
O livro, que se chama simplesmente Steve Jobs, vem carregado de detalhes sobre a vida do empresário. Walter Issacson, o autor, trabalhou nele durante sete anos e fez mais de 40 entrevistas com o próprio Jobs, além de ter falado com muitas outras pessoas que conviveram com ele. Jobs, que convidou Isaacson para escrever sua biografia, não censurou a obra. Ela traça um retrato sem muitos retoques do empreendedor.
Um fato interessante contado por Isaacson no livro é que Jobs foi criado por luteranos, mas abandonou a religião cristã aos 13 anos, depois que viu uma foto de crianças morrendo de fome na capa da revista Life. Ele perguntou ao pastor se Deus sabia que aquilo estava acontecendo e não gostou da resposta. “O Cristianismo deixa de fazer sentido quando começa a se basear mais na fé do que em viver como Jesus”, disse ele a Isaacson.
Depois de abandonar o Cristianismo, Jobs acabou se convertendo ao Budismo Zen. Ele contou ao biógrafo que tinha dúvidas sobre a existência de Deus: “Acho que as diversas religiões são diferentes portas para a mesma casa. Às vezes, acho que a casa existe. Outras vezes, acho que não. É um grande mistério.”
Fonte: Exame
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