domingo, 14 de setembro de 2014

Por que sou ingrato

“Se eu ouvir a palavra ‘Papai’ de novo, eu vou gritar!”

Eu me ouvi falando estas palavras. E, em minha defesa, estava muito alto por aqui. Eu estava tentando trabalhar em algo, e tudo o que ouvia era barulhos de pezinhos descendo as escadas com quatro meninos competindo entre eles para me dizerem uma coisa depois da outra. Eu só queria cinco minutos de silêncio.

Minhas cordas vocais ainda estavam vibrando quando uma imagem veio a minha mente. Era uma imagem minha, do meu rosto, orando por crianças. A casa estava certamente quieta, então. E naqueles anos de infertilidade e abortos espontâneos e orações aparentemente não-respondidas, eu teria dado qualquer coisa para ouvir passos na escada. Eu temia que nunca ouvisse a palavra “Papai”, nunca, dirigida a mim. Pensando sobre isso, até escrevi um livro sobre o clamor do cristão de “Aba, Pai”.

E agora eu estava irritado. Por quê? Não era que eu tinha mudado de idéia sobre a bênção de ter crianças. Era que minha família tinha se tornado “normal” para mim. Na ausência de crianças, a bênção estava no primeiro plano da minha mente. Mas na presença deles, eles tornaram-se esperados, parte do que eu esperava para a existência do meu dia a dia. E isso é perigoso.

Gratidão é guerra espiritual. Estou convencido que o surgimento daquela imagem naquele dia era a convicção do pecado, um exposição pessoal da minha própria idolatria pelo Espírito de Cristo. O que eu mais preciso temer é o que parece normal para mim.

Nós todos estamos, de uma forma ou de outra, no mesmo lugar que o povo de Israel estava em Josué 23 e 24. Josué, o líder guerreiro, está de pé diante deles e reconta todas as bênçãos que Deus já deu, lembrando-lhes que “que nem uma só palavra falhou de todas as boas coisas que falou de vós o SENHOR vosso Deus; todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou” (Josué 23:14b). Josué disse: “todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou” (Josué 23.14b)

Ainda sim, como Josué predisse (e Moisés antes dele), as pessoas logo estariam na terra de oliveiras e videiras. Estas coisas, que eles clamaram no deserto, logo pareceriam “normais” a eles. E, logo em seguida, eles iriam suplicar mais e mais, tanto que eles iriam seguir os ídolos Cananeus para conseguir o que eles queriam.

Isto é o que alguns filósofos chamam de “adaptação hedonista”. Tendemos a nos ajustar ao nível de felicidade e prosperidade que nós temos. Aprendemos a esperar por isso, sem mesmo percebê-lo. E então queremos mais. É por isso que é tão difícil para as pessoas baixar no padrão de vida. É fácil mudar de um apartamento pequeno para uma casa de dois pavimentos, porém é horrível fazer o contrário. Poucos têm problema em ir de um Ford Fairmont de 1985 para uma novíssima BMW, mas é incompreensível ir na outra direção.

Este é o caminho de toda carne, puxada em direção ao abismo pelos poderes satânicos. É sempre assim. O Jardim do Éden se torna uma simples vegetação para os seres humanos. No final, as montanhas e cavernas se tornam simples cobertura para os humanos cegos.

O Espírito de Cristo nos atrai em direção à gratidão porque o Espírito nos convence da nossa condição de criatura. Nós somos dependentes do fôlego, do pão, do amor, e estas coisas vêm, pessoalmente, como presentes de um Pai (Tiago 1:17)

Há alguma coisa na sua vida que você se acostumou? Há alguma coisa pela qual você orou fervorosamente, em súplicas na ausência, pelo qual você não tem orado, fervorosamente, em ações de graça na sua presença? Há algumas coisas assim em minha vida e, eu temo, muitas mais que eu não consigo nem recordar.

Estou escrevendo isto da mesa da minha cozinha. Fui interrompido pelos garotos Moore lutando pelo último bolo Little Debbie na copa. Assim que eu ouvi “Papai”, olhei pra cima, ainda escrevendo este artigo, em frustração. Mas o Espírito ainda crucifica e ainda ressuscita.

Obrigado, Pai.



Tradução: Rebeca Nascimento
Fonte: Russell D. Moore em seu site
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“Deus me revelou que Marina será a próxima presidente”, afirma o pastor que converteu a candidata

André Salles diz que, em suas orações, Deus mostra a candidata do PSB seguindo por um caminho de luz

O pastor André Salles diz ter recebido, por mais de uma vez durante suas orações, uma revelação divina contundente. A imagem que lhe vem à mente nessas ocasiões de contato com Deus é da ex-senadora Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), seguindo em frente por uma trilha repleta de luz. “Vejo o próprio Deus preparando o caminho para ela passar”, afirma. “O Senhor tem esse propósito para a vida dela, de ser presidente do Brasil”. Recém-chegado à igreja neopentecostal Plenitude do Trono de Deus, em São Paulo, Salles foi o responsável pela conversão de Marina ao protestantismo.

Marina foi criada numa família de católicos fervorosos. Com o desejo de se tornar freira, chegou a ser noviça na juventude. A conversão para a igreja evangélica se deu em 1995. Vítima de cinco malárias, uma leishmaniose e uma hepatite, Marina havia acabado de retornar de um tratamento de saúde sem sucesso nos Estados Unidos. Já em Brasília, ouviu do seu médico: “Senadora, a senhora não precisa de um médico. A senhora precisa é de um milagre”. Ele pegou o celular e ligou para um amigo. Era o pastor André Salles, na época um missionário de 20 anos à frente da igreja Assembleia Bíblica da Graça. Marina, incomodada com a reação pouco profissional do médico, mas sem coragem de fazer uma desfeita, escutou a oração. Do outro lado da linha, Salles informou que tinha o dom de revelação do Espírito Santo e passou a descrever, em detalhes, alguém que atrapalhava os rumos de Marina. “O pastor descreveu a cor da pele, o cabelo, os cacoetes dessa pessoa, tudo. Ela era ligada aos grupos que faziam uma oposição ferrenha ao meu trabalho”, disse Marina num vídeo na internet sobre sua conversão. A ex-senadora ficou impressionada com o que ouviu e começou a frequentar os cultos. Tornou-se, em 2004, missionária da Assembleia de Deus.


A antiga igreja de Salles acaba de se fundir com a Plenitude do Trono de Deus, criada em 2006 pelo apóstolo Agenor Duque e pela bispa Ingrid Duque. Amigo dos fundadores, Salles está de mudança para São Paulo para integrar sua equipe. Por ter quadruplicado sua programação na televisão aberta (estão diariamente na Mix TV, da meia-noite ao meio-dia), a igreja agora precisa de reforço. A Plenitude do Trono de Deus tem dez templos espalhados por São Paulo. Sua sede, no Brás, comporta quase sete mil pessoas sentadas. Seu poder de mobilização levou, semanas atrás, o governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição por São Paulo, a um culto de domingo. Assim como outras pentecostais, a Plenitude promove sessões de “cura e libertação” com cenas espetaculosas de exorcismo coletivo no centro do altar. Em geral, fiéis sugestionados pelas luzes e pela música que sobe a cada variação de voz do pastor começam a tremer e gritar em seus lugares, até que são socorridos por obreiros identificados por camisetas pretas com a inscrição: “sexta-feira forte”. As mulheres são arrastadas até o púlpito pelos cabelos; os homens, empurrados pelos braços. No altar, estrebucham, gemem, babam e viram os olhos diante de uma igreja lotada. Só depois são expurgados pelos pastores.

No dia da entrevista de Salles a ÉPOCA, outro pastor que conduzia o culto da tarde entrevistou um casal que se dizia possuído pelo demônio. O homem se dizia capa-preta. A mulher, Lúcifer. Ambos falaram sobre os planos de matar um ao outro. “Se não tivesse vindo aqui hoje, este casal estaria no [programa policial] Cidade Alerta como o próximo crime passional de São Paulo”, disse o pastor, aos gritos. “Agora vocês sabem a importância de dar o dízimo? Quando o pastor pede, ninguém dá. Preciso trazer os demônios aqui na frente para vocês acreditarem na força desta igreja”. Ele então convocou os membros a subirem ao púlpito para doar R$ 50 ou R$ 100, em dinheiro, crédito ou débito. De seus lugares, os fiéis aos poucos abriam os olhos e puxavam suas carteiras em busca de uma nota ou um cartão para levar ao altar.

ÉPOCA – Como o senhor conheceu a ex-senadora Marina Silva?
André Salles – Um amigo nosso, o geriatra Eduardo Gomes de Azevedo, estava cuidando da saúde dela e percebeu que o problema não era só de ordem natural. Foi quando ele me pediu: será que podemos orar pela Marina? Como um bom médico, ele cuidou, mas teve essa sensibilidade de entender que o problema era uma questão espiritual. Foi quando ele colocou a gente em contato. Aí comecei a acompanhá-la em oração. Ela foi sendo fortalecida na fé, passou a aceitar Deus como o senhor da vida dela, foi batizada na nossa igreja. As orações eram presenciais ou à distância, dependia da correria dela.

ÉPOCA – A Marina resistiu de alguma maneira? Porque ela foi criada na Igreja Católica...
Salles – Ela sempre foi uma mulher de muita fé, então foi aberta. Mesmo sendo um meio novo. Em nenhum momento ela foi dura.

ÉPOCA – O senhor curou a Marina?
Salles – Não vou dizer que fui eu, quem curou foi Jesus. Por meio das minhas orações, das orações de outras pessoas também. Chegar hoje e dizer “fui eu” é como trazer a glória para si. E a Bíblia pede que a gente diminua e Jesus cresça. Tudo é para ele, a glória é para ele, a exaltação é para ele. Ela foi curada, graças ao bom Deus.

ÉPOCA – A família da Marina foi resistente?
Salles – Alguns irmãos dela já frequentavam a igreja. Mas algumas pessoas, amigos e familiares acharam que ela estava mudando demais e tal. Sendo uma mulher de fé, tudo que ela faz ela pede uma direção de Deus em oração. Para algumas pessoas, parecia que ela estava ficando louca. Hoje não. Todo mundo a respeita. Vê que é uma pessoa íntegra, honesta, temente a Deus. Ela não faz nada sem buscar uma orientação do Senhor.

ÉPOCA – Ela deixou a sua igreja e mudou para a Assembleia de Deus? Por quê?
Salles – Ela terminou indo na ocasião para a sede da nossa convenção no Distrito Federal, do pastor Sóstenes Apolo, que hoje já dorme no Senhor. Nas eleições de 2010, era mais interessante para ela ficar nesta igreja. As igrejas da Assembleia de Deus têm suas convenções estaduais e uma geral. Nosso pastor presidente, ligado diretamente aos cabeças das estaduais, podia dar apoio a ela, fazer esse tipo de ponte.


ÉPOCA – Como era a Marina na igreja? Ela participava?
Salles – Ela era muito fiel à escola bíblica dominical e também missionária da casa do Senhor. Mas sempre respeitando os limites dela, né? Sempre foi bastante ativa.

ÉPOCA – Vocês perderam o contato quando ela mudou de igreja?
Salles – Não, de maneira alguma. Até porque o propósito é o mesmo, né? Não existe esta divergência, pelo menos da minha parte. Eu não incomodo, né? Por causa da correria dela. Mas tem época em que a gente está muito junto. Ainda oro por ela.

ÉPOCA – Qual foi a última vez que o senhor falou com ela?
Salles – Neste ano, pra falar a verdade, ainda não conversamos. No ano passado, falamos. Foi antes de ela se aliar ao Eduardo Campos. Mas estou sempre orando pra ela. Essas coisas acontecem. Às vezes, a gente está conversando e chega uma revelação, uma palavra por parte de Deus.

ÉPOCA – O que o senhor quer dizer quando diz que teve uma “revelação”?
Salles – Isso é muito da sua sensibilidade com Deus. Tem  coisas que você vê realmente, que se apresentam numa visão para você. Tem coisas que você escuta a voz de Deus como quando Deus falou com Samuel. No caso da Marina, vejo um caminho de luz. Literalmente. A Marina seguindo por um caminho de luz. É um caminho de luz e ela caminha para frente.

ÉPOCA – O que tem lá na frente?
Salles – Aí são detalhes do mundo espiritual, que tem seus segredos. Deus abriu isso para todos aqueles que nele creem. E creem em Jesus como Senhor.

ÉPOCA – A Marina tem o dom da revelação?
Salles – Ela é uma mulher que tem a ciência de Deus na palavra. Muito forte. Ela recebe recado de Deus, é uma profetisa. Recebeu esta iluminação. Não acontece toda hora. Mas acontece.

ÉPOCA – O senhor acha que Deus falou com ela sobre a vocação de ser presidente?
Salles – Sim, esta é uma promessa antiga. Ela também recebeu. Por isso, ela tem muita certeza de que vai ser presidente do Brasil. É uma ordem de Deus. Uma providência. Te digo isso sem dúvida.

ÉPOCA – Qual foi a última revelação que o senhor teve sobre a Marina?
Salles – As últimas palavras da parte de Deus é que ele está levando ela por este caminho... Para ela se tornar presidente da República, entendeu? Eu lembro que antes de sair candidata em 2010, o governador do Estado do Acre e algumas pessoas ainda me procuraram dizendo: “pastor, eu queria que ela viesse pelo Estado do Acre, como governadora. Ela está indo por outro caminho e eu não tenho ninguém agora”. Mas a gente via que este era o caminho pelo qual Deus estava conduzindo ela.

ÉPOCA – Esta revelação de que o caminho dela é ser presidente chegou ao senhor mais de uma vez?
Salles – Mais de uma vez. E não só até mim, mas a outros profetas também.

ÉPOCA – O senhor acha que este projeto está perto de se tornar realidade?
Salles – Sim, está próximo. Porque essa é uma nova direção de Deus para o Brasil. Deus tem esse propósito para a vida dela. A gente sabe que as promessas de Deus são baseadas de acordo com o que a Bíblia diz em Deuteronômio, 28: “se atentamente obedeceres à voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar tudo que está escrito, todas estas bênçãos virão sobre ti”. Mas existe o propósito do tempo. Podia ser quatro anos atrás? Podia. Mas, se Deus está preparando para agora, é bom.

ÉPOCA – O senhor acha que a Marina será a próxima presidente do Brasil?
Salles – Sim, eu acredito que sim.

ÉPOCA – O senhor teve alguma revelação neste sentido?
Salles – Vejo Deus abrindo o caminho para ela chegar. É o próprio Deus preparando para ela passar. Deus tem um propósito para o Brasil. Ele entregou esta nação nas mãos do presidente Lula, mas infelizmente o Partido dos Trabalhadores entrou em outro caminho, saiu do propósito. E ninguém é insubstituível. Se você não permanece no propósito, Deus prepara outra pessoa.

ÉPOCA – Como a Marina recebia essas revelações?
Salles – Isso é uma coisa natural. É uma coisa que quando você começa a frequentar a igreja e Deus começa a confirmar certas coisas na sua vida com sentido. Deus não faz nada sem propósito. Tudo tem propósito estabelecido. Então seria hoje fora do propósito chegar até à irmã Marina e dizer: “olha, Deus não tem nada com você na política”. Isso não tem sentido. O que Deus tem para ela é nesta linha. Ela sempre recebeu isso com o coração muito aberto. Um dia ela chegou para mim e disse: “pastor, será que Deus vai me tirar da política?”. E eu respondi: “não, o caminho não é este. Deus quer que a senhora continue sendo uma voz. Uma voz para o Brasil e para o mundo”.

ÉPOCA – O senhor acha que, de alguma maneira, esta certeza ajudou na decisão de se aliar ao PSB de Eduardo Campos quando a Rede Sustentabilidade teve o registro recusado pelo TSE?
Salles – Não vou te falar com propriedade sobre isso. Porque desta aliança para cá eu não participei. Não posso opinar. Mas uma convicção eu tenho: ela fez alguma orientação espiritual antes de tomar a decisão.

ÉPOCA – O senhor recebe essas revelações há quanto tempo?
Salles – Desde a época em que nós orávamos pelo presidente Lula, antes das eleições de 1998, quando o ex-presidente Fernando Henrique ganhou de Lula. Lembro que o senhor Deus havia falado que ia entregar o governo, a chave da nação nas mãos dele. Assim que ele perdeu, ele assumiria na próxima.

ÉPOCA – O senhor conheceu o Lula pessoalmente?
Salles – Sim, sim.

ÉPOCA – Foram apresentados pela Marina?
Salles – Perfeitamente. Oramos pelo Lula. Na ocasião, ele estava muito quebrantado, numa situação de perda, frustrado. Pensando: será que mais uma vez a frustração vai bater na minha porta? E ele disse: pastor, eu sou uma pessoa que todas as noites ora. Eu leio o salmo de número 13, número do meu partido. Eu disse que ele ia ganhar as próximas eleições. Quando isso aconteceu em 2002, eu disse a Marina que ela se tornaria ministra. De fato aconteceu. E o senhor Deus já vinha trabalhando, preparando o caminho para ela chegar ao que está acontecendo hoje. Tem coisas que Deus fala pra gente e acontece imediatamente. Tem outras que demoram um ano, dois, três. Mas você tem uma direção, uma linha.

ÉPOCA – O senhor se lembra da última orientação espiritual que deu para a Marina?
Salles – Tenho lembranças, mas são coisas particulares. Decisões internas.

ÉPOCA – O senhor participou das rezas para o presidente Lula durante o mensalão?
Salles – Não, não participei. Algumas vezes, pela correria do presidente Lula, eu participava com orações via Gilberto Carvalho, na época o chefe de gabinete.

ÉPOCA – E rezava pela Marina quando ela era ministra do Meio Ambiente?
Salles – Lembro de uma época que estava precisando de chuva. Não chovia no Mato Grosso, Rondônia... E ela preocupada. Nós oramos para Deus mandar chuva, porque ela estava preocupada, sofrendo muita pressão. Eram muitas queimadas. E Deus mandou chuva naquela época. Nós oramos e Deus mandou chuva. Choveu naqueles dias, precisava chover naquela semana.

ÉPOCA – O senhor ia rezar no Ministério do Meio Ambiente?
Salles – Na casa dela, outras vezes no Ministério, outras vezes na igreja.

ÉPOCA – O senhor chegou a rezar para a presidente Dilma?
Salles – Não, para ela nunca. Nós tentamos fazer este link, ficar em contato. Mas o próprio Gilberto Carvalho dizia que era diferente. O presidente Lula é um homem mais aberto. Já a presidente Dilma é uma pessoa mais fechada. Não que ela não creia, ela é uma mulher de fé. Mas é diferente. Isso entristeceu também os pastores. Não só os do meio pentecostal.

ÉPOCA – Se a Marina ganhar a eleição, o senhor acredita que Brasil se tornará um país mais evangélico?
Salles – Querendo ou não, influencia, né? Mas este não é o propósito dela.


ÉPOCA – Como a fé da Marina influencia a tomada de decisão dela?
Salles – Ela não vai fazer nada sem primeiro ter uma orientação do Senhor. Ela é livre, mas vai agir de acordo com os princípios cristãos, defendendo a família, a igreja, o Brasil. Sem ser intransigente com nenhuma religião. Agora, se houver dúvida em algum assunto, ela pedirá orientação. Não é porque você chegou à Presidência que não precisa de conselheiros.

ÉPOCA – Na sua opinião, a Marina é fundamentalista?
Salles – A pessoa fundamentalista é aquela com visão muito fechada. Não é o caso da irmã Marina. Ela é uma pessoa com domínio próprio, equilíbrio. Não acho que ela fecha e leva um pensamento ao pé da letra.

ÉPOCA - Como diferenciar quem é de quem não é?
Salles – Fica claro nos frutos. Uns olham e veem pela aparência, pelo modo de ser. Uma posição também pode mudar. O que você pensa hoje não é necessariamente o que você pensa no passado.

ÉPOCA – O senhor apoiou a presidente Dilma em 2010. Fez até um vídeo que foi para a internet. Por que?
Salles – Em 2010, o Gilberto Carvalho me pediu para fechar com a Dilma. Não só eu, mas vários pastores. Aceitei na ocasião porque entendia que o projeto do Lula teria continuidade. Eu bem sabia que a Marina estava caminhando, mas ainda não era o momento dela. Deus estava trabalhando para ela chegar. Então ficamos com a Dilma. Mas a Dilma infelizmente não cumpriu nada do que havia combinado com o meio. Apoiei a Dilma por causa do Lula, pelo pedido do presidente Lula. Gravei o vídeo assim que terminamos uma reunião. Para abraçar a causa do presidente Lula.

ÉPOCA – O vídeo teve impacto em sua relação com a Marina?
Salles – Não, ela entendeu. Ela é uma pessoa muito tranquila.

ÉPOCA – O senhor se arrepende de ter apoiado a Dilma?
Salles – Olha, hoje eu me arrependo.

ÉPOCA – Por quê?
Salles – Por tantas decepções que a gente teve com o governo.

ÉPOCA – Por exemplo?
Salles – Uma série de coisas. Não só no meio evangélico. Muita corrupção, né? Todo mundo sabe. Muitos problemas. Eu, particularmente, me arrependo.

ÉPOCA – Apoiaria de novo?
Salles – Não.

ÉPOCA – Neste ano alguém já lhe pediu apoio oficial?
Salles – Não. Só apoio em oração. Mas oficialmente estou com a Marina.

ÉPOCA – Até dia 15, os candidatos à Presidência podem mudar. Se o Lula voltasse, o senhor o apoiaria?
Salles – Não. Entendo que terminou o propósito que Deus tinha com o Lula. Ninguém é insubstituível.

ÉPOCA – O que o senhor espera de um possível governo da Marina?
Salles – Tenho orado para que seja um governo de paz. Ela vai enfrentar muitas batalhas, não vai ser fácil. Mas não vai ser impossível. É normal virem as batalhas. Um governo não governa sozinho. Ela precisa de apoio na Câmara e no Senado. Acredito que daqui pra frente vamos ver as alianças acontecerem. O Brasil vai melhorar com Marina. A Bíblia diz que quando o justo governa, o povo se alegra. O justo não significa o religioso, mas o honesto. Essas características de humanidade, de temor e amor a Deus ela tem. Marina é um produto novo. Não basta você cair na graça de Deus, tem de cair na graça do povo. E a Marina está caindo nas graças do povo. Já caiu. É um caminho.



Fonte: Época
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Conforto a pais cujos filhos não foram convertidos

O desejo de todos os pais cristãos é que Deus mostre algo que pudéssemos fazer para assegurar a salvação de nossos filhos, então “nós faríamos isso com todas as nossas forças” porque amamos muito os nossos filhos. Entretanto, Deus não fez com que a salvação fosse consequência da fé de terceiros; nossos filhos e filhas devem vir a Cristo por conta própria. João nos mostra que todos os cristãos são nascido na família de Deus, “não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.13).

Embora a salvação seja trabalho de Deus e não algo que nós possamos fazer por nossos filhos, há esperança. Considere o seguinte:

1. Uma verdadeira “batalha” de oração por seu filho é um dom de Deus. Uma batalha persistente pode ser um indicativo de que Deus pretende dar a nosso filho a vida eterna, pois orações autênticas sempre partem de Deus. Mesmo que não possamos ter certeza absoluta do que Deus está fazendo, devemos ser otimistas caso a batalha continue.

2. O milagre do novo nascimento não é menos possível para Deus se os nossos filhos estão atentos a Ele ou se estão correndo Dele. Nosso filho é como os demais com relação à graça de Deus. Ele está morto espiritualmente, esteja ele na igreja ou não, ouça ele as verdades que nós estamos tentando ensiná-lo ou não, tenha ele, agora, algum interesse em Deus ou tenha nenhum sequer. Ele pode ser convertido no chiqueiro ou no banco da igreja. Nós não sabemos, nesse caso, a preferência de Deus.

3. Deus ouve nossas orações. Embora Deus nos ensine que ele escolheu os dele antes da fundação do mundo, Ele também nos ensina que devemos orar, e não somente isso, que devemos aguardar a resposta para as nossas orações. É verdade que Deus é soberano e também o é que Ele responde às orações. Na verdade, ele não poderia responder às preces se ele não estive no controle de tudo.

4. Nós devemos ter esperança, pois Deus elege aqueles que serão seus. Todo filho está a caminho do inferno, a não ser que Deus o impeça. A eleição de Deus é nossa amiga. Nós não teríamos esperança pela salvação de nossos filhos sem isso, pois nenhum filho se voltaria a Cristo se fosse deixado em sua depravação (Romanos 3.9-11). Mas por Deus eleger um povo por si mesmo, nós podemos ser encorajados.

5. Seu filho tem um certo conhecimento do que significa ser um verdadeiro cristão. O Espírito certamente poderá usar isso se esse for o método escolhido. Não é menos miraculoso a conversão de um filho bem informado do que a de um com pouco conhecimento. Em todas as conversões, Deus sempre usa a semente do evangelho.

6. A sua desobediência no passado, no final das contas, não será o que impedirá seu filho de crer. É sem sentido repreender-se por algum comportamento errado de sua parte como se isso fosse a razão pela qual seu filho não tem a Cristo. Isso não significa que, como pais, não devamos nos arrepender e fazer melhor; ou até mesmo admitir o erro para os nossos filhos. Mas a razão pela qual seu filho está sem Cristo está, em última análise, relacionada ao pecado dele ou dela. Todo pai cristão é inconsistente de alguma forma, e está no processo de santificação, o que os deixa aquém da perfeição. Isso nunca foi uma barreira para Deus desejar salvar seu filho. São vários os exemplos de filhos que vieram de famílias bem menos piedosas e que acabaram sendo convertidos a Cristo. Na verdade, talvez esse tenha sido o seu caso.

7. Talvez alguns filhos precisem da experiência de estar longe do cuidado de Deus para que percebam a necessidade de se achegarem a Cristo. O sentimento de necessidade em muitos talvez só seja descoberto em um contexto de dificuldades. Não deveríamos nos surpreender se isso requerer um voo solo antes de o filho ou filha aprender que ele ou ela realmente necessita de outro piloto.

8. Lembre-se de que há várias pessoas que são gratas pela história que tiveram antes de virem a Cristo. Não estou dizendo que essas pessoas não desejariam terem sido convertidas antes, mas a dor de sua história pré-conversão deu-lhes compaixão, entendimento, conhecimento, testemunho e uma bagagem  que talvez eles não adquirissem de outra forma.  Eles viram a sabedoria de Deus no momento em que foram convertidos. Talvez seja assim também com seu filho. Paulo disse que houve uma razão pela qual ele foi escolhido, mesmo ele tendo sido assassino, blasfemo e um agressor violento – para que aquelas pessoas viessem e tivessem a esperança de que Deus pode salvar a qualquer um. Deus tem uma jornada única para cada filho.

9. Você não pode salvar seu filho por si próprio, não importa o quanto você tente. Você está numa posição de apenas confiar. Isso é bom, pois é a única forma de agradar a Deus (Heb. 11.6). Descansar em Deus enquanto, simultaneamente, você ora ao Deus que atende a preces será um encorajamento a outras pessoas na mesma situação. Isso também vai ajudá-lo a responder de forma mais positiva ao seu filho, e fará a sua vida bem mais prazerosa do que ansiedade faria.

10. Finalmente, lembre-se que Deus tem um propósito em todos os seus feitos. Nós um dia iremos nos regozijar por Deus ter feito um trabalho perfeito em comandar o universo. Quando entendermos isso e colocarmos Deus acima de nossos filhos, nós vamos realmente demonstrar a eles como um cristão deve viver.




Tradução: Victor Bimbato em Reforma 21
Fonte: Jim Elliff em Christian Communicators Worldwide
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"Os gays que inventem outro nome para a união deles", diz pastor Silas Malafaia

Silas Malafaia concede a entrevista aos gritos. Pivô da mudança no programa de governo de Marina Silva (PSB), o pastor da Assembleia de Deus ataca o ativismo gay e se irrita com as perguntas do La Urna. No fim da conversa, adianta que votará justamente em Marina no segundo turno – no primeiro, seu voto é do Pastor Everaldo (PSC).

La Urna – Por que os homossexuais o incomodam tanto?
Silas Malafaia – Em uma sociedade livre, as pessoas têm o direito de basear suas convicções políticas em qualquer tipo de raciocínio. Seja em Karl Marx, seja em Platão ou em Jesus Cristo. Não tenho problema com os homossexuais, e sim com o ativismo gay. É o grupo mais intolerante da pós-modernidade. Eles querem criminalizar a opinião.

Querem criminalizar a homofobia, não?
Não, não, vamos devagar, amigo. Homofobia é uma doença classificada pela psiquiatria na qual o indivíduo quer matar e destruir o homossexual. Eles querem criminalizar a opinião, não suportam o contraditório. Homossexualismo é comportamento, ninguém nasce gay. Então, vamos legalizar tudo que é comportamento! O ser humano que tem relação com cachorro, vamos legalizar! A prática do homossexualismo é pecado. A Bíblia é clara.

Mas a Bíblia deve ser interpretada literalmente? Porque o livro também prega, por exemplo, que um escravo “será castigado com muitos açoites” (Lucas, 12:47) sempre que desobedecer o seu senhor. Só que a escravidão…
(Interrompendo) Que que você tá citando a Bíblia, querido? Ah, você agora vai me ensinar a Bíblia? Ah, não, não, não! Querido, deixa eu te ensinar. Você não pode isolar um trecho da Bíblia, não faça essa estupidez, amigo! Quer falar da Bíblia? Quer falar da Bíblia? A Bíblia condena de ponta a ponta a prática homossexual, no Antigo e no Novo Testamento. Você quer dizer que Karl Marx vale mais do que Jesus?

Não estou me posicionando politicamente…
O senhor está defendendo o que os gays dizem! O senhor está questionando as minhas crenças e favorecendo, no seu discurso, a posição deles. Vocês são fundamentalistas, não querem aceitar a nossa opinião. Se é para todo mundo ter uma única opinião, então estamos na ditadura da opinião, e não na liberdade da expressão. Imagine alguém perseguindo você para calar a sua voz!

Os homossexuais não se sentem perseguidos também?
O Supremo Tribunal Federal já garantiu a união deles no canetaço, não houve nem discussão democrática. Vocês, jornalistas, que brigam pela democracia, não falaram nada. Foi na caneta! Vergonha! Na caneta! Agora, eles que inventem outro nome para a união deles – casamento, é homem e mulher. Queridão, a espécie humana provém da família tradicional. Esse negócio de união civil é papo, rapaz! Eles querem é o casamento.

Por que Marina Silva cedeu à pressão do senhor?
Ela fez alterações por causa do povo cristão, que é maioria no Brasil. Eu apenas interpreto o pensamento de grande parte do povo cristão. E agora, na maior das hipocrisias, Dilma vem dizer que é a favor da criminalização da homofobia. Teve quatro anos para dizer isso, o PT teve 12. A mulher está me perseguindo, quer me destruir com a Receita Federal, e diz agora que apoia a igreja? Vai ver se eu tô na esquina!

O senhor apoia o Pastor Everaldo. Mas votará em quem no segundo turno?
Se a Marina for, vou entrar de cabeça para ajudá-la. Porque o PSDB já teve uma bela oportunidade de governar. E chega de PT. Se Marina não tivesse voltado atrás, eu teria arregaçado em cima dela! Agora, anota aí, irmãozão: se ela for para o segundo turno, 95% dos evangélicos vão votar nela.





Fonte: ClicRBS
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Dez coisas que aprendi sobre Deus com os pastores da TV

Já sou um tanto antigo nessa coisa de TV e ano que vem completo a maioridade etária nessa coisa de religião. Sou de um tempo em que as manhãs de sábado tinham Jimmy Swagartt na antiga TV Bandeirantes (Band vem daí, novinhos) e Caio Fábio aparecia vez ou outra na Globo (sonho de consumo e masturbação egoica do Silas atualmente). Vi os primeiros programas do Edir ainda cabeludo e tenho até saudades do tempo em que o Malafaia usava bigode.

De lá pra cá, adultérios e escândalos à parte, muita coisa mudou. O que era pouco se acabou… Opa, música errada. O que era doce azedou. A Band hoje tem dúzias de pastores em sua programação, a Globo resolveu não se misturar mais com essa gentalha, a Record foi comprada pela veterotestamentária IURD e, como grana pouca é esmola, vieram a Record News e várias estações de rádio. Por falar em gentalha, o SBT continua firme e forte (tá, nem tão firme assim), resistindo à investida dos milhões feitos de tostões.

Bom, mas não é esse o mote aqui. Quero compartilhar dez coisas que aprendi ao longo dos anos sobre Deus com os pastores televisivos. Vamos lá:

1. Deus é bipolar

Pra não dizer esquizofrênico, digo que aprendi que Deus é bipolar. Afinal, cada um dos quinze tele-evangelistas (os que consegui me lembrar enquanto escrevo) diz que Deus é, pensa e age de um jeito diferente. Uma hora Deus é amoroso e perdoador, na mesma hora, mas em canal diferente, Deus é irado e pronto a nos destruir com requintes de crueldade. Um diz que ele só quer o coração, outro diz que “é tudo ou nada”, ou melhor, com Deus “ou dá ou desce”. Como sei que nenhum deles mente ou fala do que não conhece, a conclusão óbvia é que todos estão certos e, portanto, Deus é, digamos, bipolar. Isso sem contar no discurso dúbio de “graça e alegria” pro pecador e “choro e ranger de dentes” pro já converso.

2. Jesus é masoquista

Juro que já ouvi “Jesus exultou de alegria naquela cruz” e “Jesus ansiava pela crucificação”. Até entendo o que Max Lucado diz quando fala que “Ele escolheu os cravos”, mas a quantidade de descrições adjetivadas e minuciosas sobre os sofrimentos de Jesus me dão a certeza de que os pastores acreditam que Jesus gostava de sofrer.

3. Deus já foi de direita, hoje é de esquerda

Na verdade, o que tenho visto ao longo dos anos é que Deus é governista, sempre, de forma irrevogável (oi, Mercadante). Os pastores dizem que devemos orar pelas autoridades (o que é bíblico), mas o que mostram é que Deus gosta mesmo é de um poderzinho temporal. Poucas vezes vi um pastor televisivo reclamando do desmazelo e ineficiência dos governos. Antes, mostram sempre seus melhores ângulos quando suas igrejas são visitadas pelos políticos. Será que rola um cabide de empregos celestial? Acho que sim, pois em toda denominação televisionada, Deus tem seus candidatos escolhidos e maldições prontas pros rebeldes que ousarem desafiar a lei do “irmão vota em irmão”.

4. Deus não inventou as borboletas

Coitadas, criaturas infernais, crias de Belzebu. Sim, numa dessas matinês vi um pastor explicando como a Nova Era estava usando a Disney para nos encher de mensagens subliminares (que de tão óbvias penso serem sublinhadas) e nos enfeitiçar. Prova de que os desenhos animados trazem a mensagem do capiroto? Sempre há uma borboleta voando quando o personagem corre perigo. Tadinho do Bambi, que além de órfão virou um ser possesso por uma pomba-gira. E o Corujito? Então, não se esqueçam: borboletas são bichinhos do mal.

5. Deus gosta duma muvuca

Deus é um cara popular, digo mais, popularesco. O Céu deve parecer o Programa do Ratinho nos velhos tempos. A julgar pelos cultos transmitidos, em especial os de extors…, digo, exorcismo, Deus não gosta daquela coisa certinha, ordeira e calma. O pau quebra e o barraco treme quando Deus está presente, foi o que aprendi com a pastorada da TV. Desde os tempos de Davi Miranda que sabemos que o barulho é porque Deus está operando (e sem anestesia).

6. Deus é surdo

Seria essa uma redundância com o item acima? Acho que não. Mas deixe-me corrigir: Deus é deficiente auditivo (em tempos de politicamente correto, sabe como é, né?). Ocorre que aprendi ao longo de quase duas décadas que é preciso falar alto, repetir mais alto e, por último gritar com Deus para que ele ouça nossos pedidos. Sempre que ouvir a deixa “com mais fé, irmão” é porque naquele dia a coisa tá difícil de chegar aos ouvidos divinos. Encha os pulmões e tente a sorte.

7. Deus é chantagista

Triste constatação. Mas não tem jeito. Aprendi muito bem explicadinho que Deus dá piti, toma presentes, fica de mal, emburra e, às vezes, até promete ir embora e levar a família com ele, nos deixando na sarjeta da solidão, na rua da amargura, na porta do inferno abraçados com o capeta. Tudo isso se não cumprirmos cada um dos caprichos divinos que os pastores gente fina fizeram o favor de catalogar e nos repassar pra não ficarmos mal na fita com o Poderoso. Coisa parecida com as avós que dizem horrores se não formos todo domingo almoçar na casa delas.

8. Deus tem problemas em manter sua santidade

Das coisas que aprendi com a pastorada da TV, talvez essa seja a que mais me confundiu de início. Segundo vi e ouvi em anos de programação evangélica, Deus é santo, muito santo, santíssimo. Ok, é bíblico. Até Jesus confirmou isso. Mas essa santidade toda dá um trabalhão. É uma mania de limpeza sem fim. É coisa de limpar as vestes toda semana, a preocupação dos pastores em lavar os pés do povo da igreja em água com colônia de rosas, em vestir um manto sagrado, em se enxugar numa toalhinha abençoada, até em por uma touquinha na cabeça já falam. É como se santidade fosse saúde, mas pra se manter saudável, Deus não permitisse que chegássemos perto antes de tirar todos os germes da roupa, da pele e dos sapatos.

9. Deus gosta mais dos caçulas

Diz Jesus que Deus é pai, mas os pastores me ensinaram a verdade: Deus é avô. E tem predileção pelos caçulas, pelos novinhos (sem menção à pedofilia aqui, faça o favor). Ocorre que Deus vai perdendo a graça com os assuntos mais antigos, dos pastores e cristãos mais velhos. Deus gosta é de novidades, dos assuntos do momento. Pra que hinos e canções, se a onda agora é louvorzão e baladas gospel? “Deus é jovem” ouvi uma bispa dizer antes de ser presa com dólares na ca…pa da Bíblia. “Deus é dez”, “Deus é da hora”, “Deus é irado” (se bem que faz sentido se lembrarmos que Deus é bipolar) são coisas que aprendi vendo os programas televisivos mais animadinhos. Sem contar que Deus agora tá numa onda de grupinhos que precisa ver. No meu tempo, era panelinha, mas tudo bem.

10. Deus gosta mesmo é da minha grana

Por fim, algo que me decepcionou em Deus, mas que agradeço aos pastores da TV pela sinceridade com que tratam o assunto: Deus é interesseiro. Lendo sobre Jesus no Novo Testamento, cheguei a ter uma primeira impressão legal de Deus sobre esse aspecto. Mas logo os pastores me contaram a verdade. Se eu quiser alguma coisa com Deus, o jeito mais fácil é molhar a mão do ser divino. Tenho minhas dúvidas agora com o lance de “dono do ouro e da prata”, mas vá saber. Sei que pastor não mente, portanto a coisa a se fazer para conseguir algo de Deus é pagar. Há pastores mais modestos que operam nos 10% regulamentares, mas há alguns que por um pouco (ou muito) a mais conseguem agilizar a bênção. Há taxas específicas, como os R$ 900,00 para a casa própria ou os 30% pra Deus abrir as portas. Mas algumas regalias e favores divinos só funcionam na base do tudo ou nada. Esteja (com o talão de cheques) preparado.





Fonte: Tom Fernandes em seu blog
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Pastores brasileiros usam psicanálise para cativar fiéis evangélicos

Por meio do estudo das teorias de Freud, religiosos tentam aumentar o rebanho e o dízimo

Numa noite chuvosa de quarta-feira, desci do ônibus na rua Brigadeiro Luis Antônio, região central de São Paulo, quase em frente a uma das unidades da Igreja Universal do Reino de Deus situadas na capital paulista. No portão, uma senhora e dois jovens distribuíam exemplares da Folha Universal, periódico evangélico que circula semanalmente por todo o país há vinte e um anos. Ela estendeu o jornal e convidou-me a voltar “qualquer dia desses para conhecer a palavra de Deus”. Respondi que estava prestes a fazer isso. “Entre que o Senhor vai te abençoar, querida”, disse sorrindo. Entrei.

A Universal do Reino de Deus é a maior entre as igrejas neopentecostais existentes no Brasil. Segundo o Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela reúne mais de 1,8 milhão de fiéis espalhados por todas as regiões do país. Fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo num subúrbio do Rio de Janeiro, faz parte do movimento das igrejas evangélicas surgidas no final dos anos 1970, que se distanciam do pentecostalismo tradicional, principalmente porque pregam a prosperidade como via de aproximação com Deus.

Naquela quarta-feira à noite, perdi as contas de quantas vezes o pastor evocou a imagem do diabo para representar todos os males existentes na Terra. Mas num momento específico, ele decidiu falar sobre males mais concretos, muito contemporâneos, e comumente associados a tratamentos psicoterápicos, psicanalíticos ou mesmo psiquiátricos: o medo e a síndrome do pânico. “Grande parte das igrejas neopentecostais se pretende especializada no cuidado de três conhecidos ‘problemas’ humanos: a saúde, o amor e o dinheiro”, diz o psicanalista Wellington Zangari, doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo e vice-coordenador do Laboratório de Psicologia Social da Religião do Instituto de Psicologia da USP. “Para alguns pastores, não importa se existem médicos, psicólogos e outros profissionais de saúde para lidar com questões de doença. Há sempre uma interpretação bíblica para oferecer e vender saúde”.

A estratégia das igrejas neopentecostais e de seus pastores, segundo Zangari, tem sido a da assimilação, reinterpretação e incorporação dos diversos discursos presentes na cultura. Inclui-se aí o discurso da psicanálise, que cada vez mais é objeto de estudo por parte dos próprios pastores evangélicos – tanto neopentecostais, quanto pentecostais (batistas, presbiterianos e metodistas).

Psicanálise no templo

Izilmar Finco é pastor batista desde 1986, quando começou a atuar como missionário em Prado, na Bahia. Hoje, Izilmar trabalha na Igreja Batista de Eldorado (IBEL), em Serra, no Espírito Santo, e é filiado à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB). Em 1998, formou-se em Psicanálise pela Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil (SPOB), criada em 1996 com a missão de popularizar e disseminar a psicanálise por todos os cantos do país. “Foi uma experiência muito enriquecedora e sou grato pela oportunidade que tive. A SPOB foi pioneira no Brasil na modalidade de formação de psicanalistas e deu a chance a muitas pessoas, assim como eu, de conhecer a psicanálise e seu valor na clínica, para ajudar as pessoas”, diz.

A psicanálise não é uma profissão regulamentada, ou seja, não existem cursos universitários especializados na prática criada por Sigmund Freud, tampouco leis que guiem especificamente seu exercício. A formação tradicional de um psicanalista passa pela graduação em Psicologia ou Medicina e pela associação a alguma sociedade psicanalítica, além da análise em si.

Na Sociedade Brasileira de Psicanálise, a primeira a ser criada na América Latina, em 1927, tal formação é oferecida somente a médicos e psicólogos registrados nos respectivos Conselhos Regionais, e a aceitação de profissionais graduados em outras áreas do conhecimento fica sob responsabilidade de uma Comissão de Ensino. Se aprovado, o pretendente deve se submeter a cinco anos de análise – com frequência mínima de quatro sessões semanais – além de realizar 160 seminários obrigatórios e atender a dois pacientes adultos ao menos quatro vezes por semana sob supervisão de um analista membro da sociedade.

Sendo livre a formação psicanalítica, entidades paralelas, como a Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil, oferecem cursos livres a qualquer interessado, como o pastor Izilmar Finco. Atualmente, a Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil é a maior sociedade de psicanalistas da América Latina. Em seus 18 anos de existência, concluiu mais de cem turmas em todos os estados brasileiros e formou cerca de três mil psicanalistas. O único pré-requisito para participar dos cursos é ter um diploma de graduação, seja ele qual for. Em dois anos, depois de participar de aulas duas vezes por mês e realizar 80 sessões de análise, o aluno recebe seu diploma de psicanalista.

A procura do curso por pastores evangélicos e líderes religiosos é intensa. Para o pastor Izilmar, se um religioso deseja desenvolver um bom ministério pastoral, ele precisa acumular uma série de conhecimentos, além da teologia: “Claro que a área da psique é uma delas. O pastor precisa se conhecer bem e saber como conhecer o outro”.  Com o auxílio da psicanálise ele afirma não atribuir tudo a questões espirituais. “Uma abordagem correta do problema é o primeiro passo para ajudar a encontrar a solução e a cura.”

Em 1927, Freud publicou um ensaio intitulado O futuro de uma ilusão, no qual afirma ser a religião “a neurose obsessiva universal da humanidade”, culpada pela decadência intelectual de parte dos seres humanos. Não seria então contraditório tentar conciliar religião e psicanálise? O pastor Izilmar acredita que não. “Não podemos negar o conhecimento ou os benefícios que a psicanálise trouxe para nós, desmistificando muitas coisas. Também de forma alguma podemos negar a fé e principalmente a fé em Jesus Cristo”, diz.

Gildásio dos Reis, pastor da Igreja Presbiteriana do Parque São Domingos, em São Paulo, e docente no Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirma que teologia e psicanálise partem de pressupostos completamente diferentes. Por isso, não acredita ser honesto um pastor evangélico “atender pacientes utilizando acriticamente uma técnica que diverge sob muitos aspectos da fé cristã”. “Quando eu clinicava, há dez anos, deixava claro aos pacientes sobre minha fé e dizia que, no tratamento, iria fazer uso da teologia para ajudá-los.”

Quando os assuntos tratados passavam por questões como adultério, homossexualidade, aborto ou “qualquer comportamento que, à luz dos ensinos bíblicos, são considerados errados”, Gildásio utilizava-se dos princípios bíblicos “para orientar melhor os pacientes”.

Sérgio Laia, analista membro da Escola Brasileira de Psicanálise e professor, há mais de trinta anos, do curso de Psicologia da FUMEC, em Belo Horizonte enxerga também um problema conceitual na aliança entre as duas práticas: “A perspectiva de Freud era a de que a religião está para a civilização assim como a neurose está para o indivíduo. É dessa forma que a psicanálise lida com a religião – e uma pessoa que pratica uma atividade religiosa dificilmente aceitaria esse tipo de definição”.

“Ouvi de um dos meus professores uma frase de que nunca me esqueci: ‘Não há incompatibilidade entre verdade e verdade’. O que é verdade na psicanálise não anula as verdades do cristianismo”, relembra o pastor Izilmar.

A frase ouvida por ele durante o curso de psicanálise é de autoria do Dr. Heitor Antonio da Silva, um dos fundadores da Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil. Ele me repetiria a máxima alguns dias depois, quando nos falamos pelo telefone. “Não existe incompatibilidade alguma entre psicanálise e religião, pois se a psicanálise é uma verdade, ela tem que ser compatível com qualquer ciência. Se a religião é verdadeira, ela também terá que ser compatível com qualquer ciência”, explica Heitor, que além de psicanalista, também é pastor batista. “Se duas coisas se apresentam incompatíveis, ou ambas são mentirosas ou uma delas o é.”

Durante dez anos, Heitor da Silva foi diretor executivo da SPOB e um dos responsáveis por concretizar o objetivo de disseminar a psicanálise para todos os estados do país. Hoje, ele atua como diretor geral e presidente do grupo Redentor, que administra três faculdades no Rio de Janeiro. “A ideia de popularizar a psicanálise não significa que o façamos sem qualidade. É uma questão simples: a psicanálise é uma ciência independente”, ressalta. “Freud disse que a psicanálise era a profissão de pessoas leigas que curam almas e que não necessitam ser médicos.”

Em 2000, o deputado Éber Silva, do Rio de Janeiro – ele mesmo pastor da Igreja Batista – apresentou um projeto de lei no Congresso Nacional que visava a regulamentar o exercício da psicanálise no Brasil. Ele recebeu o apoio da SPOB, que passaria a atuar com maior reconhecimento,  aumentando os atritos já existentes com grande parte da comunidade psicanalítica, que comumente a associa a grupos evangélicos.

Heitor da Silva afirma que a SPOB foi vinculada aos evangélicos devido a “perseguições das sociedades ligadas ao organismo internacional”, pois sabem que ele e o presidente Dr. Ozéas da Rocha Machado são pastores evangélicos. “A SPOB não oferece cursos para pastores, mas para qualquer pessoa que tenha formação universitária. Nunca foi uma sociedade religiosa ou vinculada à religião”, defende-se. Ele admite, no entanto, que a sociedade de fato forma muitos pastores e líderes religiosos, pois estes exercem funções que lidam com a “problemática humana”.

O projeto de lei não foi aprovado. “O fato de esses cursos terem sido fechados e considerados sem validade não me parece terminar com o problema”, considera o psicanalista Wellington Zangari. “Eles permanecem em nosso meio, senão como superiores, como cursos livres. A ‘formação’ é a mesma, com direito a carteirinha de psicanalista depois do cumprimento de uma série de regrinhas e provinhas de leituras de apostilas mal feitas.” Para ele, a medida não elimina “a sombra do risco de formação de péssimos psicanalistas, com placas com seus nomes em consultórios, cartões de visita e sites na internet”.

O pastor Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, na inauguração do Templo de Salomão

O curioso é que as próprias plataformas de formação a distância voltadas especificamente para pastores e líderes religiosos também oferecem cursos de psicanálise. Se a procura dos próprios pastores pelo conhecimento psicanalítico acontece de forma “natural”, como afirma a maioria deles, o caminho inverso também é verdadeiro, uma vez que a formação em psicanálise está acoplada à formação religiosa. Na Faculdade Gospel, por exemplo, criada há vinte e cinco anos, junto às aulas de aperfeiçoamento em bibliologia, direito eclesiástico, história de Israel, liderança cristã e outros cento e cinquenta títulos, há também os cursos de “psicanálise clínica pastoral” e “psicanálise cristã”.

Apologia ao medo

Segundo Doryedson Cintra, professor de psicanálise nos cursos realizados pela Sociedade Contemporânea de Psicanálise (SCOPSI), as religiões evangélicas estão praticando uma psicanálise selvagem, espécie de chantagem terapêutica que ele chama de “comando passivo”. “Os pastores sabem que há algo na vida de cada indivíduo que inspira o medo e o terror. Só não sabem o quê. Com a apologia ao medo, eles incitam os membros a ponto de despertarem um comportamento histriônico, uma espécie de teatralidade muito comum nos casos de possessão”, teoriza. Ele afirma que, na verdade, essas pessoas se encontram psicologicamente abaladas e, inconscientemente, desenvolvem comportamentos que poderiam perfeitamente ser diagnosticados como transtornos histéricos, e não casos de possessão.

Ainda que as pessoas busquem a religião e a psicanálise para lidar com seus sofrimentos, Wellington Zangari acredita que o ponto de contato entre ambas termina aí: “Cada uma dessas perspectivas oferecem compreensões do ser humano baseadas em modos de obter conhecimento que são, por vezes, antagônicas”. A religião supõe a existência de agentes espirituais intencionais e uma ordenação da realidade que é ligada àqueles agentes. A ciência, por outro lado, não enxerga a realidade a partir de referenciais sobrenaturais.

Segundo ele, ao contrário da religião, a psicanálise encontra a natureza do sofrimento humano no próprio sujeito, em sua subjetividade e dinâmica pessoal. Nada é atribuído a Deus ou a qualquer associação do tipo. Além disso, as formas de lidar com esse sofrimento são distintas: “A religião poderá buscar a solução do sofrimento pela via da salvação divina ou do afastamento do demônio, o que supõe uma ação de tipo sobrenatural ou, ao menos, um contato entre o ser humano e uma instância desse universo transcendente. Na psicanálise, lida-se com o sofrimento justamente colocando o sujeito no centro, na natureza mesma do sofrimento. Ele próprio é o agente último da ação, implicado até o pescoço no sofrimento que sente.”





Fonte: Opera Mundi
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“Deus ama o sexo”, é o slogam de campanha ousada que igreja cria para divulgar palestras de temas eróticos

Uma campanha criada e divulgada por líderes evangélicos quer difundir o conceito de que Deus “ama o sexo”

Os pastores da Church Restored, em Wilkes-Barre, Pensilvânia (EUA), quer divulgar a ideia de que o sexo é descrito na Bíblia de forma positiva, pois foi “inventado” por Deus. A estratégia dos pastores para a campanha incluiu um outdoor com a mensagem “Eu amo sexo (Deus)”.

De acordo com informações do Christian Post, essa não é a primeira ideia nova e chocante desta igreja. Tempos atrás, os pastores colocaram um cartaz na porta do templo com os dizeres “Proibida a entrada de pessoas perfeitas”. A ideia era ressaltar “a obra de Jesus na vida das pessoas”.

Conforme o esperado pelos pastores, o outdoor tem atraído a atenção de muitos motoristas, mesmo com o choque lógico da dificuldade que a maioria tem em não saber como associar a mensagem com o discurso religioso.

O pastor Dan Nichols, um dos responsáveis pela ação, explicou que a igreja pretende atrair pessoas com esta campanha durante o mês de setembro para uma série de palestras com base no livro Cântico dos Cânticos, também conhecido como Cantares de Salomão.

“O objetivo desta conferência é refletir sobre a questão da sexualidade como algo criado por Deus, e com base nesse livro, notável por sua estrutura poética e amorosa e recheado de temas eróticos. Se a cultura pode ser tão ousada, eu acho que a igreja também pode ser e falar diretamente com esta questão e estar na vanguarda”, opinou o pastor Dan.

Atualmente, os cultos dominicais da igreja – que segue a linha batista e foi fundada há um ano – atraem cerca de 400 pessoas. O conteúdo dessas palestras vai se concentrar no projeto original de Deus para a sexualidade a partir de uma perspectiva bíblica, diz Dan: “Nós queremos proclamar as Escrituras, e que o sexo é maravilhoso e lindo, mas apenas no projeto original de Deus”.




Fonte: Gospel+
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'Converta-se ou morra', diz ultimato de extremistas islâmicos a milhares de cristãos no Iraque

Muitos cristãos estão sendo ameaçados e obrigados a fugir, ao norte do Iraque

Milhares de cristãos do norte do Iraque, incluindo comunidades que viveram por quase 2 mil anos na região, estão fugindo após o ultimato do grupo militante EIIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) na semana passada: “Se converta ao Islã, pague o imposto, ou seja morto por sua fé”.

"Em minha opinião esta é uma situação muito grave. Nenhum líder ocidental está se movendo para impedir uma tragédia, mas eles oferecem apenas palavras vazias e nenhuma ação", afirmou Dr. Munir S. Kakish, Presidente do Conselho de Igrejas Evangélicas locais da Terra Santa, ao The Christian Post em um e-mail no último domingo (29). "EIIL deve ser interrompido antes que eles erradiquem os cristãos de outras áreas".

A edição online do jornal The Independent observou que o grupo EIIL, que assumiu o controle da cidade de Mosul e grande parte da região ao redor, deu aos cristãos até o meio-dia do último sábado (28) para cumprir o ultimato. Os militantes têm declarado o estabelecimento de um "Estado Islâmico" no território do Iraque e da Síria, onde também tem atuado.

"Oferecemos-lhes três opções: o Islã; o contrato conhecido como “dhimma”, que permite o direito de residência desde que ocorra o pagamento da jizya, taxa cobrada aos não-muçulmanos; e, se eles se recusarem isso eles não vão ter nada, além da espada", relata a declaração do ISIS lida nas mesquitas de Mosul, conforme relato da BBC News.

Um número de líderes cristãos e grupos de vigilância de perseguição fizeram várias convocações à comunidade internacional para fazer todo o possível para ajudar a proteger os cristãos do Iraque. Muitos já estariam fugindo para a região autônoma do Curdistão, que em sua maior parte conseguiu proteger suas fronteiras e escapar de ataques dos militantes.

"As famílias cristãs estão a caminho para Dohuk e Erbil”, disse o Patriarca Louis Sako à agência de notícias AFP.

"Pela primeira vez na história do Iraque, Mosul está agora sem cristãos", disse ele.

O patriarca acrescentou que os islâmicos têm sido vistos marcando casas de cristãos com a letra "N" para "Nassarah", um termo usado para os cristãos no Alcorão.

Louis Sako estima que mais de 60 mil cristãos viviam em Mosul, antes de 2003 e das operações lideradas pelos Estados Unidos contra o ditador Saddam Hussein. Em junho de 2014, esse número caiu para 35 mil, enquanto outros 10 mil fugiram após os ataques iniciais do ISIS.

Igrejas em Mosul tem sido atacadas e saqueadas, disse o arcebispo caldeu Nona ao Human Rights Watch.

"Cada carro levava três homens armados, a maioria deles com máscaras. Eles arrombaram as portas e pegaram pequenas estátuas de dentro da propriedade, levaram para fora e as quebraram. Eles assumiram o controle das instalações e colocaram suas bandeiras negras no telhado e na entrada", disse Nona sobre um ataque à sua arquidiocese.

Eles disseram aos “vizinhos” que “esta é a nossa propriedade agora, não a toquem”.

O Iraque poderá em breve ser dividido em três regiões distintas como uma resposta aos ataques do EIIL, previu um funcionário do governo curdo recentemente.

"Bagdá parece estar nos levando para aquela direção, e estamos mais perto do que nunca", observou Karim Sanjari, ministro do Interior para a região curda, de acordo com grupo de auxílio cristão “World Compassion Terry Law Ministries”.

Jason Law, vice-presidente de Operações da World Compassion, disse ao CP que a possibilidade do Iraque ser dividido em estados xiitas, sunitas e curdos estados é bastante real.

"Em minha opinião, acho que é a única solução. Entre as pessoas com quem tenho falado, parece ser um tipo de consenso. Todo mundo acredita que esta é a única solução", continuou Law.

"Eu acho que essa é a resposta, e eu acho que nós estamos vendo essas linhas sendo traçadas agora. É lamentável que estejam usando guerra para fazer isso, mas eu acredito que essa é a solução".





Fonte: The Christian Post
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domingo, 7 de setembro de 2014

Deus age em todas as circunstâncias

"Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito." (Romanos 8:28)

Deus, em Sua misericórdia, também pode valer-se das tragédias da vida. Ele pode tornar uma ação mais difícil e mesmo assim, trabalhar em cima dela. 

O apóstolo Paulo tocou neste ponto em Romanos 8:28: "Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito." Paulo inclui o que percebemos como "coisas boas", mas também as coisas ruins. 

É difícil para nós compreendermos como uma coisa ruim pode vir a cooperar em conjunto para o bem. Não há nada de bom sobre o que aconteceu com as 150 mil pessoas que morreram no sudeste asiático durante o tsunami de 2004. Foi tragicamente inacreditável. 

Mas Deus, em Sua infinita sabedoria e amor, de alguma forma, pega todos os acontecimentos da nossa vida, bons ou maus, e os mistura para o bem. Ele pretende sempre o bem. É assim. 

Após a tragédia, as organizações cristãs se mobilizaram para enviar ajuda e recursos para as pessoas que estavam sofrendo do sudeste da Ásia. As pessoas receberam ajuda física e espiritual necessárias. Naquela época e hoje, Deus sempre trabalha nas coisas para um fim proveitoso.



Fonte: Devocionais Diários
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Eleitorado evangélico cresce e pode decidir eleição

Marina Silva: candidata do PSB é a principal destinatária dos votos dos evangélicos

Segundo analistas, o grande poder de comunicação das lideranças evangélicas mobiliza este segmento

O eleitorado evangélico é crescente no país e como representa um dos segmentos mais coesos da sociedade, tem o potencial de decidir a eleição presidencial deste ano.

Essa é a avaliação de analistas que ponderam também que os valores religiosos não são as principais preocupações dos eleitores.

Para eles, posições contrárias à homossexualidade ou ao aborto não subtraem ou somam votos de uma candidatura, mas ganham destaque na disputa, como o episódio da revisão do capítulo sobre direitos para homossexuais do programa de governo de Marina Silva (PSB), que é evangélica.

O grande poder de comunicação das lideranças evangélicas mobiliza este segmento, assim como um sentimento de solidariedade com candidatos que sigam a mesma orientação religiosa.

"Esse segmento da população tem uma orientação de solidariedade com outros evangélicos, quer por referência moral, quer por disciplina de organização", disse a socióloga e especialista em análise de pesquisas de opinião Fátima Pacheco Jordão.

Ela lembrou que as várias vertentes evangélicas existentes no país possuem meios de comunicação de massa, como emissoras próprias e espaços alugados em canais de TV.

"Eles estão se tornando players, agentes importantes no cenário político. Já são, aliás. E do jeito que a coisa anda, é possível que nós tenhamos pela primeira vez uma presidente evangélica."

Marina, que é membro da Assembleia de Deus, é a principal destinatária dos votos dos evangélicos. Segundo a última pesquisa do Datafolha, ela cresceu 17 pontos entre os evangélicos pentecostais e outros 17 pontos entre os não-pentecostais.

De acordo com o levantamento, entre os pentecostais, grupo no qual a igreja frequentada pela ex-senadora está, Marina tem 41 por cento das intenções de voto, contra 30 por cento da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e 11 por cento do tucano Aécio Neves.

Entre os não-pentecostais, a candidata do PSB lidera com 44 por cento, contra 29 por cento da petista e 13 por cento do tucano.

Marina também teve bom crescimento entre os católicos, que representam a maioria da população, 11 pontos, mas segue atrás de Dilma neste segmento.

No total do eleitorado, o Datafolha apontou empate em 34 por cento entre as duas principais candidatas. Aécio tem 15 por cento.

Segundo dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os evangélicos representam 22,2 por cento da população. Atualmente, estimativas de analistas colocam esse percentual em até 30 por cento do eleitorado.

"As pesquisas mostram que Marina Silva tem um desempenho no eleitorado evangélico muito melhor do que o que ela tem entre o eleitorado católico. Se o eleitorado brasileiro fosse só de evangélicos, ela ganharia com mais facilidade", disse o cientista político Rubens Figueiredo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP).

Para Jordão, entretanto, o apoio evangélico não é o principal fator que explica a ascensão de Marina, que se tornou a principal estrela do cenário eleitoral ao assumir a cabeça de chapa do PSB após a morte de Eduardo Campos, em agosto.

"A Marina é muito maior do que o poder de persuasão das igrejas. Ela representa uma coisa maior do que isso", avaliou a socióloga. "Ela não será nem beneficiada nem punida pelas posições de ordem religiosa. Ela será atacada por isso."

Princípios Negociáveis

Nas últimas eleições, vários candidatos têm buscado o apoio de lideranças evangélicas. Na campanha deste ano, por exemplo, Marina levou Campos a um encontro com pastores quando o ex-governador era o candidato do PSB.

Aécio também realizou encontros com evangélicos e Dilma foi a um encontro de mulheres evangélicas e fez um discurso no qual citou trechos da Bíblia.

Em 2010, a questão do aborto ganhou destaque na eleição presidencial, ainda que, como afirma Jordão, o tema tenha sido usado mais como ferramenta política do que pensando no interesse do eleitorado.

No pleito deste ano, além de Marina, o presidenciável pastor Everaldo (PSC) também é evangélico da Assembleia de Deus. A Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), no entanto, ainda não definiu qual dos dois candidatos vai apoiar para presidente.

"A probabilidade de apoiar qualquer um dos dois é maior que a de apoiar qualquer outro candidato", disse à Reuters o pastor Lélis Marinho, presidente do Conselho Político da CGADB.

Segundo ele, o apoio ao candidato do PSC estava praticamente acertado, mas a entrada de Marina na disputa mudou o panorama e, agora, não está descartado um apoio a ela já no primeiro turno. Uma decisão deve ser tomada ainda nesta semana, disse Marinho.

No sábado passado, menos de 24 horas depois de lançar o programa de governo, a campanha de Marina divulgou uma errata alterando trechos sobre as políticas para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).

A mudança, que segundo a candidata se deu para corrigir uma falha de editoração, eliminou os compromissos com o apoio a uma lei que criminaliza a homofobia e com mudanças na legislação para aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, entre outros pontos. Marinho classificou a mudança no programa marineiro como uma "abertura altamente positiva".

"Nós queremos ter liberdade de falar aquilo que nós entendemos e que, inclusive, está na Bíblia Sagrada. Ela condena a prática (homossexual)", disse o pastor.

"Não abrimos mão daquilo que nós consideramos princípios... Agora, nós respeitamos a todos. Não é porque eu defendo um princípio que eu acho que todo mundo é obrigado a defender esse princípio. Mas eu não quero ser incomodado naquilo que eu defendo."

Não por acaso, Marinho, do Conselho Político da CGADB, disse que o fato de Marina e pastor Everaldo serem evangélicos "já os credenciam" para receber apoio dos fiéis.





Fonte: Exame
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Missionários são presos na China e podem pegar pena de morte

Casal canadense fazia trabalho missionário com foco na Coreia do Norte

Esta semana, um casal foi preso na China, acusado de roubar “segredos de segurança nacional”. Essa poderia ser apenas mais uma história dentro do tumultuado cenário político chinês, onde o governo faz terrorismo com a população o tempo todo. O detalhe é que Pequim vem aumentando a repressão nos últimos meses contra as igrejas cristãs em todo o país.

Na terça-feira, as autoridades detiveram o casal de canadenses Kevin Garratt (54) e Julia Dawn (53) Garratt. Embora o governo diga que eles “são suspeitos de reunirem e roubarem material secreto sobre, entre outras coisas, os objetivos militares chineses e importantes projetos de investigação no âmbito da defesa nacional”, na verdade os dois são missionários evangélicos.

A família Garratt mora na China desde 1984, e desde 2008 mantinham uma cafeteria em Dandong, na fronteira com a Coreia do Norte. Da cidade de Dandong partem muitas excursões organizadas para a Coreia do Norte e acaba sendo o local por onde entram os refugiados norte-coreanos. Por isso o casal a escolheu para abrir um centro cristão e um local para treinar outros missionários com foco na Coreia do Norte.

Segundo o Código Penal chinês, a pena prevista por espionagem é no mínimo dez anos de prisão e em alguns casos, o acusado pode ser condenado a morte. O primeiro-ministro canadense, Steven Harper, já anunciou que vai à China, mas o governo chinês não tem divulgado detalhes sobre a prisão e o processo. Os missionários estão incomunicáveis até o momento.

Simeon Garratt (27), filho do casal detido, afirma que não consegue entender por que seus pais foram presos depois de trabalhar por três décadas no país. “É uma história absurdamente louca. Não faz sentido para mim.” Ele conta que não era segredo na cidade que seus pais eram cristãos e na cafeteria Peter´s Coffe Shop, música cristã era tocada continuamente.

Com a divulgação da prisão, a imprensa revelou a gravação de material usado pelos missionários para divulgar nas igrejas canadenses o seu trabalho na China. “Temos nossa base na China e nosso foco na Coreia do Norte, mas estamos centrados em Jesus”, disse Kevin numa mensagem divulgada recentemente.

Ele contou aos membros da igreja que tinham Bíblias disponíveis na cafeteria e mostrou um poster colocado no local que dizia: “Deixe sua fé ser maior que o seu medo”. Revelou também que eles recebiam no local norte-coreanos que fugiam do país vizinho e muitos se converteram em Dandong, aceitando voltar para seu país e atuar como missionários.

Kevin contou ainda para os presentes no culto que era preciso orar mais pela pregação do evangelho na Coreia do Norte, o lugar mais fechado da Terra para o evangelho.

A agência de Notícias chinesa Xinhua afirmou que o departamento de segurança da China está “investigando o caso”, mas em nenhum momento faz menções às atividades religiosas dos Garratt. Também não se sabe se a prisão dos canadenses foi a pedido do governo norte-coreano. A China é praticamente o único parceiro comercial da Coreia do Norte e o grande apoiador do regime, que persegue cristãos. 





Fonte: Gospel Prime com informações de Daily Mail
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‘Dilma e o PT acham que pastor é otário e evangélico é idiota’, diz Pastor Silas Malafaia

Em entrevista ao GLOBO, líder religioso confirma apoio para Marina Silva em um provável segundo turno

Em entrevista ao GLOBO, o pastor Silas Malafaia confirma que vai apoiar Marina Silva (PSB) em um provável segundo turno, se ela não “levar logo agora”. O líder religioso também afirmou que a presidente Dilma Rousseff e o PT estão dando um “tiro na cabeça” ao tentarem agradar segmentos diversos da sociedade e desafia os ativistas pelas causas homossexuais a elegerem mais deputados do que os evangélicos. Na manhã desta terça-feira, Malafaia publicou seu apoio a Marina Silva, no segundo turno, em sua conta pessoal no Twitter.

O senhor declarou que vai apoiar o Pastor Everaldo (PSC) no primeiro turno e Marina Silva (PSB) no segundo. Por que apoiar Marina somente em um segundo momento?

Se duvidar, nem vai para o segundo turno. Marina leva logo agora. Quem for contra a Dilma, eu também sou. Sou amigo do Everaldo há 30 anos, sou um homem de palavra, meu voto é dele. Mas quem deve ir para o segundo turno é Marina. Por isso, meu voto é dela em outro momento.

O que o senhor achou da mudança do programa de Marina?

Veja quem são os incoerentes. O programa da Marina não contempla tudo que acredito. Só porque eles fizeram uma correção, os ativistas gays falaram que não vão apoiar. Eles que são intransigentes. Ideologicamente, tudo o que ativismo gay for a favor, eu sou contra. Quem é que trouxe o debate? Chamem Aécio, Dilma e Marina e eu desafio que eles tenham lido seus programas inteiramente. Delegaram para suas equipes. O PSB-LGBT ficou responsável por essa parte e exageraram. Aí, provavelmente, voltaram para discussão do grupo e foi modificado. Ainda assim, os direitos para os gays lá (no programa de Marina) ainda estão grandes e eu não concordo com eles. O programa dela não tem nenhuma linha do pensamento cristão mas tem dez para os gays. Os intolerantes são eles. Quem não quer dialogar são eles (os ativistas gays).

E sobre o anúncio de que a presidente Dilma Rousseff prometeu expandir os benefícios da Igreja Católica para as evangélicas?

Estão dando tiro e vão acertar a cabeça deles mesmos. Acendem uma vela para Satanás e uma para Deus. Olha a incoerência: querem retomar a PLC 122 (projeto que criminaliza a homofobia). Ele já foi discutido e foi demonstrado o monte de aberração jurídica que existe nele. Depois que conseguimos derrubar isso, querem retomar? O PT não fez isso nesses 12 anos de governo. Anunciam que vão retomar este projeto e ao mesmo tempo prometem benefícios para as igrejas evangélicas? Dilma e o PT acham que pastor é otário e evangélico é idiota. Vão tomar um surra histórica nessas eleições. Covardes. Hipócritas. É o poder pelo poder.

O senhor virou uma figura central nessas eleições...

Não sou falso humilde e nem penso que sou “o cara”. Minhas opiniões são as mesmas que grande parte da população mas isso não quer dizer que eu a represento. Cerca de 25% a 27% da população é evangélica, segundo dados do IBGE de 2010. Os católicos praticantes, que nestes temas que defendo pensam iguais a nós, são mais de 20%. Já deu a maioria. Marina não é minha candidata. É candidata do povo. Eu interpreto o pensamento dessa maioria.

A campanha está se tornando moral?

O maior escândalo de corrupção é do PT. Então é moral! Deste ponto de vista, é moral! É o esgotamento de poder de um partido político. Repito: quem for contra a Dilma, eu também sou contra. Pode ser Marina, Aécio, Everaldo, Levy... Só se for Dilma contra Luciana Genro que voto nulo.

O que te agradou na candidatura de Marina?

A postura de Marina. A Marina diz que não é candidata para reeleição mas para deixar um legado. Ela não pode mentir depois. Outra coisa é o fato dela não negar o passado. Quer dizer que o PSDB e o PT não fizeram nada de bom? Fizeram. Não tem como ter distribuição de renda sem estabilidade econômica.

O posicionamento dos candidatos em relação a essas questões pode definir a eleição?

Em uma sociedade livre, as pessoas podem buscar suas convicções políticas em qualquer lugar. Essa ideia, por exemplo, de estado laico, que nós apoiamos, é um jogo muito malandro da esquerda. Nosso modelo ocidental é judaico-cristão. Tudo nele é judaico-cristão. Uma coisa é a religião, outra coisa é a ideologia. É um jogo ideológico de oposição poderoso. Quem disse que Marx é melhor que Jesus? Nós vamos eleger a maior bancada evangélica da história. Os ativistas gays que elejam seus representantes para que estas questões sejam discutidas lá (no Congresso).




Fonte: O Globo
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