

“Nós contamos: foram 48 minutos dentro de campo e indo para o hospital e mais 30 por lá (tentando reanimá-lo). Nesses 78 minutos, ele estava efetivamente morto. Temíamos pelo pior e não achamos que ele poderia se recuperar dessa forma. Se eu fosse usar o termo ‘milagre’ em qualquer situação seria em algo assim.
Tobin revelou também que chorou no Hospital, assim que a equipe médica passou a tomar conta de Muamba e que foi preciso usar o desfibrilador mais de 16 vezes para reanimar o jogador.
“Esse é Fabrice, meu amigo e não qualquer pessoa. Brinco com ele sempre e com sua família também. Chorei no corredor quando o entreguei à equipe médica. Usamos o desfibrilador duas vezes no campo, uma vez no túnel que separa o gramado dos vestiários e 13 vezes na ambulância. Foi um milagre”, afirmou.

O médico do Bolton disse estar “assombrado” com a recuperação do jogador de origem congolesa já que temia pelo pior. “Não esperávamos esta recuperação, é incrível. São os primeiros passos de um longo caminho que Fabrice vai ter de percorrer”, acrescentou.
Shabaaz Mughal, médico do Tottenham que também ajudou a prestar socorros a Muamba, disse que “ele pareceu respirar por umas duas vezes, e depois não respondeu mais”. Os dois foram ajudados por Andrew Deaner, cardiologista do Hospital do Coração de Londres, que estava no estádio como expectador e foi ao campo ao perceber que algo sério se passava.

Deaner também relatou momento emocionante, depois que o jogador conseguiu ser reanimado e recobrou a consciência, momento em que o doutor tentou perceber os danos causados pelo mal súbito.
“Duas horas depois, sussurrei ao seu ouvido: ‘qual seu nome?’ E ele disse ‘Fabrice Muamba’. Eu falei: ‘ouvi dizer que você é um ótimo jogador’, e ele: ‘eu tento’. Veio uma lágrima ao meu rosto”, recorda Deaner, que ressalta que o momento mais crítico ficou para trás. “Não quero me precipitar, mas, da forma como as coisas estão agora, a vida dele não está mais em risco”.
Porém, os médicos que atenderam o jovem de 23 anos no Hospital do Coração de Londres se mostraram cautelosos sobre uma possível volta do atleta congolês naturalizado britânico ao futebol profissional, já que o processo de recuperação está apenas começando e pode ser longo.
Fonte: Inforgospel com informação EFE e BBC via Terra
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