quarta-feira, 25 de abril de 2012

Padre espanhol prega "cura" da homossexualidade após divulgar depoimentos de "ex-gays"

Religioso instaurou polêmica na cidade de Alcalá de Henares ao classificar homossexualidade como falta de “orientação”

A autoridade máxima da Igreja Católica na cidade espanhola de Alcalá de Henares decidiu publicar no site oficial da instituição cartas que trazem depoimentos de pessoas que sofreram com “AMS” (sigla para “atração sexual pelo mesmo sexo") mas que poderiam ter sido curadas por “terapias apropriadas”.

Segundo revela o portal, o objetivo do monsenhor Juan Antonio Reig Pla é trazer ao público os casos de pessoas que possuíam “o assim chamado estilo de vida gay” e que perseguiram “os itinerários de liberdade e esperança”. De acordo com artigos publicados pela Opus Dei no site do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de Navarra, esses “itinerários” seriam, em outras palavras, condições fisiológicas humanas reversíveis.

Foram publicadas, no total, cerca de 20 cartas, das quais quatro teriam sido entregues pessoalmente ao monsenhor Reig. Em uma delas, surge o caso de uma universitária de 22 anos, que diz ter sido “tormentoso cair na homossexualidade”, algo que tornou sua vida “infernal”.

Em outro depoimento, um homem de 29 anos agracia o monsenhor Reig como aquele que o “liberou do inferno da vida gay” com sua “defesa incondicional e valente”. Para um jovem de 18 anos, a “missão” do religioso seria propagar informações para “que se conheça a mentira gay, que se saiba que é possível mudar e que há esperança para todos que não querem uma vida de sofrimento”.

A publicação de todo esse material foi uma resposta à polêmica da última missa de Semana Santa da cidade, quando o bispo defendeu em seu sermão que "desde pequenos, há pessoas que não são bem orientadas na sexualidade humana e têm atração pelo mesmo sexo".

Consultado pela imprensa local, Reig Pla chegou a considerar que “o problema pode ser solucionado com terapias apropriadas especialmente se a prática de atos homossexuais não se enraizaram”.


Fonte: Opera Mundi
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