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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A polêmica envolvendo o consumo de álcool entre os cristãos

"Vem, demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai." (Gênesis 19:32)

É impressionante notar que no meio cristão há tanta polêmica envolvendo o consumo de álcool. Há uma multidão interminável de teólogos e pastores cristãos que advogam o uso do álcool, com moderação. Eles não veem problema algum (nem pecado algum) em ingerir bebida alcoólica. Para eles a Bíblia não declara explicitamente que beber seja pecado! E, nessa interpretação, muitos têm consumido álcool livremente – se embriagando, é lógico – pois quem consegue beber somente uma xícara de cerveja ou vinho?

A Bíblia, mesmo não tendo um versículo como “Não consumirás álcool”, deixa claro em várias passagens acerca dos perigos do álcool, demonstrando que um cristão não tem nenhuma parte com isso e, pelo contrário, deve terminantemente se afastar de qualquer coisa ligada ao álcool! “Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Provérbios 23:31).

O versículo que usei como tema desse devocional, mostra como o álcool era visto logo nos primeiros dias da raça humana na Terra. As filhas de Ló estavam sem maridos, não haviam homens com quem se casarem. No desespero de não deixarem descendência, pensaram em ter relações sexuais com o próprio pai (incesto). Porém, como fazer tal atrocidade com consentimento do pai? Ló jamais concordaria em ter relações com as próprias filhas! Foi então que uma das filhas disse: “Demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele”!

As filhas logo pensaram no álcool, pois elas conheciam os efeitos nocivos da bebida, não reconhecendo na bebida alcoólica nada positivo – muito pelo contrário – viam o álcool, já naquela época, como um entorpecente vil e mortífero! Foi através do álcool que cometeram um dos atos mais hediondos das Escrituras, pior do que os atos dos moradores de Sodoma, de onde tinha saído: INCESTO, relações sexuais com o próprio Pai!

Preste atenção: é isso que o consumo de bebidas alcoólicas faz! As filhas de Ló inibiram os reflexos do pai, seu raciocínio, sua coordenação motora, retiraram a vergonha do pai, e fizeram-no cometer grave pecado! E o resultado, qual foi (para aqueles que não veem problema algum em tomarem uns goles da vil bebida)? Daquele ato incestuoso as filhas de Ló deram à luz dois meninos, dos quais se originaram os Moabitas e os Amonitas, inimigos constantes de Israel.

Aliás, o uso da bebida alcoólica (vinho ou bebida forte) no Antigo Testamento esteve sempre associado a desgraças. Veja o caso da nudez de Nóe (Gênesis 9:20-29), que foi ocasionada pelo vinho. Davi, quando intentou mal contra Urias, seu soldado, fez uso do álcool para enganá-lo (2Samuel 11:13). O rei Belsazar, ao profanar os utensílios do Templo (Daniel 5:1-4, 22-31), estava consumindo álcool.

Eu pergunto, como consumir bebida alcoólica pode ter algum efeito positivo para alguém? Beber com moderação? Isso está parecendo propaganda de cerveja na televisão! Não deveríamos, portanto, fumar maconha com moderação? Cheirar cola ou cocaína com moderação? O álcool é responsável por mais mortes e desastres nas famílias do que todas as outras drogas ilegais! Isso é um absurdo, pois a Bíblia declara: “O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora (Provérbios 20:1).

Possuímos tantos outros textos que nos advertem sobre o consumo da bebida alcoólica, mas vamos usar o bom senso, meu querido irmão! Em tempos de apostasia, esfriamento da Igreja, corrupção de toda sorte entre a cristandade, tudo que não precisamos é do uso do álcool, para piorar ainda mais nossa situação!

Aqueles que defendem o uso das bebidas alcoólicas defendem sua própria vontade e sua avidez pelo prazer através da bebida! Você, como cristão, deve se afastar completamente de qualquer bebida alcoólica. Os efeitos delas são devastadores e causam grande grave pecado contra Deus, abrindo ainda uma enorme porta para o diabo entrar. Devemos zelar pela saúde do nosso corpo e sanidade da nossa mente, levando em conta que somos santuário do Espírito Santo (veja 1Coríntios 6.19-20, 2Coríntios 6.14-18). Assim sendo, devemos seguir os conselhos do apóstolo Paulo: “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios” (1Tessalonicenses 5:6).



Fonte: Paulo Junior em Defesa do Evangelho
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A vítima e o opressor

Vítima e opressor são dois lados de uma mesma moeda. Quem é vítima hoje pode ser o opressor de amanhã. Reproduzimos o que aprendemos, até como forma de identidade que temos e que somos.

Vivemos dentro de um sistema onde existem duas escolhas, ou são duas escolhas que nos oferecem para sobreviver. Aceitamos por imposição sermos vítimas ou nos tornamos opressores.

É assim que funcionam as instituições em boa parte do mundo corporativo, gente oprimindo gente, gente vitimando gente, as vítimas que um dia será também opressor do amanhã, é só experimentar ele, o poder. O poder corrompe porque o sistema é corrompido por ele. Tem gente querendo mandar porque já cansou de ser oprimido e o que ele sabe fazer como pessoa “esperta” é oprimir para que todos possam obedecer.

Como ser uma boa pessoa se todos querem ser maus?

Ser uma boa pessoa neste sistema perverso é ser vítima, lógico que nem toda vítima é uma boa pessoa, mas corre o sério risco de se tornar uma vítima do sistema. As pessoas que são vítimas hoje e não são boas numa oportunidade oprimirão alguém com inveja, porque elas querem ser o que o outro é, mas não conseguem.

O mundo é um lugar oprimido por demais, infelicidade beira por todos os lados e mesmo quem não é vítima aos nossos olhos podem ser vítima de si mesmo, de um sistema ainda mais perverso que o corporativismo. E quem não tem um opressor no final da história coorporativa tem dentro de si o eu, a existência.

A não realização pessoal de quem não sabe o que é. Eu sei que sou mesmo cobrado e julgado pelo o que sou, ou por quem deveria ser. Oprimido porque ainda não sei ou se sei preciso fazer para provar que sou. Frustrações de quem não sou e nem realizei por saber que eu não sei se sou capaz. Quem me falou que sou capaz? Que certeza pode ter?

O opressor não está satisfeito e quer mais, não valoriza e impõe que você só será quando produzir além do que você fez para ser. Para ganância isso não tem fim e nem reconhecimento. Que tipo de reconhecimento fazemos do outro? O outro não merece ser reconhecido a não ser por algumas “boas” palavras de consolo tais como: “você merece ou você é especial”.

Cristo nos ensina a amar a quem nos oprime (Mt 5.44), ainda pede pra fazer o bem e orar por eles. Não abandone o ensino de Cristo agora mesmo que pareça assustador. Eu sei que ser a vítima não é tarefa fácil, nem sei se devo chamar de tarefa, quanto mais algo que seja fácil. A vítima tudo sofre e tudo pode padecer.

Mas como vamos encarar nosso opressor e amá-lo?

Não fazendo parte ou sendo cúmplice da sua ação, não se tornando o mesmo. Assim encontraremos um inimigo forte a nossa altura, que é a nossa vontade, nosso desejo, nosso querer, nossa justiça e nosso engano. Será que eu sei fazer justiça? Será que eu consigo justificar meus atos?

Eu não tenho que estar de acordo com meu opressor e nem ajudá-lo no que faz, mas não tenho que ser como ele em nada, tenho que saber de que lado da moeda estou.

Os evangélicos nestes dias estão sendo vitimados por um bando de mau testemunhos vindo de teologias do dinheiro, do eu posso, do relativismo, disso e daquilo. Mas como reagiremos?

Muitos discípulos de Cristo estão sendo injustiçados e vitimados em igrejas. Mas como reagir? A melhor forma que o sistema nos ensina é sermos também um opressor para sobrevivermos em um mundo oprimido.

Creio que quando Cristo respondeu aos seus opressores não foi buscando justiça própria, mas levá-los a entender e crer. Nem todos queriam ouvir a verdade porque não queriam deixar de ser opressores em nome da religião e do orgulho.

O mundo está debaixo de um jugo pesado da economia, da exploração. O mundo é oprimido pelo desemprego, fome, guerra e muitas outras mazelas. São milhares de vítimas em muitos lugares e são milhares de opressores que abusam das vítimas para poder lucrar nas mais variadas maneiras.

Os vitimados do sistema são refém da sobrevivência, oprimidos pela grande mídia à não pensarem o que são. A grande mídia nos dá um sonho de um dia sermos também um bom opressor, e valorizarmos os que “venceram”, os mínimos que chegaram ao topo da cadeia alimentar.

O sol está se levantando sobre todas as pessoas, os maus e os bons, os justos e injustos (Mt 5.45). Cristo quebrou o ciclo da opressão sendo a vítima em nosso lugar e nos ensinando a não sermos opressores da mesma forma como foram com ele. Temos a Verdade de vida agora para o ser, para a vontade de agir não mais em justiça própria, mas justificados pela fé Nele.

Se não somos opressores, corremos o risco de sermos vítimas, os opressores estão em uma cadeia e as vítimas logo encontrarão liberdade.

“Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão?” (Mt 5.46)



Fonte: Joaquim Tiago em Filosofia Primeira
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Se Deus conhece nossas necessidades, por que Ele nos manda orar?

A maioria de nós não gosta de se humilhar. Eu, pelo menos, não gosto. E oração é um ato de humildade. Oração é um ato de fraqueza. Quando oramos, admitimos a Deus que precisamos desesperadamente de ajuda. Que somos fracos, necessitados, e não temos o controle de todas as coisas. Que não somos autossuficientes.

Mas Deus se grada desse ato de humildade. Então, em 1 Pedro 5.6-7, ele nos diz:

Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

Nós nos humilhamos “sob a poderosa mão de Deus”. Em outras palavras, a oração reconhece que Deus é soberano e controla todas as coisas. Nos curvamos perante sua soberania. Reconhecemos que Deus governa com sua mão poderosa e que não podemos controlar qualquer coisa em nós mesmos.

A oração aguarda pelo “tempo oportuno” para que Deus nos exalte. Esperar por Deus é humilhante porque, novamente, reconhecemos que não podemos mudar qualquer coisa e precisamos esperar que Deus mude. Precisamos esperar pacientemente por Aquele que conhece o fim e o começo de todas as coisas, que é infinitamente sábio e sabe o tempo absolutamente perfeito de vir nos resgatar ou suprir nossas necessidades. Ele sabe a hora perfeita de responder nossas orações. Nossa aflição não vai demorar um segundo além do que Ele determinar.

Deus nos diz para lançar sobre ele as nossas ansiedades. Por que precisamos contar a Deus as nossas aflições quando ele já as conhece? Por que pedir é um ato de humildade, e como Deus resiste ao orgulhoso mas dá graça ao humilde (1 Pedro 5.5), a oração nos coloca na posição de receber graça. Deus deseja tanto nos conceder graça que nos conta qual é a melhor forma de a recebermos!

Deus nos diz para lançar nossas ansiedades sobre ele “porque ele tem cuidado de vós”. Quando oramos, é importante nos lembrarmos que Deus, o criador das galáxias, o sustentador do céu e da terra, está atento a nós – individualmente. Eu costumava pensar que Deus estava tão ocupado governando o universo que não teria tempo para as minhas necessidades particulares. Mas descobri que Deus ama e se preocupa profundamente com seus filhos individualmente. Ele nos conhece pelo nome. Ele contou cada fio de cabelo em nossas cabeças. Então ore porque Deus cuida de você, de duas ansiedades e necessidades. Se ele alimenta as aves do campo e os pássaros no céu, quanto mais não cuidará de seus filhos comprados com sangue?

Não seja orgulhoso. Não banque o valentão que enfrenta a vida sozinho. Se humilhe sob a poderosa mão do Todo Poderoso, que é misericordioso, generoso e pronto a derramar sua graça. Lance sobre ele suas ansiedades e ele te exaltará em tempo oportuno.




Tradução: Filipe Schulz no Reforma 21
Fonte: Mark Altrogge in the Blazing Center
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Não olhe para trás

"Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus." (Filipenses 3:13-14)

O apóstolo Paulo disse: "[...] uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante" (Filipenses 3:13).

Paulo tinha feito coisas horríveis, perseguindo e aprisionando cristãos. No entanto, ele disse: "Estou esquecendo dessas coisas. Não vou me torturar pelo meu passado."

O diabo deseja muito prejudicar-lhe com o seu passado. "Lembre-se do que você costumava fazer, ele diz. Lembre-se dos pecados que cometeu. Lembre-se das coisas horríveis que você fez".

Paulo deixou o seu passado para trás e seguiu adiante como uma nova pessoa em Cristo. Você também pode fazer isso. A Bíblia diz: "Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!" (2 Coríntios 5:17).

Você pode pensar: "Eu fiz algumas coisas bem horríveis."
Seja bem-vindo ao clube! Todos nós pecamos. Nós todos somos devedores (ver Romanos 3:23).

Mas Deus pode mudar-lhe e tornar-lhe uma pessoa diferente por dentro. É fundamental dizer: "Não olho para trás. Estou avançando como cristão."

A mulher de Ló olhou para trás. Ela foi levada pelos anjos e realmente deixou Sodoma e Gomorra com sua família. Ela estava quase saindo daquele lugar, mas não foi longe o bastante. Ela tinha que olhar para trás pela última vez.

A lição da mulher de Ló é clara: não olhe para trás. Não deixe que isso lhe aconteça. Se fizer isso, poderá ser prejudicado seriamente por falhas e pecados do seu passado.

Deus quer que você os deixe para trás e comece tudo de novo seguindo Jesus Cristo.




Fonte: Devocionais Diários
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Atitudes que chamam a atenção de Deus

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7:14

Existem algumas atitudes que tomamos que alegram o coração de Deus, assim como existem outras que o entristecem. No versículo acima, vemos o que devemos fazer para que Deus volte o olhar Dele a nós, com seu perdão e compaixão. Basta apenas um coração quebrantado e voluntário. Veremos abaixo:

1º. Se humilhar - Quando nos humilhamos diante Deus, e nos rendemos a Seus pés, dizemos a Ele que Ele tem total controle sobre a nossa vida e o convidamos a reinar em nós, em todas as áreas. Humilhar-se é sinal de submissão, de obediência. Portanto, se humilhe na presença do Senhor para que Ele fique à vontade para agir na sua vida. Dê liberdade ao Espírito Santo de Deus.

2º. Orar - É através da oração que mantemos comunhão com Deus. Quando oramos, é quando chamamos Deus para conversar. O momento em que nós deixamos de lado nossos afazeres diários para levantar a nossa voz a Deus em oração é o momento pelo qual Ele espera ansiosamente e Ele se alegra ao ouvir a nossa voz O chamando. Assim, mostramos ao Pai que confiamos Nele e sabemos que Ele está nos ouvindo. Ore, para se aproximar de Deus e para ter uma vida abençoada em Sua presença.

3º. Buscar a face de Deus - Isso significa não se contentar com aquilo que você tem vivido em Deus, mas buscar sempre mais, até ver a glória do Senhor se manifestar. Não devemos andar em águas rasas, mas em águas profundas, pois é lá que está a plenitude do Espíríto Santo. Quando buscamos a face de Deus, milagres acontecem e começamos a viver no sobrenatural. Não queira viver no natural, mas experimente andar no sobrenatural de Deus e você verá que as bênçãos Dele te alcançarão.

4º. Se converter dos seus maus caminhos - Para que Deus ouça o seu clamor e venha com seu perdão e cura sobre a sua vida, é necessário se converter dos caminhos que te afastam Dele. Para isso, é preciso que você se arrependa verdadeiramente daquilo que tem feito e que você sabe que não agradam o Pai. Quando isso acontecer, então, Deus virá com o bálsamo Dele sobre sua vida, restaurando todo o seu ser, trazendo renovo, libertação e paz para o seu coração.

Decida, hoje, chamar a atenção de Deus para sua vida, através dessas pequenas atitudes. Assim, você verá como vale a pena estar na presença de Deus, e rejeitar as coisas desse mundo, que são passageiras.

“APENAS UM MINUTO EM SUA PRESENÇA, VALE MAIS QUE UMA VIDA INTEIRA SEM TI.”





Fonte: Incorruptível
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domingo, 14 de setembro de 2014

Por que sou ingrato

“Se eu ouvir a palavra ‘Papai’ de novo, eu vou gritar!”

Eu me ouvi falando estas palavras. E, em minha defesa, estava muito alto por aqui. Eu estava tentando trabalhar em algo, e tudo o que ouvia era barulhos de pezinhos descendo as escadas com quatro meninos competindo entre eles para me dizerem uma coisa depois da outra. Eu só queria cinco minutos de silêncio.

Minhas cordas vocais ainda estavam vibrando quando uma imagem veio a minha mente. Era uma imagem minha, do meu rosto, orando por crianças. A casa estava certamente quieta, então. E naqueles anos de infertilidade e abortos espontâneos e orações aparentemente não-respondidas, eu teria dado qualquer coisa para ouvir passos na escada. Eu temia que nunca ouvisse a palavra “Papai”, nunca, dirigida a mim. Pensando sobre isso, até escrevi um livro sobre o clamor do cristão de “Aba, Pai”.

E agora eu estava irritado. Por quê? Não era que eu tinha mudado de idéia sobre a bênção de ter crianças. Era que minha família tinha se tornado “normal” para mim. Na ausência de crianças, a bênção estava no primeiro plano da minha mente. Mas na presença deles, eles tornaram-se esperados, parte do que eu esperava para a existência do meu dia a dia. E isso é perigoso.

Gratidão é guerra espiritual. Estou convencido que o surgimento daquela imagem naquele dia era a convicção do pecado, um exposição pessoal da minha própria idolatria pelo Espírito de Cristo. O que eu mais preciso temer é o que parece normal para mim.

Nós todos estamos, de uma forma ou de outra, no mesmo lugar que o povo de Israel estava em Josué 23 e 24. Josué, o líder guerreiro, está de pé diante deles e reconta todas as bênçãos que Deus já deu, lembrando-lhes que “que nem uma só palavra falhou de todas as boas coisas que falou de vós o SENHOR vosso Deus; todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou” (Josué 23:14b). Josué disse: “todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou” (Josué 23.14b)

Ainda sim, como Josué predisse (e Moisés antes dele), as pessoas logo estariam na terra de oliveiras e videiras. Estas coisas, que eles clamaram no deserto, logo pareceriam “normais” a eles. E, logo em seguida, eles iriam suplicar mais e mais, tanto que eles iriam seguir os ídolos Cananeus para conseguir o que eles queriam.

Isto é o que alguns filósofos chamam de “adaptação hedonista”. Tendemos a nos ajustar ao nível de felicidade e prosperidade que nós temos. Aprendemos a esperar por isso, sem mesmo percebê-lo. E então queremos mais. É por isso que é tão difícil para as pessoas baixar no padrão de vida. É fácil mudar de um apartamento pequeno para uma casa de dois pavimentos, porém é horrível fazer o contrário. Poucos têm problema em ir de um Ford Fairmont de 1985 para uma novíssima BMW, mas é incompreensível ir na outra direção.

Este é o caminho de toda carne, puxada em direção ao abismo pelos poderes satânicos. É sempre assim. O Jardim do Éden se torna uma simples vegetação para os seres humanos. No final, as montanhas e cavernas se tornam simples cobertura para os humanos cegos.

O Espírito de Cristo nos atrai em direção à gratidão porque o Espírito nos convence da nossa condição de criatura. Nós somos dependentes do fôlego, do pão, do amor, e estas coisas vêm, pessoalmente, como presentes de um Pai (Tiago 1:17)

Há alguma coisa na sua vida que você se acostumou? Há alguma coisa pela qual você orou fervorosamente, em súplicas na ausência, pelo qual você não tem orado, fervorosamente, em ações de graça na sua presença? Há algumas coisas assim em minha vida e, eu temo, muitas mais que eu não consigo nem recordar.

Estou escrevendo isto da mesa da minha cozinha. Fui interrompido pelos garotos Moore lutando pelo último bolo Little Debbie na copa. Assim que eu ouvi “Papai”, olhei pra cima, ainda escrevendo este artigo, em frustração. Mas o Espírito ainda crucifica e ainda ressuscita.

Obrigado, Pai.



Tradução: Rebeca Nascimento
Fonte: Russell D. Moore em seu site
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Conforto a pais cujos filhos não foram convertidos

O desejo de todos os pais cristãos é que Deus mostre algo que pudéssemos fazer para assegurar a salvação de nossos filhos, então “nós faríamos isso com todas as nossas forças” porque amamos muito os nossos filhos. Entretanto, Deus não fez com que a salvação fosse consequência da fé de terceiros; nossos filhos e filhas devem vir a Cristo por conta própria. João nos mostra que todos os cristãos são nascido na família de Deus, “não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.13).

Embora a salvação seja trabalho de Deus e não algo que nós possamos fazer por nossos filhos, há esperança. Considere o seguinte:

1. Uma verdadeira “batalha” de oração por seu filho é um dom de Deus. Uma batalha persistente pode ser um indicativo de que Deus pretende dar a nosso filho a vida eterna, pois orações autênticas sempre partem de Deus. Mesmo que não possamos ter certeza absoluta do que Deus está fazendo, devemos ser otimistas caso a batalha continue.

2. O milagre do novo nascimento não é menos possível para Deus se os nossos filhos estão atentos a Ele ou se estão correndo Dele. Nosso filho é como os demais com relação à graça de Deus. Ele está morto espiritualmente, esteja ele na igreja ou não, ouça ele as verdades que nós estamos tentando ensiná-lo ou não, tenha ele, agora, algum interesse em Deus ou tenha nenhum sequer. Ele pode ser convertido no chiqueiro ou no banco da igreja. Nós não sabemos, nesse caso, a preferência de Deus.

3. Deus ouve nossas orações. Embora Deus nos ensine que ele escolheu os dele antes da fundação do mundo, Ele também nos ensina que devemos orar, e não somente isso, que devemos aguardar a resposta para as nossas orações. É verdade que Deus é soberano e também o é que Ele responde às orações. Na verdade, ele não poderia responder às preces se ele não estive no controle de tudo.

4. Nós devemos ter esperança, pois Deus elege aqueles que serão seus. Todo filho está a caminho do inferno, a não ser que Deus o impeça. A eleição de Deus é nossa amiga. Nós não teríamos esperança pela salvação de nossos filhos sem isso, pois nenhum filho se voltaria a Cristo se fosse deixado em sua depravação (Romanos 3.9-11). Mas por Deus eleger um povo por si mesmo, nós podemos ser encorajados.

5. Seu filho tem um certo conhecimento do que significa ser um verdadeiro cristão. O Espírito certamente poderá usar isso se esse for o método escolhido. Não é menos miraculoso a conversão de um filho bem informado do que a de um com pouco conhecimento. Em todas as conversões, Deus sempre usa a semente do evangelho.

6. A sua desobediência no passado, no final das contas, não será o que impedirá seu filho de crer. É sem sentido repreender-se por algum comportamento errado de sua parte como se isso fosse a razão pela qual seu filho não tem a Cristo. Isso não significa que, como pais, não devamos nos arrepender e fazer melhor; ou até mesmo admitir o erro para os nossos filhos. Mas a razão pela qual seu filho está sem Cristo está, em última análise, relacionada ao pecado dele ou dela. Todo pai cristão é inconsistente de alguma forma, e está no processo de santificação, o que os deixa aquém da perfeição. Isso nunca foi uma barreira para Deus desejar salvar seu filho. São vários os exemplos de filhos que vieram de famílias bem menos piedosas e que acabaram sendo convertidos a Cristo. Na verdade, talvez esse tenha sido o seu caso.

7. Talvez alguns filhos precisem da experiência de estar longe do cuidado de Deus para que percebam a necessidade de se achegarem a Cristo. O sentimento de necessidade em muitos talvez só seja descoberto em um contexto de dificuldades. Não deveríamos nos surpreender se isso requerer um voo solo antes de o filho ou filha aprender que ele ou ela realmente necessita de outro piloto.

8. Lembre-se de que há várias pessoas que são gratas pela história que tiveram antes de virem a Cristo. Não estou dizendo que essas pessoas não desejariam terem sido convertidas antes, mas a dor de sua história pré-conversão deu-lhes compaixão, entendimento, conhecimento, testemunho e uma bagagem  que talvez eles não adquirissem de outra forma.  Eles viram a sabedoria de Deus no momento em que foram convertidos. Talvez seja assim também com seu filho. Paulo disse que houve uma razão pela qual ele foi escolhido, mesmo ele tendo sido assassino, blasfemo e um agressor violento – para que aquelas pessoas viessem e tivessem a esperança de que Deus pode salvar a qualquer um. Deus tem uma jornada única para cada filho.

9. Você não pode salvar seu filho por si próprio, não importa o quanto você tente. Você está numa posição de apenas confiar. Isso é bom, pois é a única forma de agradar a Deus (Heb. 11.6). Descansar em Deus enquanto, simultaneamente, você ora ao Deus que atende a preces será um encorajamento a outras pessoas na mesma situação. Isso também vai ajudá-lo a responder de forma mais positiva ao seu filho, e fará a sua vida bem mais prazerosa do que ansiedade faria.

10. Finalmente, lembre-se que Deus tem um propósito em todos os seus feitos. Nós um dia iremos nos regozijar por Deus ter feito um trabalho perfeito em comandar o universo. Quando entendermos isso e colocarmos Deus acima de nossos filhos, nós vamos realmente demonstrar a eles como um cristão deve viver.




Tradução: Victor Bimbato em Reforma 21
Fonte: Jim Elliff em Christian Communicators Worldwide
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domingo, 7 de setembro de 2014

Deus age em todas as circunstâncias

"Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito." (Romanos 8:28)

Deus, em Sua misericórdia, também pode valer-se das tragédias da vida. Ele pode tornar uma ação mais difícil e mesmo assim, trabalhar em cima dela. 

O apóstolo Paulo tocou neste ponto em Romanos 8:28: "Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito." Paulo inclui o que percebemos como "coisas boas", mas também as coisas ruins. 

É difícil para nós compreendermos como uma coisa ruim pode vir a cooperar em conjunto para o bem. Não há nada de bom sobre o que aconteceu com as 150 mil pessoas que morreram no sudeste asiático durante o tsunami de 2004. Foi tragicamente inacreditável. 

Mas Deus, em Sua infinita sabedoria e amor, de alguma forma, pega todos os acontecimentos da nossa vida, bons ou maus, e os mistura para o bem. Ele pretende sempre o bem. É assim. 

Após a tragédia, as organizações cristãs se mobilizaram para enviar ajuda e recursos para as pessoas que estavam sofrendo do sudeste da Ásia. As pessoas receberam ajuda física e espiritual necessárias. Naquela época e hoje, Deus sempre trabalha nas coisas para um fim proveitoso.



Fonte: Devocionais Diários
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É tudo vaidade!

“Disse eu no meu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.” Eclesiastes 2:1

No livro de Eclesiastes, Salomão fala sobre a ilusão de viver buscando o prazer e a alegria nas coisas passageiras desse mundo. Por muito tempo ele buscou esses prazeres, buscou poder e riquezas, mas concluiu que nada disso fazia sentido. Ele acabou vivendo uma vida vazia e sem graça, porque mesmo alcançando todas essas coisas materiais e efêmeras, lhe faltava algo para trazer paz em seu interior.

Muitas pessoas agem como Salomão e acham que a felicidade está em curtir a vida ‘adoidado’, sem regras, sem limites, sem pudores, buscando o prazer incessantemente, buscando fama, dinheiro e poder. Mas o que na verdade acontece, é que todas essas coisas passam. A Bíblia diz lá em Mateus 6:19-20: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.”Ou seja, todas as coisas materiais que adquirimos aqui na Terra, um dia vão acabar, vão estragar, porque não são eternas. Assim como o prazer que as pessoas buscam em baladas, em bebidas, nas drogas, no sexo ilícito, na pegação, também passa. E o pior é que depois que passa a sensação que fica não é nada boa. Muitos ficam com ressaca e muita dor de cabeça no dia seguinte, muitos não lembram de nada que aconteceu, depois de tanto beber, e muitos acham graça disso tudo depois, mas, na verdade, quanto mais você ri desses fatos, mas o diabo ri de você. E é exatamente assim que ele quer te ver: bêbado, sujo, caído no chão, rindo da sua própria desgraça, passando na mão de todo mundo como um objeto, como um fantoche dele.

Em outras versões bíblicas, diz-se que tudo é ilusão. Salomão percebeu que o riso é tolice e que o prazer não serve pra nada. (Ec 2:2) Por que de que adianta viver da maneira que você quer, se o seu coração está longe de Deus? O único que pode nos dar verdadeira felicidade é Jesus Cristo. Nada que o mundo tem a oferecer se compara ao que Deus nos dá.

Salomão, o homem mais sábio do mundo, tirou suas próprias conclusões ao viver uma vida longe de Deus e felizmente chegou ao seguinte desfecho: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.” (Eclesiastes 12: 13)

Devemos curtir a vida sim, mas uma vida saudável em Cristo Jesus. Nós podemos pular, cantar, dançar, gritar e aloprar na presença de Deus. “Tudo quanto tem fôlego, louve ao Senhor.” (Salmo 150:6) E devemos nos embriagar sim, mas do Espírito Santo. “Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito”. (Ef 5:18)

Lembre-se que a vida aqui na Terra passa, mas a vida no Céu é eterna. Então, que a sua vida seja uma vida que alegra o coração de Deus e que a sua felicidade seja plena em Deus. Não busque os prazeres desse mundo, porque é tudo ilusão. Busque o prazer que há em servir a Deus e viver totalmente para seu louvor e sua glória. Deus te criou para Ele. Você é Dele e não do mundo!




Fonte: Incorruptível
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Cinco sinais que sua igreja está doente

A apostasia disfarçada de santidade e compromisso é o grande mal da contemporaneidade das congregações cristãs espalhadas no mundo. O relaxamento da sã doutrina e as discutíveis manifestações espirituais tem levado muitos ao erro de maneira inconsciente, diante disso, separamos cinco pontos que podem ajudar no diagnóstico desta terrível doença que é o desvio da ortodoxia cristã. 

1- Descaso com a ordenança do evangelismo 
Este é o primeiro ponto para se ascender a luz amarela. Se sua igreja não mantém uma política de incentivo no Ide de Jesus, mas professa coisas como "não importa a sua religião, venha ..." é melhor ficar com os olhos bem abertos porque os trilhos pelos quais esta congregação andam podem não ser os melhores. Vale dizer também que são sinais de uma deficiência na ordenança do evangelismo a compartimentação do Ide em ministérios específicos e a falta de incentivo do evangelismo pessoal e constante. Por isso, fique bem atento Cristão, ser evangélico não é uma nomenclatura identitária, ser evangélico é por em prática o anúncio do evangelho, se sua igreja não faz isso, ela não é evangélica.

2- Carência Teológica e descuido no ensino bíblico
Reparar o cuidado com a teologia saudável e o ensino bíblico é um ponto crucial para saber se sua comunidade está ou não doente, geralmente isso significa a presença ou ausência de uma Escola Dominical e do nível do ensino que lá acontece, então fique atento, sua igreja possuí EBD? Se sim, ela usa algum material ou é só blá,blá,blá e achismo? Outra coisa, verifique o material, corra atrás da editora e do autor(es) do material estudado, além disso, pergunte sobre a formação dos professores e sempre pesquise o que eles falam em sala de aula na Bíblia, pois este é o verdadeiro critério da verdade teológica.

3- Forte compromisso com usos e costumes e pouco compromisso com santidade
Se sua igreja é rígida nos usos e costumes, mas pouco dos seus membros de fato demonstram um caráter santo, através da manifestação dos frutos do Espírito Santo, fique certo que uma confusão entre moralismo e moralidade está em voga. Diante de tal situação, o melhor é orar e esclarecer com a própria palavra que santidade não é sinônimo de corte de cabelo, trajes e acessórios no geral, talvez este trabalho seja difícil e por vezes cansativo, contudo, para esta doença há cura.

4- Incitação a manifestações extravagantes e pouca valorização dos frutos do Espírito
Outro ponto bastante presente na realidade brasileira, muitas igrejas por adotarem perspectivas carismáticas incitam seus membros a manifestações extravagantes dos dons ou do que eles acreditam ser o movimento do Espírito Santo. É bom salientar que não é errado acreditar na contemporaneidade do dons, entretanto se sua igreja usa de desculpa o pentecostalismo para a adoção de sincretismo religioso e parafernálias pseudocristãs, ela provavelmente deixou de compreender o que significa evangelho puro e simples.

5- Culto antropocêntrico e idólatra
Se há mais espaço para o louvor do que para a palavra, se há mais espaço para vitória do homem do que para o perdão de Deus, a igreja deixou de ser de Cristo para ser do Homem, ou seja, ela adoeceu e apostatou da verdadeira fé. Se sua igreja mais lembra uma casa de shows ou uma palestra motivacional que faz de Deus um objeto para a vitória, infelizmente ela se deixou levar e esqueceu o que significa Só à Deus dai Glória.




Fonte: Alvaro Botelho M. Nascimento em Revista Refletindo a Graça
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Coisas ruins acontecem a pessoas boas

"Jesus respondeu: 'Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão'." (Lucas 13:2-3)

A morte vem para todos. Jesus tinha ouvido falar de uns galileus que Pilatos matara em Jerusalém quando estavam fazendo sacrifícios no templo. O pensamento comum entre algumas pessoas naqueles dias era que essa tragédia era decorrente de um julgamento de Deus sobre aquelas vítimas.

Jesus respondeu perguntando: "Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão" (Lucas 13:2-3).

A questão que Jesus abordou era a noção equivocada de que esse evento trágico se abatera sobre tais pessoas porque eram terríveis pecadoras. Em essência, a resposta de Jesus foi: "Não, eles não são nada piores que vocês. As pessoas morrem. Vocês também são pecadores e um dia também vão morrer."

Como o pecado existe no mundo, as pessoas morrem. A morte vai um dia acontecer a todos. As pessoas boas morrem e as más também. Os velhos morrem e os jovens também. A morte é o grande nivelador de todos os seres humanos.



Fonte: Devocionais Diários
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ansiedade Incontrolável

Ao escrever minha coluna deste mês eu apaguei o que eu tinha escrito comecei novamente, porque eu conversei com um dos meus amigos mais próximos, e sua esposa, grávida de seu segundo filho poderia estar passando por um aborto. Meu coração está profundamente triste por não saber o que o futuro reserva para eles. Enquanto escrevo, meu amigo e sua esposa estão no seu caminho para o consultório médico. Tendo experimentado o aborto do nosso primeiro filho há anos, minha esposa e eu podemos ter empatia com os nossos amigos. Aqueles que sofreram a perda de um filho ainda não-nascido sabem o medo e a ansiedade que eu estou falando. As palavras falham quando tentamos expressar a dor da perda. Como um homem, um amigo, um pastor, eu tenho algumas palavras de sabedoria para ele, enquanto ele procura confortar sua esposa, e enquanto ambos buscam o conforto na soberania do Senhor.

Como crentes, não questionamos a soberania de Deus – exatamente o oposto. Nós não nos preocupamos porque temos esquecido o princípio mais básico de teologia, ou seja, que Deus é Deus – soberano. Nós preocupamo-nos, sabendo demais. Sabendo que Ele é soberano, ainda em nossos reinos egoístas, freqüentemente esquecemos que é uma soberania eternamente graciosa para com aqueles reconciliados com Deus através de Cristo.

Como vivemos diante da face de Deus a cada dia com reais motivos para a ansiedade, podemos ter certeza de que sua soberania (não a nossa) – Seu controle (não o nosso) – Sua fidelidade (não a nossa) – é a nossa única esperança real neste mundo triste. Por que o que Ele cria Ele sustenta, aquilo que Ele é o autor Ele aperfeiçoa, o que Ele começa Ele termina. E se estamos confortavelmente entorpecidos por nossas ansiedades, ou se estamos em plena consciência delas, não é nem a aceitação, nem o controle, nem a racionalização delas que vai nos libertar de nossas auto-criadas, auto-controladas, auto-suficientes prisões de ansiedade.

Só seremos livres quando nos tornamos tão dependentes de Deus como os pássaros no ar que o nosso Pai celestial alimenta e cujas canções nos levantam os olhos ao céu, ao ouvi-los cantar: “Filho de Adão, não se preocupe com o amanhã, coloque seus cuidados sobre Ele, pois, se Ele cuida de mim, quanto mais ele se importará com você?



Tradução: Rafael Bello no ipródigo
Fonte: Burk Parsons em Ligonier Ministries
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domingo, 3 de agosto de 2014

Eu, as tempestades e o Salmo 121

Quando as tempestades da vida chegam abruptamente sobre mim, elevo os meus olhos e fito o horizonte por detrás das linhas dos prédios e das casas ao longe e pergunto: De onde vem o meu socorro?

Suspiro profundamente enquanto sinto um nó apertar a minha garganta, deixo meus ombros caírem, inclino a cabeça para trás e então avisto o céu. Nesse meio de tarde tão quente, não há muitas nuvens lá no alto exceto as densas e negras nuvens que pairam bem aqui dentro da minha alma. O meu socorro vem do Senhor, o criador dos céus e da terra, eu sei.

Decido caminhar um pouco, quero avistar o parque que está próximo, pois lá sei que verei lindas árvores espalhando generosamente suas copas e proporcionando sombra para os que praticam caminhada por lá. Talvez haja algumas crianças brincando no playground, quem sabe estão passeando de pedalinho no lago. Enquanto sigo em passos lentos, meus olhos observam o caminho até o parque, sei que ele não permitirá que eu tropece, aquele que me protege permanecerá alerta. Ele está sempre lá, atento.

O semáforo de pedestres dá sinal verde e posso seguir adiante atravessando para o lado onde fica o parque. É horário de verão e o calor está realmente incomodando. Quando chego ao lado arborizado, generosas sombras me recepcionam e sinto que o Senhor é o meu protetor; como sombra que me protege, ele está sempre ao meu lado.

No parque, tudo é vida. Há pessoas caminhando. Há crianças correndo entre os brinquedos, algumas arriscam andar de patins no teatro de arena, aproximo-me para observá-las. Trôpegas devido ao piso inadequado, com joelhos vacilantes balançam as mãos em busca de equilíbrio e quando caem, soltam alguns risinhos nervosos e logo se levantam. Passam na minha frente e sorriem, orgulhosas de suas peripécias e coragem. Eu sorrio de volta e viro-me para continuar os meus passos e penso, o Senhor me protegerá de todo mal, ele protegerá a minha vida.

Olho ao meu redor procurando um local para me sentar, quanta vida há ali no mesmo lugar. Algumas aves agitam-se de um lado para o outro por cima das árvores, um três atletas treinam canoagem na outra ponta do lago, posso ouvi-los conversar entre si, mas não consigo compreender o que dizem. Do outro lado da margem avisto algumas senhoras sentadas sobre uma toalha estendida no chão, elas estão lendo. Escolho a minha árvore. Sento-me e recosto no tronco. Observo o lago, deve haver peixes ali. Há vida, muita vida por todo lado. E há essa paz e essa alegria no ar. Não é uma alegria escandalosa, não é uma paz que grita para ser notada. É praticamente uma quietude e também uma solidão. É como se essa alegria não fosse percebida, e me pergunto se os outros também estão notando-a ali. Permito-me olhar e observar tudo, como quem sente o sabor de toda a beleza, a alegria, a vida e a paz que se pode ver. E então, após um tempo que não pude mensurar, percebo que o sol começa a se despedir, recolhendo-se por trás da colina. As senhoras fecham seus livros, recolhem as toalhas e se vão. Muitas pessoas chegam para caminhar durante o início da noite que hoje será de lua cheia. É hora de ir. Levanto-me relutante, me estico alongando os braços ao alto numa preguiça confessa.

Então percebo que a tensão se foi, meus músculos não estão mais rígidos. A paz que estava quieta por ali me observando, agora está comigo. As densas nuvens se foram. Volto pelo caminho e dirijo-me para casa, pois sei que o Senhor protegerá a minha saída e a minha chegada, como sempre o fez.




Fonte: Andréia Cerqueira, Meninas do Reino no Genizah
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terça-feira, 29 de julho de 2014

O perigo das nossas escolhas

“E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.” ( Gênesis 13:10).

Ao meditar na história de Ló descrita na bíblia, fiquei altamente encantada com o conhecimento adquirido. Mais uma vez pude perceber a necessidade que temos de esforça-nos para fazermos as escolhas certas, até porque como disse sabiamente Pablo Neruda: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”.

A vida realmente é feita se escolhas e é claro que o nosso objetivo principal é fazer escolhas que nos deixem felizes ou que nos permitam alcançar a tal almejada “felicidade”. Como já sabemos a importância que elas têm, por que não cuidarmos para fazermos sempre escolhas que nos trazem consequências positivas? Temos plena convicção de que fazer certas escolhas não é nada fácil, porém se abrirmos a mente veremos que algumas delas, por mais difíceis que pareçam ser no momento, podem nos fazer evitar uma série de problemas futuros.   

Os pastores de Ló, não estavam se relacionando bem com os pastores do seu tio Abraão. Abrão entende que é hora de ambos se separarem, uma escolha sábia, dada a situação atual. De acordo o andar da carruagem uma separação seria inevitável, então o mais adequado era fazer com que a mesma ocorresse de forma passiva, evitando brigas e confusões vindouras. Acreditamos que para Abraão tomar aquela decisão não foi nada fácil, no entanto, analisando a situação como um todo, ele sabia que a separação era inevitável. Abraão tinha apenas duas escolhas, separar por bem ou separar por mal. Ele fez uma escolha sábia.

Primeiro aprendizado: Escolhas sábias evitam perda de tempo.

Olhe a situação como um todo e não se coloque na posição de super-homem, até porque é preciso lembrar que algumas coisas não estão sobre o nosso controle. Não podemos controlar tudo, muito menos às pessoas. Visualize a situação atual e faça uma previsão de como a mesma estará daqui a cinco anos. Dependendo de como vemos as coisas, podemos perder cinco anos da nossa vida, para fazer uma escolha, que pode ser feita no momento presente nos proporcionando os mesmos resultados.

Abraão dá a Ló a oportunidade de escolher o caminho por onde seguir, de forma que ele seguiria o caminho contrário. Ló então olha para a campina do Jordão e se encanta pelas terras, armando as suas tendas até Sodoma. Mesmo sabendo que os homens daquele lugar eram maus e pecadores contra Deus, Ló opta por Sodoma.

Segundo aprendizado: Não se iluda com as aparências.

Ló na sua visão, havia feito a melhor escolha, optou por uma terra que facilmente poderia dar o sustento tanto para ele e sua família, como para os seus pastores e animais. Diferente de alguns espias, enviados por Moisés para Canaã que só analisaram o lado negativo da terra, Ló simplesmente se deteve ao lado positivo de Sodoma.

Antes de fazer qualquer escolha é preciso de antemão fazer uma análise de toda a situação, afinal de contas, tudo nesta vida, tem o lado positivo e o lado negativo. Cabe a nós pesarmos na balança e ver se realmente determinada escolha vale à pena. Não podemos nos iludir com as aparências, até porque, nem tudo que parece é. Nós seres humanos somos facilmente enganados por caminhos que nos aparenta serem mais curtos e mais fáceis. Atalhos são perigosos, principalmente porque dificilmente aparecem nos mapas.

O clamor contra Sodoma cresceu e Deus resolveu destruir aquele lugar. E Ló e toda a sua família iriam ser destruídos juntos, mas Abraão intercede por ele e Deus decide livrá-lo.

Terceiro aprendizado: Escolhas erradas nos levam a estar em lugares errados, em momentos errados e com as pessoas erradas.

Ló fez uma escolha e sua escolha colocou a vida dele e de toda a sua família em risco. Deus iria destruir aquele lugar por um motivo, e Ló iria ser destruído junto, tudo porque simplesmente estava no lugar errado, na hora errada, com as pessoas erradas.

É preciso saber bem, quem são as pessoas as quais decidimos nos associar, pois talvez as mesmas possam estar sentenciadas ao fracasso e a mesma sentença pode recair sobre nós, não por merecimento é claro, mas simplesmente pela nossa decisão de acompanhá-las.

Deus tem lindos projetos para mim e para você, o que devemos fazer é ter bastante cuidado com quem incluímos nestes projetos. Deus pode aprovar o nosso projeto, no entanto pode reprovar os nossos sócios.





Fonte: Mônica Bastos na Editora Fiel
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segunda-feira, 28 de julho de 2014

O Pastor e o Mercenário

Dois tipos de líderes na igreja do Senhor Jesus.

Eles são muito semelhantes. Ambos cuidam de ovelhas e podem ser remunerados por isso. A simples observação de seu trabalho cotidiano pode não ser suficiente para diferenciá-los, a não ser em momentos de crise.

O pastor ama as ovelhas. O mercenário ama o dinheiro. O pastor fará mais do que aquilo que dele se espera. O mercenário fará o mínimo possível. O bom pastor dará sua vida pelas ovelhas, se for preciso (João 10.11). O mercenário tomará a vida das ovelhas para se beneficiar.

É necessário que cada líder examine a si mesmo para reconhecer a qual grupo pertence. É importante que cada liderado reconheça o tipo do seu líder, pois isto terá consequências na vida de todos os envolvidos.

Jesus disse que o mercenário foge quando o lobo vem (João 10.12-13). Então, o predador despedaça, devora e dispersa o rebanho. O falso pastor não tem condições de defender a igreja.

O mercenário é um profissional do evangelho e só atende dentro do expediente combinado. O verdadeiro pastor também precisa de descanso e lazer, mas o falso vive para isso.

O pastor é digno do seu salário, mas o mercenário só se esforça para aumentar os seus ganhos materiais, oprimindo as ovelhas para que contribuam sempre mais e mais, mesmo com sacrifício pessoal e familiar. Os sacrifícios são válidos, desde que sejam voluntários, feitos por amor, e não por força de ameaças ou promessas ilusórias.

O mercenário é “movido a dinheiro”. Para alcançar seus objetivos financeiros, torce as Sagradas Escrituras, colocando o assunto monetário onde ele não existe. Para isso, mata a hermenêutica, esquece a ética e despreza outros temas que seriam imprescindíveis à saúde do rebanho.

Os verdadeiros pastores, que já provaram seu amor pelas ovelhas, são merecedores de honra. A igreja deve valorizá-los, amá-los, orar por eles e ser submissa dentro dos parâmetros bíblicos.

O questionamento de qualquer ministério é, quase sempre, repreendido pela frase: “Não toqueis nos ungidos do Senhor”. Então, verdadeiros e falsos abrigam-se sob o manto do texto bíblico (ICr.16.22). Mas o falso profeta e o mercenário nunca foram ungidos pelo Senhor. Existe também o caso dos ungidos que se desviaram do caminho, como ocorreu com Saul. De fato, não se pode sair por aí condenando as pessoas, pois corre-se o risco de cortar o trigo junto com o joio. Entretanto, precisamos identificá-los, para que não sejamos suas vítimas. Se não podemos condenar as pessoas, é certo e necessário que condenemos suas falsas doutrinas. Devemos também impedi-los de propagá-las, sempre que possível, como recomendou Paulo:

“Porque há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão, aos quais é preciso tapar a boca; porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância” (Tito 1.10-11).

Jesus disse que deveríamos identificá-los:

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos”? (Mt.7.15-16).

Que frutos seriam esses? Atitudes, comportamentos, modo de vida, conforme a lista de requisitos que Paulo apresentou a Tito (1.5-8) e a Timóteo (ITm.3.1-13). Doutrinas estranhas podem ser a ponta do iceberg, mas é bom que se observe como o líder se comporta em relação ao sexo, dinheiro e poder. Por estas três coisas, muitos verdadeiros servos do Senhor caíram com os falsos na mesma vala, encontrando grande dificuldade para sair de lá e retomar seu ministério. A infidelidade conjugal, a ganância financeira, a arrogância e corrupção pelo poder político (ou eclesiástico) têm destruído muitas vidas.

Poderíamos identificar os falsos líderes por suas mensagens, mas isto não é simples. O falso pode repetir muitas verdades bíblicas, encobrindo a heresia por muito tempo. Então sua identificação pode ser difícil. A respeito deles, o apóstolo escreveu:

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita... Tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecar; engodando as almas inconstantes, tendo um coração exercitado na ganância, filhos de maldição” (IIPd.3.1,2,3,14).

O modo de vida, portanto, pode ser um termômetro mais eficaz do que o discurso.

Existe algo muito importante que mercenários e verdadeiros pastores têm em comum: as ovelhas não lhes pertencem. O dono do rebanho é o Senhor Jesus, o Sumo-Pastor (IPd.5.1-4). Quando ele voltar, exigirá a prestação de contas daqueles que cuidaram de sua igreja (Heb.13.17). Ele perguntará pelas ovelhas maltratadas, feridas, esquecidas, desgarradas e perdidas (Ez.34.10). São aquelas que deixaram a congregação porque não foram socorridas; não foram amadas. Outras tantas se perderam por motivos diversos, mas não foram procuradas nem resgatadas.

Aqueles que são fiéis no cuidado das ovelhas serão honrados pelo Senhor. Seu galardão está reservado nos céus, onde ninguém poderá tomá-lo. Aqueles que serviram com fidelidade, apascentando os cordeiros do Pai, ainda que com dor e lágrimas, serão recompensados na glória celestial.




Fonte: Anísio Renato de Andrade em seu blog
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Deus ainda fala através de sonhos

Na noite passada eu tive um sonho através do qual Deus falou comigo. Eu sei que muitas pessoas não acreditam e, portanto, poderão até zombar do que passo a relatar, mas isto para mim não faz nenhuma diferença. O meu compromisso ao relatar este sonho não é com nenhum homem, mas diretamente com Deus.

Geralmente sonho muito com igrejas, reuniões de igrejas e, principalmente, com louvores e ensino da Palavra. Na maioria das vezes são apenas sonhos dos quais eu me esqueço logo ao me levantar. Eu sei que existem sonhos e sonhos. Alguns são claramente avisos de Deus. Acredito piamente que Deus ainda fala através de sonhos, de visões ou de revelações. "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e será eternamente". (Hebreus 13. 8).

No meu sonho eu estava no banheiro tomando banho. Eu estava bem, tomando um banho gostoso, quando comecei a pensar na igreja, nos irmãos e, de repente, me lembrei que eu não estou participando da Comunhão da Santa Ceia há algum tempo, e no sonho eu desejei participar. Até pensei em celebrar uma ceia particular pegando um pedaço de pão e um pouco de suco de uva integral, que eu tomo regularmente para prevenir doenças do coração. 

De repente comecei a sentir algo estranho como se eu estivesse morrendo, ou sendo levado para algum outro lugar. E enquanto eu estava naquela aflição, Deus começou a falar comigo de uma forma que eu jamais conseguiria esquecer. Naquele momento comecei a perder as forças e comecei a ver uma visão muito nítida. Na visão eu via pessoas subindo da terra, e ao mesmo tempo eu ficava. Senti-me muito aflito e comecei a gritar com todas as forças que ainda me restavam. Enquanto eu gritava, eu via mais pessoas subindo, e eu ali sem conseguir me mexer. Eu só conseguia pronunciar uma frase que eu nunca mais vou esquecer: "Eu acredito meu Pai! Eu acredito meu Pai! Eu acredito meu pai!". 

Pouco a pouco fui voltando ao normal no sonho, ainda no banho, e logo depois eu acordei. A primeira coisa que pensei foi no sonho, no aviso de Deus provando que Ele ainda me ama. A segunda coisa que eu pensei foi em escrever relatando este sonho para que o mesmo, quem sabe, sirva também para muitas pessoas que por algum motivo estão fora da comunhão da igreja, ou seja, não estão participando da Santa Ceia.

Eu sei que Deus não faz nada por acaso e, com certeza, Ele estará usando este sonho para falar não só comigo, mas com muitas pessoas. Por isto eu me apressei em escrever este relato, e assim tornar público o meu sonho e a minha experiência com Deus através dele. Deus ainda fala. Nós é que muitas vezes não escutamos, ou fingimos que não escutamos.





Fonte: Cícero Alvernaz na Revista Ultimato
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Através das tempestades

"Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discípulos: 'Vamos atravessar para o outro lado'". (Marcos 4:35)

No Evangelho de Marcos, encontramos uma interessante história onde Jesus convida os seus discípulos (alguns deles pescadores experientes) para uma viagem de barco através do Mar da Galileia. No caminho, eles se deparam com uma enorme tempestade.

Logo surge a questão: "Jesus sabia que uma tempestade estava por vir?" A resposta é: sim. De fato, podemos até dizer que era parte de sua "lista de atividades" daquele dia. Era tudo parte do processo de ensinar os discípulos a acreditar.

Não quero diminuir aquilo que os discípulos estavam experimentando, pois tenho certeza que era uma tempestade muito violenta. Muitas pessoas já tinham visto tempestades terríveis no Mar da Galileia. Sendo assim, teria que ser algo realmente muito forte para que os discípulos ficassem tão impressionados e com medo como, de fato, ficaram. De acordo com o Evangelho de Marcos, as ondas quebravam dentro do barco e o enchiam de água.

Os discípulos estavam com muito medo. Mas não precisavam. Jesus usou uma frase firme e direta, a qual aparentemente eles haviam esquecido: "Vamos atravessar para o outro lado".

Quando Deus diz "Vamos atravessar para o outro lado", significa que você chegará no outro lado. Ele só não garantiu que seria um passeio calmo e suave. Não disse que seria uma viagem fácil. Ele apenas garantiu: "Vamos atravessar para o outro lado".

Muitas vezes somos tomados pelo medo e levados a pensar de maneira lógica, esquecendo-nos da palavra de Deus. Isso é exatamente o que aconteceu com os discípulos. Mas Jesus estava a bordo com eles e Ele estava lá para guardá-los.





Fonte: Devocionais Diários
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terça-feira, 22 de julho de 2014

Lutar pelo que é certo

Minha Esposa escreveu esse pensamento:

“Perceber se uma coisa é certa ou errada não é julgamento, é discernimento. Julgamento é tentar definir os motivos que levam ao erro. Deixar de se posicionar quando acontece alguma coisa errada é omissão e desamor. Portanto, desejo ter sabedoria para discernir o certo do errado, desejo ter coragem para me posicionar pelo que é certo, mas sobretudo desejo fazer isso com amor.”

Depois de me mandar esse pensamento, resolvi escrever, não sem relutar o seguinte:

Vivemos uma crise dentro da igreja de Cristo. Baderneiros, irresponsáveis, desespiritualizados e mundanos tentam trazer o mundo para dentro do arraial do Senhor. Com seus gritos, pulos, luzes e danças querem impor a igreja de Deus que toda forma de adoração é válida; e que não devemos discordar disso sob pena de sermos execrados publicamente.

Aqui quero me posicionar sobre esse assunto: DEUS NÃO ACEITA QUALQUER COISA COMO ADORAÇÃO. Servimos à um Deus Santo, Santíssimo e nós somos pecadores miseráveis. Eu o adoro com minha vida, com minhas escolhas, obedecendo suas orientações, amando minha família. Isso é a verdadeira adoração!

A adoração a Deus nada tem a ver com música ROCK e suas variações. Sim, eu não concordo, não aceito e repudio a mundanização da igreja. Por incrível que pareça Satanás não está lutando contra a igreja, mas fundindo-se a ela. Seu objetivo é maculá-la, suja-la, contaminá-la.

E nós? Nos calaremos? Silenciaremos? Omissão também é pecado. Paulo nunca se omitiu quando a igreja errava. Ele condenou praticas abusivas, corrigiu distorções, admoestou, questionou e completou seu ministério sob a proteção de Deus e não de homens.

Por isso amigo, todas as vezes que você observar algo errado na igreja não tenha medo de falar, de escrever em redes sociais, de se posicionar pelo certo. Mesmo que você seja alvo de críticas, mesmo que o reputem por fariseu, por legalista, mesmo que o rotulem por conservador. Não importa. Defenda o certo até o fim! Sua coroa está reservada!



Fonte: Pastor Ivan Saraiva em Japarobe
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

5 Coisas que todo homem casado deveria fazer quando em companhia de mulheres solteiras

Certa vez, um sábio homem me aconselhou que, quando eu estiver reunido com mulheres solteiras, especialmente atraentes ou interessantes, devo mencionar minha esposa e minha família logo no início da conversa. Percebi que esse conselho foi útil em muitas ocasiões. 

Caros maridos companheiros, aprendi o conselho acima, como também outras dicas abaixo listadas, essenciais para manter o meu casamento saudável e forte. Quero que meu casamento seja forte e saudável e você também! Na verdade, é uma das maiores responsabilidades no seu casamento. 

Então, vamos nos aprofundar neste assunto. Em quais situações você se encaixa? Para muitos, isto poderia facilmente acontecer no trabalho. Você poderia estar iniciando em um novo emprego e encontrar-se cercado de mulheres jovens e agradáveis. Se for esse o caso, você precisa escolher entre atrair a atenção delas ou impor-se de forma amigável, mencionando sua bela esposa e família. 

Outros podem estar trabalhando com as mesmas mulheres há mais tempo. Você pode ter optado por envolver-se em flertes ou sair com os colegas de trabalho após o expediente. Se este for o seu caso e sua esposa estiver em casa esperando por você, então é hora de voltar atrás e reavaliar a sua posição como o marido e líder, tomar as medidas necessárias para tornar a sua relação com sua esposa a mais importante e não se esquecer disso. Liderança, senhores, liderança! 

Mesmo que tenham sido apenas alguns rápidos exemplos, sei que alguns precisam intensificar o seu papel de marido. Estes exemplos não se aplicam a você? Então, pense em suas amizades na academia, no supermercado, na padaria, na internet ou em qualquer outro lugar. Estes "simples" locais poderiam produzir relacionamentos difíceis que podem prejudicar tanto o seu relacionamento quanto o seu amor pela sua esposa. Tome coragem e faça o que precisa ser feito para o seu casamento! 

Agora que tenho sua atenção, aqui estão cinco coisas que todo homem casado deve fazer ao encontrar-se em companhia de mulheres solteiras:

1. Mantenha sua aliança no dedo. Há muito poucas exceções quando o anel precisa ser tirado, como ao operar máquinas pesadas, nadar em águas infestadas de tubarões e afins. Se você está prestes a entrar alguma situação que o faça olhar para o seu anel e considerar se você precisa dele no ou não, saia! Corra! Afaste-se! Sério, saia dessa situação; seus votos, casamento, filhos e muito mais dependem dessas decisões importantes. (Leia Lucas 16:10.)

2. Tenha fotos da sua esposa no trabalho. Um homem casado, nessa situação, seria sábio ao escolher um par de grandes e divertidas fotos dele e da sua esposa e mantê-las exibidas em seu escritório ou local de trabalho. Escolha uma situação que tenha sido divertida por dois motivos: você se lembrará porque gosta tanto dela, e será um ótimo assunto para conversa quando em companhia de outras pessoas, especialmente mulheres. Atualize a foto quando necessário, para que as pessoas ao seu redor vejam o crescimento no seu relacionamento. Separe esta foto ainda essa semana e apague o fogo. (Leia o Salmo 119:37.)

3. Mantenha contato simples e breve. Não leia isso da forma errada; não estou dizendo para ser rude. Estou falando para ser cuidadoso para onde viajam seus olhos e por quanto tempo eles viajam quando você está perto de uma mulher atraente. Você sabe que, ao se deter no primeiro olhar, você estará assinando na linha pontilhada para maiores problemas. Mantenha o olhar breve, mantenha-o decisivo e siga em frente. Olhe novamente para a foto em sua mesa. Faça isso! (Leia Mateus 5.28)

4. Mantenha a conversa geral e profissional. Se você trabalha com mulheres solteiras, não há dúvida de que a conversa vai acontecer. Cabe a você como falar com elas. Você pode optar por manter os diálogos curtos e generalizados, pode optar por mantê-los profissionais, ou você pode permitir que a conversa tome rumos que não deveria. Seja educado, mas muito intencional em suas conversas. Se necessário, mais uma vez, esteja sempre pronto para falar sobre a sua esposa ou sua família. Puxe o pino do extintor, mire e extinga a chama. Segurança em primeiro lugar. (Leia Romanos 6:13.)

5. Fale sobre a sua esposa e faça isso com frequência. Já mencionei sobre a importância de falar sobre a sua esposa em suas conversas? Acho que sim, mas esse último tópico solidifica essa idéia. As mulheres solteiras com quem você lida diariamente, não devem ser páreo para a sua esposa e para a sua família. Sua família deve ser a sua primeira prioridade onde quer que você esteja e com qualquer pessoa que se encontre diariamente. Sim, cada dia e todo dia. Seja breve, seja simples e mencione sua linda esposa. Agora dê um tapinha nas suas costas e ânimo. (Leia Efésios 5.25-33)

Nota Importante: Não importa o que você tenha feito em seus relacionamentos atuais com mulheres solteiras, esses passos podem e devem ser iniciados a qualquer momento. Os sentimentos da sua esposa são e sempre serão mais importantes do que os da mulher com quem você precisa dar início a esses passos. Seja firme.

Eu o desafio a dar esses passos de forma confiante, por você, pelo seu casamento e pela sua família. Novamente, é sua a responsabilidade de liderar!




Tradução: Carla Ribas
Fonte: Bryan Van Slyke em Charisma Mag
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Por que não recebo o que peço?

"Deu-lhes o que pediram, mas mandou sobre eles uma doença terrível." (Salmos 106:15)

Muitas vezes ouço pessoas dizerem: "Luto com Deus em oração!" E o primeiro pensamento que me vem à mente é: "Eu espero sinceramente que você perca esta luta."

Se você estiver tentando dobrar Deus à sua maneira, temos aí um grande problema. Quem ora não deve tentar mover Deus à sua maneira, pois é exatamente o contrário: quem ora é que deve buscar atender à vontade Dele.

Na verdade, sou grato porque Deus não disse sim a todas as minhas orações. Quando olho para trás e lembro das coisas pelas quais orei, percebo que se o Senhor tivesse atendido todas as minhas orações, eu poderia ter me auto-destruído. Não eram as coisas ou situações corretas. Por isso, Deus graciosamente e amorosamente disse: não!

Em João 15:7, Jesus deixou uma promessa incrível sobre oração respondida. Ele disse: "Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido." A partir da língua original, este versículo poderia ser traduzido como: "Se vocês manterem uma comunhão viva comigo e a minha palavra estiver em seus corações, eu lhes mando pedirem o que os seus corações desejarem, e isso lhes será concedido."

Quando leio uma promessa como essa, interesso-me imediatamente pela parte que diz que posso pedir o que meu coração deseja e isto vai se cumprir. Mas antes disso, Jesus disse: "Se você mantiver uma comunhão viva comigo e minha palavra estiver em seu coração..."

Se isso está realmente acontecendo em sua vida, você vai querer o que Deus quer. Se você mantém uma comunhão viva com Deus e as Suas palavras estão em seu coração, então a sua visão, os seus desejos e, com o tempo, as suas orações também irão mudar.



Fonte: Devocionais Diários
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