
"A ingênua confiança de uma pessoa moderna na informação disponível em redes sociais, acompanhada pela desorientação moral e pelas perda de valores (morais) básicos tornam nossos jovens... vulneráveis à manipulação", teria dito o patriarca Kirill, de acordo com a agência de notícias Interfax. Ele não fez referência ao comício, no qual o antigo líder soviético Mikhail Gorbatchov e o blogueiro oposicionista Alexei Navalny devem discursar.
O comício deve aumentar a pressão sobre o primeiro-ministro Putin, que respondeu com concessões insignificantes e é visto como franco favorito para a eleição presidencial de 2012. O patriarca Kirill também declarou que a mudança política, por si só, não bastava para mudar a sociedade, e que isso só poderia acontecer por "uma metamorfose da alma".
Endossada pelos líderes do Kremlin como principal fé da Rússia, a Igreja Ortodoxa vem conquistando crescente poder desde a queda do comunismo, duas décadas atrás. Seu papel atraiu críticas de defensores de direitos humanos, que alegam que viola a separação entre Igreja e Estado determinada pela constituição russa.
A Internet vem exercendo papel vital na organização de protestos no país de mais de 140 milhões de habitantes, onde a televisão é estritamente controlada e vem dedicando pouca atenção aos maiores comícios oposicionistas realizados desde a chegada de Putin ao poder, em 1999. Líderes oposicionistas afirmaram esperar pelo menos 50 mil pessoas no comício de sábado em Moscou, o que faria dele a segunda grande demonstração desde a eleição de 4 de dezembro.
Monitores internacionais afirmaram que a votação foi distorcida em favor de Putin e maculada por sinais de manipulação eleitoral.
Fonte: Reuters
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