa. Pois as igrejas que se dizem inclusivas, a maioria é exclusiva para gays, o que diferencia da nossa visão, temos membros gays, mas da mesma forma temos heteros e o mais curioso é que os heteros são em maior número”, afirmou um dos presentes.
O líder e fundador da Igreja Chamados da Última Hora, identificado apenas como Lucas, afirmou ter o desejo de que a denominação cresça: “A chamados da Última Hora é uma igreja que tem a missão de cumprir o ide do Senhor Jesus sem fazer acepção de pessoas, não ser uma igreja de heteros ou gays. Seguimos a linha pentecostal e pregamos santificação ao Senhor independentemente de quem seja. Não temos a obrigação de mudar a sexualidade de ninguém, pois não se trata de cura, opção e nem vontade e sim de algo natural. Nós como igreja do Senhor devemos deixar que Deus decida se Ele aceita a adoração de A ou B. Nossa missão é cuidar, amar, ajudar e aconselhar para o bem; mudar e convencer é ação do Espírito Santo”, argumenta.
Ainda falando sobre suas convicções, Lucas afirma que as atuais igrejas inclusivas são egoístas, por priorizarem a participação de gays: “Não creio num evangelho inclusivo se o líder constituído por Deus não tem a capacidade de unir as pessoas, não importando a sexualidade. Caso ele se sente apto para organizar apenas uma igreja de uma sexualidade, vejo aí uma visão egoísta com respeito ao Reino de Deus, que é para todos e não apenas para um grupo”, ressalta o líder da Igreja Chamados da Última Hora.
Fonte: Gospel+
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Maconha é sagrada em igreja do interior de SP
Religiosos querem usar jurisprudência do Santo DaimeSítio que abriga religiosos da filosofia rastafari em Americana já foi alvo de operações policiais
Uma igreja situada em um sítio na cidade de Americana, interior do estado de São Paulo, está causando polêmica, já que abriga seguidores de uma filosofia rastafari que têm o hábito de consumir maconha.
Diversas operações policiais já foram realizadas no local e dezenas de pés de cannabis apreendidas. O chefe espiritual da igreja descobriu a filosofia rastafari pela internet e resolveu abrir um local de culto.
A legislação brasileira proíbe o uso de maconha para finalidades religiosas. No entanto, os seguidores da filosofia rastafari pretendem utilizar a jurisprudência que tornou legal o Santo Daime para legalizar também o consumo de cannabis em rituais religiosos.
Fonte: Diário de São Paulo com informações da Folha
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Igreja de metaleiros reúne jovens de cultura urbana
Na igreja evangélica Pantokrator, de Bogotá, até a oração do Pai Nosso é cantada no ritmo de rock metaleiro. É sábado. São as 17h55 e começam a chegar os fiéis: jovens com o cabelo comprido, vestidos de preto, com acessórios pontudos de metal, tatuagens e botas de couro. O culto começa dentro de cinco minutos."Lá em cima há uma festa de loucos", contam os vizinhos do templo ao contemplarem a entrada de três "cabeludos", como são denominados de modo depreciativo os que usam cabelo comprido sem lavar, barba e aparência descuidada.
O templo é escuro por dentro e ocupa o segundo piso de uma casa de esquina. No interior, em caligrafia confusa e letras vermelhas dá para ler o nome da igreja – Pantokrator, que, do grego, significa “Deus Todo-Poderoso”. No teto, uma cruz gigante.
"Boa tarde, irmãos...", saúda Cristian González, 31 anos, um jovem que parece ser qualquer coisa, menos o pastor. A Pantokrator foi fundada em 2003, dirigida para jovens de cultura urbana. Ela tem por propósito “pregar o amor e a misericórdia do Senhor por meio do Evangelho de Jesus Cristo a pessoas que não tiveram a possibilidade de acercar-se de Deus", explica o pastor.
Cerca de 100 pessoas participam do culto, sentadas em cadeiras de madeira e de plástico que habitam o salão. Outras 20 estão de pé, a maioria metaleiros. A exceção talvez seja Benedito de León, um senhor de 67 anos, que aprecia a música roqueira que certamente perturbaria qualquer outra pessoa acima dos 60. "Esses hinos são para Deus, Ele merece tudo isso", diz.
Carlos González participa do culto da Pantokrator pela primeira vez. "Aqui escuto música que me agrada, oramos num ambiente sadio. Em outra igreja diriam que seria satânico" afirma.
A comunidade de metaleiros conseguiu que pessoas dependente e alcoólicas superassem suas dependências. Elas se transformam em boas colaboradoras da igreja, explica um frequentador. A ideia de Pantokrator é que todos se sintam como em casa, comenta a mulher do pastor, Adriana Ardilar
Uma jovem com saia comprida, delineador nos olhos sobe o altar e inicia a primeira reflexão da noite sobre o perdão a Maria Madalena.
"Irmãos, abram espaço para adorar Cristo Senhor", pede o vocalista do coro, Fernando López. Começa o louvor acompanhado por música, comandada pelo pastor na bateria, mais duas guitarras, enquanto os fieis se movem e cantam “massacre, massacre, massacre a Belzebu”.
"Existem muitos preconceitos sobre a nossa comunidade. Efésio 5,19 diz: ‘Animem-se uns a outros com salmos, hinos e canções espirituais. Cantem e louvem ao Senhor com o coração", explica o pastor. E é isso que a Pantokrator faz. Às 20h termina o culto.
Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Líder espiritual da Igreja do "Ctrl C + Ctrl V" diz que Brasil já segue crenças
Isak Gerson, 19, líder espiritual da Igreja Missionária Copimista, que prega a ''cópia e compartilhamento de arquivos''“Copie e semeie”. Essa mensagem é considerada sagrada para Igreja Missionária do Copimismo, que prega a cópia e o compartilhamento de arquivos. Em poucas palavras, é uma espécie de culto ao "Ctrl C + Ctrl V".
A palavra Copimismo é um neologismo em português para “Kopimism”, que por sua vez tem origem no termo “kopimi”, que soa como “copy me” (copie-me, em inglês). Assim como uma religião comum, ela possui hierarquia, missas e orações – chamadas por Gerson de “encorajamentos”.
Mas as semelhanças param por aí: no lugar de uma Bíblia, os copimistas têm uma Constituição (que já ganhou tradução para o inglês). Outro ponto controverso para quem segue a religião é a compra e venda de material com direitos autorais (como um DVD ou um software), prática em desacordo aos preceitos copimistas, se levados "ao pé da letra".
Segundo Gerson, a organização religiosa foi reconhecida e legalizada pelo governo da Suécia; o jovem mostrou ao UOL Tecnologia o documento de registro. A Agência de Serviços Administrativos (em sueco, Kammarkollegiet) também confirmou a inscrição e explicou, por e-mail, que desde 2000 registra comunidades religiosas no país; isso protege o nome dessas organizações e permite que recebam ajuda governamental para calcular taxas cobradas de membros.
Depois do anúncio, que ganhou o noticiário mundial, os missionários copimistas conseguiram em menos de duas semanas seguidores em outros treze países (Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, França, Grécia, Índia, Japão, Israel, Itália, Holanda, Nova Zelândia, Romênia e Rússia).
Gerson afirma que a igreja já possui cerca de 4 mil membros, alguns deles brasileiros – embora o país ainda não esteja listado no site oficial dos religiosos. O Brasil, aliás, ganhou elogios do líder espiritual. “Pelo que vejo no noticiário, o Brasil parece ser um país bem copimista. Vocês parecem estar anos a frente do que nós”, comentou.
O jovem sueco, estudante de Filosofia na Universidade Uppsala, trabalha como contador para o movimento estudantil cristão. Ele teria sido “escolhido” pelos seus pares como líder espiritual. Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida por e-mail:
UOL Tecnologia – Você seguia alguma outra religião antes de criar Copimismo?
Isak Gerson – Sim, eu era cristão e ainda sou cristão. E eu não criei o copimismo, aliás. Eu apenas fui eleito como líder espiritual pela organização.
UOL Tecnologia – Por que criar uma religião em vez de uma organização não-governamental?
Gerson – A religião já existia. Ela estava lá há anos. Nós achamos que uma igreja seria a melhor forma para organizar nossas práticas religiosas, então fundamos a igreja.
UOL Tecnologia – Quantos seguidores vocês têm na Suécia? E no mundo? Já existem brasileiros seguindo vocês?
Gerson – Não sei quantos suecos ou brasileiros, mas nós temos cerca de 4 mil membros. Sei que existem alguns seguidores no Brasil, mas não tenho como precisar a quantidade. Nós não registramos a nacionalidade deles.
UOL Tecnologia – Vocês tentaram obter o reconhecimento do governo sueco três vezes. O que deu errado no início e como tiveram sucesso na última tentativa?
Gerson – No começo, o governo achou que tínhamos que esclarecer alguns dos documentos, nos quais descrevíamos nossas práticas, para sermos reconhecidos como uma organização religiosa. No último minuto, falhamos apenas por formalidades. Quando tudo foi corrigido, nós conseguimos o reconhecimento.
UOL Tecnologia – Vocês têm planos de serem reconhecidos em outros países? Existe algum processo legal em andamento em outras partes do mundo?
Gerson – Eu não tenho, mas espero que todas as igrejas fundadas em outros países façam isso. Realmente não sei o que eles andam fazendo. Somos uma organização bem vertical [cujas decisões são tomadas em grupo], tanto nacional como internacionalmente.
UOL Tecnologia – Por que vocês têm uma “Constituição” em vez de um “livro sagrado” ou uma “lista de crenças”?
Gerson – A Constituição é mais uma descrição de como nossa igreja funciona. Nós não temos um livro sagrado porque nós vivemos numa tradição extensa de ideias que ainda foram resumidas em um único livro.
UOL Tecnologia – O que vocês querem dizer com “a internet é sagrada” na sua Constituição? Recentemente, houve a discussão em redes sociais que a internet não seria nem mesmo um direito humano, o que acha disso?
Gerson – A internet é sagrada porque é o meio ideal para copiar informações. Acho que temos de separar a discussão sobre a santidade da internet da discussão de que ela deveria ser um direito humano. Mas acredito que a internet como um direito humano também é uma boa ideia.
UOL Tecnologia – O que significa para vocês “o código é lei”?
Gerson – O código, mais que uma lei, determina os termos da nossa existência. Estamos mais restritos pela existência de um código ao nosso redor do que propriamente pelas leis. Leis são fáceis de contornar; já o código é muito mais difícil.
UOL Tecnologia – O Copimismo possui uma missa? Como ela funciona?
Gerson – Sim, nós celebramos o “ato de copiar”. Nós nos conectamos uns aos outros por meio de um servidor, página web ou em uma sala física. Começamos então a copiar arquivos uns dos outros. Antes de desconectar, nós encorajamos mutuamente a disseminar a informação para outras pessoas.
UOL Tecnologia – O Copimismo tem alguma hierarquia?
Gerson – Infelizmente, ainda temos de ter alguma hierarquia. Mas tentamos não ter uma hierarquia maior do que o governo exige de nós. Por exemplo, eles exigem que tenhamos um conselho. Acho que o Copimismo é melhor quando não há essa hierarquia.
UOL Tecnologia – “Copie e semeie” e “Nós somos muitos” são frases que podem ser interpretadas como preces ou santas?
Gerson – Elas são como um encorajamento espiritual que damos uns aos outros.
UOL Tecnologia – De acordo com sua Constituição, os copimistas têm de viver em estrito acordo com os valores ali descritos. Seria uma violação se um copimista comprasse um livro, DVD ou software protegido por direitos autorais?
Gerson – Acho que não. Entretanto, vender livros ou DVDs com direitos autorais provavelmente seria uma violação. Mas claro, é problemático apoiar a indústria dos direitos autorais.
UOL Tecnologia – Vocês têm receio de não serem reconhecidos como uma religião séria dada as características únicas dela?
Gerson – Sim, mas também é o que eu espero. Sei que muitas religiões foram desacreditadas em seus primeiros anos.
UOL Tecnologia – Algumas religiões têm problemas com dissidência extremista. Temem que isso aconteça no Copimismo?
Gerson – Uma das boas tradições do Copimismo é a pluralidade que tem origem no ato de copiar. O Copimismo é um movimento bem amplo. Claro que existem e provavelmente existirão extremistas. Entretanto, não vejo risco dos copimistas serem violentos. A única coisa que podemos esperar é “cópia hardcore”.
UOL Tecnologia – Você tem uma mensagem especial para o público brasileiro?
Gerson – Pelo que vejo no noticiário, o Brasil parece ser um país bem copimista. Vocês parecem estar anos a frente do que nós nos debates sobre Commons [Creative Commons] na cultura e patentes na medicina. Vejo vocês como um modelo de país. Continuem assim!
Fonte: UOL Tecnologia
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