Mostrando postagens com marcador Curiosidades Bíblicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades Bíblicas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Por que alguns acham a Bíblia difícil?

Ninguém pode negar que algumas pessoas acham a Bíblia difí­cil. Os testemunhos quanto às dificuldades encontradas na leitura bíblica são inúmeros e não podem ser desconsiderados levianamente.

Na experiência humana existe geralmente um complexo de mo­tivos e não um só motivo para tudo, o mesmo acontece com as di­ficuldades que encontramos na Bíblia. Não se pode dar uma res­posta instantânea para a pergunta: Por que a Bíblia é difícil de en­tender? Qualquer resposta irrefletida tem toda probabilidade de es­tar errada. O problema não é singular, mas plural, e por esta razão o esforço de encontrar para ele uma solução única será frustrado.

Apesar desse raciocínio, ouso dar uma resposta curta para a pergunta, e embora esta não responda a tudo, contém boa parte da solução do problema envolvido numa questão assim complexa. Acre­dito que achamos a Bíblia difícil porque tentamos lê-la como tería­mos qualquer outro livro, mas ela não se assemelha a nenhum outro livro.

A Bíblia não é dirigida a qualquer um. sua mensagem tem como alvo alguns escolhidos. Quer esses poucos sejam escolhidos por Deus num ato soberano de eleição ou por corresponderem a determinadas qualificações, deixo para cada um decidir como possa, sabendo perfeitamente que sua decisão será determinada pelas suas crenças bá­sicas sobre assuntos tais como predestinação, livre-arbítrio, os de­cretos eternos e outras doutrinas relativas. Mas o que quer que tenha tido lugar na eternidade, o que acontece no tempo fica evidente: alguns crêem e outros não; alguns são moralmente receptivos e ou­tros não; alguns têm capacidade espiritual e outros não. São para os primeiros que a Bíblia foi escrita, os demais irão lê-la inutilmente.

Sei que alguns leitores vão apresentar objeções vigorosas neste ponto, e as razões para elas são fáceis de descobrir. O cristianismo de hoje se concentra no homem e não em Deus. O Senhor precisa aguardar com toda paciência e até mesmo respeito, sujeitando-se aos caprichos humanos. A imagem de Deus aceita pelo povo é a de um Pai aflito, esforçando-se em desespero amargurado para fazer com que as pessoas aceitem um Salvador de que elas não sentem neces­sidade e em quem têm pouco interesse. A fim de persuadir essas almas auto-suficientes a responderem às suas ofertas generosas, Deus fará quase tudo, usando até mesmo métodos de venda especiais e lhes falando da maneira mais íntima possível. Este ponto de vista é, naturalmente, um tipo de religião romantizada que consegue fazer do homem a estrela do espetáculo, embora usando com freqüência termos elogiosos e até mesmo embaraçosos em relação a Deus.

A idéia de que a Bíblia e dirigida a todos criou confusão den­tro e fora da igreja. O esforço de aplicar os ensinamentos contidos no Sermão do Monte às nações não-regeneradas do mundo é um exemplo disto. Os tribunais e poderes militares da terra são insta­dos a seguirem os ensinos de Cristo, algo evidentemente inviável para eles. Citar as palavras de Cristo como diretriz para policiais, juizes e militares é interpretar absolutamente errado essas palavras e revelar completa falta de compreensão dos propósitos da revela­ção divina. O convite gracioso de Cristo é estendido aos filhos da graça e não às nações gentias cujos símbolos são o leão, a águia, o dragão e o urso.

Deus não só dirige suas palavras de verdade aos que têm ca­pacidade para recebê-las, como também as oculta aos demais. O pregador faz uso de histórias para esclarecer a verdade, nosso Senhor usou-as muitas vezes para ocultá-la. As parábolas de Cristo foram o exato oposto da moderna “ilustração” que serve para esclarecer; as parábolas eram “ditos obscuros” e Cristo afirmou que fazia uso delas algumas vezes a fim de que seus discípulos pudessem compreender, mas não os inimigos. (Veja Mateus 13:10-17.) Assim co­mo a coluna de fogo iluminava Israel, mas servia para ocultá-los aos olhos dos egípcios, as palavras do Senhor brilham no coração do seu povo embora deixem o incrédulo presunçoso nas trevas da noite moral.

O poder salvador da Palavra fica reservado para aqueles a quem ele se destina. O segredo do Senhor está com aqueles que O temem. O coração impenitente não descobrirá na Bíblia senão um esqueleto de fatos sem carne, vida, ou fôlego de vida. Shakespeare pode ser apreciado sem necessidade de arrependimento; podemos entender Pla­tão sem acreditar numa palavra que ele diz; mas a penitência e a humildade juntamente com a fé e a obediência são necessárias a fim de que as Escrituras possam ser compreendidas corretamente.

Nos assuntos naturais, a fé segue-se à evidência, sendo impos­sível sem ela, mas no reino do espírito, ela precede o entendimento; e não se segue a ele. O homem natural precisa saber a fim de acre­ditar; o homem espiritual precisa crer para vir a conhecer. A fé que salva não é uma conclusão extraída da evidência; mas uma coi­sa moral, uma coisa do espírito, uma infusão sobrenatural de con­fiança em Jesus Cristo, um perfeito dom de Deus.

A fé salvadora se baseia na Pessoa de Cristo; ela leva imedia­tamente a uma rendição do nosso ser total a Cristo, cujo ato é impos­sível ao homem natural. Crer corretamente é um milagre compa­rável ao da ressurreição de Lázaro sob a ordem de Cristo.

A Bíblia é um livro sobrenatural e só pode ser entendido com ajuda sobrenatural.




Fonte: livro “O Melhor de A. W. Tozer”
---------------------------------

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Origem dos camelos mostra erro na Bíblia, diz estudo

Animais domesticados vieram séculos depois dos patriarcas judeus, ao contrário do que diz o livro de Gênesis

A Bíblia é repleta de camelos que, na verdade, não existiram. Ao contrário do que dizem as Escrituras Sagradas, os patriarcas judeus, como Abraão, Jacó e José, que viveram no segundo milênio a.C., não conheceram os animais.

Segundo um estudo realizado por arqueólogos da Universidade de Tel Aviv, os primeiros camelos domesticados são do fim do século X a.C. - séculos depois de Abraão e décadas depois do Rei Davi.

O erro histórico é uma evidência de que a Bíblia foi escrita ou editada muito tempo após os eventos narrados, e suas histórias nem sempre são confiáveis. O livro de Gênesis, por exemplo, diz que um servo de Abraão viajou a camelo para encontrar uma mulher para Isaac.

O estudo sobre a origem dos camelos é assinado pelos pesquisadores Erez Ben-Yosef e Lidar Sapir-Hen, que usaram datação por radiocarbono para apontar quando surgiram os camelos domesticados. Os ossos dos animais foram encontrados em um antigo campo de fundição de cobre no Vale de Aravah, em Israel, e em Wadi Finan, na Jordânia.

Alguns ossos encontrados em sedimentos mais profundos, segundo os cientistas, seriam de camelos selvagens caçados para a alimentação. Foi possível diferenciá-los dos domesticados porque nestes havia marcas nos ossos das patas, supostamente um sinal de que carregavam cargas pesadas.

Para os pesquisadores, a origem dos camelos domesticados foi o Vale de Aravah. Os egípcios exploraram o cobre na região e provavelmente usaram estes animais no trabalho. Antes, os responsáveis pelo transporte de grandes materiais eram mulas e burros.

- A introdução do camelo foi muito importante para o desenvolvimento socioeconômico da região - destacou Ben-Yosef, em entrevista por e-mail ao “The New York Times”. - Com o animal era possível, pela primeira vez, cumprir longas viagens, como a ida para a Índia. É improvável que as mulas conseguissem atravessar o deserto, entre um oásis e outro.

Professor de cultura hebraica da Universidade de Tel Aviv, Noam Mizrahi, que não participou do estudo, conta que os camelos tornaram-se amplamente empregados no comércio no século VII a.C, deslocando-se de Israel para o Oriente Médio e da África para a Índia.

- Não devemos nos apressar e chegar à conclusão de que as descobertas arqueológicas negam automaticamente qualquer valor das histórias bíblicas - pondera. - Na verdade, a pesquisa mostra como estas tradições foram reformuladas posteriormente, quando os camelos foram integrados ao sistema econômico do Oriente Médio. Além disso, podemos capturar outros detalhes, cuja base histórica é ainda mais antiga.



Fonte: O Globo
------------

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Por que há tanta confusão sobre os ensinamentos da Bíblia?

Deus nos deu a Bíblia para nos ensinar sobre Ele e Seus caminhos, e já que Deus não é um Deus de confusão (1 Coríntios 14:33), toda e qualquer confusão deve vir das forças destrutivas do mundo, da carne e do diabo. O "mundo" é o sistema mundial ímpio e o seu povo que não entendem ou se preocupam com a Palavra de Deus; a "carne" é a persistente natureza pecaminosa que os cristãos possuem e que corrompe o seu caminhar piedoso; e o "diabo" refere-se a Satanás e seus demônios que distorcem a Palavra de Deus, muitas vezes ao mesmo tempo se disfarçando como anjos de luz (2 Coríntios 11:14-15).

Cada uma dessas forças pode agir individualmente ou em conjunto para confundir as pessoas sobre a Palavra de Deus. Tragicamente, a confusão sobre a Bíblia pode levar a uma falsa esperança de salvação. As tentações de Satanás sobre Jesus usaram más interpretações da Palavra de Deus (Mateus 4:1-11). Satanás usa a mesma tática hoje, tomando uma verdade das Escrituras e distorcendo-a. Satanás é hábil em torcer a Palavra de Deus apenas o suficiente para produzir consequências desastrosas.

Às vezes, a confusão sobre o que a Bíblia ensina surge de uma pobre tradução bíblica. Mais frequentemente, porém, a confusão é o resultado de métodos descuidados do estudo da Bíblia entre os fiéis e das doutrinas de falsos pregadores, professores e escritores (2 Coríntios 11:12-13). Esses falsos profetas tomam traduções até adequadas e, através de ignorância ou por má intenção, distorcem a Palavra de Deus para promover seus próprios objetivos ou apelar ao pensamento do mundo. Em vez de depender exclusivamente de outras pessoas para nos ensinar a Palavra de Deus, devemos estudá-la por nós mesmos e confiar no Espírito Santo.

A confusão mais mortal diz respeito à verdade do Evangelho. Embora as Escrituras ensinem que Jesus Cristo é o único caminho, a única verdade e a única vida (João 14:6, Atos 4:12), muitos que se dizem cristãos creem que o céu pode ser alcançado de outras maneiras e outras religiões. Apesar da confusão, as verdadeiras ovelhas ouvirão a voz do Pastor e seguirão somente a Ele (João 10:27). Aqueles que não pertencem ao Pastor "não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos" (2 Timóteo 4:3). Deus nos deu o Seu Espírito e o mandamento para pregar a verdade bíblica com humildade e paciência, dentro e fora de tempo (2 Timóteo 4:2), assim como estudar para apresentar-nos diante de Deus aprovados, manejando bem a Palavra da Verdade (2 Timóteo 2:15). Faremos isso até o Senhor Jesus retornar e colocar um fim a toda a confusão.




Fonte: Got Questions
------------------

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Deveria ser dado um tratamento especial a Maria?

Maria foi escolhida para receber uma honra muito especial. Ela foi a escolhida para dar à luz o Messias. Ela, certamente, foi "bendita entre as mulheres" (Lucas 1:42). Referências posteriores a Maria mostram-na como uma mulher devota e justa (veja Atos 1:14, por exemplo).

Mas há diversas passagens que parece terem sido incluídas nas Escrituras com o propósito de nos guardar contra a dar honra indevida a Maria. Houve o tempo (Mateus 12:46-50; Marcos 3:31-35; Lucas 8:19-21) quando Maria e os irmãos de Jesus estavam querendo falar com ele. Jesus disse: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? e estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe." E ainda houve o tempo quando alguém, na multidão, disse: "Bem aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaram! Ele, porém, respondeu: Antes bem aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!" (Lucas 11:27-28). Se em qualquer momento houve uma oportunidade para Jesus ter ensinado que Maria merecia alguma honra especial, certamente seria aqui. Mas ele disse justamento o contrário.

Numerosas lendas surgiram sobre Maria. Ela é chamada a virgem perpétua; mas as freqüentes referências bíblicas aos irmãos e irmãs de Jesus desaprovam isso (Mateus 12:46; 13:55; etc.). Pensam que ela, tendo concebido imaculadamente, permaneceu sem pecado; mas Romanos 3:23 se opõe a que ela tivesse sido sem pecado. Alguns até acham que ela foi, em corpo, elevada aos céus; mas não existe sequer um fragmento de evidência, nas Escrituras, em apoio a isso.

Maria foi uma excelente mulher e teve a honra de ser escolhida para ser a mãe de Jesus. Mas não devemos avaliar os homens acima do que está escrito (1 Coríntios 4:6).



Fonte: Gary Fisher em Estudos da Bíblia
-----------------------------------

Por que Deus proibiu imagens e depois mandou fazer querubins?

Deus disse: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso” (Êxodo 20:4-5). Mas depois ele disse: “Farás dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório” (Êxodo 25:18). Ele se contradisse?

Embora estas instruções específicas façam parte da lei dada aos israelitas, Deus também condena a adoração de imagens por qualquer pessoa ou povo, judeu ou gentio. No Antigo Testamento, ele castigou várias nações por suas práticas de adorar imagens e criaturas, ao invés de servirem o único Criador. Jeremias comunicou a sentença de Deus contra a Babilônia: “Portanto, eis que vêm dias, em que castigarei as imagens de escultura da Babilônia, toda a sua terra será envergonhada, e todos os seus cairão traspassados no meio dela” (Jeremias 51:47; cf. Isaías 21:9). O Egito, também, foi condenado por sua idolatria: “Assim diz o SENHOR Deus: Também destruirei os ídolos e darei cabo das imagens em Mênfis.... Assim, executarei juízo no Egito, e saberão que eu sou o SENHOR” (Ezequiel 30:13,19).

Mas os querubins, feitos por ordem de Deus, não foram objetos de adoração. Representavam criaturas que servem a Deus, sempre próximos ao trono do Senhor. O propiciatório, que ficava em cima da arca da aliança, representava o trono de Deus. Os querubins serviam para lembrar o sumo sacerdote, quando entrava no Santo dos Santos, que esta sala do tabernáculo representava a presença de Deus. Mas jamais adoraria os próprios querubins.

Desta maneira, podemos fazer uma distinção importante hoje. Um desenho ou imagem de uma pessoa, até talvez a representação de um apóstolo, profeta ou outra personagem bíblica, pode servir para nos lembrar da mensagem da Bíblia e do procedimento daquele servo, e assim reforça a santidade de Deus. Este uso de representações gráficas não fere os princípios bíblicos. Por outro lado, a veneração de imagens, usando estas representações como objetos de culto ou de honra espiritual, é desobediência aos princípios revelados pelo Senhor. Deus nunca autorizou a veneração de santos, apóstolos, anjos ou imagens representando quaisquer criaturas celestiais ou terrestres.

No Novo Testamento, Paulo disse: “Portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1 Coríntios 10:14).



Fonte: Pr Dennis Allan em Estudos da Bíblia
---------------------------------------

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O que é a "liberdade no Espírito"?

Um dos argumentos mais usados para se justificar coisas estranhas que acontecem nos cultos evangélicos neopentecostais é a declaração de Paulo em 2 Coríntios 3:17:

Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

O raciocínio vai mais ou menos assim: quando o Espírito de Deus está agindo num culto, Ele impele os adoradores a fazerem coisas que aos homens podem parecer estranhas, mas que são coisas do Espírito. Se há um mover do Espírito no culto, as pessoas têm liberdade para fazer o que sentirem vontade, já que estão sendo movidas por Ele, não importa quão estranhas estas coisas possam parecer. E não se deve questionar estas coisas, mesmo sendo diferentes e estranhas. Não há regras, não há limites, somente liberdade quando o Espírito se move no culto.

Assim, um culto onde as coisas ocorrem normalmente, onde as pessoas não saltam, não pulam, não dançam, não tremem e nem caem no chão, este é um culto frio, amarrado, sem vida. O argumento prossegue mais ou menos assim: o Espírito é soberano e livre, Ele se move como o vento, de forma misteriosa. Não devemos questionar o mover do Espírito, quando Ele nos impele a dançar, pular, saltar, cair, tremer, durante o culto. Tudo é válido se o Espírito está presente.

Bom, tem algumas coisas nestes argumentos com as quais concordo. De fato, o Espírito de Deus é soberano. Ele não costuma pedir nossa permissão para fazer as coisas que deseja fazer. Também é fato que Ele está presente quando o povo de Deus se reúne para servir a Deus em verdade. Concordo também que no passado, quando o Espírito de Deus agiu em determinadas situações, a princípio tudo parecia estranho. Por exemplo, quando Ele guiou Pedro a ir à casa do pagão Cornélio (Atos 10 e 11). Pedro deve ter estranhado bastante aquela visão do lençol, mas acabou obedecendo. Ao final, percebeu-se que a estranheza de Pedro se devia ao fato que ele não havia entendido as Escrituras, que os gentios também seriam aceitos na Igreja.

Mas, por outro lado, esse raciocínio tem vários pontos fracos, vulneráveis e indefensáveis. A começar pelo fato de que esta passagem, "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2Cor 3:17) não tem absolutamente nada a ver com o culto. Paulo disse estas palavras se referindo à leitura do Antigo Testamento. Os judeus não conseguiam enxergar a Cristo no Antigo Testamento quando o liam aos sábados nas sinagogas pois o véu de Moisés estava sobre o coração e a mente deles (veja versículos 14-15). Estavam cegos. Quando porém um deles se convertia ao Senhor Jesus, o véu era retirado. Ele agora podia ler o Antigo Testamento sem o véu, em plena liberdade, livre dos impedimentos legalistas. Seu coração e sua mente agora estavam livres para ver a Cristo onde antes nada percebiam. É desta liberdade que Paulo está falando. É o Senhor, que é o Espírito, que abre os olhos da mente e do coração para que possamos entender as Escrituras.

A passagem, portanto, não tem absolutamente nada a ver com liberdade para fazermos o que sentirmos vontade no culto a Deus, em nome de um mover do Espírito.

E este, aliás, é outro ponto fraco do argumento, pensar que liberdade do Espírito é ausência de normas, regras e princípios. Para alguns, quanto mais estranho, diferente e inusitado, mais espiritual! Mas, não creio que é isto que a Bíblia ensina. Ela nos diz que o fruto do Espírito é domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Ela ensina que o Espírito nos dá bom senso, equilíbrio e sabedoria (Isaías 11:2), sim, pois Ele é o Espírito de moderação (2 Tim 1:7).

Além do uso errado da passagem, o argumento também parte do pressuposto que o Espírito de Deus age de maneira independente da Palavra que Ele mesmo inspirou e trouxe à existência, que é a Bíblia. O que eu quero dizer é que o Espírito não contradiz o que Ele já nos revelou em sua Palavra. Nela encontramos os elementos e as diretrizes do culto que agrada a Deus.

Liberdade no Espírito não significa liberdade para inventarmos maneiras novas de cultuá-lo. Sem dúvida, temos espaço para contextualizar as circunstâncias do culto, mas não para inventar elementos. Seria uma contradição do Espírito levar seu povo a adorar a Deus de forma contrária à Palavra que Ele mesmo inspirou.

Um culto espiritual é aquele onde a Palavra é pregada com fidelidade, onde os cânticos refletem as verdades da Bíblia e são entoados de coração, onde as orações são feitas em nome de Jesus por aquelas coisas lícitas que a Bíblia nos ensina a pedir, onde a Ceia e o batismo são celebrados de maneira digna. Um culto espiritual combina fervor com entendimento, alegria com solenidade, sentimento com racionalidade. Não vejo qualquer conexão na Bíblia entre o mover do Espírito e piruetas, coreografia, danças, gestos. A verdadeira liberdade do Espírito é aquela liberdade da escravidão da lei, do pecado, da condenação e da culpa. Quem quiser pular de alegria por isto, pule. Mas não me chame de frio, formal, engessado pelo fato de que manifesto a minha alegria simplesmente fechando meus olhos e agradecendo silenciosamente a Deus por ter tido misericórdia deste pecador.




Fonte: Rev. Augustus Nicodemus Lopes em O Tempora, O Mores
-------------------------------------------------------

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Aprendendo com os heróis desconhecidos da Bíblia

Nós escutamos muito sobre Paulo, Pedro, Tiago e João. Mas há muitas pessoas mencionadas no Novo Testamento que podem passar despercebidas por nós.

Em Colossenses 4, o Apóstolo Paulo lista dez nomes da igreja primitiva não tão familiares. A “chamada” desses santos por Paulo me traz à memória a vasta maioria dos cristãos que silenciosamente desempenham papéis importantes no reino de Deus. Mesmo que essas menções sejam breves, elas contêm lições de vida para nós.

Tíquico – Encorajem uns aos outros falando da Palavra de Deus

Tíquico lhes informará todas as coisas a meu respeito. Ele é um irmão amado, ministro fiel e cooperador no serviço do Senhor. Eu o envio a vocês precisamente com o propósito de que saibam de tudo o que se passa conosco e para que ele lhes fortaleça o coração.
Tíquico tinha um trabalho a cumprir. Ele deveria levar notícias de Paulo, assim como a própria carta do Apóstolo, ao povo de Colosso. O resultado seria o encorajamento dos corações dos cristãos. Eu quero ser como Tíquico. Eu quero ser um arauto da Palavra, de tal forma que isso transborde do meu coração na hora e no lugar certo.

Onésimo – O evangelho transforma a inutilidade em utilidade

[Tíquico] irá com Onésimo, fiel e amado irmão, que é um de vocês. Eles irão contar-lhes tudo o que está acontecendo aqui.

Onésimo era um escravo fugitivo. Seu nome significava “útil”, mas ele havia provado ser “inútil” ao seu mestre, Filemon. Ainda assim, Paulo o afirma como um irmão fiel e amado, acrescentando que ele era “um de vocês”. A cruz une o que o mundo separa. 

Anteriormente, Onésimo não havia honrado seu nome. O evangelho mudou tudo isso, e nos muda também. Não há como honrarmos o título de “cristãos” à parte da obra santificadora do evangelho, que são as boas novas que pegam pecadores inúteis e os transformam em colaboradores úteis do reino de Deus.

Aristarco – Sofram uns com os outros

Aristarco, meu companheiro de prisão, envia-lhes saudações…
Aristarco era um dos companheiros de ministério de Paulo, e aqui ele é mostrado como um companheiro de sofrimento. Precisamos de pessoas como Aristarco, que se mantém focadas no reino independentemente das conseqüências, que se alegram conosco em tempos de alegria e que pranteiam conosco em tempos de dificuldades.

Marcos – Sempre levantem após cair

… bem como Marcos, primo de Barnabé. Vocês receberam instruções a respeito de Marcos, e se ele for visitá-los, recebam-no.

Marcos foi a causa de uma das maiores divisões da igreja primitiva. Paulo e Barnabé discordaram a respeito do desejo de Marcos de acompanhá-los em uma viagem missionária. Por quê? Porque Marcos dava sinais de ser um desistente. Ele havia ido com eles em uma viagem anterior, desistido e voltado para casa. Essa passagem indica que Marcos já havia feito as pazes e retornado à companhia de Paulo. Marcos caiu, mas se levantou. Tanto que é provável que ele tenha escrito uns dos quatro Evangelhos! A lição aqui? Levante-se sempre. O justo cairá sete vezes, mas ainda assim, se levantará todas as vezes.

Justo – Façam de seu cristianismo a sua identidade primordial

Jesus, chamado Justo, também envia saudações. Esses são os únicos da circuncisão que são meus cooperadores em favor do Reino de Deus. Eles têm sido uma fonte de ânimo para mim.

Justo abriu mão propositadamente de sua identidade duas vezes, visando à propagação do evangelho. Primeiro, apesar de seu nome ser Jesus, ele atendia pelo nome de Justo, provavelmente para evitar confusões com o Jesus que ele estava proclamando. Segundo, ele abandonou seu próprio povo, os judeus, para pregar o evangelho em meio àqueles em Roma. Justo baseou sua identidade em Jesus Cristo. Ele não era judeu acima de qualquer coisa. E seu nome também não era inalterável. Ele era “em Cristo”. E você? Qual é a sua identidade principal? O cristão cuja identidade primordial é Jesus Cristo pode atravessar culturas e barreiras em nome do evangelho.

Epafras – Batalhem pelos outros em oração

Epafras, que é um de vocês e servo de Cristo Jesus, envia saudações. Ele está sempre batalhando por vocês em oração, para que, como pessoas maduras e plenamente convictas, continuem firmes em toda a vontade de Deus. Dele dou testemunho de que se esforça muito por vocês e pelos que estão em Laodicéia e em Hierápolis.

Epafras era um guerreiro de oração. Atordoado pela imaturidade espiritual que via nos outros, ele buscou o trono da graça e “batalhou” pelo povo de Deus em oração. Ele queria que as pessoas da sua igreja tivessem certeza da vontade de Deus, que soubessem como agir. Então ele levava esses fardos a Deus em oração. Que privilégio levar as necessidades espirituais de nossos irmãos e irmãs a Deus!

Lucas – Usem suas ocupações para a glória de Deus

Lucas, o médico amado…
Lucas usou sua ocupação como doutor para a glória de Deus. Quem sabe quantas vezes Lucas tratou Paulo, que sofria de terríveis dores nas costas? Lucas não usou seus dons apenas para o próprio benefício. Ele entregou esses dons a Deus. Nós aprendemos com Lucas que as nossas vocações não estão separadas da nossa vida espiritual. Somos chamados para fazer tudo para a glória de Deus – com excelência, com beleza e com zelo.

Demas – Cuidem para não se revoltarem

… e Demas enviam saudações

A carta de Paulo a Timóteo nos informa que Demas se apaixonou pelo mundo e se afastou de Deus. Por alguma coisa diferente de Deus atraiu suas afeições. O exemplo de Demas serve como um aviso para nós. Cuide para não virar as costas! Deixe que esse exemplo nos alerte sobre revoltas contra Deus e o abandono de nossa fé no evangelho.

Ninfa – Façam o que puderem com o que tiverem

Saúdem os irmãos de Laodicéia, bem como Ninfa e a igreja que se reúne em sua casa.
Ninfa abriu as portas de sua casa para que a igreja se reunisse lá. Ela entregou seus recursos para a causa do evangelho. Você pode pensar que não tem nada para oferecer. Mas Cristo pode pegar a coisa mais comum possível e transformá-la em uma ferramenta para o avanço de Seu reino. Ele pediu para usar o barco de alguns pescadores, e esse simples barco se tornou um púlpito para pregar às massas. Com o singelo almoço de um garoto, alguns pães e peixes, Jesus foi capaz de alimentar mais de 5000 homens. Com um pouco de poeira do chão, Ele foi capaz de curar um cego. O sepulcro emprestado por José de Arimatéia se tornou o túmulo vazio que comprova a ressurreição de Cristo.

Arquipo – Desafiem uns aos outros para se manterem no caminho certo

Digam a Arquipo: “Cuide em cumprir o ministério que você recebeu no Senhor”.
A carta de Paulo à igreja colossense contém esse desafio pessoal para um indivíduo. Isso me lembra um pouco de um culto de ordenação, quando um pastor prega uma mensagem direcionada ao candidato. Como não é uma mensagem para a igreja inteira, as pessoas se perguntam: “por que não entregar essa mensagem em particular?”. A razão para isso é que a igreja inteira deve desafiar o candidato com o passar do tempo a viver de acordo com a demanda que lhe foi entregue. Arquipo é um exemplo de como os cristãos devem desafiar uns aos outros, às vezes em particular, às vezes em público. Nós precisamos da exortação de nossos irmãos e irmãs em Cristo para crescer em santidade e fé.

Quando o seu desejo mais inflamado é de que Cristo seja honrado, você também pode ser um herói desconhecido.

Aristarco, Arquipo, Ninfa, Justo… Apenas alguns dos heróis desconhecidos da Bíblica, “desconhecidos” porque eles estavam primariamente focados em assegurarem que a honra a Jesus Cristo fosse dada por todas as tribos, línguas e nações.  Quando o seu desejo mais inflamado é de que Cristo seja honrado, você também pode ser um herói desconhecido.



Tradução: Filipe Schulz no iPródigo
Fonte: Trevin Wax em The Gospel Coalition
--------------------------------------

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Devemos obedecer aos nossos pastores?

O versículo que mais diretamente se refere a esta questão é Hebreus 13:17: "Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil."

Os pastores ficam profundamente feridos em ver pessoas ignorando o conselho de Deus que eles compartilham. Quando as pessoas ignoram a Palavra de Deus, elas o fazem não só para a sua própria dor, mas também em detrimento dos que as rodeiam. Os jovens têm a tendência de ignorar o conselho dos mais velhos, cometendo o erro de confiar em sua própria sabedoria e no conselho de seu próprio coração. Um pastor piedoso compartilha preceitos da Palavra de Deus porque deseja servir a Deus e alimentar o rebanho com alimento espiritual que resultará em experimentar a vida abundante que Jesus prometeu (João 10:10b).

O oposto do pastor piedoso é o "falso pastor" que não tem como objetivo o bem-estar do rebanho, mas está mais interessado em manter o controle e exercer domínio sobre os outros, ou deixa de estudar a Palavra de Deus e, portanto, ensina os comandos dos homens em vez dos de Deus. Os fariseus no tempo de Jesus eram culpados de serem "guias cegos" (Mateus 15:14). Há também repetidas advertências sobre falsos mestres em Atos, nas Epístolas e em Apocalipse. Devido à existência desses líderes egoístas, pode haver momentos em que desobedecemos ao homem a fim de obedecermos a Deus (Atos 4:18-20). No entanto, as acusações contra um líder de igreja não devem ser feitas levemente e precisam ser corroboradas por mais de uma testemunha (1 Timóteo 5:19).

Os pastores piedosos realmente valem ouro. Eles são geralmente sobrecarregados, mal pagos, carregam uma grande responsabilidade e, como Hebreus 13:17 afirma, um dia terão de prestar contas dos seus ministérios diante de Deus. Primeiro Pedro 5:1-4 ensina que eles não devem ser ditadores, mas devem liderar pelo seu exemplo e ensinamento saudável (1 Timóteo 4:16), em humildade de coração. Como Paulo, eles devem ser como mães que realmente amam seus filhos. Os pastores piedosos estão dispostos a se entregar pelo seu rebanho e governam com mansidão (1 Tessalonicenses 2:7-12, João 10:11). São também caracterizados por sincera devoção à Palavra e à oração (Atos 6:4) para que possam governar no poder e sabedoria de Deus e dar à igreja carne espiritual para produzir cristãos saudáveis e vibrantes. Se esta for uma descrição próxima do seu pastor (nenhum homem na terra é perfeito), ele é digno de "dupla honra" e obediência enquanto declara os ensinos claros de Deus (1 Timóteo 5:17).

Portanto, a resposta à pergunta é que sim, devemos obedecer aos nossos pastores. Devemos também orar por eles sempre, pedindo a Deus que lhes conceda sabedoria, humildade, amor ao rebanho e proteção enquanto protegem aqueles sob os seus cuidados.



Fonte: Got Questions
-------------------

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Deveriam as crianças ser batizadas?

No Novo Testamento, somente os crentes foram batizados. Veja Atos 2:37-38; 8:12-13; 18:8; etc. Isto não nos deveria surpreender, porque em João 6:45 Jesus tinha dito: "E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim". A pessoa tem que, primeiro, ouvir e aprender o evangelho e depois vem a Cristo, no batismo. O crente que se arrepende é a única pessoa que pode ser batizada, de acordo com as Escrituras.

Quando nos lembramos do propósito do batismo do Novo Testamento, torna-se óbvio por que nenhuma criança foi batizada. O batismo é para lavar os pecados de um homem (Atos 22:16). Uma criança não necessita de batismo porque ela nunca pecou. Alguns argumentam, erradamente, que embora as crianças nunca tenham pecado pessoalmente, elas herdaram o pecado. A Bíblia ensina que o pecado é cometido, não herdado (Ezequiel 18:20; 1 João 3:4). Uma vez que, quando somos convertidos, tornamo-nos como crianças, sabemos que as crianças são sem pecado (Mateus 18:3). Uma criança é pura; ela não cometeu nem herdou nenhum pecado.

Deveriam as crianças ser batizadas? Não. A Bíblia mostra que as crianças não devem ser batizadas. Somente quando um homem está amadurecido o suficiente para crer e arrepender-se, o batismo limpará seu coração e fará dele um filho de Deus.




Fonte: Gary Fisher em Estudos da Bíblia
--------------------------------------

domingo, 28 de abril de 2013

O que significa aceitar a Jesus?

Um dos maiores equívocos da teologia foi separar a pessoa de Jesus dos seus ensinamentos. Aceitar a Jesus nada mais é do que aceitar seus ensinamentos. Se não, vejamos:

É possível alguém ser salvo sem arrependimento de pecados?
(Segundo Jesus todos que não se arrependerem perecerão); 

É possível alguém ser salvo sem exercer o perdão?
(Jesus nos ensinou que o Pai perdoará nossos pecados da mesma maneira como perdoamos);

É possível alguém ser salvo sem exercer o amor ao próximo?
(Jesus asseverou que a prática do amor, mais do que qualquer outra coisa, é a marca que caracteriza seus verdadeiros discípulos, pois é a base de tudo que ele ensinou).

Como se vê, é impossível aceitar a Jesus e não aceitar seus ensinamentos, porque Jesus, ele mesmo, é o Verbo (a Palavra eterna) que se fez carne. Não podemos separar a carne do Verbo, ou seja, a pessoa do seu ensinamento. 

Sendo assim, só entra na graça que há em Cristo quem aceita sua Palavra. A verdadeira fé em Jesus se caracteriza pela prática do que ele ensinou. Quem crê, obedece. Quem desobedece, na verdade não crê e, por isso, não pode ser salvo, porque nunca aceitou realmente a Jesus. Simples, não?

"Quem crê no Filho tem a vida eterna; 
quem, porém, mantém-se em desobediência ao Filho 
não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus."
(João 3:36 - Almeida Séc. 21)

Os argumentos acima baseiam-se nas seguintes palavras de Cristo, entre outras:

"se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis." (Lucas 13:3,5)

"se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas." (Mateus 6:15)

"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35)



Fonte: Alan Capriles em seu blog
------------------------------

sexta-feira, 15 de março de 2013

O dom de línguas que se manifesta no pentecostalismo moderno é o mesmo dos dias apostólicos?

Conheço pastores, teólogos, que são excelentes mestres na palavra. Mas não são poucos, os que estão atrelados as estratégias do sistema que os bloqueia, impedindo-os de falar verdades divinas e eternas. Já fui confundido como polêmico, e por não aderir a certas novidades que ocorrem nos cultos de hoje, também de incrédulo. Mas as pessoas têm o direito de pensar; e formar suas opiniões, acredito, porém, que procuro olhar as coisas por um ângulo certo e verdadeiro. Acredito também, não em um deus, mas no Único e Verdadeiro Deus [...] e estamos no verdadeiro, [...] (1 Jo 5. 20).

A indagação, as línguas estranhas que se manifestam hoje no pentecostalismo moderno é a mesma dos dias apostólicos? Que o número esmagador de pentecostais afirma que sim; mas o que afirmam as Escrituras? Traçamos um perfil a respeito da questão e o leitor vai tirar as suas conclusões: Primeiro, o dia é o de Pentecostes, uma das cinco festas dos judeus celebrada cinqüenta dias depois da Páscoa. Havia uma promessa milenar a respeito da efusão do Espírito Santo. Jesus falou várias vezes desta promessa e ordenou que os discípulos não se ausentassem de Jerusalém até que fossem revestidos de poder (Lc 24. 49). No dia da comemoração da festa do Pentecostes, os discípulos estavam todos no mesmo lugar quando se cumpriu a promessa. Eles foram cheios do Espírito Santo, falaram em outras línguas conforme o Espírito concedia que talassem. Essas línguas, eram entendidas pelos os estrangeiros que participavam das festividades e, compreendiam a mensagem na própria língua deles.

Segundo, havia na igreja de corinto vários problemas, e um deles era o dom de língua. Paulo escreve para corrigir este suposto problema, havia os que falavam ao mesmo tempo em línguas (como hoje), já outros, falavam coisas sem sentido nas expressões. O apóstolo ensinou que todos deveriam falar em línguas, mas com ordem, e no Maximo duas ou três pessoas e se houvesse interprete, não havendo, deveria ficar calados, a mesma regra valia para os que profetizavam (1 Co 14. 27, 32, 39 e 40). Daí a nossa indagação, o dom de línguas que se manifesta no pentecostalismo moderno é o mesmo o dos dias apostólicos? Sem ferir princípios, mostraremos o seguinte.

Nos últimos anos, centenas de estudos foram feitos em gravações bilíngues para elucidar este fenômeno; linguistas internacionais como William Samarino, professor de linguística da Universidade de Toronto EUA, e o Dr. Eugênio da Sociedade Bíblica Americana, em suas pesquisas chegaram à seguinte conclusão: “Não se assemelham estruturalmente a nenhuma língua, não há nada mais do que sons de vogais contrastantes e poucos sons peculiares de consoantes, estes combinam para formar pouco conjunto de sílabas que se repetem muitas vezes em ordem variadas.” A conclusão dos linguísticos é que as línguas estranhas faladas hoje é composta de sons desconhecidos, sem vocabulário e traços gramaticais indistinguível, com traços estratégicos simulados e ausência total de característica de uma língua. Diferente então, das línguas do Dia de pentecostes que eram entendidas por todos estrangeiros.

O que está acontecendo no meio deste movimento, o pentecostalismo moderno? Pode-se chegar a seguinte conclusão: 1º. Desequilíbrio emocional. O dom de língua se tornou uma espécie de status espiritual, e quase uma condição de salvação, se falar línguas, tem o Espírito Santo, se não falar, então não o tem! E a partir desta conclusão, as pessoas procuram buscar desesperadamente o tal dom de línguas, e o resultado é o desequilíbrio emocional. 2º. Simulação e imitações. Usam palavras decoradas para chamar a atenção para si mesma (status espiritual), como se estivesse dizendo: “Olhem para mim, como tenho poder, como sou usado por Deus! Mas na verdade, tal pessoa está no seu estado normal proferindo algumas palavras para chamar a atenção, sou uma pessoa especial”! 3º. Ocultismo. Este é o mais perigoso. Citarei as palavras de Robert J. Macdonald, em uma de suas reuniões mais recente: “As línguas estranhas é o fenômeno mais observado no campo da religião, o interesse por falar em línguas, já atingiu as igreja protestantes..., quando o espiritismo moderno surgiu em 1848,muitos médiuns de então experimentaram este fenômeno, e até hoje ele segue manifestando-se em certas extensão em nosso meio. Observe quando as pessoas começam a rodopiar na área do culto, o braço é colocado nas costas, não é diferente dos terreiros de candomblé. ” Vale lembrar o que Jesus explicitamente falou: ‘[...] Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? (Mt 7. 22,23). Pense cuidadosamente nisso irmão! 

Creio piamente no dom de outras línguas, porém biblicamente legitimo como ocorreu nos dias apostólicos. Em casos esporádicos este dom têm se manifestado quando Deus (não o homem) acha necessário. 



Fonte: Pr. José Ribamar Rodrigues na Ed. Ultimato
---------------------------------------

sábado, 2 de março de 2013

A ignorância da verdade é desculpa para a desobediência?


Quando ele pregava aos adoradores de ídolos de Atenas, Paulo disse: "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam" (Atos 17:30). Este versículo é muitas vezes usado para sugerir que Deus não condenará aqueles que nunca ouviram o evangelho, e para desculpar as falhas dos cristãos em ensinar seus vizinhos ou levar o evangelho às áreas mais remotas.

Mas esta interpretação não atinge o intuito do versículo e contradiz outras passagens. Paulo faz uma distinção entre os pecados da ignorância cometidos no passado (antes da vinda de Cristo e do seu evangelho) e a exigência de Deus de arrependimento agora. No passado, Deus não levou em conta os tempos da ignorância. Agora, ele exige que todos os homens, em toda parte, se arrependam. Consideremos algumas outras passagens para esclarecer este ponto.

Pedro disse que os judeus mataram Jesus por ignorância (Atos 3:17). Será que isso significava que eles poderiam ser salvos sem obedecer ao evangelho? Certamente não. Ele lhes disse que se arrependessem e se convertessem para cancelar seus pecados (Atos 3:19).

Paulo descreveu-se como o maior dos pecadores (1 Timóteo 1:15), apesar de que agiu em boa consciência (Atos 23:1) e por ignorância (1 Timóteo 1:13). Ele diz que recebeu a misericórdia de Deus por causa de sua ignorância. Significa isto que ele foi salvo sem ouvir e obedecer ao evangelho? Claro que não. Ele teve que conhecer a Cristo, crer nele, e ser batizado para re-missão dos seus pecados (1 Timóteo 1:14-16; Atos 22:16).

Em 2 Tessalonicenses 1:8, Paulo disse que Jesus punirá eternamente aqueles que "não conhecem a Deus" e aqueles "que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus". A ignorância não é defesa. Aqueles que pecam, mesmo que nunca ouçam o evangelho, estão condenados por causa de seu pecado. Os cristãos que compreendem este fato verão a maior urgência de nosso trabalho de espalhar o evangelho. Deus "é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:9).


Fonte: Pr Dennis Allan em Estudos da Bíblia
--------------------------------------

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O que é arrependimento segundo a bíblia?

Muitos entendem que o termo “arrependimento” significa “tornar-se contra o pecado”. Essa não é a definição bíblica de arrependimento. Na Bíblia, a palavra “arrepender” significa “mudar de idéia/convicção”. A Bíblia também nos diz que arrependimento verdadeiro vai resultar em uma mudança de comportamento (Lucas 3:8-14; Atos 3:19). Atos 26:20 declara: “mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.” Uma definição bíblica e completa de arrependimento é mudar de convicção sobre algo que resulta em mudança de comportamento. 

Qual é então a conexão entre arrependimento e salvação? O livro de Atos aparenta se focalizar especialmente em arrependimento em relação à salvação (Atos 2:38; 3:19; 11:18; 17:30; 20:21; 26:20). Arrepender-se, em relação à salvação, é mudar sua convicção sobre Jesus Cristo. Na pregação de Pedro no Dia de Pentecostes (Atos 2), ele conclui com um chamado para as pessoas se arrependerem (Atos 2:38). Arrepender-se de quê? Pedro está convidando as pessoas que rejeitaram a Jesus (Atos 2:36) a mudar seus pensamentos sobre Ele e reconhecer que Ele é realmente “Senhor e Cristo” (Atos 2:36). Pedro está convidando as pessoas a transformarem suas mentes deixando para trás sua rejeição de Cristo como o Messias e passar a ter fé Nele como Messias e Salvador. 

Arrependimento e fé podem ser entendidos como “dois lados da mesma moeda”. É impossível colocar nossa fé em Jesus Cristo como Salvador sem primeiro mudarmos nossa convicção sobre quem Ele é e o que Ele tem feito. Quer seja arrependimento de rejeição intencional, ou arrependimento de ignorância e desinteresse – é uma mudança de convicção. Arrependimento bíblico, em relação à salvação, é mudar de convicção de rejeição de Cristo para fé em Cristo. 

É muito importante que entendamos que arrependimento não é uma obra que podemos fazer para ganhar salvação. Ninguém pode se arrepender e vir a Deus a menos que Deus o traga a Si mesmo (João 6:44). Atos 5:31 e 11:18 indicam que arrependimento é algo que Deus dá – só é possível por causa de Sua graça. Ninguém pode se arrepender a menos que Deus dê arrependimento. Toda parte da salvação, incluindo arrependimento e fé, é um resultado de Deus nos trazendo para mais próximo dEle, abrindo nossos olhos e mudando nossos corações. A temperância de Deus nos leva ao arrependimento (2 Pedro 3:9), assim como a Sua bondade (Romanos 2:4). 

Apesar de que arrependimento não é uma obra que ganha salvação, arrependimento que leva à salvação vai resultar em obras. É impossível completamente e totalmente mudar sua convicção sem que isso cause uma mudança em ação. Na Bíblia, arrependimento resulta em uma mudança de comportamento. Por isso João Batista convidou as pessoas a produzir “frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:8). Uma pessoa que realmente se arrependeu de sua rejeição de Cristo e passou a ter fé nEle vai tornar isso evidente através de uma vida transformada (2 Coríntios 5:17; Gálatas 5:19-23; Tiago 2:14-26). Arrependimento, propriamente definido, é necessário para salvação. Arrependimento bíblico é mudar de convicção sobre Jesus Cristo e tornar-se para Deus em fé para salvação (Atos 3:19). Tornar-se contra o pecado não é uma definição de arrependimento, mas é um dos resultados do arrependimento genuíno que foi baseado em fé verdadeira pelo Senhor Jesus Cristo.




Fonte: Got Questions
----------------

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Podemos perder a vida eterna?

Em sua primeira epístola, o apóstolo João responde nossa pergunta: “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna” (5:13). Lembre das palavras do Senhor Jesus que João citou em seu evangelho! Não apenas as do versículo de hoje, mas muitas outras: 

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (6:47). Falando acerca de Suas ovelhas, Ele disse: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (10:28-29). 

O que essas passagens significam? Que todos os que crêem no Senhor Jesus são nascidos de Deus e nascidos do Espírito (João 1:13; 3:6), e nunca mais estarão perdidos e nem perecerão.

Essa segurança da vida eterna é confirmada pelo ensino do Novo Testamento. O apóstolo Paulo escreveu: “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Colossenses 3:3-4).

 Supor que um cristão genuíno possa perder a vida eterna implica na ineficácia da promessa divina. Paulo também declarou: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1). O Senhor Jesus expiou nossos pecados na cruz e foi ressuscitado. Agora está nos céus e nós seremos reunidos a Ele como “membros em particular” de Seu corpo (1 Coríntios 12:27). Será que Cristo permitiria que os membros de Seu corpo perecessem?


Fonte: A Paz
----------

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O que é “estar reunido em seu nome”?

"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Mateus 18:20)

O que a expressão “meu nome” realmente significa? Todos os nomes e títulos do Senhor Jesus Cristo indicam verdades relativas a Ele. Seu nome não apenas nos diz quem Ele é, mas também se refere ao que Ele fez e faz. Era plano de Deus que a Igreja fosse aqui neste mundo um testemunho para o Seu Nome.

Tal testemunho é responsabilidade de todos os crentes, tanto individual quanto coletivamente. Ainda que um salvo individualmente sirva ao Senhor e honre Seu Nome, ele não está em posição de prestar um testemunho completo. Ele faz parte do Corpo de Cristo, cuja força vital vem do próprio Deus e um testemunho completo somente pode ser rendido pelo conjunto de todos os salvos. O poder do Espírito Santo age quando os Seus se reúnem a fim de que possam glorificar Seu Nome.

Estar reunido em Seu Nome significa mais que simplesmente estar junto como irmãos. É reconhecer Sua autoridade como Senhor em todas as coisas, quer na adoração ou na ministração. Tudo o que for feito tem como objetivo glorificá-Lo.

A Bíblia nos dá instruções acerca da adoração que Deus produz no coração dos Seus. Por intermédio da direção do Espírito Santo, os crentes são levados à verdadeira adoração ao Pai (João 4:22-24), e é isso que confere às reuniões dos filhos de Deus um caráter diferente de todas as demais. Mas quando o Senhor Jesus diz: “Aí estou eu no meio deles”, Ele não está Se referindo à presença do Espírito Santo. É a garantia de que Ele pessoalmente estará com os Seus para lhes dar Sua bênção.



Fonte: A Paz
---------

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Por que pessoas na Bíblia vestiam-se de pano de saco?

Pano de saco era um tecido rústico usado em várias aplicações, citado frequentemente na Bíblia como um tipo de vestimenta. Roupas de pano de saco serviam para comunicar certas emoções ou atitudes às outras pessoas.

Em termos gerais, a roupa de pano de saco mostrava a angústia da pessoa. Mas, angústia e perturbação podem ser resultados de vários fatores e, por isso, observemos alguns motivos mais específicos para o uso desse tecido.

1. Sinal de tristeza e lamentação, especialmente devidas à morte ou às calamidades (Salmo 35:13-14; Isaías 15:1-3; 32:9-12; Ezequiel 27:29-32; Joel 1:8,13; Amós 8:10). Quando Jacó recebeu a notícia (falsa) da morte de José, seu filho predileto, ele "rasgou as suas vestes [outro sinal de angústia], e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias" (Gênesis 37:34). Quando Abner foi morto, Davi ordenou ao povo: “Rasgai as vossas vestes, cingi-vos de panos de saco e ide prateando diante de Abner” (2 Samuel 3:30-32). Quando saiu a ordem do rei da Pérsia autorizando a aniquilação dos judeus, Mordecai “se cobriu de pano de saco e ... clamou com grande e amargo clamor”. Os outros judeus mostraram sua angústia com o mesmo sinal de luto (Ester 4:1-3). Este sinal, às vezes, acompanhava a mensagem triste de profetas (Apocalipse 11:3-6).

2. Evidência de humildade, especialmente de um suplicante (Salmo 30:8,10-11). Ezequias e os outros líderes de Judá se vestiram de pano de saco quando este entrou na presença de Deus para pedir livramento da ameaça assíria (2 Reis 19:1-3,14-19). Ben-Hadade e seus soldados se vestiram de pano de saco e pediram a clemência do rei Acabe de Israel (1 Reis 20:31-32). Daniel disse: “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (9:3).

3. Demonstração de arrependimento (Mateus 11:21; Lucas 10:13). Os ninivitas ouviram as advertências do profeta de Deus e se converteram, cobrindo-se de pano de saco (Jonas 3:5-9). Depois do cativeiro babilônico, os filhos de Israel jejuaram, trouxeram terra sobre si e se vestiram de pano de saco quando chegaram a confessar seus pecados diante do Senhor (Neemias 9:1-4).

Na aliança de Cristo, não achamos ordens exigindo o uso de pano de saco, cinzas, etc., mas ainda devemos mostrar mudanças no nosso comportamento como pessoas transformadas pela palavra do Senhor (Romanos 12:1-2). Isaías advertiu os israelitas do perigo de usar atos externos insinceramente; a verdadeira conversão precisa ser acompanhada de frutos do arrependimento (Isaías 58:1-10; cf. Mateus 3:8).



Fonte: Dennis Allan em Estudos da Bíblia
----------------------------------

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Será que Deus continua a perdoar mesmo se você continuar cometendo o mesmo pecado?

Para melhor responder a esta pergunta, vamos dar uma olhada em duas passagens poderosas da Escritura. A primeira é encontrada no livro de Salmos: "e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões" (Salmo 103:12). Um dos truques mais eficazes que Satanás faz com os cristãos é nos convencer de que nossos pecados não são realmente perdoados, apesar da promessa da Palavra de Deus. Se já realmente recebemos a Jesus como Salvador através da fé e ainda temos essa dúvida desconfortável de se existe ou não o verdadeiro perdão, podemos estar sob ataque demoníaco. Os demônios odeiam quando as pessoas são libertas do seu controle, por isso tentam plantar sementes de dúvida em nossas mentes sobre a realidade da nossa salvação. Em seu vasto arsenal de truques, um dos maiores instrumentos de Satanás é constantemente lembrar-nos de nossas transgressões passadas, as quais ele usa para "provar" que Deus não poderia nos perdoar ou restaurar. Os ataques do diabo nos apresentam um verdadeiro desafio para que possamos simplesmente descansar nas promessas de Deus e confiar em Seu amor.

Entretanto, este salmo nos diz que Deus não só perdoa os nossos pecados, mas também os elimina completamente de sua presença. Isso é uma coisa profunda! Sem dúvida, este é um conceito difícil para entendermos, o que explica por que é tão fácil que nos preocupemos com o perdão ao invés de apenas aceitá-lo. A solução encontra-se em simplesmente abrir mão de nossas dúvidas e nossos sentimentos de culpa e descansar em sua promessa de perdão.

Uma outra passagem é 1 João 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça." Que promessa incrível! Deus perdoa os seus filhos quando pecam se eles se aproximarem dEle em uma atitude de arrependimento e pedirem para ser perdoados. A graça de Deus é tão grande que pode purificar o pecador do seu pecado para que possa se tornar um filho de Deus e, correspondentemente, é tão grande que, mesmo quando tropeçamos, ainda podemos ser perdoados.

Em Mateus 18:21-22, lemos: "Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?’ Jesus respondeu: ‘Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.’" Pedro provavelmente achou que estava sendo generoso. Ao invés de pagar uma pessoa que havia pecado contra ele com retribuição igual, Pedro sugeriu dar ao próximo um espaço de, digamos, até sete vezes. Pela oitava vez, o perdão e graça acabariam. Entretanto, Cristo desafiou a sugestão de Pedro ao dizer que o perdão é infinito para aqueles que estão realmente buscando-lo. Isso só é possível por causa da graça infinita de Deus, possível apenas através do sangue derramado de Cristo na cruz. Por causa do poder perdoador de Cristo, podemos sempre ser purificados depois de pecarmos se humildemente e sinceramente pedirmos perdão.

Ao mesmo tempo, deve-se destacar que não é bíblico que uma pessoa salva continue a pecar de forma habitual e contínua em seu estilo de vida (1 João 3:8-9). É por isso que Paulo nos admoesta: "Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados!" (2 Coríntios 13:5). Como cristãos, tropeçamos, mas não devemos ter um estilo de vida caracterizado pelo pecado contínuo e sem arrependimento. Todos nós temos fraquezas e podemos cair em pecado, mesmo sem querer. Até mesmo o apóstolo Paulo fazia o que não queria fazer por causa do pecado trabalhando em seu corpo (Romanos 7:15). Como Paulo, a resposta do crente é odiar o pecado, arrepender-se dele e pedir pela graça divina para superá-lo (Romanos 7:24-25). Embora não precisemos cair por causa da graça suficiente de Deus, às vezes caímos porque confiamos na nossa força insuficiente. Quando a nossa fé se enfraquece e negamos o nosso Senhor em palavra ou ação, como Pedro fez, mesmo assim ainda há uma chance de arrependimento e perdão de nossos pecados.

Um outro truque de Satanás é nos levar a pensar que não há esperança, que não há possibilidade de sermos perdoados, curados e restaurados. Ele tentará nos fazer sentir presos à culpa de modo que não mais nos sintamos dignos do perdão de Deus. E desde quando somos dignos da graça de Deus? Deus nos amou, perdoou e escolheu para estarmos em Cristo antes da fundação do mundo (Efésios 1:4-6), não por causa de algo que fizemos, mas "a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória" (Efésios 1:12). Não é possível ir a qualquer lugar onde a graça de Deus não possa alcançar e não podemos afundar tanto que Deus não pode mais nos libertar. Sua graça é maior que todos os nossos pecados. Quer estejamos apenas começando a nos desviar do caminho ou se já estivermos nos afundando e afogando em nosso pecado, a graça está disponível.

A graça é um dom de Deus (Efésios 2:8). Quando pecamos, o Espírito nos convencerá do pecado de tal forma que uma tristeza piedosa resultará (2 Coríntios 7:10-11). Ele não condenará as nossas almas como se não mais houvesse esperança, pois não há mais nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus (Romanos 8:1). A convicção do Espírito dentro de nós é um movimento de amor e graça. A graça não é uma desculpa para o pecado (Romanos 6:1-2) e que ninguém se atreva a dela se abusar, o que significa que o pecado deve ser chamado de pecado e não pode ser tratado como se fosse inofensivo. Crentes que não se arrependem precisam ser confrontados com amor e guiados para a liberdade, e os incrédulos precisam ser informados de que precisam se arrepender. No entanto, vamos também enfatizar o remédio, pois temos recebido graça sobre graça (João 1:16). É pela graça que vivemos, somos salvos, temos sido santificados e como seremos protegidos e glorificados. Vamos receber a graça quando pecamos por meio do arrependimento e da confissão do nosso pecado a Deus. Por que viver uma vida suja quando Cristo oferece tornar-nos limpos, perfeitos e justos aos olhos de Deus?




Fonte: Got Questions
-------------------

Casamento com primos e tios, o que a Bíblia diz, pode ou não?

Com o passar dos séculos houve uma degeneração geral da humanidade. Casamentos entre primos, e até tios ou sobrinhos, começaram a ser perigosos devido a problemas de má formação do feto e deficiências mentais na descendência. Portanto, a proibição bíblica está mais ligada às leis da saúde.

Há também o fator biológico: uma gravidez incestuosa põe em risco a saúde da mãe e do bebê por causa da consanguinidade. A humanidade multiplicou-se pela união sexual entre parentes (Gênesis 4:13-16 juntamente com Gênesis 5:4). Naquela época, tal atitude não era considerada incesto por dois principais motivos: 1) Porque a lei referente às uniões matrimoniais (Lv 18) não havia sido dada. 2) Porque naquela época o ser humano não era tão corrompido geneticamente; sendo assim, não havia riscos de comprometer a estrutura física ou mental da criança.

Não encontramos na Bíblia, em especial no capítulo 18 de Levíticos, a proibição da união conjugal entre primos ou a afirmação de que isto seja incesto (a lei de nosso país também não é contra). O sentido dos termos originais da língua bíblica que são traduzidos como parentes, nesse caso, se referem a parentes de até terceiro grau, ou seja, de consanguinidade próxima. As leis dos países cristãos também proíbem os casamentos entre parentes de até terceiro grau. Primos primeiros já são ligações de quarto grau, o que não é considerado um parentesco próximo, para o qual haja uma proibição de casamento (para entender melhor sobre os graus de parentesco, veja a ilustração anexa ao final desta carta). Porém, é EXTREMAMENTE IMPORTANTE que o casal realize exames médicos para descobrirem se são consanguíneos ou não. Em caso positivo, devem evitar o casamento para que não corram um grande risco de ter filhos deformados, o que seria uma carga emocional difícil de suportar.

Segundo o Dr. Thomaz Gollop, especialista em Medicina Fetal e Genética na Universidade de São Paulo,“Primos em primeiro grau têm, de fato, um risco aumentado de virem a ter um filho comprometido por afecção genética. Enquanto este risco é de 3% na população geral (de não consanguíneos), ele passa a ser de 9% em primos de primeiro grau”. Apesar de problemas genéticos não se apresentarem em diversas pessoas que contraíram núpcias com primo(a), conheço alguns que se casaram e tiveram filhos totalmente defeituosos e aleijados. Em vista de que a degeneração do pecado na estrutura física da raça humana está acentuando-se cada vez mais e proporcionando uma incompatibilidade sanguínea maior, deve-se AVALIAR BEM se é recomendável este tipo de união matrimonial.

A oração a Deus, pedindo-Lhe conselho, a realização de exames médicos (fale com um especialista sobre isto) e um bom diálogo, tanto entre o casal quanto com os pais e outras pessoas aptas a aconselhar, são os meios mais seguros para que uma decisão correta seja tomada. “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” (Sl 37:5).



Fonte: Bíblia.com
----------------

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O que deve um cristão fazer se for casado com um incrédulo?

Ser casado com um incrédulo pode ser um dos desafios mais difíceis na vida de um Cristão. O casamento é um contrato sagrado que une duas pessoas em uma só carne (Mateus 19:5). Pode ser muito difícil que um cristão e seu cônjuge incrédulo vivam em harmonia (2 Coríntios 6:14-15). Se uma pessoa se torna um Cristão depois do casamento, as dificuldades inerentes que surgem por viver sob duas autoridades diferentes se tornam bem aparentes. 

Frequentemente Cristãos nessa situação procuram por uma forma de sair do casamento, pois estão convencidos de que essa é a única forma de realmente trazer honra a Deus. A Palavra de Deus, no entanto, diz o contrário. O Apóstolo Paulo disse: “Ande cada um segundo o Senhor lhe tem distribuído, cada um conforme Deus o tem chamado. É assim que ordeno em todas as igrejas” (1 Coríntios 7:17). É muito importante que estejamos contentes em nossa situação e que procuremos por formas de trazer glória a Deus através de nossas circunstâncias e desafios.

A Bíblia se dirige especificamente àqueles que são casados com incrédulos em 1 Coríntios 7:12-14: “Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos.”

Cristãos casados com incrédulos precisarão orar que o poder do Espírito Santo os capacite a proclamar a Cristo e a viver com a constante lembrança da presença de Deus (1 João 1:7). Eles devem pedir a Deus que Seu poder transformador mude seus corações e produza o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22-23). Uma esposa Cristã é obrigada a ter um coração submisso, até mesmo para com o seu marido incrédulo (1 Pedro 3:1), e ela vai precisar permanecer perto do Senhor e depender de Sua graça para poder viver de uma forma que agrada a Deus, mesmo em circunstâncias tão difíceis. 

Os Cristãos não devem viver vidas solitárias; eles precisam do apoio de outras fontes, tais como de sua igreja e de grupos de estudos bíblicos. Estar casado com um incrédulo não altera a santidade do relacionamento, por isso deve ser a prioridade de todo Cristão orar por seu cônjuge, ser um bom exemplo e permitir que a vida de Cristo brilhe fortemente para o mundo (Filipenses 2:14).




Fonte: Got Questions
--------------------

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O que significa participar da Ceia do Senhor indignamente?

"Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor." (1Co 11.27)

Por muito tempo, tive medo da Ceia do Senhor. Tive medo porque sempre que era citado este texto ficava me perguntando o que seria comer a ceia indignamente.

Sempre fui ensinado que este texto significa que não devemos participar da Ceia se estivermos "em pecado". E esta dúvida sempre me assombrava, pois, quem afinal, não está em pecado? Já que o apóstolo João afirma que "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós." - 1 Jo 1.8

Analisemos, então, o texto de Paulo à igreja de Corinto, de acordo com o que ele quis dizer (verdadeira interpretação bíblica).

Um grande erro que cometemos é pinçar textos das Escrituras sem analisar o seu contexto, ou seja, do que se trata o livro, a quem foi direcionado e, principalmente, os textos que vem imediatamente antes e depois do versículo que estamos lendo.

Imaginem que eu eu escreva uma carta com 20 linhas e alguém, muitos anos depois, "retire" apenas uma frase, como esta: "Ele não deveria ser condenado pelo crime de matar 20 crianças". Pois bem, isto daria "argumento" suficiente para as gerações futuras interpretarem que eu sou a favor do homicídio de crianças, correto? Mas imagine que minha frase imediatamente anterior tenha sido: "Eu estava com ele naquela tarde, tenho certeza de que é inocente."

Percebem, como o contexto muda todo o sentido de uma frase?

Entendamos então, o contexto da carta de Paulo aos Coríntios no que se refere à Ceia do Senhor.

O apóstolo dos gentios, a partir do versículo 17, está repreendendo os crentes daquela igreja pela maneira indigna como participam da Ceia. Vejam: "Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor, porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga. Será que vocês não têm casa onde comer e beber? Ou desprezam a igreja de Deus e humilham os que nada têm? Que lhes direi? Eu os elogiarei por isso? Certamente que não!" - 1Co 11.20-22

Vemos claramente que Paulo está condenando a maneira (modo) como eles realizam e participam da Ceia do Senhor. Imaginem a cena: Os crentes mais ricos chegam mais cedo, trazem um verdadeiro banquete, comem tudo o que trouxeram sem esperar pelos demais e humilham os crentes mais pobres que não tinham nada para trazer, e que ainda por cima, vão embora com fome.

Paulo os repreende porque desta maneira, eles anulam toda a simbologia da Ceia de Cristo, que é partilharem do mesmo pão, promovendo a união e comunhão entre aqueles que são o corpo de Cristo. O objetivo da Ceia, é anunciar a morte do Senhor até que ele venha. Isso só é possível se levarmos para nossa vida cotidiana o sentido da Ceia: a igualdade entre os homens e a comunhão em amor, através do corpo e do Sangue de Jesus.

O que os coríntios estavam fazendo era exatamente o contrário, estavam se segregando entre classes sociais e promovendo a discórdia entre os demais.

O contexto desta passagem é esse, não há outra interpretação possível. De acordo com o conteúdo da carta, vemos que o apóstolo está corrigindo o MODO como eles realizam/participam da Ceia.

Há, ainda, uma simples análise gramatical do texto que também pode trazer à luz a verdadeira intenção de Paulo. Quando ele diz "Comer ou beber indignamente", o que isto quer dizer? 

Em bom português, indignamente é um adjunto adverbial de MODO. Ou seja, o que é indigno é a maneira como o comer e beber é realizado e não os coríntios em si. Entendem agora porque eu citei tanto as palavras modo e maneira na interpretação do texto?

Concluindo, aprendemos que o texto que nos ensina a não participar indignamente da Ceia não significa que não devemos estar "em pecado", pois isto seria impossível. Até mesmo porque, nossa dignidade não vem de nós mesmos, mas de Jesus e sua obra redentora.

Aprendemos que a maneira como a Ceia é realizada importa para torná-la digna ou não.
E que a Ceia é um memorial sobre a morte de Jesus, anunciando-a até que Ele venha.
A Ceia simboliza que a morte de Jesus serviu para unir as pessoas, como iguais, mediante um laço inquebrável: seu corpo e seu sangue. Esta é a nova aliança!




Fonte: Vinicius dos Reis de Morais em Refletindo a Graça 
-------------------------------------------------