
Representantes da Igreja Católica e Protestante, Sacerdotes, Pastorais da Saúde e da criança, líderes religiosos de outras crenças e as emissoras de TV compareceram ao auditório Emílio Ribas, na sede do ministério da Saúde, para conhecer detalhes da campanha nacional contra a dengue e do mapa de risco de surto da doença no país.
O Ministério da Saúde acredita no poder de mobilização da Igreja dentro das comunidades para a transmissão da mensagem de eliminação dos criadouros do mosquito, e em caso de qualquer sintoma procurar uma unidade de saúde.
“Nós precisamos muito de todos para que no dia a dia do culto, no dia a dia do encontro religioso, no dia a dia das atividades que são feitas, aquele momento em que a pessoa está passando a palavra para os fiéis, é fundamental que a gente aproveite esse momento para cuidar mais tanto da nossa saúde como da nossa casa e da nossa comunidade,” disse Alexandre Padilha.
O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, abriu o encontro, apresentando os dados mais recentes sobre a dengue e as peças publicitárias elaboradas pelo Ministério da Saúde para orientação à população, gestores públicos, educadores e parceiros. O Ministro Alexandre Padilha reforçou que o combate à dengue não pode ser restrito ao setor saúde.
“O mosquito da dengue vive no dia-a-dia das pessoas, das comunidades, dos bairros... As lideranças religiosas têm o papel fundamental de juntar as pessoas, mobilizá-las, de ajudar as pessoas a tomar consciência de seus hábitos. Para enfrentar todos os problemas de saúde é muito importante a participação das lideranças religiosas, sobretudo no combate à dengue,” destacou o ministro.
As mensagens de prevenção e de orientações sobre a doença serão repassadas durante cultos e encontros religiosos. Dentre outras iniciativas, as entidades também poderão realizar mutirões de limpeza de terrenos e casas; coordenar reuniões entre fiéis e equipes técnicas estaduais e municipais de Saúde para repassar informações, além de reproduzir as peças publicitárias fornecidas pelos ministérios em sítios eletrônicos, quadro de avisos, publicações e programas de rádio e TVs ligados às várias doutrinas.
O Rev. Luiz Alberto Barbosa secretário geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) informou que coloca as unidades à disposição na divulgação da campanha.
“Sabemos que é um problema de saúde grave que todos os anos tem se agravado no Brasil então nós estamos colocando as nossas unidades à disposição para divulgar e também fazer com que a campanha acabe salvando vidas.”
O pastor e senador da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Marcelo Crivella, parabenizou o ministério da Saúde pela iniciativa.
“Trazer as lideranças religiosas para a propagação de políticas de saúde é uma iniciativa criativa e altamente proativa. Se contarmos apenas a Sara, o combate à dengue ganha hoje cerca de um milhão de novos colaboradores,” destacou.
Há quatro anos, o sacerdote George da Catedral de Brasília, enfrentou por quatro dias febre alta e dores intensas pelo corpo até decidir procurar um pronto socorro.
“Quase morri porque pensei que era gripe, não me hidratei corretamente e demorei a ir ao médico. Fiquei cinco dias internado. A demora em buscar atendimento é que faz com que centenas morram de dengue.” Assim ele confirma o seu apoio, “Por isso, estarei pessoalmente envolvido nesta campanha.”
A pastoral da saúde já vem fazendo conscientização das famílias que são visitadas pelos agentes. Ela agora pretende reforçar o trabalho com a ajuda do ministério.
Fonte: The Christian Post
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