terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ministérios Fracassados

O documentário abaixo, produzido por Yago Martins, aborda a questão do sucesso segundo o mundo contra o sucesso segundo Deus – uma mensagem tão importante nos tempos megalomaníacos de hoje.

Por que os padres não podem se casar?

A princípio, padres não se casavam por opção, para dedicar 100% do tempo e das energias à oração e à pregação - da mesma forma que Jesus Cristo. Em 1139, ao final do Concílio de Latrão, contudo, o matrimônio foi proibido oficialmente a membros da Igreja. Embora a decisão tenha se apoiado em passagens bíblicas - como "É bom para o homem abster-se da mulher" (presente na primeira carta aos Coríntios) -, uma das razões mais fortes para a transformação do celibato (como é conhecida a proibição do casamento) em regra foi o que, já naquela época, ditava as regras da humanidade. Fé? Nada disso. Grana! Na Idade Média (do século 5 ao 15), a Igreja Católica alcançou o auge do seu poder, acumulando muitas riquezas, principalmente em terras. 

Para não correr o risco de perder bens para os herdeiros dos membros do clero, o melhor mesmo era impedir que esses herdeiros existissem. Isso não fez muita diferença para os monges, que, por opção, já viviam isolados em mosteiros, mas em algumas paróquias a proibição gerou discórdia. A maior delas ocorreu no começo do século 16 e foi uma das razões pelas quais o cristianismo passou pelo seu maior racha: Martinho Lutero rompeu com o papa e criou a Igreja Luterana, que permitia o casamento dos seus pastores - e permite até hoje (veja o quadro abaixo). 

Depois da Reforma Protestante, a Igreja Católica reafirmou o celibato, definindo no Concílio de Trento, em 1563, que quem o rompesse seria expulso do clero. A regra se manteve até 1965, quando o papa Paulo VI permitiu que padres se casassem e continuassem frequentando a Igreja (sem a função de padres, claro). Para conseguir essa liberação, o padre noivo precisa enviar um pedido ao Vaticano e esperar a autorização, que pode demorar até dez anos. "João Paulo II tornou o processo mais demorado, mas Bento XVI está limpando a mesa", diz o teólogo Afonso Soares, professor da PUC-SP. Além de promover a tal limpeza, o novo papa surpreendeu, em agosto do ano passado, ao aceitar que o ex-pastor anglicano David Gliwitzki, casado e pai de duas filhas, e tornasse padre.

Mulher do padre

Veja como outras religiões tratam a vida amorosa de seus sacerdotes

Judaísmo

Rabinos podem ter relacionamentos e se casar. A única recomendação é que a esposa seja judia

Budismo

Não reconhece nenhum ser superior capaz de dar ordens de conduta, mas monges e monjas vêem a abstinência sexual como algo que eles devem se esforçar a aprender

Cristianismo protestante

Pastores (batistas, metodistas, da Assembléia de Deus ou de qualquer outra corrente) podem se casar. Entre os luteranos, há grupos de monges que, por opção, adotam o celibato

Cristianismo Ortodoxo

Homens casados podem virar padres, mas dificilmente serão promovidos a bispos. A regra é a mesma em correntes católicas orientais, como a maronita e a ucraniana

Islamismo

Qualquer homem (no islamismo, não há sacerdotes como no catolicismo) não só pode como deve ter quatro esposas, se puder sustentá-las, é claro. As mulheres, por outro lado, só podem ter um marido.



Fonte: Mundo Estranho
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Pastor do texas vai orar para que Deus atinja e mate lutador de MMA com um raio

McGregor disse que 'daria uma surra' em Jesus. Agora, pastor do Texas quer que Deus atinja e mate o lutador de MMA com um raio

"Eu contra Jesus no octógono? Não há um homem vivo que possa me bater, mas Jesus não está vivo, então não sei, talvez ele possa voltar dos mortos, não sei. Ainda assim, lhe daria uma surra".

Conor McGregor, se colocou acima de Jesus Cristo, numa entrevista polêmica - mais uma - em dezembro. É a forma como o lutador irlandês sempre promove suas lutas no UFC: criando histórias, fazendo graça.

Mas um pastor do Texas levou a ofensa bastante a sério. Donnie Romero, da Stedfast Baptist Church, partiu para o ringue:

"Vou orar para que Deus mate esse cara", disse Romero . "Vou orar a Deus para atacá-lo com um raio".

A gravação toda está logo abaixo:



Quantos fãs perdeu o lutador irlandês? Provável que muitos. Mas o que dizer então desse pastor que espera por uma vingança divina?


Fonte: HuffPost Brasil
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Autointitulado apóstolo Agenor Duque promete apagar a memória dos fiéis

Agenor Duque num culto em novembro. Ele se veste de estopa em sinal de humildade, mas não dispensa o Nike no pé 

Numa incansável cruzada por arrecadação, o autointitulado apóstolo Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, pede à plateia que raspe a carteira e que doe até o décimo terceiro salário. Já anda de Porsche e voa de jatinho

Do alto do púlpito, diante de cerca de 7 mil fiéis com as cabeças cobertas por um pequeno pano avermelhado, um homem vestindo uma roupa que imita estopa aponta o dedo para um rapaz da plateia: “Você é homossexual?”, diz ao microfone. Ao ouvir uma resposta afirmativa, continua: “E você quer sair do homossexualismo?”. O interlocutor diz que sim, e é convidado a subir no altar. Enquanto uma canção entorpecente embala a cena, o líder espiritual cerra os dois punhos, ergue os braços e grita: “No milaaaagre de Manassés, Deus apaga da memória agora todo o passado de sofrimento. No milaaaagre de Manassés, Deus faz a pessoa esquecer que um dia foi homossexual”. Volta a se dirigir ao rapaz.

– Seu nome?
– Junior.
– Você tinha alguma vida errada no passado?
– Não.
– Pensei que você era gay... Pensei que você morava com um homem...
– Não, Deus me livre.

Como que num passe de mágica, Junior diz que nunca gostou de homens. Na semana seguinte, volta ao mesmo altar para contar o desfecho de sua história. Diz que seu namorado, ao saber da conversão, caiu no choro. A mãe, surpresa com o esquecimento súbito, cogitou levar o filho a um hospital. Entre gritos entusiasmados de “aleluia” e “eu creio”, o público se levanta e aplaude a transformação.

O homem das vestes de saco – um figurino para demonstrar humildade diante de Jesus Cristo – é o autoproclamado apóstolo Agenor Duque, um paulistano de 37 anos, filho de pais separados, crescido numa família pobre da Zona Leste de São Paulo, ex-viciado em drogas. No concorrido mercado das igrejas neopentecostais, Duque é o pastor emergente do momento. Com uma forte vocação teatral e adepto da prática de prometer o impossível, Duque abocanha cada vez mais fiéis e começa a incomodar as igrejas concorrentes. Além das usuais curas de doenças e vícios, Duque promete apagar o passado da mente dos fiéis.

Não hesita em abusar de condutas preconceituosas, como propagar o “milagre” de fazer um homem esquecer a homossexualidade ou enfrentar num duelo um suposto adepto do candomblé. Prova de sua destreza para lotar igrejas e influenciar opiniões, o deputado e pastor Marco Feliciano não sai do altar da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus*. Na campanha eleitoral do ano passado, o tucano Geraldo Alckmin, reeleito governador de São Paulo, ajoelhou-se no púlpito de Duque.

Num roteiro já conhecido entre os pastores das neopentecostais, Duque começou na Igreja Universal do Reino de Deus e migrou para a Mundial – até que teve uma “visão espiritual” e decidiu criar seu próprio templo. Em setembro de 2006, abria a porta da Igreja Plenitude do Trono de Deus. Com R$ 25 mil da venda de um Astra, Duque comprou algumas poucas horas nas madrugadas de rádios e alugou um galpão na Avenida Celso Garcia – que, pela facilidade de acesso e circulação intensa, concentra boa parte das igrejas neopentecostais. Há dois anos, Duque tinha cinco modestas igrejas em São Paulo.

Hoje, são pelo menos 20, espalhadas por São Paulo, Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal – sem contar as dezenas de núcleos, galpões abertos pelo interior que, ainda sem documentação, não são considerados templos. No ano passado, a Igreja Plenitude do Trono de Deus firmou uma espécie de joint venture evangélica com a igreja de André Salles, o líder evangélico responsável pela conversão da ex-senadora Marina Silva, para aportar em Brasília. Em dois anos, a Igreja Plenitude do Trono de Deus saltou de quatro para 18 horas no canal de televisão RBI. Só entre outubro e novembro, passou de quatro para mais de nove na Rede Brasil TV.

O traje de saco nos cultos é uma espécie de abadá para uma encenação de pobreza. Há tempos Duque deixou a dureza para trás. Como os adeptos do funk ostentação, fora do palco ele se enfeita com cordões, anéis e relógios dourados, bonés e tênis de marcas como Nike e Hugo Boss e adora exibir-se no Instagram. Dirige um Porsche e um BMW. Já se exibiu em um vídeo com uma Ferrari – após críticas de internautas, recuou e disse que o carro era de um “amigo”, o pastor Arthur Willian Van Helfteren, da Igreja Universal do Reino de Deus.

Sempre que viaja, Duque evita apertar o corpanzil nas poltronas da aviação comercial; prefere o conforto de um bimotor Cessna Citation. De acordo com os registros da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave pertence à Cimeeli Comércio e Indústria, uma empresa sem rastro. O telefone atribuído à Cimeeli é residencial e seus sócios não foram localizados.

Em um universo em que não faltam exageros, os cultos de Duque são espetáculos ainda mais histriônicos. Ele atua em parceria com a mulher, a autointitulada bispa Ingrid Duque, e mais recentemente com o filho adotivo, o pastor Allan. Em suas performances, Agenor Duque intercala suas falas com expressões incompreensíveis que diz virem da língua do Espírito Santo – “Traz o óleo, quibalamacia balabaliã”, diz, em meio ao culto, enquanto checa mensagens no telefone. Suas orações quase sempre terminam com um “hallelujah”, num esforçado sotaque americano.

“A religiosidade brasileira sempre foi muito sincrética. O brasileiro valoriza tudo o que o ajuda a se relacionar diretamente com o sagrado”, afirma Rodrigo Franklin de Sousa, professor de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “O teatro cai como uma luva.” Os cultos da Plenitude do Trono de Deus reúnem dramas humanos de todos os tipos. Há mulheres traídas pelo marido, fiéis com pendências com a Justiça, mães desesperadas para tirar o filho da prisão, pais de família desempregados, viciados que tentam resgatar a dignidade.

Converter os dramas em espetáculo e gerar lucro requer organização. Nos cultos de domingo, mais lotados, a igreja é dividida em quadras imaginárias, cada qual vigiada por um pelotão de obreiros. Numa cerimônia, um homem se exaltou e foi contido por seguranças. Curiosa, parte da plateia foi repreendida pelos obreiros: “Deus está no altar lá na frente. Parem de olhar para o lado”.

O apóstolo Agenor Duque, o pastor André Salles e a bispa Ingrid Duque. Numa espécie de joint venture evangélica, suas igrejas se uniram no ano passado para arrebanhar mais fiéis

Em um dos episódios mais plásticos, no ano passado, Duque estava no altar quando um dos obreiros avisou sobre um homem que, sem abrir a boca, se apresentava como pai de santo e o desafiava. Rodando uma jaqueta ao redor do corpo, o homem subiu ao palco e foi ao encontro de Duque. Como se estivesse num MMA espiritual, Duque encostou a cabeça no adversário, deu dois gritos e – shazam! – o sujeito desmilinguiu-se. A plateia foi ao delírio. “O público gosta”, diz Paulo Romeiro, doutor em ciências da religião. “A igreja neopentecostal brasileira é cega, infantilizada, cheia de picaretas e cambalacheiros.”

Tanto cultos quanto programas no rádio e na TV da Igreja Plenitude do Trono de Deus têm um roteiro simples, que converge para a arrecadação. A pregação da Bíblia é quase inexistente. Invariavelmente, o pastor apresenta um “milagre” e, na sequência, pede dinheiro ostensivamente. Numa tarde de terça-feira, em outubro, uma pastora da Plenitude do Trono de Deus pediu aos fiéis que abrissem suas Bíblias em 1 Reis 17. A passagem conta a história de uma viúva miserável que, diante de uma onda de fome, doou tudo o que tinha – um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite numa botija – a um profeta desconhecido, antes mesmo de alimentar o filho.

Ao final da leitura do capítulo, a pastora gritou ao microfone: “Deus está me dizendo que alguém aqui tem R$ 50 na carteira, é tudo que essa pessoa tem. Se você sentiu que esse chamado é para você, faça como a viúva. Ela deu tudo que tinha, e foi recompensada”. Uma mulher se encaminhou ao altar e retirou a única nota de R$ 50 da carteira. Os pedidos aos demais continuaram num crescente. “Prova para Deus que você acredita. Precisa ser um sacrifício grande, algo que dói! Limpa a carteira! Raspa a carteira! Ou faz como uma mulher no culto desta manhã, que doou o próprio carro.”

A adivinhação no púlpito, diz um ex-obreiro da Igreja Plenitude do Trono de Deus, não passa de uma trapaça. Na chegada à igreja, os fiéis com um pedido especial preenchem uma ficha com sua história – depois colocada no altar. Enquanto lê disfarçadamente o relato, o pastor repete tudo ao microfone como se estivesse tendo uma epifania. Ao reconhecer sua história, o fiel emocionado se dirige ao altar e confirma o milagre. “São verdadeiras empresas da fé”, afirma o teólogo João Flávio Martinez, presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas. Os pastores que arrecadam mais são recompensados e ascendem. “Eles recebem até bônus”, afirma um ex-obreiro da Plenitude do Trono de Deus. “Eles dizem que você tem de entrar na mente da pessoa, convencê-la a aceitar o que você diz”, afirma.

Às quintas-feiras, numa reunião fechada de presbíteros, os mais experientes recomendam “agressividade” e “olhar clínico” para identificar potenciais doadores. “Os pastores dessas igrejas são bem preparados, fazem cursos de marketing, de gestão, de oratória. A lógica é unicamente de mercado. Não existe uma base de doutrina”, diz Rodrigo Sousa. Os pastores das maiores agremiações fazem cursos específicos de gestão financeira de igrejas no exterior. A hierarquia é rígida. Como um presidente de empresa, Agenor Duque convive com poucos de seus comandados. Usa até mesmo uma entrada exclusiva na sede. Os insistentes pedidos de entrevista de ÉPOCA – todos negados – percorreram três instâncias antes de chegar a ele.

Em sua incansável cruzada por arrecadação, a Igreja Plenitude do Trono de Deus promove campanhas temáticas com objetivos específicos. Uma do Vale de Elah, traz um boneco recente, gigante que procura reproduzir a figura do rei David, vestido como um guerreiro, com escudo e espada no altar da igreja. Uma loja vende diversos badulaques inspirados longinquamente em temas bíblicos. A gama de produtos inclui a marca própria de roupas e acessórios femininos da bispa Ingrid, na loja Amor Oficial.

Os looks – saias estampadas, calças boca de sino, bolerinhos e vestidos longos com estampas em três dimensões – usados por Ingrid na TV e nas redes sociais são reproduzidos por boa parte das fiéis nos cultos. “Quem usa é escolhida por Deus”, diz Ingrid no Instagram da marca. Como a inflação não respeita nem o sagrado e não está fácil nem para milagreiros, na Amor Oficial também tem liquidação – só muda o nome: a Black Friday, o dia internacional do desconto, chama-se White Friday.

O ritmo de inovação da Plenitude do Trono de Deus é incessante. Recentemente, Duque passou a pedir o 13º salário dos fiéis – e até o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Para os próximos meses, planeja a construção de um novo templo, para o qual criou uma campanha específica, cuja contribuição começa em R$ 1.000. Em fevereiro, pretende lotar o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com capacidade para 13 mil pessoas, e o estádio do Canindé, em São Paulo, que acomoda 21 mil pessoas, com uma atração internacional: o controverso pastor Benny Hinn, que percorre o mundo com seus megacultos milagrosos. “Com a crise financeira, as igrejas neopentecostais estão tendo de se reinventar para entregar resultados”, afirma Rodrigo Sousa. No que depender da criatividade de Duque, a Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus pode superar limites.

*Nota da redação: A Igreja Internacional Plenitude de Deus não tem vínculos com a Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus. 



Fonte: Época
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Tá na Bíblia: A resposta certa vem de Deus


"Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem
a resposta da língua."
( Provérbios 16:1)

Ex-presidente da escola A Grande Família se prepara para servir só a igreja evangélica

O principal motivo, conta o ex-sambista, foi a falta de tempo para a família e os problemas de saúde que ele e outros familiares sofreram recentemente

Uma das pessoas mais identificadas do Carnaval amazonense, particularmente com a escola de samba A Grande Família, trocou, desde agosto do ano passado, o ritmo frenético do samba pelos louvores e cânticos cristãos. Luiz Gilberto Ferreira Lima, 58, está gradativamente deixando o mundo do samba para se dedicar somente ao Evangelho.

O principal motivo, conta o ex-sambista, foi a falta de tempo para a família e as atribulações e problemas de saúde que ele e outros familiares, viviam sofrendo nos últimos anos. 

Ele só não deixou a agremiação por completo devido parte dos familiares integrarem a diretoria da vermelho e branco do bairro São José: um dos filhos, Luiz Gilberto, é o presidente da A Grande Família, enquanto que outro, Luiz Eduardo, é mestre de bateria. A esposa, Ermozinda Andrade Lima, foi durante 12 anos porta-bandeira e hoje é cozinheira (ele também é pai do filho adotivo Luiz Fabiano). 

Outra rotina

Diferente dos anos anteriores, quando sua rotina era viver quase 100% entre a quadra e o barracão de alegorias da escola de samba, hoje ele vai raramente à sede da agremiação e mais para dar suporte ao filho presidente.

Na vermelha e branca ele esteve presente em todos os seis títulos de grupo Especial, e neste ano mais uma vez sua opinião foi de “peso” para a escola definir, como enredo, o didático tema “Paz no Trânsito” (reeditando o samba homônimo de 2006 quando foi campeã).

Atualmente, são as terças e domingos os principal focos dele, nos cultos da Assembléia de Deus, Área 71, localizada na Cidade Nova, Zona Norte. “Eu ainda estou de corpo na A Grande Família porque preciso ajudar meu filho. Mas espiritualmente a minha cabeça e o meu coração estão na igreja. Foram 30 anos sem ter tempo como deveria para a minha família”, comenta ele. A promessa dos familiares é de que todos deixem a escola após o fim do mandato de Luizinho, como é conhecido o filho de Luiz Gilberto.

“O Luizinho me fez uma promessa. Depois do desfile da escola, no dia 6, virá a eleição em maio e ele não vai concorrer à reeleição. Vai cuidar da vida dele. Tomara que ele me siga. Ninguém arrasta ninguém. É Deus que toca no seu coração e há de tocar no coração dos meus filhos. Um dia hei de vê-los aqui comigo na Igreja. Eu acredito muito que meus filhos vão me seguir. Há cinco meses ninguém imaginava que eu iria entrar para a igreja evangélica”, pontua o ex-sambista.

Visão

Luiz Gilberto conta que, do dia 6 para 7 de agosto do ano passado, teve uma visão que foi fundamental para a mudança de estilo de vida. Ele garante que, ao andar pela avenida Grande Circular, uma mata se fechou ao seu redor e, em meio à confusão de não encontrar um caminho, foi ajudado por um motorista dirigindo um antigo modelo Corcel 2.

“E ele perguntou se eu estava perdido e eu disse: ‘Estou’. E ele falou: ‘Então vamos encontrar esse caminho juntos’. E eu entrei no carro e as árvores começaram a aparecer e ao longe eu vi uma cidadezinha. E eu despertei”, lembra o evangélico, que a partir dali decidiu mudar totalmente de vida.

Ele crê fervorosamente que a recuperação de sua mãe, Leonília Ferreira Lima, hoje com 89 anos, que estava desenganada pela medicina tradicional, é fruto da sua entrada para a igreja.

“Hoje minha mãe anda, sem inflamações, come de tudo, é sã, também está na igreja. Já viajou para o Ceará e até foi à praia. Ela é um milagre vivo de que Deus existe após todo esse sofrimento grande pelo qual passamos”, relata Luiz Gilberto, dizendo estar tranquilo quanto à transição do samba para a igreja. “O que eu quero é a Igreja de Deus e conviver para a minha família, coisa que eu não vivia há mais de 30 anos”, ressalta.

Cânticos

Luiz Gilberto faz planos de entoar, brevemente, um louvor em plena quadra da A Grande Família. Mas não para sambistas, e sim para evangélicos, afirma ele. Cânticos como “Raridade”, do artista gospel Anderson Freire, um dos que Luiz Gilberto já começa a cantar nas pregações.

Ele faz questão de citar, emocionado, um trecho dele para a equipe de A CRÍTICA: “Você é um espelho que reflete a imagem do Senhor / Não chore se o mundo ainda não notou. Já é o bastante Deus reconhecer o seu valor / Você é precioso, mais raro que o ouro puro de ofir. Se você desistiu, Deus não vai desistir / Ele está aqui pra te levantar. Se o mundo te fizer cair....”.

Altamente identificado com o folclore amazonense, de onde fez parte de grupos como na Praça 14 de Janeiro, Luiz Gilberto lembra que ícones do boi-bumbá como David Assayag, levantador de toadas do Caprichoso, há alguns meses também se converteram ao Evangelho. “Olha aonde Deus foi usar o David”, ressalta o ex-sambista.

Já evangélico, recentemente, a pedido do filho presidente, Gilberto apresentou um dos eventos de feijoada da escola de samba, mas fez questão de explicar ao povo sambista presente na quadra da A Grande Família que continuava fiel à sua igreja, que não havia se desvirtuado e que as pessoas deveriam se preocupar mais com as suas vidas pois a dele estava resolvida. “Deus me guiou, meu parceiro”, conta ele, que ainda guarda, consigo, o vocabulário do samba, que ficará mais raro a cada dia.

“Muitos dizem pra mim: Glória a Deus, Gilberto, que bom. Feliz por você ter encontrado um caminho de paz e sossego na sua vida. Já os irônicos dizem: ‘Isso é fogo de rabo de palha. Quando passar o primeiro balde de cerveja ele toma uma latinha’. E eu digo: já passaram mais de 100 e a tentação não me bate. Quando alguém me oferece uma cerveja eu só faço rir. Se quiserem me pagar um refrigerante eu aceito”, brinca ele, sorridente, uma das suas marcas registradas.




Fonte: A Crítica
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pr. Paulo Júnior: Onde estão os Homens?

Excelente vídeo do pastor Paulo Junior sobre o papel do homem na igreja e na família.  Por que o homem não tem ocupado significativamente seu lugar na igreja? Por que o homem tem perdido seu espaço na liderança espiritual de sua família?

Taiwan inaugura igreja em forma de sapatinho de cristal 'para atrair mulheres'

A igreja se transformou em uma espécie de atração local, com muitos fazendo fotos em frente à construção de vidro

Uma igreja de 16 metros de altura feita de vidro e em forma de sapatinho de cristal foi construída em Taiwan, aparentemente para atrair mais mulheres.

A igreja fica na província litorânea de Chiayi e, com seu enorme formato de salto, parece ter sido perdida por uma Cinderela gigante em fuga.

O edifício foi feito com 320 painéis de vidro colorido azul e tem mais de dez metros de largura. O custo da construção: 23 milhões de novos dólares taiwaneses (cerca de R$ 2,7 milhões).

A igreja deve ser aberta ao público no dia 8 de fevereiro, a tempo do Ano Novo Chinês.
Imagens aéreas mostram que construção inclui um palco aberto, também em azul, com refletores.

Inspiração

A igreja em forma de sapatinho de cristal foi ideia do órgão local responsável pelo turismo.

A igreja se transformou em uma espécie de atração local, com muitos fazendo fotos em frente à construção de vidro

Pan Tsuei-ping, gerente do órgão, disse à BBC que a igreja não será usada para missas de rotina, apenas sessões de fotos de casamento e as próprias cerimônias de casamento.

"Nosso plano é fazer um local feliz e romântico... Toda menina imagina como será quando se vestir de noiva", afirmou.

O sapato-igreja foi criado para homenagear uma mulher da região - e sua história não tem nada a ver com o mito de Cinderela.

Na década de 1960, Wang era uma jovem pobre de 24 anos que morava na região, ficou doente e teve as duas pernas amputadas, o que levou ao cancelamento de seu casamento.

Ela continuou solteira e passou o resto da vida morando em uma igreja.

Críticas 

A igreja do sapatinho de cristal não foi unanimidade nas redes sociais. "Além de cópia , que tipo de padrão esta igreja tem?", perguntou um taiuanês no fórum da web PTT.

Ilustração satirizando a nova igreja: 'Venha encontrar seu sapato de cristal espiritual e viva feliz para sempre!'

"Por que desta vez as pessoas não falam (que a igreja) está objetificando as mulheres?", disse uma outra usuária do fórum.

"O que as autoridades estavam pensando quando encomendaram esta construção horrível naquela área? Só é desrespeitoso", disse um usuário da rede de microblog chinesa Weibo.

Outra usuária do Weibo, Jessie Chou, afirmou: "De qualquer modo eu uso chinelo...".

No entanto, outras usuárias da rede defenderam a igreja do sapatinho de cristal.

"Se o sapato serve, porque não usar? Eu gosto, é mais bonita que a maioria das igrejas modernas", disse Lao Fu Qing.

Outra usuária, da província de Shandong, afirmou: "A maioria das meninas adoram contos de fadas, é ótimo que as autoridades queiram se concentrar nas mulheres pelo menos uma vez."



Fonte: BBC  Brasil
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Eu sei, mas não devia...

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



Autor: Marina Colasanti
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Ex-travesti, pastor que hoje é casado diz já ter recebido ameaças de morte

As ameaças via internet, segundo ele, partiram de supostos ativistas gays.
Joide Miranda afirma ter vivido ‘estado de homossexualidade’.

O pastor evangélico Joide Miranda, de 47 anos, que até os 26 era travesti, alega que ainda sofre preconceito por defender uma “restauração sexual”. Casado, ele e a mulher ajudam pessoas que decidem deixar o que chamam de ‘estado de homossexualidade’. Entre as ofensas recebidas, uma ameaça de morte já foi direcionada aos missionários na internet.

Entre os relatos da hostilidade que sofreu, o pastor contou que dois homens chegaram a persegui-lo nas igrejas durante as pregações. Pela internet, ativistas da causa gay chegaram a ameaçá-lo de morte, segundo o pastor, que hoje dá palestras pelo país.

“A mensagem dizia que meus dias estavam contados e que eu seria destruído”, lembrou. As ofensas nunca partiram para algo mais sério. Porém, as mensagens ficaram arquivadas, caso eles precisassem registrar um boletim de ocorrências.

“Os homossexuais são pessoas maravilhosas, profissionais excelentes e não gostam de parada gay e exposição. Os ativistas gays e que agridem e nos chamam de homofóbicos e fundamentalistas”, declarou.

Para Joide, as ofensas não têm fundamento, já que ele prega a igualdade. “Não maltrato ninguém. O meu discurso é para mostrar que os homossexuais são pessoas iguais a todas as outras”, afirmou o pastor.

Ainda assim, ele disse saber do preconceito dentro e fora das igrejas. Para ele, a maioria das pessoas fica desconfortável perto de homossexuais. “Sei que, se um travesti sentar ao lado de uma pessoa na igreja, ela vai se incomodar. E não só ali. Se você vir um gay bem ‘pintoso’ no shopping, as pessoas não acham normal”, pontuou.

Joide é casado e tem um filho

A partir da experiência pessoal, Joide decidiu ajudar outras pessoas. Junto com a mulher, a missionária Édna Miranda, orienta e aconselha quem quer 'deixar de ser gay'. De acordo com o pastor, o trabalho é sempre de receber e dialogar com as pessoas. “Se eles quiserem sair dessa vida, mostramos que tem uma luz. Porém, que não quiser não podemos fazer nada”, explicou.

Édna contou que os ‘pedidos de socorro’ são tantos, que nem sempre eles conseguem atender todas as pessoas. “Existe uma multidão, mas elas não são mostradas”, disse, completando, que os gays que saem do ‘estado de homossexualidade’ são recriminados. “Se você quiser continuar sendo gay tudo bem. Caso contrário, você está fora”, afirmou.

Livro conta detalhes da época em que pastor era travesti (Foto: Reprodução)

‘A intimidade de um ex-travesti’

Joide lançou, em 2013, o livro ‘A intimidade de um ex-travesti’, em que conta sua trajetória desde a infância até se tornar evangélico. Na obra, ele revela segredos nunca revelados.

É no livro que o pastor relata a preferência desde pequeno por brincar com as meninas e isso causava estranhamento nos garotos da mesma idade. “Lembro-me que nessa fase, passei a gostar muito de boneca e de casinha com minha irmã Rita”, diz um trecho.

Também no livro, Joide revela ter sido abusado sexualmente por um vizinho ao seis anos de idade.  “As iscas para me atrair eram balas, chocolates e algum trocados [...] Nosso encontros se repetiram outras vezes, sempre de maneira muito discreta e sutil”, conta, em outro trecho do livro.

Em outras páginas ele narra toda a história dele. A saída de Cuiabá, a temporada no Rio de Janeiro e em São Paulo, os implantes de silicone, a prostituição, a chegada na Europa, o diagnóstico de HIV, o encontro com Deus e o casamento são contados no livro.
“Comecei a ganhar dinheiro e desejei fazer umas 'experiências' na minha aparência. Fiquei sabendo que em Curitiba havia um travesti que realizava excelentes aplicações de silicone que delineavam o corpo das 'monas'. Foram 4,5 litros de silicone industrial”, relatou. Depois de se tornar religioso, ele retirou as próteses de silicone dos seios e o silicone industrializado dos quadris.

Joide morou em vários países, entre eles na França
(Foto: Arquivo pessoal)

Em outro momento, conta como descobriu que era soropositivo. “Fui denunciado por traficar pessoas para a prostituição por um travesti que veio do Brasil. Levaram-nos para o Presídio de Segurança Máxima San Vitorio. Chegando lá, cumprimos todos os procedimentos. Um deles era o teste de HIV. O resultado do meu teste foi positivo”, diz.

‘Pedidos de socorro’

Os missionários dizem receber incontáveis pedidos de ajuda. Joide e Édna já chegaram a receber e-mails e telefonemas de pessoas da Alemanha, Japão e França. Segundo eles, os contatos mais frequentes são de pessoas que querem voltar a serem heterossexuais. No entanto, grande parte dos pedidos também e feita por pais e mães que não concordam com a sexualidade dos filhos.

Entre os contatos recentes foi de uma mãe que havia descoberto a bissexualidade da filha e que não imaginava ouvir a afirmação da própria filha. “Ela me disse: 'Ela é boa filha, estudante de direito e tem futuro promissor. Meu mundo caiu. Creio num Deus todo poderoso, pois afirmo que ela está sob possessão maligna'”.

Segundo o pastor é aí que começa seu trabalho. “São pais e mães inexperientes. Assim eu explico que atitudes assim só vão gerar ódio e revolta”, disse Joide.

Joide se casou, mas diz que casamento não pode servir de fuga (Foto: Arquivo pessoal)

Casamento

Casado há 17 anos, e pai de Pedro, de quatro anos, Joide diz que hoje vive em paz e que se sente realizado. “Amo minha casa, meu filho. Tenho prazer no que faço e me dedico fielmente à pregação”, afirmou.

Os dois se conheceram em 1992 durante um depoimento de Joide na igreja. Convidada por uma amiga, mesmo com receio, ela foi ouvir as histórias “do ex-travesti recém-convertido”. Na época, ela diz que pedia a Deus que um bom homem entrasse em sua. Porém, nunca imaginou que iria se casar com um ex-gay.

“Se Deus me perguntasse naquela época se queria ter um ex-travesti como marido, é claro que eu diria não, mas fui surpreendida e acreditei. Hoje, não sou casada com um gay, nem com um travesti, mas com um heterossexual restaurado por Deus”, declarou.
A mãe de Joide, Odete Miranda, foi a primeira a acreditar no filho e disse ter orado muito para a restauração sexual dele. “Deus não faz nada que não seja perfeito. E Ele fez meu filho homem e ele tinha que virar homem”, afirmou.



Fonte: G1
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Pensamento sobre pastores

Muitos pastores serão responsáveis por  grande quantidade de perdidos dentro e fora da própria igreja. Muitos se perderam, se espalharam por toda parte. Ovelhas desnutridas, fracas e doentes. Certos pastores terão de prestar contas com Deus.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Pastor mata colegas após terem fundado nova igreja

O pastor evangélico Edmar dos Santos Brito está sendo procurado pela polícia da Bahia sob suspeita de ter matado duas mulheres a golpes de pedra na noite desta terça-feira (19), em Vitória da Conquista, sudoeste do Estado.

As vítimas são a pastora Marcilene Oliveira Sampaio, 38, e a prima dela, Ana Cristina Santos Sampaio, 37, que é de São Paulo e estava na Bahia para um casamento. Marcilene era professora universitária no campus da Uneb (Universidade Estadual da Bahia) de Brumado, cidade vizinha a Vitória da Conquista, e bastante conhecida no meio acadêmico.

O duplo homicídio ocorreu por motivo de vingança contra a pastora, segundo informou o delegado Marcus Vinícius de Morais, em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (20).

Marcilene e o marido dela, o também pastor Carlos Eduardo de Souza, 50, estavam à frente de uma igreja junto com Edmar, mas acabaram saindo e abrindo outro templo religioso, levando com eles vários fiéis.

Por causa disso, o casal de pastores e Edmar passaram a ter discussões constantes, mas nunca havia ocorrido ameaça de morte. Atualmente, Edmar não tinha igreja certa e fazia pregações avulsas, pelas quais cobrava. Ele era muito conhecido no sudoeste da Bahia, de acordo com a polícia.

O crime ocorreu por volta das 23h, quando Carlos Eduardo, Marcilene e Ana Cristina seguiam para casa, depois de terem participado de um culto evangélico. O casal, que morava num sítio próximo a Vitória da Conquista, foi perseguido, segundo a polícia, por Edmar e mais dois comparsas, o ex-pastor Fábio de Jesus Santos, 34, e Adriano Silva dos Santos, 36, que atuava de forma ilegal como segurança.

"O plano deles era seguir Carlos Eduardo e Marcilene até em casa e matá-los", contou o delegado.

Na volta para casa, a picape L200 de Carlos Eduardo teve um problema. O pastor parou na estrada, momento em que os ocupantes do veículo foram abordados por Edmar e os comparsas.

O pastor Carlos Eduardo foi colocado no veículo usado pelo trio, um Versa, e as mulheres foram mortas a golpes de pedra dados por Edmar, segundo relataram Fábio e Adriano em depoimento à polícia e em entrevista à imprensa.

FUGA

Após as mulheres serem mortas, o pastor Edmar e Fábio entraram no veículo usado no crime junto com Carlos Eduardo, que passou a sofrer uma série de espancamentos. O rosto da vítima ficou ensanguentado.

Os criminosos seguiam com ele de volta para Vitória da Conquista, quando a vítima tomou o volante e provocou um acidente com outro carro, que trafegava na direção oposta. Edmar aproveitou para fugir. Fábio também deixou o local, mas foi localizado pela polícia momentos depois.

Carlos Eduardo procurou ajuda com as pessoas que estavam no outro carro. Ele recebeu atendimentos médico e já está em casa.

Já Adriano, o outro comparsa, seguiu com a picape para uma área rural para tentar esconder o veículo. Ele foi preso na manhã desta quarta-feira, e a picape, recuperada.

A polícia informou que já possui elementos para pedir a prisão preventiva de Edmar, que não possui advogado constituído, assim como Adriano e Fábio.



Fonte: Folha
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Pastor Ed Rene Kivitz fala como funciona o dizimo hoje


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A polêmica envolvendo o consumo de álcool entre os cristãos

"Vem, demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai." (Gênesis 19:32)

É impressionante notar que no meio cristão há tanta polêmica envolvendo o consumo de álcool. Há uma multidão interminável de teólogos e pastores cristãos que advogam o uso do álcool, com moderação. Eles não veem problema algum (nem pecado algum) em ingerir bebida alcoólica. Para eles a Bíblia não declara explicitamente que beber seja pecado! E, nessa interpretação, muitos têm consumido álcool livremente – se embriagando, é lógico – pois quem consegue beber somente uma xícara de cerveja ou vinho?

A Bíblia, mesmo não tendo um versículo como “Não consumirás álcool”, deixa claro em várias passagens acerca dos perigos do álcool, demonstrando que um cristão não tem nenhuma parte com isso e, pelo contrário, deve terminantemente se afastar de qualquer coisa ligada ao álcool! “Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Provérbios 23:31).

O versículo que usei como tema desse devocional, mostra como o álcool era visto logo nos primeiros dias da raça humana na Terra. As filhas de Ló estavam sem maridos, não haviam homens com quem se casarem. No desespero de não deixarem descendência, pensaram em ter relações sexuais com o próprio pai (incesto). Porém, como fazer tal atrocidade com consentimento do pai? Ló jamais concordaria em ter relações com as próprias filhas! Foi então que uma das filhas disse: “Demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele”!

As filhas logo pensaram no álcool, pois elas conheciam os efeitos nocivos da bebida, não reconhecendo na bebida alcoólica nada positivo – muito pelo contrário – viam o álcool, já naquela época, como um entorpecente vil e mortífero! Foi através do álcool que cometeram um dos atos mais hediondos das Escrituras, pior do que os atos dos moradores de Sodoma, de onde tinha saído: INCESTO, relações sexuais com o próprio Pai!

Preste atenção: é isso que o consumo de bebidas alcoólicas faz! As filhas de Ló inibiram os reflexos do pai, seu raciocínio, sua coordenação motora, retiraram a vergonha do pai, e fizeram-no cometer grave pecado! E o resultado, qual foi (para aqueles que não veem problema algum em tomarem uns goles da vil bebida)? Daquele ato incestuoso as filhas de Ló deram à luz dois meninos, dos quais se originaram os Moabitas e os Amonitas, inimigos constantes de Israel.

Aliás, o uso da bebida alcoólica (vinho ou bebida forte) no Antigo Testamento esteve sempre associado a desgraças. Veja o caso da nudez de Nóe (Gênesis 9:20-29), que foi ocasionada pelo vinho. Davi, quando intentou mal contra Urias, seu soldado, fez uso do álcool para enganá-lo (2Samuel 11:13). O rei Belsazar, ao profanar os utensílios do Templo (Daniel 5:1-4, 22-31), estava consumindo álcool.

Eu pergunto, como consumir bebida alcoólica pode ter algum efeito positivo para alguém? Beber com moderação? Isso está parecendo propaganda de cerveja na televisão! Não deveríamos, portanto, fumar maconha com moderação? Cheirar cola ou cocaína com moderação? O álcool é responsável por mais mortes e desastres nas famílias do que todas as outras drogas ilegais! Isso é um absurdo, pois a Bíblia declara: “O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora (Provérbios 20:1).

Possuímos tantos outros textos que nos advertem sobre o consumo da bebida alcoólica, mas vamos usar o bom senso, meu querido irmão! Em tempos de apostasia, esfriamento da Igreja, corrupção de toda sorte entre a cristandade, tudo que não precisamos é do uso do álcool, para piorar ainda mais nossa situação!

Aqueles que defendem o uso das bebidas alcoólicas defendem sua própria vontade e sua avidez pelo prazer através da bebida! Você, como cristão, deve se afastar completamente de qualquer bebida alcoólica. Os efeitos delas são devastadores e causam grande grave pecado contra Deus, abrindo ainda uma enorme porta para o diabo entrar. Devemos zelar pela saúde do nosso corpo e sanidade da nossa mente, levando em conta que somos santuário do Espírito Santo (veja 1Coríntios 6.19-20, 2Coríntios 6.14-18). Assim sendo, devemos seguir os conselhos do apóstolo Paulo: “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios” (1Tessalonicenses 5:6).



Fonte: Paulo Junior em Defesa do Evangelho
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A vítima e o opressor

Vítima e opressor são dois lados de uma mesma moeda. Quem é vítima hoje pode ser o opressor de amanhã. Reproduzimos o que aprendemos, até como forma de identidade que temos e que somos.

Vivemos dentro de um sistema onde existem duas escolhas, ou são duas escolhas que nos oferecem para sobreviver. Aceitamos por imposição sermos vítimas ou nos tornamos opressores.

É assim que funcionam as instituições em boa parte do mundo corporativo, gente oprimindo gente, gente vitimando gente, as vítimas que um dia será também opressor do amanhã, é só experimentar ele, o poder. O poder corrompe porque o sistema é corrompido por ele. Tem gente querendo mandar porque já cansou de ser oprimido e o que ele sabe fazer como pessoa “esperta” é oprimir para que todos possam obedecer.

Como ser uma boa pessoa se todos querem ser maus?

Ser uma boa pessoa neste sistema perverso é ser vítima, lógico que nem toda vítima é uma boa pessoa, mas corre o sério risco de se tornar uma vítima do sistema. As pessoas que são vítimas hoje e não são boas numa oportunidade oprimirão alguém com inveja, porque elas querem ser o que o outro é, mas não conseguem.

O mundo é um lugar oprimido por demais, infelicidade beira por todos os lados e mesmo quem não é vítima aos nossos olhos podem ser vítima de si mesmo, de um sistema ainda mais perverso que o corporativismo. E quem não tem um opressor no final da história coorporativa tem dentro de si o eu, a existência.

A não realização pessoal de quem não sabe o que é. Eu sei que sou mesmo cobrado e julgado pelo o que sou, ou por quem deveria ser. Oprimido porque ainda não sei ou se sei preciso fazer para provar que sou. Frustrações de quem não sou e nem realizei por saber que eu não sei se sou capaz. Quem me falou que sou capaz? Que certeza pode ter?

O opressor não está satisfeito e quer mais, não valoriza e impõe que você só será quando produzir além do que você fez para ser. Para ganância isso não tem fim e nem reconhecimento. Que tipo de reconhecimento fazemos do outro? O outro não merece ser reconhecido a não ser por algumas “boas” palavras de consolo tais como: “você merece ou você é especial”.

Cristo nos ensina a amar a quem nos oprime (Mt 5.44), ainda pede pra fazer o bem e orar por eles. Não abandone o ensino de Cristo agora mesmo que pareça assustador. Eu sei que ser a vítima não é tarefa fácil, nem sei se devo chamar de tarefa, quanto mais algo que seja fácil. A vítima tudo sofre e tudo pode padecer.

Mas como vamos encarar nosso opressor e amá-lo?

Não fazendo parte ou sendo cúmplice da sua ação, não se tornando o mesmo. Assim encontraremos um inimigo forte a nossa altura, que é a nossa vontade, nosso desejo, nosso querer, nossa justiça e nosso engano. Será que eu sei fazer justiça? Será que eu consigo justificar meus atos?

Eu não tenho que estar de acordo com meu opressor e nem ajudá-lo no que faz, mas não tenho que ser como ele em nada, tenho que saber de que lado da moeda estou.

Os evangélicos nestes dias estão sendo vitimados por um bando de mau testemunhos vindo de teologias do dinheiro, do eu posso, do relativismo, disso e daquilo. Mas como reagiremos?

Muitos discípulos de Cristo estão sendo injustiçados e vitimados em igrejas. Mas como reagir? A melhor forma que o sistema nos ensina é sermos também um opressor para sobrevivermos em um mundo oprimido.

Creio que quando Cristo respondeu aos seus opressores não foi buscando justiça própria, mas levá-los a entender e crer. Nem todos queriam ouvir a verdade porque não queriam deixar de ser opressores em nome da religião e do orgulho.

O mundo está debaixo de um jugo pesado da economia, da exploração. O mundo é oprimido pelo desemprego, fome, guerra e muitas outras mazelas. São milhares de vítimas em muitos lugares e são milhares de opressores que abusam das vítimas para poder lucrar nas mais variadas maneiras.

Os vitimados do sistema são refém da sobrevivência, oprimidos pela grande mídia à não pensarem o que são. A grande mídia nos dá um sonho de um dia sermos também um bom opressor, e valorizarmos os que “venceram”, os mínimos que chegaram ao topo da cadeia alimentar.

O sol está se levantando sobre todas as pessoas, os maus e os bons, os justos e injustos (Mt 5.45). Cristo quebrou o ciclo da opressão sendo a vítima em nosso lugar e nos ensinando a não sermos opressores da mesma forma como foram com ele. Temos a Verdade de vida agora para o ser, para a vontade de agir não mais em justiça própria, mas justificados pela fé Nele.

Se não somos opressores, corremos o risco de sermos vítimas, os opressores estão em uma cadeia e as vítimas logo encontrarão liberdade.

“Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão?” (Mt 5.46)



Fonte: Joaquim Tiago em Filosofia Primeira
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Tá na Bíblia: O verdadeiro jejum que agrada a Deus



"O jejum que me agrada é que vocês repartam a sua comida com os famintos, que recebam em casa os pobres que estão desabrigados, que dêem roupas aos que não têm e que nunca deixem de socorrer os seus parentes." (Isaías 58:7)

Estudante denuncia presbítero da Assembleia de Deus de abuso sexual dos 12 aos 18 anos

Bruno pede que Assembleia de Deus também seja responsabilizada, já que supostos abusos teriam acontecido dentro do templo. Foto: Emerson Bithencourt/Cortesia

"Começou em 2002, eu tinha 12 anos. Depois do culto fomos de moto [com um mototaxista] para uma casa de praia, onde tinham outros dois adultos com mais duas crianças. No caminho, ele foi alisando minha perna e meu cabelo. Aquilo me assustou. Dormi na sala, tive medo. Falei que não tinha gostado e passei um tempo sem falar com ele. Com 13 anos ele começou a me conquistar com dinheiro, presentes. Aí começaram os beijos, carícias, masturbação e estupros, com frequência, à noite, dentro da tesouraria da igreja.”

Essas são as primeiras lembranças que o estudante Bruno Dhelena, 25, tem dos abusos que alega ter sofrido entre 2002 e 2008. O crime teria acontecido ao longo desses anos, dentro da igreja Assembleia de Deus de Sirinhaém, na Mata Sul do estado, e o autor seria um ex-presbítero e tesoureiro da igreja, que tinha 26 anos na época da primeira abordagem, e com quem Bruno seguiu se relacionando até o final de 2015. Em dezembro, o caso foi registrado na polícia e agora a Delegacia de Sirinhaém investiga a denúncia.

Em entrevista ao Diário, Bruno conta que os abusos foram evoluindo na medida que o tempo foi passando. No depoimento prestado à polícia, ele detalhou assédios, beijos e estupros, que aconteciam em motéis e também dentro da igreja, onde o suspeito trabalharia, nesta época, como tesoureiro. Nomes de testemunhas, como o mototaxista que os levou em 2002, também foram revelados, Bruno diz. 

Segundo Bruno, a relação entre os dois estava totalmente associada ao dinheiro que o religioso lhe dava. “Quando eu tinha 16 anos, ele me deu R$ 2 mil para eu comprar um Iphone. Ele praticamente me sustentava, mesmo quando fui morar em São Paulo e vivi um relacionamento lá. Minha mãe confiava muito nele. Eu fazia de tudo para que todo mundo gostasse dele”, conta o estudante, que afirma ter desenvolvido um quadro de depressão e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) por causa das agressões.

“Quando eu tinha 22 anos, comecei a fazer terapia, a frequentar o psiquiatra e a me tratar com remédios. Entendi que aquilo não me ajudava e decidi que denunciaria aquela situação" conta. A coragem, no entanto, só veio no dia 25 de dezembro de 2015. “No mês passado, ainda fizemos sexo e eu tive que esconder tudo que já planejava. Passei o natal inteiro pensando nisso e resolvi ir até uma delegacia. A delegada me ouviu e perguntou se eu tinha vergonha. Não tenho. Estou morto por dentro e quero ressuscitar”, diz.

Além da condenação do abusador, Bruno espera que a Assembleia de Deus seja responsabilizada. “A igreja tem que se responsabilizar. Eu era uma criança, membro da igreja. Outro presbítero já chegou a nos flagrar às 23h, mas ele disse que eu estava terminando um trabalho. Não tenho medo nenhum da revanche, nem dele e nem da Assembleia. Tenho provas”, garante.

Polícia não se pronuncia 
O caso foi registrado na Central de Plantões, no Recife, e encaminhado para a Delegacia de Sirinhaém, onde o titular Carlos Veloso conduz as apurações. Para provar as acusações, Bruno enviou à polícia o áudio de um suposto diálogo entre os dois. O Diário teve acesso ao material.

Na conversa, Bruno questiona o religioso, porque ele estaria deixando de lhe dar dinheiro com facilidade, por não gostar mais dele: “Agora eu estou velho, magro, feio. É isso, não é?”, ele pergunta. Uma segunda voz, supostamente do presbítero, diz que “não é isso” e afirma": se tivesse carro iria aí agora”. O suspeito também fala que antes, por trabalhar na tesouraria da igreja, era mais fácil conseguir dinheiro.

Além dos áudios, Bruno disse à polícia que há provas do crime, inclusive fotos, em e-mails e no computador da Assembleia de Deus.

O Diário entrou em contato com o delegado, que disse que não adiantaria nenhuma informação. Ele se limitou a dizer que ainda não começou a ouvir testemunhas. "Cada um pode dizer o que quiser. Não vamos nos pronunciar porque as investigações correm em sigilo e as ouvidas só vão começar depois do carnaval", explicou o delegado Carlos Veloso. 

Segundo Bruno, a mãe de outras duas supostas vítimas vai prestar depoimento, além de outro religioso, que já o teria flagrado à noite nas dependências da igreja.

Presbítero prestou queixa por chantagem
Logo após a denúncia ser oficializada, o ex-presbítero foi afastado da função que exercia na Assembleia de Deus. Nesta terça-feira, o suspeito, que pediu para não ter  o nome divulgado e nega as acusações, prestou queixa contra Bruno, por chantagem. “Ele estava me ameaçando, meu casamento, minha família”, disse em entrevista ao Diário.

Segundo o ex-presbítero, sua relação com a família da suposta vítima começou na igreja, quando Bruno ainda tinha nove anos. Ele o acusa de não ter provas e que está fazendo isso por vingança. O acusado conta que tudo começou quando Bruno pediu que o religioso arcasse com o aluguel de uma casa no Recife, onde ele queria estudar. Diante da negativa, Bruno teria jurado se vingar.

“Ele não tem provas. Está usando isso para ser uma pessoa famosa, destacada”, rebate o suspeito, que classifica Bruno como “uma pessoa que sempre deu trabalho à família, trambiqueira e gananciosa.” “Não estou dizendo isso para me justificar, é a realidade. Se perguntar o histórico dele na cidade ninguém vai dar boas referências. Chegou a mandar fotos indecentes, indecorosas para mim. Queria me prejudicar, sou uma pessoa casada”, queixa-se o religioso, que afirma estar “arrasado” com a denúncia.

“Isso ameaça meu emprego, minha família. Fui pego de surpresa, de repente uma pessoa se levanta para fazer isso. Me senti prejudicado, sou uma liderança na igreja”, relata o ex-presbítero, que diz ter procurado Bruno para uma conversa. “Quis botar os pratos limpos, ele não quer conversa. Quer me arruinar. Estou decepcionado, como uma pessoa usa de má-fé dessa forma?”

Igreja abriu processo de exclusão
Procurada pela reportagem do Diário, a Assembleia de Deus se pronunciou através de nota. 

Confira na íntegra:
Devido à denúncia de abuso sexual supostamente sofrido por um jovem em Sirinhaém, mata sul do estado, envolvendo um membro da congregação local,a Igreja Evangélica Assembleia de Deus destituiu das atividades eclesiásticas e abriu um processo de exclusão da igreja do homem apontado como suposto autor de abusos sexuais praticados no ano de
2002 contra um menor de idade em  Sirinhaém,  na mata sul do Estado.

A direção da IEAD abomina este tipo de comportamento e tomou está iniciativa para contribuir com as investigações, a fim de garantir que a apuração dos fatos seja feita de maneira aprofundada pela autoridade competente.



Fonte: Diário de Pernambuco
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Opinião: Eliseu Gomes sobre pastorado


Religião pode acabar com carreira de goleiro

Uma notícia tumultuou os bastidores do Londrina, recém-promovido à Série B, nos últimos dias. Sensação da equipe na última Série C, o goleiro Vítor se converteu à religião adventista e, portanto, ficou impedido de trabalhar aos sábados, como mandam os preceitos da crença. Com isso, seu time avisou que não irá renovar seu contrato, que acaba em maio, e a Chapecoense, que tinha intenção de contratá-lo, desistiu do negócio, já que consideram a restrição do atleta inviável para o futebol profissional.

Com possibilidade de encerrar a carreira, Vítor, que está há dois anos no time paranaense, garante que não se arrepende da escolha que fez e descarta parar.

"Sou de família católica e me converti adventista. Para algumas pessoas, o que importa é apenas ganhar dinheiro e ir pra balada, mas para mim não. Todos os mandamentos de Deus são importantes de serem seguidos, esse (guardar o sábado para descanso) inclusive. Ele ia de encontro com o meu trabalho, mas chegou a um ponto em que eu não podia ignorar essa verdade", conta Vítor, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.

"Cheguei a essa situação em que ou continuava lendo a Bíblia e acreditando em Deus, ou ignorava minha crença, minha fé em Deus e rasgava a Bíblia. Eu não podia mais pregar uma coisa e fazer outra. Nesse momento, decidi me batizar e selar esse compromisso com Deus, guardando os sábados para descanso. E em nenhum momento me arrependo", completa.

O arqueiro afirma que, desde que tomou a decisão, sabia que isso traria consequências para sua carreira no esporte. Ele reclama de ser um "escravo da bola", devido à pouca abertura dada pelo calendário do futebol nacional.

"Se meu trabalho fosse outra atividade, seria bem tranquilo, porque normalmente as pessoas trabalham de segunda à sexta. Mas como futebol a gente não tem essa abertura nem essa liberdade, porque somos escravos da bola, é difícil. É só olhar nosso calendário do futebol brasileiro", dispara.

Segundo Vítor, ele avisou o presidente do clube, Felipe Prochet, e o treinador Cláudio Tencati que aceita fazer revezamento com seu reserva direto, Marcelo Rangel, ou mesmo ser colocado na reserva nas partidas em que não puder atuar, nas noites de sexta-feira e nos sábados.

"Deixei o treinador bem à vontade para tomar as decisões e fazer o planejamento dele. No Estadual não terá problemas, porque os jogos são de quarta e domingo, mas na Série B tem muitos jogos de sábado e sexta à noite. Foi bem tranquilo e me deixaram exercer minha liberdade religiosa, coisa que é bem difícil, ainda mais no futebol", assegura.

Nesta terça-feira, porém, o gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, deu entrevista ao "Portal da Band" e garantiu que Vítor não terá seu contrato renovado. O camisa 1 achou a declaração estranha, já que garante que o cartola lhe disse o aposto.

"Se ele tiver duas palavras, fará isso, porque para mim ele disse outra coisa, que renovaria comigo até dezembro. Eu recebi uma proposta da Chapecoense muito boa financeiramente. Eu achei até que seria mais fácil eles aceitarem, porque a maioria dos jogos é de quarta e domingo, mas o clube não aceitou minha condição de guardar o sábado, então ele disse para eu ficar por aqui mesmo e que renovaria", ressalta.

Sem pensar em aposentadoria caso fique sem clube, Vítor diz que está focado em levar o Londrina à elite do Brasileirão e conquistar também o tútulo estadual.

"Pretendo seguir como jogador, porque vivo meu melhor momento na carreira. Quero ser campeão paranaense e subir para a Série A. Mas depende do que o clube vai querer comigo. Se isso vai abreviar minha carreira eu não sei. Tudo vai depender da aceitação dos clubes do Brasil", analisa o ex-Vitória, Ponte Preta e Portuguesa.

"Mas em nenhum momento me arrependo", encerra.



Fonte: MSN
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Marcha para Satanás fracassa e termina com duas pessoas detidas

Falhou... E olha que não é nem possível dizer que foi São Pedro quem se sagrou vencedor no embate pelos céus de Cuiabá, ocorrido no fim de tarde deste domingo (17), uma vez que a chuva acabou no exato momento em que se iniciaria a  "Marcha para Satanás", na Praça das Bandeiras, às 17h. Com ideias progressistas, mas com um título um tanto quando atormentador, o evento visava combater a crescente influência da teologia na política. Seria essa a pauta se o evento tivesse, de fato, ocorrido. Todavia, até as 18h30 reuniram-se apenas seis curiosos e oito policiais militares e representantes da Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura de Cuiabá. Duas jovens foram encaminhadas para a delegacia, já que uma delas teria permitido o uso de bebida alcoólica por uma adolescente.

O evento, criado e alimentado por um perfil fake (conta falsa) do Facebook intitulado Dagoberto Damasceno (um suposto professor e mestre em Semiótica pela Universidade de São Paulo - USP), parecia ser voltado para Cuiabá, mas na verdade estava marcado para ocorrer em outras 14 cidades do país, simultaneamente. Sem liderança, não houve prévio aviso ao poder público e por consequência, o evento estava impedido de acontecer nos moldes em que supostamente se previa (com carros de som e bandas). Os seis jovens presentes foram revistados pela PM. 

Poder Público:

De acordo com o Secretário Municipal Adjunto de Fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública, Nelson Carlos Silva Dias,  não houve planejamento adequado. “A Prefeitura Municipal, em nome da Secretaria Municipal de Ordem Pública está aqui, em parceria com a Polícia Militar. Viemos fazer uma fiscalização sobre a autorização que os organizadores do evento não possuem. Eles precisam ter uma autorização da prefeitura para se reunirem e andar pelas ruas e do Estado para utilizar o local público. Não existe nenhum tipo de autorização. Estamos aqui para orientá-los para que eles retornem para seus lares, pois houve uma tentativa de evento sem organização. Em outra oportunidade, devidamente organizados e autorizados, eles poderão se reunir e se manifestarem”.

Por fim, ele explica qual seria o procedimento correto para se planejar uma marcha. “É necessário ir à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e retirar uma licença especial. E na Secretaria de Mobilidade Urbana, uma licença para utilizar as vias públicas. Da Secretaria de Estado de Administração uma licença para utilizar a praça para reunião e entrada de carro de som. Por fim, solicitar a companhia da PM”, conclui.

O Secretário Adjunto Municipal de Ordem Pública, Zilmar Dias da Silva, confirma o procedimento e explica a detenção das jovens.  “Nós vimos até aqui com o propósito de impedir a suposta Marcha para Satanás, pois checamos todas as autoridades municipais e estaduais e ninguém foi informado, não há documentos sobre essa caminhada. Para utilização do espaço público teria que haver essa autorização”. Já as jovens “estão sendo conduzidas para a delegacia porque uma menor estava tomando bebida alcoólica, e a maior que é sua acompanhante, que seria a responsável por ela estava sendo irresponsável por ela e por isso foi levada junto”. 

Manifestantes:

Quem foi, explica que o intuito não era causar constrangimento, tampouco tumulto com a polícia. Um jovem que não quis se identificar, avalia. “O intuito do movimento é chamar as pessoas que são ateias e não creem em nada, uma forma delas virem e olharem de outra forma. Dizem ‘ah, porque Satã’, espera, você sabe que significa Satanás? Cada um tem uma religião. De fato, eu mesmo, particularmente, sou quimbandeiro, eu carrego um patuá, minha família vem da umbanda. Isso é preconceito religioso. Eu vim para ver o movimento, ver se seria bacana, como iria funcionar e acompanhar. Quando chego na praça, antes do movimento se tornar, as pessoas (PM) já o interromperam. Ora, tem que deixar rolar, as pessoas tem o direito, a rua é pública, manifestação é um direito. Tem manifestações aí Brasil afora que são bem piores, o pessoal estoura banco e faz um 'arregaço' nas ruas... Acho que a PM está fazendo o serviço deles. Mas, por quê? Só porque é uma marcha para Satã que vem tudo isso? E se for uma marcha para Jeová agora, vai ter esse problema com a polícia?”, conclui.

Já Antônio Ribeiro, especialista em NR35 (trabalhos em altura), levou a proposta a sério e manifestou seu parecer. “Eu vim pelo respeito que tenho a Satanás. Claro que Deus manda, mas Satanás foi expulso do céu para o inferno. Consta nas escrituras que ‘o mundo jaz no maligno’. Ou seja, se nós vivemos no mal, em um planeta que já é do mal, eu venho pelo respeito. Concordo com o trabalho da PM, estão de parabéns e não concordo com o pessoal que não veio ao evento por medo!”, ironiza.

Com o evento mal nascido e esvaziado, com o pôr do sol, o silêncio se fez.  Quatro manifestantes de um lado e quatro policiais de outro. Os mosquitos que ‘comeram’ as pernas de quem ficou parecem ter sido os responsáveis pelo fim do embate entre o bem e mal travada na noite deste domingo em Cuiabá.

Evento em São Paulo: 

Já na capital paulista, o evento aconteceu, e às 16h reuniu 150 pessoas. O ato percorreu a Avenida Paulista, com acompanhamento da PM e sem transtornos, para o temor dos cristãos que se reuniram para ler a Bíblia enquanto o evento passava. Seguindo os mesmos moldes, os manifestantes reivindicavam o fim da teocracia na política e da isenção de impostos à igrejas.



Fonte: Olhar Direto
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Bom dia a todos!

O blog Libertos do Opressor está no Facebook em construção. Aos poucos vamos movimentando.
E aqui retornamos aos poucos também após um tempo de ausência!
Desejamos um bom dia a todos e que Deus derrame os abençoem!


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Feridos em nome de Deus

“Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas?” Mateus 7.15-16

Marília Camargo César é uma jornalista evangélica que resolveu denunciar as barbaridades que são ditas e realizadas em nome de Deus. Ela conta algumas histórias de abuso de poder da classe clerical, que usa alguns recursos para manipular a massa a fim de suprir e satisfazer seu ego.

Usam coincidentemente ou inconscientemente artifícios da psicologia ou outro tipo de ciência para criar verdadeiros dependentes de igrejas e de seus “sumos-sacerdotes”. Tais líderes, para segurar as ovelhas e conseguir extorqui-las de toda as formas, apelam por fazerem-nas sentir culpadas, amedrontadas e estimulam a ganância vendendo a visão de que a relação com Deus  é utilitarista, uma via de mão dupla.

Algumas frases típicas como: “Você não está dentro da visão de Deus”, “Seus pecados são a causa desta vida amarrada” são usadas de maneira genérica sem uma real, individual e minuciosa análise da situação financeira, emocional e até espiritual da pessoa que ouve estas afirmações da boca de seus líderes eclesiásticos. Esse é um dos fatores que as impedem de ter qualidade de vida, perder seu pouco tempo que lhes resta em família para simplesmente tentar remover a pseudo-culpa, o mau-olhado, o trabalho de macumbaria dos quais eles precisam sempre se libertar.

Quando do púlpito ouvem-se pastores colocando-se num lugar alto na categoria espiritual, arvorando para si o título ou a ideia de possuir uma espiritualidade sobrenatural, inigualável e inatingível pelo leigo ou usando a Bíblia para difundir um medo sem temor, ele transforma o Cristianismo numa religião “animista” que aprisiona as pessoas nas suas igrejas para conseguir com sua oratória enganá-las e encarcerá-las emocionalmente.

É importante entender e delimitar o papel do pastor na vida espiritual das pessoas. Pois, estes por má fé ou sem a real intenção de fazer o mal, pode se colocar sobre nós como uma espécie de sumo sacerdote.

O pastor é nosso mentor espiritual e ele em nada pode interferir na nossa relação com Deus, na verdade quem faz o papel de intermediário entre nós e Deus é Cristo e não o pastor.

Os líderes eclesiásticos devem tomar a consciência de que trabalha diretamente com pessoas e que em suas relações a sua postura desvirtuada pode ter uma dimensão e proporção com resultados catastróficos. O guia espiritual não pode se posicionar como um Ditador Espiritual, mas deve se portar humildemente como um porta-voz daquele que é nosso Senhor e Salvador. Ao usar a Bíblia ele não pode manipula-la para fazê-la dizer o que ele quer que ela diga, é preciso muita cautela, discernimento e sabedoria, para falar de Deus ou por Deus sem deturpar a Verdade Absoluta.

Pastor que assume a sua humanidade, não se coloca em uma posição de glória, e têm a propensão de não ferir a igreja com excentricidades advindas da posição de líder.

A suma é que há igrejas doentes e adoecem seus pastores, há pastores doentes que adoecem as igrejas, contudo é importante ressaltar que esta questão de líder e liderado, pastor e ovelha é uma prescrição Bíblica e que não pode cair no descredito. O que devemos abandonar é a visão primitiva que nossos líderes são santos e imaculados e que a igreja é constituída de pessoas perfeitas.

Toda forma de extremismo cega o homem e o transforma num louco em busca daquilo que é vazio, e este, faz o que é preciso para conquistar o que deseja. O triste é que quando se tratam destes pseudos-pastores eles fazem de tudo para conquistar o que querem, usando até o nome de Deus. Sim, eles usam a fé, mancham o nome da Igreja, pervertem a imagem pastoral e abrem muitas feridas sem possuírem os recursos e os remédios para tratar.  “Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores.” Por isso, há muitos feridos em nome de ‘deus’.




Fonte: Blog da Igreja Presbiteriana do Guará
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domingo, 17 de janeiro de 2016

Organizador de Marcha para Satanás comemora repercussão do evento na mídia

O organizador do evento “Marcha para Satanás”, o perfil fantasioso “professor Dagoberto de Almeida" para presidente”, comemorou a repercussão das reportagens sobre o evento. O movimento é um protesto contra o “avanço da teocracia” no Brasil e foi um dos assuntos mais comentados em sites de notícia e perfis locais das redes sociais.

Prevista para começar ás 17h de domingo (17), na Praça das Bandeiras, o movimento se opõe a ampliação da isenção de impostos das igrejas, o impedimento da Proposta de Emenda Constitucional que dá às instituições religiosas o poder de acionar diretamente o Supremo Tribunal Federal e a intervenção desse setor na discussão de temas relacionados ao aborto, eutanásia e políticas para os grupos LGBT e outras pautas.

O protesto é divulgado pela rede social Facebook. O professor Dagoberto para todos os manifestantes comparecerem fantasiados a fim de chamar a atenção da população enquanto andarem pelas ruas de Cuiabá.  Este movimento acontece também em outras cidades do país, como Rio de Janeiro - RJ, Uberlândia – MG, Itu –SP, Jaraguá do Sul – SC, Natal – RN, Por Alegre – RS, Maceió – AL e outras. Todas organizadas por perfis “fakes”, como são chamados os usuários que não correspondem a uma pessoa normal.

Em Cuiabá, por enquanto são 211 participações confirmadas na página do evento no Facebook, mais 180 com interesse em 1,3 mil convidados. A página do evento também se tornou um “fórum de discussão” de religiosos contra ateus, sendo comum cristãos desejando a morte dos manifestantes.

No convite, a organização solicita para os participantes que levem para o ato, um quilo de alimento   não perecível, que será destinado posteriormente para entidades assistenciais. “A partir das 18:30 horas percorreremos a Avenida do CPA, o ponto de encerramento da marcha será na Avenida dos Expedicionários na frente da Estação Cultura. Onde pretendemos organizar um show de encerramento por volta das 19h30 horas com bandas locais”, cita.

O movimento, de acordo com a divulgação em rede social, é contrário: a  ampliação da isenção de impostos perante as Igrejas; limitação da liberdade de expressão do professor em sala de aula, impedido de tratar de temas como teoria da evolução, política e gênero;  intervenção de grupos religiosos no âmbito do STF; modificações a lei de atendimento de vítimas de violência sexual; que impeçam a discussão de temas como aborto e eutanásia;que se afrontem os direitos da mulher; que impeçam a discussão de temas relacionados aos direitos da comunidade LGBT, brasileiros afro-descendentes e indígenas; um "Estatuto da Família" que não contempla a realidade brasileira e nem atende aos anseios sociais; que menosprezem religiões e crenças diferentes da(s) majoritária(s).que atentem contra a liberdade de expressão e a laicidade do Estado como um todo.



Fonte: Olhar Direto
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